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Entidades do comércio discutem plano de revitalização do Centro de BH

Marcelo de Souza e Silva: “Queremos aprofundar a discussão sobre o plano, saber quando vão ser feitas as obras” – Foto: CDL/BH

No dia 28 de março, entidades e empresas do setor de comércio e serviços da capital mineira se reuniram na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), para analisar os possíveis impactos do projeto “Centro de Todo Mundo” na atividade econômica e as ações da prefeitura para a população de rua.

“O Hipercentro de Belo Horizonte viveu um esvaziamento nas últimas décadas. A cidade ganhou novos centros comerciais nas outras localidades para atender a população perto de casa. Contudo, a região Central ainda é o coração do setor de comércio e serviços, a principal força econômica da cidade, e sua revitalização precisa ser pensada e discutida por todos os que fazem parte dela. A prefeitura, obviamente, tem legitimidade para ser a protagonista dessa discussão, mas estamos dispostos a participar e a contribuir com sugestões e propostas”, enfatizou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Um dos temores da entidade é que a obra afaste os consumidores dos comércios, seja por meio de obras da prefeitura ou reestruturação de instalações, com o fechamento temporário de ruas e mudança de pontos de ônibus.

“Queremos aprofundar a discussão sobre o plano, saber quando vão ser feitas as obras, movimentações, acompanhar tudo de perto para que o impacto seja minimizado. Queremos ajudar a aproveitar a infraestrutura do Centro para trazer a vida de volta à região. A gente tem essa preocupação sim, porque as vendas são muito importantes, principalmente para os pequenos comerciantes. É importante que essas obras não atrapalhem ou que o impacto delas seja bem minimizado”, disse Souza e Silva.

Presente no encontro, a subsecretária de Relações Intergovernamentais da Prefeitura de Belo Horizonte, Beatriz Góes, garantiu que os diálogos irão continuar durante todo o processo. “É uma oportunidade de expor, trocar ideias, debater. Nossos projetos são sempre discutidos com a CDL. Aquelas obras com um período de implementação mais longo não serão concluídas até depois do mandato do atual prefeito, Fuad Noman (PSD). A prefeitura abrirá caminho para novos gestores darem continuidade ao projeto”.

Sugestões

Algumas sugestões para cultura, lazer e turismo incluem reavaliar a gestão do Parque Municipal visando atualização do modelo de administração por meio de parceria público-privada, estimulando a oferta de serviços. Fomentar parcerias com o Circuito Cultural Liberdade e áreas de potencial turístico, como a Savassi e o Barro Preto (Polo da Moda).

Para a mobilidade, as entidades e empresas sugerem que haja uma explicação detalhada do projeto para entender quais vagas serão excluídas em função das faixas exclusivas e das ciclovias. Manutenção e reforma de vias estão, geralmente, relacionadas a obras na porta dos comércios. As entidades demandam que elas sejam feitas em etapas, para evitar grandes canteiros e isolamento das lojas.

Em relação à segurança, a CDL/BH se coloca à disposição como agente de interlocução para a integração das câmeras de lojas ao sistema da Guarda Municipal. Melhoria da iluminação nos ambientes públicos e inclusão do setor de comércio e serviços nas discussões sobre ações de inteligência da segurança pública.

Além da ocupação de prédios ociosos e subutilizados, a instituição busca formas de promover o readensamento do Hipercentro com trabalhadores do setor de comércio e serviços (linhas de financiamento, subsídios e ou enquadramento em políticas sociais). A implantação de incentivo à habitação no Centro de BH irá fomentar a maior circulação de pessoas e a permanência delas no espaço.