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Badminton é o segundo esporte mais praticado no mundo

A modalidade pode ser praticada por qualquer pessoa / Foto: Pexels.com

 

O badminton é um esporte dinâmico praticado entre dois ou quatro jogadores e semelhante ao tênis. Mas, ao invés de uma bola, ele é jogado com uma espécie de peteca. A modalidade exige um grande treinamento físico por parte dos atletas e envolve agilidade, coordenação e reflexo. A atividade traz benefícios para a saúde mental e física e pode ser praticada por qualquer pessoa.

O instrutor Eduardo Lee Murça explica como funciona uma partida. “São sets disputados em 21 pontos, em uma melhor de 3 sets. Se houver um empate de 1 a 1, vai para o terceiro set. Se durante o jogo tiver empatado, por exemplo, 20 a 20, quem abrir 2 pontos de diferença, vence. Agora, se continuar tudo igual, quem marcar 30 pontos primeiro, ganha o duelo. O atleta só pode tocar a peteca usando a raquete. Também não deve invadir o espaço do adversário, encostar na rede, nem dar dois toques na peteca no mesmo lado da quadra”.

A prática constante da atividade traz vantagens para a saúde mental e física. “Em média, uma pessoa gasta 400 calorias durante um jogo. Ele pode ser trabalhado com todas as idades, tanto para recreação quanto competição”, destaca o instrutor.

Quem começou na modalidade por lazer e hoje é tricampeão mineiro é o analista de suporte de informática, Adriano Pires e Silva. “Sempre gostei de futebol, mas devido a inúmeras lesões, parei de jogar em 2017 e fui à procura de outra atividade que me desse o mesmo sentimento de satisfação. Hoje, o badminton é o meu primeiro esporte e tenho um condicionamento físico muito bom”, conta.

O badminton trouxe ao Adriano um incentivo para fazer uma segunda graduação em Educação Física. Também como treinador, já começa a colher frutos. “Tive a oportunidade de viver emoções que até então não conhecia e nosso grande feito foi três vice-campeonatos na categoria Sub-11 no Torneio Nacional de Badminton. Uma emoção que me motiva e direciona meus passos em prol do fomento do badminton no estado”.

Longo caminho a percorrer

O Brasil ainda não tem uma tradição no badminton. A primeira vitória na modalidade nos Jogos Olímpicos veio apenas na última edição, em Tóquio, quando Ygor Coelho venceu Georges Paul, das Ilhas Maurício, por 2 sets a 0. Eduardo lamenta que o Brasil não tenha uma representatividade, mas vê que o país tem um longo percurso a percorrer rumo a briga por medalhas nas competições internacionais.

“Nós precisamos popularizar o badminton, visto que poucas pessoas conhecem que o esporte é o segundo mais praticado no mundo. Um caminho é trabalhar com as crianças e fomentar a modalidade nas escolas, durante as aulas de educação física, além de ter um intercâmbio com treinadores estrangeiros. Quando a gente conseguir massificar a modalidade, acredito que temos potencial para muitos talentos”, conclui Eduardo.