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Brasil tem segunda conta de luz mais cara do mundo e energia solar pode amenizar gastos

Além do aspecto ambiental, os benefícios financeiros estão impulsionando estas fontes / Foto: Pixabay

Uma pesquisa divulgada pela plataforma Cupom Válido, a partir de dados da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), mostra que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de contas de luz mais caras do mundo, ficando atrás apenas da Colômbia. Nos últimos 5 anos, o custo brasileiro aumentou 47%.

Além da Colômbia e Brasil, no topo da lista estão: Turquia (3º), Chile (4°), e Portugal (5°). Na base, entre os cinco países com a energia mais barata, estão Noruega, Luxemburgo, Estados Unidos, Canadá e Suíça, respectivamente.

O estudo analisou o custo de 200 kWh (quilowatt-hora, medida do setor de energia) ajustado pela renda per capita de cada nação. De acordo com o estudo, do total pago pelos consumidores no Brasil, apenas 53,5% são utilizados para a geração, transmissão e distribuição da energia. Os 46,5% restantes do valor da conta são compostos por taxas, furtos, impostos e ineficiências.

Ao mesmo tempo, conforme o levantamento Revisão Global de Eletricidade, divulgado pela Agência Brasil, o ano de 2021 registrou o maior índice na utilização das energias alternativas. O total de fontes limpas que geram eletricidade subiu para 38% globalmente.

Energias limpas e renováveis

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), somente em 2021, o ramo atraiu mais de R$ 21,8 bilhões em investimentos, tanto das grandes usinas, quanto dos pequenos e médios sistemas instalados em residências, pequenos negócios e propriedades rurais. O resultado representa um avanço de 49% em relação aos investimentos acumulados desde 2012 até o final de 2020.

Os avanços de 2021 criaram mais de 153 mil novos empregos no Brasil, espalhados por todas as regiões do território nacional. Desde 2012, a fonte solar já movimentou mais de R$ 66,3 bilhões em negócios e gerou mais de 390 mil postos de trabalho. Em 2021, as contratações cresceram 65% em relação aos empregos acumulados desde 2012 até o final de 2020.

Para 2022, projeções da associação apontam que a fonte solar fotovoltaica deverá gerar mais de 357 mil empregos, com novos investimentos privados no setor que poderão ultrapassar a cifra de R$ 50,8 bilhões.

O head de autoprodução de uma empresa comercializadora independente de energia elétrica, Matheus Santos, aponta que o Brasil possui uma posição de protagonismo mundial em relação ao desempenho em energias limpas. “Ocupamos a 3ª posição mundial em capacidade instalada, ficando atrás somente da China e Estados Unidos. O país liderou nos últimos 10 anos o crescimento de energia eólica na América do Sul e ficou em 8º lugar entre os países que mais geraram empregos no mundo por meio da energia solar fotovoltaica, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE)”.

Benefício

José Otávio Bustamante, CEO de uma startup de energia por assinatura, esclarece que o consumidor pode se beneficiar das fontes de energia renováveis. “As placas solares possuem uma garantia de eficiência do fabricante de 25 anos, ou seja, irão produzir pelo menos 85% da energia nominal no qual gerava no início de sua vida útil. O retorno do investimento gira em torno de 4 a 6 anos, a depender da localidade geográfica, tarifa local de energia e custo de aquisição do sistema”.

Ele explica que o sistema de energia solar possui um grau pequeno de manutenção, principalmente sem tracker (partes móveis). “O painel fotovoltaico continua gerando energia em dias nublados e chuvosos, no entanto, com uma intensidade menor”.

Vantagens das Energias Renováveis: 1 – Ajuda no combate à emissão de gases do efeito estufa e do aquecimento global; 2 – Garantia da autonomia energética, uma vez que não depende da importação de combustíveis fósseis; 3 – Criação de novos empregos, principalmente em áreas menos favorecidas; 4 – Menos arriscada que a energia nuclear; 5 – Estimula o desenvolvimento de novas tecnologias.

Desvantagens das Energias Renováveis: 1 – Custos elevados de investimento e infraestruturas apropriadas; 2 –Impactos visuais negativos no meio ambiente; 3 – Energia da Biomassa – o método de combustão da biomassa não é limpo; 4 – Energia Hidroelétrica – causa erosão de solos que pode ter impacto na vegetação do local; 5 – Energia Solar – os gastos iniciais muito elevados.