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Galo em alta, Cruzeiro em queda

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

O clássico no Independência ainda deixa pontos importantes a considerar. O primeiro deles: é inaceitável um jogo dessa grandeza com apenas 13 mil e poucos pagantes. O horário era esquisito, mas o preço do ingresso puxou para baixo. O jogo entre Ceará e Fortaleza acolheu 37 mil pagantes, por exemplo.

O segundo: não houve um único jogador do Cruzeiro com destaque em campo. Tudo muito previsível e sem brilho. Do outro lado, o Atlético tinha intensidade, embora sem a posse de bola, optando pelo contra-ataque, de onde surgiram os dois gols e lances perigosos contra o Fábio.

E ainda: o técnico do Atlético, nascido em Santos, tem um jeito mineiro de conduzir sua carreira. Bem novo, com 37 anos, das categorias de base, passou a interino com a saída de Levir e ganhou a confiança da diretoria e da torcida, chegando ao status de efetivo.

Com ele, algumas surpresas positivas. A inversão de lados entre Réver e Igor Rabello, a aposta em Jair e Vinícius, os crescimentos de Patric e Fábio Santos, totalmente desacreditados, e um preparo físico melhor. O goleiro Cleiton é outra boa surpresa. Não há craques ou grandes estrelas, mas temos que reconhecer os acertos, mesmo jogando sem centroavante.

No Cruzeiro, a deficiência dos atacantes é crônica e não há como saber o que o Mano Menezes vai conseguir nos treinos fechados para encontrar o caminho da “casinha”. As saídas de Raniel, Lucas Silva e de Lucas Romero já vêm sendo sentidas, Egídio anda em baixa, é visível a falta de condições físicas de Robinho e Thiago Neves. Mano está sendo muito cobrado e precisa urgentemente sair do inferno astral e encarar os próximos jogos como vida ou morte.

As brigas de torcidas fora do estádio e a agressão ao ônibus do Cruzeiro entram para o lado obscuro da rivalidade sem que haja qualquer solução à vista para cessar a violência, que não é só nossa, já que está alastrada para todo o Brasil.

No dia 10 de novembro tem mais. É o último Atlético e Cruzeiro do ano, Campeonato Brasileiro, no Mineirão. O palco perfeito para o grande jogo. Até lá.