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Briga do PSDB com MDB visa mais espaço no governo

Crédito: ALMG

Não foi surpresa a reação negativa de alguns deputados estaduais do MDB sobre à indicação de Carlos Eduardo Tavares de Castro para a presidência da Copasa. Mesmo com a vitória emedebista, que conquistou um cargo importante em uma das maiores empresas da capital, o deputado e ex-secretário Sávio Souza Cruz (MDB), em nome do partido, tem se posicionado contra o governador Romeu Zema (Novo), especialmente, em relação aos projetos que estabelecem a venda de estatais. Além disso, outras medidas que afetam diretamente os funcionários públicos foram pensadas, possibilitando uma autorização para que seja realizado um acordo de recuperação financeira entre Minas e o governo federal.

O deputado pode estar focando em uma tese do seu partido, atualmente com 7 nomes no âmbito da Assembleia: a ideia é se manter neutro em relação ao governo do estado. Ou seja, mesmo com a indicação de um filiado do MDB para presidir uma das principais estatais de Minas Gerais, o grupo permanece na mesma posição, que é a de analisar cada projeto enviado pelo Executivo para saber depois a orientação a ser adotada na hora das votações em plenário.

A recomendação de Carlos Eduardo para a Copasa não apresentou efeito prático na Casa Legislativa. O MDB tem um afilhado, o empresário Pedro Magalhães à frente da Gasmig. Pedro é irmão de João Magalhães (MDB), um dos parlamentares mais influentes nos meandros do Legislativo estadual. Diante de tais conquistas, dificilmente haveria ambiente para o grupo emedebista continuar fazendo oposição ferrenha em relação à Cidade Administrativa.

PSDB com ciúmes?

O posto estava previsto para ser dado ao ex-presidente da companhia, Ricardo Simões. O nome de Simões apareceu nos jornais por mais de 15 dias, porém, as críticas foram maiores. Ao que tudo indica parece ter pesado contra ele o fato de ser apadrinhado pelo PSDB.

Na manhã da última quarta-feira (26 de junho), quando a imprensa veiculava a conquista do MDB diante de um representante seu para a Copasa, alguns tucanos reclamavam. Houve uma espécie de ciúmes declarado, mas vamos aos dados: com a saída de João Vítor Xavier, o PSDB agora tem 6 nome, um a menos do que o MDB.

Mesmo tendo perdido a eleição para Zema, os tucanos foram convidados a participar de seu mandato. Era início de fevereiro quando todos se surpreenderam com a decisão do novo governador em convidar o deputado estadual Luiz Humberto (PSDB) para o cargo de líder do Governo no Legislativo. Enquanto isso, o ex-deputado Custódio Mattos era confirmado como titular da Secretaria de Governo. Agora, segundo consta nos bastidores, são muitos os nomes ligados ao PSDB que fazem parte do segundo escalão, com destaque para a Secretaria de Estado do Planejamento, entre outras pastas importantes.

Os tucanos mais próximos ao ex-governador Aécio Neves condenam essa aproximação do partido com o Palácio da Liberdade por avaliarem que esse assunto tem um viés mais fisiológico. No dia a dia, os tucanos foram escolhidos pela população para ficarem na oposição. Portanto, fazer parte de um governo ideologicamente distante dos preceitos preconizados pelo PSDB, é algo inaceitável para alguns, quem está hibernando neste período da política mineira.