Não apenas o turismo interno está contribuindo para o reaquecimento do setor de eventos, mas o Brasil também se transformou em um reconhecido destino para o público vindo do exterior. Conforme dados estatísticos do Ministério do Turismo, Argentina, Estados Unidos e Chile estão na lista dos três principais países emissores de excursionistas que vem para o nosso país.
Como propalado pela imprensa brasileira, o segmento de eventos sofreu perdas durante os dois anos da pandemia de COVID-19. O desmantelamento de cadeias de hotelaria, redes de restaurantes, casas de eventos, endereços destinados a feiras, interrupção das promoções de congressos, entre muitos outros itens relacionados ao ramo. Tudo sucumbiu ao vírus e levou muitos empresários à ruína, carecendo de reestruturação a partir de 2023.
Para além dessa constatação, as expectativas para 2025 são alvissareiras, segundo a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape). O setor de eventos deve alcançar um consumo de R$ 141,1 bilhões, registrando crescimento de 7% na comparação com o ano anterior. Isso pode ser traduzido no número de empresários a investirem nessa área, com a finalidade de fazer prosperar a determinada “indústria sem chaminé”, impulsionadora do lazer, da alegria e da esperança de novos negócios nos quatro cantos do Brasil.
Há também o incremento relacionado ao atendimento à área social e ao desenvolvimento econômico, perante um crescimento no volume e na qualidade de empregos. A Abrape estima 4,305 milhões de trabalhadores empregados, englobando aproximadamente 52 atividades. Para a economista Marcela Andrade, o setor de eventos está se reconfigurando com um olhar mais atento para as novas tendências do mercado. Em sua avaliação, o aumento do consumo em 2025 pode ser explicado pela combinação de fatores, como a digitalização dos eventos, o desejo crescente de experiências presenciais e as melhorias no cenário econômico do país.
Quando a iniciativa privada resolver jogar o jogo, tudo pode acontecer. E a realidade nessa conjuntura de agora é a prova de que o Brasil sempre consegue se reerguer, independentemente de ajudas externas. Somos um país acolhedor, democrático e plural, onde as pessoas de bem sempre estão no topo das ações do nosso cotidiano.