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Quadribol existe na vida real e pode ser jogado por “trouxas”

Goles, balaço e pomo de ouro. Se você é fã da saga Harry Potter, provavelmente já ouviu falar nessas três bolas. Elas entram em campo no esporte mais famoso do mundo bruxo criado por J.K Rowlling: o quadribol. O que pouca gente sabe é que a modalidade foi adaptada e existe na vida real, podendo ser jogada por nós, meros “trouxas” (nome dado a humanos na saga).

Quem explica mais sobre o esporte é a diretora executiva de comunicação da Associação Brasileira de Quadribol (ABRQ), Tábata Magalhães. “A modalidade surgiu em 2005 e era mais voltada aos fãs de Harry Potter, algumas pessoas até usavam capas para jogar e vassouras que lembravam a dos filmes. Hoje, já abrange quem não acompanhou a saga e se tornou um esporte com campeonatos regionais, nacionais e até mundiais”.

A prática já conta com dois grandes campeonatos no país. “O Campeonato Carioca de Quadribol e o Campeonato Brasileiro de Quadribol, que começou ano passado e foi organizado pela ABRQ. Temos times espalhados em vários lugares, como Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e em Minas Gerais”.

Aqui, em BH, o quadribol é representado pelo Libertas, fundado em julho de 2018 por Fabrício Carlos que, hoje, joga na posição de batedor. Todos conheceram a modalidade por meio da história de J.K, mas ele observa que a adaptação está crescendo. “Estamos engatinhando, mesmo porque todas os esportes que fogem do tradicional (futebol e vôlei), sofrem dificuldades no Brasil”.

Quer jogar?
O Libertas divulga todos os treinos nas redes sociais. Basta acessar www.facebook.com/libertasquadribolufmg. Para quem quiser conhecer, é recomendado levar água, protetor solar, tênis para grama e roupas confortáveis.

Contudo, segundo Fabrício, há uma iniciativa dos times em desenvolver a modalidade. “O esporte traz valores, no quadribol, homens e mulheres jogam juntos e isso promove um ambiente de respeito. Ele é democrático e faz muito bem ao corpo, pois mistura técnicas de handebol, rugby e queimada”.
Tábata conta que as pessoas reagem de maneira diversa ao saber que o esporte existe. “Tem gente que fica surpreso e acha engraçado, mas é um estranhamento, todo mundo que joga passou por isso também”.

Para ela, uma série de fatores faz com que a expansão da modalidade seja lenta. “É pouco conhecido, é amador e demanda esforço pessoal e de cada equipe para manter o time ativo. O quadribol é complexo, tem várias posições e regras, já vi muita gente desanimar por achar difícil”.

 

Adaptação

Nos filmes cada time joga com um goleiro, que defende os três aros em campo; dois batedores, que tentam derrubar o adversário da vassoura com o balaço; três artilheiros, que são responsáveis por marcar gols, que valem 10 pontos, com as goles; e o apanhador, peça-chave na disputa, ele tem a função de pegar o pomo de ouro, bolinha que tem vida própria, é pequena e bastante veloz. Quem pegar o pomo, soma 150 pontos para seu time.

Já na vida real, as goles são substituídas por bolas de vôlei e os balaços por bolas de queimada. As duas ficam um pouco vazias para facilitar as jogadas. Os participantes jogam com uma espécie de cano entre as pernas e qualquer jogador acertado por um balaço fica fora até completar o procedimento de queimada, a não ser que tenha o que é chamado de imunidade de queimada.

O pomo é representado por uma pessoa neutra que fica com uma bolinha de tênis dentro de uma bolsinha presa ao short. Ele entra após 18 minutos de partida, diferente dos filmes, o pomo vale 30 pontos.

Por ser um esporte de muito contato, o quadribol é jogado, preferencialmente, em grama natural. “É permitido em algumas situações que o adversário seja derrubado. Geralmente, usamos campo aberto e fazemos as devidas marcações para que a partida aconteça”.

Qualquer pessoa pode jogar. “Não existe restrição de idade de um modo geral, mas cada time tem sua regra. Para eventos competitivos é a partir de 16 anos. Ainda não temos campeonatos infantis no Brasil”.

Para saber mais sobre o esporte no Brasil, acesse: https://abrquadribol.wordpress.com/