Home > Destaques > Câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil

Câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil

Visita frequente ao dermatologista é importante para descoberta da patologia - Crédito: Divulgação

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que para o biênio 2018/2019 sejam diagnosticados 165.580 novos casos de basocelular e espinocelular no país, principais tipos da doença.

Esses valores correspondem a um risco estimado de 82,53 casos novos a cada 100 mil homens e 75,84 para cada 100 mil mulheres, sendo o tipo mais incidente em ambos os sexos. O melanoma, outra forma da patologia, representa apenas 3% das ocorrências, mas é a causa da maioria das mortes.

O último mês do ano é marcado pela campanha Dezembro Laranja, iniciada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de conscientizar a população acerca da prevenção. O tema deste ano é “Se exponha, mas não se queime” e informa a população sobre uma série de medidas e a importância de se procurar um médico especializado para o diagnóstico.

É o que explica a dermatologista Teresa Noviello. “Para prevenir o aparecimento desse câncer, o importante é evitar a exposição solar direta, principalmente em horários em que o sol está mais forte entre 10h e 14h. Sempre utilizar o protetor solar, de preferência 3 vezes ao dia. Ao ar livre, aplicar mais vezes. Hoje, temos tecidos, camisetas e bonés que tem essa proteção e pode agregar”.

Ela aponta que o indicado é ir ao dermatologista duas vezes ao ano. “O profissional fará o check-up e seria bom se as pessoas criassem o hábito de buscar a especialidade para tratamentos estéticos e afins. Eu mesma já diagnostiquei o câncer de pele fazendo um botox”.

Na pele

Teresa explica os tipos mais comuns da patologia. “O carcinoma basocelular é o principal e é mais benigno. Tem menor chance de metástase para outros órgãos, porém tem que ser retirado se não acaba ocorrendo o que chamamos de invasão local, que é quando cresce localmente. Quanto maior ele fica, mais difícil e complexa será a cirurgia”.

Outro caso é o carcinoma espinocelular. “Normalmente, quando relacionado ao sol, surge de uma lesão prévia que pode se transformar neste tipo de câncer. Mas também está associado a outras causas, como imunidade. O tratamento, dependendo do tamanho, precisa de uma radioterapia local”.

O mais grave de todos, segundo a especialista, é o melanoma. “Ele está ligado a queimaduras solares e precisa ser descoberto o quanto antes para que haja uma retirada completa da lesão. Esse tipo pode dar metástase”.

Sinais

A dermatologista elucida que os sinais variam de acordo com o câncer. “É importante observar pintas que começam a sangrar, manchinhas vermelhas que não saem e machucados que não cicatrizam”.

O ideal é observar e fazer o autoexame. “Conhecer suas pintas, analisar os sinais e, quando houver dúvida, não hesitar em procurar o profissional da área para esclarecer. Existem casos superficiais que a cirurgia é simples, mas há os mais complexos”.

Susto

Em 2015, a fisioterapeuta Daniele Pinheiro observou um carocinho rosa no canto do olho direito. “Eu achei que fosse terçol e não dei muita importância. Pouco tempo depois notei que a bolinha tinha se estendido para os dois lados e, às vezes, ficava com a cor mais escura. Passou um tempo e começou a sangrar, marquei uma consulta e ela me disse que se tratava de um carcinoma basocelular de pálpebra”.

Foi necessária uma pequena cirurgia no local. “Tive que fazer a remoção e enxerto no local com pele da orelha. Soube que esse tipo da doença não corre risco de metástase, o que foi um alívio, pois quando falam a palavra câncer a gente quase morre de susto”.

Contudo, o problema poderia ter sido mais grave. “Meu médico disse que poderia acometer o globo ocular, tendo que retirá-lo também. Mas no procedimento ele foi preservado, graças a Deus”, conclui.