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Exportações do agronegócio mineiro crescem e geram quase R$ 20 bilhões

O agronegócio continua sendo um dos motores da economia mineira. Segundo dados da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base nas informações do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), de janeiro a setembro deste ano, as exportações do setor faturaram US$ 6 bilhões (R$ 19,482 bi). Esse valor representou um crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em relação ao volume exportado, houve um aumento de aproximadamente 2% se comparar com 2016, alcançando 7,3 milhões de toneladas. O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Pedro Leitão, avalia o resultado do setor como positivo. “Estamos no momento de recessão econômica, com dificuldade de financiamento e juros mais baratos, mas isso demonstra a forma e o potencial que o agronegócio tem”.

Para Leitão, o faturamento do segmento vem de uma melhora constante e ele espera, para o ano que vem, números ainda melhores. “A agricultura tem investido cada vez mais em tecnologia e produtividade. O produtor rural está se aprimorando a cada ano”.

De acordo com o superintendente de Abastecimento e Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura, João Ricardo Albanez, os números evidenciam, também, que houve uma valorização do preço das commodities. “O café foi comercializado, ano passado, em US$ 2,6 mil (R$ 3,247 mil) a tonelada e, neste ano, está em US$ 2,8 mil (R$ 3,247 mil). Os produtos de soja também tiveram aumento de US$ 362 (R$ 1.175,42) a tonelada para US$ 384 (R$ 1.246,85). Já o açúcar, terceiro mais exportado em 2016, a tonelada era cotada em US$ 342 (R$ 1.110,48) e agora está em US$ 418 (R$ 1.357,25)”.

Exportações do agronegócio

CaféUS$ 2,5 bilhões (41,3%)
Complexo SojaUS$ 986 milhões (16,5%)
Complexo SucroalcooleiroUS$ 981 milhões (16,4%)
CarnesUS$ 730 milhões (12,2%)
Produtos FlorestaisUS$ 479 milhões (8%)

Albanez destaca que o agronegócio contribui de forma significativa com a balança comercial do Estado. “Essas commodities representam 31,3% do que Minas exporta. Além disso, o setor importa pouco. Vendemos US$ 6 bi e compramos US$ 0,4 bi (R$ 1,2988 bi), o que gera um superávit de US$ 5,6 bi (R$ 18,1832 bi)”.

O café continua sendo o principal produto enviado para o exterior, sendo 41,3% do valor total. O montante alcançado com a comercialização foi de US$ 2,5 bi (R$ 8,1175 bi), assinalando um aumento de 5,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Até setembro, foram exportadas 14,5 milhões de sacas, que correspondem a quase 60% da safra.

O superintendente ressalta que o café sempre esteve muito presente economicamente no Estado e que, apesar de arrecadar mais nas exportações, a sua parcela no volume enviado para o exterior tem diminuído. “Outras culturas que não tinham tanta expressividade, como soja, o setor sucroalcooleiro e carnes, passaram a ter um papel fundamental”.

Até setembro, Minas Gerais exportou os produtos do agronegócio para 164 parceiros comerciais, sendo que os principais países importadores foram China (19%), Estados Unidos (10%), Alemanha (8,3%), Itália (5,9%) e Japão (5%). Juntos, eles representaram 48% do total.

Semana Internacional do Café

Semana passada, nos dias 25, 26 e 27 de outubro, aconteceu a 5ª Semana Internacional do Café. A feira ocorreu no Expominas, na região Oeste de Belo Horizonte. O diretor de Planejamento da Café Editora (empresa responsável pela organização), Caio Alonso Fontes, conta que esse evento começou em 2006 e teve as suas primeiras edições realizadas em São Paulo, porém foi em Minas Gerais que ganhou notoriedade e reconhecimento. “Aqui achamos o mercado ideal para a feira, pois conseguimos unir todas as cadeias, desde o produtor até o consumidor final”.

Fontes acrescentou que, com o evento, os organizadores esperavam arrecadar aproximadamente R$ 20 milhões com mais de 150 marcas expositoras e 20 mil visitantes.

O presidente da Faemg, Roberto Simões, afirmou que a cada ano a feira está ficando melhor. “O nosso objetivo como produtor era colocar tudo o que se pode aprender em termos de tecnologia e maquinário moderno para preparar um café melhor”. Alguns compradores internacionais também estiveram no evento. “Vários negócios foram fechados durante a feira, pois eles veem a classificação do nosso café nos concursos e ficam muito interessados no produto”.

A solenidade de abertura contou com a presença do governador Fernando Pimentel (PT); do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão; do diretor-presidente da Codemig, Marco Antônio Castelo Branco; do presidente da Faemg, Roberto Simões; do deputado estadual Dalmo Ribeiro (PSDB), representando a Assembleia Legislativa; do secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães; do superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Borges; do presidente da Ocemg, Ronaldo Scucato; do presidente do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira; do diretor de Planejamento da Café Editora, Caio Fontes; do presidente da Federaminas Emílio Parolini; do presidente da Epamig, Rui Verneque; do presidente da Emater, Glênio Martins; do presidente do IMA, Marcílio Guimarães; além dos representantes de toda a cadeia produtiva do café.

Durante esses dias, aconteceram mais de 25 eventos simultâneos voltados para o mercado, educação e empreendedorismo.

Conversões realizadas de acordo com a cotação do dólar do dia 25/10/2017