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QUEM SABE, SABE

Uma das doenças neurodegenerativas mais comuns nos seres humanos, o mal de Parkinson afeta cerca de 10 milhões de pessoas em todo mundo, das quais aproximadamente 200 mil no Brasil. E embora não seja fatal, é uma doença incurável, levando suas vítimas a conviverem muito tempo com o problema e exigindo tratamentos para o alívio dos sintomas, que incluem, além dos notórios tremores, lentidão nos movimentos e rigidez muscular, entre outros. Atualmente, os tratamentos mais usados para o Parkinson são medicamentos que substituem a dopamina que deixa de ser produzida com a morte dos neurônios da chamada “substância negra” – parte da região do cérebro conhecida como núcleos da base, responsáveis, entre outras funções, pelo controle motor – e o método de estimulação cerebral profunda. Os remédios, no entanto, acabam perdendo o efeito, e ambas as opções trazem benefícios para os pacientes com duração muito limitada. Agora, um experimento com camundongos conduzido por cientistas da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias que podem aliviar os sintomas da doença por mais tempo.

REFIS PODE CUSTAR R$ 23 BILHÕES AOS COFRES PÚBLICOS

As alterações feitas pelo Congresso no Programa de Regularização Tributária (PRT), espécie de Refis lançado pelo governo no fim do ano passado, podem resultar numa perda de arrecadação de R$ 23 bilhões em 2017, segundo cálculos da equipe econômica. Integrantes do governo afirmaram que o programa foi encaminhado ao Legislativo de forma a render R$ 8 bilhões aos cofres públicos este ano. No entanto, os parlamentares flexibilizaram tanto o regime que, além de não arrecadar mais o valor previsto, poderia haver uma perda adicional entre R$10 bilhões e R$ 15 bilhões. Diante disso, caso o texto não seja modificado nas votações no congresso, só restará ao Palácio do Planalto vetá-lo.

ACORDO SOBRE CLIMA TEVE NOVO ENCONTRO

As negociações sobre mudanças climáticas iniciadas em 2015, com o acordo de Paris foram retomadas semana passada em Bonn, na Alemanha. A reunião dos 196 países que participaram da elaboração do documento ocorre em meio à ameaça do governo americano de se retirar do pacto internacional, cujo objetivo é limitar o aquecimento do planeta. – Precisamos definir as operações do Acordo de Paris antes da próxima Conferência do Clima (COP-23), que será realizada no fim do ano – diz David Levai, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e de Relações Internacionais.

CANAL ABERTO

Fora. O historiador José Murilo de Carvalho, após os aplausos da plateia, depois da palestra da ministra Cármen Lúcia, sexta, na ABL.: – é a primeira vez, nos últimos tempos, que o líder de um dos três poderes da República é aplaudido de pé, sem que se diga “Fora!” ao orador. 

Eu também quero. Eduardo Cunha, que na cadeia virou um rábula, entende que se estende a ele o benefício legal da decisão de Toffoli, Lewandowiski e Gilmar, o trio que liberou presos da Lava Jato.

Homicídios em queda. A realidade mostra que reacendeu a violência urbana no Rio. Mas semana passada o secretário Roberto Sá recebeu uma boa notícia do ISP: os homicídios dolosos caíram 20% no Rio em abril, em comparação com o mesmo mês de 2016.

No Kuwait é assim. Casados há mais de 40 anos, Olivia Hime e Francis Hime fizeram uma série de shows lotados no Kuwait – agradaram tanto que possivelmente repetirão a dose em janeiro de 2018, a convite do país árabe. Conhecidos pelos gestos de carinho mútuo, eles ouviram o seguinte pedido ao posar para uma foto depois de entrevista a uma revista local: “Vocês podem se afastar um pouquinho, deixar um espaço entre vocês?”. É que, caso contrário, a foto não poderia ser publicada. 

Karl Ove Knausgard assina exposição. Autor da vigorosa  série de ficção autobiográfica “Minha Luta”,  que o transformou numa estrela literária internacional o escritor norueguês Karl Ove Knausgard se aventura por outra seara. O Museu Munch de Oslo inaugurou semana passada a exposição “Towards the forest. Knausgard on Munch”, uma reunião de obras menos icônicas do grande pintor de “O grito”, com curadoria do romancista. A mostra, em cartaz até 8 de outubro, reúne mais de cem trabalhos.

Casa assassinada. O clássico “Crônica da casa assassinada”, do escritor mineiro lúcio Cardoso (1912/1968) ganhou o prêmio de Melhor Livro Traduzido nos EUA, o Best Translated book Award (BTBA), na categoria ficção. Foi traduzido pela renomada Margaret Jull costa para a editora Open Letter.

Esse é o nosso Jõao! Fazendo dois shows por noite, João Bosco, 70 anos, lotou durante toda a semana passada, o Birdland, tradicional casa de jazz em Nova York. Como a vida não é só trabalho, o cantor e compositor aproveitou para juntar toda a família num hotel na região de Midtown. Foram vistos lá curtindo o sucesso de João, a mulher, Ângela, a filha, Julia, e o filho, Chico.