Nas diversas notícias relacionadas aos preparativos para a eleição majoritária do próximo ano, um detalhe chama atenção: a menção ao nome do prefeito de Nova Lima, João Marcelo (Cidadania), como opção para ser candidato a vice, na chapa possivelmente a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), ao Governo de Minas.
Além dessa informação de bastidores, matemáticos da política mineira avaliam a chance de João Marcelo se postar como “cabeça de chapa”, por sua reconhecida popularidade, inclusive foi reeleito em sua cidade com mais de 85% dos votos. Recentemente, tornou-se presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (Granbel), quando foi escolhido por unanimidade de seus colegas.
O debate concernente às futuras eleições majoritárias acontece de maneira discreta e perante a cúpula dos grupos interessados no tema, com exceção do vice-governador Mateus Simões (Novo), já em plena atividade eleitoral.
Prefeitos influentes
Os cientistas políticos consideram que o maior engajamento dos eleitores, quando se trata de pleito majoritário, fica por conta de quem tiver mais capacidade de manejar com maestria as redes sociais. Quem almeja suceder o governador de Minas terá de buscar apoios diferentes, especialmente da bancada de deputados estaduais, pois os parlamentares têm liderança nos municípios mineiros.
Para qualquer candidato ao governo ou ao Senado, é perceptível a importância de obter apoio de nomes como o do prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Ele foi eleito ainda no primeiro turno da eleição do ano passado e se tornou uma destacada liderança política no segundo colégio eleitoral de Minas, com mais de 540 mil eleitores. Nesta lista de influentes, com possibilidade de transferir votos, também está o chefe do Executivo de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), eleito com mais de 71% dos votos válidos. Na Zona da Mata, quem lidera, por mais de cinco anos seguidos, é a prefeita reeleita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT).
Ainda relativamente à Região Metropolitana de Belo Horizonte, constata-se a propalada informação de que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), tem projeto visando marcar presença na peleja de 2026. O nome do ex-presidente do Jornal O Tempo e atual prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), também surge com destaque. O município tem relevantes investimentos, crescimento e desenvolvimento econômico, inclusive, impulsiona a geração de empregos. Qualquer candidato ao governo, com aptidão para se eleger, também carece cair nas graças políticas do prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), município líder da região do Vale do Aço.
O apoio desse seleto grupo seria fundamental para quem deseja vencer nas urnas. O difícil vai ser reunir, em uma mesma trincheira, conciliando esses prefeitos com pensamentos ideologicamente opostos. Mas, como a política é a arte do diálogo e do convencimento, perfilar todos eles em defesa de uma candidatura unida, já seria meio caminho andado para um resultado positivo em 2026.