Home > Colunas > Perto do povo

Perto do povo

*Fernando Pimentel

Dia desses fui questionado por ter colocado na rua o maior programa de entrega de ambulâncias aos municípios e de viaturas para as polícias Militar e Civil da história de Minas Gerais. Quem não conhece o estado – e alguns mineiros que ficaram muito tempo fora daqui – ignora que temos 853 municípios, o maior número de todo o país, e a mais extensa malha rodoviária: mais de 25 mil quilômetros.

Foram 609 ambulâncias para os municípios, 165 para os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samus) e outras 26 UTIS móveis, também para os serviços de emergência, além de 1.570 veículos de uso geral para a rede de Saúde. Grande parte em parceria com os deputados estaduais. E é preciso entregar mais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sind-Saude), de tal forma a cobrir melhor a necessidade de atendimento.

Temos feito essas doações porque, como o mesmo Sind-Saude diz, há casos em que as ambulâncias têm de percorrer até 400 km para atender uma ocorrência. Ter ou não ter um veículo para pronto-atendimento pode ser a diferença entre a vida e a morte. O mesmo vale para as viaturas de polícia. Reequipar as forças de segurança era uma urgência estabelecida não por nós, mas pela própria população, refém da violência antes de assumirmos.

A entrega de viaturas é parte da estratégia de redução da criminalidade. Como já conversamos neste espaço, isso passa por ações de inteligência, por mais homens e mulheres nas ruas em policiamento ostensivo e por equipamentos adequados. Assim, somente nos três primeiros meses deste ano, reduzimos os crimes violentos em Minas Gerais em 30%; os homicídios, em 23%; e os roubos, em 31%. Manteve-se a trajetória de queda que já havíamos registrado em 2017.

Temos feito isso em um ambiente de crise econômica grave, decorrente do déficit herdado do governo anterior no valor de R$ 8 bilhões, mas com estabilidade institucional, agora ameaçada pelos que querem ver repetir-se em Minas o que ocorreu no Brasil: um golpe na vontade dos mineiros e das mineiras, que escolheram um governo mais próximo e participativo, que ouve com humildade e age com coragem. Um governo que jamais prejudica os que mais precisam.

No Brasil, lidaram com a crise tirando a presidente da República. O que aconteceu? Descontinuaram programas sociais, diminuíram o Bolsa Família, cortaram recursos da Educação e da Saúde e a crise só se agravou. São 14 milhões de desempregados sem perspectiva. Fizeram um ajuste que está punindo a população.

Longas distâncias como as que separam os municípios mineiros marcam as diferenças entre o projeto que querem reviver em Minas e que aplicaram no governo federal e o projeto que estamos construindo com o povo, pelo povo e para o povo. Basta olhar o que aconteceu no Brasil. Só critica entrega de ambulâncias e de viaturas para as polícias quem há muito está distante de quem mais precisa.