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Coronavírus diminui estoques de sangue da Fundação Hemominas

O número de doadores de sangue vem sofrendo uma queda por conta da pandemia da COVID-19. Apesar da orientação dos órgãos de saúde para evitar sair de casa, comparecer ao hemocentro para fazer a doação é essencial para manter os estoques em níveis adequados. A Fundação Hemominas alerta a população para a conscientização e garante que o processo é feito em local seguro. Os sangues do tipo O+, O-, A- e AB- estão 30% abaixo do ideal.

De acordo com a gerente de captação e cadastro da Fundação Hemominas, Viviane Guerra, a situação precisa ser revertida o quanto antes. “A demanda por sangue é contínua, sendo essencial termos o estoque adequado para atender a população. O Hemominas atende cerca de 94% da demanda transfusional do estado”, esclarece.

São mais de 20 unidades distribuídas estrategicamente em Minas Gerais. Todas estão funcionando normalmente e seguindo as normas de prevenção e higiene. “Intensificamos os cuidados com o uso obrigatório do álcool em gel para todos que entrarem nas unidades. As salas de espera e coleta de sangue foram reorganizadas para manter um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores. Também são reforçadas a limpeza e desinfecção da unidade após cada atendimento”.

Entre outras medidas para evitar aglomerações, Viviane orienta fazer o agendamento da doação. “Ele pode ser feito pelo site www.hemominas.mg.gov.br ou pelo MGapp. A medida contribui para organizar o fluxo de atendimento. Nesse sentido, outra recomendação é evitar levar acompanhante. O doador deve estar presente na unidade com, pelo menos, 15 minutos de antecedência em relação ao seu horário marcado”.

A vendedora Carolina Meireles afirma que o ato de doar é muito gratificante. “A gente entende que o momento pede muito mais compreensão e solidariedade da população, afinal, sangue não se fabrica e é um remédio insubstituível. Sei que a minha doação pode salvar a vida de outras pessoas que estão precisando. Tomei todas as precauções necessárias, usei máscara e higienizei as mãos com álcool em gel antes e depois do procedimento. Ao chegar em casa, tirei os sapatos, separei a roupa para lavar e tomei um banho. Mas meu dever como cidadã foi cumprido. Quero chegar aos 70 anos doando sangue e fazendo o bem ao próximo”.

Quem pode ser doador?
O principal requisito é estar com boa saúde. “Os candidatos que sejam procedentes de países com casos confirmados ou que tiveram contato com pessoas com o diagnostico confirmado da COVID-19 ficam inaptos por 14 dias. Aqueles que já tiveram a doença ou possuírem sinais de gripe ou resfriado, como tosse, febre, coriza e dor de garganta, devem aguardar 30 dias após o término dos sintomas para doação”, explica.

Os critérios básicos do Ministério da Saúde para doação não sofreram alteração. “É preciso ter idade entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50kg. Os menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Também é recomendado dormir bem na noite anterior, não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes e evitar alimentos gordurosos”, conclui.

Daniel Amaro
Formado em jornalismo, Daniel tem 25 anos e possui experiência em assessoria de comunicação voltado para produção de conteúdo para web. Ama escrever sobre política, cultura, economia e saúde. É apaixonado por jornalismo investigativo e estudar inglês. É perseverante e adora desafios. Seu hobby preferido é viajar.