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Atenção ao uso do crédito

Recorrer a linhas de créditos tem sido uma das formas encontradas pelos belo-horizontinos para aquisição de bens e pagamento de despesas, entre outras situações. Uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) apontou que 30,9% dos moradores da capital possuem algum tipo de empréstimo, financiamento ou consórcio. Os homens e os consumidores das classes A/B são os que mais utilizam estes recursos.

Essas linhas de crédito viabilizam a concretização de alguns projetos e sem elas grande parte da população não conseguiria adquirir bens de alto valor, como a compra do carro, do imóvel próprio e até mesmo o pagamento do ensino superior. Apesar disso, um compromisso financeiro de médio e longo prazo, com diversas parcelas exige planejamento para garantir que a saúde financeira não seja prejudicada.

Contratar um financiamento sem o devido planejamento tem impacto direto no orçamento e na qualidade de vida dos consumidores, podendo se tornar um pesadelo.  Por isso, a avaliação dos juros cobrados na hora de negociar os serviços são fatores importantes e devem ser observados para evitar futuros problemas. Porém, uma parcela significativa dos consumidores (36,6%) não observa o valor dos custos antes de contratar o crédito e alguns nem sequer pensam sobre isso no momento de adquirir o financiamento.

Outro ponto de atenção é em relação às parcelas. Uma análise detalhada deve ser feita para saber se o valor e a quantidade de prestações estarão adequados à renda disponível.  As consequências para quem não consegue honrar com todos os pagamentos, implicam na geração de multas e juros, e até a negativação do nome. Ainda de acordo com a pesquisa da CDL/BH, 25,9% dos entrevistados já ficaram ou estão inadimplentes por causa de um financiamento, empréstimo ou consórcio.

Mais algumas formas de crédito, que têm sido muito utilizadas, são os cartões de loja, os crediários e os carnês. Em Belo Horizonte, mais de 40% dos consumidores fazem uso destas modalidades de crédito, entre eles 15,5% utilizam sempre ou quase sempre, 14,4% às vezes e 12,4% raramente. Também é preciso cuidado no uso destas formas de pagamento para não se endividar.

O uso do crédito é essencial para fazer a economia girar, mas deve ser utilizado com responsabilidade. É fundamental que o consumidor planeje as suas compras, sempre verificando se as parcelas dos financiamentos cabem no bolso. Caso ele ultrapasse o orçamento, é preciso reorganizar as contas e se planejar para “sair do vermelho”.