Demagogia e contradição

A narrativa, palavra que entrou na moda, procura dar uma determinada versão aos fatos. Na economia e na política são inúmeros os exemplos de exploração de acontecimentos com objetivos populistas, demagógicos ou oportunistas. Nas recentes chuvas e desmoronamentos ocorridos na Zona da Mata, vi matéria de um jornal diário distorcer fatos que ocorreram no já longínquo ano de 1997. No início de janeiro daquele ano, era eu o Governador do Estado e, após dois anos de intenso trabalho, tirei alguns dias de descanso e aproveitei o final de ano e fui com minha esposa e filhos à Itália, onde recebi a benção do Papa São João Paulo II. Como prevê a Lei, na ausência do vice-governador que também havia viajado, assumiu o governo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Agostinho Patrus. Mas houve o aumento da intensidade das chuvas que, infelizmente, resultaram em mortes, mesmo que o governador em exercício tivesse tomado todas as providências necessárias para prestar os atendimentos emergenciais, com a mobilização da Defesa Civil, das polícias e órgãos de saúde pública, como deve ocorrer em um Estado organizado. Em Roma, onde estava naquele momento, fui procurado em um hotel por uma jornalista correspondente do mesmo jornal, e como democrata que sempre fui, não me furtei a conceder uma entrevista. Expliquei todas as providências tomadas e comuniquei que, apesar disso, anteciparia a volta para Belo Horizonte na tarde daquele mesmo dia, após a benção do Santo Padre e a mudança das passagens aéreas, obviamente foram pagas por mim, pessoalmente. Na época, ainda não existia a facilidade dos telefones celulares, e eu recebia as notícias através de fax. Para minha surpresa, vi, porém, que a manchete do jornal no dia seguinte explorou de forma maldosa a minha ausência do Estado. Embora eu nada precisasse acrescentar às providências diligentes já tomadas pelo governador em exercício, ao chegar ao Aeroporto da Pampulha, de lá mesmo fui diretamente ver in loco a situação em Governador Valadares e em outras cidades, como Moeda, Jequitibá e Ponte Nova. Em seguida, reuni minha equipe de governo e dei entrevista no Palácio da Liberdade ao lado do então ministro da Saúde, e relatei as providências que já tinham sido tomadas e que mereceram os cumprimentos do ministro. Quando chegaram as eleições de 1998, vi com tristeza o meu principal adversário associar politicamente o desastre das chuvas com os números das pesquisas que mostravam um empate, registrado por outro jornal diário, em 7 de setembro de 1998, com a manchete “Pau a Pau”. Mera coincidência? Agora neste ano, durante as fortes chuvas, deslizamentos de encostas e desabamento de casas na Zona da Mata, vimos novamente grande número de políticos e antipolíticos correr para filmar as cenas do desastre e colocar nas redes sociais imagens posadas, para demonstrar ou cobrar ações já tomadas pelos órgãos públicos, que de alguma forma até atrapalhavam as ações da Defesa Civil, como registraram as próprias mídias tradicionais e digitais. Críticas de uns a outros não faltaram, repassando as culpas recíprocas. Em conclusão, os mesmos que no passado criticaram a ausência de governo, agora criticam a presença. E os mesmos que criticam a interferência política, agora buscam ganhar dividendos políticos. As perdas humanas, as perdas econômicas e a superficialidade infelizmente permanecem, tanto da parte dos novos políticos quanto dos seguidores de que notícia ruim dá audiência. Da minha parte, continuo avesso à demagogia e ao oportunismo, sobretudo em situações de calamidade pública.

Aprendizado digital para idosos

Nos anos 1970, quando iniciei o aprendizado da computação, as perspectivas de introdução das novas tecnologias digitais eram muito incertas e até improváveis. Não existiam cursos nas faculdades e as grandes empresas como IBM e Burroughs tinham seus centros educacionais próprios. Com uma rapidez incrível, o crescimento aconteceu em escala geométrica. O que era exclusivo e limitado ao meio acadêmico e aos escritórios de contabilidade foi se expandindo até atingir praticamente todas as atividades econômicas do mundo atual. As palestras buscavam mostrar o que era a nova ciência de processamento de dados, de informática, de computação, de tecnologia e enfim demonstrávamos as potencialidades de crescimento de novas carreiras profissionais com suas modificações no perfil dos profissionais, com a melhoria nos procedimentos administrativos, com a rapidez nas demonstrações contábeis, com a segurança das informações, com o cruzamento de informações para combater a corrupção, com a modernidade. Atividades e profissões surgiram e desapareceram em curto espaço de tempo, como ocorreu com os digitadores, datilógrafos, taquígrafos, operadores de telefonia e telex para ficar em alguns exemplos. O primeiro emprego que surgiu com a digitalização de dados passou para os “call centers” de atendimento telefônico e gravações. Chegamos a uma digitalização excessiva? Caixas automáticas, códigos de barras, QR Codes, senhas eletrônicas, leitores biométricos, tudo foi sendo introduzido sem uma educação abrangente e diversa. Algumas regras e dispositivos foram incluídos no nosso dia a dia com uma assimilação rápida pelas novas gerações, mas e os idosos? Como atendê-los? E como enfrentar as fraudes em ambientes onde as pessoas de mais idade são as mais visadas e atingidas? Surge então uma nova profissão que exige antes de tudo muita paciência: os técnicos de computação, de telefones celulares e de meras atividades informatizadas voltados para a chamada terceira idade. Muitas destas “modernidades” desempregaram atendentes e dificultaram a assimilação pela parte da população que vai sendo superada pelas “novidades”. Ficou famosa a publicidade na qual os pais ou avós pedem socorro aos filhos e netos para fazerem uma atividade para a qual não foram preparados. A quantidade de informações e dados e sua velocidade de transmissão são fantásticas, porém, “devagar com o andor que o santo é de barro”. O “gap” tecnológico pode ou já está aumentando desigualdades sociais e econômicas. A inteligência artificial é outro fenômeno que surpreende e até confunde. Até nós, os dinossauros dos computadores de grande porte, dos cartões perfurados e dos relatórios em formulário contínuo, por vezes nos sentimos meio perdidos sem conseguir acompanhar as exigências de novas expressões, de menus, de versões de software e hardware. Daí a importância da nova profissão: técnicos especializados no atendimento digital para pessoas com mais de 60 anos. E viva os novos tempos!

Sul de Minas

A economia sul-mineira que já era forte aumentou significativamente depois da duplicação da rodovia BR-381 Fernão Dias, com 576 km ocorrida nos anos 1990. Os dados demonstram com clareza como a atração de empresas aumentou graças à melhor logística. Este bom exemplo de ação conjunta e de continuidade administrativa deve servir de modelo para todos os administradores públicos. O movimento de defesa da duplicação praticamente começou a partir de um projeto bem elaborado pelos governos Fernando Collor e Hélio Garcia, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartidas do governo federal e do governo mineiro. Collor saiu, mas o seu vice, Itamar Franco, continuou. Hélio Garcia manteve a prioridade e após a eleição de Fernando Henrique Cardoso para presidente da República e Eduardo Azeredo, este autor que registra a história, para governador, as obras foram executadas até a inauguração total. Mas não foi tão simples, pois em julho de 1994, tivemos a implantação do Plano Real e após paralização das obras tivemos que voltar aos Estados Unidos, sede do BID, para retomar e adaptar os contratos à nova realidade financeira. Pelo menos dois problemas ameaçaram a execução: o contorno de Betim e a ocorrência de “terra podre” em trecho no Sul, o que exigiu novas negociações e um voto de confiança pessoal do presidente do BID na minha pessoa. Pelo lado paulista, o governador Mário Covas foi também eficiente e as obras delegadas aos governos estaduais para execução foram concluídas com benefícios permanentes para a população. O pedágio deveria pagar o financiamento que tinha 75% de responsabilidade federal e 25% de responsabilidade estadual, ou seja, quem usasse a estrada pagaria as parcelas da dívida. Engenharia financeira de sucesso que acabou não sendo usada nas duplicações ainda pendentes em nosso Estado, como a BR-262 para o Triângulo, e a BR-381 Norte, para o Leste mineiro e o Espírito Santo. A BR-040 também ainda não está inteiramente duplicada e as concessões à iniciativa privada ainda não conseguiram atender a necessária demanda. As rodovias federais tinham sido delegadas ao Governo de Minas, mas em um ato de descontinuidade administrativa, o então governador Itamar Franco optou por desfazê-las. A infraestrutura foi e é fundamental, inclusive no atual governo do Estado, para termos o crescimento que qualquer um pode verificar pelo movimento de caminhões, ônibus e automóveis na estrada. O índice de desenvolvimento humano do Sul de Minas demonstra o acerto dos esforços de tantos, passados quase 30 anos. É gratificante ver o desenvolvimento do Sul de Minas, com a geração de milhares de empregos e a melhoria da qualidade de vida influenciada pela instalação de centenas de empresas, muitas delas atraídas pela proximidade com o mais industrializado estado brasileiro, São Paulo.

E agora, o que fazer?

Em uma democracia clássica, a vontade da maioria deve prevalecer, e no nosso mundo ocidental, permanece a estrutura de poderes independentes no sistema de pesos e contrapesos. Ocorre que como bem escreveu Steven Levitsky no interessante livro “Como as Democracias Morrem”, a tentação do poder, as ideologias e as fake news ameaçam o funcionamento normal de uma sociedade moderna civilizada. Em 2009, exercendo o cargo de senador da República por Minas Gerais, já alertava para os riscos dos crimes cibernéticos e suas consequências para o mundo. Conseguimos aprovar alguns avanços na tipificação de crimes, especialmente na obrigatoriedade de guarda do IP (internet protocol), que mostra a localização das postagens; e a entrada do Brasil na Convenção de Budapeste, que possibilita intercâmbio de ações entre os países signatários para o combate aos crimes transfronteiras. Não foi fácil e ainda precisamos de novos complementos mesmo com a aprovação do Marco Civil da Internet. Nos Estados Unidos, o debate sobre o uso do aplicativo TikTok tem forte defesa do governo para proteger as informações dos cidadãos e das empresas em virtude da origem chinesa da rede. No Brasil, quando se fala em regulamentar o funcionamento das redes sociais, a discussão é distorcida para o campo do risco de censura. As sobretaxas impostas pelo presidente Donald Trump em nome dos Estados Unidos da América podem ter um valor interno de combate ao gigantesco déficit fiscal americano buscando elevar receitas. Ocorre, entretanto, que no caso brasileiro os dados não são de déficit e sim de superávit norte-americano. A inclusão de aspectos políticos baseados em informações particulares, distorcidas sobre a realidade do nosso país, trouxeram uma quebra de confiança sobre o sistema de notícias que chegam ao atual governo a respeito de muitas regiões de conflitos pelo mundo afora e aqui se transformaram em argumentos para que o governo Lula “saísse das cordas” e aproveitasse para tirar benefícios políticos ao defender a soberania nacional. Daí que veio o título deste artigo: E agora, o que fazer? Evidentemente, a nossa tradicional e reconhecida diplomacia precisa se libertar dos ranços ideológicos sem, entretanto, abdicar da defesa dos nossos interesses. Quanta saudade do embaixador mineiro Paulo Tarso Flecha de Lima! As fake news prosperam, a leitura seletiva permanece e os extremos se exacerbam. Maus brasileiros incorrem em traição ao exagerar pelos dois lados do espectro ideológico e mais do que nunca precisamos de paz, entendimento, serenidade e bom senso.

Desestabilizando a economia mundial

Donald Trump, ao perder as eleições para Joe Biden nos Estados Unidos, em 2020, não se conformou com a derrota e incentivou seus seguidores a invadirem o prédio do Congresso Nacional, o Capitólio. Em consequência, seis pessoas perderam a vida e outras dezenas foram feridas ou também processadas. Suas críticas ao sistema eleitoral americano, que, diga-se de passagem, é muito inferior ao nosso, mantiveram sua liderança viva. A idade avançada de Biden, somada à inflação elevada e a crise mundial impulsionada por guerras fratricidas, lhe deram uma vitória indiscutível. O fim da globalização está sendo uma das consequências mais claras e a imposição de taxas de importação a produtos de países do mundo todo desorganiza o funcionamento e voltamos a tempos do “mais forte pode mais”. A indústria de transformação americana foi muito prejudicada durante os tempos de predominância da globalização. Ocorre que esta globalização foi defendida e apoiada pela nação americana, cuja população se beneficiou dos custos mais baixos dos países em desenvolvimento, em especial na área de mão de obra. No caso específico do Brasil, que sempre teve taxas de incentivo e tem déficit comercial, a inclusão de pautas políticas trouxe estranheza ao mundo civilizado, pois somos uma democracia forte que já superou crises com a superinflação e os regimes autoritários. O governo brasileiro, por outro lado, se manteve em posição oposta aos Estados Unidos desde o início da administração Trump e não buscou o diálogo, além de discursos agressivos e provocadores. A atitude de maus brasileiros, que preferiram sobrepor interesses pessoais aos interesses nacionais, complicou ainda mais a situação e versões distantes da realidade foram levadas através de lobbies contratados aos altos escalões parlamentares e governamentais americanos. A absurda taxa genérica de 50% sobre os produtos brasileiros foi a mais alta do mundo, e a relação de exceções que beneficiará 43% das nossas exportações para o país foi organizada pelos empresários americanos importadores, completando cerca de 600 produtos. Os acordos podem e certamente serão alterados como já aconteceu com diversos países, mas a exigência de abertura ampla do mercado brasileiro é uma probabilidade. No primeiro momento, o grande prejudicado é o consumidor norte-americano, pois a troca de fornecedores não é tão rápida ou simples como se possa imaginar, e temos tempo de buscar o entendimento e novas alternativas. Minas Gerais é especialmente atingida com as restrições à venda de café e também de carne. Economistas, como já noticiado, estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode ser reduzido em cerca de 0,5 ponto, ou seja, ao invés de crescer 2,5% poderá avançar 2%, o que é relativamente suportável, porém, causando a perda de postos de trabalho. Aguardemos os próximos passos, confiando que a conturbada política brasileira não prejudique ainda mais com sua radicalização e até fanatismo.

Bolsa Escola X Bolsa Família

O programa Bolsa Escola foi criado pelo ex-prefeito de Campinas, José Roberto Magalhães Teixeira (PSDB), em nível municipal, e por Cristovam Buarque (PT), em nível estadual, quando foi governador de Brasília. Em ambas as situações, o objetivo principal era incentivar a frequência escolar, pois era obrigatória a matrícula e a participação dos estudantes. O valor era pequeno, mas cumpria seu objetivo maior. Posteriormente, já no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, o programa foi aperfeiçoado e a carteira de vacinação também passou a ser exigida como forma de incentivo aos programas preventivos. Durante o primeiro governo Lula foi prometido em campanha e feita a iniciativa do programa Fome Zero, que não conseguiu avançar. Como alternativa, o governo petista renomeou o Bolsa Escola, transformando-o em Bolsa Família. Apesar da boa intenção, perdeu-se o objetivo maior que era o incentivo escolar. Mais recentemente, durante a pandemia, os valores que eram de apoio/bolsa passaram a ter um caráter salarial. De cerca de R$ 200, o valor foi elevado para R$ 500 na gestão de Jair Bolsonaro (PL) e para R$ 600 pelo Congresso. Já no novo governo Lula, novos benefícios foram acrescidos ao valor, levando em consideração o número de filhos e outros postos de majoração. Como consequência, existe hoje uma dificuldade de formalização dos contratos de trabalho, o que tem garantias trabalhistas entre outras características. Cresce o número de trabalhadores que não querem carteira assinada para poder continuar recebendo o Bolsa Família, ainda que de forma irregular. Este é um desafio que se apresenta a qualquer um, especialmente os cristãos como eu, desejam e aplaudem as ações de apoio para redução de desigualdades. Porém, a distorção gerada pode criar um novo problema, que é a informalidade e suas consequências. É preciso coragem para enfrentá-las.

Educação, sempre

Qualquer pesquisa de opinião realizada nos anos 1990 mostrava a Educação como principal problema, juntamente com a inflação. Hoje, a realidade é bem diferente, felizmente. E qual ou quais os motivos? No caso da inflação, tivemos, depois de muitas tentativas frustradas, a implantação do Plano Real em 1994, estabilizando os preços a ponto de considerarmos 5% ao ano como preocupante quando este era o percentual mínimo ao mês. Lembro-me bem de ter ido a uma solenidade em Sete Lagoas como governador, em maio de 1995, e ser recebido com cartazes de “10% é gorjeta” em alusão ao percentual de aumento dos salários. Era a realidade da época. No caso da Educação, tínhamos na rede pública municipal de Belo Horizonte 165 mil alunos em 1993, total hoje reduzido para 97.969. Lembro-me de ter participado de Congresso Mundial de Prefeitos em Jerusalém a convite do governo de Israel e, ao dialogar com o prefeito de Amsterdam, Holanda, ouvir dele que não existiam escolas em construção na sua cidade, enquanto aqui estávamos construindo 15 novas escolas. Na rede pública estadual, quando transferi o governo em janeiro de 1999, tínhamos 3.100.000 alunos e alunas, enquanto hoje este número foi reduzido para 1.900.000. O ex-ministro da Educação do Brasil, Paulo Renato de Souza, tinha realizado um grande trabalho de mobilização com o programa “Toda Criança na Escola” e Minas estava à frente com o primeiro lugar nas avaliações oficiais de qualidade. O principal motivo foi a redução da natalidade em todo o país, especialmente nas regiões mais desenvolvidas, abrindo espaço orçamentário para melhoria da qualidade do ensino e da remuneração dos profissionais. Alguns poderão dizer que houve migração para escolas privadas, mas este percentual não mudou muito. Tive a felicidade de contar na Prefeitura de Belo Horizonte com o trabalho incansável da Professora Maria Lisboa e sua equipe quando sucedi Pimenta da Veiga e houve a continuidade devida. Enquanto a legislação exigia aplicação mínima de 25% das receitas, aplicamos 32% com a absorção de escolas estaduais e inauguração de várias outras unidades, a exemplo das três para ensino especial e a implantação da descentralização na gestão. Eleito governador, fiz da Educação a meta número 1 e aplicamos anualmente 45% da receita do Estado na área. A continuidade foi outra característica e com o eficiente trabalho da Professora Ana Luiza Machado e de João Batista Mares Guia, realizamos uma verdadeira revolução escolar, enfatizando a “Qualidade da Educação” e utilizando 300 milhões de dólares de financiamentos internacionais obtidos pelo governo Hélio Garcia. Foram treinamentos, computadores, descentralização, obras de melhorias, escolas indígenas e incremento salarial acima da inflação. Neste período, encontrei no governador Cristovam Buarque, na época no PT de Brasília, um grande aliado de ideais e, recentemente, ao reencontrá-lo na capital federal, pudemos atualizar nossos ideais. Cristovam foi grande incentivador do programa “Bolsa Escola” que exigia matrícula escolar para o recebimento do benefício criado inicialmente pelo ex-prefeito de Campinas, José Roberto Magalhães Teixeira, tucano como eu. E por que o título do artigo? Porque cada vez mais com a complexidade da vida moderna, digitalizada, porém, desorganizada e violenta, precisamos manter a prioridade da Educação, sempre.