Prefeitos das maiores cidades estão na mira dos candidatos ao governo

Como há uma indefinição quanto aos nomes que irão participar da campanha ao Governo de Minas em 2026, os pretendentes a esse projeto buscam com toda ênfase apoio dos prefeitos, especialmente nas maiores cidades. Isso será importante no início das campanhas, no sentido de empolgar as lideranças de outros municípios.

Neste projeto relativamente ao pilar de sustentação política na peleja estadual, um dos nomes mais cobiçados é do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), cujo município registra aproximadamente dois milhões de eleitores.

Se o chefe do Executivo da capital não está ainda tão popular a ponto de transferir votos a um possível apadrinhado, também é verdade que ele não tem desgastes mais expressivos em sua administração. Portanto, uma aliança com Damião de qualquer que seja o proponente ao Palácio Tiradentes, pode ser uma janela de oportunidade.

Outros nomes significativos

No segundo colégio eleitoral do Estado, Uberlândia, ostentando quase 500 mil eleitores, pode significar um reforço para quem almeja a aproximação com o atual prefeito da cidade, Paulo Sérgio (PP). O mandatário tem realizado grandes feitos no município, e sua inclinação para qualquer um dos pré-candidatos tem ares de importância nesta eleição ao governo mineiro.

A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), pelas suas ligações políticas, tende a ficar com um nome ligado à esquerda, cujo escolhido ainda é uma incógnita. Vale registrar que JF é o terceiro maior aglomerado de votos, com mais de 400 mil eleitores.

Na Região Metropolitana de Nova Lima, o prefeito João Marcelo Dieguez (Cidadania) merece uma observação positiva. Diferentes institutos de pesquisa o classificam com mais de 80% de popularidade. Ele é hoje uma das fortes lideranças municipalistas do Estado, especialmente pelo fato de ter elevado a sua cidade à categoria de uma das melhores urbes de Minas e do Brasil para se viver.

Com certeza, o prefeito nova-limense é uma de figuras mais cortejadas neste momento, por todos os políticos que almejam voos mais altos do comando na política majoritária e proporcional de Minas Gerais.

O prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), e o de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), são lideranças fortes. Se estão politicamente hibernados, deve ser pelo fato de as campanhas estarem ainda apenas nas redes sociais.

Com a cassação do prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro Fonseca (PL), semana passada, o município está fragilizado em relação a este tipo de abordagem eleitoral. Em Ipatinga, Capital do Vale do Aço, as debilidades administrativas do prefeito Gustavo Nunes (PL) o deixam à margem dessa empreitada.

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