Indefinição de Pacheco pode refletir negativamente na campanha de Lula

Reuniões, conspirações, falações e insinuações têm acontecido nos bastidores da política mineira, com o fito de encontrar um projeto minimamente viável, tendo em vista as eleições ao Governo de Minas. Recentemente, surgiu a notícia de que um forte movimento está sendo feito para desidratar a campanha do candidato à reeleição, o governador Mateus Simões (PSD).

Os rumores sobre essa tese foram levantados nos bastidores do Parlamento mineiro, quando passou a circular a seguinte informação. Para isolar cada vez mais o atual chefe do Executivo na peleja deste ano, existe o esboço de um projeto para turbinar a candidatura do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL).

As fontes acrescentam que o pré-candidato estaria em conversações avançadas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). O parlamentar está sendo convencido a apoiar Roscoe, em entendimento com apoio nacional das duas siglas. O grupo abriria espaço para garantir a eleição dos dois irmãos do senador: um que pleiteia ser deputado federal, e outro já em pré-campanha para a Assembleia Legislativa de Minas.

Pacheco, a incógnita

Ao longo dos anos, não se registrou um debate com situação atípica para o pleito ao Palácio Tiradentes. Desde o início de 2026, a cada hora se forma uma onda de comentários. Porém, o burburinho para saber o destino do senador Rodrigo Pacheco (PSB) sempre pautou os encontros de palpiteiros políticos.

Decifrar efetivamente o que planeja o parlamentar mineiro é complicado. Até porque, o político não passa uma semana sem oferecer pistas diferentes a respeito de suas futuras labutas eleitorais. Sua empreitada é recheada de mistério.

A esperada aliança entre o socialista e o PT visando o Governo do Estado, através do presidente Lula, continua na pauta. Porém, não com a mesma ênfase de outrora. Políticos dos partidos de esquerda categorizam que essa demora para traçar um rumo tem levado grandes siglas estaduais a acertarem alianças eleitorais, especialmente com Mateus Simões, Alexandre Kalil (PDT) e até mesmo em relação ao pré-candidato Gabriel Azevedo (MDB).

A irritação nos bastidores de alguns nomes aliados de Pacheco se deve ao fato de sua morosidade em definir se está empenhado com o projeto de reeleição do presidente Lula. Na semana passada, em Contagem, já foi dito que seria bom a ex-prefeita Marília Campos (PT) ficar em estado de alerta. Ela pode ser convencida a mudar de rota, deixando de lado a sua pretensão em disputar o Senado e encabeçar chapa ao Palácio Tiradentes, caso essa celeuma envolvendo Rodrigo Pacheco não seja resolvida.

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