Marília Campos desacata orientação do PT mineiro na sucessão

O mês de junho chegou ao fim, sem que a bandeira relativamente à sucessão ao Palácio Tiradentes tenha sido desfraldada, como sempre ocorreu nos pleitos anteriores. Neste ano atípico, tem havido muito jogo de cena, porém, falta a definição de nomes ou alianças capazes de delinear a peleja no caminho visível de uma disputa coerente. Os mencionados na lista ao pleito têm uma característica: a baixa popularidade quando se analisa todas as pesquisas de intenção de voto já divulgadas. Por exemplo, o propalado senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com uma intenção de 27,7% no último levantamento, segundo dados do jornal O Tempo. Ao longo de um ano foram realizadas inúmeras sondagens junto aos eleitores, mas o parlamentar nunca ultrapassou a margem de 32%. Isso significa dizer que a sucessão mineira é hoje um espaço em campo aberto, sujeita a qualquer nova incursão. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), aparece com 18,3% no mesmo levantamento. No meio político é tido como um cidadão complicado e formatar alianças com ele significa uma imensa interrogação, pois a sua condição de falar o que pensa pode colocar tudo a perder. “Ele não pensa antes de emitir alguma opinião. Em muitas oportunidades, isso desagrada até mesmo os parceiros mais próximos”, avalia um político de proa. Marilia diz não Sem sombra de dúvida, a novidade da semana passada foi a recusa de Marília Campos (PT) em aceitar o desafio de disputar o Governo de Minas. Ela sequer almejou conversar com o presidente Lula (PT) a respeito dessa possibilidade. A ex-prefeita de Contagem está obstinada a levar adiante o seu projeto de tentar conquistar uma vaga no Senado. Ao emitir sinais de rebeldia, Marília rompeu uma tradição petista de sempre manter os seus filiados no contexto e acatar as decisões emanadas de reuniões entre os membros do partido, especialmente quando ditadas pelo diretório estadual. Sobre o tema, Marília Campos atalhou: “sou contra uma candidatura própria do PT”. Em sua avaliação, ainda há espaço para alianças com outros partidos do denominado campo progressista. “Mas esse tempo já está chegando ao fim, e ela está sendo de certa forma uma rebelde sem causa”, ironiza um parlamentar de alta plumagem, que prefere se manter no anonimato.

Vigílias – 20 a 27 de junho de 2026

Política nacionalQuando esteve em São Paulo, na semana passada, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ouviu de representantes do setor produtivo que na administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, foi torpedeado o tempo todo e seu trabalho ficou prejudicado. Flávio prometeu que terá um comportamento diferente caso seja eleito. A ver. Ministro e o governadorEm Brasília, se propala uma controvérsia envolvendo o nome do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ele tem uma firme conexão com o governador Mateus Simões (PSD), um dos principais adversários do presidente Lula (PT). Isso ainda vai dar xabú. Pacheco apoia Jarbas“Em Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que já está fora da sucessão estadual, atua para incrementar o projeto eleitoral de seu amigo, o ex-procurador Jarbas Soares (PSB), rumo ao Palácio Tiradentes”. Frase ouvida na sala anexo ao gabinete da presidência do Senado. Gabriel AzevedoNa semana passada, quando esteve em evento em Ouro Preto, o pré-candidato ao governo mineiro, Gabriel Azevedo (MDB), teria implorado para aparecer na foto ao lado do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. Só que ele postou a imagem dizendo que está costurando uma aliança política importante. Amigos do ex-ministro negam esse acordo eleitoral. Aécio irritadoRecentemente, algumas pesquisas voltaram a pontuar a rejeição do deputado e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves. Irritado, o político tem confessado a pessoas próximas que está cansado de disputar votos. Isso pode ser um sinal que o mineiro estaria pendurando as chuteiras. Zema sem assessoriaAo ser preterido em um encontro do Partido Novo, o ex-governador Romeu Zema teria ficado atordoado. Ao invés de assumir a sua falta de habilidade, disse: “minha assessoria falhou”. Família do DinisNos bastidores da Assembleia Legislativa, o discreto prefeito de Ibirité, Dinis Pinheiro, deixou as desavenças familiares para trás e entrou firme na campanha para conseguir votos para sua irmã, a deputada Ione Pinheiro (PL), na campanha para ser escolhida Conselheira do Tribunal de Contas. Força dos ruralistasNo Congresso Nacional, uma frase já se perpetua como meia realidade. “Os parlamentares da bancada ruralista são membros de uma organização que bem poderia representar a 6ª Força do Poder da República Federativa Brasileira”. Caso VorcaroO jornalista Fernando Abrucio já antecipava. “Daniel Vorcaro não quer e não vai delatar ninguém, pois está sendo pressionado por forças ocultas. Na semana passada, a esperada delação do ex-banqueiro parece ter subido no telhado de vez”. Redes sociais“Estão enganando as pessoas, dizendo que o controle das redes sociais no Brasil deve ser resolvido pelo STF, quando o Congresso é quem deveria tomar a dianteira deste debate. Porém, os complicados parlamentares não almejam levar o tema a sério”. Opinião da economista Fernanda Almeida, em debate na TV Cultura. Política internacionalAnalistas e comentaristas internacionais afiançam: “o presidente Donald Trump abandona cada vez mais a diplomacia tradicional, para utilizar as redes sociais como forma de resolver as rusgas com os demais países e também os seus conflitos mundo afora”. Banco Central“Claro que a independência financeira do Banco Central seria importante. Isso evitaria que a instituição ficasse subordinada por conta da falta de orçamento para cobrir os seus gastos obrigatórios”. Opinião do advogado e ex-ministro João Santana. Justiça EleitoralSegundo apuração da jornalista Ana Flor, o clima nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral é de preocupação em relação ao que pode acontecer no âmbito das redes sociais no período eleitoral. “O temor é a situação fugir do controle daquela Corte”. Clima descontroladoAs autoridades encarregadas de analisar o clima no Brasil preconizam que o calor acima da média pode impactar negativamente o setor produtivo, especialmente o mundo do agronegócio. Situação dos presídiosO ex-deputado e empresário paulistano Emerson Kapaz vaticina: “O poder público já não controla mais a situação dos presídios brasileiros. A interferência nefasta acontece sob orientação de 81 organizações criminosas que dão as cartas nos bastidores”.

Brasil/União Europeia

O complexo jogo da diplomacia internacional não é um ambiente para amadores. Esse teatro encenado por nações mundo afora é um movimento permanente, exigindo muita habilidade de representantes dos países interessados em manter negociações, como é o caso do Brasil, especialmente no segmento do agronegócio. No momento, o embate de interesse comercial é travado contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que está implementando, mais uma vez, um tarifaço listando os produtos brasileiros que chegam às gôndolas dos supermercados norte-americanos. Também entra em cena uma estapafúrdia decisão da União Europeia (UE), que informou a suspensão da compra de carnes bovinas do Brasil a partir de setembro. No ano passado, a UE importou aproximadamente 368 mil toneladas de proteína animal brasileira, com resultado financeiro de US$ 1,8 bilhão. Apenas a aquisição de carne bovina respondeu pelo valor de US$ 1,06 bilhão, significando 6% da receita obtida pelas exportações do país naquele período. Relativamente à restrição contra as nossas negociações perante a União Europeia, o diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros, minimiza o tema. Em entrevista ao Edição do Brasil, o dirigente pondera que a decisão não vai gerar impacto comercial imediato, mas acende um alerta bilionário para o agronegócio brasileiro. Ele categoriza que a medida foi anunciada neste mês de junho, com implementação efetiva a partir de setembro. Até lá, as transações comerciais seguem normalmente. Autoridades de Brasília comungam com pensamentos do diretor-presidente da Alagro, como aproveitar esse momento de dificuldade para abrir novos mercados, inclusive ampliando as transações com a China. Na opinião de especialistas, trata-se de um entrave burocrático, diante da exigência de uma documentação a ser providenciada pelas autoridades sanitárias brasileiras. Esse movimento internacional de agora confirma a tese dos meandros envolvidos no episódio e revela uma realidade. Isso ocorre como forma dos países protegerem os seus produtores. Vale dizer que a cena atual será repetida inúmeras vezes nas próximas décadas, cabendo as partes saberem como se desvencilhar desses empecilhos.

Aécio Neves pode ser anunciado como candidato ao Senado a qualquer momento

Pessoas próximas ao deputado Aécio Neves (PSDB) sinalizam que o parlamentar teria feito a opção de se declarar pré-candidato ao Senado. Essa informação chega à imprensa no momento em que o presidente dos tucanos em Minas, deputado federal Paulo Abi-Ackel, intensifica reuniões para implementar uma chapa mais robusta, tanto para pleitear a Câmara Federal, como também o Parlamento estadual. Segundo fontes ligadas ao tucanato mineiro, os votos de Aécio seriam distribuídos aos muitos candidatos da chapa, sem uma definição de nome específico para herdar o seu espólio eleitoral. Interlocutores avaliam ser relevante a possibilidade do apoio dele ao pré-candidato ao Governo, o ex-procurador Jarbas Soares (PSB), por ser um nome sem mácula e de rejeição ínfima. Disputa ao Senado Se efetivamente o esboço dessa candidatura de Aécio se tornar realidade, uma cena curiosa poderá estar sendo pautada no âmbito da política do Estado. É que já existem duas outras candidaturas embrenhadas pelo sertão mineiro, à procura de votos para chegar à Casa Alta do Congresso Nacional. Uma delas é de Domingos Sávio (PL), que foi alçado à política maior quando ainda era prefeito de Divinópolis, se elegendo parlamentar estadual e federal por várias legislaturas. À época, contou com o apadrinhamento explícito do então governador Aécio. Inclusive, Sávio foi secretário-geral dos tucanos em Minas, mas mudou de ares e passou a surfar na popularidade de Jair Bolsonaro no pleito passado. Quanto à segunda candidatura, consta que o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), não seria motivo de dificuldade, até porque ambos podem estar no mesmo campo de uma possível aliança, inclusive ao Governo de Minas. Ao deixar o cargo de secretário de Governo, neste início de ano, Marcelo Aro (PP) avisou aos quatro cantos que iria pleitear uma cadeira no Senado. Mas, como seu projeto político está atrelado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), a sua popularidade no Estado ainda não pode ser avaliada. Sumido dos noticiários, sabe-se apenas que o político continua nutrindo a expectativa de implementar alianças eleitorais fortes, que possam impulsionar o seu projeto. Muito possivelmente, assim como muitos candidatos, Aro está mais conectado nas redes sociais. Com esse perfil, o povão ainda não assimilou o seu nome como factível na busca de um caminho vitorioso no pleito de 2026.

Vigílias – 13 a 20 de junho de 2026

Político isoladoQuando era deputado, o empresário Inácio Franco, por conta de atividades empresariais intensas, deixou seu projeto político em segundo plano. À época, perdeu a reeleição para o Parlamento mineiro. Ao retornar ao comando da Prefeitura de Pará de Minas, o ilustre homem público está novamente distante dos formadores de opinião da capital. Tudo muito estranho. Amigas, nem tantoApós se afastar da Prefeitura de Contagem, a petista Marília Campos não fez visita política a sua colega de partido, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão. Elas se falam, mas a amizade entre as duas já esteve em melhores momentos. Marília vai ter que correr atrás para conquistar apoio à sua candidatura ao Senado. Caso contrário, tudo pode ficar mais complicado. Política no Norte de MinasComentário na porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros. “Muitos prefeitos e lideranças no Norte de Minas estão engajados no projeto de reeleição do deputado federal Marcelo de Freitas (União Brasil). É que se o parlamentar perder o posto, pode voltar a ser delegado da Polícia Federal na região”. Dono do MDBRecentemente, foi ao ar diversos comerciais do MDB, dentro do horário gratuito comandado pelo Tribunal Superior Eleitoral. E apenas o presidente do partido em Minas, Newton Cardoso Júnior, fez as vezes da Casa. Ufa. Eleições ao governo mineiroConsta nos bastidores que o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Gilvan Lacerda, iria declarar apoio à candidatura de Jarbas Soares (PSB) ao Governo do Estado. No último instante, teria mudado de ideia por conta de um pedido de outro ex-presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão. Este último está mais voltado para o lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu preferido para pleitear o Palácio Tiradentes. Jogos on-lineEspecialistas são categóricos ao dizer que o governo e o poder judiciário perderam o controle sobre os jogos eletrônicos. Essa modalidade de apostas envolve milhares de brasileiros e movimenta cifras astronômicas. Por outro lado, também provoca o endividamento das pessoas mais humildes. Caso Vorcaro“O desafio está lançado. O poder judiciário e as autoridades não têm outra saída a não ser condenar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Caso contrário, fica provado que estamos vivendo em uma República onde impera a impunidade”. Opinião do médico Gonzalo Vecina Neto, em debate na TV Cultura. Crime organizado“As autoridades policiais vão terminar por concluir que o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro tem forte conexão com o crime organizado. Isoladamente, o ex-banqueiro não teria condições de movimentar tantos bilhões. Existe alguma situação ainda não esclarecida nesse processo”. Avaliação do cientista político Ricardo Sennes. Professores de BHQuando soube que a greve dos professores da rede municipal de BH, com mais de quatro semanas de paralisação, tinha um viés político, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) ficou horrorizado. Ele disse que não é hora de misturar esses assuntos. Saúde em NevesUma das cidades mais pobres de Minas, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi bombardeada pela imprensa por conta da falta de estrutura no setor de saúde para atender a população. Transporte coletivoOs usuários do transporte coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana reclamam da falta de cumprimento de horários, além dos ônibus lotados. Na semana passada, a situação ficou ainda mais complicada, pois um incêndio queimou 27 carros de uma única empresa. Esse caso continua sendo investigado. Poder dos marginaisInstitutos de pesquisas e autoridades policiais antecipam uma informação preocupante. Atualmente, os marginais ligados ao crime organizado já estariam ocupando uma média de 30% dos espaços públicos, especialmente nas grandes cidades do país. Brasil e China“Diante das ameaças tarifárias dos Estados Unidos, o Brasil tem buscado maior alinhamento com a China. Mesmo que daqui a algum tempo seja obrigado a repensar essa aproximação. Não vejo outra vertente, porque as exportações brasileiras não podem ficar prejudicadas”. Observação da jornalista Patrícia Campos Mello. Patrão X Empregado“A tese dos senadores é que a negociação da redução da carga horária dos empregados da CLT não deve ser deixada para definição entre patrão e funcionário. Isso porque o duelo seria desleal”. Avaliação do economista e pesquisador Maurício Moura.

O exemplo de Itabira

No momento em que o mundo está de olho no desmatamento no Brasil, essa realidade aumenta os desafios das autoridades para levar adiante um projeto mais ambicioso visando a preservação das florestas brasileiras. Trata-se de uma tarefa complexa, onde interesses opostos convivem lado a lado, trilhando uma linha tênue entre manter o meio ambiente intocável, sem minimizar a importância do desenvolvimento econômico, especialmente no que se refere ao agronegócio, segmento onde nosso país se destaca. Vale levar em consideração qualquer projeto com o objetivo de contribuir positivamente com o meio ambiente. Por exemplo, vem à tela o “Me Vejo no Limoeiro”, ação desenvolvida no município de Itabira. A iniciativa de educação ambiental aproxima os jovens da unidade de conservação por meio da arte. Crianças e adolescentes aprendem a importância de manter a natureza intacta para as futuras gerações. A previsão é que até março do próximo ano, estudantes do ensino fundamental e médio de seis escolas das comunidades do entorno do parque irão participar de um concurso cultural de desenhos e redações, que busca construir uma cartografia afetiva sobre o território. Os trabalhos do projeto serão transformados em produtos culturais, incluindo uma exposição artística e um livro ilustrado reunindo todo o conteúdo. Conforme o coordenador do projeto, Frederico Mendes Carvalho, a cartografia afetiva funciona como uma ferramenta para fortalecer a relação do público com a unidade de conservação. Ele afirma que iniciativas como essa demonstram a potência da articulação dos parques com a sociedade, as escolas e a comunidade. O Parque Estadual Mata do Limoeiro está localizado na Serra do Espinhaço, possui 2.056 hectares e fica a cerca de 7 km do Parque Nacional da Serra do Cipó. A vegetação é composta de fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, onde já foram identificadas ao menos três espécies ameaçadas de extinção: o jacarandá-caviúna, a braúna-preta e o samambaiuçu. Essa iniciativa dos itabiritenses deveria servir de inspiração para outros municípios e comunidades. O tema é relevante e já faz parte da pauta política, com desdobramentos nos próximos anos. O desafio é enorme, afinal, a tese de preservar o meio ambiente é antiga e esbarra no interesse de poderosos, que agem em nome do progresso e do desenvolvimento econômico. O caminho sensato seria conclamar o “bom senso”.

Jarbas Soares avisa que vai ser candidato ao Governo de Minas

A última semana foi de muita manifestação nos bastidores da política mineira, com destaque para uma forte incursão do ex-procurador geral de Justiça, Jarbas Soares (PSB). Ele manteve uma média de quatro reuniões por dia, com diferentes grupos e lideranças. Em todas as oportunidades, Jarbas se declarou como pré-candidato, demonstrando o seu interesse em tentar conquistar o Palácio Tiradentes. De acordo com interlocutores, ainda neste mês de junho, o ex-procurador intensificará os seus contatos visando alinhar o discurso com o grupo ligado ao presidente Lula (PT). Só para rememorar, o PSB tem como estrela o vice-presidente Geraldo Alckmin, com quem é mantida uma reconhecida aproximação. Os defensores do nome de Jarbas Soares ficaram mais entusiasmados com o projeto, após a recente divulgação de pesquisa apontando o presidente Lula com uma média de sete pontos, na comparação com os adversários. “Agora é trabalhar para ter uma aliança forte com o grupo de Brasília e incrementar os meandros para turbinar a campanha”, diz um amigo próximo. Escolha de um vice Um dos cenários levados a debates internos é no sentido de avaliar com detalhes a possibilidade de escolher uma mulher para possível composição de chapa, porque o quadro indica que 51% do eleitorado é feminino. Se essa for a vertente a ser percorrida pelo projeto do ex-procurador, pode ser extensa a lista de sugestões. No caso do pragmatismo eleitoral, e com o fito de buscar uma inserção junto ao povão de Minas, a primeira citação recai sobre o nome da deputada e ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. Observa-se uma ponderação de interlocutores privilegiados do projeto de Jarbas. Caso aconteça o encaminhamento para a consolidação da campanha ao pleito deste ano, deve haver preocupação em se materializar composições com ampliação para se estender as regiões do Estado. Para esses debatedores, o Triângulo Mineiro é o segundo colégio eleitoral do Estado, com média de 16% dos eleitores, e a Zona da Mata aparece na terceira posição. Eles acreditam que a inclusão de representantes dessas regiões em qualquer que seja a chapa seria de boa valia.