Vigílias – 8 a 15 de agosto de 2026
Cleitinho desisteHá 40 dias, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) anunciou sua desistência da sucessão mineira e deu várias versões para justificar a decisão. Agora, a mesma situação ocorre em relação ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Nos bastidores de Brasília e Belo Horizonte, permanece a insinuação enfática de sua ligação com o presidente do seu partido, o deputado federal Euclydes Pettersen, investigado pelo envolvimento com a máfia do INSS. Um “bebê chorão”Analistas políticos entendem que o ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que renunciou aos dois cargos, deveria ter avaliado melhor a sua atitude, até porque, tomou a decisão baseada em conversa e entendimento com o senador Cleitinho. “Ele precisa ter cuidado e se entender com políticos mais experientes, sem alinhar a esse verdadeiro bebê chorão”. Ironizavam nos corredores da Assembleia Legislativa. Deputado fielMesmo após deixar o cargo de secretário de Estado de Governo, há cerca de dois anos, o deputado Gustavo Valadares (PSD) fez elogios rasgados ao governador Mateus Simões (PSD) no dia da convenção partidária. Certamente, o ilustre parlamentar estava de olho no rescaldo das emendas parlamentares. Correndo do perigoCandidato a deputado federal pelo Republicanos, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi evitado por várias figuras de prestígio no dia da convenção de seu partido. Inclusive, algumas se recusaram a fazer foto com Cunha por causa de seu passado nebuloso. Sem personalidade própriaOs marqueteiros políticos de Minas avaliam que o deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB), ao incluir foto do seu pai, Newton Cardoso, em material de campanha, prova que ainda depende da imagem do ex-governador para fazer sucesso na política. Ou seja, deveria demonstrar personalidade própria. Política internacionalPara o empresário e ex-deputado federal Emerson Kapaz, o presidente americano Donald Trump continuará fazendo declarações e gerando instabilidade no episódio com o Irã, enquanto as famílias seguem comprando ações das empresas fabricantes de armas. Política mineiraEx-aliados na política mineira, mas essa amizade já não tem frutos. Portanto, não convidem para a mesma mesa o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o senador Rodrigo Pacheco (PSB). Convenção do PSDDurante a convenção estadual do PSD, realizada na Assembleia Legislativa, o entusiasmado locutor bradava: “Reunimos mais de 300 prefeitos que vieram trazer apoio ao candidato à reeleição Mateus Simões”. Ao final, o comunicador foi corrigido por um convencional: “Acho que ele queria dizer uns 30 prefeitos ao invés de 300”. Ironias à parte, a caravana dos municípios pode ter contabilizado a presença de cem chefes do Executivo no evento. Jogatina eletrônicaEspecialistas e autoridades afiançam que as bets estão causando sérios problemas à saúde das pessoas. No entanto, uma média de 60% das firmas de apostas atua sem a devida autorização legal. Um verdadeiro desafio para o poder público. Canetas emagrecedorasSegundo o ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, inevitavelmente, o governo federal terá de incorporar a distribuição das canetas emagrecedoras ao SUS. Ele pondera que o medicamento é de interesse popular perante todas as classes sociais. Judiciário questionadoIrritado, o cientista político e economista Ricardo Sennes voltou a repetir sua antiga fala. “O Judiciário continua funcionando como uma espécie de caixa-preta, escondendo informações do conhecimento público. Por exemplo, o STF deveria explicar quanto ganha um ministro, porque temos o Judiciário mais caro do mundo”, vaticina. Interferência nas eleiçõesPersonalidades da política, debatedores e jornalistas avaliam que o presidente Donald Trump, por motivos de interesse ideológico, já está com tudo preparado para usar as redes sociais e causar interferência nas eleições do Brasil. Dívida de MinasRelativamente à situação financeira do Governo de Minas, a economista paulistana Carla Beni sentenciou: “Antes dos candidatos ao Palácio Tiradentes começarem a fazer suas campanhas, seria bom darem uma olhada na penúria do caixa daquele Estado. Isso poderia assustar qualquer mortal”. Sistema prisionalO problema do sistema prisional no Brasil é tema recorrente na imprensa. De acordo com levantamento recente, o número de presos deve chegar a um milhão no próximo ano, mas a quantidade de vagas é de apenas 900 mil. Uma imensa defasagem. América do Sul“Em todos os países da América do Sul tem aumentado muito os índices de violência. Sendo assim, os governantes carecem de atuar em conjunto para melhorar esse cenário”. Opinião da jornalista Patrícia Campos Mello.
Sem planos de governo
Enfim terminou a realização das convenções partidárias. Em Minas Gerais, o local escolhido para a maioria dos certames foi o Plenário da Assembleia Legislativa, cuja preferência tem o sentido de minimizar os gastos das siglas. Porém, eventos como esses custam muito para o contribuinte, diante da necessidade da mobilização de apoio destinado ao atendimento dos participantes. Entre os grandes partidos, o PT foi exceção. A convenção dos petistas foi realizada na própria sede, com transmissão também pela internet, como forma de chegar aos rincões mineiros, onde certamente mantêm filiados. Uma indagação feita constantemente pela crônica política é a falta de propostas de governo. Dos avaliados grandes partidos, apenas o candidato Gabriel Azevedo (MDB), em discurso recheado de saudosismo em relação ao que foi e o que efetivamente representa o seu partido, exibiu uma revista, onde segundo ele, contém diretrizes de seu plano. A sua fala foi mais uma espécie de resgate da política mineira, tentando mostrar a necessidade de buscar eleger alguém com o prestígio dos velhos caciques de outrora que militavam na vida pública/partidária. Nessa lista de personalidades a não apresentarem os seus compromissos formais para apreciação dos mineiros inclui até o ex-ministro e ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias (PT). Ele tem experiência no manejo do orçamento público e sabe da necessidade de um roteiro de como fazer para atender as demandas da população. Em suas primeiras aparições, o candidato informou que vai valorizar as políticas públicas da inclusão, procurar incrementar a economia mineira e incentivar o agronegócio e a indústria, sem mais detalhes de como seria a implementação dessas suas sugestões. Até agora, os brasileiros têm assistido apenas um debate político polarizado e com “farpas”, faltando uma orientação de como seriam os próximos anos de administração. Para além dessa constatação, fica a impressão de que estão todos muito preocupados em posar para as redes sociais, com falas sem nexos e com potencial de engajamento. São efetivamente novos tempos, resta saber se são melhores ou piores do que se delineava no passado recente.
Parceria de peso fortalece candidatura de Fabiano Cazeca com apoio de Fábio Avelar

O candidato a deputado federal Fabiano Cazeca anunciou nesta semana o apoio do ex-deputado estadual por três mandatos e atual prefeito de Nova Serrana, Fábio Avelar. A parceria reforça o projeto político de Cazeca e amplia sua presença em importantes municípios da região Centro-Oeste de Minas. Reconhecido por sua atuação municipalista, Fábio Avelar passa a integrar o grupo de lideranças que apoiam a candidatura de Fabiano Cazeca, fortalecendo um trabalho voltado ao desenvolvimento regional e à defesa dos interesses dos municípios mineiros. Segundo Cazeca, a união representa um passo importante para ampliar a capacidade de articulação política e garantir mais resultados para as cidades. “Receber o apoio do Fábio Avelar é motivo de muita alegria e responsabilidade. Trata-se de uma liderança experiente, respeitada e comprometida com os municípios. Tenho certeza de que essa parceria renderá importantes conquistas para a nossa região”, afirmou. A aliança terá atuação prioritária em Itapecerica, Pedra do Indaiá, São Sebastião do Oeste, Abaeté, Cláudio, Piracema, Itaguara, Camacho e Carmo da Mata, municípios onde ambos pretendem fortalecer o diálogo com lideranças locais e defender investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e geração de empregos. Com a adesão de Fábio Avelar, a campanha de Fabiano Cazeca amplia sua base de apoio e reafirma o compromisso com uma política municipalista, baseada no diálogo, na parceria com as lideranças locais e na busca por soluções concretas para os desafios enfrentados pelas cidades mineiras.
Edição 2230 – 1º a 8 de agosto de 2026

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Vigílias – 1º a 8 de agosto de 2026
Medioli irritadoEra visível a irritação do empresário Vittorio Medioli, ao sair do Plenário da Assembleia Legislativa onde acontecia a convenção do Partido Liberal. Deve ter sido pela falta de objetividade da sigla que poderia ter aproveitado o evento para lançar um nome pela candidatura ao Governo de Minas. O empresário e o ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, eram mencionados para o posto. Retorno de Valério?Continuam as especulações indicando que o empresário Marcos Valério, conhecido pelo envolvimento no mensalão há cerca de 20 anos, estaria atuando nos bastidores como investidor em empresas de publicidade em Minas. Zema é fraco“A fragilidade do projeto político do ex-governador Romeu Zema (Novo) ficou nítida durante a convenção do partido. Ele não tem tração para fazer frente a Flávio Bolsonaro (PL)”. Análise de um bolsonarista sob condição de anonimato. Sucessão em ContagemMesmo faltando mais de dois anos, a sucessão à Prefeitura de Contagem já é objeto de cobiça pelo deputado federal Newton Cardoso Júnior (MDB). “Ele precisa se garantir como parlamentar reeleito primeiro para depois pensar em 2028”, ironizam seus adversários. Polêmico KalilA pré-campanha de Alexandre Kalil (PDT) ao Governo de Minas começa com uma polêmica. Segundo pessoas do meio político, o candidato já estaria reclamando da falta de dinheiro para o seu projeto. Disputa no PLOs entusiasmados bolsonaristas comentam que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) poderá ultrapassar os três milhões de votos no pleito eleitoral deste ano. Inclusive, conquistaria mais eleitores do que o candidato ao Senado da sigla, Domingos Sávio. A ver. Convenção esvaziadaNo final de semana passada, a imprensa afiançava que o senador Cleitinho Azevedo seria a grande estrela da convenção do Republicanos. Ele não deu as caras e gerou um esvaziamento da solenidade. Copasa X MunicípiosFaz poucos meses que a Copasa foi privatizada, mas são enormes os embates entre a nova direção e os municípios atendidos pela empresa. O assunto promete ser uma tremenda polêmica. Sem planos de governoA imprensa nacional tem observado que os candidatos à Presidência da República não estão divulgando os seus planos de governo. A era da internet faz coisas. Tarifaço americanoEspecialistas em economia advertem que o tarifaço dos Estados Unidos a produtos brasileiros pode durar mais tempo que o esperado. Flávio Bolsonaro“Se Flávio Bolsonaro (PL) for derrotado nas urnas em campanha à Presidência, provavelmente deve se mudar para os Estados Unidos, onde já reside seu irmão Eduardo Bolsonaro”. Previsão do filósofo Mário Sergio Cortella, em comentário na TV Cultura. Santana e ValdemarO presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, parabenizou o seu amigo, José Santana de Vasconcelos, pela condução da convenção do partido em Minas. Na qualidade de presidente de honra, Santana coordenou todo o evento estadual. Inteligência artificialConhecedores do assunto defendem a implementação de um Código de Ética Internacional, para determinar regras de funcionamento da inteligência artificial, antes que essa realidade domine todas as pessoas do planeta. Ufa. Partidos políticosNos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos políticos estão cada vez mais perdendo o número de pessoas interessadas em se filiar nas siglas partidárias. A incidência é maior ainda entre os eleitores mais jovens. Urnas eletrônicasPara jornalistas da crônica política de Brasília, a recente incursão do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), com embaixadores de 40 países questionando as urnas eletrônicas, pode significar várias coisas, inclusive uma incerteza de sucesso em seu projeto político. Força das betsAs forças de segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro informaram ao Ministério da Justiça sobre indícios que as denominadas bets estão servindo de apoio para o crime organizado lavar dinheiro. Isso vai exigir uma longa investigação. Lula internacionalSem mencionar fontes, o ex-deputado federal e empresário, Emerson Kapaz, em comentário na TV Cultura, disse que o presidente Lula (PT) pode ser convidado a ajudar na discussão para melhorar o ambiente diplomático entre Russa e Ucrânia.
Novo presidente da Fiemg
O próximo ano começa com uma nova liderança, diante da eleição do empresário e produtor rural Guilherme Abrantes, para comandar a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) até 2030. Sabidamente, a instituição tem prestígio nacional e em muitas oportunidades serve como interlocutora perante o Poder Público, quando se faz necessária a adequação de medidas que possam impactar no âmbito da economia mineira. O desafio do futuro dirigente é adequar a Fiemg aos novos tempos, trazendo inovação para permitir o crescimento do Parque Industrial do Estado, com possibilidade de tornar as empresas mais eficientes e competitivas em Minas, no Brasil e no mercado internacional. Dados estatísticos comprovam que as indústrias do Estado são responsáveis por 30% do Produto Interno Bruto (PIB), se destacando como o segundo maior exportador nacional, comercializando preferencialmente com a China e os Estados Unidos. Nosso desenvolvimento está calcado em pilares sólidos, com destaque para a exponencial importância do setor mineral, produtos metalúrgicos, produção e exportação de café, evolução da energia eólica/solar e também a agroindústria, em patamares geradores de muitos empregos e recolhimento de impostos aos cofres públicos. No limiar de 2027, o bacharel em administração de empresas Guilherme Abrantes terá oportunidade de evidenciar toda a sua vivência de um cidadão bem resolvido na sua atividade empresarial, com exímias condições de incrementar o diálogo com os diversos escaninhos da vida cotidiana mineira e nacional, para engrandecimento do segmento que representa. Além do mais, o novo dirigente já tem experiência na Fiemg, pois ocupou o cargo de diretor financeiro na gestão do presidente Flávio Roscoe. Com experiência de um líder empresarial de sucesso, os ares que rondam a Federação das Indústrias se projetam como alvissareiros. Por todos os títulos, roga-se que o presidente e toda a diretoria, a serem empossados no dia 1º de janeiro de 2027, pratiquem as boas práticas de convivência democrática, estabelecendo um preponderante padrão de harmonia com os poderes constituídos, especialmente Legislativo e Executivo, entes fundamentais no apoio a projetos que garantem a infraestrutura básica.
Bastidores da sucessão ao Governo de Minas tem semana movimentada

As definições de nomes para concorrer ao Governo de Minas tomaram rumos diferentes, depois da decisão do ex-secretário Marcelo Aro (Podemos) em concorrer ao Palácio Tiradentes. Em reunião com o atual governador Mateus Simões (PSD), na última semana, Aro agradeceu a parceria de longa data com o chefe do Executivo, mas sinalizou a sua saída do grupo, para buscar voo próprio na peleja deste ano. Nos corredores da Assembleia Legislativa, as especulações indicavam que Aro poderia contar com o apoio do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), diante da indicação do nome de um irmão dele para ser registrado na condição de vice na chapa do ex-secretário. MDB com Simões? A convenção do MDB já estava agendada para 1º de agosto, mas 24 horas antes do evento, ainda era avaliada sobre a conveniência da retirada da candidatura de Gabriel Azevedo, para facilitar uma aproximação do MDB com Mateus Simões. Isso relacionado ao interesse pelo crescimento da candidatura do presidente do partido, deputado federal Newton Cardoso Júnior, com objetivo de conquistar uma votação expressiva em seu projeto de mais uma reeleição. Até mesmo o nome do ex-vice-governador Paulo Brant também entrou em cena, para que diante desse possível acordo, conquistasse sucesso na caminhada à Câmara Federal. Para os jornalistas da crônica política mineira, por sua ligação com o presidente Lula, Patrus Ananias (PT) segue na direção de chegar ao segundo turno do pleito. Outra probabilidade seria ele disputar com o sugerido candidato Marcelo Aro, considerado um nome com uma enorme malha de apoio junto às lideranças. Ao governador Mateus Simões, diante dessas incursões, estava sobrando uma alternativa: acatar a enfatização de bastidores e ter como companheiro de chapa um vice a ser indicado pelo Partido Novo, um de seus compromissos assumidos com o seu padrinho político, o ex-governador Romeu Zema (Novo).
Edição 2229 – 25 de julho a 1º de agosto de 2026

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Vigílias – 25 de julho a 1º de agosto de 2026
Prestígio do deputadoA votação e escolha de Ione Pinheiro como Conselheira do Tribunal de Contas teve vários padrinhos. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, comentários apontam para uma atuação firme do deputado Ulysses Gomes (PT). Ele teria sido fundamental para garantir o apoio do bloco de oposição à candidatura de Ione. Duelo entre os grandesA semana terminou sem que a imprensa de Belo Horizonte conseguisse perceber sinais de trégua na briga entre o senador Carlos Viana (PSD) e o ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos). Ambos buscam uma vaga ao Senado e o governador Mateus Simões (PSD), por ser do mesmo partido de Viana, entrou em uma espécie de beco sem saída. Governador ou prefeito?O pré-candidato a governador, Gabriel Azevedo (MDB), tem sido flagrado em conversas reservadas e afiançado que se a candidatura ao Palácio Tiradentes não decolar, já ficaria pronto para pleitear a Prefeitura de BH, daqui a dois anos. Ele está blefando ou desmerecendo a sua disputa majoritária nesta peleja. Deputado e a Polícia FederalQuase toda semana, a imprensa mineira e nacional sempre trazem informações ligando o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos) a algum tipo de esquema ilícito, inclusive em relação ao problema do INSS. Isso ainda vai dar xabú. Poder é fascinanteDepois de vários anos afastado da política, o ex-prefeito de Nova Lima, Vitor Penido (PL), aceitou ser candidato a deputado federal. Dizem que seria mais um para puxar votos com a finalidade de ajudar a legenda na composição da bancada federal. Empresário e políticoPersonalidades que discutem temas relevantes sobre a política mineira têm um roteiro comum: conversar com o famoso empresário Rubens Menin, sempre disposto a opinar sobre os projetos majoritários de 2026. Emendas parlamentaresPesquisas preliminares comprovam que uma média de 87% dos atuais deputados federais deve tentar a reeleição este ano. Essa certeza ocorre em função dos enormes recursos financeiros repassados aos municípios, através das emendas parlamentares. Uma verdadeira farra com o dinheiro público. Vida sem internet“As pessoas têm procurado refúgio em pequenas cidades do interior do Brasil para garantir mais sossego. De nada adianta se não deixarem de lado o aparelho celular e conexão com a internet”. Opinião do filósofo Luiz Felipe Pondé. Política internacionalNa avaliação do cientista político Sérgio Fausto, a recente mudança do primeiro-ministro da Inglaterra é para evitar que o país caia sob o controle da extrema-direita. “Essa realidade tem sido cada vez mais discutida, depois que os ingleses deixaram de pertencer a comunidade Europeia”. Professores em apurosPara o reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, José Vicente, as autoridades não devem ficar votando leis para aumentar a grade curricular, sem oferecer a infraestrutura. “O importante é priorizar o ensino de português, matemática e ciências”, vaticinou. Direita desunidaA ideia da candidatura de Flávio Bolsonaro era usar a força dele e do Partido Liberal para unir a direita brasileira. Mas isso não vem ocorrendo e traz um certo desconforto para os políticos conservadores”. Avaliação da crônica política de Brasília. Fiscalizando as emendasFontes do Palácio do Planalto apostam que se o presidente Lula (PT) for reeleito, haverá um esforço visando fiscalizar as emendas parlamentares. O objetivo é diminuir essa espécie de farra coletiva com o dinheiro do contribuinte. Pesquisas eleitoraisA ideia do ministro Nunes Marques em criar o “Selo de Acurácia Eleitoral”, que premia os institutos de pesquisa mais próximos aos resultados das urnas, parece não ter empolgado ninguém, inclusive os próprios pares no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Direita e a comunicaçãoO jornalista Gerson Camarotti afirma: “a direita brasileira consegue ser muito mais eficiente do que os adversários, quando o assunto é sua comunicação nas redes sociais, cujos conteúdos publicados são facilmente assimilados pelos internautas”. AMM busca diálogoA Associação Mineira de Municípios (AMM) participou do encontro “Diálogos Regionais – a privatização e os próximos passos”, promovido pela Copasa, em Juiz de Fora. Na reunião, a presidente da Companhia, Marília Carvalho de Melo, esclareceu dúvidas dos gestores sobre o processo de privatização, o planejamento e os investimentos previstos para o saneamento nos municípios mineiros.
Hospitais Regionais
O planejamento do governo mineiro, implementado há cerca de três anos com o objetivo de construir Hospitais Regionais, proporcionou momentos de esperança e até de euforia perante a população. Hoje, constata-se que das cinco unidades prometidas, apenas a obra do prédio em Divinópolis foi erguida. As demais continuam sendo tocadas ao sabor da burocracia estatal, servindo tão somente para incrementar ou renovar as promessas de campanhas eleitorais de 2026. Estrategicamente, a possível entrada em funcionamento dessas unidades desafogaria as demandas por procedimentos médicos, especialmente pelos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Há uma enorme saturação na rede estrutural, pelo excesso na procura por tratamentos e exames em Belo Horizonte, notadamente de pessoas procedentes das mais diferentes regiões de Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, uma média de 15 mil pessoas por dia são atendidas na capital mineira nas unidades próprias. Além disso, os postos da Farmácia de Minas e Farmácia Popular coadunam com enormes filas de quem tem o direito de acessar seus remédios gratuitamente. Ao longo dos últimos três anos, o tema vem ocupando o noticiário, mas o que pouco se propala é que os recursos para viabilização dos prédios em Governador Valadares, Conselheiro Lafaiete, Sete Lagoas e Teófilo Otoni, assim como o já concluído em Divinópolis, está sendo viável pelos aportes financeiros da mineradora Vale, como reparação em função do rompimento da Barragem em Brumadinho. Os valores seriam administrados pelo Governo de Minas, mas tudo ficou meio fosco. Era comum ouvir o então governador Romeu Zema (Novo) afiançar: “Estamos realizando essas obras para garantir uma saúde melhor para todos”. O que ele ocultou foi que tudo isso aconteceu com perda de vidas e muito sangue derramado, durante a tragédia do rompimento em 2019. Certamente, é sem sentido a citação do ditado popular, segundo o qual em política vale tudo, só não vale perder a eleição. No episódio aqui narrado, seria de bom senso ao menos respeitar a memória das 272 vítimas fatais do nefasto acontecimento.