Prefeitos reafirmam apoio à candidatura de Marcelo Aro ao Senado

Prefeitos de diferentes regiões de Minas Gerais tem reafirmado apoio à candidatura de Marcelo Aro ao Senado, em meio a publicações que passaram a questionar a força do candidato no interior. De acordo com a campanha, Aro reúne o apoio declarado de 844 prefeitos, o equivalente a 98,9% das cidades mineiras. As manifestações ganharam força após uma publicação de um portal do Leste de Minas que mencionava um suposto “isolamento político” do candidato. Prefeitos que comentaram o texto para expressar apoio a Aro relataram que a caixa de comentários foi encerrada logo após as primeiras mensagens favoráveis ao candidato — enquanto outras publicações do mesmo portal, segundo eles, seguiam com os comentários abertos. Entre os que se manifestaram está o prefeito de Divisópolis, no Vale do Jequitinhonha, Euder Mendes, que classificou parte do conteúdo crítico como “matérias compradas”. “Estou impressionado com a quantidade de fake news e de matérias compradas para tentar denegrir a imagem de Marcelo Aro”, afirmou. O gestor associou o apoio ao relacionamento que o ex-secretário construiu com as prefeituras. “Foi um grande intermediário do Estado e um grande parceiro dos prefeitos. Não é à toa que tem mais de 800 prefeitos que apoiam, eu sou um deles”, disse. A manifestação também chegou por vídeo. Prefeito de Chácara, na Zona da Mata, e presidente do Consórcio Assispes, Bilim gravou um vídeo em que reforça o apoio à candidatura de Aro. À frente do consórcio intermunicipal, o gestor é uma das lideranças da região na articulação entre prefeituras. A avaliação é compartilhada por outros gestores ouvidos. No período em que comandou a Secretaria de Governo, Aro percorreu o estado e recebeu prefeitos de diferentes regiões para tratar de demandas represadas — relacionamento apontado por prefeituras como um dos fatores centrais para a adesão à candidatura. Segundo um dos gestores, foi Aro quem “abriu as portas” do governo estadual a municípios que, antes, teriam dificuldade de acesso. Os números de apoio citados são informados pela própria campanha e refletem adesões declaradas publicamente por gestores municipais.

Vigílias – 22 a 29 de agosto de 2026

Entrevista tumultuada Na semana passada, um fato chamou a atenção durante a tumultuada entrevista concedida pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), em Belo Horizonte. Ao atender a imprensa, puxou o deputado Bruno Engler (PL) para ficar ao lado dele, deixando fora de cena a estrela do grupo, o parlamentar federal Nikolas Ferreira (PL). Bolsonaro e a imprensa O candidato Flávio Bolsonaro (PL) esteve na capital mineira para o lançamento da campanha do empresário Flávio Roscoe (PL) ao Governo de Minas. A sua assessoria exigiu um enorme isolamento da imprensa e montaram uma espécie de “chiqueirinho”, bem ao estilo usado pelo seu pai na entrada do Palácio da Alvorada. A Cemig é nossa Em encontro com os comerciantes e empresários na CDL/BH, o candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), bateu o martelo e disse que o assunto relacionado à venda da Cemig está encerrado. Sua fala foi aplaudida pelos mais de 200 presentes ao evento. Problemas para Gabriel Na porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros, tem pessoas dizendo que não precisam votar no candidato a governador Gabriel Azevedo (MDB), pois o seu verdadeiro projeto é ser prefeito de Belo Horizonte. Zema isolado Ao longo de sua gestão no Estado, o ex-governador Romeu Zema (Novo) ficava horas conectado nas redes sociais. Agora, está provando que seu trabalho de comunicador foi um fiasco, pois amarga uma fraca demonstração de popularidade. Ele ainda se mudou para São Paulo, enquanto os outros presidenciáveis enxergam Minas Gerais como um terreno cobiçado para prospecção de votos. Cleitinho sem campanha Alguns amigos de Cleitinho Azevedo (Republicanos) tentam fazer o senador mudar de ideia de não ter estrutura em sua caminhada ao Governo de Minas. Para especialistas, um trabalho apenas virtual pode representar um risco para o seu projeto político. Somente promessas O experiente jornalista Fernando Abrucio comentou: “a pressa de ajuste fiscal dos presidenciáveis Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não passa de uma peça de ficção. É que o orçamento da União foi sequestrado pelo Congresso Nacional, a quem cabe as principais decisões sobre o destino do dinheiro público”. Jogo de cena “No princípio de tumulto eleitoral gerado a partir da indevida filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão, quem levou vantagem foi o candidato oficial da sigla, Renan Santos, até então um ilustre desconhecido”. Avaliação do jornalista Joel Pinheiro. Destruição da natureza Aumentam as críticas contra a falta de ações concretas para evitar a desertificação do Cerrado brasileiro, levando o bioma a se tornar uma ameaça nas proporções do ocorrido na Amazônia. Unidos pelo petróleo “A descoberta de indícios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas selou a reaproximação de Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Isso prova o quanto os nossos homens públicos brasileiros são pragmáticos”. Observação feita pelo jornalista e correspondente internacional, Maurício Savarese. Máquina de guerra Em debate na TV Cultura, o cientista político Ricardo Sennes disse que os Estados Unidos almejam se transformar em uma máquina de guerra. “Eles estão presentes em conflitos em oito países, mas estão tomando uma verdadeira lavada do Irã”. Será, professor? Defensores dos indígenas Na sala da presidência da Câmara Federal, em Brasília, um comentário chamou bastante a atenção: “os povos indígenas em todos os continentes representam 5% da população. Em compensação, são responsáveis por 60% na preservação das florestas”. Inteligência artificial A doutora em ciência da informação, Bianca Santana, adverte que os políticos vão precisar de muita parcimônia ao utilizar a inteligência artificial para turbinar a campanha eleitoral. Caso contrário, a situação pode até comprometer a democracia brasileira. Redes sociais Jornalistas da crônica política de Brasília advertem que a regulamentação das redes sociais só terá algum tipo de desfecho quando os parlamentares das duas casas do Congresso Nacional quiserem. Enquanto isso, a polêmica segue aumentando. Eleições presidenciais “Estou convicta que os Estados Unidos vão continuar arquitetando para influenciar no resultado das eleições em nosso país, mesmo que para isso precisem protagonizar atos mais contundentes”. Observação da jornalista Patrícia Campos Mello.

Debate insosso

Um ar de timidez tomou conta do primeiro debate com os principais candidatos ao Governo do Estado. Por conta dessa realidade, jornalistas e analistas políticos consideram que as duas horas de programa, transmitido ao vivo pela Band Minas, não foram suficientes para encaminhar qualquer convencimento aos eleitores. Presente ao evento, entre outros debatedores, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sequer demonstrou a vibração de locução verbal das redes sociais, cuja linguagem o prioriza como candidato preferido ao Palácio Tiradentes, segundo as últimas pesquisas. O tempo todo, o senador fazia questão de deixar de lado a sua linha radical de discurso, categorizando que caso seja eleito, buscará alianças com o governo federal, independente do escolhido para presidente. Uma das cenas hilárias do certame envolveu o candidato Alexandre Kalil (PDT) e o seu opositor Gabriel Azevedo (MDB). Indagado por Gabriel sobre as mais de 200 páginas do programa de governo, ao seu estilo meio grotesco, o pedetista respondeu de pronto. “Então você se deu ao trabalho de ler todas as páginas? Eu não tive tempo de fazer isso, até o momento”, vaticinou. Ideologicamente, o senador Cleitinho deixou claro o seu alinhamento com viés da direita, prometendo fazer campanha em defesa do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). O nome apoiado pelos bolsonaristas é o do presidente licenciado da Fiemg, Flávio Roscoe (PL). Ao lado dele está o homem forte das redes sociais, o deputado Nikolas Ferreira (PL). Ainda não se sabe como vai funcionar o palanque de Flávio Bolsonaro em Minas. Até porque, o Partido Liberal encampou a candidatura de Domingos Sávio ao Senado, enquanto do lado do senador Cleitinho, o nome expoente nessa peleja é o do polêmico Marcelo Aro (PP), já em plena campanha. Os debatedores pouparam críticas ao candidato Patrus Ananias (PT). Embora tenha confirmado presença na transmissão, o petista mandou avisar que compromissos fora do Estado o impediam de estar presente. A sua ausência teve dupla interpretação. “Medo das perguntas dos adversários ou quem sabe ele já estaria pontuando melhor nas pesquisas eleitorais”, vaticinaram os organizadores do programa da Band Minas.

Adversários evitam confronto direto contra o candidato Cleitinho Azevedo

Campanhas claramente desestruturadas, eventos que não foram ao gosto dos candidatos, além da indefinição de qual o rumo a ser seguido, do ponto de vista de enfrentar os adversários. Assim está a caminhada dos candidatos ao Palácio Tiradentes na peleja de 2026. Na opinião de jornalistas da crônica política mineira, caso ninguém tenha coragem de questionar Cleitinho Azevedo (Republicanos), o candidato pode ficar cada vez mais fortalecido, aumentando a vantagem sobre os demais concorrentes. Até porque, já aparece em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais desde o início do ano. Nomes secundários Se os postulantes têm receio de atacar o passado e o presente do senador Cleitinho, não resta muita alternativa a eles a não ser se prepararem para a campanha. Até o momento, são desconhecidas as propostas de cada um desses autores. A partir desta semana, com a organização estrutural dos projetos eleitorais, deve ocorrer a divulgação das ideias dos proponentes aos eleitores. Nos corredores da Assembleia Legislativa, assim como também na Porta do Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, propala-se a tendência de incremento de dois grupos. No possível primeiro pelotão, seriam protagonistas o aludido senador Cleitinho Azevedo, o candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), e o representante das esquerdas, Patrus Ananias (PT). Já no segundo grupamento, pela ordem, vem o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL). Para pensadores políticos ouvidos por nossa reportagem, os nomes de Kalil, Roscoe e Gabriel estariam compilados em uma lista de meros coadjuvantes na peleja desse ano. A tendência é haver uma acomodação eleitoral em favor dos outros três nomes até agora mais proeminentes nas entranhas da política mineira.

Vigílias – 15 a 22 de agosto de 2026

Cleitinho/Eduardo CunhaPara deixar o grupo do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) irritado, basta dizer que ele tem como um dos articuladores políticos o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos). Como se sabe, Cunha é candidato a parlamentar federal por Minas Gerais e pelo mesmo partido do ilustre senador. Uma mistura difícil de ser digerida pelos eleitores. Apoio de prefeitosNos meandros da Assembleia Legislativa, circulam informações indicando que grande parte dos prefeitos do Sul de Minas apoia a reeleição do governador Mateus Simões (PSD). A conferir. Pacheco, ministro?Decidido a abandonar a vida parlamentar, Rodrigo Pacheco (PSB) ainda tem padrinhos fortes em Brasília. Dependendo do resultado das urnas à sucessão presidencial, o senador pode ser indicado para ser ministro de uma Corte Superior. É uma maneira de não o deixá-lo ao sereno. Danilo e MosconiQuem milita nos bastidores da política mineira nutre a convicção de que o ex-deputado federal e ex-secretário de Governo, Danilo de Castro (União Brasil), indicado para compor chapa com o governador Mateus Simões (PSD), se destaca como um grande articulador. Quanto a Carlos Mosconi (PSDB) como vice de Alexandre Kalil (PDT), sabe-se apenas que o ex-deputado está afastado da vida pública há cerca de 20 anos. Ou seja, nada acrescenta ao projeto de Kalil. Inteligência artificialA preocupação do Superior Tribunal Eleitoral era relacionada apenas às urnas eletrônicas. No pleito de 2026, o problema da Corte também será a harmonia entre os candidatos e o uso da inteligência artificial. Um tema sem regulamentação e que vai exigir muito esforço dos ministros. Assunto delicadoAinda sobre a inteligência artificial, existem especialistas sugerindo que o tema deveria ser debatido nas escolas de segundo grau, visto que o uso indevido da ferramenta é um problema sério. Salários do JudiciárioA professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Eloísa Machado Almeida, em debate na TV Cultura, foi direto ao ponto. “Se o Supremo Tribunal Federal busca apoio para ser uma instituição respeitada, precisa rever o pagamento de juízes que recebem até R$ 400 mil por mês. É um desrespeito com a população”. Indígenas e a florestaFrase ouvida na sala ao lado do gabinete do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos): “o indígena, quando não faz nada, ao menos está preservando a floresta. Já o homem branco, na maioria das vezes, promove ações capazes de comprometer o meio ambiente”. Jogos eletrônicosO governo federal tem jogado pesado ao exibir mensagens e avisos indicando que os jogos eletrônicos fazem mal à saúde financeira das pessoas. Enquanto isso, especialistas confirmam que existem 62 milhões de brasileiros envolvidos com as bets. Aécio, fazendeiro?No pequeno município de Lassance, no Norte de Minas, a observação de um morador chamou a atenção. Segundo essa figura anônima, o deputado Aécio Neves (PSDB), ao abandonar a disputa eleitoral, poderá migrar até mesmo para a atividade rural. Ufa. Poderio bélico americanoCorrespondente de grandes jornais europeus, o jornalista Nelson Garrone enfatiza: “o governo americano mente ao dizer que não falta material bélico para continuar mantendo guerras pelo mundo afora. É claro que o seu paiol de armas está meio vazio”. Escala 6×1Continua a pressão sobre o Senado Federal para avançar com a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Se aprovada, pode se tornar uma forte vitrine eleitoral para o presidente Lula (PT). Os parlamentares de oposição estão em situação complicada, porque não querem ficar contra a vontade do trabalhador e não pretendem turbinar o projeto governista. Qual o papel do vice?Segundo comentários de jornalistas da crônica política de Brasília, o ideal é que o candidato a vice-governador ou vice-presidente da República não atrapalhe o titular da disputa. Extrema-direitaPara o cientista político Sérgio Fausto, nessas próximas eleições, muitos usuários de redes sociais vão se articular de maneira intensa para defender os interesses da extrema-direita no Brasil. Ele avalia que o radicalismo desse grupo é algo efetivamente preocupante.

Plano Safra 2026/2027

Na época da pandemia de COVID-19, com o objetivo de ajudar a amenizar a situação de penúria em que se encontravam as empresas e os estabelecimentos comerciais em geral, o governo federal lançou o programa de financiamento denominado Pronampe. Em sua grande maioria, os recursos atenderam as empresas mais bem estruturadas que não estavam com elevado grau de dificuldades naquele momento, mas foram beneficiadas com a linha de crédito com juros subsidiados pelo Poder Central. Atualmente, existe uma situação similar. Trata-se do Plano Safra 2026/2027, orçado em R$ 622,4 bilhões. Informações nos bastidores apontam que os pequenos produtores rurais, sabidamente os mais carentes de recursos financeiros, já estão preocupados com a dificuldade em acessar o crédito, por conta das exigências bancárias. Especialistas enfatizam que o volume de recursos ajuda, mas não resolve a demanda, porque o gargalo é de absorção e não de oferta. Uma constatação é que o agricultor familiar não tem estrutura para lidar com a burocracia, como comprovação de renda, projeto técnico e também o cadastro ambiental. Especificamente em Minas, conforme a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faemg), esses entraves prejudicam diretamente cadeias como café, leite, grãos, pecuária, floricultura e horticultura. A consultora do Sistema Faemg Senar, Aline Veloso, lembra que o produtor posterga a compra de máquinas, sistema de irrigação, armazenagem, agricultura de precisão e práticas sustentáveis. Isso reduz ganhos de produtividade, aumenta custos operacionais e diminui a competitividade. Ela avalia que investir neste segmento não é gasto, mas condição para produzir com mais eficiência. No Estado e no Brasil, há uma movimentação das lideranças desse segmento produtivo para melhor alinhar o Plano Safra 2026/2027 com as efetivas demandas do campo, concebendo a possibilidade de o país continuar sendo um dos maiores produtores do mundo no agronegócio. O importante é encontrar uma solução antes do período da colheita, até porque, após esse tempo, as providências reivindicadas pelo setor podem ser inócuas.