Um resumo dos temas tratados na semana que antecedeu à campanha ao governo

Definido o calendário eleitoral, em consequência da legislação brasileira, agora, a sucessão ao Governo de Minas Gerais começa a ser jogada de maneira profissional, sem os engodos proporcionados pelas redes sociais, onde mentiras são levadas a sério, e verdades, às vezes são escondidas.

Tendo como base as candidaturas devidamente registradas até semana passada, os jornalistas da crônica política mineira avaliam que a decisão do candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos), iniciando a sua campanha pelo Vale do Jequitinhonha, pode ter sido uma jogada para buscar mais conteúdo para o seu projeto eleitoral. Para esses comunicadores, ser candidato sustentado apenas pela repercussão das redes sociais não irá garantir um respaldo mais expressivo do grande público nas diferentes regiões de Minas.

O polêmico Kalil

A semana terminou com um noticiário focado no candidato Alexandre Kalil (PDT). Ele vaticinou que não aceita apoio do PSOL, embora já tivesse anunciado a aproximação dele com o Rede Sustentabilidade. Na sequência, houve a decisão da cúpula das duas siglas em se afastar do pedetista, pois eles formam uma Federação, portanto, terão que atuar em conjunto. Segundo comentários nos bastidores da Assembleia Legislativa, em algum momento, pode haver questionamentos em relação ao seu candidato a vice-governador, Carlos Mosconi (PSDB), denunciado por suposto envolvimento com tráfico de órgãos, em Poços de Caldas.

Além desses fatos, percebeu-se a insinuação de temas comprometedores capazes de macular a imagem do candidato à reeleição Mateus Simões (PSD). “Ele está pagando o preço da continuidade do governo Romeu Zema (Novo), quando houve um completo menosprezo pela comunicação tradicional, preferindo as redes sociais. Esse é um campo minado, onde personalidades influentes como Cleitinho, Nikolas Ferreira (PL) e outros nomes expoentes também são craques”. Opinião de quem conhece os meandros políticos do Estado.

O propalado desentendimento entre o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos) e o candidato ao senado, Marcelo Aro (PP), pode ter sido fruto de especuladores digitais. Mas, por parte deles, a informação também não foi desmentida. Na semana anterior, circulou um vídeo sugerindo ter havido atrito físico entre ambos, em consequência de discordância quanto à distribuição de verbas do Estado para escolas do interior, cuja paternidade do tema teria sido reivindicada por Marcelo Aro.

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