Qual será o futuro dos derrotados na disputa ao governo de Minas

Os eleitores que se identificam com candidatos de centro dificilmente apoiariam automaticamente uma eventual candidatura ideologicamente de direita no segundo turno das eleições. Quando ainda se discutia a eleição ao governo de Minas, observadores políticos antecipavam sobre a dificuldade da união do grupo da direita com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Citaram o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição e com baixa popularidade.

Mas quem percebeu a fúria de Simões com o representante dos Republicanos nos debates do primeiro turno, certamente não imaginaria uma cena de ambos juntos em um palanque nesta reta final do pleito, em um esperado e propalado segundo turno.

Analistas consideram que apenas o bolsonarismo esteve em evidência no Estado, capturados preferencialmente pelo empresário e ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe (PL). Mas em determinado momento, o candidato não conseguiu unir a direita, constatando a debandada de muitos nomes de proa que resolveram deixá-lo com uma “brocha” nas mãos e passaram a apoiar o senador Cleitinho.

Em síntese, não houve união para permitir uma candidatura única entre os candidatos mais conservadores, começando pelo senador Cleitinho, Mateus Simões, Gabriel Azevedo (MDB), Flávio Roscoe e Alexandre Kalil (PDT).

Para além desta constatação, a candidatura de Patrus Ananias (PT) terminou por unir completamente os denominados esquerdistas. Em eventos na TV e em outras oportunidades, os adversários de Patrus tentaram fazer uma ilação dele com o ex-governador Fernando Pimentel (PT), mas a tentativa não deu conexão com o passado.

Vale destacar que a milionária dívida do Estado com a União, motivo de acirramento dos ânimos entre os candidatos ao pleito deste ano, não foi somente levada a efeito por Pimentel. Os matemáticos rememoram que nos 16 anos de administração tucana, durante a gestão Aécio Neves e Antonio Anastasia, o valor da dívida chegou a patamares elevados. Neste pleito, ambos não foram questionados pelos diversos candidatos ao Palácio Tiradentes.

Ao final de tudo, resta deixar no ar uma indagação: qual vai ser o futuro de Mateus Simões, Flávio Roscoe, Alexandre Kalil e Gabriel Azevedo? Muito provavelmente, Simões vai dar um tempo e tentará redesenhar o seu futuro. Gabriel deve continuar em sua caminhada visando conquistar a Prefeitura de Belo Horizonte daqui a dois anos.

Flávio Roscoe retoma ao seu grupo da Federação das Indústrias e Kalil, certamente se aposentará, porque possivelmente não terá a aptidão para enfrentar mais uma campanha majoritária. A não ser que decida aceitar a tese defendida por alguns amigos, segundo a qual, o político teria chances de voltar ao comando da capital mineira como prefeito.

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