Petistas apostam que eleição de Patrus poderia ajudar na governabilidade

Até o último momento, os assuntos envolvendo a sucessão mineira continuaram alimentando o noticiário político, mas com informações truncadas. Em muitas cenas sem sentido, um grupo de pessoas dizia que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) seria vice, enquanto o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli (PL), ficaria na titularidade da disputa. Momentos após essas revelações, concebia-se um viés contrário, com Medioli para vice e o senador mineiro na cabeça de chapa.

Em outro encontro, aconteceu também uma espécie de rebelião por parte do ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (Podemos). Sempre próximo ao governador Mateus Simões (PSD), ele resolveu se afastar do grupo e postou nas redes sociais as suas incursões em Brasília, sobretudo para tentar viabilizar sua possível candidatura ao Governo de Minas. Até então, Aro pleitearia uma vaga no Senado. Porém, diante do crescimento da popularidade de Carlos Viana (PSD), após a sua passagem como presidente da CPMI do INSS, houve uma certa ciumeira entre ambos.

Sobre a eleição ao governo em 2026, matemáticos analisam que a briga nos bastidores entre Viana e Aro deixa a base política e Mateus Simões ainda mais fragilizada. Até o momento, o atual chefe do Executivo não tem demonstrado crescimento nas últimas pesquisas eleitorais.

Relativamente ao lançamento do nome de Patrus Ananias (PT) para disputar a peleja deste ano, ouviu-se de tudo. Até mesmo que se tratava de um político já vencido pelo tempo, com seus 76 anos de vida. Na avaliação dos otimistas, a indicação dele tem um motivo especial. Se eleito, Patrus iria governar com o apoio do Planalto, possibilitando um caminho para a negociação da dívida do Estado com a União. Será necessário esperar para saber se efetivamente o projeto do petista mineiro vai dar certo.

Foram fortes as especulações de lado a lado, movimentando os diferentes grupos políticos em Minas. Mas existem casos em que o silêncio também foi a tônica. Essa foi a realidade referente ao ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Lançado como pré-candidato, o noticiário sobre o assunto foi fraco nos últimos dias, sinalizando que sua tese não deve vingar.

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