Bastidores da sucessão ao Governo de Minas tem semana movimentada

As definições de nomes para concorrer ao Governo de Minas tomaram rumos diferentes, depois da decisão do ex-secretário Marcelo Aro (Podemos) em concorrer ao Palácio Tiradentes. Em reunião com o atual governador Mateus Simões (PSD), na última semana, Aro agradeceu a parceria de longa data com o chefe do Executivo, mas sinalizou a sua saída do grupo, para buscar voo próprio na peleja deste ano.

Nos corredores da Assembleia Legislativa, as especulações indicavam que Aro poderia contar com o apoio do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), diante da indicação do nome de um irmão dele para ser registrado na condição de vice na chapa do ex-secretário.

MDB com Simões?

A convenção do MDB já estava agendada para 1º de agosto, mas 24 horas antes do evento, ainda era avaliada sobre a conveniência da retirada da candidatura de Gabriel Azevedo, para facilitar uma aproximação do MDB com Mateus Simões. Isso relacionado ao interesse pelo crescimento da candidatura do presidente do partido, deputado federal Newton Cardoso Júnior, com objetivo de conquistar uma votação expressiva em seu projeto de mais uma reeleição. Até mesmo o nome do ex-vice-governador Paulo Brant também entrou em cena, para que diante desse possível acordo, conquistasse sucesso na caminhada à Câmara Federal.

Para os jornalistas da crônica política mineira, por sua ligação com o presidente Lula, Patrus Ananias (PT) segue na direção de chegar ao segundo turno do pleito. Outra probabilidade seria ele disputar com o sugerido candidato Marcelo Aro, considerado um nome com uma enorme malha de apoio junto às lideranças.

Ao governador Mateus Simões, diante dessas incursões, estava sobrando uma alternativa: acatar a enfatização de bastidores e ter como companheiro de chapa um vice a ser indicado pelo Partido Novo, um de seus compromissos assumidos com o seu padrinho político, o ex-governador Romeu Zema (Novo).

Compartilhe

Em destaque