Apenas votos do PT não são suficientes para eleger Marília Campos ao Senado

Um levantamento para efeito de avaliação interna do PT mineiro avança na direção do raciocínio, segundo o qual a decisão da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, em se dedicar à pré-campanha ao Senado, deixando de lado o convite para disputar o Governo de Minas, pode ter sido uma escolha de alto risco. Matemáticos no assunto avaliam que somente o voto dos petistas não será suficiente para garantir uma vitória dela rumo ao Senado. No caso, Marília carece de ter algum tipo de voto também de eleitores ligados a outros vieses ideológicos, porém, isso não é uma realidade factível no momento.

Esses dados, comentados por assessores e interessados no tema, revelam ainda mais coisas. Os eleitores conservadores, se a eleição fosse hoje, tenderiam a votar em outras possíveis candidaturas à Casa Alta do Congresso Nacional, como Aécio Neves (PSDB), Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD) e Marcelo Aro (PP).

Minas sem liderança

Nos corredores da Assembleia Legislativa, assim como na porta do Café Nice, no Centro de BH, o tema eleição de 2026 toma conta dos comentários de pessoas comuns. Mas vem dessa sabedoria popular uma realidade nítida do que está acontecendo no momento: a falta de uma liderança política forte de Minas Gerais para ser referência no cenário político brasileiro.

Há quem mencione que esse apagão de nomes daqui do Estado para se impor no contexto brasileiro tem permitido sobrevida para nomes como do próprio deputado Aécio Neves, que apesar de não ser tão reconhecido nesse panorama ainda nutre um certo prestígio junto ao público formador de opinião.

Ao deixar o comando do Palácio Tiradentes, o ex-governador Romeu Zema (Novo) se intitulou pré-candidato à Presidência da República, mas se revelou um nome politicamente sem expressão e com dificuldade de convencimento. Ele não se impôs nesse ambiente referente ao certame político brasileiro. Pelo contrário, o mineiro é tido como um empresário improvisado na política, sem capacidade de articulação.

Popularidade política

A fábrica de popularidade não é a mesma que fabrica fortes lideranças. Até porque, em Minas existe um fenômeno das redes sociais, codinome deputado federal Nikolas Ferreira (PL), com milhões de seguidores. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), político forjado na era das mídias digitais, é outro fenômeno de popularidade, inclusive, com reconhecimento de sua importância pública pelo Brasil afora.

Nikolas e Cleitinho são parlamentares expoentes de uma época de comunicação instantânea, porém, volátil. É como se dizer, são nomes populares publicamente, mas não enfatizam projetos de interesse objetivo e coletivo, mesmo porque, eles fazem parte de um grupo de influenciadores que se utilizam dos seus celulares para turbinar o cotidiano de um mundo surreal, concebido a partir da captação de cenas e acontecimentos do dia a dia, protagonizadas por parte de pessoas e personalidades de diferentes matizes.

Compartilhe

Em destaque