Rodrigo Pacheco, Aécio, Clésio e Marília em uma mesma chapa

Em Brasília, logo após um jantar realizado entre a cúpula nacional do PSB com o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), houve uma especulação de qual time seria ideal para formação de uma chapa para participar do pleito eleitoral deste ano em Minas Gerais. Apesar de ser uma insinuação, essa estrutura seria montada com Pacheco disputando o governo, o empresário Clésio Andrade como vice-governador, o deputado Aécio Neves (PSDB) como senador, cabendo a segunda vaga na disputa à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Para quem julga improvável esse arranjo político, vale lembrar que o presidente do PSDB mineiro, deputado Paulo Abi-Ackel, defendeu a aproximação entre Aécio e Pacheco. Clésio Andrade é visto como muito próximo do Palácio do Planalto, enquanto Marília Campos é uma das poucas estrelas a brilhar com mais intensidade no cenário petista mineiro. Lideranças sazonais Os matemáticos da política mineira analisam o cenário da peleja de 2026 como um desafio instigante. É que os nomes atualmente na liderança ao Palácio Tiradentes são personalidades pré-fabricadas pela internet, longe de representar as tradicionais lides políticas de Minas Gerais, celeiro de grandes coestaduanos que deixaram as suas marcas gravadas nos pergaminhos ao longo da história. Para cientistas políticos, está em curso a personificação de pré-candidatos com intensa participação no mundo virtual, mas essas preferências públicas pelos seus nomes podem ser passageiras, como acontece sempre na vertente on-line. Até porque, deve ser mencionado o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para se tornar o astro da popularidade em Minas, tem discurso límpido e faz críticas ao sistema. Ideologicamente, defende os princípios da direita, mas os seus modos utilizados para se perpetuar no poder cavalgam no dorso das estruturas antigas, introjetando sua família na vida pública. Um irmão é vereador, outro é prefeito de Divinópolis e o terceiro é deputado estadual. Certamente, Cleitinho diria o contrário para o público em geral, mas não difundiu qual seria a sua proposta de governo, caso fosse consagrado vitorioso no pleito deste ano. Como outros advindos do mundo virtual, o senador implementa narrativas para atrair a população, porém, nada de entabular rumos diferentes para economia, infraestrutura, políticas de valorização dos funcionários públicos, prioridades para os temas como educação, saúde e segurança. Ainda relativamente ao pleito de 2026, essa será uma semana decisiva por conta do prazo para filiações partidárias. Especificamente sobre Rodrigo Pacheco, a aposta de Brasília é que ele vai ser candidato, mesmo sem um rumo plausível do projeto. Isso lembra muito a situação de Fernando Haddad, em São Paulo, alçado candidato para fortalecer o palanque do presidente Lula (PT).
Fabiano Cazeca destaca projetos e mudança para o Partido Liberal

O empresário e comunicador Fabiano Cazeca fez um balanço positivo de sua atuação na Câmara dos Deputados, com presença ativa no Plenário e apresentação de propostas voltadas a demandas práticas da população. Entre os projetos apresentados, Cazeca destaca iniciativas em diferentes áreas. Uma delas propõe a obrigatoriedade de informar a validade de produtos no momento da compra on-line, alterando o Código de Defesa do Consumidor. “Parece simples, mas evita prejuízo. Tem gente que compra produto caro e perde porque não sabia da validade”. Outro projeto visa proibir o overbooking em voos comerciais. “Você compra, paga, faz check-in e na hora de embarcar descobre que ficou sem lugar. Isso não é justo. A companhia tem que respeitar a capacidade do avião”. Na área jurídica, o deputado propôs que advogados nomeados em casos de justiça gratuita sejam remunerados pelo Estado. “O juiz pode convocar, mas alguém precisa pagar. Ninguém é obrigado a trabalhar de graça”. Também fazem parte do conjunto de propostas mudanças na lei de consórcios e a autorização para instalação de pontos de recarga para veículos elétricos em condomínios. Mudança de partido Com a recente filiação ao Partido Liberal (PL), Cazeca afirma que pretende dar continuidade a esse trabalho e ampliar sua atuação legislativa. A decisão, segundo o parlamentar, foi motivada tanto por afinidade ideológica quanto por estratégia política. “A filosofia do partido sempre me agradou bastante, com defesa de valores nacionais e das pessoas. Além disso, entendi que no PL tenho melhores condições de disputar e continuar esse trabalho que venho fazendo”. Ele também ressalta o peso do convite recebido de lideranças da sigla em Minas Gerais. “Foi um convite especial que recebi com muita responsabilidade. Estou confiante de que foi a escolha certa”. De olho em 2026, o deputado projeta um cenário de fortalecimento do partido e de protagonismo mineiro na política nacional. “Minas Gerais seguirá como peça-chave nas articulações eleitorais, porque tem uma tradição política muito forte, já revelou grandes nomes e continua com parlamentares respeitados. Vai continuar tendo protagonismo nas decisões nacionais”. Sobre o PL, a sua expectativa é de crescimento consistente, impulsionado por lideranças com forte apelo popular. “O partido ganhou uma dimensão muito grande e tende a avançar ainda mais. Isso fortalece a bancada e amplia a capacidade de influência nas decisões do país”. Com a mudança de sigla e foco na continuidade do mandato, Fabiano Cazeca busca consolidar sua atuação em Brasília e ampliar sua relevância no cenário político. “Quero continuar trabalhando para o povo e para o Brasil, com dedicação total”, conclui.
Servidores da educação reivindicam recomposição salarial na ALMG

Com o objetivo de acolher as reivindicações dos servidores da rede pública estadual de ensino para valorização das políticas de carreira e salário, foi realizada uma audiência pública na Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Em greve desde o dia 4 de março, os servidores representados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) têm como principal demanda a recomposição salarial de 41,83% para todos os níveis e carreiras da educação básica. O índice corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. A categoria também reivindica que o reajuste seja estendido aos trabalhadores temporários e aos aposentados sem paridade, ou seja, aqueles que não recebem automaticamente os mesmos reajustes concedidos aos servidores da ativa, entre outras propostas. O Governo de Minas anunciou um reajuste de 5,4% para todo funcionalismo público estadual. Segundo a nota oficial, a recomposição deve beneficiar cerca de 673 mil servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026. O projeto de lei que formaliza a proposta foi encaminhado à ALMG pelo governador Romeu Zema (Novo) no dia 11 de março, mas ainda aguarda leitura no Plenário para iniciar a tramitação. Para a deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão e autora do requerimento, um reajuste de 5,4% tem repercussão muito pequena na vida dos servidores. “A gente chega a um nível de precarização tão estrutural que esse índice não faz diferença. Tenho oito anos como deputada e qual foi a política de valorização dos profissionais de educação do Governo Zema? Não temos”. A coordenadora-geral do Sind-UTE, Denise de Paula Romano, denunciou que o setor da educação em Minas Gerais enfrenta uma “despolítica de valorização”. “Marcada pelo achatamento dos vencimentos e pela aplicação equivocada da proporcionalidade da Lei do Piso (Lei 11.738/2008), o que teria transformado o piso salarial em teto. O Estado pratica hoje os piores vencimentos do Brasil, somos a rede mais precarizada do país, com 80% da categoria composta por profissionais com vínculos precários de trabalho e apenas 20% de concursados”. Conforme dados que ela apresentou na reunião, em cerca de seis anos, a gestão do governador Zema abdicou de quase R$ 100 bilhões em impostos por causa das renúncias fiscais. Assim, deixou de investir mais de R$ 24 bilhões na educação. “O volume de renúncia fiscal e incentivos concedidos pelo governo estadual causam um cenário onde profissionais da educação abandonam a rede para atuar em aplicativos de transporte. Além disso, os auxiliares da educação básica recebem na faixa do salário mínimo e enfrentam a ameaça constante de projetos de terceirização”, acrescenta. Denise ainda alertou para um “apagão” na educação, destacando que a desvalorização da carreira tem afastado jovens e estudantes da profissão de professor. “A categoria está exposta a níveis de violência política, patrimonial, psicológica e de gênero. Além dos baixos salários, a rede estadual não tem atrativos, os profissionais se especializam, fazem mestrado ou doutorado e acabam deixando o setor público”. Posição do Governo A subsecretária de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado de Educação, Gláucia Cristina Ribeiro, reiterou que a educação deve ser pautada pelo diálogo contínuo. “Entendemos que a categoria tem as suas demandas, e não desvalorizamos nenhuma delas. A gente sabe que o reajuste de 5,4% pode parecer pouco, mas é o esforço que o governo tem feito para atingir a todas as carreiras e secretarias”. “Temos trabalhado muito na valorização dos professores e da carreira. Não é uma falta de compromisso, às vezes, é uma dificuldade mesmo da situação que enfrentamos, como a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal e outras adversidades”, finaliza. Embora não tenha estabelecido uma agenda imediata para novas negociações, a gestão se comprometeu a analisar as reivindicações da categoria e apresentar uma resposta definitiva na próxima semana.
Escolha de um nome para vice-governador tem sido um desafio

A janela partidária, período quando se permite a mudança de sigla, está em sua reta final, cuja data- -limite será em 31 de março. Na Assembleia Legislativa, aconteceu uma intensa dança das cadeiras. A surpresa maior recaiu na decisão do deputado João Magalhães em deixar o MDB para se filiar ao PSD, partido do vice-governador Mateus Simões, pré-candidato ao Governo de Minas Gerais. Desde o final do ano passado, Magalhães se queixava do desconforto de conviver com o presidente do MDB, o influente deputado federal Newton Cardoso Júnior, a quem o parlamentar acusa de não ser democrático em suas decisões cotidianas no âmbito do partido. Decisão sobre vice Para além de especulações citando nomes já conhecidos como possíveis opções ao cargo de vice-governador, uma novidade surgiu na semana passada: a chance do atual presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), ser escolhido na qualidade de vice na chapa a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco. Juridicamente, estaria tudo certo. Vale dizer, Tadeu, já eleito Conselheiro do Tribunal de Contas, não está impedido de disputar qualquer cargo, enquanto não acontece a sua efetiva posse naquela Corte. No momento, a lista de postulantes como companheiro de chapa do pré-candidato, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), já conta com três sugestões: presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos); presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; e o empresário Vittorio Medioli. O curioso é que o nome do presidente da Fiemg faz parte ainda da preferência do candidato Mateus Simões (PSD). Também está no âmbito de Simões a possibilidade de convencer seu amigo e secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), em desistir de disputar o Senado para ser o número dois em sua chapa ao Palácio Tiradentes. Já na porta do Café Nice, no Centro de Belo Horizonte, onde temas políticos fazem parte do bate-papo cotidiano, frequentadores comentam que o pré-candidato ao governo, Alexandre Kalil (PDT), diante da dificuldade de convencer alguém para ser seu vice nesta peleja, deve convidar a companheira de partido, a deputada federal Duda Salabert. Mas tudo não passa de conversa de populares, sem avaliação ou confirmação do partido e coordenadores de campanha do ex-prefeito.
Blocos criticam a concentração de recursos no Carnaval

Representantes dos blocos carnavalescos e escolas de samba de Belo Horizonte pedem mais investimentos e melhor infraestrutura para fortalecer a festa popular que, todos os anos, ocupa as ruas da capital. Durante reunião da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa, realizada no dia 10 de março, integrantes da comunidade do Carnaval levaram suas demandas a representantes dos governos estadual e municipal. Uma das maiores preocupações das lideranças ligadas ao Carnaval é a forma como os recursos públicos são destinados aos cortejos. Os blocos apontam críticas às chamadas vias sonorizadas, financiadas com aproximadamente R$ 10 milhões pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). Embora a medida proporcione melhor qualidade de som, os critérios sobre quais grupos são contemplados geram questionamentos. De acordo com a Bruta, liga que representa cerca de 70 blocos carnavalescos, as chamadas vias sonorizadas, localizadas nas avenidas Brasil, Andradas e Amazonas, receberam 23 cortejos neste ano. Para a presidente da entidade, Marcela Linhares, do bloco “Então Brilha!”, a situação revela uma forte concentração de recursos direcionados a um número restrito de blocos. Ela sugere que o modelo de patrocínio da Codemge seja revisto, com a possibilidade de que os recursos sejam destinados diretamente aos blocos, que relatam dificuldades para custear a realização dos desfiles. “O aluguel de um trio elétrico custa cerca de R$ 70 mil, e muitos não conseguem arrecadar o montante. Não existe valorização do Carnaval sem dinheiro na mão dos blocos”. A Bruta também pede que sejam definidos critérios mais objetivos e transparentes para a seleção dos blocos contemplados pelas vias sonorizadas. Segundo Marcela Linhares, neste ano o “Alcova Libertina”, um dos blocos mais tradicionais de Belo Horizonte, não conseguiu desfilar na Avenida dos Andradas, local onde costumava se apresentar. Com o objetivo de garantir mais recursos para o carnaval, os blocos ainda defendem o aumento do limite de patrocínio previsto na Lei Estadual de Incentivo à Cultura (Leic). De acordo com Leandro César da Silva, diretor do bloco “Então Brilha!”, “os recursos destinados ao financiamento do Carnaval e de outras iniciativas culturais acabam se esgotando rapidamente”. Para Maria Elisa Abreu da Cruz, presidente da Liga das Escolas de Samba de Minas Gerais (Aliga), as agremiações necessitam de mais investimentos e de maior atenção por parte das políticas públicas. Ela também destacou que as escolas de samba vão além do espetáculo carnavalesco: funcionam como espaços de formação para profissionais da cultura, fortalecem o protagonismo feminino e ajudam a acolher jovens em situação de vulnerabilidade e expostos à violência. “A escola de samba oferece disciplina, pertencimento, identidade cultural e comunidade. Cada jovem que entra em uma bateria, em uma ala ou em uma oficina cultural encontra também um espaço de formação, convivência e cidadania”. A secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, contestou as críticas relacionadas à sonorização de algumas vias da cidade e disse que a iniciativa tem boa aceitação tanto entre os foliões quanto entre as agremiações carnavalescas. Ela também argumentou que, caso os recursos destinados à sonorização fossem distribuídos entre os mais de 600 blocos de rua existentes na capital, o valor recebido por cada grupo seria bastante reduzido. Já o vice-presidente da Belotur, Bruno Eduardo Silva Cassimiro, destacou o empenho da administração municipal em apoiar o Carnaval e afirmou que a prefeitura mantém disposição para dialogar com os blocos de rua e as escolas de samba. “Sabemos que temos muita coisa para melhorar, mas estamos de portas abertas para construir um Carnaval melhor”. A deputada Bella Gonçalves (Psol) fez críticas à postura da secretária de Estado de Cultura e Turismo e voltou a questionar a escolha de investir na sonorização de determinadas vias. Na avaliação da parlamentar, a medida representa uma “concentração excessiva” de recursos em uma ação específica, que não atende diretamente às necessidades dos blocos carnavalescos. “Queremos saber quem está lucrando com esse Carnaval, já que os blocos não recebem recursos para fazer seus cortejos”. A parlamentar reiterou que o teto de recursos da Leic não aumenta porque o governo estadual não permite. “Precisamos que o governo compreenda a importância da cultura”. Já a deputada Lohanna (PV) afirmou que os cidadãos precisam acompanhar a atuação da Secretaria de Estado de Cultura. “Que tipo de carnaval a gente quer: privado, com blocos selecionados sem transparência, ou descentralizado, que pertença ao povo mineiro?”.
Projetos na ALMG reforçam o combate à violência doméstica

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em 1º turno, na última semana, dois Projetos de Lei (PLs) que alteram a Lei nº 22.256/2016, responsável por instituir a política de atendimento à mulher vítima de violência no Estado. Uma das propostas é o PL nº 4.172/2025, de autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB). O projeto institui o Programa de Atendimento Psicológico Remoto para Vítimas de Violência Doméstica e Familiar em Minas Gerais e prevê facilitar o acesso ao acompanhamento psicológico, especialmente em regiões onde a oferta presencial é escassa ou inexistente. A iniciativa busca oferecer suporte emocional e psicológico que auxilie na superação de traumas e na recuperação da autonomia das mulheres, além de fortalecer a rede de apoio por meio da integração do serviço com outros órgãos de proteção. A relatora e presidente da Comissão, deputada Ana Paula Siqueira (Rede), opinou pela aprovação da matéria. “A rede estadual de saúde passa a promover o atendimento psicológico remoto à mulher vítima de violência, especialmente em regiões onde o serviço presencial é escasso ou inexistente”. A proposta também autoriza a ampliação do serviço por meio de convênios e acordos de cooperação técnica e acadêmica, sob supervisão da Secretaria de Estado de Saúde. Outro projeto foi o PL nº 4.666/2025, de autoria da deputada Ione Pinheiro (União). A iniciativa cria o programa Beleza Empoderada contra a Violência Doméstica, destinado à capacitação de profissionais da área da beleza e da estética como agentes de enfrentamento ao problema. Na justificativa, a parlamentar ressaltou a necessidade de oferecer à sociedade instrumentos eficazes de combate à violência contra a mulher. Segundo Ione, esses profissionais mantêm convivência frequente e diálogo próximo com o público feminino, o que pode representar uma medida relevante para o fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento. Também relatora da proposta, Ana Paula Siqueira destacou que o texto deve avançar na tramitação. “A proposta estabelece ações que ampliam a rede de proteção e contribuem para o fortalecimento das políticas de enfrentamento da violência contra a mulher”, afirmou. O projeto prevê atividades de capacitação, orientação e divulgação sobre a Lei Maria da Penha, os direitos das mulheres, os mecanismos de proteção disponíveis, as formas de violência doméstica e familiar e seus impactos sociais, além dos canais de denúncia e dos serviços públicos de atendimento às vítimas. Também contempla a disponibilização de materiais educativos em formato físico e digital e a certificação dos participantes, com foco na valorização social e no engajamento comunitário no combate à violência doméstica.
Política de prevenção e combate a desastres recebe aperfeiçoamento

A política estadual de prevenção e combate a desastres decorrentes de chuvas intensas recebeu sugestões de aperfeiçoamento da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em 1º turno, através do Projeto de Lei (PL) 2.456/24. O intuito do PL é a preservação da vida e da incolumidade das pessoas, do ambiente e de bens materiais em face de vulnerabilidades decorrentes de eventos climáticos extremos. Agora, o projeto segue para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. De autoria da deputada Bella Gonçalves (Psol), a parlamentar propõe a nova nomenclatura de Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento às Vulnerabilidades Decorrentes de Eventos Climáticos Extremos, definindo as suas bases estruturais e as diretrizes das ações relacionadas aos direitos dos atingidos. Na implementação do projeto, serão observadas diretrizes como a priorização de ações preventivas, promoção de acolhimento e recuperação das populações atingidas e participação da sociedade civil nos processos decisórios. Os municípios, em situação de emergência ou em estado de calamidade pública decretados em razão de eventos climáticos extremos, terão prioridade na execução das atividades. O Estado será responsável por uma série de ações que visem socorro e assistência aos afetados, a prevenção e monitoramento de fenômenos climáticos e a recuperação do meio ambiente e da infraestrutura dos municípios afetados. O Executivo também celebrará convênios de cooperação com as cidades para atividades como a implantação de sistemas de alerta e prestação de assistência técnica e de auxílio econômico-financeiro. Será dada prioridade às populações atingidas que enfrentam o impacto desproporcional de desastres relacionados a eventos climáticos extremos em razão de sua raça, etnia, idade, deficiência, condição migratória, origem social e renda; habitam territórios onde há atividade de mineração; e habitam regiões afetadas por barragens, entendidas como as áreas onde se constatar impacto socioeconômico decorrente da construção, instalação, operação, ampliação, manutenção ou desativação de barragem. Segundo Bella Gonçalves, o PL visa adequar a direção para que se institua a política estadual de prevenção e enfrentamento às vulnerabilidades decorrentes de eventos climáticos extremos de forma mais ampla. “É importante constatar isso, estamos vivendo um período de mudanças climáticas que variam de ondas de calor e chuvas extremas que tem mudado o regime de prevenção aos desastres do nosso Estado e construído uma massa de refugiados climáticos”. “Pessoas desabrigadas em função de enchentes, deslizamentos ou mesmo dos efeitos que as chuvas ou calor extremos tem em regiões mineradas, o que agrava ainda mais a condição do Estado”, complementa. Substitutivos Durante a tramitação da matéria, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sugeriu adequações na técnica legislativa, por meio do substitutivo nº 1. A Comissão de Segurança Pública ressaltou a oportunidade de atualização da Lei 15.660, de 2005, que instituiu a política agora alterada. Porém, com o substitutivo nº 2, incorporou parâmetros e definições já vigentes em outras normas, em especial a Política Nacional de Defesa Civil, em vista de uma consolidação legislativa mais coesa e coerente. Já a relatora na Comissão de Meio Ambiente, deputada Ione Pinheiro (União), apresentou o substitutivo nº 3, o qual prevê uma nova lei para o conteúdo do projeto, uma vez que as alterações realizadas poderiam comprometer o entendimento do texto atualizado. Além disso, são feitos ajustes conceituais pontuais. “Essa proposição pretende ampliar a tipologia de desastres abrangidos pela política, definir seu público alvo prioritário e nela incluir ações específicas de garantias de direitos dos atingidos pelos desastres decorrentes de eventos climáticos extremos”, acrescenta a parlamentar.
Mais de uma dezena de deputados buscam novos partidos

A semana promete ser intensa nos bastidores da Assembleia Legislativa, por conta dos acontecimentos internos, inclusive a definição oficial pelo nome do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas. O Edição do Brasil antecipou essa informação no início do segundo semestre do ano passado, cabendo desmentidos à época. No entanto, a notícia agora foi confirmada. Pelo roteiro, Tadeu deverá ficar no posto até o final do ano, o que é permitido pelo Estatuto Interno do Tribunal. Entre outras ações, o parlamentar vai buscar reforçar a eleição de sua esposa, a deputada Maria Clara Marra (PSDB). Mudança de partidos Pela legislação eleitoral vigente, o prazo de filiação partidária para quem almeja ser candidato circunda entre 3 de março a 2 de abril deste ano. Os interessados no assunto já estão em efervescência à procura da melhor oportunidade para se juntar a um futuro projeto político eleitoral. O imbróglio fica por conta dos atuais parlamentares. Alguns irão participar dessa corrida pela mudança, mas constata-se a resistência para aceitação da chegada de novos membros, especialmente por parte das siglas menores. No Parlamento mineiro, circula uma lista de 12 nomes rejeitados. Essa janela partidária só é válida para quem já tem mandato. No prazo de 30 dias, todos carecem de tomar as suas decisões. Possivelmente, Tadeu Leite (MDB) e João Vítor Xavier (Cidadania) não disputariam novos mandatos. Já a lista de estaduais querendo uma cadeira no Congresso são: Bella Gonçalves (PSOL), Lohanna (PV), Cássio Soares (PSD), Leonídio Bouças (PSDB) e Cristiano Caporezzo (PL). Relativamente aos desejos de migrarem para novos partidos, é uma lista bem preponderante. À espera de um novo ninho partidário estão os deputados: Grego da Fundação (Mobiliza), Bosco (Cidadania), João Magalhães (MDB), Betinho Pinto Coelho (PV), Doorgal Andrada (PRD), Dr. Paulo (PRD), Chiara Biondini (PP), Arlen Santiago (Avante), Enes Cândido (Republicanos), Maria Clara Marra (PSDB), Raul Belém (Cidadania), Roberto Andrade (PRD), Lud Falcão (PODE) e Ana Paula Siqueira (Rede).
Alguns nomes são citados como fortes para disputar o Senado

O mundo político mineiro está surpreso com a aproximação entre o vice-governador Mateus Simões (PSD) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Segundo interlocutores, tem havido apenas agenda comum entre os políticos, porque ambos nutrem projetos diferentes. Nikolas planeja buscar mais um mandato com uma mega votação, contribuindo para a eleição de alguns parlamentares, assim como aconteceu no último pleito. Relativamente ao pré-candidato Mateus Simões, sua pretensão é convencer o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) a ser o seu vice na chapa. Ele tem se esquivado a bater o martelo sobre o assunto. A desculpa mais recente seria no sentido de prestar assistência a um familiar com problemas de saúde. Aécio para o Senado Reunindo informações debatidas em ambientes fechados, antes e durante o Carnaval, há uma constatação da construção da candidatura para o Senado do atual presidente do PSDB nacional, o deputado federal e ex- -governador Aécio Neves. Essa possibilidade seria em um contexto da possível candidatura ao Governo de Minas do senador Rodrigo Pacheco (PSD). No campo político da peleja em torno de Pacheco ao Palácio Tiradentes, o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também é mencionado para disputar a Casa Alta do Congresso. Ela mesma disse que há duas vagas, então seria bom possuir na disputa um político de centro, para buscar votos desse segmento para além do centro-direita e centro-esquerda. Para os matemáticos da política mineira, Aécio Neves se encaixaria perfeitamente nesse perfil descrito pela prefeita de Contagem. Para além dessas informações, existe outro nome forte com apoio do governador Romeu Zema (Novo) e do seu vice Mateus Simões. Ao deixar de ser deputado, o secretário de Governo, Marcelo Aro, sempre mirou a disputa ao Senado. Sua pretensão se tornou cada vez mais visível ao ser indicado para o cargo atual, o que lhe permitiu estreitar o relacionamento com deputados estaduais de diferentes partidos. Também intermediou inúmeros projetos às prefeituras, especialmente as mais distantes da Região Metropolitana. “O quadro de agora deixa bastante claro que se Aécio Neves efetivamente optar por uma candidatura dessa magnitude, terá pela frente um competidor que tem bala na agulha”, pontuam os amigos do secretário de Governo.
Partido Liberal enfrenta dilemas na disputa ao Palácio Tiradentes

Por meses a fio, a indecisão foi uma realidade no âmbito do grupo político em torno dos interesses eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto, com expectativa de encontrar um nome ideal para disputar o Governo de Minas, cuja sugestão sempre recaiu sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, como se estivesse desinteressado em aceitar o desafio, o parlamentar fez o assunto esticar por pelo menos quatro meses. Esse cenário de vai e volta agora migrou para o Partido Liberal, o mesmo da família Bolsonaro. Na disputa mineira por cargos majoritários, especialmente ao Governo de Minas, o assunto entre os liberais se transformou em uma verdadeira Torre de Babel. São várias pessoas de “tribos” coirmãs falando ao mesmo tempo, mas sem um norte concreto para seguir. Nas entrevistas concedidas, alguns parlamentares externam que tudo vai ficar resolvido no final deste mês, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vier a Belo Horizonte. Ela, segundo informações, possui carta branca para orientar seus companheiros mineiros. A dificuldade do grupo é saber como entabular um entendimento para buscar uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Teria que ser alguém alinhado com o nome do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Surgem vários nomes, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL) e agora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Antes dessa definição em relação ao governo, existem fissuras internas. Para o Senado, são citados nomes já em efervescência nos bastidores, como o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, e o parlamentar Cristiano Caporezzo. Se a candidatura de Sávio for levada a efeito, haverá uma nova fresta a ser cuidada, qual seja a escolha de um nome para sucedê-lo na presidência do partido. Já o vice-governador Mateus Simões (PSD) está com sua candidatura em plena evidência, especialmente circulando pelo interior do Estado, cujos atos são turbinados pela presença do governador Romeu Zema (Novo). Como não poderia deixar de ser, Simões faz acenos constantes ao grupo bolsonarista para somar ao seu projeto. Essa pretensão do vice-governador esbarra no projeto político do governador Zema, atualmente pré-candidato à Presidência da República, embora as primeiras pesquisas apontem que o chefe do Executivo mineiro não tem a preferência dos eleitores. O quadro confuso deve mudar após o Carnaval, com possibilidade de entendimento e alinhamento desses grupos interessados em conquistar o Palácio Tiradentes. No momento, a realidade é que a sucessão mineira está indefinida, sem um nome com popularidade suficiente para vislumbrar uma vitória em outubro.