Candidaturas sem consistência

No momento, a pauta no mundo político é sobre a sucessão ao Governo de Minas, onde há muitas especulações e poucos projetos concretos. Embora o mineiro seja avaliado no cenário nacional como formador de opinião perante aos demais estados da federação, tudo está truncado por conta da polarização partidária, posicionando em lados opostos pré-candidatos da direita e esquerda. Segundo avaliam os cientistas políticos, um embate levado a efeito muito em função das redes sociais.

Devido ao ambiente cibernético, as discussões passaram a fazer parte de um gueto on-line, sem a participação mais ostensiva de pessoas e lideranças, cujas conversas podem influenciar o pleito nas grandes e pequenas cidades do Estado. Atualmente, são montadas estratégias na caminhada rumo ao Palácio Tiradentes. Segundo se comenta nos bastidores da Assembleia Legislativa, são candidaturas centradas em movimentos frágeis, uma espécie de castelo montado em areia movediça e sem estrutura plausível.

É bem verdade que o atual governador Mateus Simões (PSD), antes mesmo de assumir o cargo, já se postava como candidato e agora não esconde a pretensão de ser reeleito. As vantagens de ter a caneta em mãos são poucas diante da falta de popularidade, onde o chefe do Executivo aparece mal avaliado nas pesquisas de opinião. A ideia de seus assessores, visando implementar o denominado Governo Itinerante, por enquanto tem sido uma alternativa insossa.

Por todos os títulos, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é apontado como protagonista, com índices de aprovação acima dos demais nomes interessados no assunto. No entanto, não tem transmitido firmeza para o público em geral quando é indagado sobre ser candidato na peleja deste ano. Usa sempre o efeito “sanfona”, categorizando uma indefinição incomensurável.

Relativamente ao senador Rodrigo Pacheco (PSB), a interrogação é enorme. Aliados não sabem mais o que explicar a respeito da decisão do político no tangente ao evento eleitoral deste ano. Uma indefinição que pode levá-lo a encontrar dificuldade para “juntar” as peças necessárias na formatação de um mosaico, com o fito de conquistar uma campanha vitoriosa.

Entre o denominado grupo intermediário, o ex- -prefeito Alexandre Kalil (PDT) tem usado as redes sociais para disseminar as suas ideias. Na avaliação dos matemáticos da política mineira, sua atuação isolada ainda não conquistou apoios para contribuir com seu projeto de poder. Do outro lado, surge o discurso do candidato Gabriel Azevedo (MDB), defendendo uma conexão com o eleitor jovem. Mas o espaço para isso pode minguar, especialmente se Cleitinho entrar no páreo.

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