Agiotas e a eleição

O assunto envolvendo marginais atuando de forma violenta, para realizar cobranças contra pessoas que conseguiram dinheiro emprestado, aponta para uma ação do crime organizado. Com certeza, o tema será levado às telas pela oposição no período eleitoral, especialmente depois que os Estados Unidos declararam que Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são grupos terroristas. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, os agiotas são, em sua maioria, colombianos e venezuelanos.

Será difícil alguém explicar como essas “gangues” atuam com tanta desenvoltura em Minas e no Brasil. É plausível raciocinar que esses delinquentes têm apoio logístico e intelectual, através de milícias brasileiras em conexão com o exterior. Por exemplo, a Venezuela vive uma de suas maiores crises financeiras. Então, fica a indagação no ar: como alguém procedente desse país tem dinheiro para emprestar a comerciantes e donas de casa?

O tema turbinou o noticiário, com enorme repercussão também nas redes sociais. Até porque, coube a Polícia Civil de Minas detalhar a crueldade dos malfeitores. Começa pelos juros extorsivos, havendo casos com taxa de 30% ao dia. E o estilo de cobrança tem requintes de violência, escolhendo sempre presas mais fáceis, como mulheres que residem sozinhas e pequenos comerciantes.

O modus operandi desses canalhas em muito lembra outra denominação dessa violência, o “cangaço urbano”, quando assaltantes invadem pequenas cidades, estouram caixas bancários e sacam valores altos, deixando para trás mortes e um rastro de terror sem igual. No caso presente, com potencial comprometedor da segurança cotidiana das pessoas. O governo brasileiro está sendo cobrado a identificar quais são as efetivas ramificações internacionais do jogo sujo desses forasteiros.

Esclarecer a origem desse bando de malfeitores é uma questão de urgência, até mesmo para evitar a sua propagação em terrenos diferentes, ampliando suas garras e fazendo novos alvos. O requinte de malvadeza desses transgressores, ao apontar uma arma para a cabeça dos devedores, nos rememora a prática de guerrilha. Cuidemos de nossa situação interna enquanto há tempo.

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