Aécio Neves pode ser anunciado como candidato ao Senado a qualquer momento

Pessoas próximas ao deputado Aécio Neves (PSDB) sinalizam que o parlamentar teria feito a opção de se declarar pré-candidato ao Senado. Essa informação chega à imprensa no momento em que o presidente dos tucanos em Minas, deputado federal Paulo Abi-Ackel, intensifica reuniões para implementar uma chapa mais robusta, tanto para pleitear a Câmara Federal, como também o Parlamento estadual. Segundo fontes ligadas ao tucanato mineiro, os votos de Aécio seriam distribuídos aos muitos candidatos da chapa, sem uma definição de nome específico para herdar o seu espólio eleitoral. Interlocutores avaliam ser relevante a possibilidade do apoio dele ao pré-candidato ao Governo, o ex-procurador Jarbas Soares (PSB), por ser um nome sem mácula e de rejeição ínfima. Disputa ao Senado Se efetivamente o esboço dessa candidatura de Aécio se tornar realidade, uma cena curiosa poderá estar sendo pautada no âmbito da política do Estado. É que já existem duas outras candidaturas embrenhadas pelo sertão mineiro, à procura de votos para chegar à Casa Alta do Congresso Nacional. Uma delas é de Domingos Sávio (PL), que foi alçado à política maior quando ainda era prefeito de Divinópolis, se elegendo parlamentar estadual e federal por várias legislaturas. À época, contou com o apadrinhamento explícito do então governador Aécio. Inclusive, Sávio foi secretário-geral dos tucanos em Minas, mas mudou de ares e passou a surfar na popularidade de Jair Bolsonaro no pleito passado. Quanto à segunda candidatura, consta que o nome da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), não seria motivo de dificuldade, até porque ambos podem estar no mesmo campo de uma possível aliança, inclusive ao Governo de Minas. Ao deixar o cargo de secretário de Governo, neste início de ano, Marcelo Aro (PP) avisou aos quatro cantos que iria pleitear uma cadeira no Senado. Mas, como seu projeto político está atrelado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), a sua popularidade no Estado ainda não pode ser avaliada. Sumido dos noticiários, sabe-se apenas que o político continua nutrindo a expectativa de implementar alianças eleitorais fortes, que possam impulsionar o seu projeto. Muito possivelmente, assim como muitos candidatos, Aro está mais conectado nas redes sociais. Com esse perfil, o povão ainda não assimilou o seu nome como factível na busca de um caminho vitorioso no pleito de 2026.
Edição 2223 – 13 a 20 de junho de 2026

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Vigílias – 13 a 20 de junho de 2026
Político isoladoQuando era deputado, o empresário Inácio Franco, por conta de atividades empresariais intensas, deixou seu projeto político em segundo plano. À época, perdeu a reeleição para o Parlamento mineiro. Ao retornar ao comando da Prefeitura de Pará de Minas, o ilustre homem público está novamente distante dos formadores de opinião da capital. Tudo muito estranho. Amigas, nem tantoApós se afastar da Prefeitura de Contagem, a petista Marília Campos não fez visita política a sua colega de partido, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão. Elas se falam, mas a amizade entre as duas já esteve em melhores momentos. Marília vai ter que correr atrás para conquistar apoio à sua candidatura ao Senado. Caso contrário, tudo pode ficar mais complicado. Política no Norte de MinasComentário na porta do Café Galo, no Centro de Montes Claros. “Muitos prefeitos e lideranças no Norte de Minas estão engajados no projeto de reeleição do deputado federal Marcelo de Freitas (União Brasil). É que se o parlamentar perder o posto, pode voltar a ser delegado da Polícia Federal na região”. Dono do MDBRecentemente, foi ao ar diversos comerciais do MDB, dentro do horário gratuito comandado pelo Tribunal Superior Eleitoral. E apenas o presidente do partido em Minas, Newton Cardoso Júnior, fez as vezes da Casa. Ufa. Eleições ao governo mineiroConsta nos bastidores que o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Gilvan Lacerda, iria declarar apoio à candidatura de Jarbas Soares (PSB) ao Governo do Estado. No último instante, teria mudado de ideia por conta de um pedido de outro ex-presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão. Este último está mais voltado para o lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu preferido para pleitear o Palácio Tiradentes. Jogos on-lineEspecialistas são categóricos ao dizer que o governo e o poder judiciário perderam o controle sobre os jogos eletrônicos. Essa modalidade de apostas envolve milhares de brasileiros e movimenta cifras astronômicas. Por outro lado, também provoca o endividamento das pessoas mais humildes. Caso Vorcaro“O desafio está lançado. O poder judiciário e as autoridades não têm outra saída a não ser condenar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Caso contrário, fica provado que estamos vivendo em uma República onde impera a impunidade”. Opinião do médico Gonzalo Vecina Neto, em debate na TV Cultura. Crime organizado“As autoridades policiais vão terminar por concluir que o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro tem forte conexão com o crime organizado. Isoladamente, o ex-banqueiro não teria condições de movimentar tantos bilhões. Existe alguma situação ainda não esclarecida nesse processo”. Avaliação do cientista político Ricardo Sennes. Professores de BHQuando soube que a greve dos professores da rede municipal de BH, com mais de quatro semanas de paralisação, tinha um viés político, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) ficou horrorizado. Ele disse que não é hora de misturar esses assuntos. Saúde em NevesUma das cidades mais pobres de Minas, Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi bombardeada pela imprensa por conta da falta de estrutura no setor de saúde para atender a população. Transporte coletivoOs usuários do transporte coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana reclamam da falta de cumprimento de horários, além dos ônibus lotados. Na semana passada, a situação ficou ainda mais complicada, pois um incêndio queimou 27 carros de uma única empresa. Esse caso continua sendo investigado. Poder dos marginaisInstitutos de pesquisas e autoridades policiais antecipam uma informação preocupante. Atualmente, os marginais ligados ao crime organizado já estariam ocupando uma média de 30% dos espaços públicos, especialmente nas grandes cidades do país. Brasil e China“Diante das ameaças tarifárias dos Estados Unidos, o Brasil tem buscado maior alinhamento com a China. Mesmo que daqui a algum tempo seja obrigado a repensar essa aproximação. Não vejo outra vertente, porque as exportações brasileiras não podem ficar prejudicadas”. Observação da jornalista Patrícia Campos Mello. Patrão X Empregado“A tese dos senadores é que a negociação da redução da carga horária dos empregados da CLT não deve ser deixada para definição entre patrão e funcionário. Isso porque o duelo seria desleal”. Avaliação do economista e pesquisador Maurício Moura.
O exemplo de Itabira
No momento em que o mundo está de olho no desmatamento no Brasil, essa realidade aumenta os desafios das autoridades para levar adiante um projeto mais ambicioso visando a preservação das florestas brasileiras. Trata-se de uma tarefa complexa, onde interesses opostos convivem lado a lado, trilhando uma linha tênue entre manter o meio ambiente intocável, sem minimizar a importância do desenvolvimento econômico, especialmente no que se refere ao agronegócio, segmento onde nosso país se destaca. Vale levar em consideração qualquer projeto com o objetivo de contribuir positivamente com o meio ambiente. Por exemplo, vem à tela o “Me Vejo no Limoeiro”, ação desenvolvida no município de Itabira. A iniciativa de educação ambiental aproxima os jovens da unidade de conservação por meio da arte. Crianças e adolescentes aprendem a importância de manter a natureza intacta para as futuras gerações. A previsão é que até março do próximo ano, estudantes do ensino fundamental e médio de seis escolas das comunidades do entorno do parque irão participar de um concurso cultural de desenhos e redações, que busca construir uma cartografia afetiva sobre o território. Os trabalhos do projeto serão transformados em produtos culturais, incluindo uma exposição artística e um livro ilustrado reunindo todo o conteúdo. Conforme o coordenador do projeto, Frederico Mendes Carvalho, a cartografia afetiva funciona como uma ferramenta para fortalecer a relação do público com a unidade de conservação. Ele afirma que iniciativas como essa demonstram a potência da articulação dos parques com a sociedade, as escolas e a comunidade. O Parque Estadual Mata do Limoeiro está localizado na Serra do Espinhaço, possui 2.056 hectares e fica a cerca de 7 km do Parque Nacional da Serra do Cipó. A vegetação é composta de fragmentos de Mata Atlântica e Cerrado, onde já foram identificadas ao menos três espécies ameaçadas de extinção: o jacarandá-caviúna, a braúna-preta e o samambaiuçu. Essa iniciativa dos itabiritenses deveria servir de inspiração para outros municípios e comunidades. O tema é relevante e já faz parte da pauta política, com desdobramentos nos próximos anos. O desafio é enorme, afinal, a tese de preservar o meio ambiente é antiga e esbarra no interesse de poderosos, que agem em nome do progresso e do desenvolvimento econômico. O caminho sensato seria conclamar o “bom senso”.
Jarbas Soares avisa que vai ser candidato ao Governo de Minas

A última semana foi de muita manifestação nos bastidores da política mineira, com destaque para uma forte incursão do ex-procurador geral de Justiça, Jarbas Soares (PSB). Ele manteve uma média de quatro reuniões por dia, com diferentes grupos e lideranças. Em todas as oportunidades, Jarbas se declarou como pré-candidato, demonstrando o seu interesse em tentar conquistar o Palácio Tiradentes. De acordo com interlocutores, ainda neste mês de junho, o ex-procurador intensificará os seus contatos visando alinhar o discurso com o grupo ligado ao presidente Lula (PT). Só para rememorar, o PSB tem como estrela o vice-presidente Geraldo Alckmin, com quem é mantida uma reconhecida aproximação. Os defensores do nome de Jarbas Soares ficaram mais entusiasmados com o projeto, após a recente divulgação de pesquisa apontando o presidente Lula com uma média de sete pontos, na comparação com os adversários. “Agora é trabalhar para ter uma aliança forte com o grupo de Brasília e incrementar os meandros para turbinar a campanha”, diz um amigo próximo. Escolha de um vice Um dos cenários levados a debates internos é no sentido de avaliar com detalhes a possibilidade de escolher uma mulher para possível composição de chapa, porque o quadro indica que 51% do eleitorado é feminino. Se essa for a vertente a ser percorrida pelo projeto do ex-procurador, pode ser extensa a lista de sugestões. No caso do pragmatismo eleitoral, e com o fito de buscar uma inserção junto ao povão de Minas, a primeira citação recai sobre o nome da deputada e ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. Observa-se uma ponderação de interlocutores privilegiados do projeto de Jarbas. Caso aconteça o encaminhamento para a consolidação da campanha ao pleito deste ano, deve haver preocupação em se materializar composições com ampliação para se estender as regiões do Estado. Para esses debatedores, o Triângulo Mineiro é o segundo colégio eleitoral do Estado, com média de 16% dos eleitores, e a Zona da Mata aparece na terceira posição. Eles acreditam que a inclusão de representantes dessas regiões em qualquer que seja a chapa seria de boa valia.
Edição 2222 – 6 a 13 de junho de 2026

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Vigílias – 6 a 13 de junho de 2026
Ligações perigosas Nos bastidores, o assunto do momento é o senador Cleitinho Azevedo (Podemos), e sua possível ligação “complexa” com o denunciado deputado Euclydes Pettersen (Republicanos). Segundo a política federal, há envolvimento do parlamentar com o esquema dos descontos irregulares dos aposentados do INSS. Inimigos cordiais Na primeira administração do ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), muitas das suas decisões e importantes reuniões aconteceram no espaço físico da Fiemg. Nesse período, havia uma relação de proximidade com o presidente da entidade, Flávio Roscoe (PL). Agora, os dois estão em lados opostos, mas Zema lamenta esse distanciamento. Coisas da política mineira. Silveira e Pacheco Quem quiser irritar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, basta dizer que ele prejudicou politicamente o senador Rodrigo Pacheco (PSB), ao aceitar a filiação de Mateus Simões ao PSD. Em Brasília, comenta-se que a moeda de barganha desse episódio teve como prêmio a presidência da Cemig, mediante indicação para o referido cargo de uma pessoa próxima a Silveira. Ufa. Comentário único: O ministro também é secretário-geral do PSD, onde também era filiado o senador Pacheco. Mesmo assim, a sigla deu abrigo ao atual governador Simões. Político sumido Considerado um político polêmico, o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e ex-prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, está minimizando a sua explícita intenção de participar do pleito eleitoral deste ano. Segundo consta no Vale do Aço, existe a possibilidade de abandonar a vida pública de vez. Brasil X Estados Unidos “Se até recentemente havia dúvidas quanto às chances de haver intervenção dos americanos nas eleições deste ano no Brasil, agora isso já é fato consumado”. Essa é a avaliação feita por jornalistas da crônica política de Brasília. Oposição meia-boca “Caso a oposição no Congresso Nacional fosse uma realidade, o debate a respeito da PEC do 6×1 não teria recebido o apoio maciço dos deputados. Como são oportunistas, ficaram com receio da reação do público. Faltou autenticidade de muitos desses deputados federais”. Opinião do professor e jornalista Nelson Garrone. Patrão X Empregado “A tese dos senadores é que a negociação da redução da carga horária dos empregados da CLT não deve ser deixada para definição entre patrão e funcionário. Isso porque o duelo seria desleal”. Avaliação do economista e pesquisador Maurício Moura. Partido Novo Nos corredores do Senado, comentou-se que o ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), tem a missão de manter sua campanha à Presidência da República até o final, com objetivo de eleger deputados federais. Caso contrário, pode ser que o seu partido venha sucumbir logo após o pleito eleitoral deste ano. Produtividade em baixa “Se a nova lei que reduz a carga horária do trabalhador entrar em vigor, haverá a paulatina diminuição da produtividade das atividades econômicas e industriais no Brasil”. Palavras do economista Gesner de Oliveira. Pensando diferente Já o professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Vilhena, externa que se a redução da carga horária for levada a efeito, teremos um país mais justo. Problemas cariocasJornalistas do Rio de Janeiro apostam que depois da derrocada do ex-governador Cláudio Castro, pode acontecer de grande parte dos atuais deputados estaduais se envolver no noticiário policial. Linha do tempo “No passado, as pessoas não se afastavam do rádio, depois passaram a assistir TV, e agora estão conectadas através do celular. Mas nenhum desses veículos excluiu o outro”. Frase ouvida na Biblioteca Estadual, na Praça da Liberdade. Crime organizado Quando surgiu a informação indicando um certo endurecimento do jogo contra o crime organizado, os marginais entraram em ação e transferiram suas atividades ilícitas para o mundo digital, com a finalidade de dificultar a ação do poder público. Desventura ética O filósofo Mario Sérgio Cortella aponta que o Rio de Janeiro sempre foi e continuará sendo lindo, mas está sofrendo terrivelmente de uma desventura ética. “Isso desvirtua as coisas por lá, o que é lamentável”.
As promessas dos candidatos
O exemplo de JK, tido como um governador mineiro que primava pelas metas ousadas e desenvolvimentistas, inclusive foi dele a criação da Cemig, agora se reflete no retrovisor da história. Atualmente, a política para escolha dos dirigentes tem muito mais conexão com ideologia, perpassando por um viés religioso forte, a permear as campanhas eleitorais. No momento, está em evidência as mensagens disseminadas pelas redes sociais, campo aberto onde os autores podem falar o que quiserem, mas fica difícil identificar o que é real ou apenas uma comunicação cibernética. A pouco tempo para o período de convenções partidárias, o noticiário político indica haver muita falação, mas sem definições de projetos de governo. Os pré-candidatos querem apenas notoriedade pública, mas nada promete de concreto, como se fosse apenas uma brincadeira de escola. Sabidamente, ser chefe do Executivo de Minas Gerais não é tarefa para qualquer um, pois carece de experiência. O atual governador Mateus Simões (PSD) externa a intenção de continuar a obra iniciada por Romeu Zema (Novo), cuja bandeira principal foi a privatização. Simões, a exemplo de outros nomes, faz as mesmas promessas do passado, como melhorar a segurança, garantir mais saúde e incrementar a educação. Mas isso tudo já foi prometido outrora pelos protagonistas de seu grupo político. À procura de mais seguidores nos meandros da comunicação virtual, o pré-candidato e ex-presidente da Câmara de Vereadores de BH, Gabriel Azevedo (MDB), com sua falta de criatividade, quer atrair investimentos para aumentar a malha ferroviária. A indagação: mas só isso, excelência? Já o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se posta mais em cima de uma espécie de caricatura, ao dizer que não tem experiência, mas se for eleito terá auxiliares competentes. Não há qualquer registro público de seus projetos de governo. Por enquanto, tudo não passa de balela eleitoral. Relativamente ao projeto do ex-presidente da Federação das Indústrias, empresário Flávio Roscoe (PL), a sua luta tem sido para se inserir como candidato. Na solenidade para comemorar o Dia da Indústria, ele próprio mencionou: “está na hora de pessoas que fazem sucesso na vida privada colocarem os seus nomes para servir também aos meandros públicos”. Ou seja, não disse como seria a sua pretendida administração no comando do Palácio Tiradentes.
Cleitinho e Marília Campos não querem ter padrinhos políticos

A decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em se manter afastado da sucessão ao Governo do Estado, não mudou em nada o cenário político em Minas. Por enquanto, o protagonista continua sendo o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, e em consequência disso, está percorrendo o interior, mesmo sem muita receptividade junto ao povão. Mas algumas cenas chamaram a atenção nos eventos recentes do pleito eleitoral deste ano. Por exemplo, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não sentiu a menor vontade de aparecer nas fotos, ao lado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em seus quatro dias por Minas. Pessoas próximas ao mineiro acrescentam que o filho do ex-presidente teve uma agenda muito voltada para contatos com o mundo do agronegócio, mas o perfil do eleitor do parlamentar majoritário em Minas não tem tanta conexão com esse segmento. As ligações de Flávio estão mais para o lado do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe (PL), em sua luta para se viabilizar como pré-candidato ao Governo de Minas. Esquerda indecisa No campo do movimento relacionado à esquerda, permanece a dificuldade para escolher um nome que poderá receber o aval do presidente Lula (PT). No início da semana passada, o movimento indicava uma certa tendência de um apoio do PT ao nome do empresário Josué Alencar (PSB) para pleitear a vaga ao Palácio do Governo. Mas apenas uma meia dúzia de saudosistas continuam defendendo essa tese. Já existe um movimento mais forte para que o Planalto consiga digerir bem o nome do pré-candidato Alexandre Kalil (PDT). “Ele seria bom, mas não é tão confiável”, atalha um petista de proa. Para especialistas em política mineira, se o Partido dos Trabalhadores almeja a presença no palanque da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que seja disputando ao Senado. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, propala-se que Marília sequer tem participado dos encontros nacionais do partido, alguns deles, comandados pelo presidente da sigla, Edinho Silva. Tudo para se livrar da pressão na tentativa de demovê-la do seu projeto original, para se aventurar na disputa ao Palácio Tiradentes. “Ela, pelo menos nos próximos dias, evitará inclusive contatos diretos com Lula (PT), pois na presença dele, encontraria dificuldade de negar um pedido do presidente”, garante uma fonte.
Marcelo de Souza se reúne com Álvaro Damião e discute agenda estratégica para BH

O presidente da CDL/BH e do Conselho Deliberativo do Sebrae MG, Marcelo de Souza e Silva, esteve reunido no dia 3 de junho com o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e o chefe de gabinete da Prefeitura, Duander Franco. O encontro aconteceu no gabinete da Prefeitura Municipal. Durante a reunião, os participantes debateram temas centrais para o desenvolvimento da cidade, com destaque para o fortalecimento do ambiente de negócios, o crescimento das micro e pequenas empresas, segurança pública, mobilidade urbana e a questão dos moradores em situação de rua. “A reunião foi muito produtiva. Saímos com a certeza de que estamos alinhados nos temas que mais impactam o comércio e os serviços da cidade”, afirmou Marcelo de Souza e Silva. A CDL/BH representa cerca de 13 mil empresas do setor de comércio e serviços de Belo Horizonte.