Vigílias – 4 a 11 de abril de 2026

Prestígio de RoscoeO próprio presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, não tem uma definição de qual vai ser o seu papel na política. Quando esteve em Brasília para assinar a ficha de filiação no Partido Liberal, ouviu de alguns interlocutores que tem um perfil ideal para ser o vice de Flávio Bolsonaro (PL). A ver. Político sem firmezaUm dos fundadores do Partido Novo em Minas, Igor Eto, muito ligado ao ex-governador Romeu Zema (Novo), a quem o tratava como amigo por causa de um projeto político e pessoal, deixou sua bandeira partidária de lado e agora está no comando do Partido Avante em Minas Gerais. Ou seja, está rompendo com seu próprio passado de coerência. Adeus, CidadaniaDiante da decisão do deputado João Vítor Xavier em não disputar a reeleição, pode significar o fim do Partido Cidadania em Minas, pois a sigla ficou sem nenhum parlamentar. Ufa. Pregando no desertoSem mandato há vários anos e sem espaço mais expressivo no PT, o ex-deputado Roberto Carvalho tem pregado no deserto. Ele continua defendendo a tese de que o presidente Lula (PT) deve apoiar o nome do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia para disputar o Governo de Minas. Avante, apesar de tudoEx-aliado do deputado federal Luís Tibé, presidente e uma espécie de dono do Partido Avante, dizem que ele usou métodos não republicanos para dispensar uma meia dúzia de parlamentares até então ligados à sigla, que terminaram ficando de fora do pleito deste ano. Isso ainda vai gerar comentários sinuosos nos bastidores. Política nacionalA imprensa registrou o lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, mas também constatou a falta de prestígio durante o evento. Em um auditório de 300 lugares, mais da metade das cadeiras estavam vazias. Fica esperto, Gilberto Kassab. Eduardo BolsonaroA crônica política de Brasília, ao assistir ao vídeo de Eduardo Bolsonaro mandando recado para o seu pai Jair Bolsonaro, diretamente dos Estados Unidos, aposta que o objetivo do ex-parlamentar é tão somente causar euforia e também fustigar o Judiciário brasileiro. Candidato da valentiaNos bastidores da Assembleia Legislativa, sempre há o comentário especulando que o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), pretende ser candidato a governador para confrontar seus adversários, especialmente o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Silveira fora da políticaEm Brasília, comenta-se que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pela sua volúpia pelo poder, em hipótese alguma se distanciaria da pasta para se aventurar em algum projeto eleitoral este ano. Farmácia ou supermercado?Uma nova legislação autoriza a venda de medicamentos em supermercado, desde que esse espaço funcione como uma farmácia com regras próprias e separação do restante da loja. Deputada abandonadaDepois de buscar informações por dias a fio entre os denominados bolsonaristas raiz, o jornalista Joel Pinheiro vaticinou: “Coitada da ex- -deputada Carla Zambelli. Ela não tem apoio dessa ala política e está abandonada à própria sorte. Ou melhor, em uma prisão na Itália”. CPMI do INSSNa sala ao lado do gabinete do presidente do Senado, David Alcolumbre, comentários indicam que a CPMI do INSS se transformou em um verdadeiro palanque, onde políticos se revezaram para fazer seus discursos. As investigações sérias ficaram por conta da Polícia Federal. Estados Unidos e MaduroA guerra dos Estados Unidos contra o Irã é o tema do momento, mas especialistas julgam que o recente sequestro do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltará a dividir os espaços na imprensa mundial em breve. Rio dos outros“Aquela cidade que já foi maravilhosa, hoje é o Rio de Janeiro sem folhas verdes para servir de aroma para os seus visitantes. No campo político, as coisas continuam sendo muito confusas, com cassação e renúncia de administradores a todo instante. É uma escalada sem fim de decadência”. Opinião da jornalista Jaqueline Pena. Política estadualO nome do atual prefeito de Governador Valadares, mais conhecido como Coronel Sandro, apareceu no noticiário policial por conta de possíveis desmandos administrativos. Quando foi deputado estadual, o político era o “Rei da Moralidade”. Presidente compulsivo“O presidente Donald Trump é um compulsivo, quando o assunto é matança e o incremento de guerras. Parece que ele sente prazer em provocar o sofrimento das pessoas inocentes”. Avaliação de membros da própria imprensa norte-americana. Em defesa dos barnabésA respeito das críticas contra funcionários que recebem penduricalhos, a jornalista e doutora em Comunicação Cultural, Mariluce Moura, afirmou: “Não tem sentido pontuar que todo barnabé ganha muito e trabalha pouco”. PenduricalhosO economista Ricardo Sennes voltou a bater na tecla que o problema de supersalários tem mais conexão com o Poder Judiciário em geral.

Obras da Vale ou do governo?

O fatídico desabamento da Barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 2019, certamente provocou traumas em mais de 200 famílias, que perderam as vidas de seus parentes e amigos. Propala-se que foi o maior desastre ecológico de todos os tempos, deixando marcas também no meio ambiente, diante da poluição do lençol freático da região, especialmente junto à comunidade local. Na sequência aos acontecimentos, a Vale, empresa responsável pelo complexo de então, fez um Acordo de Reparação com o Governo de Minas de R$ 37,6 bilhões. Os valores tinham como objetivo financiar reparos dos estragos provocados pelo derramamento de rejeito, mas grande parte do volume era para realizar obras de infraestrutura. Uma espécie de indenização ao governo mineiro, pelos atos emergenciais após a tragédia, com envolvimento de diversos profissionais que por meses a fio se dedicaram a atender aos envolvidos no episódio. Pelo contrato elaborado entre as partes, as obras a serem tocadas pelo Poder Executivo mineiro deveriam conter a assinatura da mineradora como copatrocinadora dos feitos. Desde que começou a receber os valores, o então governador Romeu Zema (Novo) fez vista grossa, e propalou sobre diversas realizações como se estivessem ocorrendo por conta da injeção de recursos somente do Tesouro Estadual. De maneira mórbida de pensar, o desastre na Barragem Córrego do Feijão foi uma oportunidade para turbinar o caixa do Executivo estadual, que naquela época padecia de uma situação de penúria, com atrasos de pagamento a fornecedores e folha de pessoal. Com esse colchão financeiro aportado de maneira não ortodoxa, Zema teve a oportunidade de incrementar uma administração com o viés de bom pagador. De lá para cá, muitas foram as obras iniciadas e outras apenas projetadas. A polêmica atual gira em torno dos famosos e eleitoreiros Hospitais Regionais. Trata-se de um feito onde o poder público, ou apenas a instância estadual, se revela meramente tocador de obras, porém, todas levadas a efeito por conta do já mencionado Acordo de Reparação. Por não ser mais governador, Romeu Zema poderia deixar esse assunto de maneira mais límpida, para não ficar a impressão de ter havido um oportunismo público/administrativo às custas do sangue de vítimas fatais. O tema é polêmico, mas em um futuro não muito distante, será retratado pelos escritores e historiadores.

Com apoio de Lula, Rodrigo Pacheco supera Cleitinho ao Governo de Minas

A corrida eleitoral para o comando do Governo de Minas Gerais ganhou novos contornos com nova pesquisa, divulgada no dia 1º de abril, mostrando que o apoio do presidente Lula (PT) ao senador Rodrigo Pacheco o coloca em primeiro lugar na preferência do eleitorado mineiro. Conforme o levantamento feito pela Atlas/ Intel, Pacheco, que se filiou ao PSB, tem 37,9% das intenções de voto. O segundo colocado, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), sem apoio declarado de algum grupo político, aparece com 34,2% da preferência. Já o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), surge com 11,5% caso considerados os suportes do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do clã Bolsonaro. A pesquisa traz que 2.125 mineiros participaram dela. O levantamento foi feito entre os dias 25 e 30 de março deste ano e está registrado com os protocolos MG-01664/2026 e BR-05686/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sendo que o nível de confiança da sondagem é de 95%. Eleição em Minas Um dos fatores que chamam a atenção na pesquisa é o fato de o senador Rodrigo Pacheco não ter anunciado ainda a intenção de se candidatar ao Palácio Tiradentes, em que pese a existência de uma pressão para que ele aceite ser o candidato apoiado por Lula em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país e tido como crucial pelo presidente da República para alavancar, de maneira real, sua candidatura à reeleição. Lula já confidenciou a interlocutores que vê no senador Pacheco a única chance de obter um palanque robusto em Minas e que lhe fortaleça em uma eleição que se avizinha sob um cenário acirrado. Por seu turno, o senador Cleitinho dá sinais de um “vaivém” sobre a disputa majoritária em Minas. Antes, entusiasmado com pesquisas ainda muito incipientes, Cleitinho deu mostras de que iria se candidatar. Porém, mais recentemente, “pisou no freio” e passou a emitir sinais ambíguos que revelam a necessidade de uma avaliação mais profunda sobre a sua participação no pleito. Um exemplo foi o anúncio de postergar algum tipo de decisão para junho ou julho deste ano. Cleitinho ainda lida com a possibilidade de Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), desistir de aceitar ser candidato a vice na sua chapa. O nome de Falcão vinha sendo especulado nesse sentido, mas ele não deu mostras de que irá deixar o cargo de prefeito da cidade mineira. Já Mateus Simões está percorrendo o interior do Estado, utilizando-se da infraestrutura que possui como governador de Minas, na tentativa de alavancar seu nome. Conhecido por seu tom professoral e comedido ao longo dos anos na função de vice-governador, ele parece destoar do seu passado como gestor mais afeito à burocracia palaciana. Não se sabe se sob uma orientação de marqueteiros, mas Simões passou a ostentar uma agressividade, muitas vezes com ares de ser forçada, na tentativa de um hipotético reconhecimento como sendo representante da direita mais radical no Estado. Sem apoios declarados O levantamento da AtlasIntel ainda traz, sob a perspectiva da ausência de apoios declarados, os nomes do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 11,7%, o senador Carlos Viana (Podemos), que obteve 7,5%, o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), com 4%, e o blogueiro Ben Mendes, com 3,7% da preferência do eleitorado.

Vigílias – 28 de março a 4 de abril de 2026

Era Mateus SimõesQuando surgiram os comentários de bastidores indicando que o governador Mateus Simões (PSD) não pretende abrir muito a guarda para os deputados, os seus opositores no Legislativo acrescentaram: “essa realidade terá duração de dois meses, pois quando começar o debate eleitoral para valer, os parlamentares esquecerão o Palácio do Governo para cuidar de suas próprias campanhas”. Candidato sem partidoNa primeira quinzena de março, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, bateu cabeça à procura de um partido político que o aceitasse como filiado. Ele pretende ser candidato a deputado federal por Minas Gerais, mas o seu passado não muito republicano tem lhe trazido dificuldades nesse momento de decisão partidária. Walfrido sem apoioParece não ter surtido efeito o recado enviado pelo petista mineiro Virgílio Guimarães, no sentido de convencer o Palácio do Planalto a respeito do apoio de Brasília para uma imaginada campanha do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ao Governo de Minas. Presidentes poderososNo âmbito do Legislativo mineiro, uma cena chamou atenção. Nas escadas do edifício sede da ALMG acontecia uma discussão sobre o poderio dos presidentes dos partidos políticos em Minas e no Brasil. Um dos debatedores atacou: “seria bom haver uma análise pormenorizada da evolução patrimonial do deputado federal Luís Tibé, presidente do Partido Avante nos últimos dez anos”. Magalhães X NewtonIndagado com relação a saída do histórico deputado estadual João Magalhães do MDB, partido no qual ajudou a fundar, o presidente atual da sigla, Newton Cardoso Júnior, teria comentado: “ficamos livre dessa tralha”. Política internacionalSegundo estudiosos da política internacional, durante a era do presidente Donald Trump no comando dos Estados Unidos, o país está a um passo para deixar de ser o mais democrático do mundo. Jair Bolsonaro“Esse debate a respeito da liberação ou não de Jair Bolsonaro para cumprir pena em regime domiciliar é uma decisão complexa. O governo tem medo de acontecer o agravamento do estado de saúde do ex- -presidente no presídio. Isso seria um cenário horrível para os governistas”. Opinião do jornalista Gerson Camarotti. Imposto de RendaEm debate na TV Cultura, a economista Carla Beni vaticinou: “não é recomendável o contribuinte querer tentar enrolar o governo na hora de apresentar a declaração do Imposto de Renda. A Receita Federal é capaz de descobrir todo possível erro proposital”. Importação de insumosÓrgãos ligados ao Ministério da Saúde confirmam que o Brasil importa cerca de 90% de todo o insumo destinado à fabricação de medicamentos. Por esta e outras razões que somos considerados um país de terceiro mundo. Direita americanaO professor de Direito Constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Oscar Vilhena, depois de circular pelos Estados Unidos, observou que a extrema-direita americana não tem a pretensão de ver o país mergulhado em intermináveis conflitos armados, como está ocorrendo agora. Guerra contra o IrãPara o cientista político Sergio Fausto, a guerra entre Estados Unidos e Irã entrou na fase das narrativas inconfiáveis, onde o presidente Donald Trump disse que já venceu o conflito, embora os foguetes destruidores do adversário continuem incendiando grande parte do Oriente Médio. Petróleo e política Ao avaliar o cenário da elevação dos preços dos combustíveis, especialmente do óleo diesel, a jornalista Patrícia Campos Mello pontuou: “dificilmente esse assunto deixará de fazer parte do jogo nas campanhas eleitorais desse ano, quando o governo poderá ser acuado”. Carga tributáriaO reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, José Vicente, comentou que a carga tributária no Brasil equivale a dos países ricos. “Acontece que o padrão de vida dos contribuintes lá fora é coisa do primeiro mundo”. Banco Central“Faltou audácia dos membros do Banco Central ao tomarem a decisão de diminuir a taxa Selic em apenas 0,25%. Os diretores carecem de ser mais arrojados, visto que o cenário econômico do Brasil ainda exige cautela”. Opinião do economista Gesner de Oliveira. Emendas parlamentaresJornalistas da crônica política de Brasília consideram que os parlamentares devem ficar atentos neste período político. É que vai ficar cada vez mais intensa a ação dos órgãos de controle do governo para descobrir a maracutaia das emendas parlamentares. STF sem apoioUm estudo do segmento jurídico constata que, em 135 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal (STF) nunca esteve nessa situação de agora. Continua exercendo suas atividades sem interferência, mas o prestígio é quase zero devido às crises envolvendo a instituição. Crise política“Os oportunistas de plantão entram em ação toda vez que o debate entre esquerda e direita é intenso. Esses espertalhões terminam conturbando ainda mais o ambiente político na tentativa de conseguir algum tipo de vantagem”. Avaliação do filósofo Luiz Felipe Pondé.

Queda no consumo de álcool

A juventude do século 21, certamente não está querendo se associar aos adolescentes de outrora, quando o consumo de álcool fazia parte da fantasia de um mundo colorido, cortejado por grande parte desse grupo. Para sustentar essa tese, uma pesquisa mostrou que 64% dos entrevistados entre 18 e 24 anos não ingeriram bebidas alcoólicas no ano passado. O resultado é positivo, levando em consideração que o percentual era de 46% em 2023. As informações são da pesquisa Ipsos-Ipec, encomendada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) para a sétima edição da publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”. Médicos especializados afiançam uma mudança de valores, visto que durante muito tempo o álcool teve um papel central na socialização, associado à ideia de se aproveitar a vida em festas e encontros frequentes. Só que no momento, os jovens têm cuidado mais da saúde mental e do próprio corpo. Eles priorizam a prática de atividades físicas, atenção à higiene e às horas de sono, além de alimentação equilibrada, preservando o caminho de uma vida mais saudável. Indubitavelmente, os jovens do passado, “viciados” em barzinhos, agora avaliam como importante aproveitar parte do seu tempo para também frequentar as academias. A conscientização sobre o consumo moderado do produto faz conexão com as avaliações médicas, constando uma mudança na cultura da sociabilização, deixando de lado o foco de encontros apenas para beber. Esse novo rumo para o cotidiano dessas pessoas certamente terá efeitos positivos no médio e longo prazo, impactando inclusive na saúde pública, diante da possibilidade de menos doenças relacionadas ao álcool. Como já dito, a nova filosofia proporciona um melhor estilo de vida, disseminando a chance de autocontrole e equilíbro emocional. Ainda sobre esse tema, tem a opinião da psicóloga clínica Karen Lourenço. Ela avalia que uma das explicações para essa queda de consumo está em uma mudança de valores entre gerações. Existe ainda uma preocupação maior com a própria imagem e com o desempenho pessoal, algo influenciado pelas redes sociais. Afinal, existe vida salutar para além desse abominável vício.

Rodrigo Pacheco, Aécio, Clésio e Marília em uma mesma chapa

Em Brasília, logo após um jantar realizado entre a cúpula nacional do PSB com o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), houve uma especulação de qual time seria ideal para formação de uma chapa para participar do pleito eleitoral deste ano em Minas Gerais. Apesar de ser uma insinuação, essa estrutura seria montada com Pacheco disputando o governo, o empresário Clésio Andrade como vice-governador, o deputado Aécio Neves (PSDB) como senador, cabendo a segunda vaga na disputa à ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Para quem julga improvável esse arranjo político, vale lembrar que o presidente do PSDB mineiro, deputado Paulo Abi-Ackel, defendeu a aproximação entre Aécio e Pacheco. Clésio Andrade é visto como muito próximo do Palácio do Planalto, enquanto Marília Campos é uma das poucas estrelas a brilhar com mais intensidade no cenário petista mineiro. Lideranças sazonais Os matemáticos da política mineira analisam o cenário da peleja de 2026 como um desafio instigante. É que os nomes atualmente na liderança ao Palácio Tiradentes são personalidades pré-fabricadas pela internet, longe de representar as tradicionais lides políticas de Minas Gerais, celeiro de grandes coestaduanos que deixaram as suas marcas gravadas nos pergaminhos ao longo da história. Para cientistas políticos, está em curso a personificação de pré-candidatos com intensa participação no mundo virtual, mas essas preferências públicas pelos seus nomes podem ser passageiras, como acontece sempre na vertente on-line. Até porque, deve ser mencionado o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Para se tornar o astro da popularidade em Minas, tem discurso límpido e faz críticas ao sistema. Ideologicamente, defende os princípios da direita, mas os seus modos utilizados para se perpetuar no poder cavalgam no dorso das estruturas antigas, introjetando sua família na vida pública. Um irmão é vereador, outro é prefeito de Divinópolis e o terceiro é deputado estadual. Certamente, Cleitinho diria o contrário para o público em geral, mas não difundiu qual seria a sua proposta de governo, caso fosse consagrado vitorioso no pleito deste ano. Como outros advindos do mundo virtual, o senador implementa narrativas para atrair a população, porém, nada de entabular rumos diferentes para economia, infraestrutura, políticas de valorização dos funcionários públicos, prioridades para os temas como educação, saúde e segurança. Ainda relativamente ao pleito de 2026, essa será uma semana decisiva por conta do prazo para filiações partidárias. Especificamente sobre Rodrigo Pacheco, a aposta de Brasília é que ele vai ser candidato, mesmo sem um rumo plausível do projeto. Isso lembra muito a situação de Fernando Haddad, em São Paulo, alçado candidato para fortalecer o palanque do presidente Lula (PT).

Supremacia da Constituição é tema de palestra do ministro Marco Aurélio Mello

A Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) realiza nesta terça-feira, 31 de março, a partir das 19h, palestra com Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1990 e 2021. Ele presidiu a Suprema Corte de 2001 a 2003, sendo o 37º presidente do STF. O presidente da Anacrim Minas, o advogado criminalista Bruno Cândido, informa que estarão em pauta os principais dilemas enfrentados pelo Poder Judiciário na atualidade. “A iniciativa pretender estimular a reflexão e um diálogo construtivo entre os participantes”, declara. Renomadas autoridades do meio jurídico são esperadas na apresentação. “O momento atual exige dos operadores do Direito um debate amplo, franco e responsável, voltado ao aperfeiçoamento e à evolução da prestação jurisdicional, sempre em benefício do cidadão”, aponta Bruno Cândido. Sobre Marco Aurélio Mello Ministro nomeado pelo presidente Fernando Collor de Mello, em decorrência da aposentadoria do ministro Carlos Madeira. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral por três oportunidades: 1996 e 1997; 2006 a 2008; 2013 a 2014, tendo participado do processo de informatização das eleições. Marco Aurélio Mello é reconhecido pela firmeza nas decisões e posicionamentos, independentemente do clamor social ou do momento midiático. Palestra Supremacia da Constituição FederalMinistro Marco Aurélio Mello31 de março – 19 horasAutomóvel Clube – Avenida Afonso Pena, 1394 – Centro – BH

OAB-MG comemora aprovação de projeto que tipifica golpe do falso advogado como crime autônomo

Proposta aprovada na Câmara prevê pena de até oito anos de reclusão e segue para análise do Senado A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 17 de março, o Projeto de Lei 4709/25, que tipifica o golpe do falso advogado como crime autônomo no Código Penal. A proposta segue agora para análise do Senado Federal. A medida representa um avanço no combate a fraudes que utilizam indevidamente a identidade de advogados para obtenção de vantagens ilícitas, prática que tem crescido nos últimos anos. O presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, comemorou a aprovação e destacou o trabalho articulado da entidade para enfrentar esse tipo de crime. Segundo ele, a seccional mineira atuou em conjunto com diversas instituições, incluindo Ministério Público, Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Polícia Civil e Polícia Federal, com o objetivo de coibir as fraudes e responsabilizar os envolvidos. Chalfun também ressaltou a parceria com o deputado Sérgio Rodrigues, com quem a OAB-MG colaborou por meio do envio de contribuições técnicas para aprimoramento da proposta. – Sugerimos a comunicação institucional à OAB quando constatada a utilização indevida da identidade profissional de advogado, a integração entre sistemas judiciais e bases oficiais para verificação da regularidade da inscrição profissional e o aumento da pena para o crime de fraude. Esse é um avanço importante na defesa da advocacia e da sociedade, afirmou. De autoria do deputado Gilson Daniel e com relatoria de Sérgio Santos Rodrigues, o projeto estabelece punições mais rigorosas para esse tipo de crime. Entre os principais pontos, estão: A pena poderá ser aumentada em situações específicas, como: Avanço no combate a fraudes A aprovação do projeto é vista como um passo importante para fortalecer a segurança jurídica e proteger cidadãos contra golpes que exploram a confiança no sistema de Justiça. Com a tipificação específica no Código Penal, a expectativa é de maior efetividade na investigação e punição desses crimes, além de reforçar mecanismos de prevenção e controle.