Osteoporose avança de forma silenciosa e exige prevenção contínua

Foto: Pixabay

Considerada um dos principais problemas de saúde óssea, a osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade e pela deterioração da estrutura dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Ela representa um importante problema de saúde pública no Brasil, afetando aproximadamente 10 milhões de pessoas, de acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF). A doença apresenta maior relevância entre idosos e mulheres após a menopausa, devido ao aumento do risco de perda de massa óssea e de fraturas.

Conforme estimativas atribuídas ao Ministério da Saúde, cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou superior a 50 anos poderão sofrer fraturas relacionadas à osteoporose ao longo da vida. A partir dos 70 anos, esse risco pode atingir aproximadamente 50% em ambos os sexos.

O endocrinologista Gilberto Assunção explica que a ausência de manifestações iniciais é uma das principais dificuldades para identificar a doença. “A osteoporose é conhecida como uma condição silenciosa porque a perda de massa óssea geralmente não provoca dor ou desconforto nas fases iniciais. Em muitos casos, a pessoa só descobre que tem a doença depois de sofrer uma fratura decorrente de uma queda simples ou até de um movimento cotidiano”.

Embora não apresente sinais específicos no início, a osteoporose pode provocar manifestações ao longo de sua evolução. “Dor nas costas, redução da estatura e alterações na postura, como o aumento da curvatura da coluna, podem estar associadas a fraturas vertebrais. Esses sinais, entretanto, não são exclusivos da doença e precisam ser avaliados por um profissional de saúde”, observa.

Segundo Assunção, o diagnóstico considera o histórico clínico do paciente, a presença de fatores de risco, possíveis fraturas anteriores e os resultados de exames. “Entre eles, destaca-se a densitometria óssea, que mede a densidade mineral dos ossos, geralmente na coluna lombar e no quadril. O exame ajuda a identificar a redução da massa óssea e a avaliar o risco de fraturas, dependendo do caso, o médico também pode solicitar exames laboratoriais”.

De acordo com a ortopedista Mariana Lopes, a avaliação individualizada é essencial para definir a conduta mais adequada. “A densitometria é uma ferramenta importante, mas não deve ser interpretada isoladamente, a idade, o histórico familiar, o uso prolongado de determinados medicamentos, as condições hormonais e a ocorrência de fraturas anteriores também influenciam a avaliação do risco”, alerta a especialista.

Diagnóstico e tratamento

O tratamento tem como principais objetivos reduzir a perda óssea, preservar a resistência dos ossos e prevenir novas fraturas. A escolha da abordagem depende da gravidade da doença, da idade, das condições de saúde e do risco individual. Entre as opções estão medicamentos que diminuem a reabsorção óssea ou estimulam a formação de tecido ósseo, prescritos conforme a indicação médica, a suplementação de cálcio e vitamina D pode ser recomendada quando a alimentação ou os níveis desses nutrientes não são suficientes, mas não substitui o tratamento específico quando ele é necessário.

Mariana ressalta que a adoção de hábitos saudáveis também integra os cuidados. “Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio e proteínas, a manutenção de níveis adequados de vitamina D e também a prática regular de exercícios físicos contribuem para a saúde dos ossos. Atividades com sustentação do peso corporal e exercícios de fortalecimento muscular podem ajudar a preservar a massa óssea, melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas”.

A prevenção inclui ainda evitar o tabagismo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e reduzir os riscos de acidentes dentro de casa, com medidas como melhorar a iluminação, instalar barras de apoio quando necessário e retirar tapetes soltos de áreas de circulação, garantindo mais segurança.

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