Candidatos ao governo pressionam prefeitos à procura por apoio

A sucessão ao governo de Minas tem servido de pano de fundo para uma verdadeira corrida dos pretendentes ao Palácio Tiradentes, em busca de apoio dos prefeitos. A situação os deixa em situação delicada, pois não é só o assédio eleitoral, em alguns casos, existe uma certa pressão com promessas de liberação de projetos e verbas, na tentativa de convencer os chefes do Executivo a declararem apoio a muitos dos postulantes.

Em Brasília e em Belo Horizonte, o prefeito da capital, Álvaro Damião (União Brasil), é bem avaliado em sua administração e, consequentemente, sua decisão de declarar um apoio político na peleja de 2026 faria toda a diferença. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, comentários apontam que Damião deve se engajar com mais intensidade ao projeto de eleição deste ano no segundo turno.

Prefeito sem liderança

Em Contagem, terceiro colégio eleitoral do Estado, o município passou a ser comandado por Ricardo Faria (PSD). Trata-se de um ilustre desconhecido no cenário político. Atualmente, ele continua emanando as suas decisões com parcimônia, para permitir a sua convivência cotidiana com a ex-prefeita Marília Campos (PT), candidata ao Senado. O apoio do prefeito Ricardo não faria tanta diferença, afinal, Marília é a dona dos votos na cidade.

Existem situações atípicas, como por exemplo o prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL). Em seu segundo mandato, a administração do titular da prefeitura local enfrenta manifestações de todos os lados, devido ao não atendimento de compromissos e um financeiro sofrível, levando fornecedores e prestadores de serviços a questionarem as decisões do prefeito. A sua popularidade no momento mais atrapalharia do que ajudaria quem almeja buscar votos neste pleito.

A assessoria do candidato Mateus Simões (PSD) contabiliza como certo o incentivo da campanha à reeleição dele, por parte do chefe do Executivo de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil).

Para além dessa expectativa, existem os constantes comentários ouvidos na porta do Café Galo, ponto de encontro de pessoas formadoras de opinião na cidade. Segundo frequentadores, o prefeito está em silêncio em relação ao pleito deste ano. “Pode até ser que nesta reta final de campanha, ele possa ser mais explícito quanto ao seu apoio”, acrescentam.

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