
De abril a agosto de 2026, BH recebeu 50,4 toneladas de alimentos por meio do Banco de Alimentos. Desse total, 19.281,45 quilos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foram direcionados a 25 instituições, que atendem semanalmente 4.931 pessoas.
A coordenadora do Banco de Alimentos da Prefeitura de Belo Horizonte, Isabella Sena de Almeida, explica que, atualmente, 40 instituições estão cadastradas como beneficiárias. “Com esse número, conseguimos complementar anualmente mais de 2,7 milhões de refeições. Semanalmente beneficiamos cerca de 10 mil pessoas”.
Além das instituições, os restaurantes populares receberam, no mesmo período, 31.148 quilos de alimentos da agricultura familiar. Os produtos são utilizados na preparação das refeições servidas diariamente à população nos quatro restaurantes do município, que, juntos, servem cerca de 9 mil refeições por dia.
Implantado em 2003, o programa integra a Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, da Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN). Seu papel é contribuir para a redução da insegurança alimentar da população belo-horizontina em situação de vulnerabilidade social e nutricional.
Segundo Isabella, o programa não atua apenas na distribuição. A equipe também oferece capacitações em boas práticas de manipulação de alimentos e promove ações de educação alimentar e nutricional junto às instituições atendidas, contribuindo para o melhor aproveitamento, preparo e consumo adequado dos alimentos recebidos. Em 2025, mais de 700 pessoas participaram dessas ações.
Cerca de 40 variedades de alimentos são adquiridas, incluindo acelga, alho-poró, almeirão, coentro, feijão carioca, goiaba vermelha, inhame extra, entre outros. A produção vem de agricultores que integram os municípios da Região Metropolitana, como Belo Vale, Brumadinho, Caeté, Catas Altas da Noruega, Inhaúma, Jequitibá, Mário Campos, Matozinhos, Piedade dos Gerais, Santa Bárbara, São Joaquim de Bicas e Sete Lagoas.
Geração de renda
A coordenadora explica que essa política alia o combate à fome da geração de renda no campo. “Os agricultores têm a oportunidade de comercializar sua produção, fortalecendo a renda de suas famílias e dando mais segurança para a continuidade da atividade agrícola. Assim, o programa abastece redes de solidariedade e contribui para garantir a quem mais precisa o acesso à alimentação”.
Na modalidade Compra com Doação Simultânea, executada pela SMSAN, os agricultores familiares comercializam sua produção diretamente com a Prefeitura de BH, cabendo ao governo federal o pagamento, com depósito direto, pelos alimentos adquiridos.
A agricultora familiar de Belo Vale, Edinele Leite, afirma que o PAA é importante para quem vive da atividade. “Porque valoriza o nosso trabalho na roça, fortalece as famílias que vivem da agricultura e dá mais segurança para continuar produzindo. O projeto faz parte da minha trajetória há mais de 5 anos. A gente trabalha muito e saber que nossa produção é valorizada, faz toda a diferença”.
Desafios
Isabella destaca que um dos principais desafios do programa é a busca por fortalecer cada vez mais a rede de parceiros doadores, garantindo a continuidade e a regularidade das doações. “Justamente porque o sucesso da iniciativa depende da participação de empresas, estabelecimentos comerciais, pessoas físicas e outros”.
“Para os próximos anos, é de extrema importância dar seguimento ao fortalecimento das ações que já são desenvolvidas e o aprimoramento das parcerias que contribuem para o funcionamento da iniciativa”, finaliza.
Como doar
O Banco de Alimentos conta com doações de supermercados, sacolões, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais. Pessoas físicas também podem contribuir. Para se tornar doador, é necessário entrar em contato pelo telefone (31) 3277-5713 ou pelo e-mail bancodealimentos@pbh.gov.br.