Nome de Walfrido dos Mares Guia é mencionado para o pleito de 2026

Tendo como atração uma apresentação do humorista Fernando Ângelo, aconteceu na semana passada, nos dourados salões do Automóvel Clube, em Belo Horizonte, mais um encontro de ex-deputados estaduais. Esse foi o evento, em forma de almoço, destinado a manter esses políticos em contato permanente, quando se discute sobre os mais diversos assuntos, inclusive em relação à tradicional política de Minas Gerais. O ex-deputado Paulo Pettersen, um dos presentes ao certame, disse que “não se tratou especificamente sobre nenhum nome ou preferência por projetos políticos, mas, ao pé do ouvido, foram sussurrados temas com vistas ao pleito de 2026”. Walfrido dos Mares Guia O almoço/reunião contou com uma lista de 30 ex-deputados mineiros. Porém, coube ao organizador, João Pinto Ribeiro, anunciar a presença de surpresa, para muitos, do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. Com seu estilo de comunicação fácil, o convidado foi logo dizendo que estava ali sem missão específica, apenas para participar da confraternização. Mas a realidade é que o seu nome imediatamente foi lembrado para disputar o Governo de Minas, embora tenha se esquivado do tema. Indagado qual o real objetivo do acontecimento, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Queiroz, pontuou que compareceu ao evento mais para ouvir do que propriamente emitir opinião. Para ele, foi um lance agradável, se traduzindo em uma reunião amistosa, compartilhada por velhos companheiros. A possibilidade do próprio Mares Guia ser o nome para disputar o Governo do Estado é uma novidade. Até porque, a imprensa de Minas tem conhecimento de uma articulação feita pelo presidente Lula (PT), com a finalidade de incrementar a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Segundo fontes de Brasília, o ex-ministro estaria com a missão de sondar sobre as chances políticas do senador no âmbito dos políticos estaduais. Na outra ponta desse projeto, uma informação descreve, inclusive, a possibilidade da mudança de partido por parte do senador Pacheco, que estaria retornando ao MDB. No entanto, sob condições especiais de ser eleito o presidente da legenda estadual. Esse movimento já prevê até mesmo uma estratégia para acomodar o atual presidente emedebista, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. Contra ele, pesa o fato de o MDB ostentar hoje apenas dois representantes na Câmara Federal, ou seja, ele próprio e seu colega Hercílio Diniz. Já no parlamento estadual, as duas cadeiras da sigla estão ocupadas, respectivamente, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite, e pelo líder do Governo, João Magalhães.

Comissão aprova projeto sobre corredores ecológicos em Minas

  A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em primeiro turno, uma mudança na Lei nº 20.922, de 16 de outubro de 2013, que dispõe sobre as políticas florestais e de proteção à biodiversidade no Estado. De autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), o Projeto de Lei (PL) nº 1.106/2023 acrescenta mais um inciso ao artigo 117 da lei, determinando a criação de mecanismo de fomento a mapeamento, reconhecimento e instituição de corredor ecológico. Em seu parecer, o relator do PL e presidente da Comissão, deputado Tito Torres (PSD), destacou que os corredores ambientais configuram um relevante instrumento de gestão e ordenamento territorial. “Os corredores são instituídos com base em dados diversos, como estudos sobre deslocamento de espécies, o espaço necessário para elas e a distribuição de suas populações”. “Em Minas Gerais, além do objetivo de interligar fragmentos florestais, os corredores ecológicos configuram uma forma de planejamento para priorização de áreas para restauração, podendo se articular com o Programa de Regularização Ambiental”, acrescentou. Durante a leitura do seu parecer, o parlamentar lembrou que, em fevereiro do ano passado, foi criado o Corredor Ecológico Serra da Moeda-Arêdes, interligando o Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda e a Estação Ecológica Estadual de Arêdes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Seu objetivo é permitir a conexão entre os ambientes campestres e florestais da Unidade de Conservação”. Outros requerimentos também foram aprovados. Dentre eles, o pedido de realização de audiência pública para debater as ameaças à área de proteção ambiental abrangida pelo Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, em razão da atividade minerária existente no entorno da unidade de conservação e da previsão de construção de uma estrada no interior do parque para o escoamento de minério. A comissão também aprovou que os temas “Segurança de barragens de rejeitos e de pilhas de estéril e de rejeitos de mineração” e “Acompanhamento das ações necessárias para mitigar a degradação ambiental da Lagoa da Petrobras” foram escolhidos para serem submetidos a monitoramento no Tema em Foco, edição 2025-2026, no âmbito do Assembleia Fiscaliza.

Lula estará em Minas Gerais mais uma vez no final de abril

  O Palácio do Planalto já emitiu um aviso para o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), a respeito de uma nova visita do presidente Lula (PT) a Minas Gerais, mais precisamente em Belo Horizonte. Será no dia 30 de abril, com o objetivo de fazer a entrega de 300 máquinas para atuação no recapeamento de estradas, além de atender ao setor rural. Segundo fontes de Brasília, esse maquinário será repassado diretamente às prefeituras municipais. E, como das vezes anteriores, não se sabe se o ato terá ou não a presença do governador Romeu Zema (Novo).   Pacheco nas eleições Essa sinalização do presidente de prestigiar o político mineiro Rodrigo Pacheco tem ficado cada vez mais nítida. Por exemplo, no dia 7 de abril, em Montes Claros, coube ao parlamentar fazer a saudação aos participantes de uma solenidade com a presença de Lula, onde foi o orador enfático ao defender a democracia, se postando ao lado de um movimento contra o autoritarismo institucional. Para ele, é um erro histórico dos políticos, inclusive de alguns governadores, estarem ao lado dos defensores, os verdadeiros arautos da ruptura democrática. Caso seja confirmada a vinda do chefe da nação à capital mineira, programada para o final de abril, seria a terceira vez que Lula visita o Estado em um prazo de quatro semanas. Auxiliares do presidente rememoram que ele sempre vem a Minas fazer entregas destinadas a beneficiar a população ou incrementar o setor produtivo em geral. Mas, como já estamos em um ano pré-eleitoral, o burburinho político referente ao pleito ao Governo de Minas é um fato. Neste sentido, aumentam as especulações sobre o possível apoio do presidente Lula ao projeto político do senador Rodrigo Pacheco, na peleja de 2026. Nos bastidores, já se propala uma intensificação de contatos do senador com grupos políticos do Estado. Recentemente, ele contabilizou diálogo com 8 partidos políticos, grandes e médios, que já teriam sinalizado um possível engajamento da corrida sucessória, em caso de ocorrer um sim ao projeto majoritário do próximo ano. Pessoas próximas, em Brasília e em Belo Horizonte, avaliam que, em determinado momento, Pacheco terá a necessidade de tomar uma decisão sobre o projeto. Enquanto isso, estão consolidadas as candidaturas, aliás, já debatidas publicamente nas ruas e eventos fechados, dos nomes do vice- -governador Mateus Simões (Novo), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e também do próprio deputado Nikolas Ferreira (PL). Pela entonação dos discursos até então levados ao conhecimento público, o Partido dos Trabalhadores em Minas já teria jogado a toalha, sem a menor pretensão de se postar na dianteira dessa disputa. Aliás, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), verbalizou à imprensa que não se envolverá em qualquer projeto eleitoral no próximo ano, deixando clara a sua pretensão em permanecer como chefe do Executivo do terceiro maior colégio eleitoral mineiro. Apenas para registrar, o nome de Marília sempre é mencionado para fazer parte de uma chapa ao governo, na condição de vice ou mesmo disputando o Senado. Essa declaração da prefeita reflete uma decisão de agora, podendo acontecer um novo posicionamento dela em momento oportuno, para garantir a união dos movimentos progressistas no Estado.

Assembleia debate a terceirização do Hospital Maria Amélia Lins

A proposta de terceirização do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), que pertence a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), foi tema da audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 1º de abril. O debate foi solicitado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). Segundo o edital publicado pela Fhemig, o HMAL será concedido a um consórcio público de saúde ou a uma entidade sem fins lucrativos. A proposta compreende a cessão gratuita do imóvel e a doação dos equipamentos hospitalares, a seleção será finalizada ainda em abril. A intenção da entidade seria ampliar a realização de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a fila de espera. Para isso, o HMAL deixará de atuar como retaguarda do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS) para focar exclusivamente na realização de cirurgias eletivas da rede SUS. O bloco cirúrgico do HMAL foi fechado em 2024. Desde então, as cirurgias que eram realizadas no HMAL passaram a ser feitas no HPS. A Fhemig sustenta que o HPS tem condições de atender à demanda, porém, em visita realizada em março deste ano, a Comissão de Direitos Humanos constatou corredores lotados e pacientes esperando há dias por cirurgias ortopédicas. A deputada Beatriz Cerqueira questionou o plano de terceirização do HMAL. “Quando o Estado faz esse desmonte do atendimento à população fica muito caro para o povo. Pois, se entrarmos no Hospital João XXIII, as pessoas ficam dias sem previsão de cirurgia, pacientes que vêm de outras regiões do Estado também ficam dias internadas sem essa previsão”. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig, Carlos Augusto Martins, alertou que a exemplo de outros locais que já foram privatizados, a tendência será de precarização da prestação dos serviços. “Outra tendência é uma redução da oferta do serviço público à população, uma vez que as firmas que assumem as gestões desses hospitais visam lucros e por isso, toda a obrigação e princípio social do serviço público de saúde é perdido”. “Estamos discutindo o destino da saúde pública no Estado, se o governo manter esse processo de privatização dos hospitais públicos, a saúde da população pode estar em risco e ter um retrocesso. Infelizmente, acredito que eles não vão mudar de ideia, mas tenho fé que os deputados não aprovem o Projeto de Lei, que está tramitando na Assembleia, que sacramenta esse processo de privatização”, finaliza. No dia 31 de março, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público ingressou com uma ação civil pública contra a Fhemig, solicitando a manutenção do funcionamento da instituição. A ação solicita a concessão de uma liminar para obrigar o Estado a reativar todos os serviços fechados no HMAL, os 41 leitos de enfermaria e o bloco cirúrgico. Posicionamento da Fhemig Através de números, a presidente da Fhemig, Renata Ferreira Leles Dias, destacou que a produção cirúrgica aumentou no Complexo de Urgência e Emergência e que o João XXIII tem condições de absorver a demanda do HMAL. Ela alegou também que os indicadores de qualidade do serviço melhoraram após o fechamento do Maria Amélia Lins. Renata explicou que os atendimentos no HMAL continuarão sendo feitos pelo SUS, os seus servidores permanecerão na Rede Fhemig e o patrimônio do hospital continuará sendo público. “O edital de cessão de uso vai permitir a realização de mais 500 cirurgias eletivas por mês. Isso é muito relevante para o usuário do SUS”. Já o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, disse que nunca se investiu tanto na Fhemig. “Nós temos que buscar novas alternativas para fazer melhor. O João XXIII tem um orçamento anual de R$ 500 milhões e interna 12 mil pessoas, e na Santa Casa de Belo Horizonte, por exemplo, são R$ 700 milhões e 36 mil pacientes por ano, são três vezes mais, podemos melhorar e muito a eficiência do João XXIII. E não é terceirização, é uma cessão”. E acrescenta que com as transferências dos atendimentos para o hospital principal, os pacientes estão operando mais rápido. “E ficando menos tempo na instituição, girando com mais rapidez os leitos. Estamos sendo mais eficientes e a mortalidade caiu. As pessoas estão contra uma mudança que é necessária”, declarou Baccheretti.

Começa a temporada de diálogo entre Cleitinho e Flávio Roscoe

Uma nova informação circula nos bastidores da Assembleia Legislativa e coloca ainda mais ardência nas discussões políticas da sucessão estadual de 2026. Propala-se sobre a possibilidade de uma aliança entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), para disputar o cargo de governador, tendo como companheiro de chapa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), empresário Flávio Roscoe. Indagado a respeito do tema, o parlamentar não confirmou, mas também não desmentiu outra vertente dessa especulação, segundo a qual Cleitinho havia mantido recentemente uma ligação, via celular, com o presidente da Fiemg. De acordo com as fontes, ambos ficaram de se encontrar em breve, para incrementar um desdobramento atinente ao pleito do próximo ano. Paralelamente à eleição majoritária, acontecem entendimentos e conchavos, com vistas à disputa pela Câmara Federal e também em busca de espaço para cadeiras no Parlamento mineiro. Por exemplo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que pertence ao mesmo grupo ideológico de Cleitinho, já planeja incrementar a candidatura de seu afilhado político, o vereador de Belo Horizonte, Pablo Almeida, para concorrer também como candidato ao parlamento federal. O deputado estadual Bruno Engler, também filiado ao PL, enquanto conversa sobre o tema, aproveita para externar a sua pretensão de se tornar candidato à Câmara Federal. Ele almeja eleger, para o seu lugar na Assembleia Legislativa, o atual vereador e seu afilhado político, Vile Santos (PL). Outros federais Independentemente do projeto visando conquistar o Palácio Tiradentes, grupos políticos se organizam com a finalidade de colocar à disposição do eleitor, nomes com possibilidade de negociar votos, como pré-candidatos ao posto de parlamentar federal. Essa imensa lista é encabeçada por João Rafael Soares, filho do ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares Júnior. No campo das forças progressistas, surge o nome do ex-deputado João Batista dos Mares Guia. Enquanto isso, em Brasília, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD) continua catalisando sondagens, o incentivando a disputar o Governo de Minas. Inclusive, isso já foi verbalizado pelo próprio presidente Lula (PT). Resta saber como convencer o político mineiro a aceitar esse desafio. Relativamente ao vice-governador, Mateus Simões (Novo), seu padrinho, Romeu Zema (Novo), não para de dizer que Simões seria um excelente chefe do Executivo estadual, por ser um homem público de reconhecida cultura geral, “capaz de engrandecer o Governo de Minas”, disse recentemente, em um evento de prefeitos. Só para registrar, é enorme a popularidade do governador entre os mineiros. Nesse processo de discussões políticas, o Partido dos Trabalhadores tem assistido tudo apenas como coadjuvante, pois seus integrantes reconhecem a falta de popularidade para enfrentar uma eleição como cabeça de chapa. “Seria um desastre completo”, ironiza o deputado Nikolas Ferreira.

Apoio de prefeitos será essencial na eleição ao governo em 2026

Nas diversas notícias relacionadas aos preparativos para a eleição majoritária do próximo ano, um detalhe chama atenção: a menção ao nome do prefeito de Nova Lima, João Marcelo (Cidadania), como opção para ser candidato a vice, na chapa possivelmente a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), ao Governo de Minas. Além dessa informação de bastidores, matemáticos da política mineira avaliam a chance de João Marcelo se postar como “cabeça de chapa”, por sua reconhecida popularidade, inclusive foi reeleito em sua cidade com mais de 85% dos votos. Recentemente, tornou-se presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (Granbel), quando foi escolhido por unanimidade de seus colegas. O debate concernente às futuras eleições majoritárias acontece de maneira discreta e perante a cúpula dos grupos interessados no tema, com exceção do vice-governador Mateus Simões (Novo), já em plena atividade eleitoral. Prefeitos influentes Os cientistas políticos consideram que o maior engajamento dos eleitores, quando se trata de pleito majoritário, fica por conta de quem tiver mais capacidade de manejar com maestria as redes sociais. Quem almeja suceder o governador de Minas terá de buscar apoios diferentes, especialmente da bancada de deputados estaduais, pois os parlamentares têm liderança nos municípios mineiros. Para qualquer candidato ao governo ou ao Senado, é perceptível a importância de obter apoio de nomes como o do prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Ele foi eleito ainda no primeiro turno da eleição do ano passado e se tornou uma destacada liderança política no segundo colégio eleitoral de Minas, com mais de 540 mil eleitores. Nesta lista de influentes, com possibilidade de transferir votos, também está o chefe do Executivo de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), eleito com mais de 71% dos votos válidos. Na Zona da Mata, quem lidera, por mais de cinco anos seguidos, é a prefeita reeleita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Ainda relativamente à Região Metropolitana de Belo Horizonte, constata-se a propalada informação de que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), tem projeto visando marcar presença na peleja de 2026. O nome do ex-presidente do Jornal O Tempo e atual prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), também surge com destaque. O município tem relevantes investimentos, crescimento e desenvolvimento econômico, inclusive, impulsiona a geração de empregos. Qualquer candidato ao governo, com aptidão para se eleger, também carece cair nas graças políticas do prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), município líder da região do Vale do Aço. O apoio desse seleto grupo seria fundamental para quem deseja vencer nas urnas. O difícil vai ser reunir, em uma mesma trincheira, conciliando esses prefeitos com pensamentos ideologicamente opostos. Mas, como a política é a arte do diálogo e do convencimento, perfilar todos eles em defesa de uma candidatura unida, já seria meio caminho andado para um resultado positivo em 2026.

Frente Parlamentar de apoio à Defesa Civil é lançada na ALMG

Em audiência pública promovida pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foi discutido que com um orçamento ampliado e a criação de um canal contínuo de diálogo e colaboração, a Defesa Civil pode avançar progressivamente para uma abordagem focada na gestão de riscos, ao invés de apenas na resposta a desastres. O debate aconteceu durante o lançamento da Frente Parlamentar em apoio ao Gabinete Militar do Governador (GMG), à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-MG) e ao Programa Minas Mais Resiliente e Sustentável. A Defesa Civil tem como objetivo prevenir, evitar ou reduzir os impactos de desastres, coordenando ações de diferentes órgãos governamentais e da sociedade. Após a mitigação dos riscos, ela também desempenha um papel importante na recuperação das regiões atingidas. O deputado Antonio Carlos Arantes (PL), criador da frente parlamentar e responsável pelo requerimento da audiência, destacou a importância do trabalho da Defesa Civil, sempre presente e atuando de forma rápida em situações emergenciais, assim como o Corpo de Bombeiros. “Não tenho dúvidas que a Defesa Civil será outra a partir de agora. Terão muito mais equipamentos, instrumentos e apoio político e econômico”. Os deputados Enes Cândido (Republicanos), Mauro Tramonte (Republicanos), Dr. Maurício (Novo), Gil Pereira (PSD), Bruno Engler (PL) e Lincoln Drumond (PL) também ressaltaram a importância de reconhecer o trabalho da Defesa Civil no cotidiano, por meio de um orçamento adequado e melhores condições de trabalho, e não apenas em situações de crise. Desastres No final de dezembro de 2024 e em janeiro deste ano, os municípios de Ipatinga e Coronel Fabriciano, localizados no Vale do Aço, foram severamente afetados por chuvas intensas, que causaram grandes danos. O prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, afirmou que vê na iniciativa da ALMG e do Governo do Estado, com a criação da frente parlamentar, uma forma de oferecer suporte aos municípios, que frequentemente não têm condições de arcar com os elevados custos de uma “operação de guerra” após uma calamidade. “Ipatinga reconhece e tem muito a agradecer o trabalho da Defesa Civil, que nos auxiliou e orientou a tomar decisões importantes para proteger os moradores e enfrentar os danos causados em imóveis públicos e privados pelo temporal de 12 de janeiro. A multiplicidade de demandas exigiu um esforço contínuo do nosso governo para minimizar os impactos e restabelecer uma conjuntura de normalidade no município com responsabilidade, sempre priorizando a segurança das famílias”, disse. Na madrugada de 12 de janeiro, mais de 100 encostas cederam, resultando na morte de 10 pessoas. Segundo o prefeito, atualmente Ipatinga conta com mais de 30 mil residências situadas em áreas de risco, as consequências não foram piores devido à atuação do órgão. “Em pouco mais de 20 dias, foram mais de 3 mil vistorias em imóveis atingidos. Talvez metade deles foi interditada pela Defesa Civil”, completou Nunes. O prefeito de Coronel Fabriciano, Sadi Lucca, reiterou a importância de um orçamento mais significativo para lidar com desastres. “A administração municipal utilizou cerca de R$ 10 milhões de recursos próprios para o atendimento inicial aos moradores e a limpeza da cidade, enquanto obteve R$ 860 mil do governo federal”. Fabiano Lucas, prefeito de São Gonçalo do Abaeté, no Noroeste, solicitou R$ 1 bilhão da repactuação do acordo de compensação pelo rompimento da barragem em Mariana, na região Central, com o objetivo de fortalecer a estruturação da Defesa Civil. O coronel PM Paulo Rezende, chefe do Gabinete Militar do Governador e Coordenador Estadual de Defesa Civil, afirmou que “a criação inédita de uma frente parlamentar com o objetivo de fortalecer a Defesa Civil permitirá a implementação de políticas públicas mais eficazes”. “A chave é a prevenção. O papel da frente é permitir o debate, a elaboração de políticas, a luta por orçamento e, consequentemente, evitar tragédias”, concluiu o coronel BM Moisés Sousa, chefe do Estado-Maior do Corpo de Bombeiros.

Audiência debate segurança para cafeicultores mineiros

  A prevenção de crimes no campo, tendo como vítimas produtores de café, foi tema de audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O temor é que os crimes ocorram com mais frequência devido ao alto preço do produto, que pode chegar a R$ 3 mil por saca de 60 kg. Prefeitos, vereadores, representantes de sindicatos e produtores rurais expressaram preocupação, pois, em muitas cidades, não há efetivo suficiente das forças de segurança. O cafeicultor Alisson Bueno Rossi lembrou que a sensação de insegurança ocorre durante todo o ano. “Nós somos roubados o ano inteiro, já que a atividade requer uma infraestrutura cara”. O autor do requerimento, deputado Professor Cleiton (PV), destacou que a audiência pública serviu para entender melhor a situação das forças de segurança e dos produtores. “Temos uma cultura no Brasil de apagar o incêndio quando ele já se alastrou. O que fizemos foi uma prevenção. É um problema sério, porque temos um efetivo baixo, mas também serviu para cobrarmos do Estado aquilo que pode mitigar e resolver a situação, reduzindo danos. Trata-se do investimento em tecnologia e inteligência, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil, para monitorar as movimentações do crime organizado”. Ações de prevenção foram apresentadas, entre elas o “Projeto Campo Seguro”, da Polícia Civil. Segundo o órgão, já foram criadas 11 delegacias especializadas em repressão a crimes rurais no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Sul de Minas. Outras quatro unidades devem ser implantadas no Sul do Estado, e está sendo estudada a ampliação do projeto para a Zona da Mata. Já por parte da Polícia Militar, além da Patrulha Rural, será lançado, ainda em março, um novo programa voltado para a segurança no campo. “Um eixo será o fortalecimento do policiamento de presença no meio rural, fundamentado em critérios técnicos, verificando informações como, por exemplo, a safra agrícola, questões populacionais e demandas criminais em todos os municípios mineiros. O segundo eixo envolve operações de combate ao crime organizado e desarticulação de quadrilhas que atuam no meio rural, realizadas pela PM e outros órgãos do sistema de segurança pública de Minas Gerais. E o terceiro é voltado à integração, à manutenção de uma rede entre a corporação e todos aqueles que fazem parte da comunidade rural, sejam produtores, empreendedores ou moradores. Haverá um ciclo de encontros para captar as demandas e discutir soluções”, explicou o diretor de operações da corporação, Coronel Ralfe Veiga de Oliveira. Em entrevista ao Edição do Brasil, o presidente da Comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL), lembrou que, para garantir melhorias na segurança pública, é necessário maior investimento por parte do Governo do Estado. “Não há investimentos em segurança pública, equipamentos, tecnologia e na contratação de profissionais. Esses são os pontos principais para que possamos oferecer a quem veio à audiência pública uma melhor capacidade de resposta das forças policiais”. “Se não fossem as emendas da bancada mineira no Senado e da Câmara dos Deputados e dos parlamentares da ALMG, a situação da segurança pública estaria ainda pior. O governo sempre utiliza o discurso de que não tem condições de fazer investimentos porque está comprometido com a folha salarial e, ao mesmo tempo, tem uma dívida enorme com a União. Ainda não entendemos por que o governador não aderiu ao Propag, que daria fôlego financeiro e, consequentemente, condições para que o governo pudesse atuar, realizando concursos públicos e investindo em equipamentos de tecnologia que podem melhorar significativamente a segurança dos nossos cafeicultores e do produtor rural de forma geral”, questionou Professor Cleiton.

Presidente da Assembleia Legislativa já almeja vaga no Tribunal de Contas

  Quando se confirmou a presença do senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD) na comitiva do presidente Lula (PT), durante seu roteiro internacional ao Japão e Vietnã, aumentou a percepção do envolvimento do Palácio do Planalto no projeto político para turbinar o nome do parlamentar, visando disputar as eleições ao Governo de Minas no próximo ano. O roteiro não é novo, mas voltou a ser reafirmado por interlocutores de Brasília, apontando para uma possível aliança entre Pacheco e o PT, a quem caberia indicar o cargo de vice, cujo primeiro nome mencionado é o da prefeita de Contagem, Marília Campos. Já a disputa pela vaga ao Senado, segundo avaliação de matemáticos da política estadual, a sugestão recairia sobre o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), hoje uma liderança de respeito em todo o Triângulo Mineiro.   Presidente da ALMG No bojo desse projeto entabulado a partir de grupos políticos mineiros e nacionais, com vistas ao pleito ao governo estadual de 2026, havia uma possibilidade da candidatura a um cargo eletivo do atual presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB). Mas como o seu partido é avaliado como uma sigla pequena, na comparação com os demais semelhantes, essa conversa de aliança de Tadeu/Pacheco parece ter “subido no telhado”. Ao presidente do Legislativo, faltaria espaço para o enfrentamento nas urnas, e pela ótica dos entendidos no assunto, para esse aludido projeto dar certo terá de conceber alianças com grupos definidos e de muita popularidade. A não ser que o próprio Tadeu, por exigência do seu partido a nível nacional, seja instigado a se candidatar ao Senado, hipótese pouco provável no quadro do momento. Enquanto aumentam as especulações relacionadas ao tema, avolumam avaliações nos bastidores da própria Assembleia, sugerindo a pretensão de Tadeu sair de cena em relação à peleja do próximo ano, colocando seu nome como pré-candidato ao cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Atualmente, são duas vagas já existentes, chegando neste meio de ano a três vagas. Pessoas próximas ao parlamentar não confirmam, mas também não negam sobre a existência de uma pauta alusiva à opção dele para o TCE-MG. Aliás, a ordem em torno da presidência é deixar esse assunto de eleição para o Tribunal em segundo plano, certamente para analisar os próximos passos no atual cenário.

ALMG aprova projeto que beneficia mulheres vítimas de violência sexual

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 1.243/23, acrescenta inciso ao artigo 4º da Lei 22.256, de 2016, que institui a política de atendimento à mulher vítima de violência no Estado. O objetivo é garantir que quem sofre violência sexual receba atendimento prioritário e articulado entre os serviços públicos, proposto pela deputada Maria Clara Marra (PSDB). A reunião foi realizada no dia 11 de março, e teve como relatora a presidente da Comissão a deputada Ana Paula Siqueira (Rede). Segundo a deputada Maria Clara, a política de atendimento à mulher vítima de violência no Estado prevê uma série de ações que podem ser observadas em sua implementação. “Como a criação de casas abrigo, concessão de auxílio financeiro, centros de acolhimento da vítima, prioridade nos programas de qualificação profissional, entre outros”. “No entanto, nada consta sobre a prioridade de atendimento social, psicológico e médico, o que se faz necessário, diante da situação de abuso que pode desencadear desequilíbrios de ordem psíquica e social, cuja demora na prestação de auxílio se torna um grande inimigo. Além disso, nos casos que envolvem violência sexual, o risco das infecções sexualmente transmissíveis demanda uma ação rápida por parte do sistema de saúde”, afirma a parlamentar. O projeto recebeu parecer pela aprovação na forma do vencido, ou seja, texto aprovado pelo Plenário em 1º turno, com alterações. Agora, segue para votação definitiva no Plenário e depois, para sanção do governador. Mulheres em carreiras científicas A Comissão também analisou o PL 2.705/24 que pretende estabelecer políticas públicas para incentivar a entrada e a permanência feminina nas carreiras científicas. A proposta é da deputada Beatriz Cerqueira (PT). Uma das diretrizes do projeto é promover campanhas e eventos para romper estereótipos de gênero, divulgar e debater trajetórias de pesquisadoras. Fomentar ações afirmativas para conceder bolsas a mães e mulheres vulneráveis e a capacitação para estimular o empreendedorismo feminino, apoio psicossocial às cientistas e combate ao assédio. A proposta ainda prevê o afastamento remunerado para servidoras públicas matriculadas em cursos de pós-graduação e licença-maternidade para gestantes. Por entender que essas seriam competências exclusivas do Executivo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) retirou esses trechos e propôs o substitutivo nº 1. A parlamentar Beatriz explica que o PL tem como intuito a mitigação das iniquidades entre homens e mulheres na carreira acadêmica e científica. “Uma legislação que não reconhece as particularidades da realidade das mulheres no ambiente acadêmico tende a ser reprodutora das desigualdades ao exigir o mesmo padrão de produção acadêmica entre homens e mulheres, independentemente da situação de vida da pesquisadora ou da docente”. “Ao promover a igualdade de gênero na ciência, garantimos um futuro mais justo e inclusivo para as mulheres. E é imprescindível que o Estado tenha uma política pública que ponha fim à desigualdade na ciência e garanta que todas elas tenham a oportunidade de contribuir plenamente para o progresso da humanidade”, finaliza. A relatora da reunião, deputada Ana Paula, destaca que ao instituir uma política estadual de incentivo à participação feminina nessas áreas, no âmbito do Estado, busca-se a promoção da igualdade de gênero na ciência. “Como forma de garantir um futuro mais justo e inclusivo para mulheres e contribuir para o avanço da ciência e da sociedade”. Na tramitação pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, o projeto recebeu parecer pela aprovação na forma do substitutivo nº 2. Com isso, retomou, com outros termos, a ideia de ajuda para mães, propondo a manutenção do pagamento de auxílios pecuniários destinados à permanência de estudantes de educação superior. Também listou a concessão de afastamento remunerado às servidoras públicas como um instrumento possível de ser utilizado para incentivar a participação em cursos de formação relacionados ao cargo. A Comissão da Mulher aprovou parecer favorável ao PL, e agora, segue para apreciação na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária.