Duelo Lula/Zema abalizou início da pré-campanha presidencial de 2026

O duelo verbal entre o presidente Lula (PT) e o governador Romeu Zema (Novo) é o prenúncio do que estar por vir no pleito eleitoral do próximo ano. Especialistas apostam que haverá críticas de ambos os lados de maneira cada vez mais recorrente. “Isso tudo faz parte do jogo político, contudo, espera-se o mínimo de civilidade nesses embates para evitar uma escalada de palavras de desaforo entre as partes, em um quadro que já é de plena hostilidade”, comentou o cientista político Malco Camargos. Para a crônica política nacional, o governador mineiro está mais incisivo em suas elocuções, a partir de uma recente observação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfatizando que a popularidade de Zema é reconhecida apenas em Minas Gerais. É como se o ex-presidente tivesse o arrolado como um nome de voos curtos, um político de possibilidades paroquianas. A constatação de Bolsonaro acendeu uma espécie de sinal vermelho, e, ao invés de recuar, o chefe do Executivo estadual passou a ser mais determinante em suas incursões públicas. Observações dos jornalistas de Brasília insinuam que Romeu Zema está buscando ampliar o seu espaço no campo ideológico da direita, cujo segmento é de uma fragmentação colossal. Isso por conta dos nomes inseridos nessa pré-disputa à presidência da República em 2026, tendo como prioridade a preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o governador do Paraná, Ratinho Júnior; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). A lista cresce diante da pretensão de mais pessoas como o cantor Gusttavo Lima e o empresário Pablo Marçal. Duelo Lula/Zema A cena protagonizada na semana passada, quando as críticas entre os dois dirigentes Lula/Zema vieram à baila, apontou-se a respeito de investimentos de Brasília para atender às demandas dos mineiros. Do ponto de vista prático, não existe grandes feitos do governo de Brasília, a não ser promessa de investimento direto na construção de trecho da BR-381 entre Sabará/Caeté, expectativa em relação a valores para transformar o antigo Aeroporto Carlos Prates em centro de habitação e lazer, expectativa de aporte para melhorar acessos no Anel Rodoviário e verba destinadas às Universidades e algumas instituições de ensino no Estado. Relativamente ao governador Zema, com seu eloquente discurso, cabe externar que sua gestão começou com um milionário aporte de recursos financeiros da Vale, por conta da reparação da empresa pelo desastre em Mariana. À época, ele deixou de pagar a dívida do Estado com o governo federal, fazendo o valor aumentar e chegar a mais de R$ 130 bilhões. A exemplo de Lula, o governador de Minas também não tem muitas realizações perceptíveis perante os olhos da população. As reclamações contra ele se concentram no setor de saúde, pois, apesar de promessa de campanha, não conseguiu concluir as obras do Hospital Regional em Divinópolis, Valadares e Montes Claros.

Foram dados os primeiros passos para aliança entre Mateus Simões e Cleitinho

Antes era apenas uma especulação, mas ficou mais nítido o potencial diálogo político entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) com o vice-governador Mateus Simões (Novo). Fontes categorizam que o parlamentar mineiro esteve pessoalmente com Simões, no dia 27 de fevereiro, no gabinete oficial do vice, na Cidade Administrativa. Sem a presença de muitas testemunhas, falaram por cerca de 45 minutos, tratando de temas relacionados ao pré-projeto com vistas à sucessão ao Governo de Minas, em 2026. Essa e outras informações estão embalando a especulação difundida pela imprensa sobre uma possível aliança de Cleitinho com Simões. Como explicado pelo advogado especialista em direito eleitoral, Mauro Bomfim, caso assuma o governo do Estado nos últimos meses do próximo ano, Mateus Simões só poderá ser candidato à reeleição, não havendo, segundo a legislação atual, a chance de pleitear qualquer outra candidatura, inclusive ao Legislativo. Neste sentido, nos meandros da Assembleia Legislativa, propala-se que o grupo do parlamentar indicaria o vice na possível chapa encabeçada por Mateus Simões. Segundo essas avaliações de bastidores, tudo na pretensão da união dos políticos ideologicamente alinhados ao campo da direita, como aconteceu nas últimas duas eleições, onde o governador Zema (Novo) esteve sempre próximo e também surfando na onda de popularidade do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Enquanto perduram essas sondagens no intramuros, o governador Romeu Zema resolveu colocar o pé na estrada. Tem visitado inúmeras cidades por diferentes regiões, levando sempre uma mensagem de otimismo. Esta primeira semana após o Carnaval, segundo a agenda oficial, o chefe do Executivo esteve em 12 municípios do Oeste de Minas. Ele sempre vai a esses eventos apenas na companhia de alguns auxiliares e deputados votados na região, sem a presença de Mateus Simões na maior parte das vezes. Contudo, Zema sempre lembra da competência e lealdade de seu companheiro de administração pública. Ou seja, é um recado direto para tentar movimentar as lideranças municipalistas. Em Brasília, assessores do presidente Lula (PT) esperam uma definição do quadro de saúde do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), para colocar em prática algum esboço de uma aliança. A ideia é unir forças do campo ideologicamente de centro e da ala progressista dos políticos do Estado, com a finalidade de alavancar um nome com chances de disputar o Palácio Tiradentes. No momento, a sugestão em pauta continua sendo o senador Rodrigo Pacheco (PSD), mas tudo pode mudar até o final deste ano. Segundo avaliam no Planalto, quem vai determinar esse roteiro será a popularidade do presidente Lula. Se ele estiver com boa aprovação perante o povão, tudo ficaria mais fácil, caso contrário, teriam de se movimentar para formar uma aliança mais complexa, na tentativa de barrar as chances do senador Cleitinho se tornar o governador do Estado, se o pleito fosse realizado na metade de 2025.

Motorista tentou aplicar golpe milionário em idoso no município de Passa Quatro

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, no dia 12 de fevereiro, Geraldo Antônio Ferreira, suspeito de cometer crimes financeiros e manter em cárcere privado um general aposentado de 88 anos, na cidade de Passa Quatro, no Sul de Minas. Segundo a polícia, a investigação começou após uma denúncia sobre um contrato de empréstimo duvidoso no valor de R$ 1,5 milhão, assinado em nome do acusado. No decorrer das apurações, descobriu-se que Ferreira era o motorista da vítima e de sua esposa, de 70 anos, e teria explorado a vulnerabilidade do casal para manipular suas finanças. O contrato, assinado em nome do investigado, estabelecia a isenção de juros e a quitação automática da dívida caso os idosos falecessem. Cerca de um mês depois da assinatura do contrato, a esposa da vítima, que enfrentava um câncer terminal, faleceu. Após o ocorrido, o idoso informou que teve dificuldades para acessar suas contas bancárias, enquanto o suspeito continuava a ter acesso irrestrito aos valores. De acordo com a polícia, o suspeito chegou a registrar sua biometria para fazer saques na conta da idosa, retirando grandes quantias que foram usadas na aquisição de bens pessoais, incluindo um carro novo no valor de R$ 159 mil, que foi apreendido pela PCMG. O delegado titular de Passa Quatro, Bruno de Souza Cunha, continua a investigar a extensão da atuação do motorista e do caso do empréstimo tomado ao general. Ao ser procurada pelo Edição do Brasil para mais detalhes, a Polícia Civil informou que não divulga dados ou informações das vítimas para preservar a sua segurança e a de seus familiares. O motorista também era responsável por fazer a contabilidade do Condomínio Ilha dos Amores, local onde as vítimas moravam e que o síndico era seu filho, o biomédico Matheus Macedo Ferreira, de 38 anos, também sócio na empresa Sublime Estética Corporal e Facial. Durante a operação na residência do suspeito e do filho dele, os policiais localizaram aproximadamente R$ 26 mil em espécie. Além disso, foi determinado o bloqueio de mais de R$ 700 mil nas contas bancárias do investigado. Em uma das diligências, foram encontradas munições de arma de fogo de calibre permitido, o que levou à prisão em flagrante de Matheus, filho do suspeito. Entretanto, ele foi solto após pagar fiança e informar que tinha o porte da arma e munição encontradas em seu apartamento e decidiu renunciar ao cargo de síndico no Condomínio Ilha dos Amores. Em 2024, ele solicitou que cada um dos 42 moradores dos apartamentos do local pagasse à vista a quantia de R$ 23,4 mil, além de uma contribuição adicional parcelada superior a R$ 3,3 mil. Os valores arrecadados dos condôminos totalizaram cerca de R$ 1,2 milhão, que, segundo ele, seriam destinados à reforma do telhado e das fachadas dos dois blocos do condomínio em Passa Quatro. No entanto, ele não esclareceu o motivo da escolha da empresa contratada, não apresentou o projeto da obra nem dos orçamentos. A reforma não foi concluída nem totalmente finalizada.

Rodrigo Pacheco está prestes a assumir ministério no governo

O retorno do senador Rodrigo Pacheco (PSD) às suas atividades no Senado está previsto para depois do Carnaval. Após a volta, as discussões sobre a possibilidade do político mineiro ser convidado para um ministério deverá entrar em pauta no âmbito do Palácio do Planalto. O seu aproveitamento na lista dos ministeriáveis parece ser iminente e uma pretensão do próprio presidente Lula (PT), conforme tem sido divulgado exaustivamente pela imprensa. Em Brasília, o nome de Pacheco é mencionado, preferencialmente, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), uma pasta com ações e, consequentemente, bastante visibilidade por conta da sua presença na indução do setor industrial e comercial em todo o Brasil. As chances do parlamentar ser convidado e aceitar o desafio perpassa por uma série de questões do governo federal, por conta de uma pauta mais ampla, relativamente à reforma ministerial, já iniciada na semana passada, com a saída da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Informações de bastidores Não é novidade, mas, novamente, voltou a circular na semana passada, em Brasília, que o político de Minas seria ministro, desde que ele aceitasse a sugestão do presidente Lula, no sentido de que a sucessão ao governo do Estado esteja na pauta do dia. Quando esse tema veio à tona, no mês passado, foi vocalizado que, em caso positivo em relação a esse projeto político estadual, haveria a garantia de adesão das forças progressistas em apoio a uma possível empreitada de Pacheco rumo à peleja de 2026. Efetivamente, não houve qualquer sinalização do senador diante dessa aposta futura. Nem mesmo pessoas próximas são capazes de categorizar qual seria a opção do parlamentar, mesmo porque, antes de qualquer decisão, Pacheco carece de ouvir a orientação do presidente de seu partido, Gilberto Kassab, e o próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atualmente com chances de também ser uma opção como pré-candidato ao Palácio da Liberdade. Sobre a possibilidade de Minas Gerais ter mais um coestaduano como ministro, isso é um tema em construção, porém, com desfecho à vista. Ressalta-se algumas informações relevantes desse propalado assunto. Por exemplo, ao transferir a presidência do Senado para o seu colega de partido, o senador Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco não aceitou assumir nenhum cargo de liderança, assim como se negou a participar de comissões internas realizadas na Casa, e também vaticinou a sua vontade de ficar livre, no sentido de não comandar qualquer posto de gerência.

Audiência debate impacto da redução da APA em Araçuaí

Os impactos socioambientais de uma possível redução da Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada do Lagoão, em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, foram tema de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 26 de fevereiro. A discussão foi motivada por um Projeto de Lei (PL) apresentado pela Prefeitura de Araçuaí à Câmara dos Vereadores, em 7 de fevereiro, em caráter de urgência, com o objetivo de modificar a área de proteção, alterando a Lei Municipal que criou a APA em 2007. Caso seja aprovado, o projeto reduzirá a área em 5.500 hectares. Por meio do deputado Duarte Bechir (PSD), o prefeito do município, Tadeu Barbosa de Oliveira, informou que não poderia comparecer à Assembleia nem participar remotamente, justificando que havia sido convidado apenas na véspera da audiência pública. A resposta não agradou à autora do requerimento, deputada Beatriz Cerqueira (PT). “O prefeito mentiu para o deputado. Os convites foram enviados a todos os convidados no dia 20 de fevereiro. Desde essa data, a prefeitura já tinha conhecimento da audiência”. Nenhum outro representante do Executivo de Araçuaí esteve presente. O vereador Danilo Borges afirmou que os parlamentares da cidade não concordaram com o regime de urgência da proposta. “Além de não respeitar o processo de consulta às comunidades locais, as argumentações apresentadas pelo prefeito não são verdadeiras. Mas o que mais nos chamou a atenção foram os possíveis conflitos minerários na área que será retirada”. Diversas pessoas de movimentos sociais estiveram presentes ao Auditório José Alencar, dentre eles o integrante do conselho gestor da APA Chapada do Lagoão, Antonio Gomes Santos. Ele relatou que há pessoas no município que dizem que o conselho é contra o desenvolvimento de Araçuaí. “Nós queremos preservar, enquanto eles estão destruindo. Para desenvolvermos a cidade, temos que manter nossas riquezas naturais, sem a necessidade de reduzir a APA”. A professora e pesquisadora do Observatório dos Vales e do Semiárido Mineiro da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Vanessa Juliana da Silva, destacou que a mudança pode trazer diversos impactos para a população local. “A redução apresenta um risco iminente não apenas do ponto de vista da perda de diversidade biológica, fauna, flora e ecossistemas. Também ameaça as 139 nascentes que estão na APA, impactando a segurança hídrica da região e aumentando a possibilidade de eventos climáticos extremos”. O procurador da República, Helder Magno da Silva, enfatizou que a região possui dupla importância, pois, além de ser uma área de preservação ambiental, abriga comunidades quilombolas. Ele demonstrou preocupação com a proposta. “No direito ambiental, existe o princípio do não retrocesso. Você não pode extinguir ou diminuir uma unidade de conservação. O PL deveria ter sido apresentado para consulta prévia da comunidade local”.

Projeto obriga as concessionárias a divulgarem arrecadação de pedágios

A primeira reunião do ano da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) que obriga as concessionárias de rodovias a divulgarem valores arrecadados e investidos com a cobrança de pedágios. O projeto é da autoria do deputado Arlen Santiago (Avante) e prevê a divulgação dos valores através de painéis, em local visível, junto ao posto ou praça de pagamento do pedágio; no site oficial da empresa; e na imprensa, por meio da publicação no diário oficial do Estado e em três jornais de grande circulação em Minas Gerais. A atualização e a publicação dos dados previstos serão trimestrais. Segundo o parlamentar, o grande objetivo deste PL consiste em fornecer ao cidadão conhecimento da necessária e sistemática fiscalização sobre os valores arrecadados pelas concessionárias que administram rodovias no Estado. “A proposta pretende oferecer mecanismos para que o Poder Legislativo e os cidadãos, usuários das rodovias, possam se informar, sem impedimentos e com transparência, especialmente do retorno em obras e manutenção”. “Manter atualizados os valores arrecadados oferecem às empresas concessionárias a oportunidade de estabelecer uma relação de respeito com os usuários. Em uma sociedade democrática, o cidadão tem todo o direito de estar informado a respeito das taxas que lhe são cobradas”, acrescenta o deputado. A proposição também prevê que as concessionárias deverão remeter trimestralmente à ALMG relatório com as informações sobre arrecadação e investimentos. Também estabelece que a não observância da lei sujeitará o infrator a multa de 5 mil Unidades Fiscais do Estado (Ufemg), dobrada a cada reincidência. Ainda indica que as despesas decorrentes da lei serão por conta das concessionárias, que ficariam impedidas de repassá-las aos custos que compõem as tarifas dos pedágios. Por fim, prevê o prazo de 120 dias para a adequação às novas regras. Aprovação A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ponderou que a implantação da proposta, a depender da previsão contratual, poderá alterar a equação matemática prevista no edital e no contrato, por serem necessárias adaptações administrativas e operacionais. Além disso, considerou mais razoável exigir das concessionárias apenas a publicidade por meio eletrônico, de custo mais baixo e com maior alcance. O substitutivo nº 1 suprimiu a previsão relativa às despesas decorrentes da lei, pois a medida deve ser tomada no âmbito do Poder Executivo. O documento propôs ainda que a matéria seja inserida na Lei 12.219, de 1996, que trata do mesmo tema. Foi sugerido também algumas regras para a aplicação da medida pretendida nos contratos em vigor. O presidente da comissão e relator da proposta, deputado Thiago Cota (PDT), opinou pela aprovação na forma do substitutivo nº 1, da CCJ, alegando que em Minas Gerais, nos últimos anos, o número de rodovias concedidas para a iniciativa privada tem crescido muito. “E a previsão é de que a malha rodoviária concedida continue crescendo, o que demonstra a importância de se discutir o tema”. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), atualmente, o Programa de Concessões e Parcerias conta com seis contratos vigentes, totalizando cerca de 2.300 km de estradas concedidas à iniciativa privada e com investimentos que ultrapassam R$ 17 bilhões. Os trechos são: BR-135, Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Varginha-Furnas, MG-050 e Rodoanel. Antes de ir a Plenário, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Ao projeto, foram anexados outros dois, por guardarem semelhança: PLs 791/19, do deputado Cássio Soares (PSD) e PL 2.722/21, do deputado Arlen Santiago.

Candidatura de Cleitinho ao governo irá dividir a direita em Minas em 2026

Avaliado como um político midiático, cujo histórico de homem público foi forjado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem protagonizado uma pseudo cisão política, procurando se isolar do grupo liderado pelo governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, sabe-se da pretensão do parlamentar em se tornar candidato a governador. Porém, pelo roteiro de agora, a direita mineira que ficou unida nas duas últimas eleições, estaria em frangalhos no próximo ano. Enquanto planeja o seu futuro, relativamente ao pleito de 2026, o senador vai turbinando cada vez mais o seu prestígio na internet, tendo ao seu lado o deputado estadual Bruno Engler (PL). Nas últimas semanas, Azevedo fez vários vídeos ironizando e até mesmo criticando o estilo de administração de Romeu Zema. Cleitinho X Mateus Simões Estrategistas políticos consideram que a ideia de Cleitinho Azevedo, no sentido de antecipar o debate sobre o pleito de 2026, pode ser um erro estratégico. Fontes ouvidas pelo Edição do Brasil avaliam que é muito incipiente tratar de um tema de tal magnitude neste momento, já que estamos falando de nomes para administrar o segundo estado mais populoso do país. No momento, propala-se um possível duelo eleitoral entre Cleitinho e o atual vice-governador Mateus Simões (Novo). Para interlocutores, são prematuras as teses de ambos, porque o tema só vai ganhar curso definitivo no próximo ano, quando acontecerem as grandes candidaturas à Presidência da República, com grandes alianças partidárias e aproximação de siglas nos estados, inclusive em Minas Gerais. Matemáticos da política mineira comentam que, atualmente, o PSD estadual tem dois nomes de ponta para pleitear cargos majoritários, o senador Rodrigo Pacheco e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Porém, nenhum deles, e muito menos o próprio partido, se prestam a fazer conjecturas pensando na peleja de 2026. Mas isso não significa imaginar a ausência do grupo no pleito de então. Eles entendem não ser a hora de alardear as pretensões individuais no campo da futura campanha. Em geral, essa espécie de “pacotão” para disputar o pleito presidencial, às vezes, faz sucumbir interesses partidários e políticos regionais, impondo entendimentos onde congregam siglas de ideologias e percepções eleitorais distintas, ficando tudo junto, em uma mesma cesta, mediante o lançamento de candidaturas aos governos estaduais, nomes para vice- -governador e as duas vagas ao Senado. Para muitos, isso é o que pode acontecer também em nosso Estado. Assim, essas bravatas de Cleitinho podem não passar de uma necessidade dele se manter vigilante e em consonância com o seu estilo peculiar de atuar na vida pública e partidária, usando sempre o megafone da comunicação virtual.

Candidatura de Pacheco ao governo pode atrapalhar planos de Alexandre Silveira

  O Palácio do Planalto aguarda uma resposta do senador Rodrigo Pacheco (PSD), para saber se ele efetivamente aceitaria o desafio de se tornar candidato a governador, conforme propalado pelo presidente Lula, com o apoio de seu grupo político, inclusive do Partido dos Trabalhadores. E, só a partir de um possível sim, Pacheco se tornaria ministro de alguma pasta, ainda em fase de estudos para saber onde o político mineiro se encaixaria. Quem não estaria gostando nada desse novo arranjo político em relação à sucessão estadual de 2026 é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Secretário-geral do PSD nacional, Silveira tem feito muitas incursões pelo interior mineiro, deixando clara a sua pretensão de ser candidato a um posto majoritário no próximo ano.   Falta espaço para os dois Pacheco e Alexandre Silveira pertencem ao mesmo grupo político, aliás, são filiados ao PSD de Gilberto Kassab. Mas, quando o assunto é a sucessão estadual em Minas, tem componentes que carecem ser analisados com mais detalhes. Por exemplo, seria praticamente difícil Pacheco pleitear o governo tendo Silveira disputando o Senado. Esse posto, assim como a vaga de vice-governador, tende a ser uma moeda de troca de uma composição política, uma mega aliança, como prevê o presidente Lula, envolvendo as forças políticas de centro e também o PT. As sugestões são no sentido de que o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), seria o nome ideal para compor a chapa como vice, enquanto o Senado poderia ficar sob a responsabilidade da prefeita de Contagem, a petista Marília Campos. Neste cenário, ainda existe a possibilidade de uma aproximação com o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), embora, segundo informações do Triângulo Mineiro, Leão tenha mantido contatos frequentes com o vice-governador Mateus Simões (Novo), com quem teria uma ideologia de centro-direita. O jogo poderá ficar ainda mais nítido, caso o prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), tenha condições de voltar à cena política. Na avaliação do Planalto, essa realidade fortaleceria a tese do presidente da República, no sentido de se concretizar uma mega aliança no Estado para enfrentar grupos poderosos, como o vice-governador Simões e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Possível filiação de Bolsonaro ao PP movimenta a política mineira

  As rusgas entre os deputados estaduais do Partido Liberal, no âmbito da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), foram atenuadas para acomodar os protagonistas da cena. O motivo é validar o prosseguimento do trabalho interno, visando as indicações técnicas para as Comissões Permanentes da Casa. Porém, o final desse conflito ainda está longe de terminar, segundo analisam pessoas que militam nos bastidores da política mineira. Este pode ter sido o primeiro capítulo envolvendo a discórdia entre o grupo do PL, composto por 11 parlamentares. Há uma informação, ainda em fase de especulação, mas com possibilidade de se tornar realidade, envolvendo a possível saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da sigla. Se isso for confirmado, o tema irá reverberar imediatamente em Minas. O deputado Bruno Engler, muito ligado à família do ex-presidente, e candidato derrotado à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no ano passado, estaria por trás dessa tese de debandada de, pelo menos, cinco dos atuais deputados que acompanhariam o ex-chefe da nação no caminho de filiar-se ao PP. Não se sabe a posição, especificamente a respeito dessa conjectura, por parte do deputado Antônio Carlos Arantes, um dos nomes fortes do bolsonarismo no Estado. Com vários mandatos representando o povo mineiro, o político é da ala moderada desse embate. Por seu turno, outro parlamentar liberal, o atual primeiro-secretário da ALMG, Gustavo Santana, caso esse racha venha a se configurar, tende a seguir as orientações do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, com quem familiares de Santana mantêm uma boa relação de amizade. Do ponto de vista do governo mineiro, a atuação dos assessores do governador Romeu Zema (Novo) foi intensa, no sentido de debelar essa fervura, até porque, os 11 deputados citados, até agora, fizeram toda a diferença no apoio e adesão incondicional à base de sustentação do Executivo estadual na Assembleia. “Vamos torcer para que tudo termine bem e sem maiores consequências, afinal, são apenas opiniões divergentes”, comentou o secretário de Governo, Gustavo Valadares.

Alguns nomes de prefeito podem liderar a política em Minas

A imprensa tem mencionado muito o nome da prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como uma expoente à cena política majoritária de Minas, inclusive com chances de se tornar ainda mais influente politicamente, já no pleito de 2026. A titular da Prefeitura de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), permanece sendo propalada apenas em seu município, não se projetando, sequer, na região da Zona da Mata. Enquanto isso, e tendo como base a última eleição municipal, já é possível elencar nomes de prefeitos com possibilidade de se tornarem protagonistas na liderança política do Estado. Alguns deles ainda jovens, como o chefe do Executivo de Nova Lima, João Marcelo Dieguez (Cidadania); de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL); de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP); de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB); de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil); e Betim, Heron Guimarães (União Brasil). A dificuldade desses e de outros nomes no cargo de dirigente municipal é se projetar para além da fronteira de suas respectivas cidades. Isso iria incomodar muito os parlamentares e outras lideranças já consolidadas, inclusive em posição de comando, em postos importantes, como de senador, governador, vice-governador e deputado federal. Mas em uma projeção não muito distante, não há como negar a possibilidade de despontar como líderes os nomes já mencionados: o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio, foi eleito no final do ano passado ainda no primeiro turno, em uma cidade que é o segundo maior colégio eleitoral de Minas. Também em um grande colégio eleitoral, destaca-se a eleição, na primeira leva, de Heron Guimarães, em Betim. Na Grande BH, o nome mais badalado nos meandros políticos é o prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez, reeleito com mais de 80% dos votos. De Itabira, surge o titular Marco Antônio Lage, também reeleito com facilidade. Um destaque especial para o jovem prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes, que mesmo enfrentando uma enorme oposição, se reelegeu para o posto, em uma cidade onde a política local é decididamente complexa, devido às forças de muitas lideranças locais. O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, também foi outro a ser eleito no primeiro turno da peleja do ano passado. A cidade é considerada a capital do Norte de Minas, cujas ações locais reverberam em mais de 40 municípios da região Norte do Estado.