Geração Z prioriza atividade física e comunidade

Segundo o 12º Relatório Anual de Tendências do Ano no Esporte do aplicativo Strava, a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) está priorizando a boa forma, a conexão e a comunidade. Essa geração adotou a corrida, a caminhada, o treino de força e a variedade de multiesportes. Conforme a pesquisa, esse grupo tem 75% mais probabilidade, do que a Geração X, de dizer que sua principal motivação para o exercício é uma corrida ou evento. Dados do aplicativo Runna revelaram que a maioria dos usuários se classificam como corredores iniciantes (26%) ou intermediários (34%). E 30% desses jovens planejam gastar mais com fitness em 2026. Ano passado, eles dobraram os gastos com atividades físicas. O cardiologista da Unimed-BH, José Pedro Jorge Filho, explica que essa é uma geração que cuida mais da saúde. “Eles têm procurado academias para se socializar, e com isso, ocorre um treinamento e uma educação melhor em termos de hábitos, que pode evitar uma série de comportamentos questionáveis, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, entre outros”. Filho ressalta que todos os indivíduos, principalmente se possuir histórico familiar de algum problema de saúde, devem fazer o check-up cardiológico detalhado. “Porque isso pode não só diminuir riscos de ter problemas durante a atividade, mas vai orientar a respeito do melhor treino e melhor exercício para a pessoa”. “Uma boa alimentação e uma boa noite de sono vão interferir favoravelmente na saúde do coração e no resultado dos exercícios. A pessoa que dorme pouco e que treina muito vai ficar exaurida, vai entrar em fadiga mais fácil, o que pode trazer vários problemas”, acrescenta. O cardiologista pontua que sedentarismo ainda é um grande problema para essa geração. “Tenho visto adolescentes e pré-adolescentes que ficam no sedentarismo absoluto. Às vezes, o fim de semana inteiro, nos jogos de computador e celular, não tem uma oportunidade para fazer exercício. Isso é muito ruim em curto, médio e longo prazo. Já em relação à ansiedade, costumo dizer que a atividade física é boa para o corpo e para a mente. Descarrega as tensões, a adrenalina acumulada e libera a endorfina que acalma”, finaliza. Bons hábitos A analista de marketing, Thalita Santos, de 27 anos, conta que desde a adolescência a atividade física já fazia parte de sua rotina. “Principalmente caminhadas e corridas ao ar livre. Na fase adulta comecei a frequentar academia, mas durante a pandemia precisei interromper os treinos. Quando o período mais crítico passou, voltei aos poucos”. “Retornei à musculação, mas senti que ainda precisava experimentar novas modalidades para reencontrar o prazer em me exercitar. Nesse processo, pratiquei boxe, muay thai, funcional e também dança, até encontrar outras atividades que me motivassem novamente. O exercício físico está presente no meu cotidiano com um propósito muito claro: cuidar da minha saúde e, principalmente, manter a qualidade de vida”, afirma Thalita. Ela comenta que a prática regular de exercícios trouxe muito mais disposição e consciência corporal. “Hoje sei melhor quais são meus limites, o que meu corpo aguenta e me sinto muito mais ativa no dia a dia. Além disso, a atividade física ampliou minha vida social, me permitindo conviver com pessoas de diferentes idades, rotinas e realidades. Acredito que investir na saúde agora é a melhor forma de garantir bem-estar lá na frente”. Já para o estrategista de marketing digital, Pedro Ribeiro, de 28 anos, a atividade física passou a ser mais presente há alguns anos. “Quando percebi a necessidade de cuidar melhor da minha saúde e do meu bem-estar. No início, não era tão regular, mas com o tempo fui entendendo a importância da constância e dos hábitos corretos”. Pedro faz musculação, para ganhar massa, e aeróbico. “Esses exercícios impactam muito na saúde mental. Consigo ficar mais focado e também me auxilia na questão do sono. E como boa parte do meu trabalho é feito de forma on-line, ir à academia me ajuda a socializar com outras pessoas. Virou uma rotina que busco priorizar”, finaliza.

71% dos brasileiros planejam assistir à Copa

O principal evento esportivo do planeta já tem data definida e desperta grande expectativa entre os fãs. Segundo o relatório global “Predictions 2026”, elaborado pela Ipsos, 71% dos brasileiros afirmam que planejam acompanhar a competição em 2026, acima da média global de 59%. Os dados mostram que o entusiasmo é alto, especialmente entre os homens da Geração Z, nascidos entre 1996 e 2012, com 71% demonstrando intenção de assistir aos jogos. Por outro lado, o interesse cai significativamente entre as mulheres da Geração Baby Boomer, nascidas entre 1945 e 1965, grupo que registra o menor engajamento, com apenas 39% planejando acompanhar a Copa. No Brasil, o padrão se mantém, mas com nuances próprias. Os homens da Geração Z também aparecem como os mais animados para o torneio, com 84% de intenção de audiência, seguidos pelas mulheres da geração Millennial (nascidas entre 1981 e 1996), que registram 76%. Entre os brasileiros da geração Baby Boomer, o menor interesse é observado nos homens, com 54%, enquanto 67% das mulheres da mesma faixa etária planejam acompanhar a competição, invertendo a tendência global. Para o antropólogo do esporte Rafael Muniz, a maior intenção de acompanhamento entre os jovens da Geração Z está relacionada à cultura digital e à exposição intensa do futebol nas redes sociais. “Os jovens consomem o torneio não apenas pela televisão, mas por meio de plataformas on-line, transmissões ao vivo, memes e interações nas redes. A Copa virou um fenômeno cultural que ultrapassa o campo e se integra ao cotidiano desses grupos”. “O futebol é mais do que um esporte no país, representa identidade, emoção e união. A Copa do Mundo, em especial, carrega uma dimensão histórica e cultural que mobiliza milhões de pessoas, mesmo aqueles que não acompanham os campeonatos locais regularmente. A competição funciona como um ritual coletivo que reforça laços sociais, familiares e comunitários”, explica a socióloga Mariana Tavares. O fascínio do brasileiro pelo torneio está ligado à combinação de tradição, mídia e espetáculo. “O país tem uma história rica no futebol, com conquistas que marcaram gerações, jogadores que se tornaram ícones nacionais e clubes que alimentam paixões locais. A Copa do Mundo sintetiza tudo isso: emoção, rivalidade, festa e visibilidade global, é um evento que conecta as pessoas ao mesmo tempo em que coloca o Brasil no centro do mundo”, ressalta. Outro ponto destacado por Muniz é o poder de mobilização e identidade nacional que a Copa exerce. O evento é capaz de unir regiões, classes sociais e diferentes perfis de torcedores. “Mesmo em anos em que a Seleção não chega à final, a festa em torno do torneio é intensa. Isso mostra que, para os brasileiros, o espetáculo vai muito além do resultado final; envolve celebração, emoção e pertencimento”. Com a Copa de 2026 se aproximando, os dados do relatório da Ipsos indicam que o torneio seguirá sendo um dos principais acontecimentos do país, capaz de mobilizar milhões de brasileiros, estimular a economia e consolidar o futebol como elemento central da cultura nacional. “Mais do que números, o que a pesquisa evidencia é que a Copa do Mundo representa uma paixão coletiva, um ritual anual que conecta gerações, reforça identidade e celebra a brasilidade em sua forma mais vibrante”, destaca. “Cada geração encontra na Copa uma forma de se conectar com o país, com os amigos, com a família e com o mundo. E é exatamente essa mistura de tradição, espetáculo e sentimento que torna a competição um fenômeno, e, ao mesmo tempo, profundamente brasileiro”, conclui Mariana.

Exercícios fáceis ajudam na recuperação da disposição

Com a chegada de 2026, muita gente tenta retomar a rotina e recuperar a disposição depois dos excessos das festas de fim de ano. No entanto, a falta de tempo e a dificuldade de voltar ao ritmo costumam ser obstáculos para quem deseja se exercitar com regularidade. Para ajudar nesse recomeço, o professor de Educação Física, Henrique Santos, destaca que é possível manter o corpo ativo com exercícios simples, feitos em casa e sem a necessidade de equipamentos. De acordo com Santos, movimentos básicos podem trazer bons resultados quando executados corretamente. “O mais importante, especialmente para quem está retomando a atividade física, é priorizar a qualidade do movimento. Não adianta fazer rápido ou em grande quantidade se a postura não estiver adequada”. Entre os exercícios indicados está o agachamento com peso corporal, considerado um dos mais completos para o fortalecimento de pernas e glúteos. Santos explica que manter os pés alinhados à largura dos ombros, as costas retas e o abdômen contraído é essencial para evitar sobrecarga. “A execução adequada previne lesões no joelho e na lombar. Realizar o agachamento de forma controlada garante benefícios sem riscos de desconforto”, orienta. Outro movimento bastante acessível é a flexão de braços, que trabalha a parte superior do corpo, especialmente peito e ombros. Segundo o especialista, o erro mais comum é perder o alinhamento do tronco durante a execução. “Muitas vezes, as pessoas deixam o quadril cair ou subir demais, o que pode gerar sobrecarga na coluna. Manter o corpo alinhado do início ao fim do movimento é essencial”. A prancha também aparece como uma opção eficiente para fortalecer o core, região central do corpo. “Ela é excelente para estabilização, mas, se o quadril começar a cair, o exercício deixa de ser seguro. Esse é o momento de interromper, corrigir a postura e só então continuar”, alerta Santos. Para trabalhar os glúteos e a região lombar, a elevação de quadril é outra alternativa indicada. O profissional reforça que o controle do movimento faz toda a diferença. “Levantar os quadris sem forçar a lombar permite ativar corretamente os glúteos e reduz o risco de lesões na parte inferior da coluna”, afirma. Além dos exercícios de força, o alongamento de corpo inteiro é fundamental, especialmente após períodos de inatividade. Santos recomenda movimentos suaves e sem pressa. “O alongamento deve respeitar os limites do corpo. Forçar além do necessário pode causar distensões musculares. O ideal é um movimento controlado, que ajude a relaxar os músculos e melhorar a flexibilidade”. Por fim, o profissional reforça que, mesmo em casa, a prática de exercícios exige cuidados básicos para evitar lesões. Aquecer antes de iniciar, manter a postura correta, respeitar os próprios limites e interromper a atividade ao sentir dor são medidas essenciais. “Quando falamos de exercício físico, a forma correta é sempre mais importante do que a quantidade. A paciência e a constância são os maiores aliados para alcançar resultados de forma segura e duradoura”, conclui.

Times mineiros do futebol feminino são destaque

A temporada 2025 do futebol feminino chegou ao fim, e os times mineiros obtiveram bons resultados. O Cruzeiro disputou quatro campeonatos: Supercopa, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Campeonato Mineiro. As cabulosas foram vice-campeãs no Brasileiro, sendo o primeiro time mineiro a chegar a uma final e ainda conquistou a vaga inédita para a Copa Libertadores de 2026. Na SuperCopa, o time chegou à semifinal, e no mineiro, o Cruzeiro foi tetracampeão estadual contra o América, sendo o terceiro título consecutivo. As Spartanas, por sua vez, disputaram a Série A1 do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Mineiro. O clube fez sua melhor campanha no Brasileiro Feminino, chegando em 9º lugar. O América chegou até às oitavas de final da Copa do Brasil, e foi vice- -campeão do Campeonato Mineiro. Já o Atlético disputou a Série A2 do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro. Rebaixado em 2024, o time terminou a primeira fase em 3º lugar e chegou até a semifinal, garantindo vaga na Série A1. Na Copa do Brasil, o time chegou às oitavas de final. No Mineiro, as Vingadoras chegaram na 3ª posição na primeira fase e foram eliminadas na semifinal. Spartanas e Vingadoras A jornalista esportiva Aline Teixeira destaca que o América fez uma boa campanha. “De uma forma geral, o time é umas das equipes que apresentam um bom trabalho, porque já tem uma organização e um propósito com o futebol feminino desde muito tempo, e isso fortalece a atividade que é realizada dentro do clube. E esse ano conseguiu fazer uma temporada regular”. “Para 2026, espero que o América saia desse quase e se classifique para a fase mata-mata do Brasileirão. O time merece, principalmente se seguir nessa linha das contratações pontuais, nesse trabalho organizado que é feito dentro do clube. Faltam poucas atribuições para as Spartanas serem cada ano que passa mais competitivas”, acrescenta. Já o Atlético, Aline pontua que apresentou uma evolução relevante. “Conseguiu voltar para a elite do futebol brasileiro por conta de um compromisso assumido pelo Paulo Bracks, diretor de futebol, que prometeu organizar uma equipe mais competitiva. E isso foi comprovado, tanto na montagem quanto na construção do elenco. E o mais importante é que para 2026 esse projeto seja mantido”. A grande dificuldade para as Vingadoras é disputar com equipes que fazem investimento muito mais contundente, afirma a jornalista. “São clubes que já estão fazendo um bom trabalho dentro do futebol feminino, e chegar com essa responsabilidade, com essa missão de enfrentar times mais organizados e ainda ter que se firmar e se manter, é sim um desafio, porém, não é impossível”. Cabulosas O Coordenador de Esportes da Rádio Inconfidência, José Augusto Toscano, ressalta que o vice-campeonato brasileiro do Cruzeiro é um marco na modalidade. “E um passo importante, tomara que definitivo, na consolidação do futebol feminino no clube. Dependendo do desempenho do time na Libertadores, em 2026, pode ter o surgimento de uma nova força na modalidade no continente”. Para Toscano, o time tem potencial para ser protagonista contínuo no futebol feminino. “Mas, os apoios financeiro e logístico precisam ser mantidos e melhorados. Sobre o desempenho, no Mineiro foi dentro das expectativas, já que a equipe Celeste vem há algumas temporadas se sobressaindo, contudo, no Brasileiro, a expectativa foi superada. O vice-campeonato e ainda por cima, encarando o ‘poderoso’ Corinthians, de igual para igual, foi além do esperado”. “Acredito que em médio e longo prazo, o Estado pode se tornar uma das referências na modalidade. Para o ano que vem, podemos esperar o surgimento de novas forças e o fortalecimento do Cruzeiro e do América, que têm projetos mais consolidados”, finaliza.

Muay thai é treino completo para corpo e mente

O muay thai, tradicional arte marcial tailandesa conhecida como a “arte das oito armas”, tem ganhado força no Brasil não apenas como modalidade esportiva, mas como ferramenta de saúde e bem-estar. De acordo com profissionais da área, trata-se de uma atividade democrática, acessível a diferentes idades e níveis de condicionamento físico, e que vai muito além do imaginário de luta ou competição. Segundo o mestre de muay thai Rafael Nogueira, o esporte oferece um conjunto raro de estímulos físicos. “Trabalha resistência, força, coordenação motora, mobilidade e agilidade ao mesmo tempo. Em uma única aula, a pessoa faz exercícios aeróbicos, anaeróbicos e ainda aprende técnica. É um treino extremamente completo e eficiente”. Por envolver socos, chutes, joelhadas e cotoveladas, a modalidade utiliza grandes grupos musculares e estimula o corpo inteiro, o que resulta em gasto calórico elevado e melhora da composição corporal ao longo do tempo. Para iniciantes, entretanto, o receio de que a prática seja agressiva ainda é comum. Ele reforça que o treino básico é seguro e adaptado para diferentes perfis. “Quem começa não precisa lutar ou trocar golpes com outra pessoa. Os treinos iniciais focam em técnica, postura, condicionamento e movimentos básicos. A intensidade cresce conforme o aluno se sente confortável”. Em relação à saúde, Nogueira afirma que a prática regular contribui para melhorar o condicionamento cardiovascular, fortalecer ossos e músculos, reduzir níveis de estresse e auxiliar no emagrecimento. “Vejo alunos que chegam tímidos, com dores na lombar por falta de fortalecimento, ou com autoestima baixa. Depois de algumas semanas, começam a se mover melhor, a perceber evolução técnica e a ficar mais confiantes. O esporte melhora também a capacidade pulmonar e pode ser adaptado para quem busca apenas condicionamento”. Alguns cuidados Quase todo mundo pode praticar a atividade, porém, com uma orientação adequada. O educador físico Ricardo Menezes ressalta a importância de uma avaliação inicial. “É necessário que a pessoa informe ao professor eventuais limitações, como problemas articulares ou condições cardíacas. Com isso, as aulas podem ser ajustadas. O acompanhamento médico é recomendado para quem está iniciando qualquer prática física mais intensa”. Menezes lembra que a modalidade é indicada inclusive para idosos, desde que com acompanhamento personalizado. “Adaptando a altura dos chutes, o ritmo da aula e a carga dos exercícios, é possível a realização do treino. Já para crianças, as aulas ajudam no gasto de energia, na disciplina, no respeito aos colegas e no desenvolvimento motor”. Para quem deseja começar, o educador físico indica buscar academias com instrutores certificados e ambientes estruturados. “O ideal é fazer uma aula experimental, observar se o professor corrige postura, se explica detalhadamente os movimentos e se há preocupação real com a segurança dos alunos. A evolução no muay thai é individual e cada um tem seu ritmo”, conclui.

Esportes femininos estão na melhor fase e atraem marcas

O avanço dos esportes femininos, consolidado em 2025 com recordes de audiência, engajamento e receitas bilionárias, prepara o terreno para um 2026 marcado por expansão e forte movimentação do mercado publicitário. O segmento deixa de ser apenas uma pauta de representatividade para assumir o posto de plataforma estratégica de investimento para marcas que buscam alcançar consumidores engajados, alta capacidade de influência e retorno financeiro acima da média. Dados da Women’s Sport Trust mostram a dimensão dessa virada: 80% das marcas globais planejam investir em esportes femininos até 2027, enquanto 86% afirmam que o retorno sobre investimento (ROI) já supera as expectativas. O consumidor dessa modalidade também demonstra características que atraem o mercado, segundo o Women in Sports Review, fãs do esporte feminino são 4,7% mais receptivos às marcas patrocinadoras e têm 2,1% mais probabilidade de compra. Cada dólar investido gera, em média, US$ 7,29 em valor de cliente. Na visão do CEO da US Media, Bruno Almeida, essa evolução marca uma mudança estrutural no setor. “Os esportes femininos abriram uma nova fronteira premium de mídia e branding, sustentada por dados sólidos, crescimento de audiência e retorno comprovado. É hoje um dos terrenos mais seguros para marcas que buscam relevância cultural e resultado mensurável”. Receita global O relatório da Deloitte projeta que os esportes femininos cheguem a US$ 2,35 bilhões em receita global até dezembro de 2025, quase o dobro do registrado dois anos antes. O basquete responde pela maior fatia, movimentando cerca de US$ 1,03 bilhão, enquanto o futebol soma US$ 820 milhões. No Brasil, o futebol feminino puxa a fila do mercado. A segunda partida da final do Campeonato Brasileiro Feminino, entre Corinthians e Cruzeiro, levou 41.130 torcedores à Neo Química Arena e registrou a maior renda da modalidade, com R$ 1,23 milhão. A modalidade tem mostrado um público fiel e ativo no Brasil. Segundo a pesquisa “Consumo do Futebol Feminino”, 96% acompanham a modalidade semanalmente, 70% usam redes sociais diariamente para se informar, 82% preferem marcas patrocinadoras do futebol feminino, 67% já compraram produtos oficiais e 80,8% pretendem comprar ingressos para a Copa 2027, sediada no Brasil. Para Almeida, o engajamento do torcedor brasileiro reforça o potencial do setor. “Não é apenas um público que cresce. É um consumidor altamente comprometido, que reconhece e apoia marcas investidoras”. Ele conclui dizendo que os esportes femininos deixaram de ser tendência para se tornarem um eixo estratégico de investimento. “Quem entender desde já a progressão do setor vai liderar a conversa com o consumidor. O esporte feminino une propósito e eficiência e é uma oportunidade rara de escala e construção de marca”.

Parceria em Contagem oferece atividades esportivas

Com intuito de ampliar as oportunidades de lazer e prática esportiva gratuita voltadas a crianças e adolescentes no contraturno escolar, fortalecendo o desenvolvimento humano e social por meio do esporte, o projeto “Geração Esporte” chega a Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O programa vai oferecer aulas gratuitas de skate e iniciação esportiva, abrangendo modalidades como basquete, futsal, handebol e vôlei, com foco em atender crianças e jovens de 7 a 17 anos. As atividades do projeto estão distribuídas por diferentes regiões de Contagem. As pré-inscrições já estão abertas. Realizado pela Associação Movimenta Brasil, com patrocínio da Ama Ambev, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais, e apoio da Prefeitura, o projeto garante acesso totalmente gratuito às atividades. Além das aulas, todos os materiais esportivos e de segurança necessários, bem como uniformes completos para os alunos que participarem com frequência, serão oferecidos gratuitamente. O secretário de Esportes e Lazer, Alex Chiodi, destaca a importância da ampliação das políticas públicas voltadas ao esporte e o papel do projeto na consolidação de uma cidade mais ativa. “O esporte é saúde, é vida e é também uma poderosa ferramenta de transformação. Nossa proposta é continuar avançando, apoiando, promovendo e valorizando cada vez mais essa prática em todas as suas modalidades, e iniciativas como essa que levam oportunidades e qualidade de vida para todas as regiões da cidade”. O diretor Institucional da Associação Movimenta Brasil, Marcelo Sena Jaques, explica que as atividades começaram no início de outubro e o projeto possui duração total de 12 meses. “Serão atendidos 225 alunos e os participantes devem ser, preferencialmente, estudantes matriculados em escolas públicas do município de Contagem. O cronograma prevê a realização de dois torneios internos, ao longo da execução do programa, envolvendo todas as modalidades”. Para Jaques, o esporte no contraturno escolar contribui diretamente para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes. “Além dos benefícios físicos, estimula a disciplina, convivência social, trabalho em equipe, capacidade de resolução de problemas e hábitos saudáveis. A prática esportiva orientada também ajuda a fortalecer vínculos comunitários, melhora indicadores escolares e reduz a exposição dos jovens a situações de vulnerabilidade social”. “E a receptividade tem sido bastante positiva. As famílias estão engajadas, os jovens demonstram grande interesse pelas modalidades oferecidas e as comunidades, onde o projeto acontece, têm reconhecido a importância da iniciativa. A presença de profissionais qualificados e a oferta gratuita das atividades fortalecem o vínculo com a população, que vê no projeto uma oportunidade de desenvolvimento social e esportivo”, acrescenta. Ele ainda ressalta que o principal desafio enfrentado na implementação do programa está na organização. “E no fortalecimento de quatro turmas específicas – duas localizadas na Praça Tancredo Neves e duas na Praça da Glória – que demandam maior acompanhamento para garantir o engajamento”. O início Segundo o diretor, o projeto “Geração Esporte” nasceu em 2015, no município de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. “A iniciativa surgiu diante da carência da educação física escolar em ofertar atividades de iniciação esportiva de forma contínua. O objetivo inicial era complementar o contraturno escolar com modalidades como futsal, handebol, vôlei e basquete, ampliando o acesso dos jovens à prática esportiva orientada e de qualidade”. Programação: Quadra do Tropical – Petrolândia (segunda e quarta-feira)Aulas de skate: 7h45 às 9h, 9h às 10h15 e 14h às 15h15Aulas de iniciação esportiva (basquete, futsal, handebol e vôlei): 10h15 às 11h30 Praça Tancredo Neves – Regional Sede (terça e quinta-feira)Aulas de iniciação esportiva (basquete, futsal, handebol e vôlei): 8h30 às 9h45 e 9h45 às 11h Praça da Glória – Eldorado (terça e quinta-feira)Aulas de skate: 16h30 às 17h45 e 17h45 às 19hAulas de iniciação esportiva (basquete, futsal, handebol e vôlei): 14h às 15h15 e 15h15 às 16h30

Natação combina esforço muscular com baixo impacto

A natação é uma das práticas esportivas mais completas presente em academias, clubes e projetos comunitários, porém, ainda pouco valorizada. Empurrar o corpo através da água mobiliza diversos sistemas simultaneamente, e essa combinação de esforço eficiente com baixo impacto torna a atividade singular em seus benefícios. Para a fisiologista Carla Menezes, a natação se destaca por proporcionar um trabalho muscular profundo sem gerar impacto nas articulações. “É uma das poucas modalidades que envolvem praticamente todos os grandes grupos musculares, ao mesmo tempo em que protege tendões e articulações”. Esse equilíbrio entre esforço e suavidade faz da natação um exercício viável tanto para adultos em ritmo intenso de trabalho quanto para pessoas com limitações físicas, esclarece Carla. “Indivíduos que sofrem com dores crônicas, como lombalgia e artrose, encontram na água um ambiente mais seguro para se movimentar, fortalecendo músculos de apoio e ganhando mobilidade ao longo do tratamento”. No caso das crianças, a natação é vista como aliada do desenvolvimento motor e cognitivo. Carla afirma que a modalidade contribui para a coordenação, o equilíbrio e a percepção espacial. “Quando a criança se movimenta na água, ela precisa ajustar continuamente o corpo para flutuar, respirar e avançar. Isso ativa áreas cerebrais relacionadas ao planejamento motor e à atenção”. Além disso, a prática em grupo auxilia no convívio social e na criação de rotinas saudáveis desde cedo. “O ambiente da piscina é lúdico, acolhedor e oferece uma sensação de conquista muito forte. Cada braçada que a criança aprende representa um avanço visível, e isso reforça a autoestima”, ressalta. Entre adultos, especialmente aqueles que conciliam trabalho, família e estudos, a natação tem sido procurada como válvula de escape para o estresse. O educador físico Rafael Goulart diz que a sensação de imersão e o ritmo contínuo dos movimentos ajudam a desacelerar a mente. “A água induz um estado de foco suave. A pessoa presta atenção no movimento do corpo, na respiração e no contato com o meio líquido, o que reduz a ruminação mental e favorece um tipo de meditação ativa”. Já para os idosos, a natação vem se consolidando como ferramenta preventiva e terapêutica. Goulart explica que a atividade auxilia na preservação da massa muscular e na melhora do equilíbrio, dois fatores essenciais para a autonomia na terceira idade. “A água oferece resistência natural, permitindo treinos eficazes mesmo com baixa intensidade e isso ajuda a manter força e flexibilidade, reduzindo o risco de quedas”. Ainda há um ganho adicional pouco comentado: o efeito emocional da prática em grupo. “Muitos idosos enfrentam solidão e reclusão social. A piscina, porém, vira um ponto de encontro. Conversam, riem, constroem vínculos. Esse componente social tem impacto direto na saúde mental”, relata Goulart. Em paralelo aos benefícios individuais, treinadores apontam que a natação é uma atividade democrática, acessível a diferentes perfis e necessidades. “Temos alunos que treinam para provas competitivas, outros que buscam emagrecimento, alguns que precisam de reabilitação física e muitos que só querem relaxar. Todos encontram um ritmo próprio na água”. Ele lembra que, ao contrário de esportes de impacto ou que dependem do clima, a natação pode ser praticada durante todo o ano, o que facilita a criação de uma rotina contínua. À medida que mais pessoas descobrem seus benefícios, cresce também a compreensão de que a natação não é apenas um esporte, mas uma experiência completa: trabalha o corpo, acalma a mente e conecta indivíduos. Para Carla, “nadar é, ao mesmo tempo, exercício e cuidado, esforço e leveza. Uma forma de reencontrar o próprio ritmo dentro e fora da água”.

Dor de treino ou lesão? Saiba identificar os sinais

Na busca por uma vida mais saudável, milhões de brasileiros incorporaram a prática de atividades físicas à rotina. Seja na academia, nas corridas de rua, nas aulas de dança, nas trilhas ou nos esportes coletivos, o exercício regular é reconhecido como um dos pilares da boa saúde física e mental. No entanto, junto com os benefícios, surge uma dúvida recorrente entre praticantes, desde iniciantes até atletas experientes: como diferenciar a dor natural do esforço da dor que indica uma lesão? O médico do esporte e especialista em lesões esportivas, Abaeté Neto, explica que compreender essa diferença é essencial para garantir longevidade na prática esportiva e evitar danos graves. “A Dor Muscular Tardia (DMT) é uma resposta fisiológica ao exercício, um processo natural de fortalecimento. Já a dor de lesão é uma manifestação inflamatória de dano tecidual. Saber reconhecer uma e outra faz toda a diferença entre evoluir com segurança ou interromper o treino por semanas”. De forma geral, a DMT aparece entre 24 e 72 horas após o esforço físico, é difusa e costuma melhorar com o movimento. Ela ocorre devido a microlesões nas fibras musculares, que é um processo esperado, que estimula a regeneração e o ganho de força. Já a dor de lesão é imediata, localizada e tende a piorar com a continuidade da atividade. Segundo Neto, um dos grandes equívocos cometidos por praticantes de exercícios é acreditar na máxima do “sem dor, sem ganho”. “Essa cultura pode ser extremamente prejudicial. A dor é um aviso. Quando há uma fisgada, pontada ou sensação de que algo ‘puxou’, especialmente se vier acompanhada de inchaço, calor ou limitação de movimento, é sinal de que o corpo ultrapassou o limite seguro”. As lesões esportivas estão frequentemente associadas a erros de treinamento. Entre os principais fatores de risco, o médico cita o aumento inadequado de carga ou volume, a falta de tempo de recuperação, o sedentarismo prévio e o desequilíbrio muscular. Além disso, aspectos como sono insuficiente, má alimentação e falta de aquecimento antes da prática também elevam o risco de lesões. “A dor é um alerta que deve ser interpretado dentro do contexto. Se o indivíduo aumenta a intensidade dos treinos sem respeitar o período de adaptação, o corpo responde com dor excessiva e inflamação. É nesse ponto que surgem distensões, tendinites e outros problemas que poderiam ser evitados com um planejamento adequado”, esclarece o especialista. “Prevenir é sempre melhor do que tratar. A dor de esforço é parte do processo de crescimento, mas a dor de lesão é um sinal de que algo deu errado. O autoconhecimento corporal é uma ferramenta poderosa, e o acompanhamento profissional é indispensável para que o exercício continue sendo um aliado da saúde e não uma fonte de problemas”, acrescenta. Ele conclui dizendo que a alta performance sustentável depende do equilíbrio entre estímulo e recuperação. “O cuidado preventivo é um componente essencial do treino, que garante não apenas a longevidade esportiva, mas também a qualidade de vida”.

MTB e Trekking Estrada Real será realizado em Diamantina

A cidade de Diamantina, na região Central de Minas, vai receber a primeira edição do MTB e Trekking Estrada Real, que irá juntar a modalidade de ciclismo (mountain bike) com a caminhada (trekking). O evento será na Estrada Real, km 15, após o trevo de Extração (Curralinho) sentido Milho Verde, na Pousada Paraíso Real, no dia 16 de novembro. A edição vai contar com um MTB principal, com distância de 23,4 km, subida e descida total de 562 metros. Já o MTB reduzido será de 16 km de distância, com subida e descida total de 310 metros. O trekking será de 7,35 km de distância e subida e descida total de 225 metros. A inscrição custa R$ 98, que pode ser feita pelo Sympla, e que dará direito ao café da manhã; equipe de apoio; água, isotônico e frutas; medalha de participação; almoço e show ao vivo. O organizador do evento, Bruno Ribas, explica que o MTB e Trekking Estrada Real é voltado para amadores. “A atividade não é uma competição, por isso, não terá premiação. O número de participantes será de no máximo 60 pessoas, entre caminhantes e o pessoal do MTB. E será gratuito para quem quiser só assistir”. Segundo Ribas, a ideia de realizar o MTB e Trekking Estrada Real surgiu de alguns eventos organizados na Pousada. “E como a região possui uma beleza rara, com várias cachoeiras, podendo avistar até o Pico do Itambé, o passeio é muito agradável. Isso torna o papel da Estrada Real, no contexto turístico e histórico, mais interessante”. “Como essa é a primeira edição, já pensamos em fazer um próximo evento ou na cidade de Diamantina ou no vilarejo de Milho Verde, no ano que vem. Já que o ciclismo teve uma alta muito significativa durante a pandemia”, destaca. Perfil De acordo com uma pesquisa da Ticket Sports, que analisa o perfil do MTB no Brasil, quase metade dos respondentes (44,8%) pedala há mais de 10 anos. Já a entrada de novos praticantes segue tímida, apenas 5% começaram a pedalar no último ano. As barreiras de entrada incluem: custo elevado, dificuldade técnica, acesso a trilhas e a ausência de comunicação mais inclusiva, principalmente com o público jovem e feminino. O perfil do ciclista de MTB segue predominantemente masculino (86,3%), com uma queda na participação feminina em comparação com 2021, quando elas representavam 18,4%. Hoje, são apenas 13,7%. O Sudeste ainda concentra a maior parte dos praticantes (57,7%), mas perdeu 11% de representatividade. Quando perguntados sobre a principal motivação para competir, 50,5% apontaram o “desafio pessoal”. “Explorar novos lugares” (14,7%) e o “estilo de vida” (12,9%) vêm logo atrás. Os gastos mensais com manutenção variam: 47% desembolsam entre R$ 100 e R$ 300 por mês, enquanto 6,3% gastam mais de R$ 500. Inclusão A intérprete de Libras e professora, Sueli Glória, de 41 anos, vai participar do evento. “Meu marido e eu, tivemos o interesse em participar por ser uma cidade próxima do Serro, local onde moramos. Nós escolhemos a modalidade mountain bike, pois é um esporte que gostamos, e também porque conseguimos incluir a nossa filha. Ela pedala junto com a gente, em um veículo que chamamos de carretinha, uma bicicleta acoplada à nossa”. “Praticamos essa modalidade há algum tempo e com frequência, inclusive, na nossa cidade, temos uma associação esportiva que foi criada a partir de um pedal que nós fizemos no ano passado e foi um sucesso. Esse esporte é muito importante para minha família”, acrescenta. Ela finaliza dizendo que nunca participou de um evento como esse em Diamantina. “A gente já praticou essa modalidade em várias cidades, como São João Evangelista e Sete Lagoas, mas é a primeira vez que vamos fazer um pedal em Diamantina, estamos com grandes expectativas”. PROGRAMAÇÃO 7h15 – Café da manhã8h – Largada do MTB e do Trekking11h – Show ao vivo12h – Almoço