Privatização da Copasa
As autoridades públicas, inclusive o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), deveriam apurar sobre a possível veracidade de uma denúncia feita pelos parlamentares de oposição, insinuando já haver compromisso do governo mineiro com grupos poderosos, conforme citação divulgada em vídeo, como uma espécie de “acerto” para vender as ações da Copasa para o banco BTG Pactual. Esses deputados, notadamente de concepção ideológica da esquerda, podem estar exagerando, mas é importante saber se a denúncia existe ou foi apenas uma bravata. O assunto da venda da Copasa vem transformando o Parlamento mineiro em um verdadeiro campo de batalha. A pauta do Executivo estadual é no sentido de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), retirando a necessidade de referendo popular para a desestatização da Companhia. O objetivo é usar os valores para atenuar a dívida bilionária de Minas com a União. A exigência para ouvir a população antes de transferir ações da Copasa foi uma matéria implementada na Constituição do Estado de Minas Gerais, pelo então governador Itamar Franco, preocupado com os grupos econômicos tentando abocanhar a Companhia. Agora, a desculpa é amortizar 20% da dívida do Estado com o ente federal. Há três semanas, o projeto caminhava para a aprovação da aludida PEC. No entanto, a partir de informações veiculadas pelas redes sociais, uma média de 60% das pessoas são contra a medida. Vale dizer que os parlamentares já estão de olho na eleição do próximo ano, e um desgaste público agora seria desastroso. A tendência é pelo encaminhamento positivo do pleito oficial, porém, os tambores dos opositores ao tema rufarão com mais força nessas próximas semanas, na tentativa de desencorajar deputados sem a devida convicção quanto a oportunidade de apostar em um projeto tão polêmico como tal. O debate é pertinente, pois é parte de peças proeminentes da democracia, contudo, é bom rememorar: se existe a probabilidade de um conluio de membros do governo mineiro com o setor financeiro a ser beneficiado por esse projeto, carece haver uma junção de forças para elucidar esses fatos. Se tudo não passar de bazófia, que os denunciantes (falastrões) sejam levados às consequências, com punições cabíveis dentro e fora do âmbito do Plenário da Assembleia Legislativa.
Brasil e Estados Unidos
Está faltando mais patriotismo nas discussões dos políticos e membros de ideologias mais acentuadas, quando se trata do resultado da última incursão, através do celular, entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o titular do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tópico deixou segmentos públicos brasileiros em plena erupção, com análises que foram feitas na sequência ao acontecimento. Passado o período de entusiasmo pela troca de mensagens, chegou a hora de saber o que se concebe de positivo. Sinceramente, não se trata de ampliar espaço para críticas e descompasso no assunto relacionado ao objetivo do movimento. Ninguém deveria torcer contra os resultados dessa empreitada a ser comandada pelos ministros e secretários de ambas as partes, visando minimizar os efeitos do tarifaço, que tanto trouxe desassossego aos segmentos produtivos do nosso país, especialmente ao agronegócio. Antes de provocar algazarras políticas na Esplanada dos Ministérios, representantes da direita e da esquerda carecem prestar atenção que, nos últimos dois meses, muitas empresas de médio porte estão com dificuldades, sem falar na situação de desemprego, diante da incerteza nas exportações dos seus produtos. É sempre bom ressaltar sobre a importância de buscar convergência para sedimentar a fissura por conta dessa incursão estrangeira em nossa nação, estabelecendo um clima ruim para ambos os lados. Estados Unidos e Brasil tem 200 anos de convivência harmônica, realidade capaz de causar inveja em grandes líderes mundiais. Para manter o respeito entre as duas nações, existe a necessidade de implementar uma diplomacia ainda mais forte e democrática. No Brasil, os parceiros internacionais precisam entender de uma vez por todas: por aqui, as portas estão abertas para o entendimento comercial, porém, a soberania é a base inegociável. Somos um país de milhões de habitantes, com estrutura e esteio capaz de nos guiar para as próximas gerações, diante de concebidas riquezas e um povo ordeiro e trabalhador. Não se submeter a caprichos de governantes estrangeiros é um dos nossos princípios. É bom que os norte-americanos saibam e respeitem a realidade.
PSD, MDB e PSB, bolas da vez
Decididamente, foi uma semana de efervescência na política mineira, diante do aumento dos comentários dando como certa a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, sob a égide do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Esse tema vem ocupando as manchetes dos jornais, ainda sem uma definição, mesmo que todos os indícios indiquem as chances de o tema ser levado a efeito. A possível filiação de Simões ao PSD é uma cartada dele visando conquistar mais chance nos bastidores, com vistas ao seu projeto de ser candidato ao Governo de Minas, em 2026. O atual partido de Simões, o Novo, é nanico em Minas e no Brasil. Ao avaliar esses fatos, o político em tela está costurando alianças com o objetivo de atingir o mínimo de capilaridade e garantir mais espaço no rádio e na TV, além de abocanhar o polpudo Fundo Eleitoral. Paralelamente ao debate da troca de siglas, vem a informação de Brasília, também sem confirmação. Se o vice for para o PSD, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, está em maus lençóis. Pode haver a indicação para a sua saída da Casa Partidária. Certamente, também ocorrerá a debandada de algumas dezenas de prefeitos e vereadores. No âmbito da Assembleia Legislativa, já se propala uma baixa de muitos dos atuais deputados. Relativamente aos deputados federais, não se prevê uma dança das cadeiras para não prejudicar a bancada deles na Câmara Federal. Essa jogada de aproximação Mateus Simões/Gilberto Kassab está levando o Palácio do Planalto a cuidar de temas dos bastidores da disputa eleitoral em Minas, no próximo ano. Uma das cartas na mesa, para garantir espaço ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), consiste na filiação dele ao PSB, o mesmo do vice-presidente Geraldo Alckmin. Há também as conversações envolvendo essa decisão de mudança para o MDB, embora algumas pessoas relatem que o atual presidente do MDB estadual, o deputado federal Newton Cardoso Júnior, não abre mão de continuar na presidência. Tudo não passa de especulação e pode acontecer uma reviravolta, como a ida do senador Pacheco para o Supremo Tribunal Federal, embora, politicamente, isso possa representar uma falta de prestígio do Palácio do Planalto. Isso porque o grupo do presidente Lula (PT) ficará sem um palanque mensurável em uma eventual empreitada ao Governo de Minas, pois não passa dos 10% a 12% na avaliação popular. Enquanto se espera pelo calendário eleitoral de 2026, o jogo nos bastidores continua sendo jogado de forma profissional. Que vença o melhor.
Desafio para o prefeito de BH
Sem oposição ferrenha, como acontecia no passado, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), tem evitado se envolver em antecipados projetos políticos, com vistas às eleições de 2026, para poder ter condições de transitar livremente em Palácios de Minas, especialmente em Brasília, onde tem sido tratado com toda deferência pelo Palácio do Planalto. Políticos experientes observam que o chefe do Executivo da capital quase sempre está conseguindo verbas para tocar projetos estruturantes e de cunho social para a cidade. Recentemente, Damião declarou a sua pretensão de se dedicar cada vez mais a contatos com o governo federal visando o incremento de recursos financeiros, até porque, em sua avaliação, os valores vindos da capital federal fazem toda a diferença para atender às demandas dos belo-horizontinos. Também é sabido do diálogo existente entre Damião e o governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, comenta-se que essa aproximação é fruto de um viés de boa convivência, porém, não se conhecem programas e projetos organizacionais do governo mineiro a serem executados em parceria com a municipalidade, a não ser nos itens concernentes ao atendimento à saúde e à segurança. O desafio posto à mesa é saber até quando Álvaro Damião vai conseguir tocar esse estilo de vida pública, apenas por conta e méritos procedentes de seus atos e decisões administrativas, sem se envolver em debates políticos partidários e de grupos. Tanto os zemistas quanto os membros do Palácio do Planalto já estão de olho na popularidade dele para ajudar a turbinar projetos eleitorais de 2026. Em tempos de polarização política no país, os prognósticos de agora podem ser alterados quando chegar a peleja do próximo ano. O chefe do Executivo da capital mineira, se ostentar um governo bem avaliado, pode influenciar parte dos cerca de dois milhões de eleitores de BH. Dependendo da notoriedade, também seria capaz de entusiasmar seus colegas prefeitos da Região Metropolitana. Eles, unidos, significa dizer um colégio eleitoral de cinco milhões de eleitores, perpassando por mais de 30 municípios. Muito provavelmente, para seguir o roteiro de agora, Damião precisa se manter na trilha de homem público democrático, ouvindo as diferentes correntes de pensamentos para abrandar as inúmeras demandas encaminhadas pelos vereadores. É importante a capital mineira realizar obras estruturantes que são esperadas e almejadas pela população há décadas.
Exportações mineiras
Os impactos do tarifaço dos Estados Unidos contra os produtos brasileiros estão sendo um pesadelo para empresários e firmas exportadoras. Conforme dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a queda no envio de produtos ao país norte-americano foi de 50,44%, naturalmente, ocasionando preponderantes prejuízos para a cadeia produtiva mineira. Segundo levantamento recente do Centro Internacional de Negócios da Fiemg, em agosto de 2025 na comparação com julho, o faturamento passou de US$ 431,67 milhões para US$ 213,94 milhões. As consequências dessa realidade são nítidas, com déficit na balança comercial de US$ 21 milhões. As autoridades e envolvidos no tema rememoram que essa é a primeira vez que isso ocorre desde 2018. Essa informação negativa para o setor produtivo mineiro tem gosto amargo. De acordo com projeções da Fiemg, os impactos tendem a se aprofundar nos próximos meses à medida em que a nova tarifa alcance toda a pauta de exportação. É que o mercado internacional ainda está se aclimatando com as novas taxas. Os números de hoje não refletem a plena dificuldade, por conta de uma antecipação de embarques de mercadoras antes do dia 6 de agosto, quando era possível utilizar as taxas de apenas 10%. A Fiemg pontua que já se sente uma forte queda em setores tradicionais na pauta de exportações no Estado. As vendas de café tiveram redução de 17,05% no período, enquanto os embarques de ferro gusa recuaram 73,62%, volume ainda maior do que a queda das exportações mineiras em geral. Roga-se pelo espírito conciliador dos mineiros, para junto às autoridades de Brasília e também das lideranças empresariais, encontrar uma solução definitiva para o entrevero. Sem debate ideológico, porque não é salutar deixar que temas políticos possam influenciar negativamente no segmento produtivo mineiro, tão reconhecido nacional e internacionalmente na produção de grãos. O momento é de baixar as armas, pendurar o radicalismo e implementar discussões proativas para o bem de todos. É hora de uma comunhão de esforços para consumar uma atuação de bom senso, mesmo que do ponto de vista da ideologia seja uma trégua temporária. Mas vale a pena saber que isso pode salvar empregos, rendas e a continuidade de uma economia forte e duradoura.
Oportunismo político
Tem aroma de oportunismo algumas atitudes tomadas por homens públicos mineiros e brasileiros, durante a discussão relacionada ao pleito eleitoral de 2026, a começar pela falta de coerência nos atos políticos do governador Romeu Zema (Novo). Arriscando em se postar como político de referência nacional e quebrando a tradição, o chefe do Executivo de Minas Gerais tomou a iniciativa de realizar o ato de lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República em São Paulo. Os historiadores e estudiosos lembram da preferência de tradicionais lideranças políticas mineiras ao iniciarem os seus vitoriosos projetos na caminhada nacional. O saudoso Juscelino Kubitschek começava por Diamantina, Tancredo Neves da exuberante sacada do Palácio da Liberdade, e Itamar Franco tinha preferência por Juiz de Fora. Não bastasse a opção pelo pré-lançamento de campanha em território alheio, o governador Zema protagonizou mais um deslize. Ao desistir de prestigiar atos em favor da direita no dia 7 de setembro, na Praça da Liberdade, sua excelência deixou os parlamentares Domingos Sávio e Nikolas Ferreira, ambos do PL, sem a sua presença no palanque. No mesmo horário, a opção do araxaense foi viajar para São Paulo com o objetivo de participar de evento junto ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), onde entrou mudo e saiu calado. A situação comprova que Zema não tem espaço nesse projeto de recrudescimento da extrema-direita, visando reconquistar o espaço político no cenário nacional. Ainda relativamente ao pleito presidencial do próximo ano, o nome do parlamentar e ex-governador Aécio Neves (PSDB) está sendo sondado para se tornar candidato rumo ao Planalto. Mas, quem milita nos espaços públicos e privados de Belo Horizonte e demais cidades de Minas Gerais, reconhece a completa ausência do neto de Tancredo Neves para debater temas e ouvir reivindicações de interesse coletivo. Para ganhar mais visibilidade nacional, está se atrelando ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). O baiano é bem avaliado, mas também não é uma figura de importância popular no cenário brasileiro. Se o tucano Aécio Neves almeja incrementar as suas intenções de se viabilizar como pré-candidato, vai precisar mudar de rota. O coerente seria contar com o apoio de grupos políticos de Minas para se projetar na empreitada de tal envergadura, com tentáculos para além de nossas fronteiras. Do jeito que está, tudo pode não passar de uma bazófia.
Parlamentares e o saneamento
O diplomata Carlos Alves de Souza Filho costumava falar que o Brasil não é um país sério. Ele estava errado, pois nesta Terra descoberta por Pedro Álvares Cabral, o que sempre existiu são alguns dirigentes com má intenção, procurando usurpar o poder em detrimento dos interesses coletivos. São mais de 520 anos de história e o Brasil continua na penumbra do subdesenvolvimento, não havendo, com raras exceções, um grupo de homens públicos benfeitores, capaz de romper a inércia e alçar o nome do nosso país ao lado de nações mais avançadas, seja no desenvolvimento humano, economia, ciência e tecnologia. É desalentador observar os números difundidos pelas entidades oficiais, apontando a existência de 90 milhões de brasileiros que ainda sofrem com as consequências da falta de coleta de esgoto em suas residências. A vida dos moradores dessa aludidas regiões tende a ser de sacrifícios, pois a ausência desse item básico compromete a saúde pública e pode causar doenças. Especialistas reafirmam que seriam necessários grandes investimentos para minimizar esse drama, mas o poder público nunca levou o tema com seriedade. Atualmente, o governo federal ensaia uma aproximação com o setor privado, inclusive com abertura para a participação de capital financeiro internacional. Talvez não seja o caminho ideal, mas é melhor do que ficar sem uma solução para a demanda. Seria oportuno debater esse e outros tópicos de instância comum, evitando que senadores e deputados federais se revelem tão somente preocupados em implementar projetos oriundos do legislativo para promover uma verdadeira “blindagem” entre eles. Segundo avaliação dos bastidores, isso tem a ver com a necessidade de encobrir transferências de valores dos cofres públicos federais rumo aos municípios, associações e outras entidades, através de emendas parlamentares. Esse modus operandi dos congressistas serve para ajudar na perpetuação em seus respectivos postos, usurpando a chance de melhorar a vida dos seus semelhantes nos diversos rincões brasileiros, inclusive nas comunidades rurais, onde não há qualquer infraestrutura digna. Como as obras de saneamento em geral são subterrâneas, não oferecem muito potencial de votos para os parlamentares. Na visão deles, as intervenções debaixo do chão têm pouco resultado prático e, assim, tudo vai sendo deixado para depois.
Minas X Brasília
Ao longo de décadas, era comum ouvir nos meandros públicos a respeito da importância de uma convivência harmônica entre o Governo do Estado e o Poder Central. Essa realidade termina sempre em uma atuação mais consequente nos investimentos do governo federal e Minas Gerais, avaliado por todos os títulos como um Estado síntese do país. Mas, os resultados positivos dessa simbiose de boa política de vizinhança entre os dois entes já não acontecem na realidade de hoje, com prejuízo para ambos os lados. Em verdade, o que está em evidência em Minas e no Brasil é um indesejado viés ideológico entre direita e esquerda, provocando desentendimentos constantes. Isso termina por distanciar a concretização de concepções estruturantes, advindas da ausência de parcerias entre Brasília e Minas Gerais. Basta ver que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já veio diversas vezes ao Estado para anunciar planos e investimentos, mas, por questões meramente políticas, nunca conta com a presença do governador Romeu Zema (Novo) no seu palanque. Como não poderia deixar de ser, Lula e Zema têm as suas ambições peculiares. Se não é possível harmonia no tangente à política, roga-se pela civilidade do convívio institucional para que Minas não seja prejudicada como está ocorrendo. Até porque, as verbas vindas de Brasília fariam muito bem ao povo mineiro. No momento, é impossível nutrir expectativas positivas sobre essa realidade. O diálogo deve sempre prevalecer e quem sabe ainda não podemos pensar na chance de uma atuação nas raízes da diplomacia. Mesmo porque, as intenções relacionadas à peleja de 2026 e a vaidade dos homens sempre passam, mas o Estado e as pessoas continuam testemunhando uma comunidade ordeira, digna e trabalhadora. Não é imperativo assistir a essa disputa, em detrimento das necessidades e anseios de nossa gente. No regime democrático, é inconcebível esse tipo de comportamento. Por parte do governador do Estado, pede-se parcimônia, porque apenas fustigar o presidente da República não garante permear resultados positivos para incrementar mais ajuda para levar avante os projetos estruturantes de Minas. É hora de baixar as armas e caminhar para um debate mais franco, ao invés desse projeto político/eleitoral exacerbado.
Zema sem internautas
Ao longo de cinco anos e meio de gestão, o chefe do Executivo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), adotou medidas de austeridade e recebeu o reconhecimento da população mineira, com reverberação perante todo o país. Também inaugurou um período em que a corrupção era uma expressão marginal, sem ressonância nos meandros da Cidade Administrativa. Esse legado de cidadão honrado ficou no “colo” do governador, até porque, como homem milionário, dificilmente careceria das migalhas de negociações escusas da área pública. Com o passar do tempo, Zema tomou gosto pelo cargo e logo começou a ser cortejado por companheiros da política nacional. Com certeza, devido ao fato de administrar um estado com a segunda maior economia do país e também o segundo colégio eleitoral. À época, o chefe do Executivo se intitulava como homem público sem efetivo interesse pela política partidária. Muito provavelmente, o erro do ilustre governador foi abandonar, assim que começou a atuar no Palácio Tiradentes, o modelo de comunicação tradicional através da imprensa, passando a utilizar as redes sociais. Nesta toada, gastou grande parte de seu tempo no ambiente digital, publicando vídeos engraçados e instigando seus adversários. Ao se lançar como pré-candidato à Presidência da República, o governador sentiu a sua incomensurável falta de liderança perante outros políticos brasileiros, inclusive em relação ao bolsonarismo. Parentes do ex-presidente até ironizaram a posição do mineiro, considerando que ele é um aproveitador da situação vivida por Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo prisão domiciliar e com futuro incerto. Se a sua incursão nacional na política não galgou o sucesso esperado, também foi abandonado no mundo digital pelos seus supostos seguidores. De acordo com as redes sociais, foi sofrível a adesão dos internautas ao ato acontecido na cidade paulistana. Certamente, o pré-candidato vai precisar fazer um rearranjo para turbinar o seu projeto eleitoral. Já existem jornalistas da crônica política de Brasília e de Minas, expressando que a candidatura de Zema pode ser natimorta, ou seja, pode morrer nas entranhas das membranas. Isso será analisado no segundo semestre, mas, o planejado grande evento não passou de uma reunião de pequeno porte, com a presença de empresários bem-sucedidos e poucas lideranças do povão. É importante evitar encontros públicos como o que aconteceu recentemente, pois o ato foi considerado um fiasco.
Itatiaia nas eleições
Supostamente com o objetivo de demarcar terreno, a Rádio Itatiaia, diante de sua incontestável liderança como um veículo de comunicação de prestígio nacional, tomou a iniciativa de contratar pesquisas de opinião dos eleitores. As sondagens dizem respeito ao pleito à Presidência da República e ao governo estadual, cujo resultado serviu para “sacudir” os meandros políticos mineiros. A opção da emissora foi pela contratação do Instituto Ver, sob a batuta do professor da PUC Minas e cientista político Malco Camargos. A credibilidade do mestre o levou a ser parceiro do veículo de comunicação de maior expressão em nosso Estado. É como se a junção dessas duas partes colocasse oficialmente em andamento a pauta referente ao pleito de 2026. Inclusive, serviu de informação para alguns nomes interessados em conquistar o Palácio Tiradentes no próximo ano. O trabalho de Malco Camargos espelha a expertise dos pesquisadores mineiros, com relevância no plano nacional. Vale rememorar o quanto foi influente o professor Marcus Coimbra, do Instituto Vox Populi, e agora, nesta fase atual, podemos citar o propalado cientista político Filipe Nunes, da Quaest. Sobre a pesquisa divulgada pela Itatiaia, não causou qualquer tipo de surpresa a avaliação dos entrevistados, quando destacaram os nomes do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Por razões perceptíveis, quem deve ter se sentido um “peixe fora d’água” foi o vice-governador Mateus Simões (Novo), mencionado por apenas 1% dos eleitores. Logo que os dados foram difundidos, amigos de Simões comentaram que ainda não há clima de eleição, pois a disputa acontecerá somente no final de 2026. Pessoas próximas arrematam que o vice, supostamente, assumiria o comando do Governo de Minas na virada deste ano, assim, poderia reverter o cenário eleitoral de agora. Desde janeiro, o nome de Simões vem sendo exposto ao público, inclusive com impulsionamento do próprio governador Romeu Zema (Novo). A aludida pesquisa de intenção de voto sacudiu os meandros da política, para o regozijo de poucos e desespero de vários dos engajados nesta matéria. No âmago da sondagem, também houve a avaliação para saber em quem o eleitor votaria para o Senado. E, como era esperado, surge a preferência pela prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).