Internet e o desemprego
As grandes e médias empresas propalam com muita ênfase a dificuldade em conseguir empregados, cuja oferta de vagas está sempre acima da procura pelos postos. Essa realidade está prejudicando a produtividade nos mais diversos ramos de atividade, principalmente na construção civil, tido como um carro-chefe no desenvolvimento da economia brasileira. No mundo inteiro, os avanços da tecnologia fizeram com que acontecessem mudanças fenomenais, inclusive no item relacionado à geração de emprego. No Brasil, as projeções sinalizam para uma estatística anual de 150 mil vagas. Muitos que poderiam ser encaixados em atividades diversas ostentam a faixa etária entre 20 e 40 anos, preferem não aceitar as ofertas do mercado formal e utilizar aplicativos, criando um ambiente próprio de tarefas, sem compromisso com os tradicionais horários de trabalho e sem carteira assinada. Os números recentes da Fundação Getúlio Vargas pontuam que 62,3% das empresas brasileiras estão encontrando dificuldade de contratar e reter os interessados no contrato laboral formal. Essas informações corroboram com uma notícia divulgada aqui mesmo no Edição do Brasil, cujo conteúdo dizia que para cada dez milhões de empregos gerados pelas plataformas conectadas à internet, haveria uma média de 12 milhões de desempregados. Para o economista Ricardo Paixão, a realidade de agora indica muitos caminhos a serem seguidos pelo setor produtivo/empresarial, como a necessidade de melhorias salariais para atrair mais pessoas. Essa possibilidade poderia recair no bolso do consumidor. Esse dilema está sendo narrado para enumerar o grau de dificuldade nas áreas do comércio e prestação de serviços. Certamente, vale mencionar que no propalado agronegócio, os desafios para preencher vagas ocorrem na mesma dinâmica das demandas do setor urbano. Aliás, os grandes produtores apostam cada vez mais na modernidade e na tecnologia para atender às suas colheitas, porém, as máquinas nem sempre funcionam sozinhas e a mão do homem se faz necessária.
Inadimplência em BH
Do alto de sua experiência como presidente da CDL/BH e do Sebrae Minas, o empresário Marcelo de Souza e Silva aconselha os consumidores que continuam gastando de maneira desordenada. Ele enumera sobre a importância de um planejamento financeiro para as coisas não saírem do controle. A sua recomendação tem a ver com a informação apontando que o índice de inadimplência em dezembro passado cresceu 5,86% na comparação com o mesmo período de 2024. Esse planejamento de gastos seria importante para fazer conexão com as projeções da economia, sinalizando positivamente para a possibilidade de um leve barateamento do crédito, crescimento moderado, diminuição da taxa Selic e um aquecimento do mercado de trabalho. Os dados disponibilizados pela entidade apontam um montante de duas dívidas por CPF e um valor médio de R$ 5.565,29, sendo que os belo-horizontinos entre 34 e 40 anos são a maioria dos inadimplentes (46,52%). Esse comportamento pode ser explicado por fatores econômicos e demográficos, visto que essa faixa etária representa o período de maior atividade econômica e acúmulo de responsabilidade financeira, como aquisição de bens de maior valor (casas, veículos) e o sustento da família, o que amplia tanto o acesso ao crédito quanto o endividamento. Já as faixas mais jovens e as mais idosas apresentam níveis reduzidos de comprometimento, favorecendo uma situação de maior dificuldade de conseguir crédito e também do endividamento. Embora na comparação com Minas Gerais (8,56%) e com o país (10,17%) a inadimplência na capital mineira seja menor, a CDL/BH rememora que algumas atitudes no dia a dia podem fazer a diferença para os consumidores. Por exemplo, controlar receitas e despesas, organizar os gastos por categoria e priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos. Para Marcelo de Souza e Silva, a alta da inadimplência de dezembro está ligada aos gastos com festas, compra de presentes e despesas das comemorações de fim de ano. Em síntese, o cenário é propício para hábitos financeiros mais saudáveis. A aquisição de brindes e despesas com comemorações são essenciais na vida das famílias, mas os itens poderiam ser adquiridos de maneira a não comprometer o orçamento dos autores das demandas. Um pouco de prudência é sempre recomendado nessas horas.
Zema, ontem e hoje
Os mais conectados com a realidade política mineira vão se lembrar das atitudes do governador Romeu Zema (Novo), ao bradar que seria um dirigente diferente. Em seu primeiro mandato, propôs enquadrar os deputados estaduais, pois em sua avaliação à época, os parlamentares estavam viciados em favores do Executivo e os ditos privilégios seriam cortados de imediato. Esse mesmo discurso aconteceu em reunião no Tribunal de Contas do Estado, quando Zema prometeu fazer chegar até aquela Corte a sua orientação de uma administração sem “mordomias”. A sua assessoria ainda não conseguiu apagar o incêndio causado por uma informação veiculada pela imprensa do Brasil inteiro. Para manter uma pré-campanha à Presidência da República, o político estadual teria utilizado os aviões oficiais de maneira exagerada, contabilizando uma média de 198 horas de voo no ano passado, a um custo de R$ 1,5 milhão, dinheiro do contribuinte. Essa informação está no Portal da Transparência. Quando assumiu o Palácio Tiradentes, dispensou a moradia no Palácio das Mangabeiras. Informações de bastidores apontam que o esquema de segurança institucional, montado para proteger o chefe do Executivo em sua residência particular, teria ficado além da cifra necessária para a manutenção do status quo. Os mineiros ainda se recordam da promessa de não receber salários de governador. Depois de um ano e meio de administração, voltou atrás e começou a ser beneficiado com os valores. Há cerca de um ano, houve a majoração dos vencimentos de Zema, cujo projeto recebeu o aval da Assembleia Legislativa. A síntese dessas anotações tem a ver com a mudança de rumo no projeto político do governador. Ele nunca comprovou ter votos próprios suficientes para conquistar seus mandatos, uma vez que o sucesso nas urnas está conectado à sua ligação com o bolsonarismo. Agora, aposta na pré-candidatura a presidente. Utilizando o prestígio do atual cargo, tem realizado viagens e feito contatos em todo o país. Como a sua pré-candidatura ainda é apenas uma “esperança”, Zema teria tomado a decisão de se afastar do governo no final do prazo permitido pela lei, ao contrário do anunciado no ano passado. Inicialmente, a ideia era abrir espaço para o projeto de seu vice-governador, Mateus Simões (PSD). Sai de cena o homem simples, do Triângulo Mineiro, para um retrato de um cidadão vaidoso e que almeja se postar como um líder nacional.
Dívidas das empresas
O cenário econômico brasileiro vem melhorando, mas os números ainda estão longe de atender plenamente aos anseios das pequenas e médias empresas, cujo segmento possui 8,7 milhões de firmas negativadas de Norte a Sul do país, somando mais de R$ 200 bilhões em dívidas atrasadas. As opiniões para explicar esse enorme “buraco” nas contas das empresas surgem de diferentes origens. Na avaliação da economista Natalie Verndl, o endividamento das micro e pequenas empresas deriva de um conjunto de fatores estruturantes, sendo o primeiro deles o alto custo do crédito. Ela aponta também a volatilidade da demanda, pois alguns pequenos negócios têm uma oscilação de vendas e sazonalidades que refletem no fluxo de caixa. Ainda baseado na opinião da economista, persiste a incerteza ocasionada pelo longo período de inflação, motivando o encarecimento dos insumos para as firmas, o que proporciona a diminuição da margem de lucro. Outro ponto que chama a atenção é à complexidade tributária, além da baixa educação financeira dos gestores dos estabelecimentos. Reduzir essa onda de endividamento seria preponderante na retomada do crescimento do Brasil, posto que as micro, pequenas e médias empresas representam 70% dos empregos formais no país. Se faltam condições para cumprir os compromissos financeiros, a situação está levando muitas empresas a dificuldades extremas. O atual vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sempre vem a público mencionar as ações para permitir a modernidade e a competitividade no setor. Porém, as falas não repercutem a realidade, afinal, nosso Parque Industrial funciona muito aquém de sua capacidade. O Poder Central deveria estabelecer uma política específica para evitar um colapso sem precedentes desse importante braço da economia. Por sua pujança e capilaridade financeira, os industriais têm muito mais capacidade de se desenvencilhar de suas demandas, ao contrário dos comerciantes que se enroscam em situações que podem minar a sua vitalidade rumo ao crescimento econômico e social. O importante é buscar diferentes atores para se engajarem nessa empreitada com a finalidade de resolver a questão, evitando o encaminhamento dos fatos rumo a uma situação sem volta
Zema X Simões
O governador Romeu Zema (Novo) tem ensaiado a possibilidade de transferir a sua administração para Mateus Simões (PSD), com a finalidade de facilitar o encaminhamento do projeto eleitoral de seu vice, declaradamente pré-candidato ao Governo de Minas. As informações nesse sentido circulam nos meios políticos desde o ano passado. Se o assunto procede, seria oportuno levá-lo a efeito com brevidade, porque parece haver uma gestão dupla, onde determinados temas são tratados com orientações antagônicas. A decisão sobre a transferência estaria sendo postergada em função da necessidade de um ajuste do projeto de Zema. Ele pretende transferir o mando administrativo, desde que um lugar na agenda política nacional esteja reservado para o governador dos mineiros. Essa discussão provoca incertezas e atrapalha os investimentos em setores estratégicos de Minas, especialmente na infraestrutura, saúde e educação. São projetos que estão saindo da gaveta neste ano de eleição, mas enfim, terá a assinatura de qual dos dois mandatários? Atrelar os acontecimentos da política estadual ao interesse de Romeu Zema em se tornar um nome palatável para disputar à Presidência da República, transcende aos preceitos básicos de quem no momento sequer sabe o que irá acontecer em outubro deste ano, quiçá atender às duas demandas ao mesmo tempo: uma possível vitória de Simões ao Governo de Minas e também a sua atuação rumo ao Palácio do Planalto. De acordo com as últimas pesquisas, Zema não tem sido uma opção preferida e aparece sempre na rabeira entre nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Ratinho Júnior (PSD). Embora digam o contrário, os funcionários públicos de Minas estão de olhares enviesados para Zema, especialmente os da segurança pública, incluindo policiais civis e agentes penitenciários. Tendo como referência as constantes falas do deputado estadual Sargento Rodrigues (PL), quando chegar a hora certa a “tropa” vai demonstrar ao governo o seu elevado grau de insatisfação. O parlamentar sempre foi eleito com apoio dos representantes desse setor de nosso Estado. Em consequência dessa realidade, quem almeja ter apoio e voto desses barnabés de farda, carece antes rezar a cartilha deles para não haver decepção eleitoral após o pleito ao Governo de Minas neste ano.
Nikolas no lugar de Flávio Bolsonaro
No limiar de 2026, o caldeirão político mineiro tende a registrar uma efervescência acima da média, por conta de especulações de bastidores envolvendo personalidades públicas capazes de influenciar no resultado da campanha, tanto ao Governo de Minas quanto à sucessão presidencial. Dois nomes são cotados para enfrentar o pleito rumo ao Planalto no próximo ano. Até recentemente, entre os políticos locais, houve a propagação do deputado federal e dirigente nacional do PSDB, Aécio Neves, avaliado como uma das opções para a peleja que se avizinha. Ele já teria assumido o compromisso de se postar como candidato à presidência, tendo no bojo dessa sua decisão a pretensão de melhorar o perfil do partido. A ideia seria incrementar a eleição de mais deputados e senadores nos diferentes estados, para tentar voltar o prestígio dos tucanos da década passada. Por intermédio das redes sociais e da imprensa, informações sugerem o nome do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) como opção, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) não conquiste a popularidade necessária para se manter competitivo no enfrentamento ao candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda relativamente à empreitada na esfera nacional, matemáticos da política estadual preveem um possível fraco desempenho do governador Romeu Zema (Novo). Quanto à sucessão mineira, permanece a incógnita sobre a incursão do presidente Lula, se propondo a convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a aceitar o desafio de colocar o seu nome para apreciação dos eleitores, com o objetivo de tentar conquistar o Palácio Tiradentes. Nesse cenário regional, a novidade é o crescimento do nome do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão. Se a eleição fosse em dezembro, o dirigente teria o apoio de dezenas de colegas prefeitos e de muitas lideranças municipais para disputar um cargo majoritário, perpassando pelo Governo do Estado, mas também apontado como alternativa ao Senado ou compor chapa na qualidade de vice-governador. Segundo a crônica política de Minas, existe um enorme vácuo na corrida rumo à Cidade Administrativa. É de se esperar outras possibilidades, inclusive incrementar nomes como o do presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). Ele possui trânsito livre junto a diferentes grupos, se posicionando bem tanto na esquerda quanto no centro. No entanto, a dificuldade dos interlocutores tem sido convencer o parlamentar a aceitar essa preposição.
Sucessão mineira em foco
A informação indicando a intenção do deputado federal Aécio Neves (PSDB) em não mais se envolver na disputa ao Governo de Minas, preferindo disputar a Presidência da República, deixa o eleitor mineiro atordoado quanto à sucessão do governador Romeu Zema (Novo), no próximo ano. No início de 2025, também houve um elevado grau de especulação apostando firme na propalada candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao posto. Se a oportunidade não fosse dada ao político, o bastão seria passado ao deputado federal mais votado de Minas e do Brasil, Nikolas Ferreira (PL). No decorrer do período, a preferência por ambos foi trilhando caminhos obscuros. Atualmente, as lideranças políticas do Estado sequer os elegem à discussão para implementar a candidatura ao Palácio Tiradentes. Comentários de Brasília apontam que Nikolas precisa continuar no Parlamento para ser um puxador de votos, com o objetivo de aumentar a bancada do PL na Câmara Federal. Quanto ao esvaziamento do nome de Cleitinho, não há explicação pertinente até hoje. Essas questões sem resposta têm proporcionado um vácuo no projeto relativo à sucessão estadual, daqui a menos de um ano. O vice-governador Mateus Simões (PSD) tenta consolidar sua pré-candidatura baseado na popularidade do governador Zema. Mas, na hora de mostrar as realizações do Executivo mineiro, são poucos os projetos para atender à população nas diferentes regiões. A não ser ações pontuais na área da saúde e da segurança. Quando se trata de estruturação de sua jornada, Simões está centrado muito no apoio de deputados, especialmente junto ao curral eleitoral dos apoiadores do governo na Assembleia Legislativa. Esse foi o mesmo estilo implementado por Antonio Anastasia para ser eleito governador, mas não é possível mensurar se o sucesso de outrora pode se repetir na peleja de 2026. Por seu turno, uma indefinição evidente no campo da esquerda está paralisando o debate. Ainda esperam um crescimento de popularidade das candidaturas de Gabriel Azevedo (MDB) e do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT). As duas são avaliadas como “nanicas” até o momento. Para os matemáticos da política, tudo não passa de uma especulação, e logo após a virada do ano, esse cenário de agora será completamente incrementado. Com quais atores? Ninguém sabe.
O Natal e o comércio
Então, é Natal! Felizes são as pessoas que estão com saúde e paz no coração para comemorar o nascimento do menino Jesus. No Brasil, muitos cristãos celebram a data com extravagância, indesejados excessos de bebidas e comidas, quando na realidade, conforme os preceitos devotos, o ato simboliza a esperança e proporciona a mensagem de paz e união. Não é distante o pensamento, segundo o qual representa a confirmação da vida e o amor divino, manifestado através da chegada de Cristo, alentando o coração daqueles que nutrem a fé sobre o capítulo. Os pedidos são sempre pela salvação da humanidade, embora nos últimos tempos passou a servir também para outros objetivos, além da valorização da religiosidade e da reflexão. Se a gula é um pecado mortal, também deveria haver castigo celestial para espertalhões que exploram comercialmente os cidadãos. Atualmente, as grandes lojas e o comércio em geral utilizam um marketing agressivo, disseminando e concebendo o mês de dezembro como uma oportunidade de aumentar as vendas, sem qualquer menção ao espírito real da data festiva. A não ser algumas musiquinhas tocadas nas portas das lojas de rua para atrair mais um freguês. Na memória relativamente à era cristã, existe apenas a referência à fraternidade entre os povos. Esse viés consumista que a cultura ocidental implementou ao longo dos séculos, hoje mais espelha um duelo para saber quem disponibiliza mais ofertas, mais produtos e serviços. Não há qualquer alusão aos Três Reis Magos, um efetivo símbolo do nascimento do menino Jesus, em Belém. Em síntese, Natal proporciona um estado de espírito, onde a confraternização se transformou em uma data focada em compras e o período mais importante do ano para o comércio. A questão da religiosidade ficou apenas na intenção, sem a devida valorização.
PT mineiro fragilizado
O protagonismo das redes sociais teve extensão colossal e impactou projetos de poder. Nas duas últimas eleições majoritárias, proporcionais e municipais, o costume tradicional de convencer o eleitor no contato direto na disseminação de propostas, simplesmente foi minimizado, abrindo espaço para pessoas mais jovens se inserirem no contexto político. Em consequência dessa realidade, um paradigma aponta que estamos vivendo uma nova era nos bastidores das campanhas eleitorais. A era máxima da internet e sua velocidade descomunal chegou para ficar. Assim como empresas e pessoas são aduzidas a galgarem essa nova realidade mundial, os partidos políticos também carecem de captar a mensagem atinente ao novo marco a ser estabelecido. Essa verdadeira tempestade vem alterando princípios e costumes dos meios tradicionais de pedir votos. Faz sentido elencar alguns pormenores importantes, porém, não levados tão a sério. Nesse contexto, cabe registrar a realidade enfrentada por grandes partidos tradicionais. O Partido dos Trabalhadores nasceu para ser contraponto ao então regime militar vigente no país, sagrando-se como uma onda de prioridade na arregimentação de trabalhadores, sindicalistas, jovens e intelectuais. Ao longo de décadas, com a plena democracia e o exorbitante número de novas siglas, o então poderoso começou a definhar. Hoje, vive em constante conflito e discussões internas, com grupos e alas que nutrem diferentes pensamentos ideológicos, escalando o grau de dificuldade de continuar na cena, quando aglutinavam a plena adesão dos eleitores no passado. No momento, onde tudo é mais dinâmico, ágil e veloz, encontram obstáculos de capitanear um nome competitivo para disputar o Governo de Minas, mesmo tendo como carro-chefe o puxador de votos, o enaltecido e relacionado presidente Lula. Contudo, em Minas, as dificuldades do partido não são de agora. Por exemplo, há muito tempo deixou de comandar a Prefeitura de Belo Horizonte, capital com seus dois milhões de eleitores. Está à espera de composição política/partidária para evitar o vexame de implementar uma caminhada individual e desenhar, por antecipação, uma possível derrota no pleito ao Governo de Minas, em 2026.
BH sem turistas estrangeiros
Autoridades do segmento de turismo, empresários e profissionais do ramo estão otimistas com os resultados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Apenas nos nove primeiros meses de 2025, o país recebeu mais de 7 milhões de turistas internacionais, volume 45% superior ao do mesmo intervalo do ano passado, movimentando R$ 32,5 bilhões em despesas como hospedagem, alimentação, transporte, lazer e compras. O maior número de visitantes veio da Argentina, seguido pelos Estados Unidos. Ao analisar os dados, é uma pena que a política de incentivo ao turismo em Belo Horizonte não seja suficiente para conseguir atrair uma parcela significativa desses excursionistas estrangeiros. O ideal seria que eles enxergassem a capital mineira como um dos destinos a fazer parte dos seus roteiros. Enquanto nada de concreto ocorre, BH serve como cidade dormitório. Por mais competentes que sejam os nossos agentes de viagens, são poucas as opções a serem mostradas. A Praça do Papa está interditada e sem previsão para conclusão do projeto de revitalização. A Lagoa da Pampulha, com suas águas esverdeadas, deixou de ser uma opção para esportes náuticos. De resto, tem de positivo o Museu da Praça da Liberdade, Museu da Vale, fechado há mais de um ano; Palácio Dantas, que está em ruínas e aguardando verba do Ministério Público para fazer reformas necessárias. Diante da realidade, resta esperar um planejamento de expansão da infraestrutura, especialmente com o objetivo de atender as demandas internacionais, proporcionando espaço para realização de eventos culturais em bairros como o Santa Tereza, Floresta, Santo Antônio e mais. Não vale o comentário que somos a cidade dos botecos, porque certamente estes espaços também existem em outros países. Também fica a sugestão no sentido de implementar eventos de envergadura e participação popular, como o Carnaval. Para isso acontecer, carece contar com o poder público como indutor, caso contrário, os passageiros vão continuar desembarcando em Confins e procurando tradicionais destinos como Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, Circuito das Águas, montanhas e cachoeiras localizadas nas serras mineiras.