País registra crescimento de 26% na exportação de frutas no 1º trimestre

O Brasil registrou um crescimento expressivo de 26% no volume de exportação de frutas no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O desempenho surpreende e reforça a importância do agronegócio na geração de divisas e empregos para o país. De acordo com o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), o Brasil exportou 301 mil toneladas de frutas entre janeiro e março. O valor arrecadado chegou a US$ 311 milhões, representando um crescimento de 7% em comparação com o primeiro trimestre de 2024 e de 23% em relação ao mesmo período de 2023. Entre os maiores estados exportadores destacaram-se Rio Grande do Norte, Ceará, São Paulo e Pernambuco. Já entre os principais destinos das frutas brasileiras estiveram os Países Baixos, o Reino Unido e a Espanha. As variedades mais exportadas incluíram melão, melancia, limão, lima, manga e banana. No primeiro trimestre de 2025, as exportações de banana alcançaram 15,7 mil toneladas, o que representa um crescimento de 131,2% em comparação ao mesmo período de 2024. A melancia também registrou aumento expressivo, com embarques que somaram 53 mil toneladas, um avanço de 90% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 32,1 milhões, 91% acima do registrado no mesmo período de 2024. Já as exportações de maçã totalizaram 2,57 mil toneladas, representando um aumento de 85,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita gerada no período foi de US$ 2,8 milhões, valor 93,6% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2024. Segundo o engenheiro agrônomo João Figueiredo, o Brasil tem investido na diversificação de seus mercados de exportação. “Além da tradicional União Europeia, há uma crescente presença em países da Ásia, como China, Coreia do Sul e Índia, além de avanços no Oriente Médio. Essa expansão geográfica amplia as oportunidades de vendas e reduz a dependência de mercados específicos”. Ele cita que “projetos como o ‘Frutas do Brasil’, em parceria com a ApexBrasil, têm sido fundamentais para conectar produtores à importadores internacionais por meio de feiras, missões comerciais e campanhas de promoção. Além disso, há um foco contínuo em sustentabilidade e rastreabilidade, garantindo que as frutas brasileiras atendam aos padrões exigentes dos mercados globais”. O setor tem investido na melhoria da logística para reduzir prazos de entrega e assegurar o frescor das frutas, mesmo em exportações de longa distância. “Essas melhorias são valorizadas pelos mercados internacionais e contribuem para a competitividade das exportações brasileiras. Esses fatores combinados resultaram em um bom desempenho nas exportações de frutas brasileiras no início de 2025, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de frutas frescas”, explica. O economista Pedro Ribeiro diz que o crescimento nas exportações de frutas traz impactos positivos diretos e indiretos para a economia brasileira. “Um dos principais é o aumento na geração de empregos nas cadeias produtivas do campo à logística. O setor frutícola é intensivo em mão de obra, especialmente na colheita, seleção e embalagem. Com o aumento das exportações, há uma expansão da atividade nessas etapas, o que ajuda a reduzir o desemprego em regiões produtoras”. Além disso, o aumento da receita com exportações contribui para o saldo positivo da balança comercial e fortalece as reservas cambiais do país. “Cada dólar que entra com a venda de frutas representa um alívio para as contas externas e reforça o papel do agro como motor da economia e com a demanda crescente de mercados exigentes, como Europa e Ásia. Os produtores investem mais em tecnologia, sustentabilidade e rastreabilidade, o que eleva o padrão da produção nacional como um todo”, conclui.
70 milhões de pessoas poderão ir às compras no Dia das Mães

Segundo projeções divulgadas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), para os Dias das Mães, o índice de vendas do setor do comércio deve indicar um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior. A estimativa é que o segmento movimente cerca de R$ 14,2 bilhões. Em 2024, as vendas no varejo, durante a semana da data festiva, ultrapassaram R$ 13 bilhões. Estima-se que mais de 70 milhões de consumidores realizem algum tipo de compra nesse período, com mais de 100 milhões de transações comerciais previstas entre os dias 1º e 12 de maio. O ticket médio também tende a crescer, saindo de R$ 205, em 2024, para uma média entre R$ 220 e R$ 250, em 2025. O comércio eletrônico deve representar 35% do volume total de vendas. As categorias mais buscadas incluem moda e acessórios, perfumaria e cosméticos, eletrônicos de pequeno porte, flores, chocolates e experiências personalizadas, como jantares, viagens curtas e dias de spa. A mestre em finanças e professora de economia da UNA, Vaníria Ferrari, explica que o Dia das Mães é uma data com forte apelo emocional. “As pessoas tendem a comprar qualquer produto, desde flores a vestuário, perfumaria e eletrodomésticos. A simbologia incentiva o aumento das vendas. Outro aspecto interessante é que o consumidor tem se mostrado mais consciente. Com a elevação da inflação e a perda do poder aquisitivo, as pessoas têm planejado suas compras. Dessa forma, espera-se que alguns dias antes da data, as vendas comecem a elevar”. “O crescimento do consumo, nessa data específica, terá um impacto positivo na economia do país. Pelo lado da empresa, poderão criar estratégias para alavancar as vendas e compensar a elevação de custos. Pelo lado do consumidor, há preocupação de um aumento do endividamento, principalmente no cartão de crédito, mas, economicamente falando, maior consumo pode representar uma maior produção em alguns setores, movimentando a economia”, acrescenta. Porém, Vaníria pontua que esse aumento é sazonal e não reflete a realidade econômica do momento. “Com preços cada vez mais altos, a população tem sentido no bolso a perda do poder de compra. Dessa forma, somente em datas específicas ou em necessidades, o consumidor tem realizado compras”. Expectativa do varejo Já uma pesquisa realizada pela Rcell, uma das maiores distribuidoras de tecnologia do Brasil, com o apoio da ASUS, indica que 85,7% dos comerciantes projetam o faturamento acima de R$ 1 milhão para a data. E 79,2% dos lojistas acreditam que o ticket médio será acima de R$ 450. Sobre as tendências de consumo, os produtos domésticos, como máquinas de lavar, liquidificadores e air fryers, lideram a lista, sendo apontados por 50% dos entrevistados. Os presentes práticos, como panelas elétricas, cafeteiras e aspiradores portáteis, representam 25% da demanda. Os de luxo, como perfumes importados, joias e smartphones de última geração, também possuem um público significativo, correspondendo a 20,8% das escolhas. Já os personalizados, como canecas decorativas, álbuns de fotos e kits de cuidados pessoais customizados, aparecem com 4,2% da preferência. O diretor de marketing da Rcell, Alexandre Della Volpe, afirma que o Dia das Mães é uma das datas mais estratégicas para o varejo brasileiro, e a expectativa de crescimento reflete uma combinação de fatores essenciais. “A retomada da confiança do consumidor, o avanço do e-commerce e a maior personalização das ações promocionais, têm impulsionado o otimismo do setor”, finaliza. Minas Gerais De acordo com a pesquisa Expectativa de Vendas Dia das Mães 2025, realizada pelo Núcleo Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG, 46,4% dos empresários do comércio de Minas Gerais esperam vender mais do que no ano passado. O estudo verificou que 6,9% dos comerciantes farão contratações temporárias para reforçar o atendimento aos clientes. Em 2024, 8,1% das empresas fizeram contratações. Cerca de 48% dos comerciantes acreditam que o gasto médio na data comemorativa deverá ficar entre R$ 70 e R$ 200. O estudo apontou ainda que a região do Estado em que o Dia das Mães mais afeta o comércio é a Jequitinhonha/Mucuri (95%), seguida da região Central (90,48%).
Setor moveleiro de Minas tem expectativas otimistas para 2025

É esperado que o setor moveleiro de Minas Gerais tenha crescimento entre 7% e 10% ao longo de 2025. A projeção é do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Minas Gerais (Sindimov-MG) e o otimismo é impulsionado pela recuperação da construção civil, que puxa as vendas de móveis, e a nova fase do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. Investimentos em inovação e sustentabilidade podem ser estratégias para manter a competitividade e se as tendências se mantiverem, o setor poderá atingir novos patamares de desenvolvimento, consolidando ainda mais sua posição como um dos pilares da economia estadual. O programa “Minha Casa, Minha Vida” agora conta com uma nova faixa de atendimento, destinada a famílias de classe média, com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Uma das principais razões para o otimismo no setor moveleiro de Minas Gerais é o aumento da demanda por móveis de alto valor agregado. O fortalecimento do mercado imobiliário e a recuperação da confiança do consumidor são fatores que contribuem para esse cenário. “A perspectiva de crescimento entre 7% e 10% se dá pela alta procura por móveis de qualidade, especialmente em segmentos como móveis planejados e personalizados. Além disso, a retomada das obras residenciais e comerciais tem gerado uma demanda expressiva, principalmente para os itens de decoração e utilitários de alto padrão”, explica o economista Luiz Gomes. “Além das novas construções, o crescimento da construção civil também pode englobar a expansão do mercado de reformas e melhorias em imóveis existentes. Muitas dessas reformas incluem a renovação de móveis, o que cria uma nova demanda para o setor moveleiro”, completa. Gomes ressalta que quando a construção civil expande a construção de shoppings, hotéis, escritórios e outros tipos de estabelecimentos comerciais, isso gera uma demanda significativa por móveis corporativos e para ambientes de uso público, como móveis de escritório, móveis para lobbies e móveis de decoração. Um dos principais motores para o otimismo no setor moveleiro é o avanço da inovação tecnológica. Investir em novos processos de produção, design arrojado e soluções mais eficientes tem sido uma estratégia adotada por diversas empresas, que buscam não apenas aumentar a competitividade, mas também responder às demandas de um mercado cada vez mais exigente e atento às questões ambientais. Para o especialista em design de móveis, Nathan Lima, a inovação no setor moveleiro é fundamental para manter a relevância das marcas e, ao mesmo tempo, conquistar um público mais jovem, que busca móveis modernos e funcionais. “O mercado de móveis está cada vez mais dinâmico e exigente. A inovação não se limita apenas ao design, mas também à funcionalidade dos produtos e à utilização de materiais mais eficientes, duráveis e, principalmente, sustentáveis”. Ele também destaca que a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos podem não apenas atender às novas demandas dos consumidores, mas também permitir que as empresas se destaquem no cenário global. “Hoje, os consumidores buscam não apenas estética, mas também praticidade e, acima de tudo, um impacto ambiental reduzido. Investir em tecnologias que otimizem a produção e que utilizem materiais recicláveis ou com menor impacto ambiental pode abrir portas para novos mercados, especialmente os internacionais”. As indústrias moveleiras do estado têm se adaptado a essa nova realidade. “Em Minas Gerais, o setor moveleiro sempre foi conhecido pela sua qualidade e inovação, e estamos vendo um movimento crescente em direção à sustentabilidade. As empresas estão investindo em tecnologias que reduzem o desperdício e utilizam materiais reciclados ou de fontes renováveis”, conclui.
Falta de planejamento e compras por impulso alimentam a inadimplência

Segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), fatores como imprevistos relacionados à saúde, falecimentos, manutenção da residência ou do veículo (19%) e a ausência de controle financeiro (17%) foram apontados como causas da inadimplência. Já 15% dos entrevistados relataram redução na renda, enquanto 14% atribuíram o problema ao aumento excessivo dos preços. O consumo por impulso e a falta de planejamento estão entre os principais motivos que levam ao endividamento. Entre aqueles que ficaram com contas em atraso por má gestão do orçamento, 43% admitiram que aproveitaram uma promoção sem verificar se havia espaço nas finanças. Outros 23% disseram ter realizado a compra movidos pelo desejo de adquirir determinado produto ou serviço, acreditando que, se esperassem, levariam muito tempo para consegui-lo. Já 19% revelaram que estavam emocionalmente fragilizados e gastaram como forma de compensação. “Esse padrão de consumo impulsivo e emocional se intensifica com o uso das redes sociais, pois o consumidor passa a ter acesso constante às lojas e à possibilidade de comprar a qualquer momento. Além disso, é constantemente exposto a anúncios personalizados, o que dificulta a resistência”, explica a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges. Quanto à ordem de prioridade no pagamento de contas, os entrevistados apontaram como compromissos essenciais: internet (73%), água e energia elétrica (68%), telefone (65%), TV por assinatura (59%) e plano de saúde (48%). Por outro lado, 77% dos inadimplentes afirmaram que quitar dívidas comprometerá o pagamento dessas despesas básicas. Para Merula, esse dado reflete a desorganização financeira enfrentada por boa parte da população. “Se o pagamento de uma dívida compromete as necessidades básicas, é sinal de que a pessoa provavelmente não conseguirá cumprir o acordo. E isso dificulta ainda mais sair da inadimplência. Às vezes o consumidor fica aflito para resolver a situação, mas pode ser mais vantajoso esperar um pouco, juntar mais recursos e buscar uma negociação melhor, evitando ter novamente o nome negativado”. Inadimplência cresce Dados do Indicador de Inadimplência da CNDL/SPC Brasil indicam que, em março, 69,66 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado, alta de 1,54% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2024, a alta foi de 3,89%. Em média, cada inadimplente devia R$ 4.604,54. Os bancos lideram a lista de credores, respondendo por 66,74% do total. Em seguida, aparecem as contas de água e luz (9,87%), o comércio (9,73%) e outras dívidas (8,02%). Segundo Merula Borges, a inflação é um dos principais responsáveis pela elevação da inadimplência, mesmo em um cenário de desemprego reduzido e aumento da renda. “No caso dos alimentos, por exemplo, o impacto no orçamento das famílias de menor renda é ainda maior, reduzindo a margem disponível para quitar dívidas. Além disso, a taxa de juros elevada dificulta não só o acesso ao crédito, mas também o pagamento de empréstimos antigos, contraídos em períodos com a Selic mais baixa”. De acordo com Merula, a inflação e os juros altos também têm dificultado a efetividade de programas como o Desenrola Brasil, lançado em julho de 2023. Um mês após sua implementação, o país ainda somava 66,8 milhões de inadimplentes. Ela defende que a solução passa por um conjunto de medidas. “É necessário promover um ajuste fiscal para controlar a inflação e reduzir a Selic e investir em educação financeira. Os consumidores precisam estar atentos, ter renda e conseguir administrar melhor seus recursos”. Como reorganizar as finanças A consultora financeira Loren Mendes destaca que sair do endividamento depende de três fundamentos essenciais: organização, controle e disciplina. “O primeiro passo é levantar todas as receitas e gastos, categorizando os custos com moradia, saúde, alimentação, lazer, entre outros. Esse diagnóstico é indispensável para verificar se os rendimentos cobrem as despesas. Caso contrário, será necessário ajustar os valores, cortando excessos, aumentando a renda ou realizando ambas as ações”, orienta. Loren reforça que é fundamental registrar os gastos e manter-se dentro de um limite previamente estabelecido. Para evitar decisões impulsivas, ela recomenda adiar a compra por pelo menos um dia, refletir sobre a real necessidade do item desejado e ponderar se é melhor esperar e adquirir com segurança. “Planejar valores para lazer e imprevistos dentro do orçamento mensal ajuda a manter o equilíbrio”, conclui.
48% das empresas pretendem contratar no segundo trimestre

As empresas brasileiras pretendem elevar o número de colaboradores em 48% no 2º trimestre de 2025, é o que aponta a Pesquisa de Expectativa de Emprego, desenvolvida trimestralmente pelo ManpowerGroup, empresa de soluções de força de trabalho. Se comparado com o trimestre passado, houve um acréscimo de 4 pontos. Atualmente, o Brasil ocupa o 12º lugar do ranking Expectativa Líquida de Emprego, calculada subtraindo-se empregadores que planejam fazer reduções na equipe daqueles que pretendem contratar. Para o período de abril a junho, essa taxa média é de 26% no país, apontando redução de 1% em relação ao trimestre passado. A pesquisa destaca também que as empresas de porte de 250 a 999 colaboradores estão mais propensas a contratar, 37%; seguida pelas instituições que possuem de 1.000 a 4.999 trabalhadores (32%); e acima dos 5 mil funcionários (29%). Entre os segmentos com expectativas mais altas, o de tecnologia da informação lidera com 39%. Em segundo, vem o setor de serviços de comunicação (38%) e em terceiro, saúde e ciências da vida (36%). De acordo com o diretor do ManpowerGroup Brasil, Nilson Pereira, o início do ano costuma ser marcado por incertezas econômicas e 2025 não foi diferente. “No entanto, à medida que o cenário vai se consolidando ao longo do primeiro trimestre, as empresas começam a ter uma visão mais clara sobre o que esperar e, consequentemente, aumentam os investimentos em contratações”. O economista Gelton Pinto Coelho ressalta que o Brasil encontrou um caminho consistente de crescimento econômico e também de ampliação do emprego e da renda. “Assim, empresas têm buscado melhorar seus quadros técnicos visando se preparar para atender às demandas. Esse cenário positivo pode melhorar ainda mais se os programas de financiamento da indústria e do agro surtirem efeito ainda neste ano de 2025”. “A melhoria da renda e a consistência no emprego e a possibilidade de melhoria salarial, faz com que o consumo da população gere rentabilidade adequada. A conquista de novos mercados externos gera possibilidades ainda maiores. Internamente, setores estratégicos integrados à Nova Indústria Brasil têm demanda garantida nas compras governamentais, como foi o caso da produção de insulina e de outros produtos de saúde nas últimas semanas em Minas”, observa o profissional sobre os benefícios dessas projeções na economia. Coelho pontua ainda que à medida que o país se especializa, setores como o de tecnologia da informação ampliam seus investimentos. “A produção, organização e análise de dados é fundamental para qualquer decisão. Neste sentido, as empresas investem cada vez mais na compra de equipamentos e serviços. Na medida em que crescem os serviços digitais, amplia-se a necessidade de garantir segurança ao consumidor nas transações pela internet e também, a Lei Geral de Proteção de Dados passou a responsabilizar quem não cuida corretamente das informações. Certamente, haverá crescimento e ampliação das contratações neste ano e nos próximos”. Expectativas dos estados Conforme o estudo, Minas Gerais aparece em quarto lugar, em relação as expectativas de emprego no Brasil, com 25%. Atrás de São Paulo (50%), Rio de Janeiro (34%) e outras regiões (30%). A cidade de São Paulo (24%) e Paraná (23%) fecham a lista. Sobre o índice de Minas, comparado com o nacional, o economista explica que o Estado está parado em termos de melhorias logísticas. “Não temos projetos claros de expansão das ferrovias, nossas estradas estão cada vez piores e com manutenções inadequadas. Isso, obviamente, interfere decisivamente nas decisões pessoais. Mesmo com renda e setores altamente especializados, o sentimento pessoal, por vezes, reduz o ímpeto de avançar”. Ele finaliza dizendo que, no geral, não há motivos para neste momento não ser otimista. “Para isso, é fundamental ampliar as reformas já iniciadas, como foi o caso da reforma tributária. Assim, as pautas econômicas precisam substituir as discussões atrasadas que o Congresso propõe hoje. Os avanços dependem de melhores leis, de mais justiça tributária e da melhoria da distribuição da renda no país. Quanto mais concentrada, piores serão as nossas possibilidades de competição num mundo cada vez mais conectado”.
Mudança do “Minha Casa, Minha Vida” deve movimentar o mercado imobiliário

A Faixa 4 do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que será lançada em maio, atenderá ao público com renda familiar mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. A expectativa do Ministério das Cidades é de beneficiar 120 mil famílias apenas nessa faixa em 2025. Com essa mudança, a projeção da pasta é que até três milhões de novas unidades habitacionais sejam contratadas até o fim do ano que vem. Nessa nova faixa, o limite de valor do imóvel a ser financiado é de até R$ 500 mil, independentemente de suas características ou se ainda estiver na planta. Esses imóveis podem ser contemplados com uma taxa de juros de 10,5% ao ano, que será subsidiada. O número de parcelas pode chegar a até 420 meses. Cerca de R$ 30 bilhões devem ser reservados para esses contratos. “A gente diminui a taxa de juros e aumenta o número de parcelas para ficar mais suave e as pessoas poderem realizar o sonho da casa própria”, declarou o ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista ao programa Voz do Brasil. O diretor comercial da BRZ Empreendimentos, Anderson Lopes Morais, avalia como positiva a mudança no “Minha Casa, Minha Vida”. “Essas famílias, que antes eram forçadas a recorrer a financiamentos com condições comerciais desfavoráveis, agora terão acesso a juros mais baixos e maior prazo para pagamento. Elas terão cinco anos a mais do que antigamente era financiado para essa faixa de renda dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que é de 360 meses”. “Outro ponto importante é que, dentro do programa, o comprometimento de renda impacta em 30%, enquanto no SBPE era de 25%. Com certeza, essa Faixa 4 é muito atrativa e amplia significativamente as oportunidades para o setor imobiliário brasileiro”, acrescenta. Sobre o modelo proposto pelo governo, Morais acredita que será melhor para o consumidor. “Hoje, percebe-se que no SBPE somente o cliente A está tendo aprovação. Trazendo esse cliente dessa faixa para dentro do programa, o índice de aprovação vai aumentar muito. Além de ter esses diferenciais de prazo de financiamento, bem como o comprometimento de renda, que pode ser maior no ‘Minha Casa, Minha Vida’, há ainda a destinação do funding, que é importante para que essas pessoas possam realizar sua contratação habitacional no decorrer do ano. Acho que poderíamos ter uma diferença maior na taxa de juros. No SBPE, a Faixa 4 tem uma variação em torno de 0,26%, que é significativa, mas poderia ter sido melhor, reduzindo um pouco mais”. “A criação da Faixa 4, aliada ao fortalecimento institucional e à modernização do programa, aponta para um novo ciclo de crescimento no setor popular e de médio padrão. O ‘Minha Casa, Minha Vida’, em 2025, tem tudo para ser uma alavanca econômica relevante, com impactos sociais profundos na redução do déficit habitacional, crescimento inclusivo e desenvolvimento urbano”, afirma Morais. Impactos na economia A criação da nova faixa no “Minha Casa, Minha Vida” tem potencial para dinamizar o mercado imobiliário nas regiões metropolitanas, acredita Morais. “O limite de R$ 500 mil e as condições financeiras mais atrativas viabilizam o acesso da classe média a imóveis em áreas mais valorizadas, onde anteriormente havia dificuldade de compra e as condições de construção também eram difíceis dentro dos limites do programa. Isso é um grande atrativo”. De acordo com o ministro das Cidades, a opção pelo financiamento total de imóveis na planta visa impulsionar a economia. “Com isso, a gente também está de olho em fazer com que mais oportunidades de emprego estejam disponíveis. O ‘Minha Casa, Minha Vida’ também quer ajudar a economia, gerar emprego e renda. E tem dado resultado. No ano passado, mais da metade de tudo que foi lançado no Brasil, em termos do mercado imobiliário no setor da construção civil, foi pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’. Isso fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil crescesse 5,1%, acima do que cresceu o PIB do Brasil (3,4%)”.
10.840 empresas foram abertas em BH no primeiro trimestre
No primeiro trimestre, houve um crescimento de 33,6% na abertura de empresas em Belo Horizonte. Esse desempenho favorável, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, está registrado no Cadastro de Contribuintes de Tributos Mobiliários, desenvolvido pela administração municipal. De janeiro a março deste ano, a capital mineira registrou a abertura de 10.840 novas empresas, comparado a 8.114 no mesmo período de 2024. Excluindo os microempreendedores individuais (MEIs), a cidade agora possui 481.107 empresas em operação. O número expressivo de novas empresas é considerado um reflexo da confiança do empresário local no ambiente econômico de Belo Horizonte, que tem se mostrado resiliente. A capital mineira, além de ser um polo comercial e industrial, também tem se consolidado como um centro de inovação e tecnologia, atraindo novos empreendedores em áreas como o comércio eletrônico, soluções digitais e startups. Além da recuperação econômica pós-pandemia, a modernização das plataformas digitais de registro empresarial desempenharam um papel fundamental no aumento da abertura de empresas na cidade. “O processo de abertura de uma empresa nunca foi tão rápido e fácil em Belo Horizonte. A transformação digital permitiu que empreendedores pudessem registrar seus negócios sem precisar sair de casa, o que é um grande avanço para a cidade, essa mudança foi um facilitador importante para quem deseja empreender, especialmente em um momento de recuperação econômica”, afirma o economista Fabrício Diniz. Outro fator que tem influenciado o aumento na abertura de empresas é a diminuição da taxa de juros, que proporcionou um cenário mais favorável para o crédito. Com a redução da taxa básica de juros, muitos empreendedores conseguiram obter linhas de crédito mais acessíveis para financiar seus negócios, o que ajudou a impulsionar o surgimento de novas empresas. Um dos impactos mais diretos é o aumento na geração de empregos. Cada nova empresa aberta tem o potencial de criar vagas de trabalho, tanto diretas quanto indiretas, movimentando ainda mais a economia da cidade. Para Diniz, o crescimento da atividade empresarial é essencial para a redução do desemprego e para a qualificação da mão de obra local. “A abertura de novas empresas tem um efeito multiplicador positivo na economia. Além da criação de novos postos de trabalho, essas empresas geram demanda por serviços de fornecedores, logística e outros setores, o que contribui para a movimentação de vários segmentos econômicos. Esse crescimento também é um reflexo de um ambiente mais saudável para o empreendedorismo, com mais oportunidades para quem quer investir e inovar”. O aumento do número de empresas também favorece a diversificação econômica de Belo Horizonte. De acordo com o economista, com mais negócios sendo formalizados em diferentes setores, a cidade se torna menos dependente de atividades específicas, o que contribui para a sua maior resiliência a crises externas. “A capital tem se tornado um polo de inovação, com um número crescente de empresas ligadas à tecnologia e soluções digitais, além de negócios no setor de serviços. Isso amplia o leque de possibilidades para a cidade e fortalece sua posição como um centro econômico e inovador”. Apesar do crescimento positivo, o consultor financeiro Guilherme Ferraz alerta para os desafios que a cidade ainda enfrenta em termos de infraestrutura e oferta de mão de obra qualificada. “Embora o número de empresas esteja crescendo, a cidade precisa continuar a melhorar suas condições para receber novos negócios e garantir que eles tenham sucesso a longo prazo”. “O aumento na abertura de empresas é um sinal claro de confiança na cidade, mas precisamos garantir que essa confiança seja sustentada por uma infraestrutura que atenda às necessidades dessas empresas, além de formar profissionais qualificados para o mercado de trabalho, a educação e o treinamento contínuo da força de trabalho serão cruciais para o sucesso desse novo ciclo de crescimento”, afirma Ferraz.
Setor mineral estima investimento de US$ 68 bilhões em cinco anos
O setor mineral prevê um investimento de US$ 68 bilhões para o período de 2025/2029. É um aumento de cerca de US$ 4 bilhões em relação ao período anterior (2024/2028), um crescimento de 6,6%, segundo dados de entidades ligadas ao segmento. O minério de ferro tem a maior participação no volume de recursos (28,7%): US$ 19,59 bilhões (+13,4%). O segundo da lista se refere às projeções dos investimentos socioambientais, que saltaram de US$ 10,67 bilhões para US$ 11,33 bilhões (+6,2%). Em seguida estão os aportes em logística: US$ 10,9 bilhões (+5,2%). Minas Gerais, Pará e Bahia receberão o maior volume de aplicações de recursos: US$ 16,5 bilhões; US$ 13,48 bilhões; e US$ 8,99 bilhões, respectivamente. Os investimentos em múltiplos estados somam mais de US$ 12,7 bilhões. O economista Ricardo Paixão explica que o investimento no setor mineral é impulsionado por diversos fatores. “Podemos citar a demanda global por minérios estratégicos e o potencial geológico brasileiro. Nosso país possui grandes reservas minerais, como ferro, ouro, alumínio e manganês, atraindo capital estrangeiro. Outro fator é estabilidade regulatória, apesar de alguns desafios, o Brasil mantém um marco estável para o segmento, o que aumenta a confiança dos investidores”. “A infraestrutura logística também é outro fator, investimento em ferrovias, portos e energia, melhora a competitividade das exportações de mineral. E a demanda global por minerais estratégicos significa que o avanço da transição energética das tecnologias verdes, como carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares, levou à procura por minerais como lítio, níquel, cobre e terras raras”, afirma. Paixão pontua que o impacto do crescimento do investimento é bastante significativo. “O setor responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 20% das exportações totais do país. Com o aumento, podemos esperar geração de emprego direto e indireto, especialmente em regiões interioranas; e aumento da arrecadação fiscal. Podemos citar também uma dinamização das economias locais, com efeitos multiplicadores em serviços, comércio e infraestrutura”. Ele ressalta ainda que existe uma tendência de alta no setor. “Impulsionada pela demanda internacional persistente de países como China, Estados Unidos e da Europa, que demandam muito minerais para indústria e energia limpa. Também a nova corrida por minerais estratégicos, devido ao estímulo de governos e empresas, a transição energética. E a ampliação da capacidade instalada por mineradoras, expansão da Vale e novas operações de mineração de lítio em Minas Gerais e na Bahia”. Faturamento de 2024 No ano passado, o faturamento do setor mineral foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Entre as substâncias minerais, o minério de ferro apresentou 8,6% de elevação no faturamento. O cobre teve 25,2%, seguido por granito (17,9%) e ouro (13,3%). Já entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior faturamento anual em mineração em 2024: R$ 108,3 bilhões, crescimento de 4,5%. Pará registrou faturamento de R$ 97,6 bilhões, com alta de 14,4%. E São Paulo registrou R$ 10,3 bilhões, com alta de 12,9%. As exportações de cobre aumentaram 20%, com receita de US$ 4,2 bilhões; as de ouro cresceram 13,5%, US$ 3,96 bilhões, mas decaíram 20,4% em toneladas (61,9 toneladas); e as de nióbio cresceram 5,5%, com receita de US$ 2,4 bilhões. A China foi o principal destino das exportações minerais e foram destinadas 69,7% das exportações em toneladas. Segundo o diretor-presidente da entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro. “O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%. Tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, obtivemos também uma expansão em termos de receita”. Conforme o Governo de Minas, de 2019 a 2025, a mineração conseguiu um montante de R$ 113,3 bilhões de investimentos no Estado, gerando mais de 46 mil empregos. Já os minerais críticos foram cerca de R$ 10,4 bilhões e 5,1 mil postos de trabalho criados.
Índice de confiança do consumidor de BH tem nova queda em março
O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead), fechou o mês de março com 39,24 pontos. Em relação a fevereiro, a redução foi de 4,15%. É a menor pontuação desde agosto de 2024. Já no acumulado de 2025, a queda é de 10,02%. De acordo com o economista do Ipead, Diogo Santos, o resultado de março ocorreu devido a fatores macroeconômicos. “Os juros elevados inibem as possibilidades de consumo das famílias de bens de maior valor, e a inflação prejudica o poder de compra”. Segundo a Fundação, a variação negativa do ICC-BH ocorreu devido à queda na percepção da população em cinco dos seis componentes do índice em relação a fevereiro. A pesquisa captou uma piora na percepção da população em relação à situação econômica do país (-14,13%), pretensão de compra (-9,34%), situação financeira da família em relação ao passado (-3,53%), emprego (-2,45%) e à situação financeira da família atual (-1,30%). Santos explica que a piora na percepção da situação econômica do Brasil gera um desconforto à população. “Isso está certamente relacionado às consequências das taxas de juros elevadas e do aumento dos preços. Empréstimos e financiamentos ficam mais caros ou mesmo impeditivos, as empresas arrefecem a contratação de mão de obra, e o equilíbrio das contas familiares fica mais difícil”. “No curto prazo, os consumidores cortam produtos considerados não essenciais ou adiam a compra de um novo bem, como um celular, eletrodoméstico ou a troca de automóvel”, complementa. Por outro lado, somente a percepção quanto à inflação apresentou melhora de 0,84% em março. Segundo o economista, o resultado possivelmente está relacionado ao fato de ter ocorrido uma estabilização dos preços de alimentos ao longo do mês anterior. “Mas, nas últimas semanas, percebemos novas elevações nesses itens. Nos próximos meses, o comportamento do consumidor dependerá da trajetória dos preços, que tende a ser mais controlada por conta da valorização cambial que está ocorrendo agora, e também da trajetória da geração de emprego, que já apresenta sinais de estar arrefecendo, o que é o resultado buscado pela política monetária”, afirma Santos. Redução em outros índices Ainda segundo o Ipead, o Índice de Expectativa Econômica do País (IEE) caiu 5,49% em março. A piora na percepção da população em relação à situação econômica do país e ao emprego foi o fator responsável por essa queda. Já o Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF) também registrou queda de 3,12% em relação a fevereiro de 2025. O resultado foi puxado pelas diminuições da pretensão de compra (-9,34%), situação financeira da família em relação ao passado (-3,53%) e situação financeira da família atual (-1,30%).
Setor de brinquedos cresce no Brasil
Segundo um estudo realizado pelo Sebrae, com base nos dados de registros de CNPJs da Receita Federal do Brasil, o segmento de lojas de brinquedos tem se afirmado cada vez mais no mercado nacional. Em 2024, foram inaugurados 17,5 mil novos pequenos negócios em todo o país voltados à venda desses produtos, o que equivale a aproximadamente 47 novos estabelecimentos por dia. Esse número representa um crescimento de 11% em relação a 2020. Na área de produção dos produtos, o crescimento é ainda mais expressivo. Em 2020, foram registradas 473 novas pequenas indústrias, enquanto em 2024 o número de CNPJs abertos foi de 852, o que representa um aumento de 80% no período. Esse avanço tem sido refletido no faturamento, que cresceu aproximadamente 36% desde 2020, passando de R$ 7,5 milhões para R$ 10,2 milhões em 2024. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), o setor conta com aproximadamente 70 mil colaboradores e tem uma média anual de 11 brinquedos adquiridos por cada criança. A expansão da indústria é atribuída à constante busca por inovação e atualização, como evidenciado pelo lançamento de 43 novos tipos de brinquedos voltados para crianças com necessidades especiais, além do fortalecimento do setor varejista. A economista Marcela Andrade explica que o aumento no número de fábricas e lojas de brinquedos em 2024 está diretamente relacionado à recuperação econômica do Brasil. “Após um período de recessão e instabilidade econômica, a indústria de brinquedos, como outros segmentos, começa a ver uma recuperação. A volta da confiança do consumidor e o crescimento da renda das famílias, especialmente nas classes C e D, têm impulsionado o setor”. Um dos fatores que também tem contribuído para a expansão do setor é o aumento na procura por brinquedos educativos e sustentáveis, que ganharam popularidade nos últimos anos. A busca por alternativas mais ecológicas e conscientes têm levado as empresas a se adaptarem, criando novos produtos que atendem a essas demandas. “Hoje, os consumidores não estão mais tão preocupados apenas com o preço, mas também com a qualidade e a origem dos produtos. Isso obrigou as empresas a se reinventarem, e é um dos motivos que têm levado à expansão da indústria de brinquedos no Brasil”, ressalta Marcela. Além disso, a presença de lojas virtuais e a ampliação do mercado on-line têm colaborado para que o setor chegue a mais consumidores, não apenas nas grandes capitais, mas também nas regiões mais distantes do país. O especialista em tecnologia e inovação, Heitor Ribeiro, afirma que a integração de brinquedos físicos com componentes digitais também está em alta. “A realidade aumentada, por exemplo, é uma tendência que ganhou espaço no mercado infantil. O brinquedo tradicional agora pode contar com experiências interativas que mesclam o mundo físico com o digital, criando novas formas de diversão para as crianças”. Ele observa que a digitalização do mercado de brinquedos trouxe uma série de novas possibilidades. “A inovação está no centro desse crescimento. O uso de tecnologias como realidade aumentada e até mesmo inteligência artificial para personalização de brinquedos tem atraído a atenção dos consumidores. A indústria de brinquedos, que tradicionalmente estava centrada em produtos físicos, agora se expande também para o digital. Isso abre uma nova fronteira para o mercado, que está sendo bem explorada no Brasil”. A previsão da Abrinq para 2025 é de um crescimento de 4,5% no faturamento em relação ao ano anterior. Além disso, a entidade aponta que existem aproximadamente 7 mil vagas a serem preenchidas no setor.