Congresso debate fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho

O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais ganhou um novo capítulo no Congresso Nacional. Após aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148/2015 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que encaminhou o tema a plenário. A pauta também será analisada na CCJ da Câmara dos Deputados por dois textos em tramitação. A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSOL), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT). O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que a expectativa é que a matéria seja votada em maio, com ampla discussão entre parlamentares, representantes do setor produtivo e especialistas antes da deliberação em plenário. Para a consultora de recursos humanos Bia Tartuce, a mudança pode representar um avanço significativo na qualidade de vida dos trabalhadores, especialmente em setores com jornadas mais desgastantes. “O fim da escala 6×1 pode trazer impactos positivos tanto no engajamento quanto na saúde dos trabalhadores, especialmente em atividades que exigem esforço físico e alta demanda emocional. Com mais tempo de descanso, eles tendem a apresentar melhor concentração, menor índice de erros e maior satisfação”. Ela ressalta que o resultado não será automático. “Qualquer mudança nesse nível exigirá uma adaptação operacional das empresas, principalmente em setores que dependem de escala contínua, como varejo, serviços e indústria. Pode haver necessidade de revisão de processos, redistribuição de equipes e até aumento de custo operacional. O impacto final na produtividade dependerá menos da carga horária em si e mais da capacidade das organizações de reorganizarem seus fluxos de trabalho e modelos de gestão”. Sobre a redução gradual da jornada para 36 horas semanais, Bia avalia que os efeitos na saúde mental podem ser relevantes. “A redução pode favorecer o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, melhorar a qualidade do sono, reduzir o estresse e ampliar o tempo de qualidade com a família. Esses fatores influenciam diretamente o desempenho, a criatividade e a tomada de decisão. No entanto, é fundamental que a redução não resulte em sobrecarga de tarefas no tempo reduzido. O sucesso dessa transição dependerá de um bom desenho das atividades e da priorização de demandas”. A consultora defende que as empresas não esperem a aprovação final da PEC para agir. “O debate já sinaliza uma tendência global de revisão dos modelos tradicionais de trabalho. Revisar processos para identificar desperdícios, avaliar produtividade e investir no desenvolvimento das lideranças são medidas que podem ser adotadas desde já. Quem espera a mudança para rever a cultura organizacional já está atrasado”. Impactos para empresas No campo jurídico, a advogada trabalhista do Urbano Vitalino Advogados, Silvia Monteiro, explica que a implementação seguirá um cronograma previsto no texto aprovado no Senado. “Existe um prazo de transição. A jornada reduzida passará a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte à promulgação, quando as empresas deverão passar de 44 para 40 horas. Após essa redução, a cada ano a jornada deverá ser diminuída em uma hora, até atingir 36 horas semanais”. O texto permite certa flexibilidade na organização das escalas, conforme destaca Silvia. “A proposta trata de jornada diária máxima de 8 horas e semanal de 36 horas. Isso não impede que haja trabalho de 6 horas por 6 dias na semana e uma folga semanal, por exemplo, desde que respeitado o limite semanal. Ou seja, podem existir modelos semelhantes ao 6×1 dentro das novas regras”. Silvia alerta para os riscos de dívidas trabalhistas caso a transição não seja bem planejada. “Além de reclamações individuais pleiteando horas extras, é possível a atuação de sindicatos e do Ministério Público do Trabalho, com ações coletivas exigindo o cumprimento da nova jornada, sob pena de multas e danos morais coletivos”. A advogada também chama atenção para o impacto financeiro. “Essa redução impactará de forma sensível os custos das empresas, podendo até inviabilizar operações. A legislação não prevê subsídio governamental. Se aprovada dessa maneira, pode haver aumento do desemprego e redução dos salários dos novos contratados”.

Hipertensão arterial já atinge três em cada 10 adultos brasileiros

A hipertensão arterial atinge 29,7% da população adulta brasileira, segundo dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2025. O levantamento do Ministério da Saúde monitora fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. O índice representa crescimento em relação a 2006, quando 22,6% dos brasileiros relataram diagnóstico médico de pressão alta. O avanço da hipertensão no Brasil ocorre em paralelo ao aumento da obesidade e do diabetes, compondo um cenário preocupante para a saúde pública e ampliando o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para a cardiologista e presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Érika Campana, os números refletem um problema estrutural. “O fato de quase 3 em cada 10 adultos brasileiros terem hipertensão revela um quadro preocupante de saúde cardiovascular populacional. O aumento também está relacionado ao envelhecimento da população, alimentação rica em sal e ultraprocessados, sedentarismo, obesidade, estresse crônico e acesso irregular ao cuidado em saúde”. A especialista destaca ainda que o problema vai além do diagnóstico. “Apenas 3 em cada 10 brasileiros portadores de hipertensão estão com a pressão arterial controlada. É um marcador claro de que estamos falhando na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento”. O crescimento mais recente entre as mulheres também chama atenção. De acordo com Érika, com a queda do estrogênio, há redução da proteção natural dos vasos sanguíneos. “Além do acúmulo de jornadas de trabalho, o estresse e a piora do sono contribuem para o avanço da pressão alta nesse público após os 40 anos”. Outro fator de risco é o calor intenso. “O estresse térmico e a desidratação podem levar a quedas bruscas ou picos de pressão. Esse desequilíbrio aumenta o risco de eventos como AVC e infarto, especialmente em idosos e pacientes crônicos”, explica a médica. Além das complicações graves, Érika afirma que hipertensão impacta a qualidade de vida. “Sono fragmentado, cansaço persistente e fadiga são sinais de que o corpo está sob estresse cardiovascular constante e ser o principal fator de risco para a morte cardiovascular”. Obesidade em alta O avanço da pressão alta também está diretamente ligado ao crescimento da obesidade no Brasil. Entre 2006 e 2024, o índice mais que dobrou, passando de 11,8% para 25,7%. Para o especialista em emagrecimento Marcelo Carneiro, a relação é clara. “A obesidade favorece alterações no funcionamento do organismo que elevam a pressão arterial, como inflamações e sobrecarga do coração e dos vasos sanguíneos”. Ele ressalta que se trata de um fator de risco evitável. “A obesidade é hoje um dos principais fatores de risco que podem ser prevenidos ou controlados. Perder peso já traz benefícios efetivos para o controle da hipertensão”. Segundo Carneiro, o excesso de peso dificulta a ação da insulina, favorece o acúmulo de sal e líquidos e compromete a flexibilidade das artérias, levando à elevação progressiva da pressão. Para o médico, o crescimento simultâneo de obesidade, diabetes e hipertensão evidencia fragilidades na prevenção. “Precisamos de políticas públicas que incentivem hábitos saudáveis desde a infância, além de acompanhamento regular da população”. Acompanhamento Érika destaca que a supervisão médica regular permite ajustar o tratamento de forma personalizada, identificar precocemente complicações e avaliar o risco cardiovascular global do paciente. “Quando esse cuidado é associado a mudanças de hábitos, como alimentação equilibrada, redução do sal, atividade física, controle do peso, sono adequado e redução do álcool, os benefícios são potencializados. Medicação e estilo de vida se complementam na proteção do coração, rim e cérebro”. “A obesidade é uma doença crônica, com múltiplas causas, e precisa de acompanhamento médico contínuo, assim como a hipertensão e o diabetes. As pessoas que sofrem de obesidade precisam de apoio familiar e não de julgamentos”, conclui Marcelo.

Partido Liberal enfrenta dilemas na disputa ao Palácio Tiradentes

Por meses a fio, a indecisão foi uma realidade no âmbito do grupo político em torno dos interesses eleitorais envolvendo o Palácio do Planalto, com expectativa de encontrar um nome ideal para disputar o Governo de Minas, cuja sugestão sempre recaiu sobre o senador Rodrigo Pacheco (PSD). No entanto, como se estivesse desinteressado em aceitar o desafio, o parlamentar fez o assunto esticar por pelo menos quatro meses. Esse cenário de vai e volta agora migrou para o Partido Liberal, o mesmo da família Bolsonaro. Na disputa mineira por cargos majoritários, especialmente ao Governo de Minas, o assunto entre os liberais se transformou em uma verdadeira Torre de Babel. São várias pessoas de “tribos” coirmãs falando ao mesmo tempo, mas sem um norte concreto para seguir. Nas entrevistas concedidas, alguns parlamentares externam que tudo vai ficar resolvido no final deste mês, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vier a Belo Horizonte. Ela, segundo informações, possui carta branca para orientar seus companheiros mineiros. A dificuldade do grupo é saber como entabular um entendimento para buscar uma candidatura competitiva ao Palácio Tiradentes. Teria que ser alguém alinhado com o nome do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Surgem vários nomes, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL) e agora o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Antes dessa definição em relação ao governo, existem fissuras internas. Para o Senado, são citados nomes já em efervescência nos bastidores, como o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, e o parlamentar Cristiano Caporezzo. Se a candidatura de Sávio for levada a efeito, haverá uma nova fresta a ser cuidada, qual seja a escolha de um nome para sucedê-lo na presidência do partido. Já o vice-governador Mateus Simões (PSD) está com sua candidatura em plena evidência, especialmente circulando pelo interior do Estado, cujos atos são turbinados pela presença do governador Romeu Zema (Novo). Como não poderia deixar de ser, Simões faz acenos constantes ao grupo bolsonarista para somar ao seu projeto. Essa pretensão do vice-governador esbarra no projeto político do governador Zema, atualmente pré-candidato à Presidência da República, embora as primeiras pesquisas apontem que o chefe do Executivo mineiro não tem a preferência dos eleitores. O quadro confuso deve mudar após o Carnaval, com possibilidade de entendimento e alinhamento desses grupos interessados em conquistar o Palácio Tiradentes. No momento, a realidade é que a sucessão mineira está indefinida, sem um nome com popularidade suficiente para vislumbrar uma vitória em outubro.

Uso da força letal pela polícia aumenta insegurança no Brasil

Um relatório da Human Rights Watch no Brasil aponta que a adoção recorrente da força letal pela polícia, como política de segurança, tem produzido o efeito oposto ao esperado, ampliando a violência e a sensação de insegurança nas cidades. Segundo o levantamento, entre janeiro e novembro de 2025, ações policiais resultaram na morte de 5.920 pessoas, sendo que a população negra apresenta uma probabilidade três vezes e meia maior de vitimização quando comparado com a população branca. O documento também chama atenção para a ação policial mais letal no Rio de Janeiro, a Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado nos Complexos da Penha e do Alemão, que deixou 122 mortos durante ofensiva voltada à captura de lideranças da facção Comando Vermelho. Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com o fundador e presidente da Associação Nacional da Advocacia Negra (ANAN) e presidente da ONG Clã da Negritude, Estevão Silva. Quando uma morte causada por policial deixa de ser uma ação legítima e passa a configurar execução ou violação de direitos humanos? Do ponto de vista jurídico, a regra é que a polícia não pode matar, pois sua função é prevenir e conter crimes, protegendo a vida. A morte causada por policial só é admitida, de forma excepcional, em legítima defesa ou para proteger a vida de terceiros, sempre com uso de meios proporcionais e moderados. Crimes contra o patrimônio, como furto ou roubo, não justificam o uso letal da força. Fora dessas hipóteses, a morte configura execução e violação grave de direitos humanos, inclusive quando há desproporção ou impossibilidade de defesa da vítima. Para além dos números, quais são os impactos dessas mortes nas famílias, nas comunidades periféricas e na democracia brasileira? O impacto da morte de homens, especialmente jovens negros, é profundo e estrutural em uma sociedade patriarcal. Ao eliminar o principal provedor, referência e proteção da família, ocorre a desestruturação econômica, psicológica e social do núcleo familiar, afetando filhos, mães e companheiras. Muitas famílias passam a depender de redes informais ou assistência que o Estado não garante, aumentando a vulnerabilidade social. A dor das mães, sobretudo negras, é devastadora e frequentemente acompanhada da ausência de justiça. Essa dinâmica alimenta ciclos de exclusão, violência e pode ser compreendida como uma forma de genocídio da população negra, com efeitos a curto, médio e longo prazo. O Brasil tem mecanismos eficazes para investigar mortes causadas por policiais? Possui boas ferramentas e métodos de investigação, como a polícia científica, mas elas não são aplicadas de forma igualitária. Quando as vítimas são pessoas negras ou da periferia, prevalece um imaginário social que naturaliza essas mortes, tratando esses corpos como “matáveis”, o que desestimula a apuração. Além disso, quando há suspeita de envolvimento policial, a investigação costuma ser feita pela própria corporação, o que compromete sua credibilidade. De que forma discursos políticos que exaltam o “confronto” ou a “guerra ao crime” impactam o aumento da estatística? O discurso de “guerra contra o crime” ou “guerra contra as drogas” é equivocado, perverso e profundamente perigoso, pois a lógica da guerra pressupõe a eliminação do inimigo. Ao adotar essa semântica, autoridades autorizam simbolicamente a morte de pessoas associadas, no imaginário social, ao crime e às drogas, em geral, negras e pobres. Não se fala em “guerra” contra crimes de colarinho branco. Essa linguagem reforça estigmas, legitima a violência e aumenta diretamente a letalidade policial. Quais medidas urgentes o Estado brasileiro deveria adotar para reduzir a letalidade policial? Para reduzir significativamente a letalidade policial, o Estado deve adotar duas medidas centrais: a desmilitarização da polícia e a criação de protocolos claros e proporcionais de uso da força. O Brasil é exceção ao manter uma polícia ostensiva fortemente armada em espaços civis, o que naturaliza a violência e aumenta o risco de mortes. Experiências internacionais mostram que forças menos armadas e mais orientadas pela inteligência reduzem conflitos letais. Protocolos bem definidos, aliados à redução de armas em circulação, tornam a atuação policial mais racional e segura.

Feminicídio segue padrões consistentes e previsíveis no Brasil

Os casos de feminicídio no Brasil atingem números recordes a cada ano. Uma análise da plataforma de inteligência jurídica Turivius, sobre 29.882 decisões judiciais relacionadas ao feminicídio, indica que o crime segue padrões consistentes e previsíveis. Em mais de 85% das sentenças, há registro de violência doméstica e familiar, antes do delito ou da tentativa. As informações mostram que relações de agressões físicas e psicológicas, ameaças constantes, descumprimento de medidas protetivas, controle da rotina da vítima e inconformismo masculino diante do término da relação, aparecem como elementos recorrentes em diferentes tribunais do país. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 60% dos feminicídios acontecem na residência da vítima e, em cerca de 70% dos casos, o autor é o companheiro ou ex-companheiro. Esse mesmo comportamento se observa quando a análise se volta para os tribunais estaduais. Em 2025, Minas Gerais assumiu a liderança em volume anual de decisões, com 978 julgamentos, superando São Paulo e Rio Grande do Sul. As sentenças do Tribunal de Justiça de Minas reforçam a reprodução dos sinais de risco, a maior parte dos julgados, relatados ao longo do ano, descreveu episódios anteriores de agressão e escalada de violência. Para a coordenadora de Sucesso do Cliente na Turivius, Danielly Vieira, o volume de decisões reafirma que o feminicídio é uma influência altamente conectada à reincidência de comportamentos agressivos. “A tendência identificada não deixa dúvidas sobre a previsibilidade do risco. Quando analisamos milhares de julgados e percebemos que os mesmos sinais se repetem, fica claro que o sistema poderia atuar de forma mais preventiva. A recorrência de ameaças, controle e agressões são alertas que aparecem antes do desenvolvimento letal”. O advogado criminalista, Rafael Pereira, explica que o fato de mais de 85% dos casos apresentarem histórico prévio de violência doméstica revela uma falha estrutural na prevenção. “Os dados demonstram que o feminicídio raramente é um evento isolado. Quase sempre é o ponto final de uma sequência de agressões físicas, psicológicas, ameaças e controle da vida da vítima. Quando o Estado não consegue interromper essa trajetória, acaba atuando apenas após a morte”. Muitas vezes, as medidas protetivas não conseguem evitar a escalada da violência, destaca o advogado. “Pois, na prática, ainda enfrentam limitações graves. Falta fiscalização efetiva, acompanhamento contínuo do agressor e proteção material adequada à vítima. Em alguns casos, o descumprimento das medidas ocorre repetidamente antes do feminicídio, o que evidencia a ausência de respostas rápidas e proporcionais ao risco real identificado”. Ele pontua ainda que os casos julgados em 2025 deixam uma lição inequívoca sobre a importância da atuação precoce do Estado. “As decisões demonstram que os sinais de risco estavam presentes muito antes do feminicídio, frequentemente documentados em boletins de ocorrência, ações judiciais e pedidos de proteção. Quando o Estado atua apenas de forma reativa, a intervenção chega tarde demais. A prevenção exige leitura atenta desses sinais e respostas ainda nas primeiras manifestações da violência”. Mecanismos de proteção Do ponto de vista legal, Pereira afirma que o ordenamento jurídico brasileiro dispõe de mecanismos suficientes para interromper o ciclo de violência. “A Lei Maria da Penha, as medidas protetivas de urgência, a possibilidade de prisão preventiva e o monitoramento eletrônico são instrumentos adequados. O problema central está na aplicação desigual dessas ferramentas, na demora das respostas estatais e na subavaliação do risco em situações que já apresentam sinais claros de letalidade”. “Algumas mudanças legais podem contribuir para interromper esse ciclo, como o fortalecimento do monitoramento eletrônico obrigatório em casos de descumprimento de medidas protetivas, a ampliação do uso de avaliação de risco baseada em critérios objetivos e a integração efetiva entre Judiciário, Ministério Público, forças de segurança e rede de proteção social. Mais do que novas leis, é fundamental garantir a aplicação rigorosa e coordenada das normas já existentes”, conclui.

Episódios de pedra nos rins podem aumentar 30% no verão

Com as altas temperaturas do verão, a incidência de cálculo renal, popularmente conhecida como pedra nos rins, aumenta significativamente nos prontos-socorros. De acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, de São Paulo, há um salto de até 30% nos atendimentos a pacientes com essa condição durante a estação. Segundo a pesquisa, embora qualquer pessoa possa desenvolver cálculos renais, alguns grupos são mais vulneráveis no verão. Entre eles, estão indivíduos com histórico familiar de doença, obesos, portadores de diabetes e pessoas com ácido úrico elevado, além de trabalhadores que atuam em ambientes quentes, praticantes de exercícios ao ar livre e idosos. Este último requer atenção especial, já que, com o avanço da idade, a percepção de sede tende a diminuir, o que leva a uma quantidade insuficiente de ingestão de água. É estimado que 15% da população mundial enfrente o problema, e 1,5 milhão de brasileiros vivem com alguma disfunção renal. De acordo com o médico nefrologista, Alexandre Bignelli, o problema ocorre devido a uma combinação perigosa. “Desidratação acentuada, seja pelo excesso de suor ou pela baixa ingestão de água, e o aumento no consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas e dietéticas contidas”. “O maior consumo de proteínas e de alimentos muito salgados e açucarados atua como uma ocorrência para o surgimento do problema. Nesse cenário, os enxágues são obrigados a concentrar a urina para regular a quantidade de água no corpo, o que favorece a cristalização e a formação de pedras”, explica o especialista. Para o urologista da Unimed-BH, Paulo Eduardo de Oliveira Alvarez, a manifestação do cálculo mais típica é quando a pedra sai do rim e desce em direção à bexiga. “Quando segue por esse caminho, o cálculo fica agarrado e represa a urina, provocando uma dor de alta intensidade, geralmente, na região das costas. Esse desconforto se espalha para frente da barriga, acompanhada de vômitos”. Porém, alguns cálculos são mais silenciosos, afirma Oliveira. “Especialmente os relacionados com infecção. Existem algumas bactérias na urina que, quando causam a inflamação, podem derivar a formação de pedras. Esse cálculo mantém o micróbio dentro dele e fica ocasionando quadros repetidos de infecção urinária”. O urologista destaca ainda que as pedras podem ocasionar danos importantes. “Por exemplo, podem levar a uma dilatação do canal e prejudicar o funcionamento do rim. Além disso, a obstrução que o cálculo provoca no aparelho urinário leva ao represamento da urina, o que pode desencadear infecção urinária, tendo consequências relevantes para o paciente. Inclusive, uma das indicações principais é tratá-lo, mesmo que a pedra seja um pouco menor”. Tratamento Alvarez esclarece que o tratamento depende muito da localização do cálculo no aparelho urinário. “Hoje em dia, a tendência é ser o menos invasivo possível para resolver o problema do paciente, sendo a maioria das cirurgias endoscópicas. Geralmente, o médico entra com um aparelho endoscópico e sobe pelo canal urinário”. “Quando o cálculo é localizado, pode ser fragmentado com laser, sendo esse o tratamento habitual. Existem outros procedimentos, por exemplo, através de uma punção do rim que permite quebrar os cálculos maiores, com localização um pouco inadequada para o método endoscópico”, acrescenta. O especialista finaliza ressaltando a importância da hidratação. “Isso evita o acúmulo de cristais e a formação de cálculos dentro da urina. Além da água, a limonada é bem interessante para ajudar na hidratação. Evite ficar o dia inteiro sem beber água e também o excesso de sal na alimentação”.

Bolsonaristas podem apoiar Roscoe para o Governo do Estado

Apresença da ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, nos dias 27 e 28 de fevereiro, em Belo Horizonte, pode significar uma série de decisões quanto ao rumo a ser tomado pelo PL em Minas. Mas uma coisa que parece ser consenso entre os liberais é que o deputado federal Nikolas Ferreira se manteria como candidato à reeleição, com expectativa de conquistar mais de dois milhões de votos. Isso ajudaria na eleição de uma dúzia de parlamentares ao Congresso Nacional, beneficiando o Partido Liberal por conta de verbas, como o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral. Na pré-pauta a ser apresentada a Michelle Bolsonaro, estaria uma prancheta com os nomes do deputado federal e presidente do partido em Minas, Domingos Sávio; do parlamentar estadual Cristiano Caporezzo; e também do deputado federal Eros Biondini; todos dispostos a pleitear o Senado. Relativamente à sucessão ao Governo do Estado, segundo fontes, a cúpula dos liberais em Minas ainda aguarda a definição de uma possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para receber o apoio dos bolsonaristas. Para além disso, começam a ser mencionados nomes como o do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que já anunciou a intenção de deixar o cargo em abril. Seus defensores rumo ao Palácio Tiradentes lembram que ao longo dos anos o presidente comandou o denominado grupo das 11 entidades empresariais mineiras que movimentam a economia, com impacto direto na geração de empregos no Estado. Aécio fora do páreo A visita a Belo Horizonte do presidente nacional do PSB, João Campos, em encontro marcado pela presença de centenas de prefeitos, vereadores e lideranças políticas em um hotel na Zona Sul da capital, movimentou a pauta política. O partido ainda nutre a esperança de aumentar o arco de alianças em Minas para se posicionar a respeito das disputas pelos cargos majoritários, segundo informações procedentes da direção. Portanto, o evento não tratou da disputa deste ano, mas sim de incrementar a organização partidária do PSB. No cardápio eleitoral, ficou registrada a informação relacionada à saída do senador Rodrigo Pacheco do PSD para se filiar ao União Brasil, cujo projeto está sendo debatido abertamente em Brasília e em Minas. A sua ida para a sigla já contaria com as boas-vindas do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, e do chefe do Executivo de Betim, Heron Guimarães. Se efetivamente decidir por sua candidatura ao Governo do Estado, até o momento, Pacheco teria o apoio do PT e talvez do seu antigo MDB. Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a debandada dos emedebistas é dada como certa por parte do líder do Governo no Parlamento mineiro, o deputado João Magalhães. A semana terminou com uma curiosidade. Não se detectou qualquer movimento em defesa de algum tipo de projeto do deputado federal Aécio Neves (PSDB). Em Brasília, cogita-se que o político mineiro almeja se manter fora da disputa eleitoral deste ano e ficar apenas como presidente nacional do PSDB, ao estilo do que vem acontecendo com Gilberto Kassab, no PSD, e Valdemar Costa Neto, no PL.

Trabalho escravo urbano cresce e a punição é rara no país

O Brasil resgatou 2.772 trabalhadores em situação análoga à escravidão em 2025, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Pela primeira vez, a maioria dos casos ocorreu em áreas urbanas, com destaque para a construção civil, que concentrou 787 resgates, sendo 601 em obras de alvenaria e 186 em edifícios e prédios. Também figuram entre os setores com maior número de ocorrências a administração pública (304), o cultivo de café (184) e a extração e britamento de pedras e outros materiais para construção (126). O Mato Grosso liderou os resgates (607), seguido por Bahia (482), Minas Gerais (393) e São Paulo (276). Apesar do avanço das fiscalizações, levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que apenas 4% dos réus foram condenados por todos os crimes relacionados ao trabalho escravo entre 2000 e 2025. Para analisar as causas desse descompasso entre resgates e punições, o Edição do Brasil conversou com o advogado trabalhista Bernardo Lage. O que explica a maioria dos resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão ter ocorrido em atividades urbanas, especialmente na construção civil? A mudança reflete o aquecimento da construção civil em áreas metropolitanas, que gerou pressões intensas por redução de custos e cumprimento de prazos agressivos. O ambiente urbano permite estruturas contratuais mais fragmentadas, com terceirizações em múltiplas camadas, o que dificulta a fiscalização e controle. Diferentemente do meio rural isolado, obras urbanas ocorrem simultaneamente em dezenas de locais, com alta rotatividade de mão de obra. Além disso, a fiscalização seguiu o fluxo das denúncias, hoje mais acessíveis nos centros urbanos. Por que o trabalho escravo contemporâneo permanece presente em setores formais da economia urbana, inclusive em cadeias ligadas ao poder público? A raiz do problema está na lógica dos mercados competitivos. Licitações e contratações privadas costumam privilegiar o menor preço, criando incentivos perversos. Empresas que cumprem integralmente a legislação trabalhista acabam em desvantagem frente àquelas que externalizam custos por meio da precarização. Fiscalizar cadeias produtivas extensas é complexo, e a distância entre conformidade documental e realidade nos canteiros é onde a exploração se instala. Como o direito do trabalho e o sistema de justiça lidam com o perfil das vítimas, marcado por baixa escolaridade e vulnerabilidade social? Essas vulnerabilidades transcendem o direito do trabalho. A esfera trabalhista responde com relativa eficácia: há resgates, pagamento de verbas e concessão de benefícios assistenciais. O problema surge na esfera penal, que exige enquadramentos mais rígidos. Além disso, há grande variação interpretativa entre magistrados sobre o que caracteriza condições degradantes ou jornada exaustiva, o que gera insegurança jurídica. Por que apenas 4% dos réus são condenados por todos os crimes imputados? O principal entrave é o tempo. Processos longos inviabilizam provas testemunhais, pois as vítimas se dispersam geograficamente. Soma-se a isso a dificuldade de estabelecer o nexo subjetivo em estruturas empresariais complexas, a contestação dos laudos fiscais no contraditório judicial e o risco de prescrição antes do trânsito em julgado. A exigência de prova direta de restrição da liberdade de locomoção distorce o conceito legal de trabalho escravo? Sim. O artigo 149 do Código Penal prevê um tipo alternativo, em que qualquer das condutas configura o crime. No entanto, muitos magistrados exigem elementos cumulativos, especialmente o cerceamento físico. Isso ignora a ampliação conceitual feita em 2003, que reconhece a vulnerabilidade econômica como forma suficiente de anulação da vontade. Você avalia que existe um desalinhamento entre os Poderes no combate ao trabalho escravo contemporâneo? Sim. O Executivo atua com parâmetros administrativos, enquanto o Judiciário aplica padrões penais tradicionais. É necessário uniformizar a jurisprudência, valorizar tecnicamente os laudos fiscais, criar protocolos objetivos de caracterização e fortalecer mecanismos preventivos nas cadeias produtivas. O problema é complexo e exige ajustes coordenados entre os Poderes.

Pesquisa revela que trabalhadores vivem em burnout contínuo

A edição 2025 da pesquisa Work Relationship Index acendeu um sinal de alerta para empresas e lideranças em todo o país ao revelar um agravamento significativo no nível de insatisfação dos trabalhadores brasileiros. De acordo com o estudo, 34% dos profissionais estão hoje classificados na chamada Zona Crítica, faixa que indica ruptura iminente na relação entre empregado e empresa. O número representa um crescimento de nove pontos percentuais em relação a 2024, confirmando uma tendência que já vinha sendo observada desde o ano anterior: o trabalhador brasileiro vive em um estado de burnout contínuo, marcado por exaustão emocional, desengajamento e perda de sentido no trabalho. “Não estamos falando de um mal- -estar pontual, mas de uma fadiga estrutural, que se acumula ao longo dos anos e encontra pouco espaço de escuta dentro das organizações”, analisa a psicóloga organizacional Helena Mota. Na chamada Zona Saudável, o índice permanece estável, alcançando 29% dos trabalhadores, o mesmo percentual registrado no ano anterior. Já a Zona de Atenção concentra 37% dos profissionais, número que representa uma queda de oito pontos percentuais em comparação a 2024. O relatório mostra que o enfraquecimento do vínculo entre o trabalhador brasileiro e o emprego está diretamente ligado à sensação de deterioração da relação com as empresas. A redução nos índices de satisfação relacionados à realização profissional, à qualidade da liderança e à valorização das pessoas revela que muitos colaboradores não se sentem reconhecidos ou apoiados no dia a dia corporativo. Para Helena, a promessa de maior equilíbrio após o período mais agudo da pandemia não se concretizou para muitos profissionais. “Pelo contrário, metas mais agressivas, equipes reduzidas, jornadas prolongadas e a dificuldade de desconexão no trabalho híbrido contribuíram para a manutenção de um estado permanente de alerta”. Os dados mostram que 71% dos profissionais percebem um aumento significativo nas cobranças e nas expectativas. Mais da metade relata ter vivido processos de mudança organizacional, como programas de corte de despesas e desligamentos em volume superior à média mundial. Para 39%, as empresas demonstram priorizar resultados financeiros em detrimento do cuidado com as pessoas. Outros 29% afirmam ter passado por iniciativas de redução de custos, enquanto 39% dizem ter acompanhado demissões recentes. Ela ressalta que muitos colaboradores relatam sentir que suas opiniões não são consideradas e que as empresas falam sobre bem-estar, mas não praticam mudanças concretas. “Existe um abismo entre o discurso institucional e a experiência real do funcionário. Isso gera cinismo organizacional, que é extremamente nocivo”. O estudo também aponta mudanças no comportamento das novas gerações. Entre os trabalhadores da Geração Z, 57% mantêm uma atividade profissional adicional, o que sinaliza a busca por maior sentido, autonomia ou segurança financeira. Além disso, nove em cada dez entrevistados afirmam que aceitariam receber menos se isso significasse mais flexibilidade na rotina de trabalho. Carlos Menezes, consultor em gestão de pessoas, destaca que outro fator relevante é a insegurança em relação ao futuro profissional, mesmo empregados, muitos trabalhadores vivem sob constante medo de demissões, reestruturações e metas inalcançáveis. “Quando a pessoa sente que precisa provar seu valor o tempo todo para não perder o emprego, o trabalho deixa de ser um espaço de desenvolvimento e passa a ser um campo de sobrevivência”. Diante desse cenário, ele defende que as empresas precisam rever a forma como se relacionam com seus colaboradores. “Mais do que oferecer benefícios pontuais ou ações simbólicas, é necessário promover mudanças estruturais na cultura organizacional. Escuta não é aplicar uma pesquisa anual e arquivar os resultados. É criar canais contínuos, seguros e confiáveis, nos quais o funcionário possa falar sem medo de retaliação”. A liderança tem papel central nesse processo. O estudo indica que equipes com gestores preparados para dialogar, dar feedbacks claros e reconhecer esforços apresentam níveis menores de estresse, mesmo em contextos desafiadores. Para Menezes, investir na formação emocional das lideranças é estratégico. “Muitos gestores foram promovidos por competência técnica, mas não receberam preparo para lidar com pessoas, isso gera ruído, conflitos mal resolvidos e sensação de abandono”.

Mononucleose e herpes labial são infecções comuns na Folia

Com a aproximação do Carnaval, período marcado por festas prolongadas, blocos lotados, beijos compartilhados e uma rotina fora do habitual, especialistas alertam para o aumento do risco de transmissão de infecções virais comuns nessa época do ano, como a mononucleose infecciosa, conhecida popularmente como “doença do beijo”, e o herpes labial. Embora muitas vezes tratadas com descuido por não serem, na maioria dos casos, doenças graves, ambas exigem atenção, especialmente em momentos de maior exposição e queda da imunidade. Mononucleose A mononucleose é causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e é transmitida, sobretudo, pelo contato com a saliva, explica o infectologista Marcelo Azevedo. “O Carnaval cria um cenário perfeito para a disseminação do vírus: pessoas cansadas, imunidade baixa, consumo de álcool e contato íntimo com múltiplos parceiros. Além do beijo, o compartilhamento de copos, garrafas, latinhas e talheres também pode facilitar a transmissão”. Segundo Azevedo, os sintomas da mononucleose podem surgir entre quatro e seis semanas após o contágio e costumam incluir febre persistente, dor de garganta intensa, aumento das amígdalas, ínguas no pescoço, fadiga extrema e, em alguns casos, aumento do baço e do fígado. “Muitas pessoas confundem com uma gripe forte ou amigdalite, o que atrasa o diagnóstico, que é feito por avaliação clínica associada a exames de sangue específicos, que identificam anticorpos contra o vírus”. Não existe um tratamento antiviral específico para a mononucleose. Azevedo diz que o manejo é feito com repouso, hidratação, analgésicos e antitérmicos para alívio dos sintomas. “O repouso é fundamental, principalmente para evitar complicações como a ruptura do baço, que pode ocorrer se a pessoa insistir em atividades físicas intensas. Durante o Carnaval, ao menor sinal de sintomas, a recomendação é evitar festas, procurar atendimento médico e não compartilhar objetos pessoais”. Herpes labial Já o herpes labial, causado pela herpes simples tipo 1 (HSV-1), é ainda mais comum. Estima-se que grande parte da população adulta já tenha tido contato com o vírus, que permanece adormecido no organismo e pode ser reativado em situações de estresse, exposição excessiva ao sol, noites mal dormidas e baixa imunidade, todos bastante frequentes durante a folia. “O Carnaval reúne praticamente todos os gatilhos para uma crise de herpes”, esclarece a dermatologista Paula Nogueira. As lesões costumam começar com coceira, ardência ou formigamento nos lábios, evoluindo para pequenas bolhas dolorosas que se rompem e formam crostas. “O diagnóstico geralmente é clínico, feito pela observação das lesões e o tratamento inclui antivirais tópicos ou orais, que ajudam a reduzir a duração e a intensidade dos sintomas, especialmente quando iniciados logo nos primeiros sinais. Quanto mais cedo a pessoa começa o tratamento, melhor o controle da crise”, reforça. Ela recomenda evitar beijar ou ter contato direto com pessoas que apresentem lesões visíveis nos lábios ou sintomas suspeitos. “No caso do herpes, é fundamental não beijar ninguém enquanto houver feridas ativas, pois o risco de transmissão é alto. Também não se deve compartilhar maquiagem, batons, copos ou garrafas e o uso de protetor labial com fator de proteção solar ajuda a prevenir crises causadas pelo sol intenso”. Manter uma boa hidratação, alimentar-se adequadamente e adotar cuidados básicos de higiene e proteção ajudam a garantir que o Carnaval termine apenas com boas lembranças.