Duelo Lula/Zema abalizou início da pré-campanha presidencial de 2026

O duelo verbal entre o presidente Lula (PT) e o governador Romeu Zema (Novo) é o prenúncio do que estar por vir no pleito eleitoral do próximo ano. Especialistas apostam que haverá críticas de ambos os lados de maneira cada vez mais recorrente. “Isso tudo faz parte do jogo político, contudo, espera-se o mínimo de civilidade nesses embates para evitar uma escalada de palavras de desaforo entre as partes, em um quadro que já é de plena hostilidade”, comentou o cientista político Malco Camargos. Para a crônica política nacional, o governador mineiro está mais incisivo em suas elocuções, a partir de uma recente observação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enfatizando que a popularidade de Zema é reconhecida apenas em Minas Gerais. É como se o ex-presidente tivesse o arrolado como um nome de voos curtos, um político de possibilidades paroquianas. A constatação de Bolsonaro acendeu uma espécie de sinal vermelho, e, ao invés de recuar, o chefe do Executivo estadual passou a ser mais determinante em suas incursões públicas. Observações dos jornalistas de Brasília insinuam que Romeu Zema está buscando ampliar o seu espaço no campo ideológico da direita, cujo segmento é de uma fragmentação colossal. Isso por conta dos nomes inseridos nessa pré-disputa à presidência da República em 2026, tendo como prioridade a preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); o governador do Paraná, Ratinho Júnior; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). A lista cresce diante da pretensão de mais pessoas como o cantor Gusttavo Lima e o empresário Pablo Marçal. Duelo Lula/Zema A cena protagonizada na semana passada, quando as críticas entre os dois dirigentes Lula/Zema vieram à baila, apontou-se a respeito de investimentos de Brasília para atender às demandas dos mineiros. Do ponto de vista prático, não existe grandes feitos do governo de Brasília, a não ser promessa de investimento direto na construção de trecho da BR-381 entre Sabará/Caeté, expectativa em relação a valores para transformar o antigo Aeroporto Carlos Prates em centro de habitação e lazer, expectativa de aporte para melhorar acessos no Anel Rodoviário e verba destinadas às Universidades e algumas instituições de ensino no Estado. Relativamente ao governador Zema, com seu eloquente discurso, cabe externar que sua gestão começou com um milionário aporte de recursos financeiros da Vale, por conta da reparação da empresa pelo desastre em Mariana. À época, ele deixou de pagar a dívida do Estado com o governo federal, fazendo o valor aumentar e chegar a mais de R$ 130 bilhões. A exemplo de Lula, o governador de Minas também não tem muitas realizações perceptíveis perante os olhos da população. As reclamações contra ele se concentram no setor de saúde, pois, apesar de promessa de campanha, não conseguiu concluir as obras do Hospital Regional em Divinópolis, Valadares e Montes Claros.

49 milhões de mulheres ainda não têm acesso a saneamento básico

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de 2023, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 3,5 milhões de mulheres passaram a viver em domicílios com abastecimento de água potável entre 2019 e 2023, alta de 3,8%. No mesmo período, 4,6 milhões obtiveram acesso à rede de esgoto. Já a cobertura de coleta e tratamento de esgoto passou de 67% em 2019 para 69,1% em 2023. 92,3% das mulheres no Sudeste têm acesso à rede de abastecimento de água e 90,2% à rede de esgoto. Em contrapartida, no Norte, 60,8% contam com água tratada, e 31,7% dispõem de tratamento de esgoto. Para discutir esse cenário, o Edição do Brasil conversou com a diretora-executiva da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (ABCON SINDCON), Christianne Dias. Como o setor privado tem contribuído para ampliar o acesso ao saneamento básico?A entrada de novas concessionárias privadas, com concessões e parcerias público-privadas, acelerou investimentos e ampliou redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Isso beneficiou milhões de mulheres que antes viviam sem acesso adequado a esses serviços essenciais. Cerca de 15 milhões de mulheres ainda vivem sem água encanada e 34 milhões sem coleta e tratamento de esgoto. Quais os desafios para a universalização do saneamento, especialmente na região Norte? O Brasil enfrenta desafios diversos devido às diferenças geográficas, socioeconômicas e culturais. No Norte, comunidades ribeirinhas e localidades de difícil acesso impõem obstáculos adicionais à implantação da infraestrutura. A dispersão populacional e fatores ambientais tornam a expansão dos serviços mais desafiadora. Além disso, a baixa renda per capita aumenta a complexidade desse processo. O Marco Legal do Saneamento estabeleceu a meta de garantir água potável para 99% da população e tratamento de esgoto para 90% até 2033. O setor está no caminho para atingir essas metas? Desde a promulgação do marco, os investimentos cresceram, viabilizando projetos de expansão e modernização dos serviços de água e esgoto. Para cumprir os prazos, é essencial manter esse ritmo e garantir a continuidade dos projetos em andamento. A colaboração entre os setores público e privado, aliada a um planejamento eficaz, será fundamental para alcançar a universalização do saneamento. A falta de saneamento impacta diretamente a vida das mulheres. Quais medidas vêm sendo adotadas para reduzir esses impactos? A precariedade do saneamento afeta desproporcionalmente as mulheres, aumentando sua carga de trabalho doméstico e limitando suas oportunidades sociais e econômicas. Muitas são responsáveis por buscar água quando o abastecimento não está disponível, reduzindo tempo para trabalho ou estudo. Projetos que priorizam a ampliação da infraestrutura em comunidades vulneráveis e programas de educação sanitária vêm sendo implementados. No entanto, a universalização do saneamento continua sendo a principal solução para melhorar as condições de vida das mulheres brasileiras. Como a inovação e a tecnologia têm contribuído para acelerar o acesso ao saneamento? A modernização do setor tem tornado o saneamento mais eficiente e sustentável. Sensores inteligentes monitoram redes, inteligência artificial detecta vazamentos e softwares otimizam a gestão operacional. Soluções móveis garantem abastecimento em períodos críticos. Além disso, ações de eficiência energética e geração de energia renovável ajudam a reduzir custos e minimizar impactos ambientais, acelerando a universalização do saneamento no país.

Foram dados os primeiros passos para aliança entre Mateus Simões e Cleitinho

Antes era apenas uma especulação, mas ficou mais nítido o potencial diálogo político entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) com o vice-governador Mateus Simões (Novo). Fontes categorizam que o parlamentar mineiro esteve pessoalmente com Simões, no dia 27 de fevereiro, no gabinete oficial do vice, na Cidade Administrativa. Sem a presença de muitas testemunhas, falaram por cerca de 45 minutos, tratando de temas relacionados ao pré-projeto com vistas à sucessão ao Governo de Minas, em 2026. Essa e outras informações estão embalando a especulação difundida pela imprensa sobre uma possível aliança de Cleitinho com Simões. Como explicado pelo advogado especialista em direito eleitoral, Mauro Bomfim, caso assuma o governo do Estado nos últimos meses do próximo ano, Mateus Simões só poderá ser candidato à reeleição, não havendo, segundo a legislação atual, a chance de pleitear qualquer outra candidatura, inclusive ao Legislativo. Neste sentido, nos meandros da Assembleia Legislativa, propala-se que o grupo do parlamentar indicaria o vice na possível chapa encabeçada por Mateus Simões. Segundo essas avaliações de bastidores, tudo na pretensão da união dos políticos ideologicamente alinhados ao campo da direita, como aconteceu nas últimas duas eleições, onde o governador Zema (Novo) esteve sempre próximo e também surfando na onda de popularidade do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Enquanto perduram essas sondagens no intramuros, o governador Romeu Zema resolveu colocar o pé na estrada. Tem visitado inúmeras cidades por diferentes regiões, levando sempre uma mensagem de otimismo. Esta primeira semana após o Carnaval, segundo a agenda oficial, o chefe do Executivo esteve em 12 municípios do Oeste de Minas. Ele sempre vai a esses eventos apenas na companhia de alguns auxiliares e deputados votados na região, sem a presença de Mateus Simões na maior parte das vezes. Contudo, Zema sempre lembra da competência e lealdade de seu companheiro de administração pública. Ou seja, é um recado direto para tentar movimentar as lideranças municipalistas. Em Brasília, assessores do presidente Lula (PT) esperam uma definição do quadro de saúde do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), para colocar em prática algum esboço de uma aliança. A ideia é unir forças do campo ideologicamente de centro e da ala progressista dos políticos do Estado, com a finalidade de alavancar um nome com chances de disputar o Palácio Tiradentes. No momento, a sugestão em pauta continua sendo o senador Rodrigo Pacheco (PSD), mas tudo pode mudar até o final deste ano. Segundo avaliam no Planalto, quem vai determinar esse roteiro será a popularidade do presidente Lula. Se ele estiver com boa aprovação perante o povão, tudo ficaria mais fácil, caso contrário, teriam de se movimentar para formar uma aliança mais complexa, na tentativa de barrar as chances do senador Cleitinho se tornar o governador do Estado, se o pleito fosse realizado na metade de 2025.

Índice de brasileiros adultos que possui ensino superior atinge 18%

Entre brasileiros adultos, com mais de 25 anos, 18,4% concluíram o ensino superior, segundo revela o Censo Demográfico de 2022, divulgado em fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os jovens de 18 a 24 anos, 56,4% estavam matriculados em algum curso de ensino superior no ano da pesquisa. O estudo mostrou avanços em relação aos censos anteriores. Em 2000, apenas 6,8% dos adultos (com 25 anos ou mais) tinham ensino superior. Em 2010, eram 11,3%. Apesar disso, quatro em cada cinco brasileiros ainda não têm curso de graduação. O professor universitário e mestre em direito, Hellom Lopes Araújo, conversou com o Edição do Brasil sobre o assunto. O que explica o crescimento no índice de brasileiros adultos com curso superior completo no país?Um dos primeiros fatores que aconteceu foi a expansão das universidades, o que proporcionou um acesso maior da população em geral, não só a adulta. Também tem a questão do programa de financiamento, como o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e o Programa Universidade para Todos (Prouni). Além da valorização da educação no mercado de trabalho; o crescimento do ensino à distância no país, que na última década ganhou um aquecimento muito grande, principalmente no período pós-pandemia; políticas públicas, como as cotas; e o aumento da renda que também possibilitou o acesso ao ensino superior. Quais são os principais obstáculos ainda enfrentados por aqueles que buscam concluir esse ensino?Nós sabemos que quando há um aumento de renda da população, isso não é linear, ou seja, não são todos os níveis sociais que tiveram esse crescimento, que impacta no ingresso ao ensino superior, principalmente na esfera privada, porque as mensalidades são caras. Além disso, tem a questão familiar, cultural e de infraestrutura que impossibilita esse livre acesso da população aos centros universitários. O Censo também mostrou que os brancos ainda têm mais acesso que os negros, porém, o ingresso dos negros nas universidades cresceu cerca de cinco vezes. O que justifica esse aumento?As próprias políticas públicas, como a expansão das universidades; interiorização do ensino, por conta do ensino à distância; e também pela criação de cotas nas universidades públicas e privadas, que possibilitaram o ingresso de uma população que nunca teve acesso ao sistema, por toda a nossa história como país. Essas ações públicas, que foram criadas nos últimos 20 anos, nos proporcionaram uma correção na rota da nossa sociedade, trouxe um equilíbrio na oportunização do ingresso ao ensino, que traduz em uma maior elevação em termos de percentual da população negra ao centro universitário. A tendência é de crescimento do índice para os próximos anos?A tendência é de avanço, mas será um crescimento não muito significativo e com alguns desafios, como melhorar a qualidade do ensino superior, facilitar o acesso da população que necessita, e conversar com o mercado de trabalho, para que possa produzir resultados financeiros, ou seja, para que a pessoa melhore de vida com a graduação. Como a ampliação do acesso a esse ensino tem impactado a formação de uma força de trabalho mais qualificada?A ampliação do acesso ao ensino proporciona muitas coisas, principalmente uma especialização maior da mão de obra e aumento na produtividade. O ensino tem que ser de qualidade para que o mercado de trabalho seja impulsionado por profissionais de qualidade, assim, as empresas se fortalecem para receber esse colaborador fortalecido. Com o crescimento do número de graduados, o mercado de trabalho tem se adaptado para oferecer oportunidades condizentes com a formação superior?É perceptível que o mercado está se adaptando. As empresas estão buscando melhorar internamente para receber esse quadro de profissionais que estão chegando, mas ainda é uma adaptação muito singela, não está dentro do ritmo esperado. Com o passar do tempo e com a adequação das estruturas e das políticas públicas, tende a se equilibrar. Mas, infelizmente, é uma realidade futura.

Março Amarelo: mês é dedicado à conscientização da endometriose

O Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, e de acordo com informações do Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada dez mulheres enfrentam a doença no Brasil. Ela ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce fora dele. Este tecido pode ser encontrado nos ovários, nas trompas de falópio, na bexiga, nos intestinos e até em áreas mais distantes, como os pulmões. Esse crescimento anômalo pode causar inflamação, dor intensa e, em alguns casos, até infertilidade. Segundo a ginecologista Fernanda Silva, a dor é o principal sintoma da doença. “Muitas mulheres acabam demorando a procurar ajuda médica porque associam a dor à menstruação intensa. No entanto, a dor da endometriose pode ser contínua, ocorrer fora do período menstrual e ser muito debilitante”. “Outros sintomas incluem dor durante ou após relações sexuais, dores ao urinar ou evacuar, especialmente durante o período menstrual, e até dificuldades para engravidar. O grau de intensidade dos sintomas pode variar de mulher para mulher, com algumas experimentando sintomas mais leves, enquanto outras enfrentam dor crônica”, explica. Difícil diagnóstico O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como a síndrome do intestino irritável ou doenças urinárias. O clínico geral Lucas Almeida destaca que “o diagnóstico definitivo só pode ser feito por meio de uma laparoscopia, que é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Porém, exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, podem ajudar a identificar lesões mais evidentes”. Infelizmente, muitas mulheres passam anos sem diagnóstico, o que pode atrasar o tratamento adequado e agravar a condição. “É fundamental que a paciente procure um especialista ao perceber sintomas fora do comum, como dores intensas durante o ciclo menstrual, pois, com o diagnóstico precoce, podemos adotar um tratamento mais eficaz”, alerta Almeida. Tratamentos Embora não exista cura para a endometriose, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias hormonais, cirurgia e, em casos mais graves, uma combinação de abordagens. Fernanda explica que “os medicamentos mais comuns são os analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, além dos tratamentos hormonais, que visam reduzir a produção de estrogênio, responsável pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tecido endometrial que está fora de lugar”. Além disso, o tratamento psicológico também é importante, já que a endometriose pode afetar a saúde mental das pacientes devido ao impacto da dor crônica e da infertilidade. “A abordagem multidisciplinar é essencial, incluindo apoio psicológico e, se necessário, acompanhamento de uma nutricionista, já que uma alimentação balanceada pode ajudar no controle da inflamação”, complementa. Almeida diz que, “embora a endometriose não possa ser evitada, uma detecção precoce e um manejo adequado da doença são essenciais para melhorar a qualidade de vida da mulher afetada. O acompanhamento médico regular, especialmente para aquelas que têm histórico familiar de endometriose, pode ajudar na identificação precoce da condição”.

Rodrigo Pacheco está prestes a assumir ministério no governo

O retorno do senador Rodrigo Pacheco (PSD) às suas atividades no Senado está previsto para depois do Carnaval. Após a volta, as discussões sobre a possibilidade do político mineiro ser convidado para um ministério deverá entrar em pauta no âmbito do Palácio do Planalto. O seu aproveitamento na lista dos ministeriáveis parece ser iminente e uma pretensão do próprio presidente Lula (PT), conforme tem sido divulgado exaustivamente pela imprensa. Em Brasília, o nome de Pacheco é mencionado, preferencialmente, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), uma pasta com ações e, consequentemente, bastante visibilidade por conta da sua presença na indução do setor industrial e comercial em todo o Brasil. As chances do parlamentar ser convidado e aceitar o desafio perpassa por uma série de questões do governo federal, por conta de uma pauta mais ampla, relativamente à reforma ministerial, já iniciada na semana passada, com a saída da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Informações de bastidores Não é novidade, mas, novamente, voltou a circular na semana passada, em Brasília, que o político de Minas seria ministro, desde que ele aceitasse a sugestão do presidente Lula, no sentido de que a sucessão ao governo do Estado esteja na pauta do dia. Quando esse tema veio à tona, no mês passado, foi vocalizado que, em caso positivo em relação a esse projeto político estadual, haveria a garantia de adesão das forças progressistas em apoio a uma possível empreitada de Pacheco rumo à peleja de 2026. Efetivamente, não houve qualquer sinalização do senador diante dessa aposta futura. Nem mesmo pessoas próximas são capazes de categorizar qual seria a opção do parlamentar, mesmo porque, antes de qualquer decisão, Pacheco carece de ouvir a orientação do presidente de seu partido, Gilberto Kassab, e o próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atualmente com chances de também ser uma opção como pré-candidato ao Palácio da Liberdade. Sobre a possibilidade de Minas Gerais ter mais um coestaduano como ministro, isso é um tema em construção, porém, com desfecho à vista. Ressalta-se algumas informações relevantes desse propalado assunto. Por exemplo, ao transferir a presidência do Senado para o seu colega de partido, o senador Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco não aceitou assumir nenhum cargo de liderança, assim como se negou a participar de comissões internas realizadas na Casa, e também vaticinou a sua vontade de ficar livre, no sentido de não comandar qualquer posto de gerência.

Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024

Em 2024, o Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes, com destaque para os venezuelanos, que lideram o número de abrigados, somando 94.726 pessoas acolhidas pela Operação Acolhida. Esses dados foram divulgados na 8ª edição do Boletim da Migração, publicado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os números indicam que, no ano anterior, foram feitas 68.159 solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado. Desses pedidos, 13.632 foram aprovados; 24.887 foram encerrados, 28.890 foram arquivados e 318 foram rejeitados. A Venezuela continua sendo o país com o maior número de refugiados reconhecidos (12.726), seguida pelo Afeganistão (283) e pela Colômbia (121). Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com o diretor do Centro de Estudos Migratórios, doutor em teologia e padre Paolo Parise. Quais são as principais razões que têm levado tantos venezuelanos a buscar refúgio no Brasil em 2024? Obviamente, as razões de procurar refúgio no Brasil são muito variadas, podendo ser para se reunir com familiares que já residem no país, oportunidades de emprego e estudo ou buscando proteção devido a situações de vulnerabilidade em seus países de origem. Por exemplo, os venezuelanos podem solicitar refúgio ou residência no Brasil porque a proximidade geográfica com Roraima faz com que vários tentem a sair da situação complexa econômica e política da Venezuela. Além disso, o país criou toda uma infraestrutura para documentação, acolhida, alimentação e para ajudar os refugiados a se deslocarem para outros lugares. Quais desafios o Brasil enfrenta ao lidar com esse aumento significativo de migrantes, tanto em termos de infraestrutura quanto de políticas públicas?Acredito que é importante pontuar que o Brasil não é o destino principal, seja de migrantes ou de refugiados. Os números são muito baixos em relação a outros países, até porque essas pessoas ficam perto, normalmente, do país do qual estão saindo. Mas os principais desafios são a capacidade de acolhimento e infraestrutura, as condições de abrigos temporários nem sempre são ideais, a falta de políticas públicas que incentivem a integração cultural, porque o aprendizado da língua portuguesa e a inclusão no mercado de trabalho são essenciais, e a falta de financiamento e recursos. Quais são os impactos econômicos dessa migração para o Brasil, considerando o contexto atual de mercado de trabalho e desemprego?O migrante ou refugiado que trabalha aqui no Brasil contribui para o desenvolvimento do país. Há muitos setores, como os frigoríficos e outras áreas, que faltam mão de obra porque o salário é baixo e o trabalho é muito pesado. Então, essas áreas da economia procuram migrantes, o que resulta em um aumento da força de trabalho, e apoia o crescimento desses segmentos específicos. Só é preciso a fiscalização para que não haja exploração e que o salário seja justo. Em longo prazo, pode causar uma maior diversidade econômica e compensar a diminuição da população jovem e ativa, ajudando a manter o potencial de crescimento econômico. Como o governo brasileiro tem lidado com questões relacionadas aos direitos dos migrantes, como acesso à saúde, educação e moradia?Eu diria que o Brasil conseguiu elaborar uma nova lei de imigração em 2017, substituindo o Estatuto do Estrangeiro que estava alicerçado em uma visão de segurança nacional. Hoje em dia, temos esta lei em uma perspectiva de direitos humanos. A cidade de São Paulo conseguiu também desenhar uma política migratória nesse sentido com a Política Municipal. Em nível federal, se continua trabalhando com bastante dificuldade e tentativas. Mas do ponto de vista de acesso à educação e saúde, são dois direitos garantidos aos migrantes. Nós temos é uma carência de moradias e falta proporcionar formação a quem veio trabalhar. De que forma fatores como idade, nível educacional ou histórico de emprego podem influenciar a integração deles?Quanto mais jovem, mais fácil a integração, o nível educacional infelizmente em relação aos migrantes não ajuda muito, porque podem ser médicos, arquitetos, engenheiros, ter várias faculdades, mas as vagas de emprego que são oferecidas, na maioria dos casos, são para trabalho braçal, importantes, obviamente, mas muitas vezes abaixo da formação dessas pessoas. Com muita dificuldade e raros casos, eles conseguem atuar na sua área.

Estudo aponta alto risco de recorrência do câncer de pele

De acordo com um relatório elaborado pelo National Comprehensive Cancer Network (NCCN), 60% das pessoas que tiveram câncer de pele serão diagnosticadas com um segundo caso dentro de dez anos. Ainda segundo o estudo, o risco de uma nova ocorrência aumenta drasticamente se o paciente já tiver sido diagnosticado com um segundo câncer de pele não melanoma. Recentemente, a atriz Ísis de Oliveira anunciou que recebeu um novo diagnóstico da doença. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela mostrou as lesões no rosto. Outras celebridades também enfrentaram um segundo diagnóstico de câncer de pele, como os atores Ewan McGregor e Hugh Jackman, as atrizes Diane Keaton e Melanie Griffith, além da influencer Khloé Kardashian. Segundo o vice-diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Alex Schwengber, existem dois fototipos de pele mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele. “O tipo um corresponde a pessoas de pele muito clara, com sardas e cabelo ruivo. Já o tipo dois inclui indivíduos de pele clara, cabelo claro e sem muitas lesões pigmentares. Essas pessoas têm uma propensão natural maior devido à baixa proteção da melanina, que é mais abundante em indivíduos de pele escura, a desenvolver câncer de pele com mais frequência”. “O grande problema está no fato de que a maioria de nós, ao longo da vida, recebe muita radiação, oriunda especialmente do sol, mas também da iluminação artificial e da exposição a raios X, como os emitidos por aparelhos de radiologia. Além disso, há ainda a exposição à radioterapia, que é um método de tratamento do câncer. Quando chegamos à fase adulta, por volta dos 30 ou 40 anos, já acumulamos uma carga de radiação suficiente para provocar alterações no DNA das células da pele, aumentando o risco de tumores cutâneos”, acrescenta. Um estudo realizado na Espanha, com pacientes diagnosticados com câncer de pele, avaliou o risco de uma segunda neoplasia cutânea e apontou que as recorrências foram significativamente mais comuns em regiões como face central, sobrancelhas, nariz, lábios, queixo, orelhas, têmporas, genitália, mamilos/auréolas, mãos, pés, tornozelos e unhas, especialmente quando os tumores apresentavam mais de seis milímetros de diâmetro. A pesquisa também revelou que os homens possuem um risco 160% maior de desenvolver a doença pela segunda vez. Schwengber destaca que essa maior probabilidade entre o público masculino está relacionada à maior exposição ao sol. “A maioria dos trabalhadores que se expõem cronicamente à radiação ultravioleta são homens. Outro fator importante é o autocuidado. Geralmente, as mulheres adotam comportamentos mais cuidadosos com a saúde e buscam orientação médica antes que as lesões evoluam”. O especialista orienta que, independentemente de já ter tido câncer de pele ou não, o paciente deve consultar um dermatologista ao menos uma vez por ano para detectar lesões pré-malignas antes que evoluam para câncer. “Isso evita tratamentos mais agressivos e a necessidade de remoção cirúrgica. Já para aqueles que tiveram câncer de pele não melanoma, a recomendação é que consultem o dermatologista pelo menos a cada seis meses”. “Cuidar da pele de forma integral também é essencial. Evite a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente nos horários de pico, entre 10h e 16h. Sempre que houver exposição ao sol, use roupas com fator de proteção, chapéu de aba larga, óculos escuros e filtro solar”, finaliza. Casos em 2025 Considerado o tipo de câncer mais comum no Brasil, são esperados para este ano 220.490 novos casos de câncer de pele não melanoma, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além disso, há previsão de 8.980 novos casos anuais de melanoma, a forma mais agressiva da doença.

Mulheres entre 15 e 45 anos têm mais chances de ter lúpus

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), estima-se que existam cerca de 150 a 300 mil pacientes com lúpus no Brasil. A doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e raça, porém, é prevalente em mulheres, principalmente, na faixa etária entre 15 e 45 anos, período compreendido, em geral, após a primeira menstruação e a pré-menopausa. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves. Não existem formas de se prevenir e também não há vacinas. Conforme uma pesquisa feita com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), dos cerca de 74 mil pacientes que receberam o diagnóstico da enfermidade entre 2000 e 2019, 89,9% eram do sexo feminino, sendo quase metade delas com idades entre 26 e 45 anos. Somente nesse período, foram 24.029 óbitos em decorrência da condição. O presidente da Comissão Científica de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Edgard Reis, revela que não existe um único fator para o aparecimento do lúpus. “Ele resulta de uma junção de fatores genéticos, ambientais (radiação ultravioleta) e hormonais (estrógeno) que atuam sobre o sistema autoimune. Ou seja, o próprio indivíduo começa a produzir anticorpos, células, moléculas que vão atacar o próprio organismo, em vez de atacar o vírus e bactérias”. A reumatologista da Unimed-BH, Cláudia Neiva, destaca que a doença se apresenta em dois principais tipos. “O lúpus cutâneo crônico, que afeta apenas a pele; e o lúpus eritematoso sistêmico, que pode atingir diversos órgãos, como articulações, rins, pulmões, coração e cérebro. Um dos sinais mais característicos é uma irritação na pele, em forma de ‘asa de borboleta’ no rosto, além de lesões em áreas expostas ao sol. Outros sintomas comuns incluem dores, edema (inchaço) e rigidez nas articulações, queda de cabelo, inflamação nos rins, também conhecida como nefrite, entre outras manifestações”. Ela explica ainda que o lúpus pode ser uma condição desafiadora, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e garantem uma boa qualidade de vida. “A conscientização é fundamental para que as pessoas busquem ajuda médica o quanto antes”. “O diagnóstico é feito clinicamente, com base na avaliação dos sintomas, e em exames laboratoriais, com a detecção de autoanticorpos, incluindo o Fator Antinuclear (FAN). O lúpus acomete, principalmente, mulheres jovens e está entre as principais causas de internação hospitalar entre as doenças reumáticas. A patologia tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores hormonais e ambientais”, detalha. A patologia não existe cura, alerta a profissional. “O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são importantes para controle regular da doença e para evitar as fases de ativação da enfermidade”. Tratamento Cláudia destaca que, com o tratamento adequado, os pacientes podem levar uma vida com menos complicações. “A terapia inclui o uso de medicamentos, além de opções específicas para cada caso e terapias biológicas mais modernas. Também é preciso manter uma rotina saudável, com atividade física regular, dieta equilibrada, controle do estresse e proteção solar adequada. A exposição aos raios UV, por exemplo, é um dos gatilhos para o surgimento e agravamento dos sintomas. Por isso, o uso de protetor solar e vestimentas adequadas é altamente recomendado”. “A falta de acesso ao tratamento adequado leva a dores crônicas, lesões na pele e inflamações graves em órgãos vitais, podendo causar sequelas permanentes. A doença é caracterizada por surtos, ou seja, alternando períodos de inatividade e fases ativas. O acompanhamento médico é crucial para detectar precocemente os períodos de atividade e, consequentemente, evitar complicações”, conclui a reumatologista.

Candidatura de Cleitinho ao governo irá dividir a direita em Minas em 2026

Avaliado como um político midiático, cujo histórico de homem público foi forjado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem protagonizado uma pseudo cisão política, procurando se isolar do grupo liderado pelo governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, sabe-se da pretensão do parlamentar em se tornar candidato a governador. Porém, pelo roteiro de agora, a direita mineira que ficou unida nas duas últimas eleições, estaria em frangalhos no próximo ano. Enquanto planeja o seu futuro, relativamente ao pleito de 2026, o senador vai turbinando cada vez mais o seu prestígio na internet, tendo ao seu lado o deputado estadual Bruno Engler (PL). Nas últimas semanas, Azevedo fez vários vídeos ironizando e até mesmo criticando o estilo de administração de Romeu Zema. Cleitinho X Mateus Simões Estrategistas políticos consideram que a ideia de Cleitinho Azevedo, no sentido de antecipar o debate sobre o pleito de 2026, pode ser um erro estratégico. Fontes ouvidas pelo Edição do Brasil avaliam que é muito incipiente tratar de um tema de tal magnitude neste momento, já que estamos falando de nomes para administrar o segundo estado mais populoso do país. No momento, propala-se um possível duelo eleitoral entre Cleitinho e o atual vice-governador Mateus Simões (Novo). Para interlocutores, são prematuras as teses de ambos, porque o tema só vai ganhar curso definitivo no próximo ano, quando acontecerem as grandes candidaturas à Presidência da República, com grandes alianças partidárias e aproximação de siglas nos estados, inclusive em Minas Gerais. Matemáticos da política mineira comentam que, atualmente, o PSD estadual tem dois nomes de ponta para pleitear cargos majoritários, o senador Rodrigo Pacheco e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Porém, nenhum deles, e muito menos o próprio partido, se prestam a fazer conjecturas pensando na peleja de 2026. Mas isso não significa imaginar a ausência do grupo no pleito de então. Eles entendem não ser a hora de alardear as pretensões individuais no campo da futura campanha. Em geral, essa espécie de “pacotão” para disputar o pleito presidencial, às vezes, faz sucumbir interesses partidários e políticos regionais, impondo entendimentos onde congregam siglas de ideologias e percepções eleitorais distintas, ficando tudo junto, em uma mesma cesta, mediante o lançamento de candidaturas aos governos estaduais, nomes para vice- -governador e as duas vagas ao Senado. Para muitos, isso é o que pode acontecer também em nosso Estado. Assim, essas bravatas de Cleitinho podem não passar de uma necessidade dele se manter vigilante e em consonância com o seu estilo peculiar de atuar na vida pública e partidária, usando sempre o megafone da comunicação virtual.