Março Amarelo: mês é dedicado à conscientização da endometriose

O Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, e de acordo com informações do Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada dez mulheres enfrentam a doença no Brasil. Ela ocorre quando o tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce fora dele. Este tecido pode ser encontrado nos ovários, nas trompas de falópio, na bexiga, nos intestinos e até em áreas mais distantes, como os pulmões. Esse crescimento anômalo pode causar inflamação, dor intensa e, em alguns casos, até infertilidade. Segundo a ginecologista Fernanda Silva, a dor é o principal sintoma da doença. “Muitas mulheres acabam demorando a procurar ajuda médica porque associam a dor à menstruação intensa. No entanto, a dor da endometriose pode ser contínua, ocorrer fora do período menstrual e ser muito debilitante”. “Outros sintomas incluem dor durante ou após relações sexuais, dores ao urinar ou evacuar, especialmente durante o período menstrual, e até dificuldades para engravidar. O grau de intensidade dos sintomas pode variar de mulher para mulher, com algumas experimentando sintomas mais leves, enquanto outras enfrentam dor crônica”, explica. Difícil diagnóstico O diagnóstico é desafiador, pois os sintomas podem ser confundidos com outras condições, como a síndrome do intestino irritável ou doenças urinárias. O clínico geral Lucas Almeida destaca que “o diagnóstico definitivo só pode ser feito por meio de uma laparoscopia, que é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo. Porém, exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética, podem ajudar a identificar lesões mais evidentes”. Infelizmente, muitas mulheres passam anos sem diagnóstico, o que pode atrasar o tratamento adequado e agravar a condição. “É fundamental que a paciente procure um especialista ao perceber sintomas fora do comum, como dores intensas durante o ciclo menstrual, pois, com o diagnóstico precoce, podemos adotar um tratamento mais eficaz”, alerta Almeida. Tratamentos Embora não exista cura para a endometriose, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O tratamento pode incluir medicamentos, terapias hormonais, cirurgia e, em casos mais graves, uma combinação de abordagens. Fernanda explica que “os medicamentos mais comuns são os analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor, além dos tratamentos hormonais, que visam reduzir a produção de estrogênio, responsável pelo crescimento do tecido endometrial fora do útero. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover o tecido endometrial que está fora de lugar”. Além disso, o tratamento psicológico também é importante, já que a endometriose pode afetar a saúde mental das pacientes devido ao impacto da dor crônica e da infertilidade. “A abordagem multidisciplinar é essencial, incluindo apoio psicológico e, se necessário, acompanhamento de uma nutricionista, já que uma alimentação balanceada pode ajudar no controle da inflamação”, complementa. Almeida diz que, “embora a endometriose não possa ser evitada, uma detecção precoce e um manejo adequado da doença são essenciais para melhorar a qualidade de vida da mulher afetada. O acompanhamento médico regular, especialmente para aquelas que têm histórico familiar de endometriose, pode ajudar na identificação precoce da condição”.

Rodrigo Pacheco está prestes a assumir ministério no governo

O retorno do senador Rodrigo Pacheco (PSD) às suas atividades no Senado está previsto para depois do Carnaval. Após a volta, as discussões sobre a possibilidade do político mineiro ser convidado para um ministério deverá entrar em pauta no âmbito do Palácio do Planalto. O seu aproveitamento na lista dos ministeriáveis parece ser iminente e uma pretensão do próprio presidente Lula (PT), conforme tem sido divulgado exaustivamente pela imprensa. Em Brasília, o nome de Pacheco é mencionado, preferencialmente, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), uma pasta com ações e, consequentemente, bastante visibilidade por conta da sua presença na indução do setor industrial e comercial em todo o Brasil. As chances do parlamentar ser convidado e aceitar o desafio perpassa por uma série de questões do governo federal, por conta de uma pauta mais ampla, relativamente à reforma ministerial, já iniciada na semana passada, com a saída da ministra da Saúde, Nísia Trindade. Informações de bastidores Não é novidade, mas, novamente, voltou a circular na semana passada, em Brasília, que o político de Minas seria ministro, desde que ele aceitasse a sugestão do presidente Lula, no sentido de que a sucessão ao governo do Estado esteja na pauta do dia. Quando esse tema veio à tona, no mês passado, foi vocalizado que, em caso positivo em relação a esse projeto político estadual, haveria a garantia de adesão das forças progressistas em apoio a uma possível empreitada de Pacheco rumo à peleja de 2026. Efetivamente, não houve qualquer sinalização do senador diante dessa aposta futura. Nem mesmo pessoas próximas são capazes de categorizar qual seria a opção do parlamentar, mesmo porque, antes de qualquer decisão, Pacheco carece de ouvir a orientação do presidente de seu partido, Gilberto Kassab, e o próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atualmente com chances de também ser uma opção como pré-candidato ao Palácio da Liberdade. Sobre a possibilidade de Minas Gerais ter mais um coestaduano como ministro, isso é um tema em construção, porém, com desfecho à vista. Ressalta-se algumas informações relevantes desse propalado assunto. Por exemplo, ao transferir a presidência do Senado para o seu colega de partido, o senador Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco não aceitou assumir nenhum cargo de liderança, assim como se negou a participar de comissões internas realizadas na Casa, e também vaticinou a sua vontade de ficar livre, no sentido de não comandar qualquer posto de gerência.

Brasil recebeu 194.331 migrantes em 2024

Em 2024, o Brasil registrou a chegada de 194.331 migrantes, com destaque para os venezuelanos, que lideram o número de abrigados, somando 94.726 pessoas acolhidas pela Operação Acolhida. Esses dados foram divulgados na 8ª edição do Boletim da Migração, publicado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os números indicam que, no ano anterior, foram feitas 68.159 solicitações para o reconhecimento da condição de refugiado. Desses pedidos, 13.632 foram aprovados; 24.887 foram encerrados, 28.890 foram arquivados e 318 foram rejeitados. A Venezuela continua sendo o país com o maior número de refugiados reconhecidos (12.726), seguida pelo Afeganistão (283) e pela Colômbia (121). Para discutir o assunto, o Edição do Brasil conversou com o diretor do Centro de Estudos Migratórios, doutor em teologia e padre Paolo Parise. Quais são as principais razões que têm levado tantos venezuelanos a buscar refúgio no Brasil em 2024? Obviamente, as razões de procurar refúgio no Brasil são muito variadas, podendo ser para se reunir com familiares que já residem no país, oportunidades de emprego e estudo ou buscando proteção devido a situações de vulnerabilidade em seus países de origem. Por exemplo, os venezuelanos podem solicitar refúgio ou residência no Brasil porque a proximidade geográfica com Roraima faz com que vários tentem a sair da situação complexa econômica e política da Venezuela. Além disso, o país criou toda uma infraestrutura para documentação, acolhida, alimentação e para ajudar os refugiados a se deslocarem para outros lugares. Quais desafios o Brasil enfrenta ao lidar com esse aumento significativo de migrantes, tanto em termos de infraestrutura quanto de políticas públicas?Acredito que é importante pontuar que o Brasil não é o destino principal, seja de migrantes ou de refugiados. Os números são muito baixos em relação a outros países, até porque essas pessoas ficam perto, normalmente, do país do qual estão saindo. Mas os principais desafios são a capacidade de acolhimento e infraestrutura, as condições de abrigos temporários nem sempre são ideais, a falta de políticas públicas que incentivem a integração cultural, porque o aprendizado da língua portuguesa e a inclusão no mercado de trabalho são essenciais, e a falta de financiamento e recursos. Quais são os impactos econômicos dessa migração para o Brasil, considerando o contexto atual de mercado de trabalho e desemprego?O migrante ou refugiado que trabalha aqui no Brasil contribui para o desenvolvimento do país. Há muitos setores, como os frigoríficos e outras áreas, que faltam mão de obra porque o salário é baixo e o trabalho é muito pesado. Então, essas áreas da economia procuram migrantes, o que resulta em um aumento da força de trabalho, e apoia o crescimento desses segmentos específicos. Só é preciso a fiscalização para que não haja exploração e que o salário seja justo. Em longo prazo, pode causar uma maior diversidade econômica e compensar a diminuição da população jovem e ativa, ajudando a manter o potencial de crescimento econômico. Como o governo brasileiro tem lidado com questões relacionadas aos direitos dos migrantes, como acesso à saúde, educação e moradia?Eu diria que o Brasil conseguiu elaborar uma nova lei de imigração em 2017, substituindo o Estatuto do Estrangeiro que estava alicerçado em uma visão de segurança nacional. Hoje em dia, temos esta lei em uma perspectiva de direitos humanos. A cidade de São Paulo conseguiu também desenhar uma política migratória nesse sentido com a Política Municipal. Em nível federal, se continua trabalhando com bastante dificuldade e tentativas. Mas do ponto de vista de acesso à educação e saúde, são dois direitos garantidos aos migrantes. Nós temos é uma carência de moradias e falta proporcionar formação a quem veio trabalhar. De que forma fatores como idade, nível educacional ou histórico de emprego podem influenciar a integração deles?Quanto mais jovem, mais fácil a integração, o nível educacional infelizmente em relação aos migrantes não ajuda muito, porque podem ser médicos, arquitetos, engenheiros, ter várias faculdades, mas as vagas de emprego que são oferecidas, na maioria dos casos, são para trabalho braçal, importantes, obviamente, mas muitas vezes abaixo da formação dessas pessoas. Com muita dificuldade e raros casos, eles conseguem atuar na sua área.

Estudo aponta alto risco de recorrência do câncer de pele

De acordo com um relatório elaborado pelo National Comprehensive Cancer Network (NCCN), 60% das pessoas que tiveram câncer de pele serão diagnosticadas com um segundo caso dentro de dez anos. Ainda segundo o estudo, o risco de uma nova ocorrência aumenta drasticamente se o paciente já tiver sido diagnosticado com um segundo câncer de pele não melanoma. Recentemente, a atriz Ísis de Oliveira anunciou que recebeu um novo diagnóstico da doença. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela mostrou as lesões no rosto. Outras celebridades também enfrentaram um segundo diagnóstico de câncer de pele, como os atores Ewan McGregor e Hugh Jackman, as atrizes Diane Keaton e Melanie Griffith, além da influencer Khloé Kardashian. Segundo o vice-diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Alex Schwengber, existem dois fototipos de pele mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele. “O tipo um corresponde a pessoas de pele muito clara, com sardas e cabelo ruivo. Já o tipo dois inclui indivíduos de pele clara, cabelo claro e sem muitas lesões pigmentares. Essas pessoas têm uma propensão natural maior devido à baixa proteção da melanina, que é mais abundante em indivíduos de pele escura, a desenvolver câncer de pele com mais frequência”. “O grande problema está no fato de que a maioria de nós, ao longo da vida, recebe muita radiação, oriunda especialmente do sol, mas também da iluminação artificial e da exposição a raios X, como os emitidos por aparelhos de radiologia. Além disso, há ainda a exposição à radioterapia, que é um método de tratamento do câncer. Quando chegamos à fase adulta, por volta dos 30 ou 40 anos, já acumulamos uma carga de radiação suficiente para provocar alterações no DNA das células da pele, aumentando o risco de tumores cutâneos”, acrescenta. Um estudo realizado na Espanha, com pacientes diagnosticados com câncer de pele, avaliou o risco de uma segunda neoplasia cutânea e apontou que as recorrências foram significativamente mais comuns em regiões como face central, sobrancelhas, nariz, lábios, queixo, orelhas, têmporas, genitália, mamilos/auréolas, mãos, pés, tornozelos e unhas, especialmente quando os tumores apresentavam mais de seis milímetros de diâmetro. A pesquisa também revelou que os homens possuem um risco 160% maior de desenvolver a doença pela segunda vez. Schwengber destaca que essa maior probabilidade entre o público masculino está relacionada à maior exposição ao sol. “A maioria dos trabalhadores que se expõem cronicamente à radiação ultravioleta são homens. Outro fator importante é o autocuidado. Geralmente, as mulheres adotam comportamentos mais cuidadosos com a saúde e buscam orientação médica antes que as lesões evoluam”. O especialista orienta que, independentemente de já ter tido câncer de pele ou não, o paciente deve consultar um dermatologista ao menos uma vez por ano para detectar lesões pré-malignas antes que evoluam para câncer. “Isso evita tratamentos mais agressivos e a necessidade de remoção cirúrgica. Já para aqueles que tiveram câncer de pele não melanoma, a recomendação é que consultem o dermatologista pelo menos a cada seis meses”. “Cuidar da pele de forma integral também é essencial. Evite a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente nos horários de pico, entre 10h e 16h. Sempre que houver exposição ao sol, use roupas com fator de proteção, chapéu de aba larga, óculos escuros e filtro solar”, finaliza. Casos em 2025 Considerado o tipo de câncer mais comum no Brasil, são esperados para este ano 220.490 novos casos de câncer de pele não melanoma, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além disso, há previsão de 8.980 novos casos anuais de melanoma, a forma mais agressiva da doença.

Mulheres entre 15 e 45 anos têm mais chances de ter lúpus

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), estima-se que existam cerca de 150 a 300 mil pacientes com lúpus no Brasil. A doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e raça, porém, é prevalente em mulheres, principalmente, na faixa etária entre 15 e 45 anos, período compreendido, em geral, após a primeira menstruação e a pré-menopausa. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves. Não existem formas de se prevenir e também não há vacinas. Conforme uma pesquisa feita com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), dos cerca de 74 mil pacientes que receberam o diagnóstico da enfermidade entre 2000 e 2019, 89,9% eram do sexo feminino, sendo quase metade delas com idades entre 26 e 45 anos. Somente nesse período, foram 24.029 óbitos em decorrência da condição. O presidente da Comissão Científica de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Edgard Reis, revela que não existe um único fator para o aparecimento do lúpus. “Ele resulta de uma junção de fatores genéticos, ambientais (radiação ultravioleta) e hormonais (estrógeno) que atuam sobre o sistema autoimune. Ou seja, o próprio indivíduo começa a produzir anticorpos, células, moléculas que vão atacar o próprio organismo, em vez de atacar o vírus e bactérias”. A reumatologista da Unimed-BH, Cláudia Neiva, destaca que a doença se apresenta em dois principais tipos. “O lúpus cutâneo crônico, que afeta apenas a pele; e o lúpus eritematoso sistêmico, que pode atingir diversos órgãos, como articulações, rins, pulmões, coração e cérebro. Um dos sinais mais característicos é uma irritação na pele, em forma de ‘asa de borboleta’ no rosto, além de lesões em áreas expostas ao sol. Outros sintomas comuns incluem dores, edema (inchaço) e rigidez nas articulações, queda de cabelo, inflamação nos rins, também conhecida como nefrite, entre outras manifestações”. Ela explica ainda que o lúpus pode ser uma condição desafiadora, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e garantem uma boa qualidade de vida. “A conscientização é fundamental para que as pessoas busquem ajuda médica o quanto antes”. “O diagnóstico é feito clinicamente, com base na avaliação dos sintomas, e em exames laboratoriais, com a detecção de autoanticorpos, incluindo o Fator Antinuclear (FAN). O lúpus acomete, principalmente, mulheres jovens e está entre as principais causas de internação hospitalar entre as doenças reumáticas. A patologia tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores hormonais e ambientais”, detalha. A patologia não existe cura, alerta a profissional. “O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são importantes para controle regular da doença e para evitar as fases de ativação da enfermidade”. Tratamento Cláudia destaca que, com o tratamento adequado, os pacientes podem levar uma vida com menos complicações. “A terapia inclui o uso de medicamentos, além de opções específicas para cada caso e terapias biológicas mais modernas. Também é preciso manter uma rotina saudável, com atividade física regular, dieta equilibrada, controle do estresse e proteção solar adequada. A exposição aos raios UV, por exemplo, é um dos gatilhos para o surgimento e agravamento dos sintomas. Por isso, o uso de protetor solar e vestimentas adequadas é altamente recomendado”. “A falta de acesso ao tratamento adequado leva a dores crônicas, lesões na pele e inflamações graves em órgãos vitais, podendo causar sequelas permanentes. A doença é caracterizada por surtos, ou seja, alternando períodos de inatividade e fases ativas. O acompanhamento médico é crucial para detectar precocemente os períodos de atividade e, consequentemente, evitar complicações”, conclui a reumatologista.

Candidatura de Cleitinho ao governo irá dividir a direita em Minas em 2026

Avaliado como um político midiático, cujo histórico de homem público foi forjado nas redes sociais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem protagonizado uma pseudo cisão política, procurando se isolar do grupo liderado pelo governador Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, sabe-se da pretensão do parlamentar em se tornar candidato a governador. Porém, pelo roteiro de agora, a direita mineira que ficou unida nas duas últimas eleições, estaria em frangalhos no próximo ano. Enquanto planeja o seu futuro, relativamente ao pleito de 2026, o senador vai turbinando cada vez mais o seu prestígio na internet, tendo ao seu lado o deputado estadual Bruno Engler (PL). Nas últimas semanas, Azevedo fez vários vídeos ironizando e até mesmo criticando o estilo de administração de Romeu Zema. Cleitinho X Mateus Simões Estrategistas políticos consideram que a ideia de Cleitinho Azevedo, no sentido de antecipar o debate sobre o pleito de 2026, pode ser um erro estratégico. Fontes ouvidas pelo Edição do Brasil avaliam que é muito incipiente tratar de um tema de tal magnitude neste momento, já que estamos falando de nomes para administrar o segundo estado mais populoso do país. No momento, propala-se um possível duelo eleitoral entre Cleitinho e o atual vice-governador Mateus Simões (Novo). Para interlocutores, são prematuras as teses de ambos, porque o tema só vai ganhar curso definitivo no próximo ano, quando acontecerem as grandes candidaturas à Presidência da República, com grandes alianças partidárias e aproximação de siglas nos estados, inclusive em Minas Gerais. Matemáticos da política mineira comentam que, atualmente, o PSD estadual tem dois nomes de ponta para pleitear cargos majoritários, o senador Rodrigo Pacheco e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Porém, nenhum deles, e muito menos o próprio partido, se prestam a fazer conjecturas pensando na peleja de 2026. Mas isso não significa imaginar a ausência do grupo no pleito de então. Eles entendem não ser a hora de alardear as pretensões individuais no campo da futura campanha. Em geral, essa espécie de “pacotão” para disputar o pleito presidencial, às vezes, faz sucumbir interesses partidários e políticos regionais, impondo entendimentos onde congregam siglas de ideologias e percepções eleitorais distintas, ficando tudo junto, em uma mesma cesta, mediante o lançamento de candidaturas aos governos estaduais, nomes para vice- -governador e as duas vagas ao Senado. Para muitos, isso é o que pode acontecer também em nosso Estado. Assim, essas bravatas de Cleitinho podem não passar de uma necessidade dele se manter vigilante e em consonância com o seu estilo peculiar de atuar na vida pública e partidária, usando sempre o megafone da comunicação virtual.

Congresso discute novas regras para trabalho por aplicativo

Em tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024 busca regulamentar a atividade de motoristas de aplicativos de transporte individual de passageiros. O texto foi elaborado a partir de debates entre governo, empresas e representantes da categoria. O PLP estabelece como um de seus principais pontos a definição da atividade como “trabalho autônomo por plataforma”, além de prever uma remuneração mínima por hora trabalhada e a inclusão dos motoristas no sistema previdenciário, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença. A proposta também exige que as plataformas forneçam informações transparentes sobre as regras de trabalho, critérios de pagamento e formas de avaliação dos condutores. Sobre o tema, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em direito do trabalho, Conrado Di Mambro. Como você avalia a proposta em discussão no Congresso Nacional? Essa pauta reflete a tentativa de construir um arcabouço jurídico que traga segurança tanto para os trabalhadores quanto para as empresas de tecnologia. A regulamentação desse setor busca equilibrar inovação tecnológica e proteção dos direitos trabalhistas. Qual tem sido o papel do STF e do TST nas decisões sobre o trabalho por aplicativo? O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido fundamental na análise constitucional das novas relações de trabalho. Recentemente, suas decisões vêm sinalizando a necessidade de equilibrar inovação e proteção social, colocando em debate os limites da chamada “pejotização” no setor. Já o Tribunal Superior do Trabalho (TST) desempenha um papel relevante na uniformização das decisões trabalhistas, avaliando casos específicos para determinar a existência de subordinação, habitualidade e onerosidade – critérios clássicos para o reconhecimento do vínculo empregatício. Uma das principais questões em debate é se os profissionais por aplicativo se enquadram no conceito de “trabalho subordinado” ou se devem ser tratados como “trabalhadores autônomos”. A partir desse entendimento, define-se o conjunto de direitos aplicáveis, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As decisões do Judiciário trouxeram avanços para esses trabalhadores? O principal avanço tem sido o reconhecimento, por parte de algumas decisões judiciais, da necessidade de garantir direitos mínimos, como previdência social, seguro contra acidentes e condições seguras de trabalho. Essas garantias visam proteger os profissionais, que frequentemente enfrentam jornadas exaustivas e riscos elevados nas atividades de transporte e entrega. Quais desafios ainda precisam ser superados nesse modelo de trabalho? Um dos principais entraves é a resistência das plataformas em reconhecer qualquer forma de vínculo empregatício, sob o argumento de que os motoristas são autônomos. Se esse posicionamento for consolidado sem a imposição de garantias mínimas, o trabalho por aplicativo pode se tornar ainda mais precarizado, afastando-se de qualquer proteção trabalhista. Outro desafio é a falta de uniformidade nas decisões judiciais. Enquanto alguns tribunais reconhecem o vínculo empregatício em determinadas circunstâncias, outros reforçam a autonomia dos motoristas, gerando insegurança jurídica tanto para trabalhadores quanto para empregadores.

Especialista chama a atenção para as doenças transmitidas pelo beijo

  O Carnaval é uma das festas mais esperadas do ano, marcada pela diversão, aglomerações e a celebração em blocos de rua. No entanto, é importante estar atento aos cuidados com a saúde, especialmente em relação às doenças contagiosas que são mais facilmente transmitidas durante a folia. Entre elas, o herpes labial e a mononucleose, duas condições que podem ser evitadas com simples precauções.   Herpes O herpes labial é causado pelo vírus Herpes simplex tipo 1 (HSV-1), que afeta principalmente a região da boca. De acordo com a dermatologista Luciana Oliveira, especialista em doenças virais de pele, o herpes é altamente contagioso e é transmitido por meio do contato direto com as lesões ou até mesmo pela troca de objetos, como copos e utensílios. “É muito comum que as pessoas desenvolvam herpes labial quando estão com o sistema imunológico enfraquecido, o que pode ocorrer no Carnaval. A aglomeração e o contato próximo entre as pessoas contribuem para a propagação do vírus”. “Os sintomas do herpes labial incluem pequenas bolhas doloridas que aparecem na boca, gengiva ou língua, seguidas por crostas e desconforto, podendo também aparecer vermelhidão e até febre. O diagnóstico é geralmente baseado nos sintomas e na aparência das lesões (em alguns casos, exames adicionais podem ser feitos), e embora não exista cura definitiva, o tratamento com medicamentos e pomadas antivirais pode ser usado para reduzir a duração e a gravidade do surto”, explica. Luciana recomenta evitar beijar pessoas que tenham lesões visíveis na boca. “Mesmo que as bolhas não estejam presentes, o vírus pode ser transmitido, especialmente no período de surto. Também não compartilhe utensílios pessoais, como copos, talheres, toalhas, batons ou qualquer outro objeto que possa ter tido contato com a boca”.   Mononucleose A mononucleose, também conhecida como ‘doença do beijo”, é causada pelo vírus Epstein-Barr e é transmitida principalmente pela saliva. Embora o nome remeta ao beijo, a transmissão também pode ocorrer por meio de utensílios compartilhados, como copos, garrafas e até toalhas. A infectologista Fernanda Diniz explica que, embora os sintomas da mononucleose possam se assemelhar a um resfriado comum, a doença geralmente apresenta febre alta, dor de garganta intensa, aumento dos gânglios linfáticos e fadiga extrema. “Em alguns casos, pode haver inchaço do fígado e/ou baço, que pode ser acompanhado de dor abdominal”. “O diagnóstico é feito através de uma combinação de avaliação clínica e exames laboratoriais. Um teste físico verifica sinais como febre, linfonodos inchados e amígdalas inflamadas. Já o de sangue, como o hemograma completo, pode mostrar um aumento no número de linfócitos e a presença de linfócitos, que são típicos da mononucleose. Por último, o exame de anticorpos detecta anticorpos específicos contra o vírus Epstein-Barr”, completa. Fernanda ressalta que não há um tratamento antiviral específico para a mononucleose. O objetivo é aliviar os sintomas e promover a recuperação. As principais abordagens incluem repouso, devido à fadiga extrema que pode acompanhar a doença, controle da febre e dor com anti-inflamatórios e analgésicos, além da hidratação adequada”. Como a mononucleose é transmitida principalmente por saliva, as medidas de prevenção são praticamente as mesmas do herpes labial, como evitar beijos e o compartilhamento de utensílios, contato próximo com pessoas infectadas e cuidados com sistema imunológico e higiene pessoal.

Candidatura de Pacheco ao governo pode atrapalhar planos de Alexandre Silveira

  O Palácio do Planalto aguarda uma resposta do senador Rodrigo Pacheco (PSD), para saber se ele efetivamente aceitaria o desafio de se tornar candidato a governador, conforme propalado pelo presidente Lula, com o apoio de seu grupo político, inclusive do Partido dos Trabalhadores. E, só a partir de um possível sim, Pacheco se tornaria ministro de alguma pasta, ainda em fase de estudos para saber onde o político mineiro se encaixaria. Quem não estaria gostando nada desse novo arranjo político em relação à sucessão estadual de 2026 é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Secretário-geral do PSD nacional, Silveira tem feito muitas incursões pelo interior mineiro, deixando clara a sua pretensão de ser candidato a um posto majoritário no próximo ano.   Falta espaço para os dois Pacheco e Alexandre Silveira pertencem ao mesmo grupo político, aliás, são filiados ao PSD de Gilberto Kassab. Mas, quando o assunto é a sucessão estadual em Minas, tem componentes que carecem ser analisados com mais detalhes. Por exemplo, seria praticamente difícil Pacheco pleitear o governo tendo Silveira disputando o Senado. Esse posto, assim como a vaga de vice-governador, tende a ser uma moeda de troca de uma composição política, uma mega aliança, como prevê o presidente Lula, envolvendo as forças políticas de centro e também o PT. As sugestões são no sentido de que o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite (MDB), seria o nome ideal para compor a chapa como vice, enquanto o Senado poderia ficar sob a responsabilidade da prefeita de Contagem, a petista Marília Campos. Neste cenário, ainda existe a possibilidade de uma aproximação com o ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP), embora, segundo informações do Triângulo Mineiro, Leão tenha mantido contatos frequentes com o vice-governador Mateus Simões (Novo), com quem teria uma ideologia de centro-direita. O jogo poderá ficar ainda mais nítido, caso o prefeito de BH, Fuad Noman (PSD), tenha condições de voltar à cena política. Na avaliação do Planalto, essa realidade fortaleceria a tese do presidente da República, no sentido de se concretizar uma mega aliança no Estado para enfrentar grupos poderosos, como o vice-governador Simões e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

97% dos brasileiros de 16 a 34 anos sonham conseguir a casa própria

  Segundo uma pesquisa do Datafolha, 97% dos jovens, de 16 a 34, possuem o sonho de adquirir a casa própria. Entre o grupo de 16 a 24 anos, 57% têm planos de comprar um imóvel residencial, índice similar ao registrado na faixa de 25 a 34 anos (55%). Considerando todos os brasileiros, 43% pretendem comprar uma casa, sendo que, destes, 57% querem fazer negócio em até três anos, e 24%, ainda neste ano. No total, quase dois terços (65%) dos brasileiros já possuem a casa em que moram. São 29% os que pagam aluguel e outros 5% moram em um imóvel cedido. A fatia dos que moram em casa alugada decresce com a idade: 38% dos que têm de 16 a 24 anos, 37% dos 25 aos 34, 31% dos 35 aos 44 e 22% a partir dos 45 anos de idade. Para debater o assunto, o Edição do Brasil conversou com Jonata Tribioli, diretor de investimentos imobiliários e de educação financeira.   Comprar um imóvel ficou mais difícil para o público jovem, se comparado com as décadas passadas? Sim, adquirir um imóvel tornou- -se mais desafiador para os jovens de 16 a 34 anos em comparação com décadas anteriores. Fatores como o aumento significativo dos preços dos imóveis, e a elevação das taxas de juros, dificultam o acesso ao financiamento imobiliário. Além disso, a renda média desse público não acompanhou o ritmo de valorização imobiliária, fazendo com que muitos jovens possuam rendimentos que não atendem aos critérios exigidos pelas instituições financeiras para a liberação de crédito imobiliário, e a exigência de um valor considerável para a entrada dificulta a aquisição, especialmente para aqueles que não possuem reservas financeiras mais significativas.   Existem fatores, além do econômico, que impactam na dificuldade dessa geração de conseguir um imóvel? Sim, além dos fatores econômicos, aspectos comportamentais influenciam essa dificuldade. Muitos jovens priorizam experiências, como viagens e educação, ao invés da aquisição de bens duráveis. A busca por oportunidades de trabalho em diferentes localidades desestimula o compromisso com a compra de um imóvel fixo, e há uma tendência crescente de optar pelo aluguel que oferece maior flexibilidade e menos responsabilidades associadas à propriedade.   O financiamento de imóveis é mais acessível atualmente? Hoje, o financiamento de imóveis enfrenta alguns desafios. Embora existam diversas modalidades de crédito disponíveis, as altas taxas de juros e os critérios mais rigorosos de concessão tornam o acesso ao financiamento menos acessível para uma parcela da população, especialmente para os jovens com renda mais baixa.   Programas habitacionais, como o “Minha Casa, Minha Vida”, facilitaram a realização desse sonho? Sim, programas habitacionais como o “Minha Casa, Minha Vida” desempenharam um papel crucial na facilitação do acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Eles oferecem subsídios e condições de financiamento mais favoráveis, permitindo que muitos brasileiros realizem o sonho da casa própria. No entanto, a demanda ainda supera a oferta, e muitos aguardam por oportunidades dentro desses programas.   Quais estratégias esse público pode adotar para conseguir realizar o sonho da casa própria? Algumas estratégias recomendadas incluem elaborar um orçamento com economia mensal destinada à compra do imóvel. Participar de consórcios imobiliários também pode ser uma alternativa ao financiamento tradicional, e programas governamentais que ofereçam subsídios e condições facilitadas. Além disso, buscar conhecimento sobre investimentos e gestão financeira para aumentar o poder de compra, e considerar áreas emergentes ou periféricas, onde os preços são mais acessíveis, podem ser abordagens eficazes.   Analisando o momento atual, você acredita que será mais fácil ou mais difícil adquirir um imóvel nos próximos anos? A perspectiva para os próximos anos é mista. Por um lado, espera-se que a redução das taxas de juros torne o crédito imobiliário mais acessível, estimulando a demanda por imóveis. Por outro lado, a valorização contínua dos imóveis e possíveis restrições econômicas podem contrabalançar esse efeito. Portanto, embora haja sinais positivos, a aquisição de um imóvel continuará exigindo planejamento e preparação financeira por parte dos interessados.