Nome de Walfrido dos Mares Guia é mencionado para o pleito de 2026

Tendo como atração uma apresentação do humorista Fernando Ângelo, aconteceu na semana passada, nos dourados salões do Automóvel Clube, em Belo Horizonte, mais um encontro de ex-deputados estaduais. Esse foi o evento, em forma de almoço, destinado a manter esses políticos em contato permanente, quando se discute sobre os mais diversos assuntos, inclusive em relação à tradicional política de Minas Gerais. O ex-deputado Paulo Pettersen, um dos presentes ao certame, disse que “não se tratou especificamente sobre nenhum nome ou preferência por projetos políticos, mas, ao pé do ouvido, foram sussurrados temas com vistas ao pleito de 2026”. Walfrido dos Mares Guia O almoço/reunião contou com uma lista de 30 ex-deputados mineiros. Porém, coube ao organizador, João Pinto Ribeiro, anunciar a presença de surpresa, para muitos, do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia. Com seu estilo de comunicação fácil, o convidado foi logo dizendo que estava ali sem missão específica, apenas para participar da confraternização. Mas a realidade é que o seu nome imediatamente foi lembrado para disputar o Governo de Minas, embora tenha se esquivado do tema. Indagado qual o real objetivo do acontecimento, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Queiroz, pontuou que compareceu ao evento mais para ouvir do que propriamente emitir opinião. Para ele, foi um lance agradável, se traduzindo em uma reunião amistosa, compartilhada por velhos companheiros. A possibilidade do próprio Mares Guia ser o nome para disputar o Governo do Estado é uma novidade. Até porque, a imprensa de Minas tem conhecimento de uma articulação feita pelo presidente Lula (PT), com a finalidade de incrementar a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Segundo fontes de Brasília, o ex-ministro estaria com a missão de sondar sobre as chances políticas do senador no âmbito dos políticos estaduais. Na outra ponta desse projeto, uma informação descreve, inclusive, a possibilidade da mudança de partido por parte do senador Pacheco, que estaria retornando ao MDB. No entanto, sob condições especiais de ser eleito o presidente da legenda estadual. Esse movimento já prevê até mesmo uma estratégia para acomodar o atual presidente emedebista, o deputado federal Newton Cardoso Júnior. Contra ele, pesa o fato de o MDB ostentar hoje apenas dois representantes na Câmara Federal, ou seja, ele próprio e seu colega Hercílio Diniz. Já no parlamento estadual, as duas cadeiras da sigla estão ocupadas, respectivamente, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Martins Leite, e pelo líder do Governo, João Magalhães.

2,4 milhões de brasileiros estão cadastrados no “Celular Seguro”

Segundo o Ministério da Justiça, mais de 2,4 milhões de brasileiros se cadastraram no aplicativo “Celular Seguro”, que é o programa que visa combater o roubo e o furto de aparelhos em todo país. Recentemente, o projeto entrou em nova fase, e agora passa a enviar notificações para o aparelho roubado, furtado ou perdido para incentivar a devolução voluntária. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada hora, 107 celulares são roubados ou furtados no país. Em 2023, foram registrados 937 mil aparelhos que estavam nessa situação. O Edição do Brasil conversou sobre o tema com a professora de Direito Criminal da Uniarnaldo Centro Universitário, Renata Furbino. O projeto “Celular Seguro” é a melhor medida para combater o crescimento desse tipo de delito?O programa é um avanço no combate aos roubos e furtos, porque facilita o bloqueio rápido de aparelhos e contas vinculadas. Ele atua mais como uma medida de rastreio e bloqueio de uso dos celulares furtados, todavia, esse tipo de crime é um problema complexo e estrutural, que envolve o desmantelamento do mercado ilegal e suas conexões. A iniciativa do governo de implementar o projeto é ótima e espero que seja cada vez mais aperfeiçoada. De que maneira o mercado de revenda de celulares roubados contribui para o aumento desses crimes?A existência de um mercado ativo para a revenda de celulares roubados, inclusive no exterior, como países onde o bloqueio brasileiro não tem efeito, estimula diretamente a prática do crime. Esses aparelhos têm alto valor de revenda e servem não só como dispositivos de comunicação, mas também como ferramentas para práticas de crime, como estelionato. Enquanto houver demanda e facilidade em revenda, haverá incentivo para a subtração desses bens. O que explica o número cada vez mais alto desse tipo de delito?Diversos fatores ajudam a explicar esse aumento, por exemplo, o celular se tornou uma espécie de banco na palma da mão, com acesso direto às contas, cartões e dados sensíveis. Além disso, é um alvo fácil, especialmente em grandes centros urbanos. A dificuldade de encontrar os autores dos crimes e a facilidade de escoamento do produto roubado completam esse cenário. Existe uma relação desse crime com o fortalecimento de facções?Sim. As facções criminosas se aproveitam desse tipo de crime para circular e gerar dinheiro com rapidez e constância. Elas operam redes de receptação de celulares roubados e cooptam os jovens para executarem os furtos e roubos. Com isso, fortalecem seu poder territorial e financeiro. Que papel as empresas de tecnologia podem ter para deixar as pessoas mais protegidas?As empresas têm um papel fundamental. Elas podem tornar os aparelhos menos atrativos para o mercado ilegal por meio de sistemas que inutilizem totalmente o celular após o roubo, mesmo com formatação. Além disso, há espaço para parcerias com o poder público para rastreamento mais eficiente e integração de dados em tempo real com autoridades. O que mais pode ser feito para reduzir o número de furtos e roubos de celulares além desse programa?É fundamental investir em investigação e atuação coordenada de inteligência para desarticular as redes de receptação e revenda de aparelhos celulares que são fruto de roubo ou furto. A melhoria na iluminação pública, o monitoramento por câmeras, o policiamento ostensivo em áreas críticas e campanhas de conscientização também são medidas complementares importantes que podem contribuir na redução desse tipo de delito. O tema segurança pública tem que ser tratado de maneira diferente pelos nossos governantes?Certamente. A segurança pública precisa ser encarada de forma integrada, um agir que envolva uma ação planejada de todos os entes federativos, atuação de prevenção e repressão pautadas em inteligência e compartilhamento de dados cruciais para a investigação. Analisando o momento atual, você acredita que podemos ter uma diminuição desse tipo de crime, em curto prazo?A curto prazo, penso ser difícil prever uma queda significativa na quantidade de furtos ou roubos de dispositivos celulares. O número de armas em circulação aumentou, há dificuldades claras na investigação dos crimes e o mercado ilegal de revenda do produto permanece aquecido. No entanto, diversas ações coordenadas e efetivas, como repressão às redes de receptação, melhoria na tecnologia dos aparelhos e campanhas de conscientização e prevenção, podem começar a produzir resultados cada vez mais concretos.

Síndrome de Tourette afeta cerca de 80 milhões de pessoas no mundo

A síndrome de Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico que se manifesta principalmente durante a infância e adolescência, caracterizado por múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal, presentes por mais de um ano. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome acomete cerca de 1% da população mundial, aproximadamente 80 milhões de pessoas. Segundo a neurologista Camila Borges, “os tiques são movimentos ou vocalizações súbitas, rápidas e recorrentes. Eles podem ser simples, como piscar os olhos, ou complexos, como saltar ou repetir palavras. A coprolalia, que envolve o uso involuntário de palavrões ou expressões inapropriadas, é um sintoma presente em uma minoria dos casos, mas frequentemente associada ao estigma social. É importante compreendê-la como um sintoma neurológico involuntário. Os xingamentos não refletem a personalidade ou os valores da pessoa, mas sim uma condição que está fora de seu controle”. O diagnóstico é clínico, baseado na observação dos sintomas e na exclusão de outras condições e os tiques variam em intensidade e frequência e tendem a piorar em situações de estresse ou ansiedade. Camila diz que a Tourette raramente aparece sozinha. “É muito comum que venha acompanhada de outros transtornos, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ansiedade e dificuldades de aprendizagem”. O psiquiatra Rafael Monteiro explica que é essencial que os sintomas estejam presentes por pelo menos um ano e comecem antes dos 18 anos. “Às vezes, os pais demoram a procurar ajuda, achando que os tiques são apenas manias ou nervosismo. Mas quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor é a qualidade de vida da criança”. A síndrome não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas e o impacto na vida do paciente. Em casos leves, muitas vezes, a simples observação e apoio psicológico são suficientes. Nos casos moderados a graves, podem ser indicados medicamentos como antipsicóticos, relaxantes musculares e antidepressivos. “A Terapia de Intervenção Comportamental para Tiques (CBIT) ajuda o paciente a reconhecer o impulso do tique e desenvolver respostas concorrentes para impedir sua manifestação, antipsicóticos são utilizados para reduzir a intensidade dos tiques. Além disso, existem diversos medicamentos que podem ser eficazes, especialmente em crianças”, esclarece. A educação da família e da escola também é fundamental. A empatia e o acolhimento ajudam a reduzir o estigma social e melhoram o desempenho acadêmico e social dos jovens com Tourette”. Monteiro ressalta que apesar de retratada muitas vezes de forma caricata na mídia, a condição é uma condição real que pode ser desafiadora. O desconhecimento sobre a síndrome ainda gera preconceito, isolamento e até bullying. “Informar-se é o primeiro passo para combater o estigma. Pessoas com Tourette são inteligentes, criativas e capazes. Com apoio e tratamento adequado, podem levar uma vida plena”. A cantora Billie Eilish falou abertamente sobre os desafios de conviver com a síndrome de Tourette, descrevendo a experiência como “extremamente exaustiva”. Durante uma participação em um programa em 2022, ela foi registrada tendo um tique enquanto conversava com o entrevistador. A artista afirmou que sente grande satisfação em compartilhar sua vivência com a condição, pois acredita na importância de falar sobre o assunto. No entanto, ela também destacou que nem todos reagem bem quando presenciam um de seus tiques.

Sintomas de Parkinson vão além dos tremores

  Doença que atinge cerca de 200 mil brasileiros, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Parkinson acontece devido à degeneração das células situadas em uma região do cérebro chamada substância negra. Elas produzem a dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição dela afeta os movimentos do paciente, causando os sintomas. A doença pode afetar qualquer indivíduo, mas tende a atingir os mais idosos. A grande maioria das pessoas, geralmente, apresenta os primeiros sintomas a partir dos 50 anos. Porém, também pode surgir em idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros. O neurologista Augusto Coelho explica que cerca de 80% dos pacientes com Parkinson têm tremores, mas esclarece que esse não é um sintoma definidor para o diagnóstico da doença. “O mais importante é a lentidão, pois, sem ela, não tem como fazer o diagnóstico. Outro sintoma que é muito marcante também é uma rigidez nos braços e pernas, que causa dores aos pacientes em muitos casos”. “Hoje nós sabemos que existe uma série de outros sintomas não motores que podem acontecer até muito mais precocemente do que o tremor e a lentidão. Por exemplo, destaco o intestino preso, alguns distúrbios do sono e dificuldade em sentir os cheiros, que podem acontecer até dez anos antes do tremor e da lentidão”, acrescenta. A aposentada Cleide Lovato recebeu o diagnóstico de Parkinson aos 45 anos. “Comecei a perceber um pequeno tremor no meu dedo, o polegar da mão esquerda, e depois percebi que a minha perna esquerda estava arrastando quando eu caminhava. Fui em busca de um neurologista para saber o que estava acontecendo. Hoje em dia, consigo fazer serviços domésticos, além de manter uma rotina de cuidados contando com terapias coadjuvantes da doença. Não esconda a doença, mantenha sua rotina de atividades o mais próximo possível do que você fazia antes”.   Diagnóstico Coelho destaca que o diagnóstico para o Parkinson acontece a partir de uma avaliação clínica. “Buscamos verificar se o paciente está com um histórico condizente com a evolução clínica da doença e, especialmente, com exame neurológico e exame físico, procurando tremor, lentidão e rigidez. Exames de imagem podem ser usados, mas para descartar outras possibilidades”.   Conscientização é importante Ele avalia que quanto mais a população compreender a doença, mais fácil será dar um suporte aos pacientes. “Uma das formas é a sociedade se organizar para conseguir que eles tenham esse acompanhamento multidisciplinar. No dia a dia, respeitar as limitações que esses pacientes podem ter ao longo da vida é algo essencial”. Os pacientes e também familiares devem ficar atentos à oferta de tratamentos milagrosos para a cura da doença nas redes sociais, lembra o neurologista. “Qualquer tipo de tratamento que esteja fora do que foi estudado pela comunidade científica deve ser verificado em fontes confiáveis”, finaliza.   Mês da tulipa vermelha O quarto mês do ano é dedicado à conscientização da doença. Desde 1998, no dia 11 de abril é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson.

Setor mineral estima investimento de US$ 68 bilhões em cinco anos

  O setor mineral prevê um investimento de US$ 68 bilhões para o período de 2025/2029. É um aumento de cerca de US$ 4 bilhões em relação ao período anterior (2024/2028), um crescimento de 6,6%, segundo dados de entidades ligadas ao segmento. O minério de ferro tem a maior participação no volume de recursos (28,7%): US$ 19,59 bilhões (+13,4%). O segundo da lista se refere às projeções dos investimentos socioambientais, que saltaram de US$ 10,67 bilhões para US$ 11,33 bilhões (+6,2%). Em seguida estão os aportes em logística: US$ 10,9 bilhões (+5,2%). Minas Gerais, Pará e Bahia receberão o maior volume de aplicações de recursos: US$ 16,5 bilhões; US$ 13,48 bilhões; e US$ 8,99 bilhões, respectivamente. Os investimentos em múltiplos estados somam mais de US$ 12,7 bilhões. O economista Ricardo Paixão explica que o investimento no setor mineral é impulsionado por diversos fatores. “Podemos citar a demanda global por minérios estratégicos e o potencial geológico brasileiro. Nosso país possui grandes reservas minerais, como ferro, ouro, alumínio e manganês, atraindo capital estrangeiro. Outro fator é estabilidade regulatória, apesar de alguns desafios, o Brasil mantém um marco estável para o segmento, o que aumenta a confiança dos investidores”. “A infraestrutura logística também é outro fator, investimento em ferrovias, portos e energia, melhora a competitividade das exportações de mineral. E a demanda global por minerais estratégicos significa que o avanço da transição energética das tecnologias verdes, como carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares, levou à procura por minerais como lítio, níquel, cobre e terras raras”, afirma. Paixão pontua que o impacto do crescimento do investimento é bastante significativo. “O setor responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 20% das exportações totais do país. Com o aumento, podemos esperar geração de emprego direto e indireto, especialmente em regiões interioranas; e aumento da arrecadação fiscal. Podemos citar também uma dinamização das economias locais, com efeitos multiplicadores em serviços, comércio e infraestrutura”. Ele ressalta ainda que existe uma tendência de alta no setor. “Impulsionada pela demanda internacional persistente de países como China, Estados Unidos e da Europa, que demandam muito minerais para indústria e energia limpa. Também a nova corrida por minerais estratégicos, devido ao estímulo de governos e empresas, a transição energética. E a ampliação da capacidade instalada por mineradoras, expansão da Vale e novas operações de mineração de lítio em Minas Gerais e na Bahia”.   Faturamento de 2024 No ano passado, o faturamento do setor mineral foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Entre as substâncias minerais, o minério de ferro apresentou 8,6% de elevação no faturamento. O cobre teve 25,2%, seguido por granito (17,9%) e ouro (13,3%). Já entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior faturamento anual em mineração em 2024: R$ 108,3 bilhões, crescimento de 4,5%. Pará registrou faturamento de R$ 97,6 bilhões, com alta de 14,4%. E São Paulo registrou R$ 10,3 bilhões, com alta de 12,9%. As exportações de cobre aumentaram 20%, com receita de US$ 4,2 bilhões; as de ouro cresceram 13,5%, US$ 3,96 bilhões, mas decaíram 20,4% em toneladas (61,9 toneladas); e as de nióbio cresceram 5,5%, com receita de US$ 2,4 bilhões. A China foi o principal destino das exportações minerais e foram destinadas 69,7% das exportações em toneladas. Segundo o diretor-presidente da entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro. “O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%. Tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, obtivemos também uma expansão em termos de receita”. Conforme o Governo de Minas, de 2019 a 2025, a mineração conseguiu um montante de R$ 113,3 bilhões de investimentos no Estado, gerando mais de 46 mil empregos. Já os minerais críticos foram cerca de R$ 10,4 bilhões e 5,1 mil postos de trabalho criados.

Lula estará em Minas Gerais mais uma vez no final de abril

  O Palácio do Planalto já emitiu um aviso para o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD), a respeito de uma nova visita do presidente Lula (PT) a Minas Gerais, mais precisamente em Belo Horizonte. Será no dia 30 de abril, com o objetivo de fazer a entrega de 300 máquinas para atuação no recapeamento de estradas, além de atender ao setor rural. Segundo fontes de Brasília, esse maquinário será repassado diretamente às prefeituras municipais. E, como das vezes anteriores, não se sabe se o ato terá ou não a presença do governador Romeu Zema (Novo).   Pacheco nas eleições Essa sinalização do presidente de prestigiar o político mineiro Rodrigo Pacheco tem ficado cada vez mais nítida. Por exemplo, no dia 7 de abril, em Montes Claros, coube ao parlamentar fazer a saudação aos participantes de uma solenidade com a presença de Lula, onde foi o orador enfático ao defender a democracia, se postando ao lado de um movimento contra o autoritarismo institucional. Para ele, é um erro histórico dos políticos, inclusive de alguns governadores, estarem ao lado dos defensores, os verdadeiros arautos da ruptura democrática. Caso seja confirmada a vinda do chefe da nação à capital mineira, programada para o final de abril, seria a terceira vez que Lula visita o Estado em um prazo de quatro semanas. Auxiliares do presidente rememoram que ele sempre vem a Minas fazer entregas destinadas a beneficiar a população ou incrementar o setor produtivo em geral. Mas, como já estamos em um ano pré-eleitoral, o burburinho político referente ao pleito ao Governo de Minas é um fato. Neste sentido, aumentam as especulações sobre o possível apoio do presidente Lula ao projeto político do senador Rodrigo Pacheco, na peleja de 2026. Nos bastidores, já se propala uma intensificação de contatos do senador com grupos políticos do Estado. Recentemente, ele contabilizou diálogo com 8 partidos políticos, grandes e médios, que já teriam sinalizado um possível engajamento da corrida sucessória, em caso de ocorrer um sim ao projeto majoritário do próximo ano. Pessoas próximas, em Brasília e em Belo Horizonte, avaliam que, em determinado momento, Pacheco terá a necessidade de tomar uma decisão sobre o projeto. Enquanto isso, estão consolidadas as candidaturas, aliás, já debatidas publicamente nas ruas e eventos fechados, dos nomes do vice- -governador Mateus Simões (Novo), Cleitinho Azevedo (Republicanos) e também do próprio deputado Nikolas Ferreira (PL). Pela entonação dos discursos até então levados ao conhecimento público, o Partido dos Trabalhadores em Minas já teria jogado a toalha, sem a menor pretensão de se postar na dianteira dessa disputa. Aliás, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), verbalizou à imprensa que não se envolverá em qualquer projeto eleitoral no próximo ano, deixando clara a sua pretensão em permanecer como chefe do Executivo do terceiro maior colégio eleitoral mineiro. Apenas para registrar, o nome de Marília sempre é mencionado para fazer parte de uma chapa ao governo, na condição de vice ou mesmo disputando o Senado. Essa declaração da prefeita reflete uma decisão de agora, podendo acontecer um novo posicionamento dela em momento oportuno, para garantir a união dos movimentos progressistas no Estado.

Brasil tem 13,7 mil internações de sinusite crônica em cinco anos

Segundo Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), durante o intervalo de 2019 a 2023, foram registradas 13.731 internações decorrentes de sinusite crônica em todo o Brasil. As regiões Sudeste e Sul apresentaram a maioria dos casos, com 7.245 e 2.757 ocorrências, respectivamente. No total ,42 óbitos foram registrados no período, com uma taxa de mortalidade calculada em 0,31%. A média anual foi aproximadamente 2.715 internações. Na análise demográfica destacou a predominância da raça branca, representando 6.387 pacientes e o sexo feminino foi prevalente, com 7.014 admissões (51,06%). A faixa etária de 50 a 59 anos foi a mais representativa (19,97%), seguida pela faixa de 40 a 49 anos (18,75%). Em 2020, observou-se um marcante decréscimo para 1.603 internações, reflexo das repercussões da pandemia de COVID-19. A médica otorrinolaringologista, Danielly Andrade, explica que a sinusite é a inflamação dos seios da face, cavidades que temos em nosso rosto, e pode ser aguda ou crônica, associada ou não a infecções bacterianas ou virais. “As mais comuns são as agudas virais e pós virais (bacterianas), principalmente em pacientes que já possuem obstrução nasal”. “As sinusites podem ser desencadeadas por rinites, muitas vezes mal cuidadas; sintomas alérgicos exacerbados; e infecções virais, bacterianas e fúngicas. Os fatores de propensão genética de cada paciente e o ambiente que ele vive e trabalha estão extremamente relacionados aos quadros crônicos”, acrescenta. Os sintomas agudos podem provocar dor, tosse produtiva, prostração, sensação de peso na face, coriza e congestão severa. “Já nos crônicos podem ser silenciosos, mas incluem a sensação de peso no rosto, dores de cabeça recorrentes, crises de exacerbação (às vezes até duas ou mais vezes em um único mês), necessidade de uso de antibióticos e corticoides, cansaço constante, e perda da qualidade de vida e do sono devido às ocorrências que reduzem a produtividade diária”. Danielly pontua ainda que os quadros agudos são mais frequentes no outono e no inverno no Brasil. “Devido à queda das temperaturas, clima mais seco, maior concentração das pessoas em ambientes fechados e maior circulação nesta época de vírus respiratórios sazonais”. Tratamento Para realizar o tratamento, a médica esclarece que precisa ser feito um diagnóstico diferencial e tratar a causa dessa condição inflamatória de forma direcionada. “Com corticoides nasais, lavagem nasal com soro, antibioticoterapia, nos casos bacterianos, cuidados diários e, às vezes, tratamento cirúrgico nos quadros crônicos já instalados. Existem sinusites crônicas com formação de pólipos nasais que são extremamente severas, recorrentes e graves, que necessitam de cuidados direcionados e muita atenção”. Ela finaliza ressaltando algumas medidas preventivas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a sinusite. “Como lavagens nasais com solução salina diariamente; consultas regulares ao otorrinolaringologista; e cuidados com o ambiente, evitando ao máximo o contato com fatores alérgenos e inflamatórios. Além de cuidados gerais com a saúde, como a alimentação, atividades físicas e dormir bem”. Alimentação A nutricionista Aline Quissak afirma que ajustes na alimentação podem contribuir significativamente para a redução das alergias respiratórias e seus sintomas. “Alimentos como frutas: mamão, kiwi e melão; vegetais: espinafre e cenoura; e proteínas: tilápia; além de chá de gengibre e suco de limão, podem ser aliados para reduzirem os sintomas da sinusite”. “Embora a alimentação seja uma grande aliada no combate às alergias respiratórias, a avaliação de um especialista é fundamental para um tratamento adequado. Esses alimentos ajudam a reduzir os sintomas da sinusite, mas não substituem a necessidade de acompanhamento médico”, observa a nutricionista.

Começa a temporada de diálogo entre Cleitinho e Flávio Roscoe

Uma nova informação circula nos bastidores da Assembleia Legislativa e coloca ainda mais ardência nas discussões políticas da sucessão estadual de 2026. Propala-se sobre a possibilidade de uma aliança entre o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), para disputar o cargo de governador, tendo como companheiro de chapa o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), empresário Flávio Roscoe. Indagado a respeito do tema, o parlamentar não confirmou, mas também não desmentiu outra vertente dessa especulação, segundo a qual Cleitinho havia mantido recentemente uma ligação, via celular, com o presidente da Fiemg. De acordo com as fontes, ambos ficaram de se encontrar em breve, para incrementar um desdobramento atinente ao pleito do próximo ano. Paralelamente à eleição majoritária, acontecem entendimentos e conchavos, com vistas à disputa pela Câmara Federal e também em busca de espaço para cadeiras no Parlamento mineiro. Por exemplo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que pertence ao mesmo grupo ideológico de Cleitinho, já planeja incrementar a candidatura de seu afilhado político, o vereador de Belo Horizonte, Pablo Almeida, para concorrer também como candidato ao parlamento federal. O deputado estadual Bruno Engler, também filiado ao PL, enquanto conversa sobre o tema, aproveita para externar a sua pretensão de se tornar candidato à Câmara Federal. Ele almeja eleger, para o seu lugar na Assembleia Legislativa, o atual vereador e seu afilhado político, Vile Santos (PL). Outros federais Independentemente do projeto visando conquistar o Palácio Tiradentes, grupos políticos se organizam com a finalidade de colocar à disposição do eleitor, nomes com possibilidade de negociar votos, como pré-candidatos ao posto de parlamentar federal. Essa imensa lista é encabeçada por João Rafael Soares, filho do ex-procurador-geral de Justiça do Estado, Jarbas Soares Júnior. No campo das forças progressistas, surge o nome do ex-deputado João Batista dos Mares Guia. Enquanto isso, em Brasília, o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD) continua catalisando sondagens, o incentivando a disputar o Governo de Minas. Inclusive, isso já foi verbalizado pelo próprio presidente Lula (PT). Resta saber como convencer o político mineiro a aceitar esse desafio. Relativamente ao vice-governador, Mateus Simões (Novo), seu padrinho, Romeu Zema (Novo), não para de dizer que Simões seria um excelente chefe do Executivo estadual, por ser um homem público de reconhecida cultura geral, “capaz de engrandecer o Governo de Minas”, disse recentemente, em um evento de prefeitos. Só para registrar, é enorme a popularidade do governador entre os mineiros. Nesse processo de discussões políticas, o Partido dos Trabalhadores tem assistido tudo apenas como coadjuvante, pois seus integrantes reconhecem a falta de popularidade para enfrentar uma eleição como cabeça de chapa. “Seria um desastre completo”, ironiza o deputado Nikolas Ferreira.

País reciclou 410 mil toneladas de garrafas PET pós-consumo

De acordo com dados do Censo da Reciclagem do PET no Brasil, 410 mil toneladas de embalagens PET pós-consumo foram recicladas no país em 2024. Isso representa um aumento de 14% em relação a 2022, quando 359 mil toneladas foram reaproveitadas. Do total da resina reciclada, 37% foram destinadas à fabricação de novas embalagens (preformas e garrafas), seguidos pelo setor têxtil (24%), indústria química (13%), lâminas e chapas (13%), fitas de arquear (10%) e outras aplicações (3%). A indústria da reciclagem de garrafas registrou, no período, um faturamento de aproximadamente R$ 5,66 bilhões. A maior parte dos rendimentos fica com catadores, cooperativas e sucateiros. Para entender melhor o setor, o Edição do Brasil conversou com o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), Auri Marçon. O que contribuiu para o avanço de 14% em dois anos? O crescimento neste período reforça uma trajetória de sucesso impulsionada por três fatores. Primeiro, o esforço de quase três décadas da indústria do PET para criar demanda pela resina reciclada, garantindo sua viabilidade econômica. Em segundo lugar, os investimentos em tecnologia e infraestrutura por parte dos recicladores, tornando o Brasil referência mundial na reciclagem de PET. Por fim, os avanços tecnológicos recentes permitiram que o material reciclado atingisse a mesma qualidade do PET virgem, viabilizando o processo bottle to bottle e fortalecendo a circularidade do PET. Como esse aumento da reciclagem tem impactado socialmente e economicamente esses trabalhadores? O PET é o material com melhor valor de mercado, depois do alumínio. No entanto, o alumínio praticamente não é mais encontrado descartado para coleta e reciclagem, devido ao alto índice de reaproveitamento. Por esse motivo, em termos de volume de receita, o PET é o material que melhor remunera os catadores. Há uma forte demanda pelas embalagens e podemos dizer que ele contribui significativamente para o resgate da cidadania e para a renda desses profissionais, que estão na base da cadeia produtiva. Quais medidas podem ser adotadas para melhorar a coleta seletiva e garantir um maior aproveitamento das embalagens descartadas? Chegamos a um ponto em que um aumento no volume reciclado dependerá de mudanças estruturais, previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas ainda não implantadas. A PNRS estabelece que a gestão dos resíduos sólidos é uma responsabilidade compartilhada, envolvendo cidadãos, poder público e indústria. É fundamental que o consumidor tenha consciência ambiental e faça o descarte adequado das embalagens, separando-as do lixo orgânico. Cabe ao poder público implantar sistemas robustos de coleta seletiva, que permitam o resgate dos materiais descartados para que cheguem à indústria e sejam reciclados. No entanto, poucos municípios investiram na coleta seletiva. Como consequência, um volume imenso de embalagens descartadas pelos consumidores continua sendo encaminhado para aterros sanitários ou descartado incorretamente no meio ambiente. Há potencial para um incremento no faturamento nos próximos anos?Sim, existe um potencial significativo, uma vez que há uma demanda reprimida por PET reciclado que não está sendo atendida devido à baixa oferta. Apesar do trabalho realizado pelos catadores, a ampliação da reciclagem e do faturamento do setor só será possível quando o Brasil contar com sistemas públicos de coleta seletiva, cuja responsabilidade é das prefeituras. O que pode ser feito para que essa porcentagem aumente nos próximos anos?O setor privado tem cumprido seu papel. Para avançarmos, precisamos continuar contando com a conscientização da população, garantindo o descarte correto das embalagens após o consumo. E, principalmente, é essencial que as prefeituras cumpram seu dever e invistam na coleta seletiva, conforme determina a PNRS. Esse é o principal gargalo que impede o crescimento da indústria de reciclagem no Brasil.

Apoio de prefeitos será essencial na eleição ao governo em 2026

Nas diversas notícias relacionadas aos preparativos para a eleição majoritária do próximo ano, um detalhe chama atenção: a menção ao nome do prefeito de Nova Lima, João Marcelo (Cidadania), como opção para ser candidato a vice, na chapa possivelmente a ser encabeçada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD), ao Governo de Minas. Além dessa informação de bastidores, matemáticos da política mineira avaliam a chance de João Marcelo se postar como “cabeça de chapa”, por sua reconhecida popularidade, inclusive foi reeleito em sua cidade com mais de 85% dos votos. Recentemente, tornou-se presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (Granbel), quando foi escolhido por unanimidade de seus colegas. O debate concernente às futuras eleições majoritárias acontece de maneira discreta e perante a cúpula dos grupos interessados no tema, com exceção do vice-governador Mateus Simões (Novo), já em plena atividade eleitoral. Prefeitos influentes Os cientistas políticos consideram que o maior engajamento dos eleitores, quando se trata de pleito majoritário, fica por conta de quem tiver mais capacidade de manejar com maestria as redes sociais. Quem almeja suceder o governador de Minas terá de buscar apoios diferentes, especialmente da bancada de deputados estaduais, pois os parlamentares têm liderança nos municípios mineiros. Para qualquer candidato ao governo ou ao Senado, é perceptível a importância de obter apoio de nomes como o do prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio (PP). Ele foi eleito ainda no primeiro turno da eleição do ano passado e se tornou uma destacada liderança política no segundo colégio eleitoral de Minas, com mais de 540 mil eleitores. Nesta lista de influentes, com possibilidade de transferir votos, também está o chefe do Executivo de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), eleito com mais de 71% dos votos válidos. Na Zona da Mata, quem lidera, por mais de cinco anos seguidos, é a prefeita reeleita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). Ainda relativamente à Região Metropolitana de Belo Horizonte, constata-se a propalada informação de que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), tem projeto visando marcar presença na peleja de 2026. O nome do ex-presidente do Jornal O Tempo e atual prefeito de Betim, Heron Guimarães (União Brasil), também surge com destaque. O município tem relevantes investimentos, crescimento e desenvolvimento econômico, inclusive, impulsiona a geração de empregos. Qualquer candidato ao governo, com aptidão para se eleger, também carece cair nas graças políticas do prefeito de Ipatinga, Gustavo Nunes (PL), município líder da região do Vale do Aço. O apoio desse seleto grupo seria fundamental para quem deseja vencer nas urnas. O difícil vai ser reunir, em uma mesma trincheira, conciliando esses prefeitos com pensamentos ideologicamente opostos. Mas, como a política é a arte do diálogo e do convencimento, perfilar todos eles em defesa de uma candidatura unida, já seria meio caminho andado para um resultado positivo em 2026.