Venda de fotos íntimas criadas por inteligência artificial gera debates

No início do mês veio à tona denúncias de que fotos íntimas, criadas por inteligência artificial, com o rosto de alunas de um colégio em Belo Horizonte, com idades entre 12 e 17 anos, estariam circulando em grupos públicos de um aplicativo de mensagens. De acordo com a denúncia divulgada nas redes sociais, esses “fake nudes” eram criados pelos próprios estudantes da instituição. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi chamado à ação pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. A parlamentar também encaminhou um ofício à direção da escola, pedindo esclarecimentos sobre o ocorrido e questionando quais providências estavam sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos na criação, divulgação e disseminação do material. Sobre o assunto, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em Direito Digital, Victor Tales Carvalho. A criação e venda de imagens íntimas falsas, geradas por inteligência artificial, é considerada crime no Brasil?Mesmo o país não tendo uma legislação específica sobre deepfakes, a criação e comercialização de imagens íntimas falsas pode configurar diversos crimes, como difamação, injúria, falsidade ideológica, além de dispositivos da Lei de Importunação Sexual (Lei nº 13.718/2018). Quando envolve crianças ou adolescentes, a conduta pode ser enquadrada como pornografia infantil (ECA, art. 241). Além da esfera penal, também há violação de direitos da personalidade e de propriedade intelectual, principalmente quando a imagem é utilizada com fins comerciais, de fraude ou associada à identidade digital de uma pessoa pública. Esse tipo de prática pode ser enquadrado como pornografia infantil, mesmo sem imagens reais?O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou entendimento de que montagens digitais simulando atos sexuais com menores, mesmo que irreais, configuram pornografia infantil. O que importa não é se o conteúdo é real ou gerado por inteligência artificial, mas sim o dano gerado à dignidade da criança e o incentivo à exploração da imagem infantil. Isso pode levar à responsabilização criminal de quem cria, compartilha ou armazena esse tipo de material. O que a lei brasileira prevê hoje em relação ao uso indevido de ferramentas de inteligência artificial para manipulação de imagens?Atualmente, não existe uma lei específica para deepfakes no Brasil. Mas há diversas normas que são aplicadas de forma combinada como o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014): permite a responsabilização de plataformas após notificação e ordem judicial; Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018): considera imagem e voz como dados sensíveis, exigindo consentimento claro para uso; Código Penal: crimes contra a honra, falsidade ideológica, falsa identidade; Código Civil: reparação por danos morais e materiais; Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): proteção integral de menores. A quem cabe a responsabilidade nesses casos, apenas aos autores das imagens ou também a quem compartilha e vende?Todos os envolvidos podem ser responsabilizados: quem cria, quem compartilha e quem comercializa o conteúdo. Em casos envolvendo menores, os pais ou responsáveis podem ser civilmente responsabilizados. As plataformas também podem ser responsabilizadas, especialmente quando, mesmo após notificação formal, mantêm o conteúdo ativo. Que orientações devem ser dadas para famílias e escolas diante desses casos?É fundamental que medidas preventivas e reativas sejam adotadas de forma integrada e eficaz: familiares devem acompanhar e orientar seus filhos sobre os riscos da superexposição nas redes sociais, o impacto jurídico e emocional de compartilhar imagens íntimas, mesmo entre colegas, e a importância do consentimento digital. Já as escolas precisam atualizar seus regimentos internos para prever expressamente as sanções aplicáveis em casos de crimes digitais, como deepfakes, cyberbullying e compartilhamento de conteúdo íntimo manipulado. Também é papel da escola fazer palestras, oficinas e ações permanentes de conscientização sobre uso ético da tecnologia. Que mudanças na legislação brasileira seriam urgentes para proteger crianças e adolescentes desse tipo de violência?O Brasil precisa de uma legislação específica para regular o uso da inteligência artificial, mudanças urgentes incluem a tipificação penal para deepfakes, com agravantes quando envolver menores; responsabilização objetiva das plataformas por omissão; inclusão de proteção de identidade visual e imagem na Lei de Propriedade Intelectual; criação de mecanismos rápidos de denúncia e remoção; e políticas de educação digital obrigatórias nas escolas.
Diagnóstico precoce é chave para combater o lipedema

Doença crônica, progressiva e ainda pouco conhecida, o lipedema atinge principalmente mulheres e é comumente confundido com obesidade ou linfedema. Segundo o estudo Prevalência e Fatores de Risco para Lipedema no Brasil, estima-se que 12,3% das brasileiras convivam com essa condição, caracterizada pelo acúmulo simétrico de gordura subcutânea, especialmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, provocando dor, sensibilidade e comprometimento da qualidade de vida. Ao longo do mês, a campanha “Junho Roxo” promove ações de conscientização em todo o país, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o lipedema, incentivar o diagnóstico precoce e estimular a empatia em relação às mulheres que enfrentam a doença. “Lipedema é uma gordura fibrosada, necrosada, que não responde a qualquer tipo de dieta, atividade física ou plano alimentar hipocalórico. Já a obesidade responde bem. O linfedema, por outro lado, é uma alteração dos vasos linfáticos, geralmente assimétrica. O lipedema se manifesta de forma simétrica, como nas duas pernas ou nos dois braços”, explica o médico Diego Torrico. Ele aponta que os pacientes apresentam sintomas como sensação de peso, dor latejante, celulites que não são celulites, aspecto em “casca de laranja”, queimação, coceira, hematomas espontâneos e cansaço. Segundo Torrico, a doença tem origem hereditária e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar sua progressão. “Se não cuidar e tratar, a doença evolui. Não tem cura, mas podemos controlar sua progressão. É preciso apalpar as pernas, sentir as modulações, observar a evolução ao longo da vida da pessoa. Além disso, complementamos com exames como densitometria corporal e bioimpedância”. O médico também chama atenção para os impactos psicológicos causados pela enfermidade. “Muitas mulheres deixam de usar vestidos, de ir à praia, de participar de eventos sociais. Se veem como desleixadas, mesmo seguindo dieta e praticando atividade física sem obter resultados. São pacientes que já foram julgadas por profissionais e familiares, e que muitas vezes nem sabem que têm uma doença real”. Alimentação como ferramenta Para a nutricionista Aline Quissak, uma alimentação personalizada pode ajudar a reduzir a inflamação e os sintomas do lipedema. “O detox terapêutico vai muito além de tomar suco verde. É uma estratégia baseada em testes genéticos, análises de sangue e da microbiota intestinal. Isso permite montar um plano alimentar terapêutico individualizado, que ajude a reduzir a inflamação, equilibrar os hormônios e melhorar a qualidade de vida”. Ela salienta que polimorfismos genéticos podem comprometer as vias de detoxificação e o metabolismo hormonal, e que alimentos específicos, como vegetais crucíferos, ricos em indóis e glucosinolatos, favorecem a eliminação de estrogênios inflamatórios. Além disso, nutrientes como glutationa, N-acetilcisteína, vitaminas B6, B12, ácido fólico, colina e sulforafano desempenham papel essencial na detoxificação hepática. “A detoxificação hepática é fundamental no manejo do lipedema, pois a doença está frequentemente associada à sobrecarga estrogênica, inflamação crônica e acúmulo de toxinas nos tecidos adiposos”, explica Aline. A especialista também alerta para os efeitos de intolerâncias alimentares. “Glúten, leite e frutose podem ser gatilhos silenciosos, mas altamente inflamatórios. Eles aumentam a permeabilidade intestinal e estimulam a liberação de citocinas inflamatórias como IL-6 e TNF-alfa, agravando dor, inchaço e inflamação”. Por fim, a nutricionista reforça que o futuro do tratamento passa por abordagens integrativas. “Genética, nutrigenômica, compostos bioativos e microbiota intestinal formam a base de um cuidado realmente eficaz. Não tratamos apenas os sintomas, mas a causa bioquímica da doença”, finaliza.
Um terço dos idosos que tem mais de 65 anos sofre quedas

Anualmente, um terço das pessoas com mais de 65 anos sofre quedas, proporção que sobe para 40% entre os idosos a partir de 80 anos, e o local onde ocorrem mais quedas é dentro da própria casa. É o que estima o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Já a última edição do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde, revelou que a prevalência de quedas dessa população, residente em áreas urbanas, foi de 25%. A ELSI-Brasil, realizada entre 2019 e 2021, também mostrou que os fatores associados à ocorrência de quedas são multidimensionais, destacando: sexo feminino (que apresenta maior prevalência), faixa etária igual ou superior a 75 anos, medo de cair devido às más condições das vias públicas, medo de atravessar a rua, artrite ou reumatismo, diabetes e depressão. O mestre, doutor e coordenador da Ortopedia do Hospital Unimed BH, José Carlos Vilela, ressalta que esses dados são muito preocupantes. “A questão da queda e fratura em idosos é de relevância para a saúde pública, em virtude da morbidade e custo dos envolvidos. Com o envelhecimento da população, essa quantidade de casos deve aumentar e muito”. Ele pontua que os fatores de risco podem ser divididos em dois grupos. “O paciente idoso, em geral, tem menos força, menos equilíbrio, tem diminuição da acuidade visual e auditiva. E 70% deles têm duas ou mais comorbidades, tomam medicamentos que diminuem a pressão, que se relacionam com o ritmo cardíaco e que, eventualmente, se relacionam com o nível de consciência, o que também favorece as quedas”. “O paciente idoso também costuma apresentar sarcopenia, que é a diminuição da massa muscular e, principalmente nas mulheres, tem a redução da densidade óssea, também conhecida como osteoporose. O primeiro favorece as quedas e o segundo as fraturas. E o risco de morte decorrente da fratura não pode ser ignorado, sendo estimado em torno de 15% a 30%”, acrescenta. Alerta O doutor elucida ainda quais sinais de alerta os familiares devem se atentar para evitar futuras quedas. “Observar os pacientes que apresentam deterioração da marcha e da autonomia, como tomar banho sozinho; e idosos que o estado de consciência tem se deteriorado, como aqueles que apresentam demência, além dos pacientes com perda auditiva e visual. É muito importante lembrar de evitar tapetes, degraus e colocar corrimão em escadas e banheiro. Evitar também que tenham pisos escorregadios e/ou deixar o espaço molhado fora da área do chuveiro”. Vilela explica que é preciso cuidado para manipular o paciente após a queda. “O ideal é que seja chamado um serviço de urgência para mobilização adequada. Pois, muitas vezes, uma queda pode apresentar outras lesões, não só a fratura do fêmur, e a manipulação incorreta pode piorar o quadro clínico, além de causar dor”. “Esse cuidado é mais relevante ainda, quando não foi percebida por ninguém, porque a causa da queda pode ser mais importante que o quadro ortopédico. Já que motivos frequentes que causam esses tombos em idosos são o acidente vascular cerebral (AVC) e arritmia cardíaca”, observa. Cuidados O especialista e professor de fisioterapia da Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh), José Roberto Carvalho Barbosa, destaca que para reduzir o risco de quedas é importante que os idosos adotem um estilo de vida mais ativo. “Atividade física regular e uma rotina de exercícios que incluem fortalecimento muscular, equilíbrio e flexibilidade. É essencial que essas pessoas sejam incentivadas a realizar atividades diárias que promovam a mobilidade e a independência”. Barbosa afirma ainda que os exercícios funcionais são fundamentais para manter e melhorar a capacidade física. “Permitindo que eles realizem atividades cotidianas de forma independente e segura. Estes exercícios integram vários sistemas corporais, facilitando as tarefas de vida diária”. Já a atividade física orientada pode ajudar na prevenção de quedas, avalia o especialista. “Os benefícios são melhora do equilíbrio e coordenação, da flexibilidade e mobilidade, e fortalecimento muscular. Algumas opções são: pilates, caminhada, dança, tai chi, musculação, hidroginástica, entre outros”, finaliza.
Intenção do governo mineiro pode ser negar acordo de pagar dívida bilionária

Depois de mais uma ida do vice-governador Mateus Simões (Novo) a Brasília, recentemente, para discutir com o governo federal o pagamento da dívida bilionária entre Estado e União, começaram a propalar comentários sobre a verdadeira intenção do Poder Executivo estadual. A especulação aponta para uma possível artimanha com a finalidade de evitar a efetiva adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Os deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) estão percebendo o interesse do Executivo mineiro em criar celeuma em torno do tema. A intenção seria jogar a culpa do fracasso dos entendimentos no “colo” do governo federal, usando como pano de fundo, por exemplo, o pedido de nove meses para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avaliar os valores dos bens apresentados como compensação para diminuir o compromisso financeiro. Acionando o STF Quando questionado sobre o assunto, o líder do Governo na Casa Legislativa, deputado João Magalhães (MDB), pontua que tudo está dentro do cronograma. Em relação à tese do governo mineiro de encontrar uma alternativa para não pagar a conta, o parlamentar considerou essa especulação como meramente fantasiosa. Na avaliação da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), o governo mineiro está criando todo o tipo de obstáculo para não cumprir os ditames estabelecidos pela lei que regula o acordo entre os entes públicos. Uma fonte garantiu ao Edição do Brasil que o governador Romeu Zema (Novo) não tem o menor interesse em sacramentar esse acordo. Na medida do possível, vai tentar uma postergação, erguendo um discurso de discordância contra as diretrizes estabelecidas no documento, a ponto de criar uma onda negativa junto à opinião pública mineira e nacional. Isso poderia forçar novas negociações, incluindo também o Supremo Tribunal Federal (STF). Na pior das hipóteses, seria uma forma de pleitear um novo prazo ou configuração no entendimento. Para as pessoas ouvidas pela reportagem, o assunto é complexo, mas tem um grande viés político, mesmo porque, o Propag é de autoria do senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD). Por coincidência, os possíveis postulantes mencionados para disputar o governo estadual, na sucessão de 2026, são o vice-governador Mateus Simões e o senador Pacheco.
82% dos bares e restaurantes esperam faturar mais no Dia dos Namorados

A chegada do Dia dos Namorados tem gerado grande expectativa entre bares e restaurantes. Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 82% dos empresários do setor estimam um aumento no faturamento em relação ao ano anterior, com a maioria projetando crescimento de até 20%. A adesão à data é expressiva: 95% dos estabelecimentos planejam funcionar no dia 12 de junho, sendo que 1% abrirá exclusivamente para essa data. Apenas 5% afirmaram que não abrirão ou ainda não definiram se irão operar. O período que antecede o Dia dos Namorados já revela sinais de recuperação no segmento. Dados de abril mostram que 40% dos estabelecimentos obtiveram lucro, outros 40% conseguiram manter o equilíbrio financeiro e 19% ainda operaram no vermelho. Apesar dos desafios relacionados a custos e à instabilidade econômica, o setor demonstra mais resiliência em comparação aos últimos anos. Entre as estratégias adotadas para manter a clientela, destaca-se o controle nos reajustes de preços. Nos últimos 12 meses, 60% dos bares e restaurantes atualizaram seus cardápios com aumentos iguais ou inferiores à inflação, enquanto 34% optaram por não alterar os preços. Apenas 6% aplicaram reajustes acima do índice inflacionário oficial. Um dos principais motivos é a queda da inflação e a leve recuperação do poder de compra da população. Com mais estabilidade econômica, os consumidores tendem a gastar mais em ocasiões especiais, como o Dia dos Namorados. “Há uma percepção clara de que as pessoas voltaram a incluir o lazer e os jantares fora de casa na sua rotina de celebração. Isso impacta diretamente o setor, que é movido por datas comemorativas”, afirma a economista Paula Albuquerque. Ela reforça que o aumento da digitalização do setor também é um fator importante. “As redes sociais têm sido fundamentais para atrair o público com campanhas de marketing direcionadas, sorteios, reservas on-line e promoções especiais. Muitos empresários também apostam em menus reduzidos e serviço otimizado para garantir fluidez na operação, evitando filas e esperas prolongadas, que podem comprometer a experiência dos casais”. Outro fator que alimenta o otimismo é o fato de que, neste ano, o Dia dos Namorados cairá em uma quinta-feira, o que aumenta o leque de possibilidades de comemoração. “Muitos casais devem estender a celebração para o fim de semana posterior, o que pode gerar mais dias de movimento intenso nos estabelecimentos. Para os empresários, isso representa uma chance de faturamento diluído e consistente ao longo de mais dias”, completa. Minas Gerais No Estado, a maioria dos estabelecimentos do setor de alimentação fora do lar está otimista com as vendas no Dia dos Namorados. De acordo com a Abrasel MG, 77% das empresas esperam um aumento no faturamento para a data. Entre elas, 13% preveem um crescimento superior a 30% em comparação com um dia comum. Há ainda negócios que projetam um desempenho bem mais expressivo, com elevação na receita que pode chegar a 80%, impulsionados pelo forte apelo emocional e comercial da ocasião. 7% estimam aumentar o faturamento entre 21% e 30%, 17% esperam incrementar os negócios entre 11% e 20%, 18% acreditam que vão faturar mais, entre 6% e 10%, e 22% projetam elevar a receita em até 5%. Muitos estabelecimentos estão mais bem preparados este ano para explorar o potencial comercial da data. “Hoje em dia, vender um jantar não é suficiente, pois precisamos vender também uma experiência. A data exige um toque de romantismo, um clima acolhedor, e é isso que estamos buscando oferecer”, afirma o dono de restaurante, Manoel Lima. “Montar menus exclusivos para casais, com entrada, prato principal e sobremesa harmonizados cria um clima de sofisticação. Outra opção é apostar na decoração temática, ambientes iluminados por velas, arranjos de flores e músicas românticas, além de trabalhar com promoções e pacotes fechados. Divulgar com antecedência as opções do Dia dos Namorados nas redes sociais, por meio de fotos bem produzidas e textos criativos, são algumas das estratégias para alcançar o faturamento esperado”, finaliza.
Brasileiros veem redes sociais como ambiente inseguro para adolescentes

Um levantamento realizado pela Ipsos-Ipec revelou que 55% dos brasileiros consideram as redes sociais ambientes inseguros para adolescentes. Entre os jovens, essa sensação é ainda maior: 32% avaliam essas plataformas como muito inseguras. Quando o assunto é bullying virtual, 82% dos entrevistados afirmam já ter ouvido falar sobre casos em redes sociais, grupos de WhatsApp ou outros ambientes digitais. Além disso, 24% relataram ter sido vítimas de cyberbullying. As situações mais comuns incluem: disseminação de mentiras (15%), exposição de fotos ou vídeos constrangedores (4%), mensagens ofensivas (13%), uso indevido do nome (9%) e vazamento de dados pessoais (7%). As principais vítimas estão na faixa dos 16 a 24 anos (37%), seguidas pelo grupo de 25 a 34 anos (28%). Para discutir o tema, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em Direito Digital, Jean Túlio Cardoso Neto. Como o Marco Civil da Internet e a LGPD podem proteger adolescentes do cyberbullying e do vazamento de dados nas redes?Ambos são pilares essenciais da proteção digital no país. O Marco Civil assegura princípios como privacidade, proteção de dados e responsabilização por atos ilícitos. Já a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) traz regras específicas para o tratamento de informações de menores, exigindo consentimento dos pais ou responsáveis. Diante de situações de exposição indevida ou cyberbullying, essas normas oferecem meios legais para responsabilizar infratores, solicitar a remoção de conteúdo e buscar reparação. No entanto, é fundamental reforçar essa proteção com educação digital e atuação eficaz das autoridades. A Lei nº 14.811/2024 trata do combate ao cyberbullying. Quais são os avanços e desafios dessa legislação?A lei representa avanço significativo ao reconhecer o cyberbullying como questão jurídica e social, inserindo-o no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Isso amplia a base legal de proteção e fortalece a atuação do Ministério Público, Judiciário e instituições de ensino. O desafio está na aplicação, pois ainda há carência de delegacias especializadas e lentidão na remoção de conteúdos prejudiciais pelas plataformas. A norma é positiva, mas precisa ser acompanhada de políticas públicas efetivas. Com 24% relatando ter sido vítima de cyberbullying, quais medidas podem ser tomadas?O primeiro passo é preservar as provas: capturas de tela, links, mensagens e qualquer indício de autoria devem ser documentados. Em seguida, deve-se registrar boletim de ocorrência, preferencialmente em delegacia especializada. Menores, com o apoio de seus responsáveis, podem mover ação judicial para exigir a retirada do conteúdo, reparação por danos morais e até responsabilizar os pais do agressor, com base no Código Civil, no ECA e em jurisprudência consolidada. As plataformas podem ser responsabilizadas por não adotarem medidas de proteção?Sim. O Marco Civil da Internet determina que as plataformas só se isentam de responsabilidade se removerem o conteúdo inapropriado após notificação judicial. A LGPD, por sua vez, impõe obrigações específicas sobre o tratamento de dados de menores de idade, priorizando o melhor interesse da criança e do adolescente. Se a empresa não oferece canais acessíveis de denúncia, apresenta demora na moderação ou trata dados com negligência, pode ser responsabilizada civilmente e acionada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Já existem várias decisões judiciais que já reconhecem esse tipo de responsabilidade. Como fortalecer a colaboração entre Estado, sociedade civil e empresas para garantir um ambiente digital mais seguro?É essencial estabelecer uma cooperação contínua e bem estruturada. O Estado deve agir com rapidez na regulamentação e fiscalização; a sociedade civil tem papel crucial na educação digital e no controle social; e as empresas precisam adotar uma cultura de responsabilidade. A criação de comitês multissetoriais, fóruns de cooperação e códigos de conduta compartilhados pode contribuir para um ecossistema digital mais seguro e ético. Proteger adolescentes no ambiente virtual não é tarefa isolada, mas um compromisso coletivo entre instituições públicas, privadas e a sociedade.
Ficar ao lado de Zema não é garantia de se eleger ao Parlamento por Minas

Daqui a exatos 12 meses, ocupantes de cargos públicos interessados em disputar as eleições terão que se afastar de seus postos para atender às exigências da Legislação Eleitoral Brasileira. Em Minas Gerais, pelo menos até o momento, há sinalizações claras de nomes mencionados para enfrentar o pleito de 2026. Começa pelo secretário de Governo, Marcelo Aro, sabidamente disposto a tentar a eleição ao Senado. Ele mesmo faz questão de propalar aos quatro cantos do Estado e tem mantido contatos com lideranças. Federais e estaduais No último pleito, o Partido Novo tentou, mas não conseguiu eleger um único parlamentar à Câmara Federal. No momento, existe a possibilidade de alguns auxiliares do governador Romeu Zema entrarem na peleja do próximo ano. O chefe do Executivo continua buscando protagonismo para se viabilizar como presidenciável. Para tanto, deve deixar a política estadual para quem quiser assumir o seu espólio. Para os matemáticos da política mineira, se o candidato a cargo Legislativo não estiver ao lado de um líder com organização partidária coerente, dificilmente terá sucesso na empreitada. Fontes dizem que Marcelo Aro tem provado ser um craque, tanto que possui uma grande bancada de deputados estaduais e federais, eleitos por partidos diferentes. Então, apostar apenas no apoio do governador pode não ser uma boa estratégia para quem está disposto a enfrentar as urnas no próximo ano para diferentes postos Legislativos. Quem é quem Nos bastidores do governo, assim como nos corredores da Assembleia Legislativa, é comum ouvir que o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, já é declaradamente postulante a uma vaga à Câmara Federal, embora sem um vínculo partidário, mas a tendência seria de se postar nos meandros das siglas mais conservadoras. Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo, também tem conquistado popularidade e possui avaliação positiva da opinião pública. A partir desta realidade, precisa ser convencido a aceitar o desafio e colocar o seu nome à disposição para esta empreitada. Quem frequenta os meandros do Palácio Tiradentes sempre se depara com comentários indicando que o diretor de Assuntos Municipais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Igor Eto, está trabalhando para se viabilizar como candidato a deputado federal desde o ano passado. Outro nome listado nesta mesma trilha eleitoral é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), Rodrigo Santos. Embora não se sabe oficialmente qual é a sua pretensão, pessoas próximas apontam o seu interesse em disputar um cargo em Brasília. Por fim, a eterna candidata Luísa Barreto, atual presidente da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), estaria entusiasmada em disputar uma cadeira no Legislativo estadual.
Número de crianças obesas deve chegar a 75 milhões em 2025

Caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, a obesidade mórbida infantil não apenas compromete a saúde física das crianças, mas também impacta seu bem-estar emocional e social. A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões. O 3 de junho é o Dia Mundial da Conscientização sobre a Obesidade Mórbida Infantil, uma data importante para alertar sobre os riscos da doença e a necessidade de promover hábitos saudáveis. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos está mais pesada do que o ideal. O governo federal determinou uma diminuição no percentual de alimentos processados oferecidos nas escolas públicas. A meta é limitar esse tipo de alimento a 15% em 2025 e reduzir ainda mais para 10% em 2026. A iniciativa tem como objetivo promover uma alimentação mais saudável entre os estudantes e enfrentar o crescente problema da obesidade infantil. A obesidade mórbida infantil resulta de uma combinação complexa de fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Segundo o endocrinologista pediátrico Gilberto Assunção, “a alimentação inadequada, caracterizada pelo consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras, é uma das principais causas do problema. Além disso, o sedentarismo, impulsionado pelo aumento do tempo em frente às telas e pela diminuição das atividades físicas, contribui significativamente para o ganho de peso excessivo”. Fatores genéticos também desempenham um papel importante. Crianças com pais obesos têm maior predisposição a desenvolver a condição, embora o estilo de vida e os hábitos alimentares desempenhem um papel crucial na manifestação da obesidade. S egundo Assunção, os sintomas da obesidade mórbida infantil vão além do aumento de peso visível. “Crianças afetadas podem apresentar dificuldades respiratórias, como apneia do sono, dores articulares devido ao sobrepeso, hipertensão arterial, resistência à insulina e alterações nos níveis de colesterol. Psicologicamente, podem sofrer com baixa autoestima, depressão e ansiedade, frequentemente exacerbadas pelo estigma social associado ao peso excessivo”. “A longo prazo, a obesidade mórbida infantil aumenta o risco de desenvolvimento de problemas crônicos na vida adulta, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Portanto, é essencial tratar a obesidade na infância para prevenir complicações futuras”, explica. Para a nutricionista Cristina Souza, o tratamento da doença deve ser individualizado, levando em consideração a idade da criança, o grau de obesidade e a presença de comorbidades. “A abordagem envolve mudanças na alimentação, com a adoção de uma dieta balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, com redução do consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares e gorduras saturadas. Também o incentivo à prática regular de atividades físicas, visando aumentar o gasto energético e melhorar a saúde cardiovascular”. Cristina ressalta que a prevenção deve começar desde os primeiros anos de vida. “A amamentação exclusiva até os seis meses de idade e a introdução gradual de alimentos saudáveis são práticas recomendadas. Além disso, é importante oferecer uma dieta equilibrada, reduzir o tempo de uso de dispositivos eletrônicos, como televisão, computadores e celulares, especialmente durante as refeições e ter consultas pediátricas regulares para acompanhar o crescimento da criança e identificar precocemente sinais de sobrepeso ou obesidade”.
Demanda por pensão alimentícia tem aumento no Brasil

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número de processos de pensão alimentícia registrados no Brasil vem aumentando. Entre 2014 e 2019, o índice praticamente dobrou; sendo que, em 2021, o total foi de 460 mil pedidos. Recentemente, a exibição de uma cena sobre o tema na novela Vale Tudo, da TV Globo, provocou um aumento inédito na procura por atendimentos na Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. Segundo dados oficiais, o aplicativo da instituição atingiu a marca de 4.560 acessos por minuto, um crescimento de 300% em relação à média habitual. Além disso, foram contabilizados 1.148 agendamentos realizados no mesmo período, número 70% acima da média diária registrada em 2025. Sobre o assunto, o Edição do Brasil conversou com a advogada especialista em direito de família, Isabela Oliveira. Como funciona o processo judicial para pedir a pensão? A solicitação pode ser feita por meio de uma ação judicial de alimentos. Ela deve ser proposta no foro de domicílio de quem vai receber a pensão e deve conter documentos básicos, se possível, dados sobre a renda de quem deverá pagar. O juiz pode fixar uma pensão provisória já no início do processo, garantindo o sustento do dependente enquanto a ação é julgada. Qual é a orientação para mulheres ou responsáveis que não sabem por onde começar? O primeiro passo é reunir documentos básicos: certidão de nascimento da criança ou adolescente, comprovantes de despesas mensais (como escola, alimentação, saúde, lazer, moradia, transporte e vestuário) e qualquer informação sobre a renda do pai. Vale aqui destacar que, apesar de quem irá pagar a pensão não ter uma renda efetivamente comprovada, os tribunais aceitam como indício de prova os sinais exteriores de riqueza para fins de identificação da possibilidade de pagamento da pensão, por exemplo, postagens em redes sociais de uma vida de luxo, uso de carros com o preço elevado, viagens para o exterior, entre outros. Com isso, a mulher ou responsável pode procurar a Defensoria Pública da sua cidade ou um advogado particular. É possível pedir pensão sem um advogado ou defensoria? Sim, contudo, de acordo com entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ADPF 591, uma pessoa somente poderá começar o processo de alimentos sem advogado ou defensor público, podendo comparecer pessoalmente ao juiz, apenas na primeira audiência. Após essa sessão, o próprio juiz vai designar um advogado para atuar no processo. Como a Defensoria Pública atua nesses casos? A Instituição oferece atendimento gratuito à população de baixa renda. Nos casos de pensão alimentícia, ela orienta, propõe a ação judicial, participa de audiências e acompanha o cumprimento da decisão. Muitas defensorias também tentam acordos extrajudiciais, antes de ingressar com a ação, o que pode acelerar a solução do conflito. Quais são os principais mitos e equívocos sobre o tema? Um dos principais mitos é que a pensão deve ser de 30% do salário do pai. Na verdade, o valor depende do binômio necessidade de quem recebe e possibilidade de quem paga, conforme previsto no artigo 1.694 do Código Civil. Outro equívoco comum é pensar que a pensão acaba automaticamente aos 18 anos. A jurisprudência do STJ reconhece que, se o filho estiver cursando o ensino superior, o pagamento pode ser estendido até a conclusão dos estudos. Parar de pagar uma pensão fixada judicialmente sem que outra decisão oriunda de um juiz tenha revogado tal obrigação pode motivar na prisão do devedor de alimentos. O que mudou nos últimos anos na legislação ou jurisprudência sobre pensão alimentícia? Nos últimos anos, a jurisprudência tem avançado no assunto fixando, por exemplo, que caso o genitor não consiga arcar com as despesas integrais do filho, os avós podem ser acionados; o STJ também decidiu no sentido de permitir a quebra do sigilo bancário e fiscal na ação de oferta de alimentos; e outro avanço importante, que merece destaque, diz respeito à possibilidade de mudança do foro da execução de alimentos ainda que o processo já tenha sido iniciado e o autor/credor de alimentos seja maior e capaz.
Diagnóstico tardio dificulta a cura do câncer de esôfago

Recentemente, o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, faleceu em decorrência de um câncer de esôfago. A doença é uma das mais letais justamente por ser identificada, na maioria das vezes, em estágios avançados. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2025 é que 8.200 homens e 2.790 mulheres recebam o diagnóstico da enfermidade. A cirurgiã oncológica e vice-diretora de Ensino da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Ana Luiza Cardona, explica que a gravidade está relacionada à localização do esôfago, que atravessa três regiões anatômicas distintas entre pescoço, tórax e abdômen e próximo a estruturas nobres. Facilita a disseminação do tumor para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo e, em muitos casos, inviável. “O principal sinal de alerta é a dificuldade para engolir. É um sintoma específico que tende a se agravar com o tempo. O paciente começa engasgando com carne, depois só tolera alimentos pastosos, até conseguir ingerir apenas líquidos. Muitos já chegam em estado de desnutrição severa quando procuram atendimento”, relata. Além da evolução silenciosa, Ana Luiza destaca que o câncer de esôfago tem como obstáculos a desinformação e o difícil acesso à endoscopia, exame fundamental para o diagnóstico precoce. “Menos de 15% da população brasileira segue uma alimentação considerada saudável. Aliado ao tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade, agrava ainda mais o cenário. Mesmo diante de sintomas evidentes, muitos pacientes não buscam ajuda médica por desconhecimento ou falta de recursos”. Segundo a médica, em casos específicos, como o esôfago de Barrett, uma alteração celular provocada pelo refluxo gastroesofágico crônico, é possível realizar o diagnóstico precoce e até a prevenção. “Ele deve ser controlado com mudanças na dieta, perda de peso e acompanhamento médico regular. Nestes casos, o monitoramento periódico por meio de endoscopia é fundamental, pois o câncer pode estar se desenvolvendo de forma silenciosa”. Outro fator agravante é a disseminação de conteúdos enganosos sobre saúde nas redes sociais. “Infelizmente, há muitos profissionais, inclusive médicos, divulgando informações sem respaldo científico. É essencial que o paciente busque fontes confiáveis, com embasamento técnico, para tomar decisões seguras sobre sua saúde”. Cuidados paliativos Nos últimos dias de vida, Mujica esteve sob cuidados paliativos. Quando a doença não é mais passível de cura, essa abordagem se torna essencial para garantir dignidade e qualidade de vida ao paciente. Para Patrícia Freire, integrante da Comissão de Cuidados Paliativos da SBCO, esse tipo de cuidado deveria estar presente desde o diagnóstico de doenças graves, e não apenas em fases terminais, não representando uma desistência do tratamento. “Trata-se de um redirecionamento do foco, que passa a ser o bem-estar do paciente. Atuamos no controle de sintomas como dor, fadiga e falta de ar, mas também cuidamos de aspectos emocionais, sociais e espirituais”, explica. Ela ressalta que a implementação precoce dessas medidas pode, inclusive, prolongar a vida. “Estudos comprovam que, em determinados casos, os cuidados paliativos iniciados logo após o diagnóstico aumentam a sobrevida e melhoram significativamente a experiência do paciente durante toda a jornada da doença”. Patrícia destaca ainda a importância do suporte aos familiares e cuidadores, que muitas vezes enfrentam grande sobrecarga física e emocional. “É fundamental oferecer orientação, escuta ativa e estratégias de revezamento. A existência de uma rede de apoio é crucial para garantir um cuidado verdadeiramente centrado na pessoa”. Como prevenir Para Ana Luiza, a principal forma de prevenção é adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de atividade física, e abandonar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “O diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados fazem toda a diferença. A sobrevida é significativamente maior quando o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar experiente. Precisamos ampliar o acesso a exames como a endoscopia, capacitar os profissionais da atenção primária e conscientizar a população sobre os sinais de alerta”, conclui.