7 mil atletas podem participar do Circuito das Estações

Celebrando 20 anos de história, o Circuito das Estações 2026 – Etapa Outono será realizado no dia 15 de março, na Nova Praça da Pampulha, na rua Versília, em BH. Os percursos serão de 5 km, com largada às 8h; 10 km e 13 km, com início às 7h. Todos os participantes receberão medalhas. Cada uma das quatro etapas (Outono, Inverno, Primavera e Verão) representa um momento simbólico dentro da jornada do corredor. O Outono é o ponto de partida; o Inverno, o período de força e disciplina; a Primavera, a renovação; e o Verão, a celebração. Quem completa as quatro provas, conquista a tradicional mandala formada pela união das medalhas sazonais, um dos símbolos mais reconhecidos do evento, que consagra constância, foco e dedicação. Desde 2006, o Circuito das Estações se consolidou como uma das maiores experiências esportivas do mundo, com presença em cinco países e 32 cidades. Este ano, além de celebrar sua trajetória, o evento amplia sua presença, chegando a novos municípios brasileiros e reforçando o propósito de tornar a corrida de rua mais acessível e próxima das comunidades. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial: circuitodasestacoes.com.br/ belo-horizonte/outono. O head de comunicação da Norte Marketing Esportivo, empresa organizadora do evento, Matheus Falconi, ressalta que o Circuito das Estações está presente em Belo Horizonte desde 2008, acompanhando a consolidação da cidade como um dos principais polos de corrida de rua da América Latina. “A decisão de fortalecer a etapa na capital mineira está alinhada à estratégia de atuar em praças com cultura esportiva sólida e público recorrente. E projetamos de 6 a 7 mil participantes na Etapa Outono, impulsionados pela celebração dos 20 anos e pela força da comunidade local”. Falconi afirma ainda que o diferencial do Circuito está na proposta estruturada em quatro etapas anuais, que transformam a corrida em uma jornada contínua. “Esse conceito, aliado ao alcance internacional e ao histórico de mais de 10 milhões de corredores ao longo de duas décadas, diferencia o evento de competições isoladas”. Realizar provas em diferentes estações estimula a constância do atleta ao longo do ano, destaca Falconi. “Para os iniciantes, a orientação é começar por distâncias mais curtas, como 5 km, e seguir uma planilha progressiva de treinos. Além disso, é sempre importante realizar uma avaliação médica antes de se iniciar na corrida de rua e manter um acompanhamento regular. O Circuito é a porta de entrada para muitos corredores: cerca de 76% dos participantes têm menos de três anos no esporte, o que demonstra o caráter acessível e formador do evento”. 20 anos de história O profissional explica que ao longo desses 20 anos, o Circuito das Estações evoluiu de uma prova temática para uma plataforma internacional de experiência esportiva. “E de relacionamento entre marcas, comunidade ativa e atletas amadores. Alcançar duas décadas de atuação representa a consolidação institucional e do legado da competição”. “Mundialmente, poucos eventos esportivos mantêm essa escala, relevância e capacidade de renovação por tanto tempo. Essa conquista valida o modelo de jornada anual e o posicionamento do Circuito das Estações como experiência contínua. Para os próximos 20 anos, a perspectiva é ampliar a presença geográfica, aprofundar o uso de tecnologia e inteligência artificial. O objetivo é manter e potencializar a competição como referência global em corrida de rua e estilo de vida ativo”, acrescenta. Milhões de corredores De acordo com a segunda edição do estudo “Por Dentro do Corre”, feito pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, o Brasil ganhou mais 2 milhões de corredores em 2025. Com isso, o número de pessoas que correm, ao menos uma vez por semana, passou de 13 para 15 milhões. O levantamento oficial da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor indica que o país passou de 2.827 provas em 2024 para 5.241 eventos no ano passado, um crescimento de 85%. Segundo o CMO da Olympikus, Márcio Callage, a corrida deixou de ser um esporte de nicho, focado apenas em performance. “Hoje, correr é sobre pertencimento e bem-estar. A corrida está mais acessível e conectada com o cotidiano do brasileiro”.
Festival de Fotografia reúne exposições, debates e ações educativas em Tiradentes

Entre os dias 11 e 15 de março, a cidade de Tiradentes, na região Central de Minas Gerais, será palco da 15ª edição do Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta. Com programação totalmente gratuita, o evento ocupará o Centro Cultural Yves Alves e outros espaços da cidade. A expectativa é receber cerca de cinco mil visitantes ao longo dos cinco dias. Admiradores da oitava arte, moradores e turistas poderão mergulhar em uma programação diversificada, que inclui exposições, debates, palestras, projeções, lançamentos de fotolivros e ações educativas. O Festival também se destaca por promover encontros e trocas entre artistas e público, reunindo nomes de projeção nacional e internacional, como Cássio Vasconcellos, Claudia Andujar, Daniela Paoliello, Florence Goupil, Frans Krajcberg, Lalo De Almeida, Musuk Nolte e Siân Davey. Nesta 15ª edição, o eixo curatorial mantém o foco em questões ambientais e na relação das pessoas com o mundo que as cerca. Para o idealizador e diretor artístico do Festival, Eugênio Sávio, o evento não se propõe apenas a reunir boas imagens, mas trabalhos que provoquem reflexão. “A fotografia não é só uma ferramenta tecnológica ou de entretenimento. É um instrumento de pensamento, de relação com a vida”. Outro ponto central deste ano é a ampliação das ações de inclusão e acessibilidade. O Festival vai investir em recursos como textos em Libras e audiodescrição. A organização também prepara uma homenagem a um fotógrafo local que perdeu a visão, ampliando o debate sobre a participação cultural. O início O diretor explica que a iniciativa do projeto nasceu de experiências pessoais na juventude, quando participou de solenidades organizadas pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) em cidades como Fortaleza, Ouro Preto e Curitiba. “Percebi a potência que é um festival. É um encontro muito forte, onde pessoas com ideias, sonhos e projetos semelhantes se reúnem, isso produz uma energia muito positiva para quem quer criar”. Ao longo dos anos, o Festival deixou de ter perfil regional e ganhou projeção nacional. Segundo Sávio, a organização trabalhou para que o evento extrapolasse as fronteiras de Minas e se tornasse referência no circuito brasileiro. “Hoje, as convocatórias atraem fotógrafos de todas as regiões do país, e o público também vem de diferentes estados. A gente amadureceu muito na forma de produzir exposições e nos formatos audiovisuais”. Mostras Uma das exposições do Festival é o Mundo Floresta, que parte do romance “Floresta é o Nome do Mundo” (1972), de Ursula K. Le Guin, que narra a colonização de um planeta inteiramente coberto por florestas e habitado por um povo em profunda sintonia com a natureza. A mostra propõe uma tradução intersemiótica do livro indo da literatura em direção à fotografia. O curador da exposição, Pedro David, propõe um chamado direto ao público diante do que define como um colapso ambiental em curso. “A mostra integra o chamado ‘ciclo cósmico’, eixo que o Festival de Fotografia de Tiradentes desenvolve desde 2020, dedicado a discutir ecologia, preservação da vida e os impactos do modo de desenvolvimento contemporâneo”. “A cada ano cresce a necessidade de apresentar trabalhos que tratem dessa emergência do meio ambiente, da catástrofe que estamos vivendo. E passamos a ficar mais envolvidos com essa ideia e com mais ímpeto e vontade de falar desses problemas e soluções. Pretendemos suscitar no público uma reação a esse modo de vida que nós adotamos no ocidente, a partir do século 20”, finaliza. Fotolivros Ainda no Festival serão lançados mais de 40 fotolivros. Os encontros ocorrerão nas noites de sexta-feira, dia 13, e sábado, dia 14 de março, na Vila Foto em Pauta, com a presença dos artistas. Os temas abordados nas produções abrangem desde a natureza e o meio ambiente até questões sociais e culturais, passando por memória, história e expressões artísticas pessoais, entre outros. A programação completa também pode ser conferida no Instagram @fotoempauta e no site oficial do evento.
Construção civil projeta um desempenho mais robusto em 2026

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta um desempenho mais robusto para o setor em 2026. A estimativa é de crescimento de 2%, o que marcará o terceiro ano consecutivo de expansão. Em 2025, o avanço foi de 1,3%. Segundo a entidade, a expectativa é sustentada pela combinação de um conjunto de fatores: o início do ciclo de redução da taxa de juros, o orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS, novas contratações do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a implementação do novo modelo de financiamento habitacional com recursos da poupança e os investimentos em infraestrutura. Entre as iniciativas que reforçam o cenário favorável está o Reforma Casa Brasil, que prevê investimentos de R$ 40 bilhões. E as mudanças no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que ampliou o valor dos imóveis passíveis de financiamento e deve aumentar a oferta de crédito. A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, ressalta a preocupação do setor para 2026. “A taxa de juros ainda elevada, a escassez e o alto custo da mão de obra, menor ritmo de crescimento da economia nacional e a situação fiscal do país. Como pontos positivos, para as nossas expectativas, temos o início da queda da taxa de juros, apesar de ser uma redução pequena, é uma expectativa de ciclo de diminuição, que é importante”. “O país está em um período de obras de infraestrutura, e isso deve continuar em 2026, impactando diretamente o setor. Tem o Reforma Casa Brasil, que é um programa importante e que pode incentivar as pequenas obras e reformas. Um orçamento recorde do FGTS para habitação e novas contratações do programa Minha Casa, Minha Vida”, complementa. Mercado em alta De acordo com os dados que compõem a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, houve um crescimento de 18,6% do mercado no quarto trimestre de 2025, em comparação ao trimestre anterior, com o lançamento de 133.811 unidades. No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 10,6%, registrando 453.005 unidades. Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro registrou um Valor Geral de Lançamento (VGL) de R$ 292,3 bilhões, montante 10,6% superior a 2024. Tanto o dado trimestral quanto o anual representam recordes, assim como o VGL teve o maior valor histórico. Além do crescimento do número de lançamentos, houve aumento de 5,4% no volume de vendas e de 6,2% na oferta final de unidades, considerando os dados fechados de 2024 e 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, houve um aumento de 8% da oferta, encerrando o ano passado com 347.013 unidades. “O mercado imobiliário mostrou robustez. A demanda se sustentou no ano mesmo diante de um cenário de juros elevados, revelando que o déficit habitacional persiste, e o brasileiro está em busca pela realização do sonho da casa própria”, destaca o presidente-executivo da CBIC, Fernando Guedes Ferreira Filho. Empregos A construção civil encerrou 2025 com 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 3,08% em relação ao final de 2024. O segmento de construção de edifícios concentrou o maior contingente de empregados e registrou o maior incremento no número de trabalhadores formais. Entre 2020 e 2025, o setor foi responsável pela criação de 886.709 empregos com carteira assinada. O segmento de infraestrutura também contribuiu para o resultado. Em 2025, conforme estimativas realizadas pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), os investimentos podem ter alcançado R$ 280 bilhões, cerca de 3% acima do registrado em 2024, com predominância do capital privado, responsável por 84% do total. Ieda explica que São Paulo, Pernambuco e Bahia registraram o maior índice de geração de vagas, e Minas Gerais se destacou com um número de demissões superior ao de admissões. “O que gerou um saldo de vagas negativo (- 6.198). Até o terceiro trimestre, Minas era o segundo Estado que mais gerava empregos na construção”. “Esse resultado aconteceu em função das vagas perdidas, no quarto trimestre, por causa das obras de infraestrutura. O Estado fechou 8.517 empregos no segmento, sendo que isso aconteceu mais no último trimestre do ano e foi o principal responsável pelo saldo negativo”, aponta a economista.
Correios registram um saldo negativo de R$ 6 bilhões até setembro

Os Correios enfrentam uma crise financeira que, segundo a direção da companhia, vem desde 2016. No ano passado, a estatal registrou um saldo negativo de R$ 6 bilhões, nos nove primeiros meses do ano, e está com um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões. A empresa apresentou um plano de reestruturação que prevê fechar 16% de suas agências, além de cortar despesas em R$ 5 bilhões até 2028, e dois planos de demissão voluntária (PDVs) previstos para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027. O advogado especializado em reestruturação empresarial, Christian de Luca, explica que a situação é extremamente preocupante. “O sinal de alerta não decorre apenas de déficits contábeis pontuais, mas da erosão da capacidade de investimento da companhia em tecnologia e renovação de frota. Quando uma empresa de tal magnitude começa a apresentar dificuldades para manter sua eficiência operacional básica, enquanto observa competidores privados expandirem centros de distribuição automatizados, o risco de irrelevância de mercado torna- -se uma ameaça real”. Luca afirma que os principais fatores que desencadearam a atual crise combinam passivos trabalhistas históricos com uma defasagem tecnológica acentuada. “O peso das obrigações com planos de saúde e previdência complementar (Postalis) consome uma parcela significativa do fluxo de caixa. Além disso, a manutenção de agências em municípios deficitários gera um custo social, e a demora na transição para um modelo focado em inteligência de dados e logística de última milha (last mile) permitiu que plataformas de e-commerce criassem suas próprias malhas de entrega, reduzindo a dependência da estatal e desviando receitas vitais”. Para o especialista, o Plano de Reestruturação possui diretrizes ambiciosas. “Porém, a viabilidade depende estritamente da celeridade de sua execução e da estabilidade política. O plano foca na modernização dos centros de triagem e na digitalização de serviços, o que é um passo correto, contudo, tardio. Para aliviar a crise é necessário que as metas de redução de desperdício e incremento de produtividade não fiquem apenas no papel, enfrentando resistências sindicais e burocráticas”. “Nos próximos anos, o cenário mais provável para os Correios é o de uma transformação em uma empresa de logística híbrida, reduzindo drasticamente sua dependência do correio de papel e focando quase exclusivamente no e-commerce e serviços financeiros digitais. É provável que a empresa caminhe para um modelo de governança semelhante ao de uma sociedade de economia mista, buscando um equilíbrio delicado entre a sustentabilidade financeira e a missão constitucional de integração do território brasileiro”, finaliza Luca. Trabalhadores Na avaliação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais, Robson Gomes Silva, a crise atual é fruto de anos de decisões de gestão equivocadas que ignoraram a modernização e as novas tecnologias. “Aliado a isso, também tem a redução de investimentos, o sucateamento deliberado da estrutura e tentativas recorrentes de preparar a empresa para a privatização”. Silva ressalta que a privatização é um risco enorme não só para os funcionários, mas para a população em geral. “Experiências internacionais mostram aumento de tarifas, fechamento de agências e abandono de regiões menos lucrativas e do conjunto de políticas públicas do Estado. Exemplo disso é a distribuição de livros didáticos, transporte de vacinas, e ajuda humanitária em casos de desastres naturais, que sem o Correio público seria impossível essa ajuda chegar na velocidade e na quantidade necessárias”. O presidente argumenta que uma das alternativas para recuperar a empresa é colocar em prática a Lei nº 14.744/2023, que estabelece a contratação preferencial dos Correios para serviços postais e de comunicação pela administração pública federal. “Isso já resolveria a situação, pois estudos já apontaram na época que essa legislação poderia gerar até R$ 20 bilhões por ano. Também defendemos um plano público de investimentos, recomposição do quadro de pessoal, via concurso, fortalecimento da logística nacional, ampliação de serviços e gestão profissional com foco social, além da criação do marketplace próprio da estatal”.
R$ 5,7 milhões foram gastos com internações por ansiedade

Segundo um levantamento feito pela Planisa, empresa de gestão de gastos hospitalares, em conjunto com a plataforma DRG Brasil, entre 2022 e 2024, as hospitalizações por Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) custaram R$ 5,7 milhões aos hospitais públicos e privados do país. Foram registradas 2.202 internações no período. Dados recentes mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com 9,3% da população afetada, o que equivale a cerca de 18 milhões de brasileiros. A depressão também é uma preocupação crescente, agravada pelo impacto da pandemia de COVID-19, que levou a um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). A especialista em gestão de saúde corporativa e em psicologia clínica, Renata Livramento, ressalta que esse dado acende um alerta vermelho. “Pois, R$ 5,7 milhões é um custo altíssimo, mas sabemos que isso é só a ponta do iceberg. Por trás desses números existe um sofrimento humano gigantesco, famílias impactadas, pessoas que perdem sua capacidade de trabalho. Quando chegamos ao ponto de uma internação, por exemplo, isso significa que o indivíduo não conseguiu acesso ao tratamento adequado antes ou que o quadro já estava bem avançado”. O TAG é um transtorno de saúde mental, cuja característica principal é uma preocupação excessiva, explica Renata. “E essa apreensão é incontrolável. O paciente fica preocupado a respeito de diversos assuntos, a ponto de prejudicar o seu dia a dia. O transtorno traz uma sensação de descontrole, uma inquietação que não é proporcional à ameaça real que a pessoa está vivendo”. A profissional pontua que os sintomas psicológicos mais comuns são a preocupação excessiva e problemas de concentração. “Já os físicos são fadiga e um cansaço constante, algumas dificuldades com sono, dores de cabeça, problemas gastrointestinais, sudorese e palpitações. Contudo, não necessariamente essas manifestações isoladamente caracterizam um TAG”. Tratamento Renata afirma que por ser um transtorno multifatorial, o tratamento também é multimodal e é individualizado, por isso, a importância de um diagnóstico bem feito. “Basicamente se dividem entre psicoterapia, para identificar os padrões de pensamento negativos e distorcidos; a farmacoterapia, em muitos casos é necessário o uso de medicamentos; e mudanças no estilo de vida para ajudar a pessoa a não apenas sair do quadro de transtorno de ansiedade generalizada, mas também não ter reincidência”. Ela destaca ainda que não tratar corretamente o TAG pode levar a um agravamento da situação. “Essa ansiedade pode se tornar crônica e piorar os sintomas físicos, por exemplo, aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Pode gerar também outros problemas de saúde mental e prejudicar severamente a qualidade de vida”. 40 anos com TAG O técnico administrativo, de 53 anos, que prefere não se identificar, diz que ao longo da sua vida sempre teve crises de ansiedade. “Contudo, nunca pensei que fosse progredir e tornar-se algo perigoso, portanto, tem uns 40 anos, aproximadamente, que convivo com o transtorno”. Cada crise tem o seu grau de gravidade, relata o técnico. “Depende muito do que estou encarando. Uma simples mensagem pode desencadear uma ansiedade profunda, caso não haja resposta. Se for algo que possa me prejudicar, minha mente aumenta esse perigo consideravelmente, fazendo com que todos os cenários sejam desfavoráveis a mim. A dimensão de todo episódio negativo é aumentada pelo cérebro. Daí surge a crise de ansiedade e, posteriormente, a autoproteção fazendo com que eu tome decisões desproporcionais ao problema real”. “Meu tratamento está apenas começando, já que a última crise afetou terceiros devido à minha reação negativa. Quando recuperei a razão, assumi os erros, porém, o estrago já tinha sido feito. Por isso, resolvi procurar ajuda médica e o diagnóstico inicial foi o transtorno de ansiedade generalizada”, finaliza.
Política de prevenção e combate a desastres recebe aperfeiçoamento

A política estadual de prevenção e combate a desastres decorrentes de chuvas intensas recebeu sugestões de aperfeiçoamento da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em 1º turno, através do Projeto de Lei (PL) 2.456/24. O intuito do PL é a preservação da vida e da incolumidade das pessoas, do ambiente e de bens materiais em face de vulnerabilidades decorrentes de eventos climáticos extremos. Agora, o projeto segue para análise da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. De autoria da deputada Bella Gonçalves (Psol), a parlamentar propõe a nova nomenclatura de Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento às Vulnerabilidades Decorrentes de Eventos Climáticos Extremos, definindo as suas bases estruturais e as diretrizes das ações relacionadas aos direitos dos atingidos. Na implementação do projeto, serão observadas diretrizes como a priorização de ações preventivas, promoção de acolhimento e recuperação das populações atingidas e participação da sociedade civil nos processos decisórios. Os municípios, em situação de emergência ou em estado de calamidade pública decretados em razão de eventos climáticos extremos, terão prioridade na execução das atividades. O Estado será responsável por uma série de ações que visem socorro e assistência aos afetados, a prevenção e monitoramento de fenômenos climáticos e a recuperação do meio ambiente e da infraestrutura dos municípios afetados. O Executivo também celebrará convênios de cooperação com as cidades para atividades como a implantação de sistemas de alerta e prestação de assistência técnica e de auxílio econômico-financeiro. Será dada prioridade às populações atingidas que enfrentam o impacto desproporcional de desastres relacionados a eventos climáticos extremos em razão de sua raça, etnia, idade, deficiência, condição migratória, origem social e renda; habitam territórios onde há atividade de mineração; e habitam regiões afetadas por barragens, entendidas como as áreas onde se constatar impacto socioeconômico decorrente da construção, instalação, operação, ampliação, manutenção ou desativação de barragem. Segundo Bella Gonçalves, o PL visa adequar a direção para que se institua a política estadual de prevenção e enfrentamento às vulnerabilidades decorrentes de eventos climáticos extremos de forma mais ampla. “É importante constatar isso, estamos vivendo um período de mudanças climáticas que variam de ondas de calor e chuvas extremas que tem mudado o regime de prevenção aos desastres do nosso Estado e construído uma massa de refugiados climáticos”. “Pessoas desabrigadas em função de enchentes, deslizamentos ou mesmo dos efeitos que as chuvas ou calor extremos tem em regiões mineradas, o que agrava ainda mais a condição do Estado”, complementa. Substitutivos Durante a tramitação da matéria, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sugeriu adequações na técnica legislativa, por meio do substitutivo nº 1. A Comissão de Segurança Pública ressaltou a oportunidade de atualização da Lei 15.660, de 2005, que instituiu a política agora alterada. Porém, com o substitutivo nº 2, incorporou parâmetros e definições já vigentes em outras normas, em especial a Política Nacional de Defesa Civil, em vista de uma consolidação legislativa mais coesa e coerente. Já a relatora na Comissão de Meio Ambiente, deputada Ione Pinheiro (União), apresentou o substitutivo nº 3, o qual prevê uma nova lei para o conteúdo do projeto, uma vez que as alterações realizadas poderiam comprometer o entendimento do texto atualizado. Além disso, são feitos ajustes conceituais pontuais. “Essa proposição pretende ampliar a tipologia de desastres abrangidos pela política, definir seu público alvo prioritário e nela incluir ações específicas de garantias de direitos dos atingidos pelos desastres decorrentes de eventos climáticos extremos”, acrescenta a parlamentar.
Quase 2 mil pessoas já andaram de Capivarã na Lagoa da Pampulha

O passeio de Capivarã, um catamarã turístico, na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, deu início à retomada da navegação turística no local. A operação começou no final de dezembro do ano passado, e a experiência é ofertada de quinta a domingo, com três saídas diárias e ingressos gratuitos. Segundo a Prefeitura de BH, o intuito é estimular novas dinâmicas de visitação, valorizar o Conjunto Arquitetônico e paisagístico reconhecido como Patrimônio Cultural Mundial, na categoria de Paisagem Cultural, e oferecer mais uma opção de contemplação do complexo, agora a partir de uma perspectiva diferente, diretamente sobre as águas. Até o momento, 1.913 pessoas já participaram do passeio. Durante a experiência, um guia de turismo apresenta a história, a arquitetura, a paisagem e a importância cultural e ambiental do Conjunto Arquitetônico. O trajeto passa pelos principais monumentos da Pampulha, revelando detalhes, curiosidades e novos olhares. As entradas são disponibilizadas semanalmente, às terças-feiras, a partir das 12h, por meio da plataforma Sympla. Cada passeio oferece 24 ingressos, sendo permitido até dois por CPF. O presidente da Belotur, Eduardo Cruvinel, ressalta que a criação desse projeto representa um novo passo na ampliação das experiências turísticas da Pampulha. “Nós entendemos que o turismo contemporâneo é feito de vivências, de conexão emocional com o território. O passeio de barco amplia o repertório do visitante e fortalece toda a cadeia produtiva do turismo local”. Era uma iniciativa muito demandada pela população e também pelos turistas, salienta o presidente. “Essa retomada é simbólica, porque contribui diretamente para a revitalização da imagem da Pampulha, fortalece o posicionamento de Belo Horizonte como destino cultural e impulsiona nosso processo de internacionalização. É uma entrega concreta que dialoga com a vocação turística da cidade”. “Para colocar o projeto em prática, cumprimos etapas fundamentais para garantir segurança e excelência na navegação. Uma iniciativa dessa magnitude exige o cumprimento rigoroso de todas as normas da Marinha do Brasil. Além disso, todo o processo de contratação da empresa operadora seguiu os trâmites legais. Também houve um trabalho técnico de planejamento operacional, definição de rotas, adequação do ponto de embarque e estruturação da experiência como um produto turístico qualificado”, acrescenta. Satisfação Em pesquisa realizada pelo Observatório do Turismo de Belo Horizonte, a atividade registrou média geral de satisfação de 9,8 (a nota máxima é 10). O principal destaque da experiência é a navegação, apontada por 46% dos participantes. Em seguida, 27,4% destacaram as explicações do guia como o grande diferencial. A maior parte do público participante é composto pelo gênero feminino (55,3%), com o masculino constituindo de 39,6%. Os passeios atraíram majoritariamente moradores de Belo Horizonte (65%) e da região metropolitana (24,1%), além de turistas do interior de Minas Gerais e de outros estados, que juntos representaram 19,9% do público. A média de idade dos participantes foi de aproximadamente 37 anos. De acordo com Cruvinel, os índices confirmam que o projeto foi bem estruturado em todas as etapas. “Desde o planejamento até a entrega da experiência ao público. Mais do que números, esses indicadores mostram que estamos entregando uma experiência qualificada, segura e memorável. Não chega a ser uma surpresa, porque houve planejamento técnico envolvido, porém, é uma confirmação muito importante de que estamos no caminho certo”. Célia Rodrigues, moradora do Bairro Santa Cruz, região Nordeste de Belo Horizonte, participou do passeio e destacou a experiência. “É muito legal ver a Pampulha pela perspectiva do catamarã, navegando pelas águas da Lagoa. Eu costumo passear bastante pela região, no entanto, do chão, a gente não consegue observar tudo. Com essa nova iniciativa, consegui viver uma experiência diferente, apreciando a paisagem, a arquitetura e a história da Pampulha de um jeito especial”, comenta.
Brasil bate recorde no turismo e recebe 9,3 milhões de visitantes estrangeiros

Segundo dados do Banco Central, o Brasil atingiu um novo patamar histórico no gasto de visitantes internacionais. Em 2025, os turistas estrangeiros, que estiveram no país, deixaram o montante de US$ 7,865 bilhões, o equivalente a R$ 41,7 bilhões. É um aumento de 7,1% em relação a 2024. Foram 9,3 milhões de turistas internacionais desembarcando no território brasileiro, um total de 37,1% a mais que o previsto para o ano. Entre os mercados emissores, a Argentina manteve a liderança absoluta, com 3.386.823 turistas. Na sequência, vieram os chilenos, com 801.921 visitantes, e os norte- -americanos (759.637). Já viajantes vindos de países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, somaram juntos 1.274.567 visitantes. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, enfatiza que o turismo representa um pilar estratégico e crescente na economia brasileira. “É mais um resultado histórico que reafirma o poder do setor como uma matriz econômica de geração de emprego e renda para o nosso país. Esse recorde se traduz em crescimento para os pequenos negócios e reforça o papel do segmento como modelo de desenvolvimento econômico compatível com as exigências do século 21”. O especialista em investimentos, finanças e negócios internacionais, Beny Fard, explica que esse volume relevante de gastos impacta no Produto Interno Bruto (PIB) direta e indiretamente. “Considerando que o gasto do turista estrangeiro entra como exportação de serviços na conta de transações correntes, isso ajuda a equilibrar o balanço externo e a reduzir nossa dependência de commodities”. Na prática, a cada dólar gasto em turismo há um desdobramento em consumo interno, arrecadação tributária e geração de renda local, afirma o especialista. “Estudos do setor indicam que o efeito multiplicador do segmento pode variar entre 1,6 e 2 vezes, especialmente em economias emergentes como a brasileira, ou seja, esses US$ 7,9 bilhões não ficam restritos a hotéis e passagens, eles irrigam outros importantes ramos como comércio, transportes, alimentação, cultura e serviços, com reflexo direto no crescimento econômico”. Fard ressalta o câmbio como um dos principais fatores que explica o aumento do número de turistas no país. “Com o real desvalorizado, o Brasil se torna um destino mais competitivo em termos de custo-benefício. Outro ponto é a retomada e fortalecimento da conectividade aérea internacional no pós-pandemia. Ainda podemos acrescentar um esforço maior de promoção internacional do país, a simplificação do processo de vistos para mercados estratégicos, bem como uma mudança de percepção do Brasil como destino de natureza, cultura e experiências únicas”. Ele aponta que ainda há limitações em aeroportos regionais, o que dificulta a interiorização do turismo. “Também há desafios em mobilidade urbana, saneamento, sinalização turística e conectividade digital em destinos emergentes. Outro ponto sensível é a qualificação profissional, principalmente em idiomas e atendimento ao turista internacional”. A tendência de crescimento é positiva, mas com ressalvas, avalia Fard. “O cenário global ainda é de incertezas geopolíticas e econômicas, o que pode afetar os fluxos turísticos. Ainda assim, o Brasil está bem posicionado. Se mantiver o câmbio competitivo, ampliar a conectividade aérea e garantir segurança jurídica e institucional, é possível sim avançar em número de visitantes e receita”. Empregos O setor de turismo fechou 2025 com cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada no país, totalizando um saldo positivo de mais de 80 mil empregos formais, conforme dados do Novo Caged analisados pelo Ministério do Turismo. Na análise por segmentos, o setor de alimentação foi o que mais firmou contratos no ano, respondendo por 1.331.818 admissões. Em seguida, destacam-se os setores de alojamentos (268.346) e transporte terrestre (120.183). “O turismo possui peso estratégico na criação e manutenção de empregos, porque é intensivo em mão de obra e absorve profissionais de diferentes níveis de qualificação, gerando empregos diretos, como em hotéis, bares, restaurantes e agências, e indiretos, em logística, eventos, cultura e economia criativa”, conclui Fard.
Uma média de 232 desaparecidos por dia e casos subnotificados

De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o Brasil registrou 84.760 casos de desaparecimento de pessoas em 2025. O número equivale a 232 sumiços diários e o resultado é 4,1% superior ao de 2024. Quase um terço (28%) das pessoas desaparecidas tinha menos de 18 anos de idade, e as 23.919 ocorrências envolvendo o segmento infantojuvenil representam uma alta de 8% em comparação a 2024. Para entender mais sobre o tema, o Edição do Brasil conversou com o advogado e representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG, Renan Penchel. Quais são os principais problemas que o país enfrenta para frear o aumento desses índices? A subnotificação crônica, porque muitos casos ainda não são registrados ou são registrados de forma inadequada; falta de padronização e integração, ausência de protocolos unificados e interoperáveis entre as diversas forças de segurança e órgãos estaduais e federais; capacitação deficiente; recursos insuficientes; burocracia e morosidade; e causas estruturais, persistência de fatores como violência urbana, tráfico de pessoas, exploração sexual, abandono de incapazes e atuação de grupos criminosos organizados. O Brasil tem um sistema confiável e integrado para contabilizar desaparecimentos? Lamentavelmente, ainda não possuímos um sistema plenamente confiável e integrado para contabilizar desaparecimentos. Embora iniciativas como o Sinesp e bancos de dados estaduais existam, a fragmentação e a falta de interoperabilidade entre essas plataformas geram lacunas de informação. A ausência de um cadastro nacional único, com fluxo contínuo e padronizado de dados em tempo real, dificulta a eficiência das buscas e a geração de estatísticas precisas. Por que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas ainda não conseguiu conter a escalada de casos? Acredito que o real motivo se dá pela dificuldade de implementação efetiva; alocação de recursos; resistência cultural e burocrática, há uma persistência na cultura de esperar um período (24h/48h) para registrar o desaparecimento, contrariando a premissa da busca imediata; e abrangência das causas, a polícia foca na busca, mas nem sempre aborda de forma integrada as causas sociais, econômicas e criminais que levam aos desaparecimentos. Segundo a pesquisa, o total de pessoas localizadas também vem aumentando na última década. O que esse avanço reflete? Este crescimento pode indicar uma melhoria na qualidade dos registros, aprimoramento nas ações de busca, uso de tecnologia e maior sensibilidade institucional e social. Este avanço, embora não elimine o problema dos novos desaparecimentos, sinaliza que os esforços empenhados estão gerando resultados concretos na reunião de famílias e na garantia do direito à informação sobre o paradeiro de seus entes. Quais medidas poderiam reduzir o número de desaparecimentos no país? Adoção universal da busca imediata, eliminar qualquer período de espera para o registro e início das investigações de desaparecimento, conforme a legislação de Direitos Humanos; criação de um Cadastro Nacional Único e Integrado; investimento em tecnologia e inteligência artificial; capacitação e especialização de agentes; fortalecimento da rede de proteção social; cooperação interinstitucional e internacional, reforçar a colaboração entre órgãos de segurança, justiça, saúde e assistência social e ampliar acordos de cooperação com países vizinhos; e canais de denúncia acessíveis e eficazes. Analisando o momento atual, você acredita que os índices de desaparecimento diminuam no país em curto prazo? Observando os dados apresentados e a complexidade dos desafios estruturais, torna-se desafiador prever uma diminuição de novos casos de desaparecimento em curto prazo. A redução efetiva e sustentável exige uma transformação profunda nas políticas de segurança pública, justiça, assistência social e direitos humanos. Embora possamos esperar a continuidade de melhorias nos registros e nas taxas de localização, a diminuição drástica dos desaparecimentos, como um todo, é um objetivo de médio e longo prazo.
Arena do Jacaré será a casa do Cruzeiro Feminino

No início deste mês, o time feminino do Cruzeiro decidiu que os jogos das Cabulosas, em 2026, serão na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, região Central do Estado. Entre 2010 e início de 2012, o estádio foi palco para o time masculino durante toda uma temporada, agora, após 14 anos, será a vez do feminino utilizar o espaço. O clube vai disputar a Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão e o Campeonato Mineiro. A informação foi anunciada pela nova gerente de futebol feminino do clube, Luiza Parreiras. “A casa do Cruzeiro em 2026 é Sete Lagoas, na Arena do Jacaré. Está estabelecido e definido. O Gregorão atende tecnicamente, mas tem uma peculiaridade, a questão dos jogos transmitidos. E também de partidas noturnas, porque não tem iluminação”, declara. No ano passado, o Cruzeiro atuou na Arena Gregorão, em Contagem; no Castor Cifuentes, em Nova Lima; e também no Independência, em BH. Na temporada, o time celeste foi vice-campeão nacional e tetracampeão estadual. As Cabulosas vão estrear no Campeonato Brasileiro diante do Bahia, e o primeiro jogo, em Sete Lagoas, será no dia 22 de fevereiro, contra o Santos. A data e horário ainda podem ser alterados pela CBF. Segundo o presidente da Diretoria Executiva do Democrata de Sete Lagoas, Renato Paiva, é motivo de muito orgulho receber a equipe de elite do futebol brasileiro como Cruzeiro. “Nós estamos muito felizes, apreensivos e esperançosos de que tudo vai dar certo. O time da capital sempre mandou alguns jogos aqui, entre 2010 e 2012, com mais frequência, e mais recentemente contra o Democrata de Valadares, pelo Mineiro, além da base”. A princípio, a equipe poderá mandar até 50 jogos durante a temporada, incluindo a base e o feminino, explica Paiva. “E os benefícios são inúmeros. Além do financeiro, pois houve um acréscimo ao valor do patrocínio em função da seção dessas datas, ocorreu essa aproximação à instituição Cruzeiro que é muito importante para a gente, até para eventuais futuros acordos”. “E também tem a visibilidade que essa parceria traz para a Arena do Jacaré, o Democrata e para a cidade de Sete Lagoas, é um ganha- -ganha. Vai ser bom para o Cruzeiro,que vai ter uma boa estrutura para poder mandar esses jogos, e para o município, o clube, e a Arena, em função do movimento financeiro de bares, ambulantes e até do próprio estacionamento. Com os jogos do feminino, acreditamos em um bom público”, acrescenta. Estrutura O presidente ressalta que a estrutura não vai precisar passar por nenhuma adaptação. “O estádio está liberado com a capacidade total, estamos com os vestiários em plenas condições, e a estrutura de VAR sem nenhum problema. Nós vamos receber uma delegação do Cruzeiro, de técnicos e de pessoas responsáveis pela operação e pelo próprio futebol, para ver se vamos precisar de fazer mais algum tipo de adaptação. Acredito que se tiver que fazer alguma coisa será uma intervenção simples”. Paiva destaca ainda que não existe nenhuma contrapartida em termos de investimento para o estádio. “Porém, já existe uma troca de experiências, o time celeste já nos indicou, inclusive, profissionais para cuidar do gramado. Nosso maior desafio é mantê-lo em boas condições durante a temporada”. “Porque durante o período de chuva é relativamente fácil manter um bom gramado, contudo, no tempo de seca nem tanto. Então, estamos contratando uma empresa especializada no assunto, já tivemos esses profissionais no passado, porém, em função até da dificuldade financeira tivemos que dispensar e agora estamos recontratando”, pontua. Compartilhamento O Democrata vai disputar o Módulo 2 do Mineiro. O time faz parte do grupo B e tem estreia prevista para 30 de maio, na Arena do Jacaré. “O time vai ter, do profissional, apenas cinco jogos na primeira fase, se passarmos para as etapas seguintes, teremos no máximo oito partidas, na temporada profissional, em casa”. “Além dos jogos da base, que devemos disputar alguns campeonatos. No entanto, existem outros campos na cidade que também podemos solicitar o empréstimo para poder jogar. Acredito que isso não será um problema, vamos conseguir conciliar isso com o Cruzeiro, para que atenda as equipes da melhor forma”, finaliza.