Juiz de Fora recebe oficina de tambores de forma gratuita

O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc Minas, vai realizar a “Oficina Tambores Percussivos na Paisagem Urbana” no dia 20 de março, às 19h30, na Unidade Sesc Juiz de Fora (Av. Barão do Rio Branco, 3.090 – Centro). Serão 30 vagas e as inscrições são gratuitas, mediante a doação de um litro de leite longa vida para o Programa Sesc Mesa Brasil, na Central de Atendimento, localizada no mesmo endereço. O projeto, idealizado pelo músico e educador percussivo Ângelo Goulart, tem como propósito propagar a diversidade dos ritmos brasileiros por meio do ensino de teoria musical rítmica e prática, a atividade é destinada a pessoas com sete anos de idade ou mais. Ângelo atua como músico há mais de 25 anos e como educador musical percussivo há mais de 15 anos. Em 2017, criou a Oficina Valvulada de Percussão Popular e Ritmos Brasileiros, uma extensão do Bloco Parangolé Valvulado, com o intuito de trabalhar a diversidade rítmica brasileira. Ele conta que a oficina tem como objetivo e foco preparar e qualificar as pessoas, através dos estudos musicais, usando a leitura silábica e rítmica. “O ensino através da leitura silábica traz uma certa facilidade para aprendizagem do aluno, no entendimento e nome das figuras musicais, como: semínima, que usa uma palavra (monossílaba), colcheia (dissílaba), tercina de colcheia (trissílaba), e por fim, a semicolcheia (polissílaba), auxiliando assim na compreensão do pulso (tempo). Fazendo uma marcação regular, sentindo ou escutando a batida de uma música”. Além de aprender a tocar, a oficina terá a exploração das origens, segundo Goulart. “E da evolução dos ritmos tradicionais, como o Samba Baião e Ijexá, e sobre o papel da música em manifestações populares e resistência cultural. E o único pré-requisito para participar é a alegria e a vontade de aprender a tocar um instrumento de percussão. E não precisa ter experiência musical”. O educador afirma que o intuito do ensino informal, através da educação percussiva musical, é popularizar e aproximar as pessoas que tenham o interesse em conhecer um pouco mais do universo percussivo. “Talvez essa possa ser uma forma de quebrar a barreira do preconceito, como já ouvi relatos dos alunos, ao final de uma leitura rítmica, dizerem: eu nunca imaginei que um dia poderia ler uma partitura musical”. A oficina Goulart pontua que a coordenação motora é um dos principais desafios para a realização da atividade. “Desenvolver independência entre as mãos e os pés, como segurar as baquetas ou a maceta e manter a pulsação. Tocar tambor exige atenção, concentração, resistência física nos braços, por se tratar de movimentos repetitivos, e a postura para evitar lesões musculares. Manter a precisão rítmica e tocar no tempo certo é essencial”. A oficina é dividida por módulos. “E a cada final de módulo, nós organizamos uma apresentação aberta ao público. Como a nossa oficina é um projeto de extensão do Bloco Parangolé Valvulado, sempre há possibilidade de fazer a abertura dos shows e eventos que são de produção do bloco”, finaliza Goulart. Sesc Minas Há mais de 70 anos, o Sesc cumpre a missão de promover o encontro das pessoas com o bem-estar e a qualidade de vida. Em Minas Gerais, a instituição atua em todas as regiões do Estado, com 23 unidades fixas e 11 unidades móveis. O gerente do Sesc Juiz de Fora, Walder Costa, explica que a finalidade de promover essa oficina é a oportunidade de proporcionar aos clientes uma experiência musical e educativa. “Que promove o bem-estar, desenvolve habilidades e permite a fruição e expressão artística. Além de propiciar a cultura e a educação musical”. Ele revela ainda que a expectativa referente ao projeto é enorme. “Pois, focamos em dar ainda mais acesso aos trabalhadores e trabalhadoras do comércio às nossas ações e ainda com a possibilidade de ampliar as demais ações da cultura e outras atividades ofertadas na Unidade”. Segundo Costa, a expectativa e planejamento da instituição é promover aproximadamente 20 eventos culturais na Unidade, como algumas edições do Sesc Apresentação Artística, Sesc Movimenta, Sesc Arte Educação, oficinas em diversas linguagens, saraus, mostras de cultura, dentre outros.

Exportação de calçados gerou uma receita de US$ 88 milhões em janeiro

Em janeiro, foram embarcados 11,46 milhões de pares de calçados ao exterior, o que gerou uma receita de US$ 88,3 milhões, conforme revela a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Os números são maiores em volume (+11,4%) e menores em receita (-2,7%) em relação ao primeiro mês do ano passado. O valor médio do produto embarcado foi de US$ 7,71, 12,6% menor do que no mesmo mês de 2024 (US$ 8,82). Segundo a entidade, o dado aponta para uma pequena recuperação sobre uma base fraca do ano passado, explicada pelo crescimento do chinelo na pauta exportadora e pela desvalorização do real perante o dólar, o que permite preços mais competitivos para a exportação. O quadro no cenário internacional permanece igual ao registrado no final do ano passado, destaca o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. “Com muitas incertezas econômicas, agora somadas à possibilidade de uma guerra comercial travada entre os Estados Unidos e a China. O cenário, ao longo de 2025, é uma incógnita. Apesar do crescimento em volume, em janeiro, os níveis de exportação se mantiveram abaixo da média anual dos últimos cinco anos (12,23 milhões de pares), o que aponta para a manutenção do quadro de uma demanda internacional desaquecida”. Para o economista e docente do UniBH, Fernando Sette Jr, a relação de ter maiores números em vendas e menores de receita, pode estar atrelada com um crescimento da demanda internacional. “Porém, esse aumento não é por produtos de mais qualidade, com valor agregado maior ou com algum tipo de estampagem de marca ou com um produto de produção melhor, mas sim, com produtos inferiores, o que faz com que o preço do calçado seja menor”. “Já em relação ao aumento do volume exportado com a baixa receita, está mais atrelado com o fato de que o Real está muito desvalorizado, portanto, isso fica atrativo para o mercado internacional, aumentando essa demanda, mas o faturamento acaba diminuindo de alguma forma. Por outro lado, existe uma concorrência internacional de forma geral, principalmente em países asiáticos, que faz com que tenhamos também uma oferta maior, fazendo com que tenha uma grande concorrência, abaixando o preço. Teremos um valor mais baixo, contudo com uma quantidade demandada maior, o que faz o faturamento cair”, explica. Fernando Sette revela que para 2025 há uma tendência de estabilização do segmento. “Com uma possível variação positiva/ negativa muito pequena, mas com o mercado interno continuando sendo o principal motor desse setor. É uma menor dependência do mercado externo”. Importações Assim como em 2024, quando as importações cresceram mais de 26% em volume, a entrada de calçados estrangeiros no Brasil seguiu em alta em janeiro. No primeiro mês do ano, foram importados 3,32 milhões de pares por US$ 47,96 milhões, incrementos tanto em volume (+18,1%) quanto em receita (+29%) em relação ao mesmo período de 2024. As principais origens seguiram sendo os países asiáticos, que responderam por 90% dos calçados que entraram no Brasil. A principal origem foi o Vietnã, de onde foram importados 1,24 milhão de pares por US$ 22,47 milhões, incrementos de 55% e 31%, respectivamente, ante o primeiro mês de 2024. Na sequência, apareceram a Indonésia (742,5 mil pares e US$ 12 milhões, incrementos de 113,5% e 111,6%, respectivamente, ante o ano passado) e China (719,8 mil pares e US$ 5 milhões, queda de 34,7% em volume e incremento de 16,6% em receita). Nova Serrana Conforme o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), o ano de 2024 foi positivo para as vendas do polo calçadista do município do Centro-Oeste mineiro. A estimativa é que o Arranjo Produtivo Local (APL) encerre o exercício com crescimento de 3%. Já para 2025, as expectativas são mais otimistas e o desempenho deve ser ainda melhor, com incremento de 5% nas comercializações. O economista afirma que a situação do setor no Estado é positiva. “Há esperança de um crescimento maior e muito pautado para o próprio mercado interno. É um segmento que movimenta a economia mineira, e o setor atacadista de Nova Serrana. O município e a região têm a possibilidade de crescimento, ou seja, há uma previsão de expansão, com a capacidade de atender outros mercados e aumentar essa oferta”, finaliza.

Estudo revela que apenas 8% do lixo gerado no Brasil é reciclado

O Brasil recicla apenas 8,3% do lixo gerado, e cerca de 41% dos municípios ainda recorrem a lixões como destino final dos resíduos, de acordo com estudo Panorama dos Resíduos Sólidos de 2024, da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). São mais de 6,7 milhões de toneladas que foram avaliados para serem inseridos na cadeia produtiva, sendo que a maior parte desse encaminhamento, 67,2% foi realizada por coletores informais e 32,8% pelos serviços públicos de coleta, associações e cooperativas. O especialista em gestão de resíduos, Eduardo Nascimento, afirma que nos últimos anos, o cenário tem se transformado positivamente, principalmente com o avanço das legislações que tratam da gestão de resíduos e da logística reversa. “O Brasil tem experimentado um aumento nas atualizações legislativas, com ênfase no sistema de rastreamento de resíduos, um passo fundamental para garantir que os materiais destinados à reciclagem realmente sejam processados de maneira correta e eficiente. Temos grandes avanços nas legislações federais, tanto para a gestão de resíduos quanto para a logística reversa”. Para o analista ambiental e professor de Responsabilidade Social e Meio Ambiente nou UniArnaldo, Alexandre Magrineli dos Reis, já houve avanços, como as negociações que levaram aos acordos setoriais com setores geradores de resíduos quanto à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. “Mas, falta a ampliação das redes de coleta, e formas de tornar mais fácil ao consumidor final descartar corretamente seus resíduos ou produtos pós consumo. Outros pontos são a pouca infraestrutura adequada em muitos municípios, falta de incentivos na mídia para adesão da população à coleta seletiva e a necessidade de maior fiscalização quanto ao cumprimento da legislação”. Reis explica que o aumento da reciclagem de resíduos no país esbarra ainda em políticas públicas que são pouco efetivas nos aspectos iniciais. “Como o incentivo à catação, a efetivação e cobrança da responsabilidade de fabricantes e vendedores quanto a logística reversa pós-consumo. Além do prejuízo econômico, porque destinar resíduo sem reciclar é, de uma forma simples, enterrar dinheiro”. “Isto representa um risco ambiental e à saúde pública, e demonstra que estamos longe de efetivar a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Enquanto alguns países já trabalham com modelos econômicos que buscam zerar a geração de resíduos ou reintroduzi-los ao máximo no processo produtivo, como a economia circular, ainda estamos buscando formas de tornar isto viável no Brasil”, acrescenta. Melhorias O analista destaca duas ações necessárias para melhorar a taxa de reciclagem no país. “Mudanças na legislação tributária para estimular a utilização de matéria-prima reciclada, tornando mais atrativo para o mercado e o incentivo a formação e trabalho de cooperativas de catadores de materiais reciclados, que são a grande força e mão de obra responsável pela reinserção de resíduos nos processos produtivos”. “Minas Gerais inovou em 2011 quando implantou uma política de pagamento por serviços ambientais urbanos, reconhecendo a catação de resíduos como tal serviço, e remunerando cooperativas de catadores trimestralmente por esta atividade. A lei da ‘Bolsa Reciclagem’, como é chamada, é uma política pública que poderia ser replicada em outros Estados e Municípios”, finaliza. Produção de lixo Segundo a estimativa apresentada no panorama, o brasileiro gerou, em média, 1,047 quilos de resíduos sólidos urbanos por dia, o que leva a uma geração equivalente a mais de 221 mil toneladas de resíduos e de 81 milhões de toneladas ao longo do ano, em todo o país. A região brasileira responsável pelo maior volume de resíduo sólido urbano é o Sudeste, que gerou quase 40 milhões de toneladas, representando 49,3% do total gerado no país. A região Norte foi a que menos gerou resíduos, tendo sido responsável por 7,5%, com produção de 16,5 mil toneladas diárias e pouco mais de 6 milhões de toneladas em todo ano. Em números absolutos, o Centro-Oeste foi responsável por 7,7%, a região Sul, por 10,8%, e o Nordeste, por 24,7% do total de resíduos sólidos urbanos do país.

Mulheres entre 15 e 45 anos têm mais chances de ter lúpus

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), estima-se que existam cerca de 150 a 300 mil pacientes com lúpus no Brasil. A doença pode ocorrer em pessoas de qualquer idade e raça, porém, é prevalente em mulheres, principalmente, na faixa etária entre 15 e 45 anos, período compreendido, em geral, após a primeira menstruação e a pré-menopausa. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves. Não existem formas de se prevenir e também não há vacinas. Conforme uma pesquisa feita com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), dos cerca de 74 mil pacientes que receberam o diagnóstico da enfermidade entre 2000 e 2019, 89,9% eram do sexo feminino, sendo quase metade delas com idades entre 26 e 45 anos. Somente nesse período, foram 24.029 óbitos em decorrência da condição. O presidente da Comissão Científica de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Edgard Reis, revela que não existe um único fator para o aparecimento do lúpus. “Ele resulta de uma junção de fatores genéticos, ambientais (radiação ultravioleta) e hormonais (estrógeno) que atuam sobre o sistema autoimune. Ou seja, o próprio indivíduo começa a produzir anticorpos, células, moléculas que vão atacar o próprio organismo, em vez de atacar o vírus e bactérias”. A reumatologista da Unimed-BH, Cláudia Neiva, destaca que a doença se apresenta em dois principais tipos. “O lúpus cutâneo crônico, que afeta apenas a pele; e o lúpus eritematoso sistêmico, que pode atingir diversos órgãos, como articulações, rins, pulmões, coração e cérebro. Um dos sinais mais característicos é uma irritação na pele, em forma de ‘asa de borboleta’ no rosto, além de lesões em áreas expostas ao sol. Outros sintomas comuns incluem dores, edema (inchaço) e rigidez nas articulações, queda de cabelo, inflamação nos rins, também conhecida como nefrite, entre outras manifestações”. Ela explica ainda que o lúpus pode ser uma condição desafiadora, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a controlar os sintomas e garantem uma boa qualidade de vida. “A conscientização é fundamental para que as pessoas busquem ajuda médica o quanto antes”. “O diagnóstico é feito clinicamente, com base na avaliação dos sintomas, e em exames laboratoriais, com a detecção de autoanticorpos, incluindo o Fator Antinuclear (FAN). O lúpus acomete, principalmente, mulheres jovens e está entre as principais causas de internação hospitalar entre as doenças reumáticas. A patologia tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, fatores hormonais e ambientais”, detalha. A patologia não existe cura, alerta a profissional. “O diagnóstico precoce e o rápido início do tratamento são importantes para controle regular da doença e para evitar as fases de ativação da enfermidade”. Tratamento Cláudia destaca que, com o tratamento adequado, os pacientes podem levar uma vida com menos complicações. “A terapia inclui o uso de medicamentos, além de opções específicas para cada caso e terapias biológicas mais modernas. Também é preciso manter uma rotina saudável, com atividade física regular, dieta equilibrada, controle do estresse e proteção solar adequada. A exposição aos raios UV, por exemplo, é um dos gatilhos para o surgimento e agravamento dos sintomas. Por isso, o uso de protetor solar e vestimentas adequadas é altamente recomendado”. “A falta de acesso ao tratamento adequado leva a dores crônicas, lesões na pele e inflamações graves em órgãos vitais, podendo causar sequelas permanentes. A doença é caracterizada por surtos, ou seja, alternando períodos de inatividade e fases ativas. O acompanhamento médico é crucial para detectar precocemente os períodos de atividade e, consequentemente, evitar complicações”, conclui a reumatologista.

Projeto obriga as concessionárias a divulgarem arrecadação de pedágios

A primeira reunião do ano da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) deu parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) que obriga as concessionárias de rodovias a divulgarem valores arrecadados e investidos com a cobrança de pedágios. O projeto é da autoria do deputado Arlen Santiago (Avante) e prevê a divulgação dos valores através de painéis, em local visível, junto ao posto ou praça de pagamento do pedágio; no site oficial da empresa; e na imprensa, por meio da publicação no diário oficial do Estado e em três jornais de grande circulação em Minas Gerais. A atualização e a publicação dos dados previstos serão trimestrais. Segundo o parlamentar, o grande objetivo deste PL consiste em fornecer ao cidadão conhecimento da necessária e sistemática fiscalização sobre os valores arrecadados pelas concessionárias que administram rodovias no Estado. “A proposta pretende oferecer mecanismos para que o Poder Legislativo e os cidadãos, usuários das rodovias, possam se informar, sem impedimentos e com transparência, especialmente do retorno em obras e manutenção”. “Manter atualizados os valores arrecadados oferecem às empresas concessionárias a oportunidade de estabelecer uma relação de respeito com os usuários. Em uma sociedade democrática, o cidadão tem todo o direito de estar informado a respeito das taxas que lhe são cobradas”, acrescenta o deputado. A proposição também prevê que as concessionárias deverão remeter trimestralmente à ALMG relatório com as informações sobre arrecadação e investimentos. Também estabelece que a não observância da lei sujeitará o infrator a multa de 5 mil Unidades Fiscais do Estado (Ufemg), dobrada a cada reincidência. Ainda indica que as despesas decorrentes da lei serão por conta das concessionárias, que ficariam impedidas de repassá-las aos custos que compõem as tarifas dos pedágios. Por fim, prevê o prazo de 120 dias para a adequação às novas regras. Aprovação A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ponderou que a implantação da proposta, a depender da previsão contratual, poderá alterar a equação matemática prevista no edital e no contrato, por serem necessárias adaptações administrativas e operacionais. Além disso, considerou mais razoável exigir das concessionárias apenas a publicidade por meio eletrônico, de custo mais baixo e com maior alcance. O substitutivo nº 1 suprimiu a previsão relativa às despesas decorrentes da lei, pois a medida deve ser tomada no âmbito do Poder Executivo. O documento propôs ainda que a matéria seja inserida na Lei 12.219, de 1996, que trata do mesmo tema. Foi sugerido também algumas regras para a aplicação da medida pretendida nos contratos em vigor. O presidente da comissão e relator da proposta, deputado Thiago Cota (PDT), opinou pela aprovação na forma do substitutivo nº 1, da CCJ, alegando que em Minas Gerais, nos últimos anos, o número de rodovias concedidas para a iniciativa privada tem crescido muito. “E a previsão é de que a malha rodoviária concedida continue crescendo, o que demonstra a importância de se discutir o tema”. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), atualmente, o Programa de Concessões e Parcerias conta com seis contratos vigentes, totalizando cerca de 2.300 km de estradas concedidas à iniciativa privada e com investimentos que ultrapassam R$ 17 bilhões. Os trechos são: BR-135, Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Varginha-Furnas, MG-050 e Rodoanel. Antes de ir a Plenário, a matéria ainda será analisada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Ao projeto, foram anexados outros dois, por guardarem semelhança: PLs 791/19, do deputado Cássio Soares (PSD) e PL 2.722/21, do deputado Arlen Santiago.

Zoológico de BH recebeu quase 500 mil pessoas no ano passado

  A Zoobotânica (que compreende o Jardim Zoológico e o Jardim Botânico de Belo Horizonte) conseguiu a marca de 494.058 visitantes em 2024, sendo que 23,5% deste total participaram de alguma oficina ou atividade de educação ambiental. No dia 25 de janeiro, o Jardim Zoológico completou 66 anos de existência. Com 3.492 animais, entre brasileiros e exóticos, de 204 espécies, a instituição conta com plano de manejo, coordenado pelos setores de biologia do Jardim Zoológico, envolvendo biólogos e tratadores de animais. Sendo assim, cabe ao setor de veterinária, juntamente com o setor de nutrição e a própria biologia, a responsabilidade em manter a saúde dos animais nos mais altos níveis de bem-estar. A bióloga e Diretora da Zoobotânica, Sandra Cunha, esclarece que além da importância para o turismo de Belo Horizonte, o Zoo tem destaque nos trabalhos de educação e pesquisa que são os pilares dos zoos e centros de conservação modernos. “A conservação das espécies, a pesquisa e a educação ambiental são as principais áreas de atuação da instituição. Isso faz BH ser sede de um importante Zoológico municipal, que caminha dentro das melhores práticas de manejo e bem-estar, em prol da conservação e sobrevivência das espécies”. “Cabe lembrar que ele conta também com uma equipe técnica especializada, com mais 30 anos de experiência nas áreas de manejo, nutrição e cuidados veterinários. Um centro de conservação que caminha dentro das melhores práticas de manejo e bem-estar, além da conservação ambiental e apoio nos planos de conservação. O Zoo participa hoje de cerca de 20 planos nacionais e internacionais”, acrescenta. O presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), Gelson Leite, destaca a importância do trabalho de conservação da instituição. “Estamos vivendo alterações significativas na natureza, no clima, e precisamos ter uma consciência ambiental de que tudo está interligado e que um desequilíbrio na nossa fauna ou na nossa flora pode gerar consequências extremamente negativas para todo o ecossistema”.   Curiosidades Sandra pontua que apesar da relevância das espécies brasileiras, os grandes mamíferos africanos são os animais que mais chamam a atenção. “O público sempre tem interesse em visitar os recintos onde se encontram o leão, os elefantes, a família de gorilas e os hipopótamos”. Já o animal que mora há mais tempo no Zoo é uma harpia macho. “Ele chegou em junho de 1979, com idade estimada de quatro anos. Hoje, possui aproximadamente 49 anos e pesa 3,8 kg. Temos ainda três corujas- -da-torre, também chamadas de suindara (Tyto alba), que estão com 18 anos, sendo que a expectativa de vida é de aproximadamente 20 anos. E um gavião caboclo (Buteogallus meridionalis) com 29 anos e cuja expectativa de vida é de 30 anos, aproximadamente”, ressalta a bióloga. E o mais novo morador é o Gorila Bu Bu, que chegou no dia 13 de dezembro de 2024. Sandra afirma ainda que além da reforma do recinto das girafas, a instituição planeja a implantação do Meliponário do Zoológico em parceria com o Projeto Poliniza BH. “Onde pretendemos oferecer, nos próximos meses, uma atividade que estamos denominando ‘Circuito Meliponário’, que consiste em um roteiro guiado pelas áreas do Zoo, onde se encontram as colônias de abelhas-sem-ferrão”.   Histórico No projeto original de Belo Horizonte foi prevista uma área no Bairro de Lourdes destinada à instalação de um Jardim Zoológico. No entanto, a Comissão Construtora da nova capital não se interessou pela instalação. Mais tarde, parte dessa área foi loteada e vendida e no restante foi construído o Minas Tênis Clube. Somente no final da década de 1950, houve a instalação definitiva em uma ampla área verde da Pampulha, que tinha sido reservada para ser um clube de golfe. Da implantação até a inauguração passaram-se alguns anos, só em 1959 foi inaugurado. Com a reforma administrativa da Prefeitura de BH, em agosto de 2017, a Fundação de Parques Municipais incorporou a antiga Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, criando uma nova Instituição, denominada Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), da qual o Jardim Zoológico é uma de suas Gerências.

BH apresenta queda na variação de aluguéis residenciais em janeiro

  Belo Horizonte foi a única capital pesquisada que apresentou queda no Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), passando de 1,20% em dezembro para -0,75% em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE). Nesse período, o IVAR registrou altas em três das quatro capitais brasileiras. Em Porto Alegre, o movimento do indicador foi de crescimento acentuado dos preços em relação ao mês anterior, com o índice saindo de 1,52% em dezembro para 5,97% em janeiro. Já em São Paulo, o IVAR saiu de -2,07% em dezembro para 4,28% em janeiro. E no Rio de Janeiro, o número passou de -5,90% para uma alta de 2,52%. Já a taxa interanual do aluguel residencial apresentou aceleração em duas das quatro cidades analisadas. No Rio de Janeiro, o índice saiu de 6,16% em dezembro para 7,45% em janeiro. Em São Paulo, no mesmo período, a variação passou de 5,52% para 6,15%, indicando uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços de aluguéis residenciais nesta região. Em Belo Horizonte, houve registro de desaceleração no indicador, onde a taxa acumulada em 12 meses passou de 10,71% para 10,05%. Porto Alegre foi a capital com maior registro de desaceleração, dentre as divulgadas, com o índice saindo de 12,64% em dezembro para 8,65% em janeiro de 2025. Para o doutor em economia, Wallace Marcelino Pereira, se analisarmos a trajetória da evolução dos preços dos aluguéis no acumulado em 12 meses, desde setembro de 2020, podemos perceber que a capital mineira sempre esteve entre as cidades com maior variação. “Essa queda de 1,20% para -0,75% pode ser apenas pontual, sendo preciso avaliar se o declínio ocorrerá ao longo de 2025. Caso a redução persista, poderemos dizer que Belo Horizonte está melhor para morar de aluguel, mas até o momento, é precipitado fazer essa afirmação”.   Nacional O IVAR apresentou alta de 3,73%, no mês de janeiro de 2025. O resultado reverteu o movimento registrado em dezembro (-1,28%), que contribuiu para reduzir a variação acumulada em 12 meses para 7,99% neste mês, visto que no mesmo período do ano anterior, os preços registraram alta de 4,34%. A variação acumulada em 12 meses, representou uma taxa 0,64 ponto percentual menor em relação aos 8,63% reportados em dezembro de 2024. O economista do FGV IBRE, Matheus Dias, afirma que os registros mostram que o mês de janeiro costuma apresentar um forte movimento de sazonalidade. “Com maior volume de reajustes de aluguéis residenciais sendo realizados nessa época do ano, o que explica, em parte, a alta apresentada no índice”. “Adicionalmente, temos ainda a manutenção das condições de crédito em patamares restritivos – atualmente, a taxa média de juros de financiamento imobiliário está em torno de 11% ao ano, o que ajuda a entender o porquê da preferência das pessoas por aluguel residencial”, acrescenta o economista, por meio de nota. Para Pereira, com a alteração das mudanças no financiamento imobiliário, que inclui a exigência de maior valor de entrada para o financiamento e a elevação dos juros, espera-se que os preços dos aluguéis residenciais apresentem leve aumento para os próximos meses. “Isso porque, parcelas da população vão preferir esperar por novas oportunidades de compra no futuro, o que aumenta a demanda por imóveis alugados”.   Impacto O doutor destaca ainda que o aumento dos preços de aluguéis, que se reflete no índice, pressiona a inflação para cima. “Como resultado, o custo de vida torna-se mais elevado e as famílias tendem a consumir menos para fazer poupança frente a essa tendência de elevação. E a depender da evolução do impacto nos preços gerais da economia, o Banco Central terá que manter o ciclo de alta da taxa Selic”. Já na questão da acessibilidade à moradia para as classes sociais mais baixas, ele observa que embora o governo federal disponha do “Minha Casa, Minha Vida”, o aumento dos preços dos aluguéis retira parte considerável da renda dessas famílias que ainda não entraram no programa. “Ou seja, os mais vulneráveis perdem parte da renda que poderia ser poupada e usada como entrada para o financiamento da casa própria. Portanto, ambas parcelas da sociedade terão dificuldades de acessibilidade à moradia própria”, finaliza.

97% dos brasileiros de 16 a 34 anos sonham conseguir a casa própria

  Segundo uma pesquisa do Datafolha, 97% dos jovens, de 16 a 34, possuem o sonho de adquirir a casa própria. Entre o grupo de 16 a 24 anos, 57% têm planos de comprar um imóvel residencial, índice similar ao registrado na faixa de 25 a 34 anos (55%). Considerando todos os brasileiros, 43% pretendem comprar uma casa, sendo que, destes, 57% querem fazer negócio em até três anos, e 24%, ainda neste ano. No total, quase dois terços (65%) dos brasileiros já possuem a casa em que moram. São 29% os que pagam aluguel e outros 5% moram em um imóvel cedido. A fatia dos que moram em casa alugada decresce com a idade: 38% dos que têm de 16 a 24 anos, 37% dos 25 aos 34, 31% dos 35 aos 44 e 22% a partir dos 45 anos de idade. Para debater o assunto, o Edição do Brasil conversou com Jonata Tribioli, diretor de investimentos imobiliários e de educação financeira.   Comprar um imóvel ficou mais difícil para o público jovem, se comparado com as décadas passadas? Sim, adquirir um imóvel tornou- -se mais desafiador para os jovens de 16 a 34 anos em comparação com décadas anteriores. Fatores como o aumento significativo dos preços dos imóveis, e a elevação das taxas de juros, dificultam o acesso ao financiamento imobiliário. Além disso, a renda média desse público não acompanhou o ritmo de valorização imobiliária, fazendo com que muitos jovens possuam rendimentos que não atendem aos critérios exigidos pelas instituições financeiras para a liberação de crédito imobiliário, e a exigência de um valor considerável para a entrada dificulta a aquisição, especialmente para aqueles que não possuem reservas financeiras mais significativas.   Existem fatores, além do econômico, que impactam na dificuldade dessa geração de conseguir um imóvel? Sim, além dos fatores econômicos, aspectos comportamentais influenciam essa dificuldade. Muitos jovens priorizam experiências, como viagens e educação, ao invés da aquisição de bens duráveis. A busca por oportunidades de trabalho em diferentes localidades desestimula o compromisso com a compra de um imóvel fixo, e há uma tendência crescente de optar pelo aluguel que oferece maior flexibilidade e menos responsabilidades associadas à propriedade.   O financiamento de imóveis é mais acessível atualmente? Hoje, o financiamento de imóveis enfrenta alguns desafios. Embora existam diversas modalidades de crédito disponíveis, as altas taxas de juros e os critérios mais rigorosos de concessão tornam o acesso ao financiamento menos acessível para uma parcela da população, especialmente para os jovens com renda mais baixa.   Programas habitacionais, como o “Minha Casa, Minha Vida”, facilitaram a realização desse sonho? Sim, programas habitacionais como o “Minha Casa, Minha Vida” desempenharam um papel crucial na facilitação do acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Eles oferecem subsídios e condições de financiamento mais favoráveis, permitindo que muitos brasileiros realizem o sonho da casa própria. No entanto, a demanda ainda supera a oferta, e muitos aguardam por oportunidades dentro desses programas.   Quais estratégias esse público pode adotar para conseguir realizar o sonho da casa própria? Algumas estratégias recomendadas incluem elaborar um orçamento com economia mensal destinada à compra do imóvel. Participar de consórcios imobiliários também pode ser uma alternativa ao financiamento tradicional, e programas governamentais que ofereçam subsídios e condições facilitadas. Além disso, buscar conhecimento sobre investimentos e gestão financeira para aumentar o poder de compra, e considerar áreas emergentes ou periféricas, onde os preços são mais acessíveis, podem ser abordagens eficazes.   Analisando o momento atual, você acredita que será mais fácil ou mais difícil adquirir um imóvel nos próximos anos? A perspectiva para os próximos anos é mista. Por um lado, espera-se que a redução das taxas de juros torne o crédito imobiliário mais acessível, estimulando a demanda por imóveis. Por outro lado, a valorização contínua dos imóveis e possíveis restrições econômicas podem contrabalançar esse efeito. Portanto, embora haja sinais positivos, a aquisição de um imóvel continuará exigindo planejamento e preparação financeira por parte dos interessados.

Jiu-jitsu: esporte promove disciplina e autoconfiança

  De acordo com uma pesquisa do Ministério do Esporte, 1,3% da população é adepta ao jiu-jitsu, sendo considerada a arte marcial mais praticada no Brasil. São aproximadamente 2,5 milhões de esportistas no país. Outro estudo da pasta aponta que entre as atividades físicas mais procuradas, os esportes de combate, como o jiu-jitsu e a capoeira, só ficaram atrás da corrida e caminhada, que registraram aumento de 194%. O jiu-jitsu chegou ao Brasil no início do século 20, através do mestre Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma. Com o tempo, o esporte se espalhou por todo o país, com a abertura de academias e a formação de novos praticantes. Hoje, a modalidade é realizada por pessoas de todas as idades e gêneros, desde crianças até idosos. O professor de jiu-jitsu, especializado em treinar atletas para combates profissionais, Flávio Guilherme Gilli, explica que uma das maiores vantagens do esporte é que ele pode ser ajustado às capacidades de cada aluno, independentemente da idade. “É uma modalidade que promove saúde física, mental e social. Além de fortalecer o corpo e a mente, ajudando a melhorar a flexibilidade, a resistência e o condicionamento físico. Oferece disciplina, foco e autoconfiança, habilidades valiosas em qualquer fase da vida”. Conforme o professor, apesar dos benefícios conhecidos da atividade física, apenas 40,6% dos adultos nas 26 capitais e no Distrito Federal atendem aos níveis de exercícios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde. Ele relata também que uma pesquisa publicada na Journal of Strength and Conditioning Research, em 2022, revelou que praticar esportes de combate, como o jiu-jitsu, pode aumentar a capacidade cardiovascular, força muscular e flexibilidade, reduzir o estresse e diminuir os riscos de doenças crônicas. “Crianças aprendem a respeitar o próximo, jovens desenvolvem disciplina e idosos ganham mais mobilidade e confiança no dia a dia. É um esporte completo”.   Regras do jogo O espaço de disputa entre dois atletas, chamado de ringue, tem área variável entre 64 e 100 metros quadrados. É restrita uma área menor para o combate, de modo que reste uma parte específica denominada de área de segurança; Antes de iniciar uma luta, os atletas devem passar por uma supervisão da organização do campeonato; Vence uma luta, o atleta que finalizar o outro. Há casos de combates em que isso não ocorre. Nesse caso, são contabilizados os movimentos de cada atleta e é feita uma somatória dessa pontuação. É considerado o vencedor aquele que somar mais pontos durante a luta.   Superação O aposentado Laudelino Pereira de Jesus, de 55 anos, começou a treinar em 2019 e já acumula conquistas nacionais e internacionais. “Eu decidi me aventurar no jiu-jitsu e, desde então, transformou minha vida de forma surpreendente. Iniciei minha trajetória como faixa branca, e hoje participo de competições como faixa roxa”. Entre as suas conquistas, ele destaca: Mundial CBJJE (2021, 2022 e 2023 – faixas azul e roxa), Campeonatos Brasileiros CBJJ e CBJJE (faixas azul e roxa), Sul-Americano IBJJF (2023 e 2024 – faixa roxa) e Internacional Master South America IBJJF (2023 e 2024 – faixa roxa). “Eu encontrei um propósito, fiz amigos e melhorei minha saúde. Não importa a idade, o jiu-jitsu me mostrou que o único limite é aquele que colocamos em nossa mente. E a cada dia no tatame, tenho a oportunidade de superá-lo”, conta o esportista.   Diferenças entre judô e jiu-jitsu Ambos possuem técnicas de estrangulamento, imobilização, chaves, torções, projeções e finalizações. A diferença é que o foco do jiu-jitsu é a imobilização e a finalização do adversário, enquanto o judô visa a derrubada do oponente, e pode-se dizer que na maior parte do tempo o judô se luta em pé e o jiu-jitsu deitado. Assim, cada uma dessas artes marciais tem objetivos próprios. No jiu-jitsu, busca-se condicionamento físico, defesa pessoal, melhora no processo de tomada de decisão e controle da ansiedade. Já o judô, proporciona melhora nas habilidades motoras e cognitivas, organização e respeito, tanto por uma cadeia de comando quanto por seus adversários.

Projeto do Sesc realiza passeios turísticos por Belo Horizonte

  O Sistema Fecomércio, por meio do Sesc Minas, está promovendo o projeto “Passeios Gratuitos em BH”, com o objetivo de valorizar a cultura, a arquitetura, a gastronomia e o lazer da capital mineira. As atrações são gratuitas para os trabalhadores do comércio, enquanto que para o público em geral tem um custo de R$ 30. Com saídas em horários diurnos e noturnos, os embarques acontecem no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Mercado das Flores, na Avenida Afonso Pena, 1.055, todas as sextas e sábados; e no Sesc Palladium, na rua Rio de Janeiro, 1.046, aos domingos. Os passeios são realizados em um micro-ônibus e as pessoas podem aproveitar roteiros variados, que abrangem desde circuitos culturais e arquitetônicos até atrações ecológicas e gastronômicas. Mais detalhes no site viagenseexperiencias.sescmg.com.br. A gerente de Turismo do Sesc em Minas, Nicole Santos, explica que a ideia surgiu com o intuito de promover Belo Horizonte como um destino turístico, fortalecer o turismo local e incentivar moradores e turistas a explorarem a cidade. “Além disso, busca divulgar os serviços, produtos e atrativos que fazem parte da história de BH. O projeto começou em junho de 2024, e são realizados de seis a sete passeios por semana, todos de 3 a 4 horas de duração”. Ela ressalta que a seleção dos roteiros foi baseada em uma análise dos produtos turísticos já existentes e consolidados. “Além de incluir novos atrativos ainda pouco explorados. Também há roteiros vinculados a eventos do calendário da cidade, proporcionando conexões com a programação cultural e turística de BH”. Nicole afirma ainda que os roteiros são renovados a cada três meses. “Permitindo a diversificação dos lugares explorados e a ampliação do repertório de experiências oferecidas. Vale destacar que os passeios são acompanhados por um guia de turismo especializado e credenciado, garantindo uma experiência informativa e enriquecedora”. “Pensado especialmente para o trabalhador do comércio, os passeios oferecidos pelo Sesc Minas têm como propósito incorporar o lazer no cotidiano da população, mergulhando na rica cultura, saborosa gastronomia e belos horizontes da capital mineira. Cada passeio é uma imersão nas histórias que fazem de BH uma cidade única, acolhedora e surpreendente, com atrativos de se apaixonar em todos os seus cantos”, destaca a gerente.   Experiência A servidora pública da Polícia Civil de Minas Gerais, Ivonete Vieira Gonçalves, de 57 anos, diz que participa do projeto há algum tempo. “Já fui em alguns passeios, como o ‘BH Viva’, visitando lugares interessantes da capital, e posteriormente, fiz o roteiro ‘Curvas que Encantam’, onde fizemos uma bela visita às obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer na Pampulha. Participei do ‘BH Verde’ e da ‘Arte Urbana’, e também fiz uma visita guiada ao Zoológico e ao Aquário de Espécies do Rio São Francisco”. “Já conhecia alguns pontos turísticos, e outros só de passagem, como a Praça da Liberdade, Praça do Papa, Raul Soares e Igrejinha da Pampulha, mas não com muitos detalhes curiosos que o guia apresentou. O restante foi uma novidade conhecer e gostei bastante. Mesmo nos locais em que já tinha ido, pois tive um outro olhar”, comenta a servidora. Ivonete pontua que o projeto ajuda a população a descobrir a cidade e aprender mais sobre o lugar que vive. “Sempre quis entender e saber mais. Achava bonito, mas não compreendia o porquê. Vivo em BH há muito tempo e tinha lugares que ainda não conhecia a história. Acho esse programa interessante, pois aguça nossa curiosidade e ajuda as pessoas a valorizarem mais, através do conhecimento, o lugar em que vivemos”.