Cerca de 60 mil estudantes vão participar do Jemg 2025

Pela primeira vez, os 853 municípios do Estado estão inscritos nos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg). A primeira etapa da competição, a Microrregional, está prevista para começar em 21 de abril e terminar em 8 de junho. Já a Regional vai começar no dia 23 de junho e a Estadual será no dia 14 de julho até 24 de agosto. A expectativa é reunir cerca de 60 mil estudantes, um recorde de participação. O Jemg conta com 32 modalidades esportivas, sendo 18 olímpicas e 14 paralímpicas. Além do goalball e luta olímpica, outras modalidades também estão incluídas, como atletismo, basquete, bocha, ciclismo, futebol, xadrez e ginástica artística. A competição é aberta a estudantes-atletas de 12 a 17 anos e tem por finalidade o aumento da participação da juventude estudantil mineira em atividades desportivas, promovendo a integração social, o exercício da cidadania e a descoberta de novos talentos. Esse ano, o investimento foi superior a R$ 25 milhões. A competição serve como classificatória para os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), os Jogos da Juventude (Jjuv) e as Paralimpíadas Escolares, garantindo aos atletas visibilidade e oportunidades para seguir carreira no esporte. O torneio é realizado pela Subsecretaria de Esportes (Subesp) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), e tem execução técnica da Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (Feemg). De acordo com a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, o Jemg estimula a participação de estudantes do ensino fundamental e médio em atividades esportivas, promovendo hábitos saudáveis e o interesse pelo esporte desde cedo. “A competição possibilita a descoberta de novos talentos, permite que jovens de diferentes escolas e cidades interajam, promovendo a troca de experiências, respeito e espírito esportivo”. “Além disso, o evento inclui modalidades do paradesporto, garantindo que alunos com deficiência possam competir e desenvolver suas habilidades esportivas. Com isso, os Jogos Escolares de Minas Gerais vão muito além de uma simples competição, sendo uma importante ferramenta educacional, social e esportiva do Estado”, afirma a secretária. Ela ressalta também que os municípios e escolas que sediam as etapas recebem diversos benefícios, tanto no âmbito esportivo quanto no social e econômico. “O evento impulsiona setores como hospedagem, alimentação, comércio e transporte; as cidades precisam garantir boas condições para receber os jogos, o que pode levar a investimentos em ginásios, quadras, estádios e centros esportivos; além de divulgar o município para visitantes de outras regiões, incentivando o turismo e fortalecendo a identidade local”. “A competição é gratuita para o público e qualquer pessoa pode assistir às disputas sem custo. Isso ajuda a tornar o evento mais acessível e incentiva a participação da comunidade, familiares e amigos dos atletas. Já as partidas da Etapa Estadual costumam ser transmitidas ao vivo pelo canal do YouTube oficial do torneio”, acrescenta. Oportunidades Alê explica que o Jemg reúne estudantes de todo o Estado, proporcionando visibilidade para aqueles que se destacam em suas modalidades. “Muitas vezes, jovens talentosos que não tinham acesso a competições maiores conseguem mostrar seu potencial. Além disso, o torneio atrai olheiros, treinadores e representantes de clubes e federações que buscam atletas promissores para projetos de alto rendimento”. A medalhista em 2017, Natália de Andrade, destaca que a competição foi um ponto de virada muito grande na vida dela. “Porque eu comecei a ver o esporte como uma possibilidade profissional. Na faculdade, eu tive a atividade esportiva como um dos principais norteadores da minha caminhada profissional”. Já a atleta paralímpica Ana Elisabela, que disputou a modalidade goalball na edição de 2024, diz que a atividade esportiva ajudou a socializar mais com as pessoas. “Mudou tudo na minha vida. Para mim, é uma alegria estar no esporte e fazer o que eu amo”.
Espetáculo em BH retrata processo histórico da escravização no Brasil

Com apresentações gratuitas no mês de maio, o espetáculo teatral “Marcas do Tempo”, inspirado em três contos da autora e contadora de histórias Maria Célia Nunes e dirigido pelo ator e músico Alan Najara, vai ser apresentado em espaços públicos de Belo Horizonte. A turnê 2025 começou em abril, também sendo realizada em locais públicos. A peça aborda o processo histórico de exclusão, extermínio, escravização e discriminação dos povos originários, africanos e afrodescendentes, cujas condições degradantes ainda persistem em nossa sociedade, marcada pela herança patriarcal. A narração dos contos “As Chamas e o Legado”, “O Menino e a Mulher” e “Amor Proibido”, historicamente contextualizados e referentes às três matrizes etnoculturais formadoras do povo brasileiro, é entremeada por cenas teatrais e produção musical. “O espetáculo tem por objetivo cooperar com o fortalecimento da tradição da narração oral como veículo privilegiado de perpetuação da memória coletiva, abrindo caminho para que sejam abrangidas todas as possibilidades de expressão da palavra nas mais diversas manifestações da cultura popular e literária, que incluem contos, crônicas, anedotas, causos, cordéis, lendas, fábulas, poemas e canções”, pontua a autora Maria Célia Nunes. Já o ator e músico Alan Najara explica que quando a Célia propôs as histórias, ele achou muito profundo e triste. “Porém, ela me convenceu que está na hora das pessoas entenderem a escravidão e precisamos saber a essência do que aconteceu por trás disso. Isso foi me envolvendo de um jeito que comecei a pensar como alinhavar essas histórias de dores pesadas que marcam a gente e por que contar esses contos? E juntos pensamos em canções e pastiche, que é quando juntamos um poema com outro e faz um emaranhado de ideias. Esses contos me encantaram pela possibilidade de provocar o público”. “Queremos que o público leve para casa a vontade de mudar e a reflexão sobre o que ele, em particular, pode fazer. Às vezes, o que o outro pode fazer para mudar o presente não é o mesmo que eu posso fazer. Queremos que o público vá para casa com muita emoção, que ele durma e acorde pensando no que ele ouviu. O objetivo da arte é provocar o pensamento que gera a transformação”, acrescenta. Os contos O primeiro conto, intitulado “As Chamas e o Legado”, gira em torno da trajetória de vida de uma nativa, Inaiá, matriarca e ponto de intersecção de nove gerações de mulheres, após a invasão das terras de Pindorama pelos portugueses e início da dominação degradante das gentes, das terras, da destruição das matas e da exploração das riquezas. Em “O Menino e a Mulher”, a narrativa se passa em tempos da escravatura no Brasil, mostrando um lado pouco explorado nas escolas, quando se trabalha o tema da escravidão: a captura de homens, mulheres e crianças na África, o tráfico intercontinental de seres humanos e o comércio de escravizados no Brasil. A história também traz, como tema, uma outra dimensão do amor, construída a partir da dor, do sofrimento e da solidão. Já no terceiro conto, “Amor Proibido”, o enredo se passa no final do século 19. A história de um rumoroso escândalo de envolvimentos amorosos que se entrelaçam como uma teia urdida pelas mãos do destino. A trama se desenrola em um contexto social elitista branco, conservador, misógino e hipócrita, marcado por rígidos padrões éticos e morais de comportamento. Os três contos narrados no espetáculo teatral já foram premiados. “O Menino e a Mulher” e “As Chamas e o Legado” foram classificados em primeiro lugar, na categoria Conto, no concurso do “Cabeça de Prata do Minas Tênis Clube”, respectivamente em 2016 e 2019. Já “Amor Proibido” recebeu o prêmio de terceiro lugar, na categoria Conto, no Prêmio Nacional de Literatura dos Clubes, em 2022. A previsão do projeto é beneficiar um público estimado em 600 pessoas de diversos segmentos sociais e regiões, e com idade acima de 14 anos.
Setor mineral estima investimento de US$ 68 bilhões em cinco anos
O setor mineral prevê um investimento de US$ 68 bilhões para o período de 2025/2029. É um aumento de cerca de US$ 4 bilhões em relação ao período anterior (2024/2028), um crescimento de 6,6%, segundo dados de entidades ligadas ao segmento. O minério de ferro tem a maior participação no volume de recursos (28,7%): US$ 19,59 bilhões (+13,4%). O segundo da lista se refere às projeções dos investimentos socioambientais, que saltaram de US$ 10,67 bilhões para US$ 11,33 bilhões (+6,2%). Em seguida estão os aportes em logística: US$ 10,9 bilhões (+5,2%). Minas Gerais, Pará e Bahia receberão o maior volume de aplicações de recursos: US$ 16,5 bilhões; US$ 13,48 bilhões; e US$ 8,99 bilhões, respectivamente. Os investimentos em múltiplos estados somam mais de US$ 12,7 bilhões. O economista Ricardo Paixão explica que o investimento no setor mineral é impulsionado por diversos fatores. “Podemos citar a demanda global por minérios estratégicos e o potencial geológico brasileiro. Nosso país possui grandes reservas minerais, como ferro, ouro, alumínio e manganês, atraindo capital estrangeiro. Outro fator é estabilidade regulatória, apesar de alguns desafios, o Brasil mantém um marco estável para o segmento, o que aumenta a confiança dos investidores”. “A infraestrutura logística também é outro fator, investimento em ferrovias, portos e energia, melhora a competitividade das exportações de mineral. E a demanda global por minerais estratégicos significa que o avanço da transição energética das tecnologias verdes, como carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares, levou à procura por minerais como lítio, níquel, cobre e terras raras”, afirma. Paixão pontua que o impacto do crescimento do investimento é bastante significativo. “O setor responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 20% das exportações totais do país. Com o aumento, podemos esperar geração de emprego direto e indireto, especialmente em regiões interioranas; e aumento da arrecadação fiscal. Podemos citar também uma dinamização das economias locais, com efeitos multiplicadores em serviços, comércio e infraestrutura”. Ele ressalta ainda que existe uma tendência de alta no setor. “Impulsionada pela demanda internacional persistente de países como China, Estados Unidos e da Europa, que demandam muito minerais para indústria e energia limpa. Também a nova corrida por minerais estratégicos, devido ao estímulo de governos e empresas, a transição energética. E a ampliação da capacidade instalada por mineradoras, expansão da Vale e novas operações de mineração de lítio em Minas Gerais e na Bahia”. Faturamento de 2024 No ano passado, o faturamento do setor mineral foi de R$ 270,8 bilhões. O montante representa uma alta de 9,1% na comparação com 2023. Entre as substâncias minerais, o minério de ferro apresentou 8,6% de elevação no faturamento. O cobre teve 25,2%, seguido por granito (17,9%) e ouro (13,3%). Já entre os estados, Minas Gerais apresentou o maior faturamento anual em mineração em 2024: R$ 108,3 bilhões, crescimento de 4,5%. Pará registrou faturamento de R$ 97,6 bilhões, com alta de 14,4%. E São Paulo registrou R$ 10,3 bilhões, com alta de 12,9%. As exportações de cobre aumentaram 20%, com receita de US$ 4,2 bilhões; as de ouro cresceram 13,5%, US$ 3,96 bilhões, mas decaíram 20,4% em toneladas (61,9 toneladas); e as de nióbio cresceram 5,5%, com receita de US$ 2,4 bilhões. A China foi o principal destino das exportações minerais e foram destinadas 69,7% das exportações em toneladas. Segundo o diretor-presidente da entidade, Raul Jungmann, o crescimento foi impulsionado pela valorização do dólar e também pelo faturamento com o minério de ferro. “O salto ocorreu mesmo em um cenário onde o preço da tonelada no mercado internacional caiu 9%. Tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, obtivemos também uma expansão em termos de receita”. Conforme o Governo de Minas, de 2019 a 2025, a mineração conseguiu um montante de R$ 113,3 bilhões de investimentos no Estado, gerando mais de 46 mil empregos. Já os minerais críticos foram cerca de R$ 10,4 bilhões e 5,1 mil postos de trabalho criados.
75% dos rios da Mata Atlântica apresentam qualidade regular

Análises feitas entre janeiro e dezembro de 2024 indicam uma estagnação na qualidade da água dos rios da Mata Atlântica monitorados, conforme aponta o relatório “O Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica”, produzido pelo programa Observando os Rios, da SOS Mata Atlântica. O trabalho foi realizado por voluntários em 145 pontos de coleta, em 67 municípios de 14 estados, e mostram que apenas 7,6% dos pontos (11) apresentaram qualidade boa, enquanto 13,8% (20) foram classificados como ruins e 3,4% (5) péssima. A predominância foi da qualidade regular, em 75,2% dos pontos (109) e nenhuma amostra apresentou classificação ótima. A comparação com os dados do ano anterior revela um cenário ainda mais desafiador. Entre os 127 pontos monitorados nos dois anos consecutivos, houve um aumento no número de rios com qualidade ruim e a permanência de quatro pontos com qualidade péssima. Novamente, nenhum ponto analisado atingiu a classificação de qualidade ótima. Para Gustavo Veronesi, coordenador da causa Água Limpa da SOS Mata Atlântica, os resultados evidenciam que os esforços para melhorar a qualidade da água não têm sido suficientes. “O monitoramento deste ano deixa claro que a situação é grave. A estagnação dos índices de qualidade da água e o aumento de pontos classificados como ruins mostram que não há avanço real. Precisamos de ações mais eficazes e de investimentos urgentes em saneamento, porque enquanto não resolvermos isso, nossos rios continuam ameaçados”. O geólogo da Keystone, Guilherme dos Anjos, destaca que esses dados são preocupantes, porque mostram que a maioria dos rios da Mata Atlântica estão em condições alarmantes. “Provavelmente, isso é um reflexo da degradação ambiental provocada pela poluição, pelo desmatamento das matas ciliares e pela falta de saneamento, o que afeta tanto a biodiversidade quanto a saúde das pessoas”. “Os rios da Mata Atlântica desempenham um papel vital para a sociedade. Eles fornecem água potável para milhões de pessoas, sustentam a agricultura e a indústria e são essenciais para a preservação da biodiversidade. Além disso, ajudam a prevenir desastres naturais, como enchentes e secas. Se a qualidade continuar a piorar, as consequências serão graves. Podemos enfrentar escassez de água, racionamento, impactos econômicos na agricultura, perda de biodiversidade e o agravamento de eventos climáticos extremos, como ondas de calor e secas prolongadas”, pontua o profissional. Ele ressalta que para restaurar a qualidade da água é preciso investir na ampliação do saneamento básico. “E também na recuperação das matas ciliares e em uma fiscalização ambiental mais rigorosa. Além disso, é essencial promover campanhas de conscientização para que a população entenda a importância de preservar nossos rios”. Saneamento básico O estudo reforça que o principal entrave para a recuperação da qualidade da água ainda é o saneamento básico insuficiente. Apesar das promessas de universalização do serviço até 2033, cerca de 35 milhões de brasileiros seguem sem acesso à água potável e metade da população do país não tem seu esgoto tratado. A poluição ainda é despejada sem controle em muitos cursos d’água, agravando um quadro que já é crítico. Para o presidente do Instituto Redemar Brasil, William Freitas, o saneamento básico é um direito universal garantido. “No entanto, na prática, sua cobertura ainda é insuficiente, tornando essencial o aumento dos investimentos para expandi-la. A desestatização do serviço de água não é recebida com entusiasmo, pois pode agravar a desigualdade social em um país já marcado por profundas injustiças. Essa não é uma equação simples e exige o desenvolvimento de tecnologias sociais eficazes”. “O Marco do Saneamento Básico foi aprovado nacionalmente, mas é fundamental que suas diretrizes sejam aplicadas de forma eficaz nos municípios, onde a vida de fato acontece. Precisamos garantir a integração dessas leis considerando as nuances e complexidades de um país culturalmente diverso e de dimensões continentais. Além disso, as soluções devem ser socialmente justas e economicamente viáveis, o que representa um grande desafio”, finaliza Freitas.
Brasil tem 13,7 mil internações de sinusite crônica em cinco anos

Segundo Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS), durante o intervalo de 2019 a 2023, foram registradas 13.731 internações decorrentes de sinusite crônica em todo o Brasil. As regiões Sudeste e Sul apresentaram a maioria dos casos, com 7.245 e 2.757 ocorrências, respectivamente. No total ,42 óbitos foram registrados no período, com uma taxa de mortalidade calculada em 0,31%. A média anual foi aproximadamente 2.715 internações. Na análise demográfica destacou a predominância da raça branca, representando 6.387 pacientes e o sexo feminino foi prevalente, com 7.014 admissões (51,06%). A faixa etária de 50 a 59 anos foi a mais representativa (19,97%), seguida pela faixa de 40 a 49 anos (18,75%). Em 2020, observou-se um marcante decréscimo para 1.603 internações, reflexo das repercussões da pandemia de COVID-19. A médica otorrinolaringologista, Danielly Andrade, explica que a sinusite é a inflamação dos seios da face, cavidades que temos em nosso rosto, e pode ser aguda ou crônica, associada ou não a infecções bacterianas ou virais. “As mais comuns são as agudas virais e pós virais (bacterianas), principalmente em pacientes que já possuem obstrução nasal”. “As sinusites podem ser desencadeadas por rinites, muitas vezes mal cuidadas; sintomas alérgicos exacerbados; e infecções virais, bacterianas e fúngicas. Os fatores de propensão genética de cada paciente e o ambiente que ele vive e trabalha estão extremamente relacionados aos quadros crônicos”, acrescenta. Os sintomas agudos podem provocar dor, tosse produtiva, prostração, sensação de peso na face, coriza e congestão severa. “Já nos crônicos podem ser silenciosos, mas incluem a sensação de peso no rosto, dores de cabeça recorrentes, crises de exacerbação (às vezes até duas ou mais vezes em um único mês), necessidade de uso de antibióticos e corticoides, cansaço constante, e perda da qualidade de vida e do sono devido às ocorrências que reduzem a produtividade diária”. Danielly pontua ainda que os quadros agudos são mais frequentes no outono e no inverno no Brasil. “Devido à queda das temperaturas, clima mais seco, maior concentração das pessoas em ambientes fechados e maior circulação nesta época de vírus respiratórios sazonais”. Tratamento Para realizar o tratamento, a médica esclarece que precisa ser feito um diagnóstico diferencial e tratar a causa dessa condição inflamatória de forma direcionada. “Com corticoides nasais, lavagem nasal com soro, antibioticoterapia, nos casos bacterianos, cuidados diários e, às vezes, tratamento cirúrgico nos quadros crônicos já instalados. Existem sinusites crônicas com formação de pólipos nasais que são extremamente severas, recorrentes e graves, que necessitam de cuidados direcionados e muita atenção”. Ela finaliza ressaltando algumas medidas preventivas que podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a sinusite. “Como lavagens nasais com solução salina diariamente; consultas regulares ao otorrinolaringologista; e cuidados com o ambiente, evitando ao máximo o contato com fatores alérgenos e inflamatórios. Além de cuidados gerais com a saúde, como a alimentação, atividades físicas e dormir bem”. Alimentação A nutricionista Aline Quissak afirma que ajustes na alimentação podem contribuir significativamente para a redução das alergias respiratórias e seus sintomas. “Alimentos como frutas: mamão, kiwi e melão; vegetais: espinafre e cenoura; e proteínas: tilápia; além de chá de gengibre e suco de limão, podem ser aliados para reduzirem os sintomas da sinusite”. “Embora a alimentação seja uma grande aliada no combate às alergias respiratórias, a avaliação de um especialista é fundamental para um tratamento adequado. Esses alimentos ajudam a reduzir os sintomas da sinusite, mas não substituem a necessidade de acompanhamento médico”, observa a nutricionista.
Assembleia debate a terceirização do Hospital Maria Amélia Lins
A proposta de terceirização do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), que pertence a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), foi tema da audiência da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 1º de abril. O debate foi solicitado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT). Segundo o edital publicado pela Fhemig, o HMAL será concedido a um consórcio público de saúde ou a uma entidade sem fins lucrativos. A proposta compreende a cessão gratuita do imóvel e a doação dos equipamentos hospitalares, a seleção será finalizada ainda em abril. A intenção da entidade seria ampliar a realização de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a fila de espera. Para isso, o HMAL deixará de atuar como retaguarda do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS) para focar exclusivamente na realização de cirurgias eletivas da rede SUS. O bloco cirúrgico do HMAL foi fechado em 2024. Desde então, as cirurgias que eram realizadas no HMAL passaram a ser feitas no HPS. A Fhemig sustenta que o HPS tem condições de atender à demanda, porém, em visita realizada em março deste ano, a Comissão de Direitos Humanos constatou corredores lotados e pacientes esperando há dias por cirurgias ortopédicas. A deputada Beatriz Cerqueira questionou o plano de terceirização do HMAL. “Quando o Estado faz esse desmonte do atendimento à população fica muito caro para o povo. Pois, se entrarmos no Hospital João XXIII, as pessoas ficam dias sem previsão de cirurgia, pacientes que vêm de outras regiões do Estado também ficam dias internadas sem essa previsão”. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig, Carlos Augusto Martins, alertou que a exemplo de outros locais que já foram privatizados, a tendência será de precarização da prestação dos serviços. “Outra tendência é uma redução da oferta do serviço público à população, uma vez que as firmas que assumem as gestões desses hospitais visam lucros e por isso, toda a obrigação e princípio social do serviço público de saúde é perdido”. “Estamos discutindo o destino da saúde pública no Estado, se o governo manter esse processo de privatização dos hospitais públicos, a saúde da população pode estar em risco e ter um retrocesso. Infelizmente, acredito que eles não vão mudar de ideia, mas tenho fé que os deputados não aprovem o Projeto de Lei, que está tramitando na Assembleia, que sacramenta esse processo de privatização”, finaliza. No dia 31 de março, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público ingressou com uma ação civil pública contra a Fhemig, solicitando a manutenção do funcionamento da instituição. A ação solicita a concessão de uma liminar para obrigar o Estado a reativar todos os serviços fechados no HMAL, os 41 leitos de enfermaria e o bloco cirúrgico. Posicionamento da Fhemig Através de números, a presidente da Fhemig, Renata Ferreira Leles Dias, destacou que a produção cirúrgica aumentou no Complexo de Urgência e Emergência e que o João XXIII tem condições de absorver a demanda do HMAL. Ela alegou também que os indicadores de qualidade do serviço melhoraram após o fechamento do Maria Amélia Lins. Renata explicou que os atendimentos no HMAL continuarão sendo feitos pelo SUS, os seus servidores permanecerão na Rede Fhemig e o patrimônio do hospital continuará sendo público. “O edital de cessão de uso vai permitir a realização de mais 500 cirurgias eletivas por mês. Isso é muito relevante para o usuário do SUS”. Já o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, disse que nunca se investiu tanto na Fhemig. “Nós temos que buscar novas alternativas para fazer melhor. O João XXIII tem um orçamento anual de R$ 500 milhões e interna 12 mil pessoas, e na Santa Casa de Belo Horizonte, por exemplo, são R$ 700 milhões e 36 mil pacientes por ano, são três vezes mais, podemos melhorar e muito a eficiência do João XXIII. E não é terceirização, é uma cessão”. E acrescenta que com as transferências dos atendimentos para o hospital principal, os pacientes estão operando mais rápido. “E ficando menos tempo na instituição, girando com mais rapidez os leitos. Estamos sendo mais eficientes e a mortalidade caiu. As pessoas estão contra uma mudança que é necessária”, declarou Baccheretti.
Programa reduz taxa de homicídios em cidades da Região Metropolitana

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o programa elaborado pela instituição, o “Fica Vivo!”, obteve uma diminuição nos homicídios de jovens entre 12 a 24 anos, faixa etária atendida pelo projeto. Em territórios dos bairros Cabana e Vila Cemig, em Belo Horizonte; Jardim Teresópolis, em Betim; e Morro Alto, em Vespasiano, atingiram um índice de 100% de redução. Em todo território mineiro, o indicador chegou a 57%, no comparativo do mês de janeiro deste ano com o mesmo período do ano anterior. Em 2024, em comparação com 2023, os índices também foram satisfatórios, Jardim das Alterosas, em Betim, obteve 100% de redução, e Vila Cemig, em Belo Horizonte, 75%. Considerando apenas a faixa etária atendida pelo “Fica Vivo!”, a diminuição chegou a 100% em Jardim das Alterosas, Vila Pinho e Ribeiro de Abreu, também em Belo Horizonte. Entre as regionais, a Regional Barreiro se destaca com as unidades Vila Pinho e Vila Cemig, que apresentaram queda de 83,3% nos homicídios. A subsecretária de Prevenção Social à Criminalidade, Christiana Dornas Rodrigues, destaca que o programa atua em 25 unidades na Região Metropolitana, abrangendo municípios estratégicos. “Como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano. Atualmente, são realizados, aproximadamente, 8 mil atendimentos mensais nessa região, por meio de 280 oficinas, que envolvem atividades culturais, esportivas e artísticas”. “No Estado, em média, o programa registra cerca de 10 mil atendimentos mensais, a aproximadamente 8 mil adolescentes e jovens. Isso representa, ao longo do ano, mais de 100 mil atendimentos. É importante destacar, entretanto, que muitos jovens participam de maneira recorrente, o que reforça o caráter contínuo e integrador da ação”, afirma. Christina cita ainda que as intervenções do “Fica Vivo!” têm se mostrado eficazes na redução dos homicídios. “Contudo, reconhecemos que, em áreas de maior risco, ainda persistem desafios e a necessidade de ações complementares para enfrentar contextos mais complexos. A atuação criminosa muda muito rapidamente, e as respostas da prevenção, assim como as das demais forças de segurança, estão sempre se adiantando para trazer soluções diferentes e eficientes que se traduzam em maior segurança para toda a população mineira, agindo sempre de maneira integrada e qualificada”. Fica Vivo! Instituído no ano de 2003, o programa atua na prevenção e na redução de homicídios dolosos de adolescentes e jovens em áreas que registram maior concentração desse fenômeno. O projeto atende mais de 200 territórios por meio de 33 unidades, espalhadas por todo o Estado e articula dois eixos de atuação: Proteção Social e Intervenção Estratégica. No eixo Proteção Social, a partir da análise da dinâmica social das violências e da criminalidade dos territórios, o programa promove oficinas de esporte, cultura e arte; realiza projetos locais, de circulação e institucionais; faz atendimentos individuais dos jovens e promove Fóruns Comunitários. Já na Intervenção Estratégica, o projeto proporciona a articulação interinstitucional entre a Sejusp, a Polícia Militar e Civil, o Ministério Público, o Poder Judiciário e órgãos municipais de segurança pública. O gestor social da Unidade de Prevenção à Criminalidade Ribeiro de Abreu, Willy Gomes, enfatiza que a juventude é um momento de construção de identidade, de como você marca o mundo. “E é interessantíssimo como o ‘Fica Vivo!’ atravessa a vida desse público. É gratificante ver alguém, já adulto, voltando para falar coisas muito significativas do tempo em que esteve conosco, por exemplo: o ‘Fica Vivo!’ salvou a minha vida. A partir do fortalecimento da comunidade, da segurança cidadã, é que conseguimos construir um enfrentamento positivo da violência no território”. Para finalizar, Christina revela que há planos de expansão para outras regiões de Minas Gerais. “Neste ano, estão previstas pelo menos três novas unidades do programa. As ampliações são avaliadas com base em critérios específicos, definidos a partir de estudos aprofundados que consideram a mancha criminal em territórios concentrados e na faixa etária atendida pelo projeto”.
Crescimento do setor de turismo é impactado pela alta dos preços
O turismo apresentou desempenho negativo por causa do aumento expressivo dos custos no setor, é o que revela a análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) sobre os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de janeiro. O segmento foi o mais afetado no período, apresentando um recuo expressivo de 6,4%. Segundo a CNC, nos três meses encerrados em janeiro, o setor turístico teve um reajuste acumulado de 12%, impactando diretamente a demanda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro mostrou aumento de 10,4% nas passagens aéreas, enquanto a alimentação fora do domicílio subiu 0,67% no mês e 1,19% em dezembro. Na avaliação do economista da CNC, João Vitor Gonçalves, os próximos meses serão decisivos para entender se a queda registrada em janeiro é um ajuste pontual da demanda, após os aumentos de preços, ou se reflete uma reversão de tendência no setor. Gonçalves salienta que o turismo vinha em uma curva ascendente desde a retomada pós-pandemia. “Mas o cenário macroeconômico adverso, com juros elevados e inflação pressionando o orçamento das famílias, pode levar a um período de menor crescimento”. O mestre em economia, Heldo Siqueira, explica que as passagens aéreas são bastante influenciadas pelo preço do dólar. “A cotação da moeda americana no início de maio do ano passado era de R$ 5,12, chegando a R$ 6,19 em dezembro de 2024. Além disso, houve um crescimento de preços generalizado dos alimentos, não somente na alimentação fora do lar. Ou seja, estamos falando de um aumento bastante expressivo”. Porém, Siqueira ressalta que após dois anos de expansão do setor acima do esperado, 2,9% em 2023, quando a expectativa era de 0,5% e 3,4% em 2024, quando a expectativa era de 2,3%, é normal que haja uma desaceleração. “Esta hipótese é confirmada pelas últimas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), no sentido de aumentar os juros para conter a atividade econômica. É preciso lembrar que o turismo é um serviço supérfluo e um dos primeiros itens a serem cortados pelas famílias em caso de aperto, ou seja, além dos preços, a desaceleração da atividade econômica pode explicar a queda no setor”. Para ele, é impossível acreditar que vai haver uma expansão do turismo muito descolada do restante da economia. “Os sinais de desaceleração econômica não indicam que possa haver uma retomada tão cedo. Além disso, os aumentos de juros, por parte do Banco Central, corroboram essa trajetória. Mesmo assim, o governo está sinalizando estímulos econômicos para os próximos meses, como revisão de impostos e outras medidas. No curto prazo, acredito que não vai haver uma reversão do cenário, poderemos perceber uma melhora a partir do segundo semestre de 2025 ou primeiro semestre de 2026”, acrescenta. Serviços O setor de serviços registrou leve queda de 0,2% no volume de vendas em relação a dezembro, consolidando a tendência de desaceleração da economia brasileira. Após encerrar 2024, com crescimento acumulado de 3,18%, o segmento segue demonstrando sinais de desaquecimento, já antecipados pelo Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre do ano passado, afirma a entidade. A CNC destaca ainda que os serviços, como um todo, devem continuar perdendo fôlego, acompanhando essa nova dinâmica econômica. Entretanto, a entidade reforça que segmentos como Tecnologia da Informação e Comunicação, que cresceu 2,3% em janeiro, continuam apresentando resiliência e puxando a média do setor. Já para o turismo, a Confederação tem expectativa de crescimento de 0,89% em fevereiro. Siqueira pontua que a época de fim de ano é naturalmente de atividade econômica mais elevada. “Assim, a comparação mais adequada é com janeiro de 2024 e não com dezembro. Sob esta comparação, houve expansão de 1,6%. Neste sentido, não é possível confirmar que haja um declínio expressivo ou que vai se manter, pois existem diversos sinais contraditórios na economia. É provável que haja uma desaceleração na expansão econômica, mas não acredito que possa haver uma ampliação do declínio”, finaliza.
54% dos profissionais da geração Z são demitidos nos primeiros 90 dias

Segundo uma pesquisa da ResumeBuilder, 54% dos profissionais da geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, são demitidos nos primeiros 90 dias de trabalho. Falta de resiliência profissional e independência, ética e capacidade de lidar com feedback construtivo foram alguns pontos criticados pelos empregadores. De acordo com o relatório da consultoria McKinsey, em 2025, eles vão representar um quarto da força de trabalho global. Em mais cinco anos, devem chegar a 30%. Sobre o assunto, o Edição do Brasil conversou com o diretor-executivo da Croma Consultoria de Recursos Humanos, Camilo Zanette. Quais são os principais desafios entre o mercado de trabalho e a geração Z? Eles estão relacionados a aspectos como adaptação à cultura corporativa tradicional, comunicação e expectativas em relação ao ambiente de trabalho. Essa geração tende a valorizar a flexibilidade, a diversidade e a transparência, o que muitas vezes entra em contraste com as estruturas mais rígidas e hierárquicas que ainda são praticadas em muitas empresas. Outro ponto relevante é a constante busca por propósito e significado no trabalho, o que pode afetar a satisfação e a retenção desses profissionais em instituições que não se alinham com valores desse público. O estudo também revelou que 74% dos gestores consideram os funcionários da geração Z mais difíceis de trabalhar do que as outras. O que os dois lados têm que fazer para melhorar essa relação? Tanto os gestores quanto os nativos da geração Z precisam cultivar uma comunicação mais aberta e empática. Para os gestores, considero importante adotar práticas de feedback contínuo, além de proporcionar ambientes de trabalho mais colaborativos e flexíveis. Para a geração Z, a adaptação à dinâmica organizacional e a compreensão das normas e valores do ambiente corporativo. Quais são as expectativas da geração Z em relação ao mercado de trabalho? A geração Z espera um ambiente de trabalho mais inclusivo e flexível. Valorizam a possibilidade de equilibrar vida pessoal e profissional, portanto, o trabalho remoto ou híbrido, por exemplo, é muito apreciado. Além disso, buscam oportunidades de desenvolvimento contínuo, com foco em aprendizado constante e ascensão rápida na carreira. Quais características tornam essa geração tão diferente das anteriores? São profundamente influenciados pela era digital e pela conectividade constante. Cresceram em um ambiente onde a tecnologia e as redes sociais desempenham um papel central em suas vidas, o que os torna adeptos a mudanças rápidas e ao consumo de informação de maneira dinâmica. Ao contrário das gerações anteriores, que buscaram estabilidade e carreiras mais longas em uma única empresa, a geração Z valoriza mais a flexibilidade e a busca por experiências diversificadas. São mais abertos à diversidade e estão mais envolvidos com questões sociais. Quais os benefícios que o empresário tem ao contratar um profissional da geração Z? Em primeiro lugar, possuem um domínio profundo da tecnologia e uma mentalidade altamente voltada para a inovação. Além disso, são naturalmente criativos, com uma forte capacidade de pensar fora da caixa e buscar soluções inovadoras para problemas complexos. Outro ponto é que são altamente focados em produtividade e realização de tarefas, trazendo um forte compromisso com o desempenho e a eficiência, podendo melhorar o trabalho em equipe e o andamento de projetos, entre outras características. Como as empresas podem adaptar suas estratégias de treinamento e desenvolvimento para atender melhor às necessidades da geração Z? Investir em programas de aprendizado contínuo que sejam digitais e interativos, e também na personalização dos programas de treinamento, para que se adequem aos diferentes estilos de aprendizado e interesses individuais. Oferecer feedback constante, além de mentorias, uma vez que a geração Z busca crescimento profissional contínuo e a troca de experiências com mentores. Outro ponto importante é que as empresas devem garantir que seus programas de treinamento estejam alinhados com o propósito organizacional e que incluam tópicos relevantes como inovação, sustentabilidade e diversidade, além de temas que tragam relevância e impacto positivo na sociedade.
Projeto une esporte e inclusão para os jovens em Contagem

Realizado desde 2022, o projeto “Minas Paradesporto Contagem Ano II” está promovendo desenvolvimento físico, psicológico, social e uma melhoria na qualidade de vida de crianças e jovens com deficiência, de 6 a 18 anos, através de aulas esportivas gratuitas. Executado pela Associação Mineira do Paradesporto, com o fomento da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, patrocínio da Cemig e o apoio da Prefeitura de Contagem, o projeto oferece atividades de iniciação paradesportiva (basquete, futsal, vôlei e etc), com modalidades adaptadas ou específicas para cada perfil funcional dos participantes (bocha paraolímpica e circuitos funcionais). Além disso, os alunos contam com acompanhamento especializado de profissionais de educação física e fisioterapia, garantindo um ambiente seguro e adequado para o desenvolvimento integral dos participantes. As atividades acontecem no Ginásio do Tropical, localizado na rua Quarenta e Dois, 360, no bairro Tropical, sempre às terças e sextas-feiras, das 8h às 16h. De acordo com a coordenadora da Associação Mineira de Paradesporto, Mariana Amaro, o projeto tem como objetivo mostrar que o esporte não apenas é acessível, mas também pode ser um caminho para o crescimento pessoal e a construção de novas perspectivas de vida. “Nosso foco está no desenvolvimento das habilidades físicas e motoras de cada aluno, respeitando as particularidades de sua deficiência e valorizando suas capacidades. Mas, acima de tudo, buscamos demonstrar que é plenamente possível para essas pessoas praticarem atividades esportivas e se integrarem à sociedade por meio do esporte”. A gerente de projetos, Lina Vitarelli, afirma que o programa tem 20 jovens inscritos da cidade de Contagem e Região Metropolitana. “As turmas são organizadas de acordo com o perfil funcional do aluno, bem como o conhecimento dos profissionais em relação às deficiências e atividades físicas e esportivas para este público”. Ela explica que, além de oportunizar a prática esportiva, os resultados, a curto e longo prazo, da implementação desse projeto incluem vários outros pontos. “O programa tem como intuito melhorar a qualidade de vida do aluno, nos aspectos físicos e psicológicos. E promover a inclusão social, ou seja, fazer com que o mesmo se sinta parte da sociedade, dando a oportunidade desses jovens, com deficiência, de praticar um esporte e também de eventos esportivos”. Simone Inacio, mãe do Kauã, um dos alunos do programa, revela os benefícios que as atividades têm proporcionado ao seu filho. “Ele conquistou mais autonomia e melhorou significativamente seu desempenho, tanto nos treinos quanto nos jogos. Além disso, ele desenvolveu mais confiança e passou a se relacionar melhor com as pessoas. As atividades trouxeram um impacto muito positivo para as nossas vidas. Por meio delas, ele desenvolveu ainda mais sua responsabilidade e fez novas amizades. Só tenho a agradecer por tudo que meu filho evoluiu ao longo dos anos”. Conquistas Os participantes do núcleo de Contagem têm se destacado com resultados expressivos no paradesporto, conquistando importantes títulos e convocações. Entre as conquistas, destaca-se o vice-campeonato geral na modalidade Bocha Paralímpica nos Jogos do Interior de Minas Gerais – Paradesporto (Jimip 2024), além da seleção de atletas para representar Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares. O desempenho também tem rendido medalhas em competições estaduais e nacionais. “Nos últimos anos, o paradesporto tem conquistado um espaço cada vez mais significativo, refletindo não apenas a necessidade de promover a inclusão, mas também o compromisso com a democratização do acesso às inúmeras oportunidades que o esporte oferece. Temos trabalhado de forma contínua para ampliar a acessibilidade em nossos espaços esportivos, garantindo o desenvolvimento de atletas e praticantes e reforçando o esporte como um instrumento de transformação social”, destaca o secretário de Esportes e Lazer, Alex Chiodi. Para participar do projeto, os interessados devem entrar em contato com a coordenadora da AM Paradesporto, Mariana Amaro, pelo telefone (31) 97532-8383, e informar o desejo em ingressar nas atividades.