NASCAR Brasil retorna a Curvelo com etapa especial

O Circuito dos Cristais, em Curvelo, Região Central do Estado, vai receber mais um evento automobilístico, a 7ª etapa da temporada da NASCAR Brasil 2025, o Special Edition. O torneio será em um domingo, no dia 21 de setembro, e será transmitido pela RedeTV!, ESPN, Disney+ e pelo YouTube da NASCAR Brasil. A competição tem três etapas, de regulamento exclusivo, contando pontos nas três provas válidas de cada final de semana, nas quais as duas primeiras definem o grid da prova final. Neste, cada carro pode disputar com um piloto ou em dupla, respeitando as inscrições originais de suas divisões. As outras duas próximas etapas da competição serão em Velocitta, Mogi Guaçu (SP), em 2 de novembro; e Interlagos, São Paulo (SP), em 7 de dezembro. Da somatória dessas séries sairão os campeões do Overall, da NASCAR Brasil e da categoria Challenge, além do Rookie Of The Year. O representante da instituição, Thiago Marques, destaca que o Circuito dos Cristais é a primeira pista oval da NASCAR Brasil. “E é a única, na atualidade, ativa para o automobilismo nacional, que foi inaugurada em 2024. A Special Edition é composta de um único treino classificatório e três corridas. O campeonato tem formato e regras diferenciados e serão 75 pontos (25 no classificatório e 25 por corrida) em disputa em cada etapa”. A programação será composta por treinos extras e oficiais, no dia 19 de setembro. No dia 20, treino oficial, classificatório e uma corrida. E no domingo, dia 21, visitação aos boxes pelo público e duas corridas. Mais detalhes da programação e dos pontos de vendas de ingressos estarão disponíveis nas redes sociais e no site da NASCAR Brasil. BenefíciosPara Marques, a realização de uma etapa NASCAR Brasil movimenta uma quantia significativa de dinheiro na economia local. “Beneficiando hotéis, restaurantes e outros comércios. O evento gera demanda por trabalho, resultando na criação de empregos diretos e indiretos na região, desde a organização até os serviços de apoio. Existe um aumento do fluxo turístico, porque a etapa atrai pessoas de fora da cidade e do Estado, impulsionando o turismo local, que pode ter efeitos duradouros. A cobertura midiática promove o município como destino turístico e também para outras atrações futuras. Além de oferecer uma oportunidade de lazer e diversão para a população da cidade e da região”, pontua. Ele ressalta ainda que a NASCAR Brasil, com três temporadas quase completas, em parceria com a NASCAR estadunidense, tem mostrado o seu potencial. “Com um alto nível de competição, atraindo público e com corridas emocionantes. Estruturalmente, ocorreu um investimento maior eminfraestrutura. Em 2025, houve também a entrada de quatro equipes renomadas como a Full Time Sports, Team RC, RMattheis e MX Vogel, todas contam com elenco composto por grandes nomes do automobilismo nacional e internacional”, finaliza. Circuito dos Cristais Com apenas 1.250 metros e uma curva inclinada a 16%, o piloto Alex Seid, da Ford Mustang #7, comenta que o traçado demanda adaptações na técnica de pilotagem. “Por ser uma pista curta, 3/4 de milha, existe dificuldade nas ultrapassagens, mas também dá para andar lado a lado. Curvelo tem disputas parecidas com ovais curtos da NASCAR americana, como Bristol e Martinsville”. Já o gaúcho Vitor Genz (Chevrolet Camaro #46/RMattheis) já pilotou em ovais, como o de NewSmyrna (1/4 de milha), próximo à Daytona, na Flórida (EUA), onde aprendeu a lidar com o impacto da inclinação nas curvas e, além disso, com a sensação de aderência extrema que essas pistas oferecem. “É bem interessante como o carro aceita ‘desaforo’ em pistas com inclinações. A orientação ajudamuito na aderência, então a força que o carro exerce para baixo faz ele grudar bastante, e conseguimos contornar as curvas muito mais rápido do que se imagina. Quando corri em New Smyrna, isso foi o que mais me impressionou”, revela.
Projeto do Sesc leva artes cênicas para várias cidades de Minas Gerais

O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc Minas, realiza a 27ª edição do Palco Giratório, um dos maiores festivais de artes cênicas da América Latina. Em setembro, cinco cidades irão receber o evento, Montes Claros (8 e 10), Pouso Alegre (13), Almenara (17 e 18), Governador Valadares (18 e 20) e Poços de Caldas (25 a 27). A programação reúne teatro, dança, circo e atividades formativas com acesso gratuito ou a preços populares. Entre os destaques, está o grupo mineiro Esparrama!, que participa com o espetáculo “Aptá”, também integrado à seleção nacional do festival. A montagem de dança-teatro mescla movimento, palavra e silêncio para abordar os vínculos afetivos entre três gerações: Bernardo; seu filho Manoel, que está dentro do espectro autista; e seu pai, falecido durante o processo de criação do espetáculo. A gerente de cultura do Sesc Minas, Manuella Abdanur, ressalta que o projeto tem solidez e reconhecimento, o que o coloca no patamar de maior atividade de difusão e intercâmbio das artes cênicas no país. “Assim, a cena cultural enxerga, no Palco Giratório, a oportunidade de alcançar novos públicos, de compartilhar conhecimento e experiência estética com artistas de outras regiões, o que enriquece o trabalho e a trajetória dessas companhias e, obviamente, dá notoriedade ao trabalho que já realizam”. “O Palco Giratório leva espetáculos, oficinas, debates e intercâmbios para todas as regiões de Minas, especialmente para cidades que não têm acesso regular a programações artísticas de outros estados, rompendo com a concentração nos grandes centros. Em 2025, onze Unidades distribuídas em dez municípios do Estado participam do projeto. Além de descentralizar, o Palco também amplia o acesso”, acrescenta. Grande públicoO circo é o grande homenageado do Palco Giratório 2025 por meio da Escola Pernambucana de Circo, projeto social que tem grande impacto na periferia do Recife, e de Fátima Pontes, líder da companhia há 27 anos. Fátima é referência na arte circense do país, além de atriz, pesquisadora e dramaturga. A edição deste ano teve seu lançamento em Recife, entre os dias 25 e 27 de abril. A programação em Minas começou em agosto nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Sete Lagoas, Santa Luzia e Uberlândia. Manuella destaca que a presença do público superou a previsão. “Como resultado parcial, já que a partir deste mês o projeto ainda chega ao interior do Estado, nosso recorde foi de quase 5 mil pessoas, o que demonstra como o Palco Giratório vem cativando a população ao longo dos anos. É um público diverso, composto tanto por especialistas quanto por alunos”. Palco GiratórioO Palco Giratório nasceu em 1998, como uma iniciativa do Sesc inspirada por experiências anteriores de circulação artística, como o projeto Mambembão, que nos anos 1970, promoveu o encontro de grupos de teatro e dança de diferentes regiões do Brasil. Segundo a gerente, desde o início, o projeto se propôs a ir além da simples apresentação de espetáculos. “Sua missão era fomentar o intercâmbio cultural, valorizar as expressões regionais e contribuir para a formação de plateias”. “Na primeira edição, seis grupos circularam por 20 cidades em sete estados, realizando 39 apresentações. Já no segundo ano, o projeto ampliou seu alcance, chegando a 12 estados. Com ações educativas como oficinas, cursos e encontros entre artistas, o Palco Giratório se consolida como uma das mais importantes plataformas de difusão e fortalecimento das artes cênicas no Brasil, promovendo o diálogo entre diferentes linguagens e territórios culturais”, pontua. Para o próximo ano estamos planejando crescer ainda mais o projeto tanto em número de ações como de cidades por onde irá passar, afirma Manuella. “Ainda estamos em etapa de planejamento, mas adianto que temos o desejo de retomar a realização do Festival Palco Giratório em Minas Gerais, o que quer dizer que estamos trabalhando para conseguir receber, pelo menos na capital e na região metropolitana de Belo Horizonte, todos os espetáculos selecionados para a circulação nacional”.
1% mais rico tem renda 30 vezes maior que os 50% mais pobres

Segundo o relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, a desigualdade de renda sofreu uma queda. Em 2024, o 1% mais rico do país tinha um rendimento médio 30,5 vezes superior aos 50% mais pobres, um pouco menor que em 2023 (32,9 vezes). A maior disparidade foi registrada na região Nordeste (32 vezes), enquanto a menor ocorreu no Sul (23,3 vezes). Houve também uma redução da proporção de pobres em 23,4%, em 2024, conforme critérios do programa Bolsa Família, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Embora a proporção tenha reduzido em todas as regiões, o Nordeste ainda desponta como a de maior prevalência de pobreza (6,6%), enquanto a de menor prevalência é no Sul do país, com 1,5%. Outro destaque do documento é o rendimento médio que cresceu 2,9% em 2024: alcançou R$ 3.066, o que representa um crescimento real de 2,9%. E a taxa de desocupação atingiu 6,6%, uma redução de 1,2 ponto percentual, em relação a 2023. A queda foi mais expressiva entre as mulheres (de 9,5% para 8,1%) e entre a população negra (de 9,1% para 7,6%). De acordo com o doutor em economia, Weslley Cantelmo, essa queda na desigualdade é explicada pela retomada das políticas sociais ainda em 2022. “O Bolsa Família contribui bastante para essa redução, pois ele atua na base da pirâmide social. Não só essa política, mas também outras, como a aquisição de alimentos para as escolas, isenção na tarifa de energia, barateamento do valor do gás de cozinha, entre outros”. “Em termos de fatores econômicos, a própria retomada dessas políticas públicas ajudou para o aquecimento da economia. Com a taxa de desocupação baixa, apesar de serem funções menos qualificadas e de menores salários, quando temos a maior parte da população vinculada a algum tipo dessas atividades econômicas, isso reflete um efeito multiplicador e, por consequência, no emprego, e assim tem um círculo virtuoso”, acrescenta. Na avaliação de Cantelmo, não se trata de uma tendência sustentável de redução da desigualdade. “Ela pode voltar a aumentar com os processos de desaquecimento da economia, como a taxa de juros elevada”. O economista aponta como um grande desafio colocar em prática um projeto nacional de desenvolvimento. “Que altere o perfil produtivo da economia brasileira. As nações do mundo que conseguiram alcançar patamares de redução da desigualdade e de desenvolvimento foram por meio de políticas que se voltaram à transformação da paisagem produtiva do país. Saíram da base de economias de exportação primárias, como a exportação de soja e minério de ferro, e passaram a competir no cenário internacional na ponta das cadeias de valor, com agregação em produção e tecnológica”. Imposto de renda A necessidade de justiça tributária defendida pelo governo federal, com aumento da tributação dos mais ricos e isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, aparece justificada no Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025. Os dados demonstram que a progressão do imposto de renda ocorre até a faixa de renda de 15 a 20 salários mínimos. Para as pessoas que ganham acima desse valor, a tributação é regressiva, ou seja, a população com maiores rendimentos paga menos imposto. Em evidência no estudo, os contribuintes com mais de 320 salários mínimos tiveram redução na alíquota média do imposto de renda, de 5,43% para 4,87%. Para o profissional, a estrutura tributária brasileira é altamente regressiva. “Faz o pobre pagar muito mais do que o rico. Precisa inverter essa lógica, tornar nossa estrutura mais progressiva, o que significa que, proporcionalmente, aquele que tem maior capacidade de contribuição tributária, passa a pagar mais e aquele com menor renda, passa a pagar menos”, finaliza.
90 milhões de brasileiros não têm coleta e nem tratamento de esgoto

O Brasil não apresentou uma evolução significativa nos indicadores de saneamento básico, conforme indica o estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil. Aproximadamente, ainda há 34 milhões de pessoas que não acessam sistemas formais de água, e mais de 90 milhões sem coleta e tratamento de esgoto. A pesquisa mostra recuos na oferta de serviços, o que é o caso do atendimento de água, que passou de 83,6% da população, em 2019, para 83,1%, em 2023, uma queda de 0,5 ponto porcentual. No mesmo período, o acesso aos serviços de coleta de esgoto aumentou de 53,2% para 55,2%, um acréscimo de 2 pontos percentuais. Já o tratamento de esgoto passou de 46,3% para 51,8%. Ao todo, o Plano Nacional de Saneamento Básico estima a necessidade de aproximadamente R$ 511 bilhões, a preços de dezembro de 2021, para se alcançar as metas de universalização. De acordo com o Instituto Trata Brasil, descontado o que já foi investido, atualizado o valor para 2023, restam ainda R$ 454,1 bilhões a serem investidos, o que equivale a R$ 45,1 bilhões por ano entre 2024 e 2033 para que todos os brasileiros tenham acesso ao saneamento básico. Para o especialista em direito ambiental e professor do UniArnaldo Centro Universitário, Alexandre Magrineli dos Reis, a falta de capacitação sobre a legislação e seus instrumentos e a lentidão na implementação das regras, são alguns dos motivos do país ter avançado pouco no tema. “Essa estagnação demonstra um descompasso entre as ambições da lei e a realidade operacional e política, que ainda não prioriza o setor de maneira consistente em todas as esferas de governo”. Os maiores entraves são a falta de investimentos adequados, a baixa prioridade política do tema e os desafios de gestão, afirma Reis. “As perdas de água, por exemplo, são um problema significativo, dificultando o avanço e o financiamento de novos projetos”. “Quando pesquisamos sobre a realidade das cidades quanto à implementação do novo Marco Legal, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta dificuldades como modelagens de concessão que, muitas vezes, deixam áreas rurais fora do escopo de atendimento, e uma posição transferindo simplesmente a responsabilidade para os municípios, sem a capacitação técnica ou condição financeira para assumir essa demanda”, acrescenta. Ele ainda pontua que os investimentos previstos e realizados até o momento não têm sido suficientes para alcançar a meta de universalização. “Estudos diferentes apontam que, para atingir as metas até 2033, o Brasil precisaria de valores entre R$ 700 a R$ 890 bilhões em investimentos, um valor muito superior ao que tem sido alocado. Embora o novo Marco Legal tenha atraído valores significativos da ordem de R$ 370 bilhões em projetos já em curso, é necessário acelerar o ritmo de aportes para que os objetivos sejam cumpridos”. Políticas públicas Na avaliação do biomédico sanitarista e professor da Una Jataí, Rogers Yamamoto, a parceria entre os setores público e privado tem se mostrado a estratégia mais promissora. “Uma vez que este modelo dilui os riscos e responsabilidades, bem como permite maior flexibilização na contratação de serviços”. “Municípios que optaram por concessões e parcerias público-privadas (PPPs) alcançaram melhores resultados, como em Maceió (AL) e em cidades do interior de São Paulo. Esses modelos garantem o aporte de capital e a capacidade técnica da iniciativa privada, enquanto o poder público atua na regulação e fiscalização”, destaca. Yamamoto esclarece que o saneamento básico é um setor de infraestrutura que exige investimentos de longo prazo. “Com compensação social, ambiental e econômica. No entanto, o retorno político para os gestores é de curto prazo. Melhorar o saneamento não traz uma recompensa eleitoral rápida como a construção de uma ponte ou um viaduto, por isso, o tema acaba sendo relegado a segundo plano em muitos locais”. O biomédico acredita ainda que será muito difícil atingir a meta de universalização até 2033. “A falta de planejamento, os entraves burocráticos e o baixo investimento com certeza são responsáveis no atraso do progresso e comprometendo a meta estabelecida pelo Marco do Saneamento”, finaliza.
Mortalidade por câncer colorretal pode subir 36% em 15 anos

Segundo a projeção do 9º volume do Boletim Info.oncollect, da Fundação do Câncer, a mortalidade por câncer colorretal deve aumentar 36,3% nos próximos 15 anos no Brasil. O crescimento dos óbitos entre os homens será de 35% até 2040 e, entre as mulheres, de 37,63%. Ainda conforme a pesquisa, a região Sudeste deverá ter um aumento de 34% nos óbitos e também irá concentrar o maior número absoluto de mortes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os cânceres de cólon e reto são os terceiros mais frequentes do Brasil, com cerca de 45 mil novos registros por ano, estimativa para o triênio de 2023 a 2025. A gravidade do câncer colorretal está diretamente relacionada ao estágio em que é diagnosticado, segundo o estudo. Apesar de avanços em prevenção e diagnóstico precoce, a letalidade permanece elevada, sobretudo em países de baixa e média renda, onde o acesso ao rastreamento e ao tratamento é limitado. No Brasil, o índice estimado para essa neoplasia variou entre 40% e 60% entre homens e mulheres, o que reflete, em parte, o alto número de casos diagnosticados em estágios avançados. O coordenador da pesquisa, Alfredo Scaff, afirma que muitas vezes a doença se desenvolve de forma lenta, a partir de pequenos pontos que ao longo de anos podem se transformar em câncer. “Em nosso levantamento, 78% das pessoas que vieram a óbito foram diagnosticadas já nos estágios três ou quatro, o que reduz drasticamente as chances de cura”. Segundo o estudo internacional Concord-3 (2010-2014), em países com programas estruturados de rastreamento, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 65%. Já no Brasil, os índices são inferiores: 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto, revelando deficiências no acesso a diagnóstico precoce e tratamento oportuno. A coloproctologista da Unimed-BH, Hilma Nogueira, destaca que os casos de câncer de intestino têm aumentado muito em pacientes jovens. “E na maioria das vezes, acredito que não é só o fator familiar que influencia, mas também a dieta. Ela é pobre em fibras e riquíssima em substâncias químicas, conservantes e acidulantes”. Os principais fatores de risco são justamente a história familiar de câncer e uma dieta inadequada, ressalta a coloproctologista. “Os sintomas são muito discretos, às vezes um pequeno sangramento, uma cólica com gases, o intestino que estava preso fica solto, ou que é solto fica preso. São pequenas alterações que passam despercebidas e dificultam o diagnóstico precoce”. “E o Sistema Único de Saúde (SUS) não consegue dar conta de atender a todos. Existem pessoas esperando para fazer colonoscopia há uns seis ou oito meses, porque a demanda é muito grande. Precisamos de um estudo, de uma análise e de boa vontade para poder melhorar essas condições”, pontua. Orientações Entre as recomendações dos especialistas, além do rastreamento, é que homens e mulheres a partir dos 50 anos façam exames, como os testes de sangue oculto nas fezes e, se necessário, a colonoscopia. Pessoas com histórico familiar e outras condições de risco devem iniciar esse acompanhamento mais cedo, conforme a orientação médica. Hilma esclarece que o tratamento do câncer de intestino é individualizado. “Para cada caso tem um tipo de procedimento. E também depende da posição do tumor no intestino. Os tumores do cólon são tratados com quimioterapia e com cirurgia. Já os do reto com radioterapia e cirurgia”. Ela finaliza destacando que esse tipo de câncer é curável. “Quando tratado na fase inicial, sem metástase, o tumor pode ser retirado e o paciente curado. Os casos circulando na mídia são de pessoas que não fizeram a prevenção e descobriram o problema de forma tardia”.
Audiência pública debate a utilização de agrotóxico no Estado

O Brasil se destaca, desde 2008, como o maior consumidor mundial de agrotóxicos, respondendo por 19% do mercado. Essa foi a justificativa do requerimento para realização de uma audiência pública promovida pela Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a pedido dos 20 parlamentares integrantes do Bloco Democracia e Luta, no dia 26 de agosto. Embora ações de controle do uso de agrotóxicos estejam sendo implementadas no Estado, deputados, agricultores e representantes de órgãos públicos defendem a urgência de reforçar o incentivo à agroecologia. A demanda principal é a retomada do Grupo Executivo Permanente (GEP), que é uma estrutura de gestão criada para implementar, coordenar e fiscalizar políticas e projetos específicos. Um dos seus principais objetivos é reduzir, de forma gradual e contínua, a disponibilidade, o acesso e o uso de agrotóxicos no Estado, bem como fomentar a prática da agroecologia e da produção orgânica. Para o deputado e presidente da Comissão, Ricardo Campos (PT), é fundamental articular esforços municipais, estaduais e federais para implementar ações efetivas a fim de promover o acesso a alimentos saudáveis. “Como parlamentares, defensores da agricultura familiar, nos sentimos no dever de trazer esse debate e a partir dele propor as diretrizes para fazer com que as falas se tornem realidade”. O diretor da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Samuel de Melo Goulart, admitiu a inatividade do GEP, porém, mencionou ações implementadas pelo Executivo. Como o combate às pragas e à aquisição de merenda escolar das produções agroecológicas. “Embora o grupo esteja, de fato, parado, o Estado não parou”. Existem outras formas de produzir e nenhuma delas deve ser imposta à sociedade. “A pauta da redução de agrotóxicos é muito válida, porém, deve-se ter muita cautela quanto ao termo que se usa. A redução gradual é importante, contudo, a eliminação imediata não é algo interessante, pois os agrotóxicos, muitas das vezes, são a última opção que nós temos para uma produção sustentável em todos os sentidos”, acrescentou. O uso do agrotóxico pode ser reduzido, segundo avalia Goulart. “Hoje, temos alternativas onde a utilização é minimizada ou mesmo dispensada, mas é importante estabelecer também que a eliminação imediata pode trazer mais problemas do que benefícios. É necessário saber que nós precisamos de todas as alternativas”. Consequências do uso De acordo com o biólogo e coordenador do Fórum Mineiro de Combate aos Agrotóxicos e Promoção da Agroecologia (FMCA), Gilson Luiz Reis, 1 milhão de pessoas são intoxicadas no mundo a cada ano. “No Brasil, entre 2010 e 2019, esse número pode chegar a quase 3 milhões. A intoxicação causa mortes, doenças, como o câncer, e afastamentos do trabalho. Estamos contaminando de forma violenta o nosso ecossistema e matando a fauna e a flora”. A dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Paula Ribeiro Guimarães, afirmou que é necessário fomentar a mecanização e a produção de bioinsumos. “É isso que garante nossa soberania alimentar. Lamento a discrepância entre os recursos públicos repassados ao agronegócio e à agricultura familiar, o uso de agrotóxicos proibidos em outros países e a pulverização aérea, que contamina vizinhanças e causa, entre outros danos, a morte de abelhas”. Como resultado, os participantes reconheceram que é necessário avançar nas ações citadas na reunião. Entre os pedidos de providência que serão encaminhados por requerimento, o deputado Ricardo Campos anunciou a cobrança pela recomposição do GEP e a realização de seminário legislativo para avaliar o Plano de Ação da Estratégia Intersetorial de Redução do Uso de Agrotóxicos e Apoio à Agroecologia e à Produção Orgânica em Minas Gerais (Planera).
Rota Bahia-Minas gera negócios para as comunidades

Com 350 km de percurso entre as cidades de Araçuaí, Novo Cruzeiro, Ladainha, Poté, Teófilo Otoni e Carlos Chagas, na Região do Jequitinhonha/Mucuri, a Rota Bahia-Minas é uma das maiores propostas de resgate de um antigo trecho de ferrovia desativado para atividades turísticas do país. O caminho reúne edificações históricas, como vilas, capelas, igrejas, estações e fazendas, na transição do bioma da Caatinga para a Mata Atlântica. O trajeto é considerado intermodal, podendo ser feito por bike, caminhada, moto, carro ou até mesmo a cavalo, e vem sendo desenvolvido pelo Sebrae Minas desde 2018. Ao longo desses anos, foram promovidas capacitações e consultorias sobre design de experiências turísticas, implementação de receptivos, além de ações de inserção no mercado. A Rota Bahia-Minas é o caminho por onde passava a antiga ferrovia, que teve seu encerramento em 1966, e ligava o Sul da Bahia, distrito de Ponta de Areia, em Caravelas, aos vales do Jequitinhonha e Mucuri. O presidente da Associação de Empreendedores da Rota Turística Bahia-Minas, Wender Márcio, diz que quem percorre a rota vive uma experiência de resgate da simplicidade e da brasilidade que ainda resiste no interior. “Mostramos para as agências o potencial turístico dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Quem visita nossa região encontra diversidade cultural, boas histórias, gastronomia e belezas naturais”. O analista de negócios do Sebrae Minas, Jeferson Batalha, explica que a Rota se despontou como uma grande oportunidade. “E juntos com outros parceiros, iniciamos as tratativas de desenvolvimento, mapeamento, identificação e capacitação. É um projeto de avanço econômico e está totalmente alinhada ao fortalecimento e desenvolvimento do empreendedorismo. A Bahia-Minas tem gerado empoderamento às pessoas e pertencimento, já que a maioria deles estão no leito da ferrovia, ou eles andaram no trem ou os pais andaram, tendo um vínculo afetivo muito grande”, acrescenta. Para Batalha, a Bahia-Minas tem um apelo histórico. “A Rota é um grande marco para o território, e quando se encerrou ficou uma sensação de abandono e desprezo. Quando a gente volta, anos depois, a falar desse importante projeto, com sentimento de alegria e estruturação, a população retoma o brilho nos olhos, pois muitas famílias foram criadas com base nessa ferrovia”. “Hoje, todo esse sentimento está de volta, com o enfoque de sustentabilidade e utilizar algo que estava abandonado para promover saúde e educação patrimonial. Atualmente, estamos trabalhando também nas escolas públicas e na comunidade a ideia de valorização do patrimônio público, para que eles possam contar e perpetuar essas histórias”, finaliza. Descobrindo os Vales O roteiro começa em Araçuaí, que abriga a última estação da estrada de ferro, finalizada em 1942. O turista vai encontrar o Museu de Araçuaí, que conta um pouco da história do Vale do Jequitinhonha. No acervo tem objetos e documentos que registram a religiosidade, os usos, costumes e ofícios populares. Do museu, o percurso segue para a estação de Engenheiro Schnoor, onde é possível apreciar trechos de estrada abertos entre as formações rochosas, conhecidas como cortes de pedras. O próximo destino é o distrito de Queixada, em Novo Cruzeiro, onde são oferecidas iguarias típicas da região, preparadas no fogão de lenha da pensão da Dona Luiza. Já dentro da cidade, o destaque é o tradicional pastel. Em Ladainha, as quedas d’água em meio à Mata Atlântica ajudam a relaxar e renovar as energias. A antiga estação de trem do município foi transformada em um ateliê pelo artista plástico Maelson Nunes. Já em Poté fica a comunidade de Sucanga, onde está localizada a estação inaugurada em 1927, e que ainda conserva suas características originais. De lá, os visitantes seguem rumo à estação de Valão. Em Pedro Versiani, zona rural de Teófilo Otoni, o turista encontra o Sítio Pé na Roça, sendo possível conhecer a coleção de bicicletas do empreendedor Celso Souza. No Estado, a rota é finalizada no município de Carlos Chagas, que abriga a comunidade de Francisco Sá. Os turistas são recebidos pelo Grupo Teatral Dramedia, que apresenta a peça “Trilhos de um Destino: A Força do Homem e do Vapor”. O espetáculo é embalado por canções e histórias sobre José Joaquim de Amorim, o construtor responsável pela ferrovia e a Estrada de Ferro Bahia-Minas.
CNI aponta que pequenas indústrias enfrentam piora seguida nas finanças

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a situação financeira das pequenas indústrias piorou pelo terceiro trimestre consecutivo. A margem de lucro operacional e a facilidade de acesso ao crédito caiu 0,3 ponto entre o primeiro e o segundo trimestre, de 40,6 para 40,3 pontos. O dado foi inferior ao observado no 2º trimestre de 2024 (41,1 pontos) e de 2023 (41,3 pontos). De acordo com o Panorama da Pequena Indústria (PPI), as taxas de juros elevadas foram apontadas como o principal problema da pequena indústria da construção no segundo trimestre. Ao todo, 37,3% dos empresários assinalaram essa como uma preocupação. Em seguida, aparecem a elevada carga tributária (35,6%) e a falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (24,6%). O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que a alta taxa de juros é uma das principais responsáveis pela trajetória negativa das finanças das indústrias de pequeno porte. “Os juros altos dificultam o acesso ao crédito e pioram as finanças, porque encarecem as dívidas das empresas, diminuindo o lucro dos negócios, e afetam a demanda por produtos industriais”. O doutor em economia, Wallace Marcelino Pereira, destaca que, além da taxa de juros, a carga tributária e o custo da mão de obra, a competição com produtos importados também são fatores que explicam a piora consecutiva. “Esses produtos entram no mercado brasileiro em condições desvantajosas para a indústria nacional”. Segundo a pesquisa, no primeiro trimestre, a competição desleal, seja por informalidade, contrabando ou outros fatores, foi o problema que mais ganhou importância, passando de 14,4% para 22%. Na passagem do 1º para o segundo trimestre, a questão da competição com importados foi o que mais cresceu, saltando de 8,3% para 12,3%. Para Pereira, ainda é prematuro esperar melhora no curto prazo. “O cenário internacional é desafiador por causa das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. Os efeitos serão totalmente conhecidos nos próximos meses. Isso é um problema que foge ao controle imediato do governo brasileiro, embora outras alternativas estejam sendo pensadas”. Indústria mineira Já a indústria mineira, conforme a pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), demonstrou estabilidade ao longo do primeiro semestre de 2025, apesar da queda no faturamento e dos indicadores relativos ao mercado de trabalho. O faturamento da indústria geral, que engloba os segmentos extrativo e de transformação, recuou 0,5% em relação a maio, registrando o segundo mês consecutivo de queda. As horas trabalhadas na produção cresceram 2,4%, e a utilização da capacidade instalada avançou 2,7 pontos percentuais, passando de 81% em maio para 83,7% em junho. E o emprego registrou a primeira queda em mais de um ano, com recuo de 0,5%. O economista explica que os investimentos nos últimos anos em mineração têm contribuído para promover o crescimento econômico do Estado. “Aplicações voltadas para a produção dos chamados minerais críticos ajudam a aquecer a economia mineira. Investimentos em infraestrutura e na área de energia também auxiliam para manter o nível de atividade econômica. Destaca-se também o ambiente de negócios favoráveis à atração novos de investimentos, tais como a desburocratização, segurança jurídica e a modernização tributária”. Contudo, Pereira afirma que o momento é de incerteza. “O motivo também são as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump que podem impedir um melhor desempenho da indústria mineira. Minas Gerais destina cerca de 11% das suas exportações para os Estados Unidos, com destaque para minério de ferro e produtos siderúrgicos”. “Logo, esses segmentos vão sofrer mais no curto prazo. Além disso, as taxas de juros não devem cair na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A liberação de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões pode amenizar o impacto, mas o arcabouço fiscal impede qualquer estímulo fiscal para a indústria”, finaliza.
2,3 milhões de crianças de até três anos estão fora da creche no país

Quase 2,3 milhões de crianças de até três anos estão fora da creche por dificuldade de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas, segundo revela um estudo do Todos Pela Educação, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e no Censo Escolar. O levantamento mostra também que embora o número de matrículas tenha aumentado entre 2016 e 2024, cresceram as desigualdades de acesso entre as crianças das famílias mais pobres e mais ricas. Para debater o assunto, o Edição do Brasil conversou com a doutora e mestre em Ciências Sociais e docente do Centro Universitário UNA , Naiane Loureiro. Como a falta de creche impacta o desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida? A falta de acesso à creche nos primeiros anos de vida pode afetar o desenvolvimento infantil de diversas formas, pois esse período do nascimento aos 6 anos é considerado pela neurociência o mais intenso no que tange ao desenvolvimento cerebral, social e emocional. Em relação ao desenvolvimento socioemocional, impacta a interação social da criança, podendo se estender para outras fases da vida. Em longo prazo, pode gerar efeitos na vida escolar futura dessas crianças e aumento das desigualdades. Por fim, a falta de creches pode gerar impactos indiretos na família, por exemplo, a dificuldade para os pais trabalharem fora e dentro de casa. Segundo a pesquisa, a desigualdade de atendimento a crianças ricas e pobres aumentou entre 2023 e 2024. Quais motivos podem justificar esse avanço? Este crescimento pode ter ocorrido por motivos como: infraestrutura insuficiente e/ou má distribuição de creches em algumas cidades, o que pode demonstrar falta de prioridade de políticas públicas voltadas para a educação infantil. Em municípios pequenos, como zonas rurais ou periferias, muitas crianças ficam sem atendimento devido à falta de creches próximas ou em quantidade suficiente. Quais são os fatores que impedem o acesso das crianças mais pobres às creches? Os principais são de ordem estrutural, socioeconômica, geográfica e cultural. Estrutural porque nota-se poucas vagas nas áreas mais vulneráveis. Socioeconômicas, pois mesmo quando a creche é gratuita, o transporte, alimentação complementar ou material escolar podem pesar no orçamento familiar. Geográfica porque a creche mais próxima muitas vezes fica a vários quilômetros de casa. E cultural, por exemplo, a baixa escolaridade dos pais pode reduzir a valorização da educação infantil formal. O que o poder público pode fazer para reduzir a fila de espera por vagas? Ampliar a oferta de vagas de forma planejada e regionalizada; oferecer apoio técnico e financeiro para municípios menores, que têm dificuldade para bancar novas creches; investir na construção e manutenção dessas instituições, priorizando regiões com maior déficit educacional nessa faixa etária e vulnerabilidade social; incentivar creches comunitárias e parcerias com organizações sociais para ampliar vagas; entre outras possibilidades. Minas Gerais tem a maior fila de espera por vaga em creches, com 247 mil crianças em 2024. O que leva o Estado a ser o destaque negativo do país? Minas possui uma complexidade territorial, muitas cidades pequenas e regiões rurais, onde a oferta é mais escassa e o acesso mais difícil, o que contribui para as filas nessas localidades. Vale lembrar também que, historicamente, a educação infantil enfrenta desafios para ganhar prioridade orçamentária suficiente diante de outras demandas estaduais e municipais. Em sua análise, o que podemos esperar das políticas de educação infantil para os próximos anos? Em agosto de 2025 foi lançada a Política Nacional Integrada da Primeira Infância, que visa garantir a proteção, o desenvolvimento integral e os direitos das crianças de zero a seis anos. Espera-se que com o desenvolvimento desta iniciativa ocorra uma expansão de vagas e melhoria da infraestrutura. Contudo, existem muitos desafios na implementação e necessidade de monitoramento, além de muitas tendências pedagógicas emergentes contemporâneas. Para isso, será necessário investir em educação continuada dos docentes, especialmente da educação infantil.
Seis regionais de BH tem o Bora Jogar + Basquete

Promover a prática do basquete, treinamento em quadra, exercícios de força, preparo físico, base teórica das técnicas e regras da modalidade esportiva são os objetivos do projeto Bora Jogar + Basquete realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Atualmente, as atividades acontecem em seis das nove regionais da cidade: Venda Nova, Norte, Pampulha, Oeste, Centro-Sul e Nordeste. Voltado para adolescentes, com idade entre 12 e 17 anos, as aulas são ministradas por professores preparados e específicos de basquete que atendem, duas vezes por semana, 150 jovens, ao todo. Cada escolinha é composta por uma equipe profissional formada por um coordenador-geral, três professores de educação física e três estagiários. “A prática esportiva e de lazer oferece a todos os envolvidos a oportunidade do aprendizado e cultivo de valores fundamentais não só para a prática esportiva e de lazer, mas para todas as áreas da nossa vida: respeito, cooperação, liderança, responsabilidade, entre outras. O projeto contribui para o desenvolvimento dos beneficiados como jogadores de basquete, mas, sobretudo, permite o desenvolvimento de valores educativos e a formação moral dos jovens”, afirma Rodrigo Gavioli, coordenador do setor de Programas e Projetos da Diretoria de Formação Esportiva da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel). O analista de Políticas Públicas da Smel e coordenador do projeto, José Eduardo Rangel, explica que a ideia do Bora Jogar + Basquete surgiu em 2022. “A partir da iniciativa da Smel de democratizar e ampliar o acesso a uma variedade de modalidades esportivas e atividades de lazer. Essa atuação diversificada garante que diferentes públicos tenham oportunidades de vivenciar práticas que contribuam para a saúde física e mental, inclusão social, convivência comunitária e formação cidadã”. “O projeto tem impactado a vida dos adolescentes no desenvolvimento da aptidão física; desenvolvimento de qualidades sociais e morais dos adolescentes (espírito colaborativo, competitivo, capacidade de assimilar derrotas e vitórias, respeito às regras); estimular a incorporação de práticas esportivas no dia a dia, garantindo uma vida mais saudável e de melhor qualidade”, acrescenta. Ele pontua que o programa é realizado a partir da Lei de Incentivo Estadual, com patrocínio da AMA/Ambev. “E que a escolha das regionais se deu a partir de critérios técnicos e a ampliação da proposta para outras regiões depende diretamente da captação de recursos por meio dos mecanismos das leis de incentivo”. Inscrições Rangel ressalta que para participar do Bora Jogar + Basquete, os critérios adotados para preenchimento das vagas são a ordem de inscrição e comprovante de matrícula. “Além disso, há prioridade nos seguintes casos: alunos matriculados na rede pública municipal de ensino; na rede pública estadual/federal de ensino; e bolsistas de escola particulares”. As inscrições podem ser feitas diretamente em cada núcleo, destaca o coordenador. “Importante ressaltar que é necessário que o responsável (maior de idade) pelo jovem leve um xerox tanto da própria identidade quanto do aluno, além de um comprovante de matrícula do adolescente”. Programação Segundas e quartas-feiras:Centro-SulQuadra da Barragem Santa LúciaAvenida Arthur Bernardes, 2.80116h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) OesteQuadra da Praça do SerenoPraça do Sereno, 2.42516h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) PampulhaQuadra da Comunidade DandaraAvenida Dandara, 1217h30 às 18h30 (12 a 14 anos)18h30 às 19h30 (15 a 17 anos) NortePraça Candido PortinariRua Ministro Oswaldo Aranha, 34517h30 às 18h30 (12 a 14 anos)18h30 às 19h30 (15 a 17 anos) Terças e quintas-feiras:NordesteQuadra de Esportes Professor Marcus MazzoniRua Professor Amedee Peret, 39016h às 17h (12 a 14 anos)17h às 18h (15 a 17 anos) Venda NovaQuadra da Praça João José de AraújoRua Wilson Abrão Abdo, 3015h às 16h (12 a 14 anos)16h às 17h (15 a 17 anos)