Arte e memória: “Doce Amargo” retrata o desastre de Mariana

Quase dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, o quadrinista e professor João Marcos Mendonça lança uma das obras mais sensíveis sobre o desastre: Doce Amargo, publicado pela Editora Nemo. O livro mistura memória pessoal e testemunho coletivo para narrar as consequências humanas e emocionais do colapso que mudou a vida de milhares de pessoas. Morador de Governador Valadares, cidade que ficou sem água por vários dias após o rompimento, João Marcos viveu a tragédia de perto. Ele conta que transformar essa vivência em quadrinhos foi, ao mesmo tempo, um processo de cura e de resistência. “Um amigo me disse que eu devia ter colocado para fora o que estava entalado, e foi exatamente isso. Contar essa história foi uma forma de compartilhar o que passamos e seguimos vivenciando até hoje. A vida da gente mudou significativamente, com muitas incertezas e dúvidas”, relembra. O autor começou a registrar o cotidiano da família logo após o desastre. “Fui fazendo uma espécie de diário, já pensando como roteiro de quadrinhos, documentando o que estava acontecendo. Quis mostrar as situações pequenas do dia a dia, as conversas com vizinhos, os gestos de solidariedade e o desespero das filas por água”, explica. Sobre o impacto da tragédia, Mendonça afirma que a relação com o Rio Doce mudou para sempre. “Aprendi que o rio é muito mais do que uma fonte de abastecimento. Ele tem uma ligação cultural e espiritual com quem vive às margens. Hoje, o ambiente ainda é de muita dúvida. A propaganda oficial fala em recuperação, mas quem vive aqui sabe que a realidade é outra”. A artista Marianne Gusmão assina as cores da HQ. Segundo o autor, teve papel essencial na narrativa. “Ela conseguiu dar o tom emocional que a história pede, usando a cor da lama, avermelhada, quase fluorescente, para pontuar os momentos de tensão. Eu sempre digo que o livro tem dois personagens principais: o Rio Doce e as cores”. Para o quadrinista, Doce Amargo também tem um papel educativo. “Os quadrinhos são uma ferramenta poderosa para tratar temas complexos. O livro pode ser usado nas escolas para refletir sobre meio ambiente, memória e sustentabilidade. Ele fala do passado, mas também aponta para o futuro e para o tipo de mundo que queremos construir”. Ele conta que a recepção do público tem sido marcada por emoção e empatia. “As pessoas me dizem que não tinham dimensão do que aconteceu. Muitos se comovem com o sofrimento humano por trás dos números e das indenizações. Ninguém sai ileso de uma tragédia como essa”. “Equilibrar o relato pessoal e o coletivo foi um desafio. Tive o cuidado de não expor demais minha família, mas quis mostrar as consequências reais da tragédia. Há cenas banais, como o banho com uma caneca de água ou o reaproveitamento do pouco que restava. São detalhes que revelam o quanto o cotidiano foi transformado”, acrescenta. A arte cumpre uma função essencial na preservação da memória, segundo Mendonça. “O que eu mais quero é que o livro ajude a voltar os olhos para o Rio Doce e para o cuidado que ele merece. O rio foi muito maltratado e a tragédia de Mariana foi, de certa forma, a pá de cal. A arte serve para não deixar isso cair no esquecimento”. Doce Amargo está disponível nas principais livrarias físicas e plataformas digitais. “Foi um processo emocionalmente intenso, mas necessário. Contar essa história é também um acerto comigo mesmo. A gente precisa lembrar o que viveu para não repetir os mesmos erros”, conclui Mendonça.
Mercado imobiliário deve crescer com crédito e programa habitacional

A criação de uma nova linha de financiamento habitacional pelo governo federal, com teto ampliado de R$ 2,25 milhões, financiamento de até 80% pela Caixa Econômica Federal e uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para entrada ou amortização, deve movimentar o setor da construção civil e aumentar o acesso da classe média ao crédito imobiliário. Essa iniciativa chega em um momento de recuperação gradual da construção civil, que cresceu 3,2% no segundo trimestre, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o Banco Central estima que a nova política possa injetar R$ 111 bilhões no setor somente no primeiro ano. Para o economista Noé Santiago, o efeito deve ser rápido. “Mais crédito significa mais negócios. Com o teto ampliado e condições acessíveis, o mercado volta a gerar oportunidades para quem quer crescer com responsabilidade”. Santiago explica que o crédito é o principal motor do setor. “É o termômetro mais sensível do mercado imobiliário. Quando o financiamento flui, o setor inteiro responde. Do corretor ao engenheiro, do incorporador ao fornecedor”. Além de impulsionar as compras, a nova linha de crédito deve gerar um efeito em cadeia. “Cada imóvel financiado movimenta dezenas de segmentos. Da engenharia à decoração, criando um efeito dominó positivo para a economia. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), cada R$ 1 investido na construção civil gera R$ 1,88 em retorno para a economia, um dos maiores multiplicadores entre todos os setores produtivos”, destaca o economista. Ainda assim, Noé alerta que a transição até 2027 exigirá atenção. “O momento é de planejamento. Com mais instituições competindo, o empresário que se antecipa pode aproveitar taxas melhores e crédito mais saudável. Mas a execução precisa ser coordenada, com regras claras e liberação efetiva de recursos”. “Reforma Casa Brasil” O governo também lançou o “Reforma Casa Brasil”, um programa que destinará R$ 40 bilhões para empréstimos de reformas residenciais, voltado a famílias que desejam melhorar o conforto e a segurança de suas moradias. De acordo com o advogado especialista em Direito do Consumidor, Stefano Ribeiro Ferri, o programa é positivo, mas exige cautela. “Nem todo crédito do governo é automaticamente vantajoso. É preciso olhar com atenção a taxa de juros, o indexador usado, o custo total da operação e as garantias exigidas”. As taxas do programa variam de 1,17% ao mês para famílias com renda até R$ 3.200 e 1,95% ao mês para rendas entre R$ 3.200 e R$ 9.600, com parcelas limitadas a 25% da renda familiar. Ferri recomenda cuidado com o orçamento. “O ideal é calcular com base na renda líquida e considerar outras dívidas já existentes. Se o orçamento estiver muito apertado, qualquer imprevisto pode levar à inadimplência. Reformas costumam ter imprevistos que aumentam o custo final”. O advogado reforça a importância de atenção aos contratos. “O consumidor deve verificar se o contrato contém cláusulas claras sobre juros, correção monetária, garantias e condições de vencimento antecipado. É essencial ler tudo antes da assinatura e exigir cópia integral do documento”, explica. Ele também alerta para os riscos da expansão do crédito imobiliário. “A elevação dos tetos e a flexibilização do uso do FGTS podem estimular o endividamento das famílias, especialmente se as instituições privadas ampliarem crédito sem análise rigorosa. Há também o risco de desigualdade de acesso, já que consumidores com melhor score tendem a ser privilegiados”. Estímulo ao setor Para Santiago, o programa de reformas complementa a nova política habitacional. “Embora o impacto macroeconômico seja menor que o da compra de imóveis, ele gera movimento imediato na base da cadeia, ativando o varejo de materiais, pequenas construtoras e prestadores de serviço. É uma medida com alto potencial social e econômico, desde que venha acompanhada de gestão e fiscalização”. “O crédito precisa ser usado com responsabilidade. Tanto por quem constrói quanto por quem contrata. Se aplicado com planejamento, o resultado é crescimento sustentável e geração de renda”, finaliza.
Benefício do INSS ampara quem sofre sequelas após acidente no trabalho

Mesmo com o aumento dos acidentes de trabalho no país, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil registrou 724 mil Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) em 2024, um aumento de 18,1% em relação ao ano anterior. Muitos brasileiros ainda desconhecem que podem receber do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) um benefício mensal que garante uma compensação financeira a quem teve redução permanente da capacidade laboral. O auxílio-acidente, previsto no artigo 86 da Lei nº 8.213/1991, tem caráter indenizatório e é pago ao trabalhador que ficou com sequelas definitivas, mesmo que leves, após um acidente de qualquer natureza. “O benefício é devido aos segurados que sofreram um acidente ou doença que resultou em uma sequela definitiva que reduziu a capacidade de trabalho, podendo ser solicitado por empregados, domésticos, trabalhadores avulsos e segurados especiais”, explica a advogada previdenciária Giovanna Guareschi. O valor corresponde a 50% do salário de benefício, calculado com base na média das contribuições do segurado, podendo ser pago até a aposentadoria ou o falecimento do segurado. “Ele pode, inclusive, ser inferior ao salário mínimo, pois é um benefício de natureza indenizatória”, diz a advogada. Giovanna destaca que o trabalhador não precisa parar de trabalhar para ter direito. “A principal diferença em relação ao auxílio-doença é que, no auxílio-acidente, o segurado pode continuar exercendo suas funções, mesmo que em outra atividade. Já o auxílio-doença exige afastamento total”. Ela lembra ainda que é possível acumular o auxílio-acidente com pensão por morte ou auxílio-doença, desde que os benefícios tenham origens diferentes. “Se o trabalhador sofreu um acidente e depois ficou doente por outro motivo, ele pode acumular. Mas não é possível receber dois benefícios gerados pela mesma causa”. “Por exemplo, um motoboy que sofre um acidente de trânsito e tem a perna amputada, em um primeiro momento, ele vai pedir o auxílio-doença, porque precisará de tempo para se recuperar. Quando voltar a trabalhar, mas não puder mais exercer a mesma função, terá direito ao auxílio-acidente. Esse benefício é uma forma de compensar financeiramente a redução permanente da capacidade de trabalho”, complementa. Benefício desconhecido O advogado especialista em Direito Previdenciário, Gilberto Mendes, reforça que o auxílio-acidente é um dos menos conhecidos da Previdência Social. “Ele pode representar uma importante indenização para o trabalhador que ficou com sequelas permanentes e não se restringe a acidentes de trabalho, podendo ser concedido também em casos domésticos, de trajeto ou fora do ambiente laboral”. “O auxílio-acidente ainda é pouco divulgado e subutilizado, especialmente entre trabalhadores informais e autônomos. O desconhecimento desse direito faz com que milhares de brasileiros deixem de receber uma compensação legítima pela perda parcial de sua capacidade de trabalho”, acrescenta. Para Giovanna, o desconhecimento é o maior obstáculo. “Muitos acreditam que o benefício só vale para acidentes graves, mas até lesões pequenas, como perda parcial de força ou visão, podem garantir o direito. É importante buscar orientação com um especialista em Direito Previdenciário ou diretamente no INSS para garantir esse direito”. Mendes complementa que a falta de informação e de padronização nas perícias médicas ainda é um desafio. “Pequenas limitações já são suficientes para gerar o benefício. O que falta é divulgação e clareza nas regras. Modernizar o sistema e ampliar o acesso à informação é essencial para que mais brasileiros saibam que têm esse direito”, conclui.
Outubro Rosa chama a atenção para reconstrução mamária

O Outubro Rosa busca conscientizar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres brasileiras. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 73.610 novos casos por ano entre 2023 e 2025, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação, ao atendimento médico e aos direitos de tratamento e reabilitação das pacientes. Mais do que alertar para os exames de rotina, a campanha também chama atenção para a autoestima e a reconstrução mamária, que é um direito garantido por lei e uma parte essencial da recuperação emocional das mulheres que passam pela mastectomia. “A reconstrução mamária é um direito garantido por lei desde 1999 no Sistema Único de Saúde (SUS) e desde 2001 na rede privada, para as mulheres vitimadas pelo câncer de mama. Ela representa muito mais que um procedimento cirúrgico, é um ato de resgate da autoestima e da identidade feminina”, destaca a cirurgiã plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dra. Ângela Fausto. Embora o direito esteja assegurado em lei, o acesso ao procedimento ainda é desigual no Brasil. Segundo a cirurgiã, faltam materiais, leitos hospitalares e profissionais especializados em várias regiões do país. “Na prática, as pacientes enfrentam longas filas e muitas vezes, esperam anos para conseguir a reconstrução. A falta de infraestrutura e de planejamento impacta diretamente a dignidade e o bem-estar dessas mulheres”. Ela lembra que a reconstrução mamária faz parte do tratamento integral do câncer de mama e deve ser vista como uma etapa de reabilitação. “A mama é um símbolo de identidade feminina, e sua perda ou deformidade afeta profundamente a autoimagem. A cirurgia devolve qualidade de vida, confiança e dignidade”. Ângela explica que, atualmente, as técnicas são variadas e seguras com opções que utilizam tecido local, enxertos de outras regiões do corpo ou próteses de silicone. “As técnicas reconstrutivas são cada vez mais personalizadas, escolhidas conforme a idade, o tipo de doença, as condições clínicas e o estilo de vida da paciente. O objetivo é sempre garantir resultados estéticos e funcionais, respeitando o tratamento oncológico em curso”. Prevenção e diagnóstico Para o ginecologista e mastologista Rodrigo Pereira de Freitas, o diagnóstico precoce é o fator que mais impacta as chances de cura, podendo ultrapassar 90% quando o tumor é identificado nas fases iniciais. “Ele é o fator que mais impacta as chances de cura do câncer de mama. As principais orientações incluem conhecer o próprio corpo, fazer o exame clínico das mamas anualmente e realizar mamografia a partir dos 40 anos”. Freitas pontua que apesar da ampla divulgação da campanha, muitas mulheres ainda deixam de realizar os exames de rotina. “Essa resistência é multifatorial. Envolve medo do diagnóstico, desinformação e até dificuldades de acesso. A educação em saúde é o caminho mais eficaz para mudar esse cenário, tornando o cuidado um ato de amor próprio”. Ele também alerta para a importância de olhar para a saúde feminina de forma integral. “A mulher é um ser completo. Corpo, mente e hormônios estão interligados. O estresse, o sono irregular e o desequilíbrio hormonal podem influenciar até na resposta ao tratamento oncológico. Cuidar da saúde emocional é tão importante quanto cuidar da física”, reforça. Segundo o especialista, o Outubro Rosa deve ser entendido como um ponto de partida para o autocuidado contínuo. “Outubro é um lembrete, mas o cuidado precisa durar o ano inteiro. Cuidar da saúde é um ato de amor próprio. Quanto mais cedo identificamos qualquer alteração, maiores são as chances de cura e de uma vida longa e saudável”. “A informação é a base de tudo. Quando a mulher entende seus direitos e conhece seu corpo, ela se fortalece para enfrentar o tratamento e retomar sua história com confiança e esperança”, finaliza Ângela Fausto.
ALMG debate reposição salarial na área da Segurança Pública

A política remuneratória dos militares e servidores civis da Segurança Pública de Minas Gerais foi tema de uma audiência pública realizada pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (ALMG). O debate, requerido e presidido pelo deputado Sargento Rodrigues (PL), discutiu o cumprimento da Lei 19.973/2011, que prevê a concessão do reajuste geral anual aos servidores, conforme o artigo 24 da Constituição Estadual, cuja implementação deveria acontecer em 1º de outubro. De acordo com dados apresentados por Rodrigues, com base em levantamento da Gerência de Finanças e Orçamento da Assembleia, a inflação acumulada de 2015 a 2024, medida pelo IPCA, foi de 74,89%, enquanto os servidores da segurança pública receberam 30,1% no mesmo período, representando uma defasagem de 44,79%. “O governo não cumpre a lei. A Constituição garante a revisão geral anual, mas o Estado insiste em negar o direito dos servidores. O próprio vice-governador reconheceu que Minas está com a folha abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Se há espaço, por que não reajustar os salários?”, questionou o parlamentar. Rodrigues também criticou a ausência de reposições em gestões anteriores. “A perda inflacionária dos últimos dez anos compromete o sustento das famílias e o funcionamento das forças de segurança”. Representando o Executivo, o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, destacou os avanços na recuperação financeira do Estado e disse que Minas mantém “marginalmente abaixo” o limite da folha de pagamento previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Hoje estamos em torno de 48% do comprometimento da receita com pessoal, o que demonstra equilíbrio. No entanto, não há espaço fiscal neste momento para novos reajustes salariais sem comprometer a sustentabilidade financeira do Estado”. A subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Planejamento e Gestão, Helga Beatriz Gonçalves de Almeida, reforçou o discurso de cautela. “O governo tem atuado com responsabilidade, garantindo o pagamento em dia, o décimo terceiro e benefícios. As decisões sobre recomposição devem respeitar os limites fiscais para que sejam sustentáveis no longo prazo”. Sindicatos reagiram As entidades representativas dos policiais civis, penais e bombeiros manifestaram frustração com a falta de proposta concreta. O vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Minas Gerais (Sindepominas), Márcio Simões Naback, afirmou que a defasagem salarial e a sobrecarga de trabalho têm levado ao adoecimento dos servidores. “Estamos perdendo profissionais qualificados. O efetivo está reduzido e o governo só faz propaganda. A realidade é que faltam recursos, valorização e diálogo”. A presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol-MG), Elaine Matosinhos, também fez um apelo ao Executivo. “Temos investigadores ganhando pouco mais de R$ 5 mil e delegados recebendo cerca de R$ 10 mil líquidos. É impossível manter o padrão de vida e garantir segurança à população com esse quadro. O Estado precisa olhar para quem arrisca a própria vida todos os dias”. O presidente do Sindicato dos Policiais Penais, Jean Carlos Otoni Rocha, endossou as críticas. “O governo alega falta de recursos, mas concedeu aumento de 298% para o governador e secretários e bilhões em isenções fiscais. Falta vontade política para valorizar as forças de segurança”. Ao encerrar a reunião, o deputado Sargento Rodrigues afirmou que a comissão continuará acompanhando o tema e poderá adotar medidas judiciais para garantir o cumprimento da lei. “O servidor da segurança pública tem o direito de ter sua perda inflacionária recomposta. Não é favor, é justiça”, finalizou.
Programa de aceleração impulsiona startups de impacto em Minas Gerais

Com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação e promover soluções que gerem impacto positivo na sociedade e no meio ambiente, o Programa de Aceleração de Impacto visa apoiar o crescimento de startups de impacto social e ambiental, ampliando seu potencial de escala, competitividade e transformação. A iniciativa é do Sebrae Minas, em parceria com a Beta-i Brasil. O programa contou com a participação de 28 empresas que receberam capacitação e suporte estratégico. As empresas ainda participarão, em novembro, de ações go-to-market, que envolvem rodadas de negócios e aproximações comerciais. Uma das participantes do programa é a Reuso Recicla+, startup de Poços de Caldas (MG) que atua com gestão integrada de resíduos sólidos. A empresa oferece serviços de coleta seletiva, doação de materiais recicláveis para cooperativas e projetos de sustentabilidade corporativa. A CEO da empresa, Yula Merola, explica que o negócio nasceu em 2020, a partir de uma vivência pessoal e de uma necessidade observada no setor. “Após mais de 20 anos atuando na área ambiental e de saúde pública, percebi que a gestão de resíduos no Brasil ainda enfrenta desafios profundos, principalmente nas cidades pequenas e médias, onde faltam estrutura e soluções integradas. A semente do projeto surgiu da convivência com um ex- -catador de materiais recicláveis, alguém que conhecia profundamente as dores e o potencial transformador desse setor”, relembra. De acordo com a analista do Sebrae Minas, Manuela de Assis, o propósito da iniciativa é fomentar negócios que unam inovação e impacto positivo. “Nosso objetivo foi apoiar o desenvolvimento e a evolução de negócios inovadores que geram impacto socioambiental positivo. Reconhecemos que essa vertical é estratégica para a transformação do planeta e acredita no poder das soluções inovadoras para enfrentar os grandes desafios sociais e ambientais da atualidade”. “Esse movimento está alinhado com tendências como a COP 30, que será realizada em Belém, e reforça a urgência de ações concretas voltadas à sustentabilidade e à economia verde. Ao fomentar startups de impacto, contribuímos diretamente para a construção de um ecossistema mais consciente e preparado para os desafios do futuro”, acrescenta. De acordo com Manuela, o processo levou em conta fatores como maturidade, inovação e potencial de impacto. “Observamos também aspectos como o grau de inovação, estrutura da equipe, alinhamento com o mercado, viabilidade de escalabilidade e capacidade de gerar mudanças positivas e mensuráveis. O diferencial do programa está no foco exclusivo em negócios de impacto socioambiental. Todas as atividades, desde as mentorias até as conexões, foram pensadas para atender às especificidades e desafios desse tipo de negócio inovador”. Yula conta que o programa foi um divisor de águas. “Ele nos ajudou a enxergar nosso negócio com mais clareza estratégica, fortalecer nossa estrutura interna e preparar o terreno para escalar nossas soluções com mais segurança e consistência. Foi uma experiência de amadurecimento e fortalecimento institucional”. Durante o processo de aceleração, a empresa deu um passo importante ao iniciar o desenvolvimento da Recicla.ESG, plataforma digital que transforma resíduos em indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança). “É uma solução digital que transforma resíduos em dados e dados em impacto positivo. Oferece rastreabilidade em tempo real, dashboards personalizados com indicadores automáticos e integração direta com cooperativas locais, fortalecendo a economia circular. Já rastreamos mais de 500 toneladas de resíduos, com impacto direto em 11 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, destaca a CEO. Ela revela os próximos passos da startup. “Queremos escalar a Recicla.ESG, ampliando sua implementação junto a empresas e municípios e fortalecendo a economia circular regional. Nosso objetivo é nos posicionar como referência nacional em gestão de resíduos com impacto socioambiental real”. Futuro sustentável Para a analista, a iniciativa reforça a importância de apoiar negócios que unem propósito, inovação e sustentabilidade. “Acreditamos no potencial dessas startups e na transformação que elas geram na sociedade. Por meio desse programa, impulsionamos negócios inovadores que unem propósito, impacto positivo e sustentabilidade”, conclui.
Preço da cesta básica recua em BH, mas ainda pesa para o trabalhador

O custo da cesta básica em Belo Horizonte voltou a cair em setembro e chegou a R$ 739,09, segundo levantamento da Fundação Ipead/UFMG. A redução foi de 0,46% em relação a agosto, marcando o sexto mês consecutivo de queda. No acumulado de 2025, a redução é de 1,20%. Mas em 12 meses, a cesta registra uma alta de 7,36%. Atualmente, o custo da cesta representa 48,69% do salário mínimo (R$ 1.518), o que significa que quase metade da renda de um trabalhador é consumida apenas com alimentação. Segundo o gerente de pesquisas do Ipead, Eduardo Antunes, o aumento acumulado no ano é resultado de fatores climáticos e econômicos que afetaram a produção e o custo de insumos. “Essa elevação no longo prazo é explicada principalmente por aumentos significativos em itens específicos, influenciados por condições climáticas adversas, variações cambiais e pressões na cadeia de suprimentos”. “O café moído, por exemplo, registrou uma variação de +44,38% em 12 meses, impulsionado por problemas na safra 2024/2025 e valorização do dólar. Outros produtos, como tomate, chã de dentro e óleo de soja, também contribuíram para essa pressão”, acrescenta. Antunes destaca que os produtos que mais recuaram, tomate (-17,54%) e batata inglesa (-6,12%), são altamente sensíveis à sazonalidade. “Eles são hortaliças dependentes das condições climáticas. Setembro marca uma safra mais abundante, com colheitas favorecidas pelo clima mais estável no Sudeste. Já a manteiga caiu devido à maior produção de leite na primavera, que aumenta a oferta de derivados lácteos”. Apesar disso, alguns itens seguem em alta, como a banana caturra (5,54%), o óleo de soja (5,20%) e o feijão carioca (5,03%). “Essas elevações refletem a combinação de menor oferta e demanda aquecida, além da expectativa de maior uso de soja para produção de biodiesel”. Diferenças entre supermercados Um levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro, em parceria com o aplicativo comOferta, revelou fortes variações de preços entre supermercados e atacarejos da Região Metropolitana de BH. O arroz Camil 5 kg foi encontrado entre R$ 18,99 e R$ 25,99, uma diferença de 36,8%, e o arroz Tio João 5 kg, entre R$ 26,90 e R$ 38,99, variação de 45%. Já o feijão carioca Galante 1 kg subiu de R$ 7,97 para R$ 9,62, alta de 20,7%, enquanto o óleo de soja Veleiro (900 ml) passou de R$ 7,09 para R$ 8,42, um aumento de 18,8%. O pente de ovos vermelhos com 20 unidades variou 70% entre os estabelecimentos (de R$ 12,90 a R$ 21,99), e a maionese Liza (450g) apresentou variação de 74%, indo de R$ 6,58 a R$ 11,49. Para o coordenador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a principal orientação é pesquisar antes de comprar, já que as diferenças entre marcas e locais são grandes. “Nós encontramos variações superiores a 60% para o mesmo produto em supermercados próximos. É importante que o consumidor pesquise, especialmente em tempos de orçamento apertado. Se não for apegado a marcas, é possível economizar até 90% em alguns itens”, afirma. O comportamento recente do mercado mostra movimentos opostos, avalia Antunes. “Enquanto o arroz caiu, produtos como feijão, café e óleo de soja voltaram a subir. O arroz teve reduções médias de 8%, mas o feijão carioca, o óleo e o café dispararam. São produtos de primeira necessidade, que continuam pressionando o bolso do consumidor”, ressalta. Perspectivas para o fim do ano O Ipead prevê que a cesta básica pode manter a tendência de estabilidade até o fim de 2025, mas alerta que o período de festas e possíveis impactos climáticos ainda podem elevar os preços. “A tendência é de continuidade das reduções moderadas, mas há riscos de alta sazonal. Mesmo com a queda recente, o custo da alimentação ainda compromete quase metade do salário mínimo, um patamar que mostra a erosão do poder de compra e o peso dos alimentos no orçamento familiar”, conclui Antunes.
Nova lei amplia licença-maternidade para internação prolongada

A licença-maternidade no Brasil ganhou um novo marco com a sanção da Lei nº 15.222/2025, assinada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A norma altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei de Benefícios da Previdência Social, garantindo a ampliação da licença e do salário-maternidade nos casos em que a mãe ou o bebê precisem permanecer internados por um período superior a duas semanas após o parto. Na prática, o início da contagem da licença passa a ocorrer somente após a alta hospitalar, podendo ser estendida por até 120 dias adicionais, conforme o caso. O tempo de repouso anterior ao parto, porém, poderá ser descontado desse período extra. Para entender os impactos dessa mudança para as trabalhadoras, empresas e para o sistema previdenciário, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em Direito do Trabalho, Hellom Lopes. Como a nova lei modifica o marco legal da licença-maternidade e do salário-maternidade em casos de internação prolongada? Ela introduz alterações importantes tanto na CLT quanto na Lei de Benefícios da Previdência Social. No caso da licença-maternidade, ela pode ser prorrogada por até 120 dias após a alta hospitalar da mãe e/ou do bebê, desde que a internação exceda duas semanas e haja nexo com o parto. O tempo de repouso anterior ao parto (quando houver) será descontado desse período adicional. O salário-maternidade, pago pelo INSS, também será devido durante a internação prolongada, seguindo as mesmas condições. A contagem do início da licença e do benefício passa a considerar a data da alta hospitalar de quem permanecer internado por último, mãe ou bebê. Quais são as condições para que a prorrogação de até 120 dias seja aplicada? Alguns requisitos precisam ser cumpridos. A internação hospitalar deve superar 14 dias e estar relacionada a complicações médicas do parto, da gestação ou do nascimento, comprovando-se o nexo causal com o parto. Além disso, o tempo de repouso pré-parto eventualmente utilizado deve ser descontado do acréscimo dos 120 dias após a alta. A contagem desse período adicional começa a valer após a alta hospitalar da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último. Para comprovar o direito, são necessários atestados médicos ou laudos hospitalares, documentos de alta e comprovação do nexo com o parto. Como ficam os casos de repouso pré-parto, esses dias serão descontados da licença-maternidade estendida e em quais situações isso se aplica? O repouso pré-parto é o afastamento antes do nascimento, autorizado por recomendação médica, até o limite previsto em lei (geralmente até 28 dias antes do parto). Com a nova legislação, se a mulher já tiver utilizado parte da licença antes do parto, esse período será descontado da prorrogação de 120 dias após a alta hospitalar. Os dias adicionais não são somados integralmente “por cima” do repouso anterior. Por outro lado, se o repouso pré-parto for menor ou inexistente, não há desconto, garantindo o máximo de tempo possível junto ao bebê após a recuperação. Qual é a vantagem de ter essa ampliação formalizada em lei? A formalização representa um avanço significativo no direito das mulheres, especialmente para mães de bebês prematuros ou com complicações neonatais. Além de garantir mais tempo de convivência e recuperação, a nova regra reduz desigualdades e incertezas jurídicas, evitando que mães fiquem em dúvida sobre seus direitos. No entanto, ainda pode haver questionamentos práticos sobre a interpretação de “nexo com o parto”, a validade de determinados atestados e as situações em que mãe e bebê têm alta em momentos distintos. Mesmo assim, a lei é um passo importante rumo a uma maior proteção social e trabalhista para as famílias. Essa mudança pode abrir caminho para uma revisão mais ampla das políticas de trabalho parental? Sem dúvida. Essa legislação reforça a necessidade de reavaliar o modelo de licenças parentais no Brasil, ampliando o debate sobre o papel dos pais e responsáveis nos cuidados com o recém-nascido. Ela pode servir como precedente para discussões futuras sobre licenças compartilhadas ou sobre a ampliação da licença-paternidade, contribuindo para uma maior equidade de gênero nas relações de trabalho e na criação dos filhos.
Mulheres são quase metade dos apostadores no Brasil

As mulheres deixaram de ser coadjuvantes no mercado de apostas esportivas no Brasil. Hoje, elas representam 47% do público que aposta em esportes, segundo um levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a Fulltrader Sports. Em alguns nichos, a participação feminina já ultrapassa a masculina. Esse movimento tem mudado o perfil de consumo e exigido novas estratégias de comunicação das plataformas. Na avaliação do cientista de dados Ricardo Santos, a entrada das mulheres está transformando a dinâmica do setor. “O público feminino tem um padrão de decisão mais racional e estratégico, o que influencia inclusive os algoritmos de recomendação. São perfis menos impulsivos e mais conectados com dados de performance”. O fenômeno acompanha uma tendência mais ampla de diversificação. Se antes o mercado era dominado por homens jovens, agora cresce a presença de diferentes faixas etárias e classes sociais, impulsionada pela regulamentação do setor, pelas campanhas de marketing e pela oferta de conteúdos educativos. Esse comportamento também reflete diretamente nas plataformas digitais. “Percebemos uma migração de perfis curiosos para apostadores mais estratégicos. As empresas estão investindo em usabilidade, dados em tempo real e funcionalidades que atendem tanto ao iniciante quanto ao usuário avançado”, explica Santos. Apesar do crescimento, o cientista de dados faz um alerta. “Hoje, cada clique, tempo de permanência e preferência de aposta vira dado. As plataformas que sabem utilizar essas informações saem na frente ao oferecer experiências personalizadas que fidelizam o usuário”. Dez meses de regulação O avanço da participação feminina ocorre em paralelo a um momento de consolidação do setor no Brasil, que está regulamentado desde o início do ano. Nesse período, 78 operadores já foram licenciados para atuar no país, com 17,7 milhões de apostadores registrados e mais de 15 mil sites ilegais bloqueados, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Para a indústria, esse processo representa uma mudança estrutural. O Team Manager LATAM da Games Global, Giuseppe Barbanera, observa que os mercados regulados são centrais para a credibilidade do setor. “No Brasil, vemos avanços rápidos em áreas como compliance e proteção ao jogador. O bloqueio de sites não licenciados e a maior transparência na relação com os operadores são conquistas importantes tanto para a indústria quanto para o consumidor final”. Ele acrescenta que a regulação é fundamental para a sustentabilidade do mercado. “É um passo significativo para o crescimento sustentável do iGaming no Brasil, pois oferece aos jogadores um ambiente seguro e transparente, onde podem se divertir de forma responsável. Isso gera confiança na indústria e estabelece a base para um desenvolvimento contínuo e para a inovação”, avalia. Barbanera aponta que o público brasileiro busca experiências próximas da sua realidade. “Jogos como Carnaval Drums ou jackpots temáticos, como o Carnaval Fortuna, mostram como a personalização influencia na aceitação e fidelização. Ao mesmo tempo, formatos globais como o FlyX tiveram rápida adesão, o que revela o equilíbrio entre inovação internacional e identidade cultural”, finaliza.
Programação especial celebra 55 anos da Fundação Clóvis Salgado e do Giramundo

O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, abre suas portas a partir de outubro para a Ocupação Giramundo, uma programação especial que marca os 55 anos da Fundação Clóvis Salgado (FCS) e do Grupo Giramundo, referência nacional no teatro de bonecos. A celebração reúne exposição inédita, espetáculo, mostra de cinema, atividades educativas e visitas guiadas, reforçando o papel da instituição como um dos maiores centros culturais do país. O grande destaque é a exposição “Bonecos Giramundo”, que acontece de 11 de outubro a 22 de fevereiro de 2026 na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. O público poderá conhecer de perto cerca de 600 peças, entre bonecos, máscaras, figurinos, cenários e objetos que marcaram a trajetória do grupo fundado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. A programação inclui também a apresentação de “Alice no País das Maravilhas”, no dia 12 de outubro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em celebração ao Dia das Crianças. A exposição tem entrada gratuita. Já os ingressos para a peça custam a partir de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia- -entrada, e já estão à venda na plataforma Eventim e na bilheteria do Palácio das Artes. Segundo o curador e diretor do Giramundo, Marcos Malafaia, a mostra busca evidenciar a capacidade de reinvenção do grupo ao longo de cinco décadas. “O conceito curatorial parte da ideia de permanente mutação e experimentação, que sempre orientou o processo criativo do Giramundo. Essa noção de transformação contínua é o fio condutor que conecta as coleções de bonecos, figurinos, cenografia e filmes, revelando como o grupo se reinventa sem perder suas características essenciais”, afirma. Para o presidente da FCS, Sérgio Rodrigo Reis, a ocupação é uma prévia das grandes comemorações que virão. “A celebração é somente em 2026. O que estamos fazendo é uma avant première. É um gostinho de tudo que vem por aí para celebrar este que se tornou, ao longo de sua história, o maior complexo cultural do país e da América Latina”. Ele reforça ainda o caráter democrático do evento. “A ocupação permite com que todo tipo de público acesse o Palácio das Artes. Com isso, reforçamos o nosso compromisso de ser o Palácio para todas as artes e para todas as pessoas”. A expectativa de Reis é atrair milhares de visitantes. “A programação está recheada de atividades lúdicas e educativas. E o que é melhor: ficará aberta por alguns meses, permitindo que também as escolas se programem para conhecer a incrível história de um grupo de bonecos local, o Giramundo, que ganhou o país”. “Com esta exposição foi possível rever toda a trajetória e a história do Giramundo. Para ter acesso a esse material e disponibilizá-lo ao público, tivemos que contribuir para sua conservação. Com isso, vários bonecos foram restaurados. Este será um grande legado desta ocupação”, completa. Dividida em três grandes eixos, Coleção Álvaro Apocalypse, Coleção Giramundo Século XXI e Cine Giramundo, a exposição contará ainda com uma seção educativa na PQNA Galeria Pedro Moraleida. Nela, será possível compreender passo a passo a construção dos bonecos, em uma verdadeira “anatomia das marionetes”. A parceria entre a FCS e o Giramundo é um exemplo de como valorizar a produção cultural mineira, reforça Reis. “A Fundação Clóvis Salgado está sempre de portas abertas para toda expressão artística singular que representa Minas Gerais. São sempre muito ricos estes encontros, como já ocorreu em outros projetos, e agora com o Giramundo. E vem muito mais por aí”, conclui. Serviço Exposição “Bonecos Giramundo” Período: 11 de outubro até 22 de fevereiro de 2026 Horário: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard Avenida Afonso Pena, nº 1537 – Centro Entrada gratuita