Estudo aponta alto risco de recorrência do câncer de pele

De acordo com um relatório elaborado pelo National Comprehensive Cancer Network (NCCN), 60% das pessoas que tiveram câncer de pele serão diagnosticadas com um segundo caso dentro de dez anos. Ainda segundo o estudo, o risco de uma nova ocorrência aumenta drasticamente se o paciente já tiver sido diagnosticado com um segundo câncer de pele não melanoma. Recentemente, a atriz Ísis de Oliveira anunciou que recebeu um novo diagnóstico da doença. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela mostrou as lesões no rosto. Outras celebridades também enfrentaram um segundo diagnóstico de câncer de pele, como os atores Ewan McGregor e Hugh Jackman, as atrizes Diane Keaton e Melanie Griffith, além da influencer Khloé Kardashian. Segundo o vice-diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Alex Schwengber, existem dois fototipos de pele mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele. “O tipo um corresponde a pessoas de pele muito clara, com sardas e cabelo ruivo. Já o tipo dois inclui indivíduos de pele clara, cabelo claro e sem muitas lesões pigmentares. Essas pessoas têm uma propensão natural maior devido à baixa proteção da melanina, que é mais abundante em indivíduos de pele escura, a desenvolver câncer de pele com mais frequência”. “O grande problema está no fato de que a maioria de nós, ao longo da vida, recebe muita radiação, oriunda especialmente do sol, mas também da iluminação artificial e da exposição a raios X, como os emitidos por aparelhos de radiologia. Além disso, há ainda a exposição à radioterapia, que é um método de tratamento do câncer. Quando chegamos à fase adulta, por volta dos 30 ou 40 anos, já acumulamos uma carga de radiação suficiente para provocar alterações no DNA das células da pele, aumentando o risco de tumores cutâneos”, acrescenta. Um estudo realizado na Espanha, com pacientes diagnosticados com câncer de pele, avaliou o risco de uma segunda neoplasia cutânea e apontou que as recorrências foram significativamente mais comuns em regiões como face central, sobrancelhas, nariz, lábios, queixo, orelhas, têmporas, genitália, mamilos/auréolas, mãos, pés, tornozelos e unhas, especialmente quando os tumores apresentavam mais de seis milímetros de diâmetro. A pesquisa também revelou que os homens possuem um risco 160% maior de desenvolver a doença pela segunda vez. Schwengber destaca que essa maior probabilidade entre o público masculino está relacionada à maior exposição ao sol. “A maioria dos trabalhadores que se expõem cronicamente à radiação ultravioleta são homens. Outro fator importante é o autocuidado. Geralmente, as mulheres adotam comportamentos mais cuidadosos com a saúde e buscam orientação médica antes que as lesões evoluam”. O especialista orienta que, independentemente de já ter tido câncer de pele ou não, o paciente deve consultar um dermatologista ao menos uma vez por ano para detectar lesões pré-malignas antes que evoluam para câncer. “Isso evita tratamentos mais agressivos e a necessidade de remoção cirúrgica. Já para aqueles que tiveram câncer de pele não melanoma, a recomendação é que consultem o dermatologista pelo menos a cada seis meses”. “Cuidar da pele de forma integral também é essencial. Evite a exposição prolongada à radiação ultravioleta, especialmente nos horários de pico, entre 10h e 16h. Sempre que houver exposição ao sol, use roupas com fator de proteção, chapéu de aba larga, óculos escuros e filtro solar”, finaliza. Casos em 2025 Considerado o tipo de câncer mais comum no Brasil, são esperados para este ano 220.490 novos casos de câncer de pele não melanoma, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Além disso, há previsão de 8.980 novos casos anuais de melanoma, a forma mais agressiva da doença.

Parceria leva acervo digital a 1,6 milhão de alunos em Minas

Mais de 1,6 milhão de estudantes da rede estadual de ensino têm, desde junho do ano passado, acesso a um acervo digital de textos, imagens e vídeos por meio de uma parceria com a Britannica Education. O material abrange uma ampla gama de áreas do conhecimento, como língua portuguesa, geografia, história, matemática, ciências da natureza, além de esportes, artes e religião. “A digitalização do conteúdo é parte da nossa história. Existe um aspecto muito relevante aqui, que é a produção de material local para atender às necessidades específicas dos estudantes brasileiros, em particular os de Minas Gerais. Temos uma equipe editorial local que trabalha na criação de artigos detalhados voltados para a realidade mineira”, explica Ana Bartholo, diretora de marketing da Britannica Education na América Latina. Ana detalha que o projeto alcança todos os municípios mineiros, que possuem realidades distintas. Ela ressalta que um trabalho conjunto com a Secretaria de Estado de Educação está sendo desenvolvido para garantir que o conteúdo chegue a todos os envolvidos. “Trabalhamos junto com a equipe da Escola de Formação para capacitar os professores, não apenas no uso das plataformas, mas também nas metodologias ativas que integram a tecnologia à sala de aula. Nosso objetivo é ensinar como utilizar a tecnologia a favor do ensino e preparar o docente para transformar suas aulas de maneira impactante, sem simplesmente transpor o material impresso para a tela”. “Estamos promovendo a integração do nosso conteúdo ao currículo educacional mineiro. A equipe pedagógica da Britannica mapeou todo o currículo e está estabelecendo conexões entre o material disponível nas plataformas e os conteúdos já utilizados pelos docentes em sala de aula. Tudo isso para oferecer a melhor experiência possível para professores e estudantes da rede”, complementa. A diretora de marketing destaca ainda a preocupação em levar aos alunos conteúdos verificados e de fontes confiáveis, auxiliando no combate à desinformação. “Pesquisas mostram que as crianças e os jovens de hoje têm mais dificuldade para discernir fatos de informações falsas. Também encontram desafios em verificar fontes e separar o que é verdadeiro do que não é. Entendemos que faz parte do nosso papel social estimular o pensamento crítico, promovendo o acesso a informações checadas e confiáveis, ajudando a reduzir os ruídos que se espalham”. Além de Minas Gerais, a companhia mantém parcerias com outros municípios brasileiros, oferecendo soluções como o ensino da língua inglesa. “Temos parcerias institucionais e trabalhamos em conjunto com os órgãos da educação para compreender as demandas, estabelecer colaborações e oferecer soluções adequadas aos estudantes brasileiros, promovendo um impacto real na educação”, finaliza Ana.

Franquias projetam alta de até 10% no faturamento este ano

O setor de franquias espera mais um ano de crescimento em 2025. A expectativa da Associação Brasileira de Franchising (ABF) é encerrar o ano com uma expansão entre 8% e 10% no faturamento. Além disso, a entidade prevê um aumento de 2% nos indicadores de operações, redes e empregos diretos. “Caso o cenário econômico continue favorável ao consumo, as projeções podem ser superadas. Com o desemprego em níveis historicamente baixos e a massa salarial elevada, a manutenção do poder de compra da população pode impulsionar a demanda por produtos e serviços, beneficiando diretamente as redes de franquia. Além disso, o aumento da confiança do consumidor e do empresário pode estimular novos investimentos e a abertura de unidades franqueadas”, explica o diretor regional da ABF em Minas Gerais, Antônio Bortoletto. O especialista em franquias, Lucien Newton, avalia que, para um desempenho acima da meta, os investimentos em inovação, tecnologia e adaptação às novas demandas do consumidor devem ser contínuos. “A digitalização das operações, o uso de dados para personalizar a experiência do cliente e a expansão de modelos híbridos serão fundamentais. A internacionalização de redes brasileiras, como já ocorre com o açaí, pode abrir novas fronteiras e impulsionar o crescimento”. “Outro fator será a capacidade de atrair novos empreendedores, especialmente por meio das microfranquias, que têm um apelo maior para quem deseja empreender com menor risco. A consolidação de marcas fortes e a profissionalização do setor continuarão sendo diferenciais para manter a confiança dos investidores e consumidores”, acrescenta. Segundo Bortoletto, a eficiência operacional conquistada pelas redes em 2024 também pode ajudar a superar a meta. “Após um período de ajustes e otimização de processos, muitas franquias podem estar mais preparadas para acelerar sua expansão, aproveitando oportunidades estratégicas de mercado. Fatores externos, como a estabilidade cambial, o controle da inflação e incentivos ao empreendedorismo, podem criar um ambiente propício para um crescimento acima do esperado”. Os números são considerados conservadores devido à perspectiva de novas altas da taxa Selic, ao crescimento mais moderado do Produto Interno Bruto (PIB), à pressão inflacionária sobre o poder de compra dos consumidores e aos reflexos nos índices de confiança de empresários e consumidores. Além disso, há incertezas no cenário internacional e oscilações no câmbio. O diretor da ABF destaca que esse aperto pode gerar mais pressão sobre a gestão financeira das franqueadoras e unidades franqueadas, dificultando novos investimentos. “Atenção à gestão financeira, busca por eficiência operacional e ajustes nos negócios permanecem fundamentais. Do lado do consumidor, esse contexto tende a dificultar o acesso ao crédito e comprimir os orçamentos, exigindo adaptações nos negócios e a busca por novos públicos e mercados”. Crescimento em 2024 O mercado registrou um crescimento nominal de 13,5% em 2024, alcançando um faturamento de R$ 273 bilhões e superando a expectativa inicial de 10%. No último trimestre do ano passado, houve uma expansão de 11,3%, totalizando R$ 81 bilhões. De acordo com Newton, a retomada definitiva do consumo presencial após a pandemia foi um dos principais motores desse desempenho. “Segmentos como entretenimento e lazer (16,6%), saúde, beleza e bem-estar (16,5%) e alimentação (16,1%) se destacaram, impulsionados pela demanda reprimida e pela busca dos consumidores por experiências presenciais. A ascensão das microfranquias, com investimentos iniciais mais acessíveis, permitiu que mais pessoas ingressassem no mercado, ampliando a base do setor. A inovação das redes franqueadoras, que se adaptaram às novas demandas do consumidor, a profissionalização do setor e a confiança no modelo de franquias, que reduz riscos para os empreendedores, também contribuíram para esse crescimento expressivo”, conclui.

Congresso discute novas regras para trabalho por aplicativo

Em tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2024 busca regulamentar a atividade de motoristas de aplicativos de transporte individual de passageiros. O texto foi elaborado a partir de debates entre governo, empresas e representantes da categoria. O PLP estabelece como um de seus principais pontos a definição da atividade como “trabalho autônomo por plataforma”, além de prever uma remuneração mínima por hora trabalhada e a inclusão dos motoristas no sistema previdenciário, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria e auxílio-doença. A proposta também exige que as plataformas forneçam informações transparentes sobre as regras de trabalho, critérios de pagamento e formas de avaliação dos condutores. Sobre o tema, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em direito do trabalho, Conrado Di Mambro. Como você avalia a proposta em discussão no Congresso Nacional? Essa pauta reflete a tentativa de construir um arcabouço jurídico que traga segurança tanto para os trabalhadores quanto para as empresas de tecnologia. A regulamentação desse setor busca equilibrar inovação tecnológica e proteção dos direitos trabalhistas. Qual tem sido o papel do STF e do TST nas decisões sobre o trabalho por aplicativo? O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido fundamental na análise constitucional das novas relações de trabalho. Recentemente, suas decisões vêm sinalizando a necessidade de equilibrar inovação e proteção social, colocando em debate os limites da chamada “pejotização” no setor. Já o Tribunal Superior do Trabalho (TST) desempenha um papel relevante na uniformização das decisões trabalhistas, avaliando casos específicos para determinar a existência de subordinação, habitualidade e onerosidade – critérios clássicos para o reconhecimento do vínculo empregatício. Uma das principais questões em debate é se os profissionais por aplicativo se enquadram no conceito de “trabalho subordinado” ou se devem ser tratados como “trabalhadores autônomos”. A partir desse entendimento, define-se o conjunto de direitos aplicáveis, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). As decisões do Judiciário trouxeram avanços para esses trabalhadores? O principal avanço tem sido o reconhecimento, por parte de algumas decisões judiciais, da necessidade de garantir direitos mínimos, como previdência social, seguro contra acidentes e condições seguras de trabalho. Essas garantias visam proteger os profissionais, que frequentemente enfrentam jornadas exaustivas e riscos elevados nas atividades de transporte e entrega. Quais desafios ainda precisam ser superados nesse modelo de trabalho? Um dos principais entraves é a resistência das plataformas em reconhecer qualquer forma de vínculo empregatício, sob o argumento de que os motoristas são autônomos. Se esse posicionamento for consolidado sem a imposição de garantias mínimas, o trabalho por aplicativo pode se tornar ainda mais precarizado, afastando-se de qualquer proteção trabalhista. Outro desafio é a falta de uniformidade nas decisões judiciais. Enquanto alguns tribunais reconhecem o vínculo empregatício em determinadas circunstâncias, outros reforçam a autonomia dos motoristas, gerando insegurança jurídica tanto para trabalhadores quanto para empregadores.

Campeonato Mineiro de Kart terá quatro etapas e novidades em 2025

  Vai ser dada a largada para o Campeonato Mineiro de Kart. O evento, organizado pela Federação Mineira de Automobilismo (FMA), terá como sede o kartódromo RBC Racing, em Vespasiano. Os pilotos, divididos em sete categorias, disputarão quatro etapas entre março e junho. A primeira ocorrerá nos dias 7 e 8 de março. “As expectativas não são apenas nossas, da FMA, mas também dos pilotos e equipes, e são as melhores. Minas Gerais é um dos grandes celeiros de talentos do automobilismo nacional e internacional, e o kartismo representa uma base fundamental. A principal novidade desta temporada é a utilização dos motores X-30 de dois tempos nas categorias correspondentes, os mesmos recentemente introduzidos nas principais competições nacionais”, destaca o presidente da FMA, Antônio Manoel dos Santos. A Federação espera a participação de 40 a 50 pilotos ao longo do campeonato. Eles serão distribuídos nas seguintes categorias: Cadete, para competidores de oito a onze anos; Fórmula 400 Júnior, de 12 a 14 anos; e Fórmula 400, para pilotos a partir de 15 anos – todas utilizando motores de quatro tempos. Já as categorias Sprinter contarão com pilotos das divisões Júnior (até 14 anos), Novatos e Graduados (15 a 27 anos), Sênior (28 a 44 anos) e Master (45 anos ou mais), que utilizarão propulsores de dois tempos. “O primeiro e o quarto eventos terão três corridas cada. O segundo e o terceiro contarão com duas corridas cada um. Em todos os eventos, os pilotos participam de treinos livres oficiais na sexta-feira, seguidos de um treino classificatório que define o grid de largada da primeira corrida. Há uma tabela de pontuação, e aqueles que somarem mais pontos ao final dos quatro eventos serão os campeões da competição”, explica Santos.   Como assistir A entrada no kartódromo será gratuita. A programação detalhada dos eventos estará disponível no site do Automóvel Clube de Belo Horizonte (www.autocbh.com), no site da FMA (www.fma.com.br) e nas redes sociais da federação.  

Show revive clássicos de Carmen Miranda em BH e Brumadinho

  Com o propósito de homenagear e relembrar Carmen Miranda e seus sucessos, além de divulgar a história da cantora para as novas gerações, a turnê “Taí! Carmen Miranda” será apresentada em Belo Horizonte no dia 20 de fevereiro, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec, e no dia 22, no Teatro Municipal Nicodemus da Cunha, em Brumadinho. As duas apresentações serão gratuitas. Os ingressos para o espetáculo na capital devem ser retirados no site Eventim. Já em Brumadinho, as entradas estarão disponíveis na bilheteria do teatro. A cantora Sônia Andrade, que já interpretou Edith Piaf em outros trabalhos, conta que queria desenvolver um projeto mais voltado para o Brasil. “Me veio à mente uma lembrança da infância, quando meu pai escutava rádio, ouvia Carmen e cantava, do jeito dele, a música Taí. Assim surgiu a ideia: ‘Taí! Carmen Miranda por Sônia Andrade’. Não é uma imitação, é minha interpretação”. O repertório inclui clássicos como “Disseram Que Voltei Americanizada”, “South American Way”, “O Que É Que a Baiana Tem”, “Chica Chica Boom”, “Eu Dei”, “Tico-Tico no Fubá”, “Tic-Tac do Meu Coração” e “Taí”. A artista revela que foi um desafio selecionar as canções entre as mais de 300 gravadas por Carmen Miranda. “Pensei nas mais populares dos carnavais, e muitas delas não são tão conhecidas na voz de Carmen. Eu quis dar essa voz. Algumas músicas são extremamente divertidas e trazem uma crítica interessante. O maior desafio foi o preparo físico e vocal para cantar, dançar e interpretá-la”. Além da performance musical, os figurinos e cenários, assinados por Irene Andrade, foram cuidadosamente planejados para remeter aos icônicos espetáculos da Pequena Notável. A parte musical contou ainda com arranjos e direção de Gustavo Figueiredo. “Além de ser um excelente músico, ele é meu amigo. Já trabalhamos juntos em outros projetos, e ele sabe que gosto de inovar. O Gustavo teve total liberdade dentro do que conversamos e se divertiu na criação dos arranjos”, destaca a cantora. A turnê já passou por Conceição do Mato Dentro e Divinópolis. Para Sônia, a arte e a cultura devem chegar a todos os lugares. “Minas Gerais é um celeiro de talentos e também recebe muito bem a arte. Começamos por aqui e, depois, se Deus quiser, seguiremos para outros pontos do Brasil”. A cantora acredita que as apresentações de “Taí! Carmen Miranda” representam um resgate da obra da artista. “Ela precisa ser ouvida e vista, pois foi uma grande intérprete, a Pequena Notável. Deixo, nesta turnê, minha mais sincera admiração pela música brasileira. Meu legado seria o respeito e o resgate da boa música, para que os mais velhos relembrem essas canções e os mais jovens as conheçam”.  

Empresários apostam no Carnaval para aumentar vendas e faturamento

  “Os comerciantes da região Central e de outros centros comerciais de Belo Horizonte estão cada vez mais interessados nessa movimentação e buscando maneiras de tirar proveito e aumentar a renda de seus negócios durante o Carnaval”, comentou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, em reunião que contou com representantes de bares, restaurantes e do poder público municipal e estadual para discutir a organização da cidade no período de folia. O maior interesse em um desempenho melhor no Carnaval é confirmado por uma pesquisa realizada pela CDL/BH. Segundo o levantamento, 59,2% dos empresários da capital acreditam que a festa terá um impacto muito positivo nas vendas, um aumento de 19% em relação a 2024. “O Carnaval está atraindo cerca de 6 milhões de pessoas para Belo Horizonte. Isso é fundamental para impulsionar a principal atividade econômica da cidade, que é o comércio e os serviços”, destacou o presidente da CDL/BH. Os lojistas ouvidos na pesquisa esperam que os foliões gastem, em média, R$ 89,60 por produto. A expectativa é que cada pessoa compre até dois itens, o que pode elevar o valor médio para aproximadamente R$ 180, um crescimento de 42% em relação ao ano passado. Para 29,3% dos comerciantes, as vendas de vestuário devem ser as mais expressivas durante a folia, seguidas por bebidas não alcoólicas (26,5%), bebidas alcoólicas (24,9%), adereços (19,9%), lanches (19,3%) e fantasias (9,9%).   Hotéis e restaurantes A pesquisa da CDL/BH também ouviu empresários do setor hoteleiro de Belo Horizonte. Para 40% deles, as expectativas de ocupação para este ano estão acima ou muito acima da média. Já 50% acreditam que a demanda será semelhante à do ano anterior, enquanto 10% preveem uma taxa de ocupação inferior. De acordo com a presiDados foram divulgados em reunião na CDL/BH CDL/BH dente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (ABIH-MG), Flávia Araújo, espera- -se um aumento mínimo de 30% no valor médio das diárias. “Na região Centro-Sul, já estamos com praticamente 90% de ocupação e temos certeza de que chegaremos a 100%. Na Pampulha e em áreas mais afastadas, a taxa está em torno de 60%, com expectativa de crescimento”. “Cerca de 67% dos donos de bares e restaurantes esperam um aumento no faturamento, sendo que 58% deles projetam um crescimento de pelo menos 20%, enquanto 9% aguardam um resultado ainda maior”, destacou a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Karla Rocha.   Poder público No encontro realizado na sede da CDL/BH, representantes do Corpo de Bombeiros e das Polícias Militar e Civil informaram que todo o efetivo estará mobilizado para garantir a segurança dos foliões. A subsecretária estadual de Política dos Direitos das Mulheres, Joana Coelho, afirmou que serão realizadas ações de combate ao assédio durante o Carnaval. “Estamos trabalhando de forma integrada para acolher as mulheres e garantir que elas possam aproveitar a festa com liberdade”. “Todos os anos convidamos o poder público estadual e municipal para discutirmos a organização do Carnaval. Essa reunião é para transmitir informações importantes aos foliões e ao setor de comércio e serviços, garantindo mais tranquilidade para quem visita Belo Horizonte”, concluiu Marcelo de Souza e Silva.

Senado discute venda de remédios sem prescrição em supermercados

  Nas próximas semanas, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal deve discutir a autorização da venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), tema do Projeto de Lei (PL) 1.779/19, de autoria do deputado Glaustin da Fokus (Podemos). A medida foi apresentada ao governo federal como uma forma de reduzir o preço dos remédios para os consumidores. A comercialização de analgésicos chegou a ser permitida em supermercados e armazéns a partir da Medida Provisória (MP) 592/94, que implantou o Plano Real. No entanto, em 2004, a prática foi proibida após um entendimento do Superior Tribunal de Justiça. O CEO de uma rede de clínicas médicas, Rafael Teixeira, avalia que, com a aprovação do projeto, podem surgir oportunidades como parcerias estratégicas entre farmácias e supermercados. “Há espaço para construir modelos de colaboração que garantam que os pacientes tenham acesso a consultas médicas antes da compra de medicamentos, assegurando um uso seguro e eficaz, além do aumento na demanda por um atendimento acessível”. “Por outro lado, a medida pode trazer desafios, como o crescimento da automedicação. A venda desses produtos em supermercados pode levar ao uso inadequado, resultando em erros no tratamento e agravamento de doenças”, complementa. Teixeira defende que a melhor forma de integrar o setor farmacêutico aos serviços de saúde é garantir que o paciente passe primeiro por uma consulta médica qualificada em um ambiente adequado e especializado, como uma clínica ou consultório, antes de adquirir qualquer medicamento. “Essa mudança não deve beneficiar apenas o varejo, mas sim impulsionar um modelo que fortaleça o acesso seguro e qualificado à saúde no Brasil”.   Setor farmacêutico é contra Por meio de nota enviada ao Edição do Brasil, o CEO da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, destacou que, caso aprovada, a medida seria desastrosa para o setor. “MIPs são um segmento essencial das farmácias e representam cerca de 30% das vendas. Autorizar a comercialização em supermercados, apenas para adicionar mais uma categoria de vendas, provocaria um desequilíbrio econômico em um setor que funciona bem e é respeitado mundialmente”. “O custo operacional de uma farmácia é elevado. Provavelmente, haveria um efeito rebote com o aumento no preço dos medicamentos de prescrição, impactando negativamente a saúde da população, especialmente dos mais pobres”, acrescenta. Barreto também rebateu o argumento de que os preços desses medicamentos seriam até 35% mais baixos nos supermercados, classificando essa informação como enganosa. “Monitoramos os preços de mais de mil itens comuns a farmácias e supermercados, e constatamos que esses estabelecimentos vendem mais caro em 50% das vezes”. Também por meio de nota, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) alertou que a medida poderia trazer prejuízos à saúde pública. “Ao liberar a venda de medicamentos isentos de prescrição (mas não de riscos) nos supermercados, o governo permitirá o acesso a preços mais baixos, porém, sem orientação adequada, em um país onde cerca de 90% dos brasileiros se automedicam. O resultado será, sem dúvida, um impacto ainda maior para o Sistema Único de Saúde (SUS), que já gasta R$ 60 bilhões por ano com danos causados pelo uso inadequado de medicamentos”. O CFF ressaltou que, segundo dados do Ministério da Saúde, os casos de intoxicação aumentaram 23% entre 1993 e 1995, quando a venda dos MIPs foi permitida em supermercados. Na década seguinte, com a volta da comercialização exclusiva em farmácias, houve queda nos registros de intoxicação. Entre 2007 e 2009, a redução foi de 14%. A entidade ainda repudiou qualquer medida que possa precarizar o trabalho farmacêutico e afirmou esperar que a consciência técnica e a ética prevaleçam na tomada de decisão.

23 milhões de crianças em idade escolar têm problemas de visão

  De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, cerca de 23 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos apresentam problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo. A ausência de um acompanhamento adequado pode impactar o desempenho em sala de aula e reduzir a motivação delas para ir à escola e estudar em casa. Segundo a oftalmopediatra Lara Seixas, é fundamental que pais e responsáveis fiquem atentos a possíveis sinais de dificuldades visuais nos filhos. “Em casa, eles devem observar se a criança ou adolescente se aproxima demais da televisão ou de objetos, lacrimejam excessivamente, demonstra sensibilidade à luz, reclama de dor de cabeça e nos olhos, sofre quedas frequentes, desvia os olhos involuntariamente ou fecha os olhos para tentar enxergar melhor”. “Na escola, sinais como baixo rendimento acadêmico, dificuldade de aprendizado, necessidade de sentar-se mais próximo ao quadro para acompanhar a aula ou copiar do caderno do colega também são indicativos da necessidade de uma avaliação oftalmológica”, acrescenta. A oftalmopediatra reforça que crianças e adolescentes devem passar por consultas oftalmológicas de rotina periodicamente, mesmo na ausência de queixas, e a qualquer momento em que apresentem algum sintoma ou sinal de problema visual. “Muitas vezes, esse público ainda não tem a percepção da dificuldade visual e, por isso, não se manifesta. Os cuidados com a saúde ocular devem incluir uma alimentação equilibrada, o uso moderado de telas conforme a faixa etária e o estímulo a atividades ao ar livre e em contato com a natureza”.   Uso de telas Lara explica que o uso excessivo de telas pode comprometer a visão de crianças e adolescentes. “Isso pode causar distúrbios na superfície ocular, como olho seco, e, quando utilizadas muito próximas aos olhos, favorecer ou agravar a miopia e o estrabismo. Para minimizar os impactos, é essencial respeitar o tempo máximo de uso por faixa etária, além de adotar medidas como fazer pausas regulares e optar por ambientes bem iluminados”. Passar tempo excessivo diante das telas também pode gerar impactos psicológicos e comportamentais nesse público. “O primeiro deles é a desatenção. Elas podem desenvolver um quadro de distração acentuado e, em alguns casos, até apresentar sinais semelhantes a um vício. A criança pode ficar mais irritada, ansiosa e ter dificuldades de concentração e socialização, prejudicando o desenvolvimento de habilidades interpessoais. A longo prazo, o uso demasiado pode levar à dependência de telas e comprometer o crescimento social e emocional, uma vez que ela não estará interagindo com outras pessoas”, explica a doutora em psicologia Catiele Reis. Ela recomenda que crianças e adolescentes utilizem telas por, no máximo, duas horas diárias. “Os pais também devem dar o exemplo. Não adianta impor limites se eles próprios estão sempre no celular. É importante reservar um tempo para interagir com os filhos. Estratégias como restringir o uso, principalmente à noite, próximo à hora de dormir, e oferecer alternativas como jogos de tabuleiro e quebra-cabeças para reduzir o tempo de tela”. “Os pais também precisam incentivar atividades ao ar livre e investir em momentos de qualidade com os filhos, promovendo passeios e estimulando um equilíbrio maior entre a conectividade e a vida real”, acrescenta. Sobre a proibição dos celulares nas escolas, Catiele avalia que a medida é um primeiro passo. “As escolas têm exigido muito a utilização das tecnologias. É necessário um trabalho de conscientização sobre o uso responsável dos dispositivos e a importância do retorno à socialização”, conclui.

Memorial Brumadinho relembra a história das vítimas da tragedia

Nascido a partir da mobilização dos familiares das vítimas do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, o Memorial Brumadinho foi inaugurado para salvaguardar segmentos corpóreos de vítimas e honrar as 272 vidas ceifadas na tragédia, sendo 251 trabalhadores, dois nascituros, além de moradores da comunidade e turistas. O local está aberto à visitação pública, com entrada gratuita. O espaço é um memorial in situ, construído no local onde o desastre ocorreu, e abriga um bosque com 272 ipês-amarelos, plantados em homenagem a cada uma das vítimas. “Dizem que o ipê-amarelo representa força e vitalidade porque tem a capacidade de florescer intensamente mesmo em condições adversas. Na inauguração, afirmei que nós, familiares das vítimas, somos parceiros na esperança, porque não ficamos presos ao dia 25 de janeiro de 2019. A dor e a saudade, estamos transformando em resistência, em defesa da vida e solidariedade. Nossa esperança rima com transformação, com mudança”, destaca o presidente do conselho curador do Memorial Brumadinho, Vagner Diniz. Além do bosque, o espaço conta com uma escultura-monumento, um ambiente meditativo, uma drusa de cristais, duas salas de exposição e um local dedicado à guarda digna e honrosa dos segmentos corpóreos das vítimas. “É um momento em que apresentamos esse lugar tão importante, que honra e mostra quem são as pessoas dessa tragédia, indo além dos números. Ao mesmo tempo, é um espaço que contará essa história sob a perspectiva dos familiares. Não a versão oficial, mas a deles. Estamos abrindo este memorial para que todos possam conhecer, se identificar e também compreender sua importância nesse processo de luta”, afirma a presidente da Fundação Memorial Brumadinho, Fabíola Moulin. Diniz ressalta que, desde o início do projeto, a comunidade foi incentivada a participar da construção e organização do memorial. “Isso aconteceu já na escolha, pelos familiares, do projeto arquitetônico vencedor. Posteriormente, processos de escuta dos parentes, visitas prévias ao local e diálogos com associações ajudaram a dar ao memorial contornos nos quais familiares e moradores da região se reconhecem. É para isso e sobre isso que ele existe”. Para o presidente do conselho curador, o espaço surgiu com o propósito de tornar visível um acontecimento que tende a ser apagado e silenciado. “Na nota conceitual do memorial, manifestamos o entendimento de que as instituições de memória têm como um dos objetivos instituir espaços onde a cultura dos direitos humanos e dos valores democráticos se convertam em fundamentos éticos compartilhados, de modo que as violências abordadas não se repitam, em uma clara dimensão de produção social da memória. Esse entendimento carrega esperança. Podemos apontar novos caminhos para uma mineração responsável, que priorize a vida acima de tudo, e formas de engajamento da sociedade para um viver sustentável, sem devastar a natureza, compreendendo que somos parte dela”, conclui. Serviço:Memorial BrumadinhoEndereço: Rua Hum, 100, Bairro Córrego do Feijão – BrumadinhoFuncionamento: quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 Informações:Site: memorialbrumadinho.org.brInstagram: @memorial.brumadinho