Exercício físico é um aliado contra doenças causadas pelo sedentarismo

Com a rotina cada vez mais acelerada e marcada por longos períodos de inatividade, o sedentarismo se tornou um dos principais inimigos da saúde no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que cerca de 300 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de doenças associadas à falta de atividade física. De acordo com o médico André Franci, a combinação entre exercícios de musculação e atividades aeróbicas é fundamental para reduzir o risco elevado de mortalidade associado à inatividade física, sobretudo no que se refere às doenças cardiovasculares, principal causa de óbitos no Brasil. “Cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada estão associados à redução desses riscos, e há benefícios adicionais com um maior tempo de exercício. Para os idosos, essa carga deve ser complementada com exercícios de equilíbrio e flexibilidade”. O treinador Daniel Silva destaca que as academias de musculação são vistas pelos profissionais da área como um dos ambientes mais seguros para acolher iniciantes que desejam abandonar o sedentarismo. Isso porque o espaço oferece um contexto controlado e adaptável às necessidades específicas de cada aluno. “Ao recebermos pessoas com esse perfil, realizamos uma avaliação e sempre respeitamos seu condicionamento físico. Isso não apenas garante a segurança e evita lesões, mas também contribui para mantê-las motivadas e assíduas”, ressalta o profissional. Silva acrescenta que um bom recurso para engajar esse público é incentivá-lo a refletir sobre os impactos positivos da prática regular. “Uma dica muito importante é perguntar se as tarefas do dia a dia têm se tornado mais fáceis em comparação com o período anterior ao início dos treinos. Isso ajuda a criar uma consciência do quanto a atividade tem melhorado sua qualidade de vida”. Outro aspecto relevante, segundo o treinador, é que as academias oferecem estratégias para treinos curtos e eficientes, alternativa valiosa diante da recorrente justificativa da “falta de tempo” para a prática esportiva. “Aqueles 150 minutos semanais podem ser fracionados em sessões breves. No ambiente da academia, é possível adotar métodos voltados à otimização do tempo, como o treinamento intervalado de alta intensidade e os bi-sets”. A publicitária Mariana Lopes, após anos de inatividade, decidiu mudar sua rotina e, hoje, colhe os frutos da nova escolha. “Comecei a treinar musculação por recomendação médica, mas rapidamente percebi os efeitos positivos. Hoje, tenho mais energia, durmo melhor e minhas dores nas costas praticamente sumiram. Sem falar na autoestima, que melhorou muito desde que comecei a treinar com regularidade”.

Fotografias revelam a magia do Sairé em mostra na CâmeraSete

Até o dia 30 de abril, o visitante da CâmeraSete – A Casa de Fotografia de Minas Gerais poderá visitar a exposição “Sairé”. O nome se refere ao tradicional festival de mesmo nome, realizado sempre no mês de setembro, na vila de Alter do Chão, no Oeste do Pará. A celebração é uma manifestação folclórico-religiosa que incorpora o louvor ao Divino Espírito Santo, originário da tradição cristã, elementos da natureza e o folclore indígena. A entrada é gratuita. De acordo com o curador da exposição, Alexandre Baena, o processo de escolha das imagens foi feito com base no roteiro da expografia, que tem como fundamento o rito religioso, destacando os elementos centrais do louvor à Santíssima Trindade em Alter do Chão. “Após essa introdução, as imagens que retratam esse momento de devoção, entramos no lado profano, com as telas que têm a narrativa apresentada na disputa dos Botos. Porém, na exposição, as telas mostram uma história única, em que o Boto animal faz a transfiguração em homem, seduzindo a mulher, vindo a morte pela revolta de terceiros ao ato de sedução, e sendo salvo pelo Pajé e Encantados, que trazem o Boto de volta à vida. Uma narrativa apresentada nas telas com partes da apresentação dos Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa. Através deste roteiro, a seleção das imagens foi feita e, entre as mais de mil fotos, temos as 14 expostas na CâmeraSete”. Baena lembra que, desde 2023, projetos de itinerância fotográfica têm levado a riqueza do Pará às cinco regiões brasileiras. Começando pela Marujada de Bragança, depois os Povos Originários de Juruti, os romeiros, promesseiros e peregrinos do Círio de Nazaré e, agora, o Sairé. “Uma festividade incrível, que mostra a conexão entre religiosidade e os povos tradicionais, com seu Rito Religioso, onde encontramos semelhança com a Marujada de Bragança e a disputa dos Botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, que é apresentada em um teatro a céu aberto, semelhante à disputa dos povos originários de Juruti. Então, essa exposição é como a união das duas primeiras, tendo um colorido e uma energia diferenciada, afinal, é uma festividade com mais de 300 anos de duração”, ressalta. “Levar a riqueza cultural do Pará e fazer o convite para que todos possam vir viver essa festividade única é uma oportunidade imperdível, e a nossa expectativa é de plantar o convite e a vontade de viver o Sairé em cada visitante da exposição, tornando-o um multiplicador de informações sobre a cultura do Pará e capaz de criar memórias incríveis”, acrescenta. Após a passagem por BH, “Sairé” terá como destino os estados da Bahia e Amazonas, antes do seu encerramento em Santarém, no Pará. “Levar a exposição para lá é voltar ao berço do Sairé. Alter do Chão é território Borari, um lugar cheio de pertencimento, então mostrar as telas para os agentes dessa festividade única é o agradecimento pela salvaguarda de uma tradição importantíssima para o Pará. Eles são os Guardiões do Sairé e da Disputa dos Botos, e sem eles essa exposição nunca existiria. Então é muito emblemático encerrar durante a festividade, celebrando com quem vive o Sairé”, finaliza Baena. Sobre o Sairé Festa que acontece anualmente em Alter do Chão, durante uma semana, com origem no século 17. Antes, era um ritual indígena, mas foi adaptado pelos jesuítas com ointuito de catequizar os povos que residiam nas Américas. Atualmente, reúne tradições do povo Borari, costumes dos povos ribeirinhos e influências religiosas católicas. Em 1943, a festa foi proibida pelos franciscanos, sendo retomada mais de 20 anos depois, quando os moradores da vila resolveram resgatar a celebração como uma manifestação folclórica, desvinculada da Igreja Católica, e celebrada novamente pelo povo Borari junto com a festa de Nossa Senhora da Saúde, padroeira da região. Serviço“Exposição Sairé”Horário: terça a sábado, das 9h30 às 21hLocal: CâmeraSete – Casa de Fotografia de Minas GeraisEndereço: Avenida Afonso Pena, 737 – CentroEntrada gratuita

Mudança do “Minha Casa, Minha Vida” deve movimentar o mercado imobiliário

A Faixa 4 do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que será lançada em maio, atenderá ao público com renda familiar mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. A expectativa do Ministério das Cidades é de beneficiar 120 mil famílias apenas nessa faixa em 2025. Com essa mudança, a projeção da pasta é que até três milhões de novas unidades habitacionais sejam contratadas até o fim do ano que vem. Nessa nova faixa, o limite de valor do imóvel a ser financiado é de até R$ 500 mil, independentemente de suas características ou se ainda estiver na planta. Esses imóveis podem ser contemplados com uma taxa de juros de 10,5% ao ano, que será subsidiada. O número de parcelas pode chegar a até 420 meses. Cerca de R$ 30 bilhões devem ser reservados para esses contratos. “A gente diminui a taxa de juros e aumenta o número de parcelas para ficar mais suave e as pessoas poderem realizar o sonho da casa própria”, declarou o ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista ao programa Voz do Brasil. O diretor comercial da BRZ Empreendimentos, Anderson Lopes Morais, avalia como positiva a mudança no “Minha Casa, Minha Vida”. “Essas famílias, que antes eram forçadas a recorrer a financiamentos com condições comerciais desfavoráveis, agora terão acesso a juros mais baixos e maior prazo para pagamento. Elas terão cinco anos a mais do que antigamente era financiado para essa faixa de renda dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que é de 360 meses”. “Outro ponto importante é que, dentro do programa, o comprometimento de renda impacta em 30%, enquanto no SBPE era de 25%. Com certeza, essa Faixa 4 é muito atrativa e amplia significativamente as oportunidades para o setor imobiliário brasileiro”, acrescenta. Sobre o modelo proposto pelo governo, Morais acredita que será melhor para o consumidor. “Hoje, percebe-se que no SBPE somente o cliente A está tendo aprovação. Trazendo esse cliente dessa faixa para dentro do programa, o índice de aprovação vai aumentar muito. Além de ter esses diferenciais de prazo de financiamento, bem como o comprometimento de renda, que pode ser maior no ‘Minha Casa, Minha Vida’, há ainda a destinação do funding, que é importante para que essas pessoas possam realizar sua contratação habitacional no decorrer do ano. Acho que poderíamos ter uma diferença maior na taxa de juros. No SBPE, a Faixa 4 tem uma variação em torno de 0,26%, que é significativa, mas poderia ter sido melhor, reduzindo um pouco mais”. “A criação da Faixa 4, aliada ao fortalecimento institucional e à modernização do programa, aponta para um novo ciclo de crescimento no setor popular e de médio padrão. O ‘Minha Casa, Minha Vida’, em 2025, tem tudo para ser uma alavanca econômica relevante, com impactos sociais profundos na redução do déficit habitacional, crescimento inclusivo e desenvolvimento urbano”, afirma Morais. Impactos na economia A criação da nova faixa no “Minha Casa, Minha Vida” tem potencial para dinamizar o mercado imobiliário nas regiões metropolitanas, acredita Morais. “O limite de R$ 500 mil e as condições financeiras mais atrativas viabilizam o acesso da classe média a imóveis em áreas mais valorizadas, onde anteriormente havia dificuldade de compra e as condições de construção também eram difíceis dentro dos limites do programa. Isso é um grande atrativo”. De acordo com o ministro das Cidades, a opção pelo financiamento total de imóveis na planta visa impulsionar a economia. “Com isso, a gente também está de olho em fazer com que mais oportunidades de emprego estejam disponíveis. O ‘Minha Casa, Minha Vida’ também quer ajudar a economia, gerar emprego e renda. E tem dado resultado. No ano passado, mais da metade de tudo que foi lançado no Brasil, em termos do mercado imobiliário no setor da construção civil, foi pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’. Isso fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil crescesse 5,1%, acima do que cresceu o PIB do Brasil (3,4%)”.

PEC das Domésticas faz 12 anos e informalidade ainda preocupa

  A Emenda Constitucional nº 72/2013, conhecida como PEC das Domésticas, completou no início de abril 12 anos da promulgação. A partir de sua regulamentação, com a Lei Complementar nº 150/2015, os trabalhadores domésticos passaram a ter uma série de direitos trabalhistas, como o estabelecimento de jornada padrão de 8 horas diárias e 44 horas semanais, com possibilidade de regime de tempo parcial (até 25 horas semanais), o pagamento de horas extras, adicional noturno, o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o direito a receberem o seguro-desemprego e o salário-família. O advogado trabalhista Bernardo Lage destaca que essa legislação específica trouxe um marco civilizatório no reconhecimento dos trabalhadores domésticos como sujeitos plenos de direitos trabalhistas. “As regras trouxeram uma série de direitos inéditos ou ampliados para esses trabalhadores. A jornada de trabalho, por exemplo, era frequentemente flexível e sem limites claros, levando a longas horas de trabalho sem a devida remuneração”. O presidente do Instituto Doméstica Legal, Mario Avelino, avalia como positivo o impacto causado pela PEC. “Antes da promulgação, tínhamos um milhão de trabalhadores e, no máximo, 100 mil eram formalizados. No último balanço da PNAD, esse número estava em 1,3 milhão, entre dezembro de 2024 e fevereiro deste ano”. Apesar do crescimento no número de trabalhadores formais, a informalidade ainda é alta. Segundo o Instituto, 75,64% dos 4,3 milhões de trabalhadores da categoria estão na informalidade. De acordo com Avelino, a diminuição da renda dos empregadores foi um dos motivos para esse aumento. “Eles estão procurando opções de automatizar as casas com utensílios eletrônicos. A pandemia mexeu com a economia e gerou muitas demissões”. Lage destaca que os custos para o pagamento dos encargos sociais são um obstáculo para os patrões. “A complexidade burocrática atrapalha a formalidade. Embora o eSocial Doméstico tenha simplificado alguns procedimentos, muitos empregadores ainda encontram dificuldades em entender e cumprir todas as obrigações cadastrais, de folha de pagamento, registro da jornada e recolhimento de tributos. A falta de familiaridade com plataformas digitais e a necessidade de informações detalhadas podem ser consideradas grandes barreiras”. “O desconhecimento da lei contribui para a alta informalidade. Tanto empregadores quanto empregados podem desconhecer integralmente seus direitos e deveres previstos na Lei Complementar nº 150/2015. A falta de informação clara e acessível sobre os benefícios da formalização e os riscos da informalidade contribui para a perpetuação do problema”, acrescenta. Avelino ressalta que o momento é de incentivar empregadores e empregados a estarem na formalidade. “No caso do empregado, estamos trabalhando desde 2023 para que ele tenha o abono salarial, único direito que ele ainda não tem. Para o empregador, uma sugestão é voltar a dedução do INSS no Imposto de Renda. Isso diminuiria o custo do empregador e estimularia a formalidade. O governo tem que ser eficaz na fiscalização para pressionar os empregadores ilegais”.   Erros comuns Mesmo com os avanços trazidos pela PEC das Domésticas, algumas falhas ainda ocorrem devido à falta de informação e à resistência à formalização da relação de trabalho, explica Lage. “O principal erro ainda é não registrar o empregado doméstico. Muitos acham que manter na informalidade ajuda a evitar as questões de burocracia e custos, mas é justamente o contrário. A informalidade expõe o empregador a ações trabalhistas na Justiça e multas que, a longo prazo, acabam saindo muito mais caras”. A ausência de controle de jornada e o desrespeito aos intervalos de descanso e alimentação, além de falhas na concessão de férias e no pagamento de benefícios obrigatórios, são erros frequentes. “O ideal é se planejar para conceder as férias no prazo legal e pagar os direitos no tempo correto”, conclui.

Sintomas de Parkinson vão além dos tremores

  Doença que atinge cerca de 200 mil brasileiros, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença de Parkinson acontece devido à degeneração das células situadas em uma região do cérebro chamada substância negra. Elas produzem a dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição dela afeta os movimentos do paciente, causando os sintomas. A doença pode afetar qualquer indivíduo, mas tende a atingir os mais idosos. A grande maioria das pessoas, geralmente, apresenta os primeiros sintomas a partir dos 50 anos. Porém, também pode surgir em idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros. O neurologista Augusto Coelho explica que cerca de 80% dos pacientes com Parkinson têm tremores, mas esclarece que esse não é um sintoma definidor para o diagnóstico da doença. “O mais importante é a lentidão, pois, sem ela, não tem como fazer o diagnóstico. Outro sintoma que é muito marcante também é uma rigidez nos braços e pernas, que causa dores aos pacientes em muitos casos”. “Hoje nós sabemos que existe uma série de outros sintomas não motores que podem acontecer até muito mais precocemente do que o tremor e a lentidão. Por exemplo, destaco o intestino preso, alguns distúrbios do sono e dificuldade em sentir os cheiros, que podem acontecer até dez anos antes do tremor e da lentidão”, acrescenta. A aposentada Cleide Lovato recebeu o diagnóstico de Parkinson aos 45 anos. “Comecei a perceber um pequeno tremor no meu dedo, o polegar da mão esquerda, e depois percebi que a minha perna esquerda estava arrastando quando eu caminhava. Fui em busca de um neurologista para saber o que estava acontecendo. Hoje em dia, consigo fazer serviços domésticos, além de manter uma rotina de cuidados contando com terapias coadjuvantes da doença. Não esconda a doença, mantenha sua rotina de atividades o mais próximo possível do que você fazia antes”.   Diagnóstico Coelho destaca que o diagnóstico para o Parkinson acontece a partir de uma avaliação clínica. “Buscamos verificar se o paciente está com um histórico condizente com a evolução clínica da doença e, especialmente, com exame neurológico e exame físico, procurando tremor, lentidão e rigidez. Exames de imagem podem ser usados, mas para descartar outras possibilidades”.   Conscientização é importante Ele avalia que quanto mais a população compreender a doença, mais fácil será dar um suporte aos pacientes. “Uma das formas é a sociedade se organizar para conseguir que eles tenham esse acompanhamento multidisciplinar. No dia a dia, respeitar as limitações que esses pacientes podem ter ao longo da vida é algo essencial”. Os pacientes e também familiares devem ficar atentos à oferta de tratamentos milagrosos para a cura da doença nas redes sociais, lembra o neurologista. “Qualquer tipo de tratamento que esteja fora do que foi estudado pela comunidade científica deve ser verificado em fontes confiáveis”, finaliza.   Mês da tulipa vermelha O quarto mês do ano é dedicado à conscientização da doença. Desde 1998, no dia 11 de abril é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson.

Comissão aprova projeto sobre corredores ecológicos em Minas

  A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, em primeiro turno, uma mudança na Lei nº 20.922, de 16 de outubro de 2013, que dispõe sobre as políticas florestais e de proteção à biodiversidade no Estado. De autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), o Projeto de Lei (PL) nº 1.106/2023 acrescenta mais um inciso ao artigo 117 da lei, determinando a criação de mecanismo de fomento a mapeamento, reconhecimento e instituição de corredor ecológico. Em seu parecer, o relator do PL e presidente da Comissão, deputado Tito Torres (PSD), destacou que os corredores ambientais configuram um relevante instrumento de gestão e ordenamento territorial. “Os corredores são instituídos com base em dados diversos, como estudos sobre deslocamento de espécies, o espaço necessário para elas e a distribuição de suas populações”. “Em Minas Gerais, além do objetivo de interligar fragmentos florestais, os corredores ecológicos configuram uma forma de planejamento para priorização de áreas para restauração, podendo se articular com o Programa de Regularização Ambiental”, acrescentou. Durante a leitura do seu parecer, o parlamentar lembrou que, em fevereiro do ano passado, foi criado o Corredor Ecológico Serra da Moeda-Arêdes, interligando o Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda e a Estação Ecológica Estadual de Arêdes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). “Seu objetivo é permitir a conexão entre os ambientes campestres e florestais da Unidade de Conservação”. Outros requerimentos também foram aprovados. Dentre eles, o pedido de realização de audiência pública para debater as ameaças à área de proteção ambiental abrangida pelo Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, em razão da atividade minerária existente no entorno da unidade de conservação e da previsão de construção de uma estrada no interior do parque para o escoamento de minério. A comissão também aprovou que os temas “Segurança de barragens de rejeitos e de pilhas de estéril e de rejeitos de mineração” e “Acompanhamento das ações necessárias para mitigar a degradação ambiental da Lagoa da Petrobras” foram escolhidos para serem submetidos a monitoramento no Tema em Foco, edição 2025-2026, no âmbito do Assembleia Fiscaliza.

Instituto leva educação financeira a crianças da rede pública na RMBH

Levar a educação financeira para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos é a iniciativa do Instituto Marina e Flávio Guimarães (IMFG), que já atendeu, em 2025, mais de 600 crianças de cinco escolas da rede pública em Belo Horizonte, Contagem e Ibirité. A estratégia foi baseada na divulgação do livro “Bemi: Lições de Valor – Uma Aventura Financeira”, que está disponível para download gratuito na Amazon. Na obra, o esquilo Bemi e sua turma embarcam em uma viagem pela história do dinheiro e aprendem conceitos como inflação, juros e crédito de maneira simples e descomplicada. De forma divertida, a autora apresenta o verdadeiro valor do dinheiro e orienta sobre como fazer um planejamento familiar saudável e colaborativo. A diretora-executiva do IMFG, Rosana Aguiar, explica que a ideia surgiu como uma forma de levar a educação financeira ao público-alvo de maneira acessível. “O tema é muito importante no Brasil, para que, desde cedo, as pessoas aprendam a cuidar bem de suas finanças para adquirir bens e ter dinheiro”. A autora do livro, Flora Manga, conta que diversos materiais foram consultados para a construção da obra. “Falamos de conceitos complexos como juros, empréstimos, cartão de crédito e apostas, além da origem do dinheiro e do momento em que o homem deixou de usar o escambo como moeda de troca e passou a criar um sistema monetário, dando início ao comércio. Acabamos tratando o tema em uma linguagem bem didática, que ficou acessível para todos”. “Em uma linguagem lúdica, as crianças têm a chance de pensar e refletir. A educação financeira vai sendo ensinada ao longo de uma jornada literária. Isso é maravilhoso, pois torna o conteúdo mais atrativo”, acrescenta. Ela avalia que “Bemi: Lições de Valor – Uma Aventura Financeira” pode contribuir para que as próximas gerações tenham um maior cuidado com suas finanças. “Uma das coisas que abordamos é a ideia do consumo consciente. Acredito que a educação financeira precisa começar na infância, para que cresça junto com a criança e ela internalize que a estabilidade financeira depende de tempo. Não se adquire estabilidade financeira nem se atingem metas sem um planejamento de longo prazo”. Entre fevereiro e março, as crianças contempladas puderam assistir à contação de histórias com Flora e também participar. “Fiquei muito surpresa com o interesse delas e com o fato de que tinham consciência de que a família tinha problemas financeiros ou já havia passado por essa situação. Elas não ficaram intimidadas. Isso faz com que reflitam que a vida tem um custo e que nada chega como mágica”. Rosana revela que o impacto foi positivo. “Recebemos mensagens dizendo que a linguagem era muito simples e o conteúdo ajudava as crianças a entenderem mais sobre o assunto. Estamos fechando parcerias com escolas e prefeituras para que o livro seja um material complementar no ensino de matemática em sala de aula”. Outros projetos sobre educação financeira estão sendo desenvolvidos para o público infantojuvenil e também para idosos, destaca Rosana. Ela acredita que é responsabilidade das instituições financeiras levar esse tema adiante. “Isso tem a ver com cidadania. Quanto mais pessoas no Brasil entenderem sobre educação financeira, mais chances teremos de crescimento e desenvolvimento”, finaliza.

Índice de confiança do consumidor de BH tem nova queda em março

O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead), fechou o mês de março com 39,24 pontos. Em relação a fevereiro, a redução foi de 4,15%. É a menor pontuação desde agosto de 2024. Já no acumulado de 2025, a queda é de 10,02%. De acordo com o economista do Ipead, Diogo Santos, o resultado de março ocorreu devido a fatores macroeconômicos. “Os juros elevados inibem as possibilidades de consumo das famílias de bens de maior valor, e a inflação prejudica o poder de compra”. Segundo a Fundação, a variação negativa do ICC-BH ocorreu devido à queda na percepção da população em cinco dos seis componentes do índice em relação a fevereiro. A pesquisa captou uma piora na percepção da população em relação à situação econômica do país (-14,13%), pretensão de compra (-9,34%), situação financeira da família em relação ao passado (-3,53%), emprego (-2,45%) e à situação financeira da família atual (-1,30%). Santos explica que a piora na percepção da situação econômica do Brasil gera um desconforto à população. “Isso está certamente relacionado às consequências das taxas de juros elevadas e do aumento dos preços. Empréstimos e financiamentos ficam mais caros ou mesmo impeditivos, as empresas arrefecem a contratação de mão de obra, e o equilíbrio das contas familiares fica mais difícil”. “No curto prazo, os consumidores cortam produtos considerados não essenciais ou adiam a compra de um novo bem, como um celular, eletrodoméstico ou a troca de automóvel”, complementa. Por outro lado, somente a percepção quanto à inflação apresentou melhora de 0,84% em março. Segundo o economista, o resultado possivelmente está relacionado ao fato de ter ocorrido uma estabilização dos preços de alimentos ao longo do mês anterior. “Mas, nas últimas semanas, percebemos novas elevações nesses itens. Nos próximos meses, o comportamento do consumidor dependerá da trajetória dos preços, que tende a ser mais controlada por conta da valorização cambial que está ocorrendo agora, e também da trajetória da geração de emprego, que já apresenta sinais de estar arrefecendo, o que é o resultado buscado pela política monetária”, afirma Santos. Redução em outros índices Ainda segundo o Ipead, o Índice de Expectativa Econômica do País (IEE) caiu 5,49% em março. A piora na percepção da população em relação à situação econômica do país e ao emprego foi o fator responsável por essa queda. Já o Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF) também registrou queda de 3,12% em relação a fevereiro de 2025. O resultado foi puxado pelas diminuições da pretensão de compra (-9,34%), situação financeira da família em relação ao passado (-3,53%) e situação financeira da família atual (-1,30%).

País reciclou 410 mil toneladas de garrafas PET pós-consumo

De acordo com dados do Censo da Reciclagem do PET no Brasil, 410 mil toneladas de embalagens PET pós-consumo foram recicladas no país em 2024. Isso representa um aumento de 14% em relação a 2022, quando 359 mil toneladas foram reaproveitadas. Do total da resina reciclada, 37% foram destinadas à fabricação de novas embalagens (preformas e garrafas), seguidos pelo setor têxtil (24%), indústria química (13%), lâminas e chapas (13%), fitas de arquear (10%) e outras aplicações (3%). A indústria da reciclagem de garrafas registrou, no período, um faturamento de aproximadamente R$ 5,66 bilhões. A maior parte dos rendimentos fica com catadores, cooperativas e sucateiros. Para entender melhor o setor, o Edição do Brasil conversou com o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), Auri Marçon. O que contribuiu para o avanço de 14% em dois anos? O crescimento neste período reforça uma trajetória de sucesso impulsionada por três fatores. Primeiro, o esforço de quase três décadas da indústria do PET para criar demanda pela resina reciclada, garantindo sua viabilidade econômica. Em segundo lugar, os investimentos em tecnologia e infraestrutura por parte dos recicladores, tornando o Brasil referência mundial na reciclagem de PET. Por fim, os avanços tecnológicos recentes permitiram que o material reciclado atingisse a mesma qualidade do PET virgem, viabilizando o processo bottle to bottle e fortalecendo a circularidade do PET. Como esse aumento da reciclagem tem impactado socialmente e economicamente esses trabalhadores? O PET é o material com melhor valor de mercado, depois do alumínio. No entanto, o alumínio praticamente não é mais encontrado descartado para coleta e reciclagem, devido ao alto índice de reaproveitamento. Por esse motivo, em termos de volume de receita, o PET é o material que melhor remunera os catadores. Há uma forte demanda pelas embalagens e podemos dizer que ele contribui significativamente para o resgate da cidadania e para a renda desses profissionais, que estão na base da cadeia produtiva. Quais medidas podem ser adotadas para melhorar a coleta seletiva e garantir um maior aproveitamento das embalagens descartadas? Chegamos a um ponto em que um aumento no volume reciclado dependerá de mudanças estruturais, previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas ainda não implantadas. A PNRS estabelece que a gestão dos resíduos sólidos é uma responsabilidade compartilhada, envolvendo cidadãos, poder público e indústria. É fundamental que o consumidor tenha consciência ambiental e faça o descarte adequado das embalagens, separando-as do lixo orgânico. Cabe ao poder público implantar sistemas robustos de coleta seletiva, que permitam o resgate dos materiais descartados para que cheguem à indústria e sejam reciclados. No entanto, poucos municípios investiram na coleta seletiva. Como consequência, um volume imenso de embalagens descartadas pelos consumidores continua sendo encaminhado para aterros sanitários ou descartado incorretamente no meio ambiente. Há potencial para um incremento no faturamento nos próximos anos?Sim, existe um potencial significativo, uma vez que há uma demanda reprimida por PET reciclado que não está sendo atendida devido à baixa oferta. Apesar do trabalho realizado pelos catadores, a ampliação da reciclagem e do faturamento do setor só será possível quando o Brasil contar com sistemas públicos de coleta seletiva, cuja responsabilidade é das prefeituras. O que pode ser feito para que essa porcentagem aumente nos próximos anos?O setor privado tem cumprido seu papel. Para avançarmos, precisamos continuar contando com a conscientização da população, garantindo o descarte correto das embalagens após o consumo. E, principalmente, é essencial que as prefeituras cumpram seu dever e invistam na coleta seletiva, conforme determina a PNRS. Esse é o principal gargalo que impede o crescimento da indústria de reciclagem no Brasil.

Pesquisa aponta que metade dos brasileiros não pratica esportes

Segundo um levantamento realizado pela Brazil Panels Consultoria sobre os hábitos esportivos dos brasileiros, 50,2% dos entrevistados não praticam nenhum esporte. A inatividade é maior entre as mulheres, que representam 70% das pessoas que não fazem atividades físicas. Em relação aos jovens, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 84% são sedentários. “Essa alta taxa de inatividade, especialmente entre as mulheres, evidencia a necessidade urgente de políticas e iniciativas que incentivem a prática esportiva. Precisamos superar barreiras socioculturais e econômicas para ampliar o acesso ao esporte e promover hábitos mais saudáveis em todas as camadas da população”, defende o responsável pela pesquisa, Claudio Vasques. O estudo mostrou as modalidades preferidas por homens e mulheres. 27,1% delas apontaram a dança como a prática predileta, seguida por musculação (23,4%), corrida (12,4%), vôlei (7,3%), futebol (6,9%), natação (6,7%), ciclismo (3,4%) e outros (12,8%). Dentre os homens, o futebol, com 46,9%, é o favorito, seguido por musculação (10,7%), corrida (8,3%), ciclismo (6,3%), futsal (6%), artes marciais (4,9%), natação (4,4%) e outros (12,5%). O engenheiro civil Lucas Andrade acredita que a prática esportiva é essencial para manter a saúde física e mental. “O futebol é o meu escape da rotina estressante do trabalho. Depois de um jogo, me sinto renovado e muito mais disposto para encarar a semana. Além do bem-estar mental, percebo que minha resistência melhorou bastante. Antes, ficava cansado com poucos minutos de jogo, agora consigo manter um ritmo bom. Cada partida é um momento de descontração e amizade. A gente ri, brinca e se diverte, o que faz muito bem para a saúde emocional”. Cuidados com a alimentação Para quem está saindo do sedentarismo, a nutricionista Carla Fiorillo recomenda iniciar com atividades leves, como caminhadas, e aumentar gradualmente a intensidade. “Aliar uma alimentação equilibrada à prática regular de exercícios é a chave para uma vida mais saudável e ativa”. “Uma dieta balanceada fornece a energia e os nutrientes necessários para iniciar e manter uma rotina de exercícios, além de contribuir para a recuperação muscular e a saúde geral”, acrescenta. A nutricionista sugere estratégias alimentares para combater o sedentarismo também em jovens, adultos e idosos: Consuma carboidratos complexos: Alimentos como aveia, batata-doce e grãos integrais fornecem energia de liberação lenta, essencial para atividades físicas prolongadas. Inclua proteínas magras: Carnes brancas, como aves e peixes, leguminosas e tofu são exemplos de proteínas que auxiliam na construção e reparação muscular, fundamentais para quem está iniciando uma rotina de exercícios. Aposte em gorduras saudáveis: Abacate, nozes e azeite de oliva extravirgem contêm gorduras benéficas, que ajudam na produção hormonal e fornecem energia adicional. Hidrate-se adequadamente: A ingestão de água é vital para o funcionamento muscular e a prevenção de lesões. Consuma antioxidantes: Frutas vermelhas, verduras escuras e chás naturais combatem o estresse oxidativo causado pelo exercício físico. Há opção também de suplementar antioxidantes, depois de avaliação profissional.