Turismo de luxo no Estado é tema de uma websérie com mulheres 50+

A websérie Minas Para Elas | 50+, idealizada pelo Instituto Mineiridade e com estreia prevista para a segunda quinzena de junho, propõe uma viagem encantadora por destinos icônicos do estado, como Belo Horizonte, Ouro Preto e o Inhotim, em Brumadinho, sob o olhar de mulheres com mais de 50 anos, autônomas, experientes e apaixonadas por cultura, bem-estar e sofisticação. O conteúdo estará disponível no canal Lu sem filtro, no YouTube, e também será exibido na Rede Minas. Dividida em quatro episódios, a série acompanha influenciadoras maduras de diferentes regiões do Brasil em experiências que combinam luxo, história, natureza e sensibilidade. As protagonistas exploram o melhor do turismo mineiro com uma proposta que valoriza o olhar feminino na maturidade – um público que viaja com repertório e busca mais do que belas paisagens: procura conforto, gastronomia refinada, arte, acolhimento e infraestrutura de qualidade. A iniciativa é da diretora do Instituto Mineiridade, Ludmilla Araújo. “A série é fruto da escuta ativa de uma audiência ainda pouco representada nas campanhas de turismo. A maturidade é uma fase de descobertas e liberdade. A mulher 50+ viaja com consciência, autonomia e repertório, e tudo o que ela procura, Minas tem de sobra: acolhimento, cultura viva, boa mesa e paisagens encantadoras”, afirma. Sofisticação e mineiridade O roteiro contempla vivências de alto padrão, como a hospedagem no recém-inaugurado Vila Galé Collection Ouro Preto e um jantar no Palácio da Liberdade, com menu assinado pelo chef Leonardo Paixão, símbolo da sofisticação gastronômica de Minas. “Unimos o turismo de luxo com um sentimento de orgulho mineiro. Mostrar Minas sob esse olhar maduro é romper o preconceito de que viagens são só para os jovens”, destaca o produtor da websérie, João Pedro Gomes. “A gente quis muito colocar o barroco em destaque, com planos e detalhes que remetem à história de Minas. Tentamos trabalhar bastante com a sofisticação em contraste com a arte de vários artistas que compõem o acervo do Inhotim e também com a paisagem, já que Minas não tem praia, mas tem mares de montanhas. Acabamos misturando a elegância das mulheres participantes com um patrimônio que está preservado e com a gastronomia presente no imaginário mineiro”, explica o diretor Gabriel Silveira. A série valoriza o contraste entre o barroco das cidades históricas e a arte contemporânea de Inhotim. Segundo Ludmilla, algumas das participantes não conheciam nenhum desses locais. “Elas ficaram encantadas. Todas querem voltar. Isso mostra o potencial transformador da experiência turística quando há identificação”. Com mais de 5 milhões de seguidores somados nas redes das influenciadoras envolvidas, a repercussão da série promete ultrapassar as fronteiras de Minas. Já há planos para expandir o projeto para outros estados e até para Portugal, sempre com foco na mulher madura e em experiências culturais autênticas. Turismo em alta Minas Gerais recebeu mais de 32 milhões de visitantes em 2024, liderando o setor no país pelo segundo ano consecutivo. Com o crescimento de 11,8% na atividade turística, mais que o dobro da média nacional, o segmento já representa cerca de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mercado de café no Brasil pode faturar mais de R$ 22 bilhões

De acordo com um levantamento realizado pelo IPC Maps, devem ser gastos R$ 22,1 bilhões nas despesas relacionadas ao consumo de café em 2025. O número é 11% maior do que no ano passado, quando R$ 19,9 bilhões foram desembolsados. A sondagem considera os valores gastos com a compra do pó de café e cápsulas nas residências e também o que é consumido fora de casa. O responsável pela pesquisa, Marcos Pazzini, explica que apesar da alta nas despesas relacionadas ao café, não significa que o brasileiro esteja consumindo mais o produto na mesma proporção. “Verificamos aumento significativo nos valores do café moído nos últimos meses, além do fato que os cafés em cápsulas ganham cada vez mais espaço na residência dos brasileiros. Portanto, o avanço nos preços e as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros levaram a esta elevação de 11%”. “Observa-se também, principalmente nos grandes centros urbanos, o crescimento de cafeterias gourmet, onde os preços praticados são superiores aos dos pontos de venda tradicionais”, complementa. Queda nas vendas Segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Café, no acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, as vendas caíram -5,13%, passando de 5.010.580 sacas para 4.753.766 sacas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Pavel Cardoso, pontua que a redução é encarada como natural pelo setor. “É um comportamento sazonal, notadamente pelos aumentos acumulados nos últimos meses terem chegado mais fortemente às prateleiras nos meses de março e abril. No primeiro bimestre, houve alta desse consumo em volume comparado a 2024”. Cardoso lembra que em novembro do ano passado teve um incremento nas cotações do café arábica e robusta, fazendo com que supermercados e consumidores fizessem estoques. “Entre janeiro e fevereiro houve promoções dos próprios supermercados, quando recebiam tabelas da indústria fazendo a desova daquele volume adicionalmente comprado no mês anterior para os consumidores, que aproveitaram essas promoções e fizeram naturalmente um estoque adicional ao que é normalmente consumido nos seus lares”. Pazzini salienta que o consumo da população vem puxando o crescimento da economia nos últimos anos. “Aliado ao aumento da população empregada com carteira assinada, a tendência é que nos próximos anos continuemos a observar este avanço no consumo de café no Brasil”. Safra em 2025 A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que em 2025 sejam produzidas 55,7 milhões de sacas. Minas Gerais deve ser responsável por quase a metade da produção, cerca de 26,1 milhões de sacas. Segundo a Conab, o Estado deve ter uma redução de 7,1% em relação a 2024 devido ao ciclo de bienalidade negativa, aliada ao longo período de seca nos meses precedentes à floração. O presidente da Abic destaca que a safra de café deve ser ligeiramente menor em 2025, principalmente por questões climáticas. “As projeções apontam para uma redução na produção do café arábica. O recorte a partir de setembro, quando finalizarmos essa colheita e estivermos pensando na safra de 2026, poderemos observar uma retração nas cotações do café, podendo chegar às prateleiras dos supermercados ainda esse ano com preços mais convidativos aos consumidores”.
Defensorias Públicas registram recorde de atendimentos em 2024

As Defensorias Públicas do Brasil realizaram mais de 29,5 milhões de atendimentos em 2024, quase 20% a mais do que em relação ao ano anterior. O número de manifestações processuais também subiu, alcançando 25,9 milhões, alta de 45,3%. E os processos judiciais iniciados somaram 4,4 milhões. Os dados são da Pesquisa Nacional da Defensoria Pública 2025. Segundo o estudo, em Minas Gerais, a Defensoria Pública realizou 1.786.492 atendimentos no ano passado. O co-coordenador-geral da pesquisa, Júlio Camargo de Azevedo, destaca que o crescimento é resultado de múltiplos fatores. “De um lado, temos o agravamento de questões socioeconômicas, como endividamento familiar, desemprego e retração de políticas públicas. De outro, nota-se uma elevação importante na conscientização da população sobre seus direitos, impulsionada pela atuação institucional da Defensoria e por canais de informação mais acessíveis”. “Soma-se a isso a ampliação, ainda que gradual, da presença da Defensoria Pública em diversos Estados, bem como o uso crescente de ferramentas digitais, que vêm facilitando o atendimento remoto. Esses avanços têm permitido que mais pessoas encontrem na Defensoria, um caminho concreto para acessar a Justiça”, acrescenta. Sobre o número de manifestações processuais, Azevedo avalia que entregar mais com menos recursos é o maior desafio das Defensorias Públicas. “A equação é sustentada, em grande parte, pela dedicação e pelo compromisso de defensores, servidores e estagiários, que têm atuado com admirável senso de missão pública. Além disso, a incorporação de soluções tecnológicas e a modernização da gestão institucional vêm permitindo maior racionalização dos fluxos de trabalho. Ferramentas digitais têm sido fundamentais para otimizar a atuação e qualificar a prestação dos serviços, mesmo diante da limitação de quadros. Com mais estrutura e financiamento adequado, a Defensoria Pública certamente poderia alçar voos ainda maiores”. Conforme o levantamento, 52% das comarcas brasileiras (1.334 de 2.563) contam com atendimento regular. Em outras 1.029 comarcas (40,2%), o serviço é prestado de forma complementar, muitas vezes por meio da advocacia dativa. Azevedo aponta que a diferença de orçamento para outros órgãos da Justiça atrapalha o cumprimento da Emenda Constitucional nº 80/2014, que determina a presença da Defensoria em todas as comarcas. “Os orçamentos do Ministério Público e do Judiciário foram, respectivamente, 261,9% e 1.432,5% maiores do que os da Defensoria. Isso compromete seriamente a universalização da assistência jurídica gratuita”. “Outro entrave é o desvio de recursos públicos para o pagamento de advogados particulares designados para atuar em locais onde deveria haver atuação direta da Defensoria Pública. Embora a advocacia dativa suplementar exerça um papel relevante, ela não substitui a função pública da Defensoria, que vai além da judicialização”, completa. Em todo o Brasil, hoje são 7.520 defensoras e defensores públicos, o que equivale a um profissional para cada 31.107 habitantes. Quando se considera apenas a população em situação de vulnerabilidade, a média sobe para um defensor a cada 27.363 pessoas. Já na Justiça Federal, há apenas um defensor da União para cada 309.889 habitantes. Essa limitação impõe sobrecarga aos serviços jurídicos e compromete a universalização do acesso à Justiça, avalia o coordenador-geral da pesquisa. “A principal iniciativa para reverter esse quadro passa pela correção das distorções orçamentárias que afetam a Defensoria. É preciso assegurar, por meio de vontade política e mobilização social, os meios materiais e humanos necessários para que a Defensoria Pública esteja efetivamente presente onde o povo está. Só assim o acesso à justiça deixará de ser promessa constitucional para se tornar realidade cotidiana”. Para os próximos anos, Azevedo aponta que três frentes devem ser priorizadas. A ampliação da presença territorial das defensorias públicas, investir em transformação digital para aumentar a capilaridade dos serviços e fortalecer a atuação extrajudicial e coletiva, especialmente junto a grupos vulnerabilizados. “A Defensoria Pública tem demonstrado, dia após dia, sua capacidade de fazer muito com pouco. O que ela precisa, agora, é de condições institucionais para fazer o necessário com a dignidade que a Constituição exige”, finaliza.
Diagnóstico tardio dificulta a cura do câncer de esôfago

Recentemente, o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, faleceu em decorrência de um câncer de esôfago. A doença é uma das mais letais justamente por ser identificada, na maioria das vezes, em estágios avançados. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa para 2025 é que 8.200 homens e 2.790 mulheres recebam o diagnóstico da enfermidade. A cirurgiã oncológica e vice-diretora de Ensino da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Ana Luiza Cardona, explica que a gravidade está relacionada à localização do esôfago, que atravessa três regiões anatômicas distintas entre pescoço, tórax e abdômen e próximo a estruturas nobres. Facilita a disseminação do tumor para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo e, em muitos casos, inviável. “O principal sinal de alerta é a dificuldade para engolir. É um sintoma específico que tende a se agravar com o tempo. O paciente começa engasgando com carne, depois só tolera alimentos pastosos, até conseguir ingerir apenas líquidos. Muitos já chegam em estado de desnutrição severa quando procuram atendimento”, relata. Além da evolução silenciosa, Ana Luiza destaca que o câncer de esôfago tem como obstáculos a desinformação e o difícil acesso à endoscopia, exame fundamental para o diagnóstico precoce. “Menos de 15% da população brasileira segue uma alimentação considerada saudável. Aliado ao tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade, agrava ainda mais o cenário. Mesmo diante de sintomas evidentes, muitos pacientes não buscam ajuda médica por desconhecimento ou falta de recursos”. Segundo a médica, em casos específicos, como o esôfago de Barrett, uma alteração celular provocada pelo refluxo gastroesofágico crônico, é possível realizar o diagnóstico precoce e até a prevenção. “Ele deve ser controlado com mudanças na dieta, perda de peso e acompanhamento médico regular. Nestes casos, o monitoramento periódico por meio de endoscopia é fundamental, pois o câncer pode estar se desenvolvendo de forma silenciosa”. Outro fator agravante é a disseminação de conteúdos enganosos sobre saúde nas redes sociais. “Infelizmente, há muitos profissionais, inclusive médicos, divulgando informações sem respaldo científico. É essencial que o paciente busque fontes confiáveis, com embasamento técnico, para tomar decisões seguras sobre sua saúde”. Cuidados paliativos Nos últimos dias de vida, Mujica esteve sob cuidados paliativos. Quando a doença não é mais passível de cura, essa abordagem se torna essencial para garantir dignidade e qualidade de vida ao paciente. Para Patrícia Freire, integrante da Comissão de Cuidados Paliativos da SBCO, esse tipo de cuidado deveria estar presente desde o diagnóstico de doenças graves, e não apenas em fases terminais, não representando uma desistência do tratamento. “Trata-se de um redirecionamento do foco, que passa a ser o bem-estar do paciente. Atuamos no controle de sintomas como dor, fadiga e falta de ar, mas também cuidamos de aspectos emocionais, sociais e espirituais”, explica. Ela ressalta que a implementação precoce dessas medidas pode, inclusive, prolongar a vida. “Estudos comprovam que, em determinados casos, os cuidados paliativos iniciados logo após o diagnóstico aumentam a sobrevida e melhoram significativamente a experiência do paciente durante toda a jornada da doença”. Patrícia destaca ainda a importância do suporte aos familiares e cuidadores, que muitas vezes enfrentam grande sobrecarga física e emocional. “É fundamental oferecer orientação, escuta ativa e estratégias de revezamento. A existência de uma rede de apoio é crucial para garantir um cuidado verdadeiramente centrado na pessoa”. Como prevenir Para Ana Luiza, a principal forma de prevenção é adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de atividade física, e abandonar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. “O diagnóstico precoce e o tratamento em centros especializados fazem toda a diferença. A sobrevida é significativamente maior quando o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar experiente. Precisamos ampliar o acesso a exames como a endoscopia, capacitar os profissionais da atenção primária e conscientizar a população sobre os sinais de alerta”, conclui.
Assédio a policiais penais é tema de audiência na ALMG

Denúncias de abuso de autoridade e assédio moral contra policiais penais que atuam em unidades prisionais de Governador Valadares foram tema de uma audiência pública promovida pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo o presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL), diversos relatos encaminhados por servidores lotados na Penitenciária Francisco Floriano de Paula e no Presídio de Governador Valadares indicam práticas abusivas como remoções sem justificativa, manipulação de escalas e cancelamento de férias. “As denúncias não param de chegar, relatando episódios recorrentes de assédio moral dentro dessas unidades prisionais”. De acordo com o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, os diretores das duas unidades, que haviam sido convocados para prestar esclarecimentos durante a audiência, já foram afastados dos cargos. No entanto, ambos não compareceram à reunião. Outro ausente foi o diretor-regional da 8ª Região Integrada de Segurança Pública (8ª Risp), que também havia sido convocado, mas não compareceu por estar de férias, segundo Badaró. Para o presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Minas Gerais (Sindppen-MG), Jean Carlos Otoni Rocha, a ausência dos convocados transmite uma mensagem negativa. “Quando um diretor convoca um servidor, ele precisa comparecer. O que ocorreu aqui mostra que essas denúncias são sérias e devem ser tratadas com rigor”, ressaltou. O agente penal Marilson Carvalho, que integra a comissão de avaliação de servidores no Presídio de Governador Valadares, afirmou que tem sido alvo de perseguição por expressar suas opiniões. “Tudo começou quando o diretor fez comentários sobre as avaliações e sugeriu beneficiar ou prejudicar servidores conforme seus interesses. Nós nos recusamos a compactuar com isso, e então as retaliações começaram”. Segundo Carvalho, a perseguição continuou enquanto atuava no setor de videoconferência. “O diretor começou a interferir no meu trabalho, comparecendo ao setor e, na minha presença, questionando subordinados sobre questões de rotina como se eu não existisse. Fazia perguntas constrangedoras para os colegas, que não sabiam responder, já que aquelas atribuições eram minhas”, relatou. A agente penal Renata Cardoso Lanna da Cruz, também lotada no presídio, reforçou as denúncias. “O assédio moral ocorria de forma velada. Mudanças de escala após o retorno de licenças médicas, reuniões intimidatórias, sobrecarga de tarefas e disseminação de boatos por parte do diretor eram comuns”. Badaró reconheceu que a gestão de pessoas é um dos maiores desafios do serviço público e afirmou que a qualificação de gestores é prioridade da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). “Estamos desenvolvendo um curso para capacitar melhor os gestores. Atualmente, enfrentamos dificuldade em encontrar servidores dispostos a assumir cargos de chefia, justamente pela instabilidade, os riscos envolvidos e o desgaste que essas funções acarretam. Uma Lei Orgânica da Polícia Penal, bem estruturada, pode suprir lacunas, estabelecer critérios objetivos e oferecer segurança jurídica aos gestores”. Ele garantiu que todas as denúncias que chegam ao Depen são apuradas. “Encaminhamos os casos aos setores competentes. As denúncias de assédio, por exemplo, são avaliadas por uma instância totalmente independente”, concluiu.
Excesso de velocidade lidera as infrações nas rodovias federais

As infrações de trânsito nas rodovias federais registraram alta de 39% no primeiro trimestre de 2025. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram emitidos 2.578.333 autos de infração, contra 1.859.028 registrados em 2024. Em Minas Gerais, foram 299.106 infrações, um aumento de 79,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com a PRF, o excesso de velocidade representou 66,9% (1.724.833) das autuações. Em seguida, aparecem condução de veículo sem licenciamento (65.856) e ultrapassagens em trechos de faixa contínua (55.230). A presidente da Associação de Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans), Adalgisa Lopes, avalia que o elevado número de infrações nos primeiros meses de 2025 é um indicativo de que os condutores estão vivendo em um ritmo acelerado. “Esse é um comportamento comum não só do brasileiro, mas de motoristas no mundo todo. No entanto, é importante ressaltar que a ação do condutor brasileiro é, muitas vezes, mais imprudente que o dos motoristas de países desenvolvidos”. A psicóloga especialista em trânsito, Giovanna Varoni, aponta que a correria diária, com prazos apertados e excesso de compromissos, tem deixado o motorista mais estressado. “Isso interfere diretamente no comportamento ao volante, levando frequentemente a decisões impulsivas, falta de tolerância e maior propensão a infrações”. O excesso de velocidade foi a quarta principal causa de acidentes nas rodovias, resultando em 99 mortes em 1.012 ocorrências. Para Adalgisa, a sensação de impunidade é um dos principais fatores para o mau comportamento no trânsito. “O Código de Trânsito Brasileiro é bem rígido, mas a fiscalização é falha e, quando o caso vai para a Justiça, quem tem melhores advogados se sai melhor do que quem não tem. Em alguns países, uma infração grave, como dirigir alcoolizado, pode levar à prisão. Precisamos reduzir essa impunidade no Brasil”. “Os jovens, especialmente entre 18 e 27 anos, têm uma tendência maior ao comportamento de risco, o que se reflete até no valor mais alto dos seguros para essa faixa etária. Isso se deve tanto à impulsividade natural da idade quanto a traços de personalidade que identificamos nas avaliações psicológicas. Muitos buscam sensações prazerosas e estímulos constantes, o que os leva a atitudes perigosas no trânsito. Também observamos que os homens, em geral, assumem mais riscos do que as mulheres, que costumam ser mais prudentes. Essa diferença tem raízes culturais e precisa ser debatida. O trânsito é a principal causa de morte entre os jovens, e precisamos discutir isso com mais seriedade na sociedade, na imprensa, nas escolas e dentro das famílias”, acrescenta. A desatenção também é apontada como um fator significativo para os acidentes. A psicóloga explica que a mente sobrecarregada, o estresse contínuo e o cansaço físico e emocional são inimigos da direção segura. “Muitos motoristas estão fisicamente presentes, mas mentalmente ausentes, o que compromete totalmente a atenção e a capacidade de reagir a imprevistos”. Para a presidente da Actrans, uma maior periodicidade nas avaliações médicas e psicológicas dos condutores pode ajudar na redução dos acidentes. “Ao longo da vida, o motorista sofre perdas cognitivas e emocionais que afetam sua atenção e comportamento no trânsito. Estamos vendo um aumento de 39% nas infrações. As avaliações psicológicas analisam aspectos como atenção, memória e personalidade, fundamentais para entender a conduta ao volante. Já os exames médicos, que agora ocorrem a cada 10 anos para motoristas com mais de 55 anos, ignoram problemas de saúde que podem surgir nesse intervalo, como diabetes e doenças cardíacas. A saúde física e mental do condutor está comprometida, e reavaliar com mais frequência é essencial para prevenir acidentes”. Maio Amarelo Giovanna defende que ações educativas, como o Maio Amarelo, cujo tema deste ano é Mobilidade humana, responsabilidade humana são essenciais. “Elas provocam uma reflexão, lembrando que o trânsito é feito por pessoas e que cada escolha pode salvar ou colocar vidas em risco. Ao falar sobre respeito, empatia e responsabilidade, essas campanhas geram impacto e promovem uma mudança de mentalidade, não só ao volante, mas também na forma como lidamos com o ritmo da vida”.
Brasil registra alta nas vendas de veículos eletrificados em 2025

O acumulado do primeiro quadrimestre de 2025 nas vendas de veículos leves eletrificados no Brasil chegou a 54.683 unidades. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024 (51.296). Na comparação com 2023, quando foram vendidas 19.579 unidades, o aumento chega a 180%. Em abril, foram comercializadas 14.759 unidades, alta de 2,6% em relação a março. Em comparação com abril do ano passado, houve recuo de 2,9%. Segundo a ABVE, a retração é explicada pela quantidade maior de feriados prolongados e por mudança na metodologia de contagem nas vendas. Os híbridos plug-in (PHEV) representaram mais da metade do mercado, com 7.913 unidades emplacadas. Em seguida, vieram os modelos 100% elétricos (BEV), com 4.702 unidades, e os híbridos convencionais (HEV e HEV Flex), com 2.144. “A experiência superior proporcionada pelos veículos elétricos e híbridos recarregáveis está redefinindo o mercado automotivo brasileiro. Os modelos plug-in unem sofisticação, desempenho e economia, permitindo rodar no dia a dia por um quinto do custo dos combustíveis, sem necessidade de reabastecimento. Para muitas famílias, o alívio no orçamento é ainda maior quando se aproveita a energia gerada por painéis solares instalados em casa ou no trabalho. Soma-se a isso a qualidade dos materiais e a alta tecnologia embarcada, acima do padrão das montadoras tradicionais, a escolha por um PHEV se torna não apenas racional, mas praticamente incontestável”, explica Clemente Gauer, coordenador do GT de Segurança e membro do Conselho Diretor da ABVE. Ele afirma que a variedade de tecnologias elétricas já faz parte da disputa competitiva no país. “BYD e GWM provaram que há demanda por BEVs acessíveis. Agora, a Stellantis incorpora modelos Leapmotor e a GM trará elétricos da Wuling, como o Spark EUV, acelerando o movimento. Isso indica que até 2026, praticamente todas as grandes marcas exibirão ao menos um modelo que se ‘liga na tomada’. A escala chinesa reduz os custos de pesquisa e desenvolvimento e derruba os preços da prateleira”. “Com mais conteúdo local, blindamos o consumidor contra a variação cambial. Hoje, rodar 100 km custa entre R$ 12 e R$ 15 em eletricidade ou é gratuito com energia solar, contra R$ 35 a R$ 65 com etanol ou gasolina. Quando o cliente pode escolher entre desempenho, design e preço, o combustível deixa de ser o critério. O resultado é que a eletricidade se torna padrão, as famílias economizam e o país avança na descarbonização e na melhoria da saúde pública”, acrescenta. A projeção da ABVE, segundo Gauer, é encerrar 2025 com 240 a 260 mil veículos eletrificados emplacados, quase o dobro de 2024. “O avanço dos PHEV Flex, que combinam etanol com propulsão elétrica, deverá sustentar parte desse volume, enquanto os BEVs voltam a ganhar tração com a chegada de modelos mais acessíveis. Esse mix mais amplo, somado à nacionalização de alguns modelos, deve colocar o preço de entrada abaixo de R$ 110 mil já no segundo semestre. Com isso, esperamos que o custo operacional mais favorável, hoje na casa de R$ 12 por 100 km para os PHEVs e EVs, se torne o principal motor de escolha por um 100% elétrico ou plug-in, reforçando a tendência de crescimento em 2026”. Mais eficiência e menos impacto ambiental O especialista em economia circular, Edson Grandisoli, destaca que um dos principais argumentos a favor da mobilidade elétrica é a eliminação das emissões de poluentes, o que contribui para melhorar a qualidade do ar e reduzir a pegada de carbono. “Há também benefícios na redução da poluição sonora e no menor custo de manutenção, já que os motores elétricos são mais simples que os a combustão. Além disso, sua eficiência pode chegar a 90%, enquanto motores a combustão operam, em média, com 30%”. Grandisoli avalia que diante da crescente preocupação com as mudanças climáticas, o mercado de veículos elétricos deve continuar se expandindo, impulsionado por avanços tecnológicos, políticas públicas e investimentos em infraestrutura de recarga. “A colaboração entre empresas e governos pode acelerar esse processo, tornando os veículos elétricos mais acessíveis e viáveis para a população”.
Reforma do Código Civil propõe divórcio unilateral em cartório

A proposta de reforma do Código Civil brasileiro deve ser analisada ainda esse ano pelo Senado. De autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD), pode alterar 1.122 dos 2.046 artigos da lei. Um dos temas que devem ser mudados é a atualização da legislação para permitir o divórcio unilateral, ou seja, apresentado por apenas uma das pessoas da relação. Possibilita também que a solicitação seja feita diretamente no cartório e sem a necessidade de ação judicial. Sobre o tema, o Edição do Brasil conversou com a advogada especialista em direito de família, Leticia Ateniense. O que mudou na legislação brasileira sobre o divórcio desde a promulgação da Emenda Constitucional 66/2010 e qual foi o impacto disso na vida dos casais? Houve mudanças importantes ao eliminar a exigência de separação prévia e os prazos mínimos antes do divórcio, tornando o processo mais simples e rápido. A nova regra desestimulou conflitos e dispensou a discussão sobre culpa, permitindo que qualquer cônjuge solicite o divórcio sem o consentimento do outro. O Código de Processo Civil de 2015 e o Provimento nº 100 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2020, contribuíram para agilizar o procedimento, inclusive de forma virtual. Com isso, casais que não desejam mais permanecer juntos conseguem se divorciar de maneira mais respeitosa e menos burocrática. Como funciona atualmente o processo de pedido de divórcio no Brasil, tanto na via judicial quanto na extrajudicial, e quais os critérios que determinam cada caminho? O divórcio pode ocorrer pela via extrajudicial ou judicial, dependendo das circunstâncias do casal. Desde a Resolução CNJ nº 571/2024, é permitido o divórcio extrajudicial mesmo com filhos menores ou incapazes, desde que já exista decisão judicial sobre guarda, visita e pensão, e que não haja gravidez ou suspeita dela. Nesse caso, os cônjuges podem comparecer a um cartório de notas ou realizar o procedimento por videoconferência, com a presença de um advogado ou da defensoria pública. Já o divórcio judicial é necessário quando há conflitos ou quando as questões familiares ainda não foram resolvidas, podendo ser consensual ou litigioso. Há a possibilidade de o divórcio consensual ser feito no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) de forma gratuita e menos burocrático, inclusive com resolução de temas como guarda, pensão e partilha, desde que haja acordo entre as partes. Como a proposta de permitir o divórcio unilateral diretamente em cartório reflete a evolução do conceito de autonomia individual nas relações conjugais no Brasil? A proposta do Projeto de Lei nº 04/2025 representa um avanço na valorização da autonomia individual nas relações afetivas, ao permitir que uma pessoa possa encerrar o casamento por vontade própria, sem necessidade de consentimento do outro cônjuge ou decisão judicial. Isso reforça o entendimento de que ninguém deve ser obrigado a permanecer em um vínculo conjugal contra a própria vontade. O divórcio unilateral em cartório tornaria o processo mais rápido, simples e menos traumático, além de contribuir para a redução da sobrecarga do Judiciário. A medida reforça que o casamento deve ser uma escolha, e não uma imposição, colocando a dignidade da pessoa humana acima de formalidades excessivas. Quais são os principais benefícios esperados com a adoção do divórcio unilateral extrajudicial, especialmente em termos de desburocratização e agilidade processual? O divórcio unilateral extrajudicial traria como principal benefício a desburocratização do processo, permitindo que uma pessoa encerre o casamento de forma rápida, simples e menos desgastante, mesmo sem o consentimento do outro cônjuge. Isso reduziria custos, agilizaria a reorganização da vida pessoal e patrimonial, e ajudaria a aliviar a carga do Judiciário, que poderia se concentrar em casos mais complexos. Quais desafios podem surgir na implementação do divórcio unilateral em cartório, especialmente em regiões com acesso limitado a serviços jurídicos e cartorários? Um dos principais desafios está em garantir que todas as pessoas, inclusive as que vivem em regiões afastadas ou vulneráveis, tenham acesso efetivo ao divórcio unilateral extrajudicial. Isso envolve assegurar presença de cartórios, advogados ou defensoria pública, além de implementar políticas públicas que informem os direitos das partes e ofereçam isenção ou redução de custos para populações de baixa renda.
Novos formatos do futebol criam oportunidades para empresas

O esporte mais popular do país está passando por uma transformação silenciosa, porém, significativa. Novas modalidades inspiradas no futebol tradicional, como o Showbol e a Kings League, vêm conquistando espaço entre os torcedores e atraindo o interesse de grandes marcas. Com formatos mais ágeis, presença digital robusta e forte apelo ao entretenimento, essas competições estão se consolidando como alternativas estratégicas para empresas que desejam se conectar com diferentes perfis de audiência. Enquanto o Showbol conta com a participação de ex-atletas e figuras conhecidas do futebol, a Kings League, criada pelo ex- -zagueiro Gerard Piqué, chamou a atenção não apenas por seu formato ousado, mas também pela presença de influenciadores, personalidades da mídia e celebridades do esporte e do entretenimento. A liga, estruturada em formato de campeonato, traz regras inusitadas, como os “cartões dourados” e os “presidentes de clubes”, que são ex-jogadores ou famosos, além de ser fortemente integrada às redes sociais e ao universo digital. “Acho que as marcas estão procurando novas propriedades dentro do futebol. Hoje, se olharmos para as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, estão dominadas por casas de apostas e as empresas querem outras formas de inserção. Encontraram no Showbol e na Kings League uma maneira de participar de um produto novo”, explica o CEO da Soho Sports & Brands, Fernando Paz. Ele destaca que, no caso da Kings League, há possibilidades variadas de ativação de marca durante os jogos. “Isso é um ponto bem interessante. Por exemplo, no meio da partida, ela para e um dado cai. Ali, pode-se realizar uma campanha oferecendo descontos. Muitas ideias podem ser exploradas”. Na avaliação de Paz, as companhias estão testando esse novo formato. “Isso está acontecendo até com marcas que nunca haviam investido no futebol. É uma proposta nova, totalmente inserida no universo digital. Com o tempo, elas vão avaliar se vale a pena seguir nesse caminho ou retornar a um modelo que já é sucesso há mais de 100 anos”. Showbol e Kings League podem se complementar, acredita Paz. “O Showbol é um produto muito interessante porque mexe com a paixão dos torcedores e traz o fator nostalgia. Acho que deve se inspirar na modernidade que a Kings League apresenta, assim como a liga deve se espelhar na tradição que o Showbol carrega”. “Outras ligas e até o futebol convencional precisam se reinventar, porque o consumo de conteúdo mudou. Hoje, ninguém fica 90 minutos na frente da TV sem olhar o celular para saber o que está acontecendo ao mesmo tempo”, conclui.
Faturamento das PMEs recua e confiança dos empresários cai

O faturamento das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil registrou retração de 1,2% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Frente ao quarto trimestre do ano passado, a queda foi de 1,5%, conforme o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs). Esse resultado representa o pior desempenho do indicador desde o final de 2021. Os setores da indústria (-5,8%) e de infraestrutura (-3,3%) lideraram as perdas. Já o segmento de serviços teve recuo mais leve, de 0,2%. “O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento das incertezas fiscais, que pressionaram as expectativas inflacionárias e impulsionaram a elevação das taxas de juros, comprometendo o poder de compra das famílias. No cenário externo, as dúvidas quanto à política tarifária dos Estados Unidos e as reações de outras economias, como a China, também contribuíram para um ambiente mais adverso”, explica o gerente de Indicadores e Estudos Econômicos da Omie, Felipe Beraldi. O economista Wallace Marcelino Pereira ressalta que a instabilidade fiscal afeta o planejamento de longo prazo, especialmente entre os empreendedores de menor porte. “A incerteza orçamentária impacta negativamente as expectativas sobre a inflação futura, pois o mercado projeta uma expansão dos gastos acima do previsto, o que exige aumento da taxa básica de juros. Com juros mais altos, o financiamento ao consumo e ao investimento produtivo fica inibido, já que captar recursos se torna mais caro. As PMEs operam com fluxo de caixa limitado, portanto, qualquer choque macroeconômico tem efeitos mais intensos sobre elas, inicialmente reduzindo o faturamento e depois, inviabilizando operações”. Apesar das retrações em diversos setores, as PMEs comerciais registraram alta de 7,9% no faturamento médio real no primeiro trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, atacado e varejo apresentaram comportamentos distintos, conforme o IODE-PMEs. Segundo Beraldi, o crescimento do comércio foi impulsionado principalmente pelo atacado, com destaque para os segmentos de bebidas, resinas e resíduos de papel e papelão. “Já o varejo voltou a apresentar retração (-1,3%) devido à queda no ímpeto de consumo das famílias, impactadas pela perda de confiança dos consumidores e pelo avanço das pressões inflacionárias e das taxas de juros”. Empresários mais cautelosos De acordo com a última edição da Sondagem Omie das Pequenas Empresas, 51% dos empreendedores entrevistados esperam piora na economia, percentual superior aos 39% registrados na pesquisa de setembro de 2024. Beraldi atribui o cenário mais desafiador à queda na confiança dos consumidores (-7,6%) entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, conforme a Sondagem do Consumidor da FGV-IBRE. “Isso afetou diretamente o faturamento das PMEs ao reduzir o consumo das famílias e aumentar a cautela dos empreendedores quanto a investimentos e expansão, contribuindo para o que vimos no primeiro trimestre”. Pereira destaca que, embora medidas como a ampliação de concessões e a revisão de certos gastos públicos estejam sendo adotadas para estimular o consumo, também são necessários investimentos estruturais. “É fundamental implementar políticas voltadas à melhoria da infraestrutura de transportes, telecomunicações e geração de energia”. “Isso torna o sistema produtivo nacional mais competitivo no médio e longo prazos. Ou seja, o governo precisa ter uma estratégia de desenvolvimento econômico bem definida e coerente, que assegure ao setor produtivo a possibilidade de investir com menor custo e maior eficiência”, complementa. A disputa comercial entre Estados Unidos e China pode abrir oportunidades para as PMEs brasileiras, observa Pereira. “A resposta chinesa pode incluir a ampliação da compra de produtos e serviços do Brasil. Representando uma chance de realinhamento das relações comerciais e produtivas em favor das empresas nacionais. Mas é necessário que o país esteja atento e preparado para aproveitar essa janela”. Apesar dos desafios, Beraldi acredita que o cenário econômico brasileiro não indica paralisação completa do crescimento das PMEs. “O setor pode acompanhar a expansão do PIB, projetada em torno de 2%. Nesse contexto, estratégias que aumentem a confiança dos agentes econômicos, reduzam a incerteza fiscal e facilitem o acesso ao crédito em condições mais favoráveis seriam caminhos para mitigar os impactos negativos e estimular o desenvolvimento”, conclui.