Programa de aceleração impulsiona startups de impacto em Minas Gerais

Com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação e promover soluções que gerem impacto positivo na sociedade e no meio ambiente, o Programa de Aceleração de Impacto visa apoiar o crescimento de startups de impacto social e ambiental, ampliando seu potencial de escala, competitividade e transformação. A iniciativa é do Sebrae Minas, em parceria com a Beta-i Brasil. O programa contou com a participação de 28 empresas que receberam capacitação e suporte estratégico. As empresas ainda participarão, em novembro, de ações go-to-market, que envolvem rodadas de negócios e aproximações comerciais. Uma das participantes do programa é a Reuso Recicla+, startup de Poços de Caldas (MG) que atua com gestão integrada de resíduos sólidos. A empresa oferece serviços de coleta seletiva, doação de materiais recicláveis para cooperativas e projetos de sustentabilidade corporativa. A CEO da empresa, Yula Merola, explica que o negócio nasceu em 2020, a partir de uma vivência pessoal e de uma necessidade observada no setor. “Após mais de 20 anos atuando na área ambiental e de saúde pública, percebi que a gestão de resíduos no Brasil ainda enfrenta desafios profundos, principalmente nas cidades pequenas e médias, onde faltam estrutura e soluções integradas. A semente do projeto surgiu da convivência com um ex- -catador de materiais recicláveis, alguém que conhecia profundamente as dores e o potencial transformador desse setor”, relembra. De acordo com a analista do Sebrae Minas, Manuela de Assis, o propósito da iniciativa é fomentar negócios que unam inovação e impacto positivo. “Nosso objetivo foi apoiar o desenvolvimento e a evolução de negócios inovadores que geram impacto socioambiental positivo. Reconhecemos que essa vertical é estratégica para a transformação do planeta e acredita no poder das soluções inovadoras para enfrentar os grandes desafios sociais e ambientais da atualidade”. “Esse movimento está alinhado com tendências como a COP 30, que será realizada em Belém, e reforça a urgência de ações concretas voltadas à sustentabilidade e à economia verde. Ao fomentar startups de impacto, contribuímos diretamente para a construção de um ecossistema mais consciente e preparado para os desafios do futuro”, acrescenta. De acordo com Manuela, o processo levou em conta fatores como maturidade, inovação e potencial de impacto. “Observamos também aspectos como o grau de inovação, estrutura da equipe, alinhamento com o mercado, viabilidade de escalabilidade e capacidade de gerar mudanças positivas e mensuráveis. O diferencial do programa está no foco exclusivo em negócios de impacto socioambiental. Todas as atividades, desde as mentorias até as conexões, foram pensadas para atender às especificidades e desafios desse tipo de negócio inovador”. Yula conta que o programa foi um divisor de águas. “Ele nos ajudou a enxergar nosso negócio com mais clareza estratégica, fortalecer nossa estrutura interna e preparar o terreno para escalar nossas soluções com mais segurança e consistência. Foi uma experiência de amadurecimento e fortalecimento institucional”. Durante o processo de aceleração, a empresa deu um passo importante ao iniciar o desenvolvimento da Recicla.ESG, plataforma digital que transforma resíduos em indicadores ESG (Ambiental, Social e Governança). “É uma solução digital que transforma resíduos em dados e dados em impacto positivo. Oferece rastreabilidade em tempo real, dashboards personalizados com indicadores automáticos e integração direta com cooperativas locais, fortalecendo a economia circular. Já rastreamos mais de 500 toneladas de resíduos, com impacto direto em 11 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, destaca a CEO. Ela revela os próximos passos da startup. “Queremos escalar a Recicla.ESG, ampliando sua implementação junto a empresas e municípios e fortalecendo a economia circular regional. Nosso objetivo é nos posicionar como referência nacional em gestão de resíduos com impacto socioambiental real”. Futuro sustentável Para a analista, a iniciativa reforça a importância de apoiar negócios que unem propósito, inovação e sustentabilidade. “Acreditamos no potencial dessas startups e na transformação que elas geram na sociedade. Por meio desse programa, impulsionamos negócios inovadores que unem propósito, impacto positivo e sustentabilidade”, conclui.

Preço da cesta básica recua em BH, mas ainda pesa para o trabalhador

O custo da cesta básica em Belo Horizonte voltou a cair em setembro e chegou a R$ 739,09, segundo levantamento da Fundação Ipead/UFMG. A redução foi de 0,46% em relação a agosto, marcando o sexto mês consecutivo de queda. No acumulado de 2025, a redução é de 1,20%. Mas em 12 meses, a cesta registra uma alta de 7,36%. Atualmente, o custo da cesta representa 48,69% do salário mínimo (R$ 1.518), o que significa que quase metade da renda de um trabalhador é consumida apenas com alimentação. Segundo o gerente de pesquisas do Ipead, Eduardo Antunes, o aumento acumulado no ano é resultado de fatores climáticos e econômicos que afetaram a produção e o custo de insumos. “Essa elevação no longo prazo é explicada principalmente por aumentos significativos em itens específicos, influenciados por condições climáticas adversas, variações cambiais e pressões na cadeia de suprimentos”. “O café moído, por exemplo, registrou uma variação de +44,38% em 12 meses, impulsionado por problemas na safra 2024/2025 e valorização do dólar. Outros produtos, como tomate, chã de dentro e óleo de soja, também contribuíram para essa pressão”, acrescenta. Antunes destaca que os produtos que mais recuaram, tomate (-17,54%) e batata inglesa (-6,12%), são altamente sensíveis à sazonalidade. “Eles são hortaliças dependentes das condições climáticas. Setembro marca uma safra mais abundante, com colheitas favorecidas pelo clima mais estável no Sudeste. Já a manteiga caiu devido à maior produção de leite na primavera, que aumenta a oferta de derivados lácteos”. Apesar disso, alguns itens seguem em alta, como a banana caturra (5,54%), o óleo de soja (5,20%) e o feijão carioca (5,03%). “Essas elevações refletem a combinação de menor oferta e demanda aquecida, além da expectativa de maior uso de soja para produção de biodiesel”. Diferenças entre supermercados Um levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro, em parceria com o aplicativo comOferta, revelou fortes variações de preços entre supermercados e atacarejos da Região Metropolitana de BH. O arroz Camil 5 kg foi encontrado entre R$ 18,99 e R$ 25,99, uma diferença de 36,8%, e o arroz Tio João 5 kg, entre R$ 26,90 e R$ 38,99, variação de 45%. Já o feijão carioca Galante 1 kg subiu de R$ 7,97 para R$ 9,62, alta de 20,7%, enquanto o óleo de soja Veleiro (900 ml) passou de R$ 7,09 para R$ 8,42, um aumento de 18,8%. O pente de ovos vermelhos com 20 unidades variou 70% entre os estabelecimentos (de R$ 12,90 a R$ 21,99), e a maionese Liza (450g) apresentou variação de 74%, indo de R$ 6,58 a R$ 11,49. Para o coordenador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a principal orientação é pesquisar antes de comprar, já que as diferenças entre marcas e locais são grandes. “Nós encontramos variações superiores a 60% para o mesmo produto em supermercados próximos. É importante que o consumidor pesquise, especialmente em tempos de orçamento apertado. Se não for apegado a marcas, é possível economizar até 90% em alguns itens”, afirma. O comportamento recente do mercado mostra movimentos opostos, avalia Antunes. “Enquanto o arroz caiu, produtos como feijão, café e óleo de soja voltaram a subir. O arroz teve reduções médias de 8%, mas o feijão carioca, o óleo e o café dispararam. São produtos de primeira necessidade, que continuam pressionando o bolso do consumidor”, ressalta. Perspectivas para o fim do ano O Ipead prevê que a cesta básica pode manter a tendência de estabilidade até o fim de 2025, mas alerta que o período de festas e possíveis impactos climáticos ainda podem elevar os preços. “A tendência é de continuidade das reduções moderadas, mas há riscos de alta sazonal. Mesmo com a queda recente, o custo da alimentação ainda compromete quase metade do salário mínimo, um patamar que mostra a erosão do poder de compra e o peso dos alimentos no orçamento familiar”, conclui Antunes.

Nova lei amplia licença-maternidade para internação prolongada

A licença-maternidade no Brasil ganhou um novo marco com a sanção da Lei nº 15.222/2025, assinada recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A norma altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei de Benefícios da Previdência Social, garantindo a ampliação da licença e do salário-maternidade nos casos em que a mãe ou o bebê precisem permanecer internados por um período superior a duas semanas após o parto. Na prática, o início da contagem da licença passa a ocorrer somente após a alta hospitalar, podendo ser estendida por até 120 dias adicionais, conforme o caso. O tempo de repouso anterior ao parto, porém, poderá ser descontado desse período extra. Para entender os impactos dessa mudança para as trabalhadoras, empresas e para o sistema previdenciário, o Edição do Brasil conversou com o advogado especialista em Direito do Trabalho, Hellom Lopes. Como a nova lei modifica o marco legal da licença-maternidade e do salário-maternidade em casos de internação prolongada? Ela introduz alterações importantes tanto na CLT quanto na Lei de Benefícios da Previdência Social. No caso da licença-maternidade, ela pode ser prorrogada por até 120 dias após a alta hospitalar da mãe e/ou do bebê, desde que a internação exceda duas semanas e haja nexo com o parto. O tempo de repouso anterior ao parto (quando houver) será descontado desse período adicional. O salário-maternidade, pago pelo INSS, também será devido durante a internação prolongada, seguindo as mesmas condições. A contagem do início da licença e do benefício passa a considerar a data da alta hospitalar de quem permanecer internado por último, mãe ou bebê. Quais são as condições para que a prorrogação de até 120 dias seja aplicada? Alguns requisitos precisam ser cumpridos. A internação hospitalar deve superar 14 dias e estar relacionada a complicações médicas do parto, da gestação ou do nascimento, comprovando-se o nexo causal com o parto. Além disso, o tempo de repouso pré-parto eventualmente utilizado deve ser descontado do acréscimo dos 120 dias após a alta. A contagem desse período adicional começa a valer após a alta hospitalar da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último. Para comprovar o direito, são necessários atestados médicos ou laudos hospitalares, documentos de alta e comprovação do nexo com o parto. Como ficam os casos de repouso pré-parto, esses dias serão descontados da licença-maternidade estendida e em quais situações isso se aplica? O repouso pré-parto é o afastamento antes do nascimento, autorizado por recomendação médica, até o limite previsto em lei (geralmente até 28 dias antes do parto). Com a nova legislação, se a mulher já tiver utilizado parte da licença antes do parto, esse período será descontado da prorrogação de 120 dias após a alta hospitalar. Os dias adicionais não são somados integralmente “por cima” do repouso anterior. Por outro lado, se o repouso pré-parto for menor ou inexistente, não há desconto, garantindo o máximo de tempo possível junto ao bebê após a recuperação. Qual é a vantagem de ter essa ampliação formalizada em lei? A formalização representa um avanço significativo no direito das mulheres, especialmente para mães de bebês prematuros ou com complicações neonatais. Além de garantir mais tempo de convivência e recuperação, a nova regra reduz desigualdades e incertezas jurídicas, evitando que mães fiquem em dúvida sobre seus direitos. No entanto, ainda pode haver questionamentos práticos sobre a interpretação de “nexo com o parto”, a validade de determinados atestados e as situações em que mãe e bebê têm alta em momentos distintos. Mesmo assim, a lei é um passo importante rumo a uma maior proteção social e trabalhista para as famílias. Essa mudança pode abrir caminho para uma revisão mais ampla das políticas de trabalho parental? Sem dúvida. Essa legislação reforça a necessidade de reavaliar o modelo de licenças parentais no Brasil, ampliando o debate sobre o papel dos pais e responsáveis nos cuidados com o recém-nascido. Ela pode servir como precedente para discussões futuras sobre licenças compartilhadas ou sobre a ampliação da licença-paternidade, contribuindo para uma maior equidade de gênero nas relações de trabalho e na criação dos filhos.

Mulheres são quase metade dos apostadores no Brasil

As mulheres deixaram de ser coadjuvantes no mercado de apostas esportivas no Brasil. Hoje, elas representam 47% do público que aposta em esportes, segundo um levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a Fulltrader Sports. Em alguns nichos, a participação feminina já ultrapassa a masculina. Esse movimento tem mudado o perfil de consumo e exigido novas estratégias de comunicação das plataformas. Na avaliação do cientista de dados Ricardo Santos, a entrada das mulheres está transformando a dinâmica do setor. “O público feminino tem um padrão de decisão mais racional e estratégico, o que influencia inclusive os algoritmos de recomendação. São perfis menos impulsivos e mais conectados com dados de performance”. O fenômeno acompanha uma tendência mais ampla de diversificação. Se antes o mercado era dominado por homens jovens, agora cresce a presença de diferentes faixas etárias e classes sociais, impulsionada pela regulamentação do setor, pelas campanhas de marketing e pela oferta de conteúdos educativos. Esse comportamento também reflete diretamente nas plataformas digitais. “Percebemos uma migração de perfis curiosos para apostadores mais estratégicos. As empresas estão investindo em usabilidade, dados em tempo real e funcionalidades que atendem tanto ao iniciante quanto ao usuário avançado”, explica Santos. Apesar do crescimento, o cientista de dados faz um alerta. “Hoje, cada clique, tempo de permanência e preferência de aposta vira dado. As plataformas que sabem utilizar essas informações saem na frente ao oferecer experiências personalizadas que fidelizam o usuário”. Dez meses de regulação O avanço da participação feminina ocorre em paralelo a um momento de consolidação do setor no Brasil, que está regulamentado desde o início do ano. Nesse período, 78 operadores já foram licenciados para atuar no país, com 17,7 milhões de apostadores registrados e mais de 15 mil sites ilegais bloqueados, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA). Para a indústria, esse processo representa uma mudança estrutural. O Team Manager LATAM da Games Global, Giuseppe Barbanera, observa que os mercados regulados são centrais para a credibilidade do setor. “No Brasil, vemos avanços rápidos em áreas como compliance e proteção ao jogador. O bloqueio de sites não licenciados e a maior transparência na relação com os operadores são conquistas importantes tanto para a indústria quanto para o consumidor final”. Ele acrescenta que a regulação é fundamental para a sustentabilidade do mercado. “É um passo significativo para o crescimento sustentável do iGaming no Brasil, pois oferece aos jogadores um ambiente seguro e transparente, onde podem se divertir de forma responsável. Isso gera confiança na indústria e estabelece a base para um desenvolvimento contínuo e para a inovação”, avalia. Barbanera aponta que o público brasileiro busca experiências próximas da sua realidade. “Jogos como Carnaval Drums ou jackpots temáticos, como o Carnaval Fortuna, mostram como a personalização influencia na aceitação e fidelização. Ao mesmo tempo, formatos globais como o FlyX tiveram rápida adesão, o que revela o equilíbrio entre inovação internacional e identidade cultural”, finaliza.

Programação especial celebra 55 anos da Fundação Clóvis Salgado e do Giramundo

O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, abre suas portas a partir de outubro para a Ocupação Giramundo, uma programação especial que marca os 55 anos da Fundação Clóvis Salgado (FCS) e do Grupo Giramundo, referência nacional no teatro de bonecos. A celebração reúne exposição inédita, espetáculo, mostra de cinema, atividades educativas e visitas guiadas, reforçando o papel da instituição como um dos maiores centros culturais do país. O grande destaque é a exposição “Bonecos Giramundo”, que acontece de 11 de outubro a 22 de fevereiro de 2026 na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. O público poderá conhecer de perto cerca de 600 peças, entre bonecos, máscaras, figurinos, cenários e objetos que marcaram a trajetória do grupo fundado em 1970 pelos artistas plásticos Álvaro Apocalypse, Tereza Veloso e Madu. A programação inclui também a apresentação de “Alice no País das Maravilhas”, no dia 12 de outubro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em celebração ao Dia das Crianças. A exposição tem entrada gratuita. Já os ingressos para a peça custam a partir de R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia- -entrada, e já estão à venda na plataforma Eventim e na bilheteria do Palácio das Artes. Segundo o curador e diretor do Giramundo, Marcos Malafaia, a mostra busca evidenciar a capacidade de reinvenção do grupo ao longo de cinco décadas. “O conceito curatorial parte da ideia de permanente mutação e experimentação, que sempre orientou o processo criativo do Giramundo. Essa noção de transformação contínua é o fio condutor que conecta as coleções de bonecos, figurinos, cenografia e filmes, revelando como o grupo se reinventa sem perder suas características essenciais”, afirma. Para o presidente da FCS, Sérgio Rodrigo Reis, a ocupação é uma prévia das grandes comemorações que virão. “A celebração é somente em 2026. O que estamos fazendo é uma avant première. É um gostinho de tudo que vem por aí para celebrar este que se tornou, ao longo de sua história, o maior complexo cultural do país e da América Latina”. Ele reforça ainda o caráter democrático do evento. “A ocupação permite com que todo tipo de público acesse o Palácio das Artes. Com isso, reforçamos o nosso compromisso de ser o Palácio para todas as artes e para todas as pessoas”. A expectativa de Reis é atrair milhares de visitantes. “A programação está recheada de atividades lúdicas e educativas. E o que é melhor: ficará aberta por alguns meses, permitindo que também as escolas se programem para conhecer a incrível história de um grupo de bonecos local, o Giramundo, que ganhou o país”. “Com esta exposição foi possível rever toda a trajetória e a história do Giramundo. Para ter acesso a esse material e disponibilizá-lo ao público, tivemos que contribuir para sua conservação. Com isso, vários bonecos foram restaurados. Este será um grande legado desta ocupação”, completa. Dividida em três grandes eixos, Coleção Álvaro Apocalypse, Coleção Giramundo Século XXI e Cine Giramundo, a exposição contará ainda com uma seção educativa na PQNA Galeria Pedro Moraleida. Nela, será possível compreender passo a passo a construção dos bonecos, em uma verdadeira “anatomia das marionetes”. A parceria entre a FCS e o Giramundo é um exemplo de como valorizar a produção cultural mineira, reforça Reis. “A Fundação Clóvis Salgado está sempre de portas abertas para toda expressão artística singular que representa Minas Gerais. São sempre muito ricos estes encontros, como já ocorreu em outros projetos, e agora com o Giramundo. E vem muito mais por aí”, conclui. Serviço Exposição “Bonecos Giramundo” Período: 11 de outubro até 22 de fevereiro de 2026 Horário: terça a sábado, das 9h30 às 21h; domingo, das 17h às 21h Local: Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard Avenida Afonso Pena, nº 1537 – Centro Entrada gratuita

Preço do café provoca mudanças nos hábitos de consumo da bebida no país

O café, presente no cotidiano de 98% da população brasileira, atravessa uma transformação nos padrões de consumo. É o que aponta a pesquisa “Café – Hábitos e Preferências do Consumidor (2019-2025)”, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) ao Instituto Axxus, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT) da Unicamp. Os dados mostram que a alta expressiva dos preços, superiores a 70% nos últimos dois anos, segundo IBGE e ABIC, impactou diretamente o comportamento dos consumidores. Em 2025, 24% reduziram o consumo, a maior taxa da série histórica. Em contrapartida, apenas 2% aumentaram a ingestão, contra 16% em 2023. “Os resultados mostram uma transformação nos hábitos de consumo. Porém, o brasileiro continua amando e comprando café, e o fato de 87% dos entrevistados reconhecerem o selo da ABIC como um guia de qualidade nos enche de orgulho”, afirma a gerente de Marketing da ABIC, Mônica Pinto. A pesquisa também mostrou que o brasileiro vem tomando menos xícaras de café. Em 2019, 29% tomavam mais de seis por dia. Esse índice caiu para 26% em 2025. Já o grupo que consome até duas xícaras cresceu de 8% em 2019 para 14% neste ano. O consumo matinal segue quase universal: 96% dos entrevistados disseram tomar café ao acordar. Por outro lado, 2% das pessoas aumentaram a ingestão em 2025, contra 16% em 2023. Preço redefine escolhas Quase quatro em cada dez consumidores (39%) afirmaram optar pela opção mais barata, número que mais que dobrou em relação a 2023 (16%). O hábito de escolher marcas favoritas cede espaço à busca pelo menor valor. A mudança também se reflete fora de casa. A frequência em cafeterias caiu de 51% em 2023 para 39% em 2025. Entre os principais motivos estão preços elevados, mau atendimento e qualidade inconsistente. Muitos consumidores têm preferido preparar o café em casa, motivados tanto pelo custo quanto pela conveniência. O pesquisador do IAC e coautor do estudo, Sérgio Parreiras Pereira, avalia que mesmo em um cenário de alta expressiva nos preços, o café segue presente no cotidiano dos brasileiros, mas de forma mais moderada e seletiva. “A pesquisa revela que o consumidor não abre mão da bebida, mas está adaptando seus hábitos ao novo contexto econômico”. Onde e como comprar mudou O levantamento revela também mudanças nos canais de compra. Os atacarejos aumentaram sua participação de 24,6% em 2023 para 28,2% em 2025. Já os pequenos varejistas perderam espaço, caindo de 6,4% para 2,2%. O ambiente digital também ganhou força. O YouTube se consolidou como principal fonte de informação sobre café para 13,2% dos consumidores, contra 8,6% em 2023, superando até redes sociais e sites especializados. Tradição em transformação Apesar da pressão econômica, o café segue como um dos símbolos culturais mais fortes do Brasil. O consumo diário se mantém estável em casa, no trabalho e entre amigos, e 87% dos entrevistados reconhecem o selo de qualidade da ABIC como referência de segurança e confiança. A pesquisa ouviu 4.200 pessoas durante o mês de setembro em todas as regiões do país. A amostra foi estratificada por gênero, faixa etária, renda e localidade, com nível de confiança de 99% e margem de erro de 2%. “O cuidado com a estratificação da amostra garante que o estudo reflita a realidade de diferentes perfis de consumidores em todo o Brasil. Trabalhamos com alto nível de confiança e margem de erro reduzida, o que nos permite comparar os resultados ao longo dos anos com segurança científica e identificar tendências consistentes”, destaca o coordenador do estudo, professor Rodnei Domingues.

Tradição e inovação marcam a nova fase do Café Nice em BH

Belo Horizonte ganha um novo motivo para celebrar sua história e cultura com a reabertura do tradicional Café Nice, localizado na Praça Sete. Após 86 anos de existência, o espaço foi revitalizado e agora inicia uma nova fase como ponto turístico, cultural e gastronômico da capital mineira. O projeto contou com patrocínio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e da Gerdau, além de apoio do Banco Mercantil e do ex-vereador Gabriel Azevedo. Também foi realizado um financiamento coletivo que mobilizou centenas de pessoas. A reforma preservou elementos históricos, como os azulejos originais e o icônico balcão, e acrescentou melhorias para receber melhor o público, como bancos, painel com fotos antigas, cardápio luminoso, nova fachada, expositores de souvenirs e até coquetéis autorais. Além da parte estética, foram feitas intervenções funcionais como a manutenção elétrica, modernização de maquinário, reforma de mobiliário e treinamento da equipe. Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, a revitalização tem impacto direto no Centro da cidade. “O Café Nice não é apenas dos proprietários, mas de todos nós, belo-horizontinos. Esse esforço coletivo mostra que o Hipercentro pode ser novamente um polo de convivência, cultura e negócios”. O CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, destacou a conexão da empresa com Belo Horizonte. “Não nos sentimos apenas patrocinadores, mas privilegiados em participar desse momento. Preservar um espaço como o Café Nice é motivo de orgulho, especialmente para mim, que cresci frequentando este lugar com meu pai nas décadas de 1970 e 1980”. Já o coordenador do projeto pela Oficina Paraíso, Rafael Quick, falou sobre a realização do trabalho. “Quando recebemos o chamado, ficou claro que o fechamento do Nice seria uma perda enorme. Criamos uma campanha de financiamento coletivo e buscamos marcas e entidades parceiras. O objetivo é transformar o café em um destino, onde além de tomar um café e comer um pão de queijo, as pessoas possam levar souvenirs, camisetas e xícaras personalizadas para casa”. Um dos apoiadores da iniciativa, Gabriel Azevedo, ressaltou o valor afetivo do espaço. “Belo Horizonte perderia muito se essas portas permanecessem fechadas. O Nice é memória, é política e é também o coração da requalificação do Centro. Preservá-lo significa manter vivo o que é nosso”. Para os proprietários do Café Nice, os irmãos Renato e Tadeu Caldeira, a ajuda foi decisiva em um momento de dificuldade. “Eu estava desanimado, pensando em parar depois de mais de 50 anos de trabalho. Mas quando o Gabriel e o Rafael apareceram com o projeto, entreguei de olhos fechados. O resultado ficou maravilhoso, surpreendeu a todos nós e me trouxe confiança de que o retorno virá”, aponta Renato. Para Tadeu, o novo-velho Nice, além de contar a história da cidade e seus acontecimentos, terá como missão mostrar às novas gerações a força do coletivo na preservação de histórias. “A união dos patrocinadores e apoiadores foi fundamental para que a história não se perca. O Café Nice ajudou a contar a narrativa de Belo Horizonte e é isso que queremos mostrar aos futuros frequentadores: o coletivo salvou a nossa história e ela será preservada para o futuro”. Novidades O cardápio mantém os clássicos que atravessaram gerações como o café coado no pano, o creme de maizena com ameixa e o frapê de coco, mas agora também oferece três coquetéis exclusivos criados pelo bartender Albert Coelho. A nova gestão prevê ainda consultorias, reposicionamento da marca, venda de produtos personalizados e ampliação dos horários de funcionamento. O espaço está aberto ao público de segunda a sexta, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 13h.

Mudança na diretriz reforça prevenção contra a hipertensão

O tradicional “12 por 8” (120/80 mmHg), antes considerado normal, passou a ser classificado como pré-hipertensão, servindo como alerta precoce para cuidados de saúde. A mudança foi apresentada na nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, divulgada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), que altera a forma como a pressão arterial deve ser interpretada e acompanhada no país. O cardiologista Juan Ferreira explica que a mudança não significa que todos serão rotulados como doentes. “A mudança amplia a faixa de atenção para detectarmos mais cedo quem tende a subir a pressão nos próximos anos. O termo pré-hipertensão não é sinônimo de hipertensão; é um sinal para agir antes, com o objetivo de não atingirmos o corte de 140/90 mmHg. A finalidade é prevenção e personalização do cuidado, não medicalizar todo mundo”. Com a nova diretriz, pacientes na faixa de pré-hipertensão devem priorizar hábitos saudáveis para evitar a progressão do quadro. Mas nem sempre é fácil, segundo Ferreira. “As principais barreiras são a rotina exaustiva, custo e acesso restrito a alimentos in natura, falta de locais seguros para praticar atividade física, baixa informação em saúde e comorbidades, como ansiedade e obesidade. Estratégias simples funcionam: metas semanais pequenas, informações claras e acompanhamento por equipe multiprofissional”. Outro ponto que recebeu destaque na nova diretriz foi a aferição da pressão arterial em casa. Segundo o cardiologista, alguns erros são comuns ao fazer o procedimento por conta própria. “Manguito inadequado para o braço, braço sem apoio na altura do coração, falar ou se mexer durante a medida, medir logo após café ou exercício, bexiga cheia e fazer só uma leitura isolada. Esses erros podem criar a falsa ideia de hipertensão do avental branco ou mascarada, levando a diagnósticos equivocados”, alerta o cardiologista. Também mudou o início antecipado da medicação para pacientes de hipertensão estágio 1 e baixo risco. De acordo com Ferreira, essa alteração deve trazer alguns benefícios, como a queda adicional da pressão e a prevenção de eventos a longo prazo. “Muitos pacientes resistem às mudanças no estilo de vida e acabam ficando anos sem tratamento adequado. A nova diretriz busca corrigir essa leniência”. “A meta agora é manter a pressão abaixo de 130/80 mmHg para todos os hipertensos. Na prática, vamos intensificar o tratamento com alvo único e claro, usar mais combinações em dose fixa para facilitar a adesão e checar a tolerância, principalmente em idosos frágeis”, acrescenta. Impactos no Brasil O país tem cerca de 28% de adultos hipertensos, e apenas um terço mantém a pressão controlada. Na avaliação de Ferreira, a nova diretriz pode ajudar a reduzir complicações cardiovasculares graves. “As mudanças trazem três alavancas: diagnóstico mais cedo, alvos claros e estratificação de risco com terapias simplificadas. Isso melhora a adesão, reduz o subtratamento e aumenta a chance de desfechos melhores”. Mitos e verdades A cardiologista Fernanda Weiler esclarece equívocos comuns em relação à pressão arterial. Mito: 12 por 8 significa tranquilidade total. “Esse valor já indica maior risco do que números abaixo de 120/80 mmHg. É um sinal de alerta, não de normalidade”. Mito: pré-hipertensão leva automaticamente ao uso de remédios. “Em geral, o primeiro passo é mudar o estilo de vida. Medicamentos só são considerados em casos de alto risco cardiovascular ou se após meses de ajustes, os valores seguirem elevados”. Mito: só pessoas mais velhas precisam se preocupar. “A hipertensão pode aparecer em adultos jovens. Prevenir cedo reduz complicações como infarto e acidente vascular cerebral (AVC)”. Verdade: prevenir cedo traz benefícios duradouros. “A atualização nos dá uma janela de ação importante: intervir quando o quadro ainda é reversível pode salvar vidas”.

Audiência da ALMG alerta para golpes e saúde de idosos

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou uma audiência pública voltada ao Setembro Amarelo, com ênfase nos efeitos psicológicos, sociais e econômicos sofridos por idosos vítimas de fraudes e desinformação. O encontro buscou também propor políticas públicas e ações educativas voltadas à prevenção de golpes e à promoção da saúde mental dessa população. Dados apresentados na audiência reforçam a urgência do tema: a taxa de suicídio entre pessoas com mais de 60 anos é de 7,8 por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 6. Entre os homens idosos, o índice chega a 14,8 por 100 mil, enquanto entre mulheres da mesma faixa etária é de 2,6. Especialistas apontam fatores como isolamento social, luto, perda de autonomia e, cada vez mais, os impactos emocionais de fraudes financeiras. A presidente da Comissão de Saúde Mental da OAB-MG, Luciana Garcia, alertou que a maior parte dos crimes contra idosos não chega às autoridades. “Cerca de 60% das vítimas de tentativas de golpe em instituições financeiras são idosos, mas os casos são subnotificados, porque muitos sentem vergonha de contar até mesmo para a família”. “A fraude não é apenas financeira. Ela atinge a autoestima, gera impotência e fragilidade. É fundamental criar canais de acolhimento e capacitar os profissionais para escuta humanizada”, acrescentou. A delegada Danúbia Quadros, chefe do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família da Polícia Civil, ressaltou a sofisticação das quadrilhas. “Os criminosos desenvolveram uma engenharia social cada vez mais apurada. Entre os golpes mais comuns estão os de empréstimos consignados e os de falsos namorados, em que mulheres idosas são seduzidas e enganadas”. Idealizador da audiência, o deputado Charles Santos (Republicanos) defendeu a criação de políticas públicas para proteção e apoio aos mais velhos. “Recebemos inúmeras denúncias de fraudes contra idosos. Mais do que novas leis, é preciso garantir que as já existentes sejam aplicadas. O silêncio é conivência. Precisamos denunciar e construir uma rede de cuidado que envolva família, Estado e comunidade”. A audiência destacou ainda a necessidade de fortalecer os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) para atendimento especializado de idosos, campanhas de alfabetização digital para prevenir golpes virtuais e a capacitação de bancários, policiais e profissionais de saúde no acolhimento de vítimas. O encontro foi marcado pela convergência de especialistas em saúde, representantes da sociedade civil e autoridades de segurança pública. A mensagem final reforçada pelos participantes foi de que escuta, empatia e conscientização podem salvar vidas. “Se o silêncio adoece, é no diálogo que transformamos dor em esperança”, resumiu a presidente da Comissão de Saúde Mental da OAB-MG, ao defender que a pauta seja tratada como prioridade de Estado.

Empresas veem no voluntariado estratégia para engajar equipes

O voluntariado empresarial vem se consolidando no Brasil como uma ferramenta estratégica para empresas que buscam gerar impacto social e, ao mesmo tempo, engajar seus colaboradores. De acordo com uma pesquisa da Deloitte, 92% dos líderes reconhecem o voluntariado como uma prática eficaz para o desenvolvimento de habilidades profissionais e de liderança. Além disso, 77% dos entrevistados apontam que essas ações contribuem diretamente para o bem-estar dos funcionários, evidenciando que as práticas voluntárias beneficiam tanto a comunidade quanto os próprios colaboradores. Segundo um site especializado em tendências de voluntariado e impacto social, mais de 70% das empresas brasileiras já têm programas formais de voluntariado, alinhados às pautas de ESG (Ambiental, Social e Governança) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “O voluntariado deve estar alinhado à estratégia social ou de ESG da empresa que, por sua vez, precisa estar conectada à estratégia macro do negócio como um todo. Muitas organizações estimulam que os próprios colaboradores criem ações independentes, o que amplia a diversidade do programa e torna o voluntário um cocriador, aumentando sua legitimidade”, aponta Bruno Ayres, fundador da V2V, plataforma especializada em voluntariado corporativo. As práticas voluntárias também desenvolvem competências relevantes para o mercado de trabalho, acrescenta Ayres. “São habilidades humanas, muitas vezes chamadas de soft skills, como liderança, trabalho em equipe, comunicação, escuta ativa e criatividade. Além disso, os voluntários aprendem a fazer mais com menos e a pensar de forma inovadora”. Bem-estar emocional Uma iniciativa recente mostrou de forma inédita o efeito imediato do voluntariado sobre o estado emocional dos participantes. O Speed Mentoring Experience, realizado em Brasília, monitorou em tempo real variáveis fisiológicas de voluntários durante sessões de mentoria para jovens em início de carreira. De acordo com o responsável pelo estudo, o neurocientista Ricardo Caiado, foi observado que o engajamento em atividades voluntárias gera uma resposta quase imediata no bem-estar emocional. “Em poucos minutos, sinais fisiológicos associados ao estresse diminuíram. O voluntariado atua como um gatilho positivo no cérebro: aumenta a sensação de propósito, pertencimento e conexão social”. Caiado destaca que o mais impressionante foi a velocidade da resposta. “Não estamos falando de semanas ou meses, mas de minutos. Isso comprova que pequenas ações de doação de tempo e conhecimento já têm efeito significativo no equilíbrio emocional”. Ele explica que o experimento também chamou atenção para o impacto cognitivo. “Os níveis de atenção e engajamento se mantiveram elevados durante todo o processo. Identificamos redução clara nos marcadores de estresse e melhora na autorregulação emocional, fundamentais para a saúde mental e prevenção do burnout”. “É a união entre ciência e gestão de pessoas. Não se trata apenas de fazer o bem, mas de gerar saúde emocional, engajamento e até reduzir custos relacionados a afastamentos e turnover”, complementa. Futuro do voluntariado Na avaliação de Ayres, o cenário aponta para transformações e o setor viverá grandes mudanças. “Vejo meios de engajamento mais descomplicados e atividades remotas, que já são bastante relevantes, crescerem ainda mais. Em um mundo em que o trabalho tende a se tornar gradativamente obsoleto, o voluntariado será cada vez mais fonte de propósito. Estamos estudando até formas de transformar esses impactos em recompensas por meio de tokenização e blockchain”. Para o neurocientista, a ciência pode ser uma aliada nesse processo. “Nossa tecnologia mede em tempo real padrões cerebrais, emocionais e de atenção, permitindo validar cientificamente os efeitos do voluntariado. É como se déssemos ‘voz’ ao corpo e ao cérebro. A liderança que entender isso estará mais preparada para os desafios humanos e sociais do futuro”, conclui.